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Laços radiofónicos...

por Correio da Guarda, em 24.12.22

 

A quadra natalícia remete-nos para diversas celebrações, festividades, manifestações, reencontros e espírito familiar. Contudo suscita a lembrança do início da radiodifusão sonora.

Faz-nos recuar até 1906, à noite de 24 de dezembro, data em que foi emitido o primeiro programa de rádio do mundo. Pelo menos assim ficou registada a transmissão protagonizada por Reginald Fessenden, a partir de Brant Rock, nos Estados Unidos da América do Norte.

Previamente enviou uma mensagem, em morse, aos navios que se encontravam ao largo do oceano, alertando-os para uma mensagem importante.

Esta não teve como suporte o característico som da telegrafia sem fios, mas uma voz bem audível que lhes desejou um Natal Feliz. Nos recetores ouviram-se as notas musicais de um tema de Haendel, o trecho natalício Holly Night – tocado em violino – e a leitura de algumas passagens da Bíblia.

A emissão foi, para quem a escutou em alto mar, um imprevisto e distinto presente de Natal. A radiodifusão sonora deu, nesse momento, o seu primeiro passo através de um equipamento embrionário do sistema para emissão de voz pela telegrafia sem fios. O termo rádio, entendido como meio de comunicação, era inexistente nessa época, mas o conceito estava já subjacente nesse momento histórico e especial que desencadeou a abertura de novos horizontes.

No ano seguinte, Lee de Forest associou o telefone sem fios ao equipamento da marinha, viabilizando a escuta (em várias estações costeiras) dos sons emitidos por um fonógrafo.

Decorridos cento e dezasseis anos, a rádio continua a escutar o mundo, a esbater distâncias, a informar, a assegurar o entretenimento, a envolver pessoas independentemente do lugar onde se encontrem.

Estão já distantes os tempos dourados do da onda média que, noutros contextos económicos, sociais e tecnológicos se afirmou de forma inquestionável, assumindo-se como elo de ligação entre populações urbanas e rurais; remetendo para múltiplas realidades.

A Guarda faz parte da história da radiodifusão portuguesa, tendo escrito brilhantes páginas no capítulo das emissões em onda média, mercê do projeto radiofónico (Rádio Altitude) que nasceu no interior dos muros do Sanatório Sousa Martins e é um exemplo de longevidade.

A rádio é magia diária que importa revitalizar com ideias novas, adequação tecnológica, perceção atenta dos gostos e exigências dos ouvintes. As emissões radiofónicas passam hoje, em larga medida, pelo meio digital, num cada vez mais recorrente recurso às modernas aplicações e tecnologias. Atualmente deixa de fazer sentido o argumento de alguns que não acompanham, com regularidade, as emissões de rádio devido às más condições de receção, na tradicional sintonia.

Esquecem, ou querem esquecer, que a realidade é diferente. Evidenciam comodismo, equacionado mais como inconsistente justificação no alheamento perante a notícia, o acontecimento.

Estúdio - Home Studio  - fot Helder Sequeira.jpg

É um facto que a rádio – a sua forma de estar e responder – evoluiu e, felizmente, acaba por estar ainda mais perto e envolvendo de forma invisível o nosso quotidiano. Presença entendida como plena confirmação de que o meio rádio não pereceu perante o digital e as novas tecnologias; antes encontrou novos pilares de sustentabilidade e de maior interação com o seu público.

A generalidade dos equipamentos que usamos no dia-a-dia, como o telemóvel, o tablet ou outras expressões da materialização do progresso tecnológico, facilitam-nos e proporcionam o encontro com a rádio; para além das emissões em direto não se podem esquecer as vantagens proporcionadas pelo podcast.

Neste contexto, para além de acrescentarmos que esta é uma das novas virtualidades exploradas pela rádio, é oportuno anotar a necessidade da atempada disponibilização desses conteúdos.

É mais um fator determinante para a mudança de paradigma do perfil das estações locais, com afirmação de uma nova escala de audiências, independentemente da sua referência geográfica.

A rádio evoluirá garantidos que sejam conteúdos de interesse atual aferidos pelo profissionalismo e qualidade; conteúdos enquadrados em propostas que fidelizem e aumentem a audiência, sejam memória e atenta interpretação do presente; com rigor, objetividade.

A rádio aproxima-nos, convida – como no seu início – a partilhar o espírito do Natal, a despertar as nossas responsabilidades individuais na construção de uma sociedade mais fraterna, solidária, dinâmica.

Feliz Natal e um venturoso 2023!...

 

Helder Sequeira

 

 

 

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publicado às 20:00

Rewind It: canal cultural com vertente underground

por Correio da Guarda, em 14.01.18

 

Rewind It - Rádio.jpg

 

     “Rewind It deixou de ser um programa semanal e passou a ser um canal cultural direcionado numa vertente inteiramente underground que em breve terá transmissão contínua e mais surpresas por o meio”. A afirmação é de Luís Sequeira (que adotou nome artístico de B.Riddim), produtor/compositor e MC nascido na Guarda, e foi feita a propósito da evolução de um projeto radiofónico que iniciou há cinco anos atrás.

    Rewind It surgiu em Novembro de 2013 mas ideia germinava há mais tempo, como nos referiu Luís Sequeira que materializou o projeto após um convite da Rádio Altitude.

    “Sediado em Londres, o programa sempre teve o intuito de dar a conhecer essencialmente nomes nacionais através de entrevistas e Dj/Live Sets. Com o tempo tornou-se uma espécie de porto de abrigo para alguns nomes, caso de Diogo, Pedro Arruda, Eskerda e Techtouch entre outros, onde se começou a preparar o futuro. Sessões com um Line Up diversificado, curadoria de Labels/Promotores convidados. Tentar levar algo às pessoas que têm dificuldade em sair ou porque não podem ou porque não querem. Quando digo "preparar o futuro" significa que o objetivo sempre passou por tornar Rewind It uma editora mas antes disso criar eventos e conseguir unir um rooster sólido de forma a nos apresentarmos com maior coerência e consistência”.

   Um processo gradual, empenhado num contínua afirmação e crescimento, sem esquecer que a expansão não seria, de imediato, global “porque as redes sociais têm hoje em dia um impacto crucial no desenvolvimento de um nome ou marca e nesse contexto há muito a fazer.” Reconhece autor deste projeto.

    Para Luís Sequeira, “o feedback sempre foi positivo e muita gente tem demonstrado respeito e apreço por aquilo que se tem feito. Ao mesmo tempo verificámos que é fácil falar e difícil concretizar; neste contexto não posso deixar de lembrar que as pessoas viram as costas muito facilmente quando há obstáculos. Tenho a sorte de contar com uma equipa que acredita neste projeto e, gradualmente, tudo vai ganhando uma melhor definição e solidez”.

   Entretanto a criação do projeto Guarda Records, liderado igualmente por Luís Sequeira, cruza-se com Rewind It, associando o nome da cidade mais alta de Portugal. “Na verdade, como B.Riddim, a única coisa que acaba por estar mais interligada é o facto de ser um dos raros espaços onde faço Dj Sets. Recebo muita música, algumas coisas acho que devem ser partilhadas e foi como uma forma de não deixar isso ganhar pó; criei o projeto e fui host do show durante anos até conseguir ter as ideias mais organizadas.

   Tudo isso fez sentido quando comecei com os eventos em Londres. Inicialmente, com uma parceria com H30H, da  30porumalinha, foi criado Be Kind Rewind. Depois avancei sozinho, acabando por conhecer duas pessoas que são cruciais para isto ter mais cor: Sam Kirton e Angie Newton; juntos começámos a delinear um novo plano”, esclareceu Luís Sequeira.

    Assim, acrescentou, “criou-se uma editora que na prática surgia mais como um coletivo apoiando várias vertentes artísticas em Londres. Honrando as minhas raízes, foram eles que decidiram o nome. Toda a imagem é fruto do trabalho da Angie. O Sam é um ótimo programador e está responsável pela criação da plataforma de Rewind It na web e a App que já está disponível para Android e IOS.

   A finalidade é editar nomes que temos em mente mas neste momento, investir e unir forças em prol de Rewind It porque sentimos que pode ser um canal que permitirá, a muita gente, expor ideias e projetos.”

   De referir que a plataforma de Rewind It está aberta ao público, em geral, mediante um registo, permitindo o acesso a conteúdos exclusivos  e a determinadas ferramentas que vão ser de grande utilidade no âmbito artístico.  “Não nos circunscrevemos apenas à música apesar de ser a nossa primeira aparência”, esclarece Luís Sequeira.

    Questionado se  Guarda Records vai dar uma nova amplitude ao Rewind it este jovem guardense disse-nos que “para além do esforço do Sam e da Angie, isto permitiu-me focar em desenvolver novas ideias e incluir mais gente nesta família. Lacroixx entrou, Skalator também, Diogo permaneceu com uma residência mensal fazendo a linha entre Norte América e Europa. Eskerda deixou a sua rubrica como Dj Left mas seguiu numa vertente mais sua. Pedro Arruda está também aí! A família continua a crescer com Lorac, Nicson, Matt Wills, Jason Hogans, Genetically Modified Beats e Lynx Tungur, entre outros; gente da América Latina, Norte da América, Europa e África”.

    Luís Sequeira manifesta a sua convicção de que haverá uma evolução contínua ao nível de web “o que vai proporcionar maior dinâmica e melhor interação entre os colaboradores tendo em conta que muita gente nem se conhece pessoalmente. No futuro esperamos juntar todas estas caras! Quem sabe num mini-festival ou algo assim. O presente é o que conta e sabemos que estamos no caminho certo. Rewind It deixou de ser um programa semanal e passou a ser um canal cultural direcionado numa vertente inteiramente underground que em breve terá transmissão contínua e mais surpresas pelo meio.”

    Luis Sequeira nasceu na Guarda onde estudou e residiu (aqui impulsionou o projeto G-Ward) até iniciar, em Madrid, a sua formação na área de engenharia de som. A capital espanhola foi, aliás, o ponto de partida para novos rumos. A sua experiência passa, além de Portugal, por países como Espanha, Canadá, México e Reino Unido.

    "(In)Theory", "Magic My Ear" e “Bubble Clocks" são os vinis que tem já editados, com selo da editora londrina Third-Ear.

 

 

 

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Sete anos...

por Correio da Guarda, em 29.07.15

CG - 7 aniversário.jpg

 

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publicado às 09:00

Internet e segurança em debate na Guarda

por Correio da Guarda, em 28.11.13

 

     No Instituto Politécnico da Guarda vai decorrer amanhã, dia 29 de Novembro, e sábado o CREATE TECH 2013, iniciativa conjunta do IPG e do Pplware.   

     Trata-se um fórum no âmbito das tecnologias que incidirá sobre a temática “A internet espia-nos”.

     Fernando Baldini Simões (Kaspersky) e Rui Duro (Check Point), Rui Marques (Wavecom), Daniel Catalão (RTP), Alexandre Branco, Rita Capelo (Polícia Judiciária), Lino Santos (Cert.pt), Rui Fernandes (Cisco Portugal), Paulo Cardoso (Ciberconceito), André Pinheiro (Dognaedis), Hugo Tavares (Lunacloud), Paulo Calçada (Eurocloud), João Lobato Oliveira (LAPA) e Miguel Mota Veiga (Dognaedis) são alguns dos conferencistas que vão falar sobre as mais diversas questões relacionadas com a segurança e perigos na web.

     “É uma iniciativa que vai trazer à Guarda aquilo que de mais importante, recente e inovador se está a fazer no âmbito das tecnologias e em particular ao nível da segurança na Internet”, considera Vice-Presidente do IPG, Gonçalo Fernandes.

     O tema a abordar é, na sua opinião, “de relevo naquilo que são as nossas práticas quotidianas com as tecnologias, quer pela utilização cada vez mais alargada de equipamentos informáticos e da Internet, quer também pela nossa presença mais assídua nas redes sociais e contacto com dispositivos que têm como suporte a web”.

    Pedro Pinto, da comissão organizadora do CREATE TECH, salienta que o tema central é a segurança informática, e a escolha não é estranha ao atual contexto mundial.

    Na sua perspetiva, a “segurança informática perfeita é um mito. Atravessamos neste momento um período – de que os utilizadores normais nem se apercebem – em que as tecnologias consideradas seguras, ou que davam mais garantias de o serem, também não o são”.

    Daí, como acrescentou o Vice-Presidente do IPG, em se procurar, com o Create Tech “esclarecer todos os públicos, cada vez mais utilizadores que, em diferentes formatos ou com diferentes interesses, estão na rede, na Internet muitas vezes sem saberem os perigos ou os riscos que correm.”

    João Paulo Valbom, outro dos elementos da organização do Create Tech, refere que “as pessoas do interior acedem à informação, facilmente; contudo não é fácil reunir um conjunto de profissionais nesta área e trazer esta informação até elas. E este é um evento que vai trazer à nossa região um encontro e um debate sobre um tema que interessa, hoje, a todos”.

    O Create Tech pretende, deste modo, sensibilizar também os mais jovens para esta problemática, “estão integrados na era digital”, e proporcionar-lhe o contacto com um conjunto de “especialistas e profissionais que os podem esclarecer e orientar”; isto, disse ainda João Paulo Valbom, através de sessões “muito práticas”, numa realização que pretende afirmar-se como marca de divulgação e debate – na Guarda - das tecnologias e da segurança na web. “É um evento novo, nosso, que esperamos tenha continuidade no tempo”, acrescentou.

    Está prevista a participação de alguns expositores, ligados à área subjacente a esta problemática.

    Esta iniciativa junta o Politécnico da Guarda e o Pplware, uma referência na produção de conteúdos tecnológicos, em português, e um forte suporte no segmento universitário, assim como ao nível das PME’s, na área das tecnologias da informação.

 

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publicado às 12:48

Perigos da Internet em debate na Guarda

por Correio da Guarda, em 08.11.13

 

     Nos próximos dias 29 e 30 de Novembro vai decorrer, na Guarda, o CREATE TECH 2013, iniciativa conjunta do Instituto Politécnico da Guarda e do Pplware.

     Trata-se um fórum no âmbito das tecnologias que incidirá sobre a temática “A internet espia-nos”. Rui Marques (Wavecom), Daniel Catalão (RTP), Lino Santos (Cert.pt), Rui Fernandes (Cisco Portugal), Hugo Tavares (Lunacloud), Paulo Calçada (Eurocloud) e Miguel Mota Veiga (Dognaeedis) são alguns dos conferencistas que vão falar sobre as mais diversas questões relativas à segurança na web.

     Este evento é aberto a todos os interessados, mediante inscrição (gratuita) até 25 de Novembro, aqui

 

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