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O desprezo pelo património…

por Correio da Guarda, em 28.12.25

 

Carlos Caetano, historiador e investigador na área de História da Arte, comentou-nos que “o património tem sido vítima da indiferença de quase todos (autoridades civis e eclesiásticas incluídas) mas também do snobismo cultural de muitos eruditos, que só têm tido olhos para as chamadas obras-primas”.

Acrescentava, depois que “o património é um lastro urbanístico e construtivo (e imaterial também) que tem que ser visto na sua globalidade, o que nunca foi feito – nem na Guarda nem, entre nós, praticamente em lado nenhum, infelizmente”.

Natural de Trancoso, Carlos Caetano conhece muito bem a realidade distrital, onde tem desenvolvido uma variada e meticulosa investigação que lhe confirma a evidência. “O distrito e a diocese da Guarda detêm um património de uma valia inestimável, que se manifesta em obras de todo o tipo e em muito grande parte desconhecidas e ignoradas ou então desvalorizadas pelos historiadores”. Aludindo ao “extraordinário património religioso, militar e civil que o passado nos legou”, confessa que é difícil fazer escolhas ou distinções, mas lembra todo um “património urbanístico sensacional de cidades, vilas e aldeias do distrito, constituído por inúmeros conjuntos urbanos fabulosos e sempre esquecidos – conjuntos urbanos cuja valia urge reconhecer e conservar na sua dignidade e na sua harmonia tão ferida ou ameaçada, às vezes por intervenções feitas com as melhores intenções…”.

A ação urgente e pragmática das entidades que tutelam o património é um dos sublinhados que faz nessa entrevista, onde defende que “a curto, médio e longo prazo, há que intervir também a nível educativo, de uma forma informal ou sistemática, visando uma efetiva educação artística com uma forte componente patrimonial – um desígnio pedagógico dos mais prementes e dos mais difíceis de alcançar.”

No decorrer das investigações efetuadas, na nossa zona, tem tido várias surpresas, face a importantes peças do nosso património, de “uma valia inestimável, que se manifesta em obras de todo o tipo e em muito grande parte desconhecidas e ignoradas ou então desvalorizadas pelos historiadores e até por alguns eruditos locais. Destaquem-se os fragmentos de marcos miliários reciclados para novas funções: para poiais dos cântaros no chafariz de Cavadoude ou para servir de pia de água benta na igreja do Codesseiro. Surpresa absoluta, as magníficas traves mudéjares de início do século XVI que sobreviveram do forro quinhentista (hoje perdido) desta mesma igreja. Outra surpresa absoluta foi o conjunto extraordinário de igrejas leonesas que sobrevivem na Raia (Castelo Rodrigo, Escarigo, Mata de Lobos…), com características morfológicas únicas.”

Outra surpresa, destacou ainda, prende-se com “a abundância e a valia extraordinária de escultura pré-barroca, manifestada em relevos e em imagens de vulto, alguma dela atribuída a mestres alemães e sobretudo flamengos quinhentistas, alguns já identificados”; outrossim os dois “chafarizes extraordinários da Vela, presentemente remontados no terreiro fronteiro ao Lar da Misericórdia local, que faziam parte do conjunto que integrava o chafariz de Santo André, colocado na Alameda homónima da Guarda ainda na primeira metade do século passado. Ora, todo este conjunto de chafarizes, verdadeiramente monumental, fazia parte de um jardim barroco que há-de ter sido sumptuoso e que integrava mesmo uma extraordinária e raríssima “casa de fresco” que chegou até nós e que é a única que conhecemos na Beira Alta. Quanto às esculturas dos chafarizes da Vela, pela erudição, pelas pretensões, pela singularidade da sua iconografia e pelo refinamento da factura, parece poderem ser atribuídas aos grandes mestres que criaram e modelaram o Escadório do Bom Jesus de Braga, como espero mostrar em lugar próprio.”

O nosso património não pode ser arrumado para um canto, esperando melhores momentos ou aguardando predisposições pessoais e políticas, sob a oportunidade de agendas eleitorais, sempre com argumentos financeiros subjacentes no contraponto com outras necessidades prioritárias.

Claro que resolver problemas equacionados como prioridade para a comunidade regional não significa haver impedimento de, paralelamente, as entidades ou instituições responsáveis se empenharem na procura das melhores soluções e da sua concretização. Veja-se, a título de exemplo, o que tem sucedido com o património construído do Sanatório Sousa Martins; um progressivo, constrangedor e reprovável adiamento da salvaguarda dos antigos e emblemáticos pavilhões que integravam aquela reputada unidade de tratamento da tuberculose. E sim, o Sanatório Sousa Martins foi um ex-libris da Guarda, e não os seus pavilhões individualmente considerados, como ouvíamos recentemente pela voz de quem tem obrigação de conhecer, minimamente, a história do Sanatório da Guarda…

Pavilhão António Lencastre_Sanatório_foto HS_

Ao longo das últimas cinco décadas houve muitas propostas e soluções apresentadas; assim não é por falta de diagnóstico, mas de tratamento, que a “saúde” dos pavilhões Rainha D. Amélia e D. António de Lencastre (já temos ouvido falar em D. Leonor de Lencastre…) não mereceu a mais que justa, premente e justificada atenção.

É contra esta indiferença que temos de agir, sem tibiezas, em prol da salvaguarda e promoção do nosso património, globalmente entendido; numa atuação inequívoca, assente num espírito de diálogo crítico e construtivo, recusando o anonimato, mas privilegiando a frontalidade e seriedade. É fundamental que deixemos de ser “socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados” nas expressivas palavras de Miguel Torga.

Saibamos valorizar o nosso património, conhecer o passado para melhor compreendermos e vivermos o presente, garantindo o seu legado para o futuro!...

 

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publicado às 00:01

Exposição "Imagem e Cidade"

por Correio da Guarda, em 25.11.24

 

Na Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda vai ser inagurada amanhã, pelas 17h30, a exposição "Imagem e Cidade – Os Mapas e a Urbe Projetada”.

Esta exposição tem a curadoria de Dulce Helena Borges e Aires Almeida que comentam ser uma mostra com «elementos gráficos, aerofotográficos, escritos, documentais, e outros instrumentos comunicacionais, dão corpo à exposição que se apresenta."

IMAGEM E CIDADE__Guarda_

Acrescentam que "consubstanciam estes elementos projetos pensados para construir a cidade os quais permitem fazer, sem juízos de valor político, social ou ideológico, uma leitura diacrónica de um parcial retrato urbanístico, arquitetónico e infraestrutural da cidade nas décadas imediatamente anteriores à revolução de Abril e nos anos subsequentes da mesma".

Esta exposição integra-se no programa comemorativo do 50º aniversário da Revolução dos Cravos, ficando aberta ao público até 25 de abril de 2025.

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publicado às 08:45

Imagens da Guarda...

por Correio da Guarda, em 08.01.20

Guarda- HS - Foto.jpg

 

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publicado às 23:43

Imagens de uma cidade

por Correio da Guarda, em 14.08.15

Guarda - HS.JPG

    Guarda.

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publicado às 16:11

Registo...

por Correio da Guarda, em 30.07.15

 

IMG_0854.JPG

 

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publicado às 10:50

Toponímia é tema de Fórum na Guarda

por Correio da Guarda, em 17.09.14

     Na Guarda vai decorrer, no próximo dia 30 de Outubro, o III Fórum sobre Toponímia, promovido pelo Instituto Politécnico desta cidade.

     A submissão de comunicações pode ser feita até ao próximo dia 20 de Setembro, no sítio do Fórum na internet, em http://www.ipg.pt/toponimia/, onde os interessados em participar devem fazer a sua inscrição (gratuita).

    Como é referido pela organização deste Fórum, “a toponímia assume-se como referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários”.

    Este fórum vai decorrer, a partir das 9h30, no auditório dos serviços centrais do IPG.

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publicado às 23:24

Arquitectura e desenvolvimento urbano sustentável

por Correio da Guarda, em 08.09.14

 

     O Instituto Politécnico da Guarda vai promover, entre 9 e 12 de Setembro de 2014, nesta cidade, o Meeting SEHUD – “Arquitetura e Desenvolvimento Urbano Sustentável”, no âmbito do programa Tempus.

    Este evento conta com a presença dos parceiros europeus (França, Reino Unido, Itália e Grécia) e de parceiros ucranianos de várias universidades (Kharkiv, Prydniprovs'ka, Lviv e Odessa).

    As metas e objetivos do projeto SEHUD dizem respeito à criação de currículos centrados no desenvolvimento urbano com base em princípios eco-humanistas e tecnologias, ampliando assim a capacidade de formação das universidades; isto através da implementação de uma infraestrutura avançada e integração de componentes de e-learning.

    Outra vertente passa pelo desenvolvimento interativo da rede de universidades, empresas, organizações municipais e públicos envolvidos no desenvolvimento urbano.

   Os trabalhos deste Meeting internacional vão decorrer nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda. O programa conta com a colaboração do município guardense e de alguns postos de turismo da região.

   De salientar que os participantes vão visitar Almeida, Castelo Rodrigo, Marialva Trancoso, privilegiando os aspetos ligados à arquitetura e ao desenvolvimento urbano.

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publicado às 23:58

A propósito de Toponímia...

por Correio da Guarda, em 17.11.12

 

     O fórum sobre toponímia da Guarda, recentemente realizado nesta cidade, evidenciou, de forma objetiva, o muito que há a fazer no âmbito desta temática, bem como a diversidade de estudos por ela suscitados.

     Se, por um lado, a investigação que pode ser desencadeada permitirá um enriquecimento cultural e o reforço da identidade citadina, por outro, uma atenção permanente irá referenciar situações que exigem uma adequada e correta intervenção.

     Independentemente das conjunturas ou das agendas político-partidárias deve mover-nos uma Guarda da memória, a preocupação por uma cidade que preserve a sua história, dignifique os seus valores, honre os seus pergaminhos mas saiba construir pontes sólidas para o futuro, fidelizando simpatias, paixões, conquistando novos visitantes e residentes.

     “As cidades são como os homens; têm ou não carácter – e a tê-lo importa preservá-lo”, como escreveu Eugénio de Andrade. A Guarda é muito mais que o património edificado; é memória, é somatório de vidas, experiências, é (deve ser) um pulsar coletivo. A Guarda, ciclicamente, tem-se esquecido de si; as pessoas têm esquecido a Guarda.

     É imperativo de consciência e cidadania assumir-se uma consciência critica, uma intervenção constante em prol do nosso espaço coletivo, de referência e de vivências.

     “O passado é, por definição, um dado que coisa alguma pode modificar. Mas o conhecimento do passado é coisa em progresso, que ininterruptamente se transforma e se aperfeiçoa” e, como acrescentava Marc Bloc, “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”.

     Através da toponímia podemos abrir portas para o conhecimento do passado, do passado desta cidade. Deste modo, poderemos interrogar-nos acerca da atenção que é dada à toponímia guardense, às simples placas que condensam em si informação preciosa.

     Qual é o seu grau de conservação? Qual é o grau de legibilidade para os transeuntes? Algumas das placas existentes nas ruas da nossa cidade dão uma resposta inequívoca. É certo que a partir de alguns casos não se deve concluir o estado da larga maioria das placas toponímicas da Guarda mas, ainda assim, são imagens lamentáveis e injustificáveis; até porque, na maior parte dos casos, um pouco de atenção e uma intervenção rápida resolveriam estas questões sem delongas e praticamente sem gastos.

     Uma passagem, atenta, pelas ruas da nossa cidade, permitirá outras interrogações: estão identificadas todas as ruas, mesmo tendo já designação toponímica? E os tipos de placas são idênticos na mesma rua?

     Alargando o espaço, será que na mesma zona é utilizado o mesmo tipo de placas? Tem havido cuidados com a conservação e apresentação das placas toponímicas da Guarda?

     A atribuição de nomes a determinadas ruas ou espaço suscita alguma incompreensão; quer pela classificação atribuída, quer pela inadequação ao espaço que se pretende envolver. O leitor facilmente identificará estes casos…

     Verificamos também, na nossa cidade, que não tem havido critérios uniformes de colocação das placas, aplicando-as no local mais propício, ou fácil na ocasião, sem preocupações – pelo menos claras – de boa visualização ou leitura. Tanto se têm aplicado ao nível dos passeios como à altura de um primeiro andar.

    Sem pretendermos ser exaustivos, uma outra questão: as placas elucidam-nos ou dão-nos uma referência temporal quanto às personalidades que levam o seu nome?

     Claro que não poderemos, também, esquecer as alterações toponímicas introduzidas ao longo do tempo. Como escreveu Pinharanda Gomes, “na Guarda, e no decurso do nosso século [vinte], tem-se cometido, repetidas vezes, aleatórias modificações de toponímicos, dificultando ainda mais as tarefas dos que, por exemplo, dedicados a pesquisas arqueológicas, poderiam atacar desde logo o sítio exato, caso a memória do nome se mantivesse”.

     Um dos casos mais evidentes é a Rua Francisco de Passos que continua a ser designada, pela generalidade dos guardenses, como Rua Direita. O seu nome evoca o Governador Civil da Guarda que desempenhou funções entre 11 de Junho de 1926 e 25 de Agosto do ano seguinte. Esta rua, recorde-se, constituiu a principal ligação da urbe medieval, unindo a cidadela do Torreão (também conhecida por Torre Velha da fortaleza, edificada provavelmente no século XII) à Alcáçova existente junto às portas da Covilhã (na zona em frente da Escola de Santa Clara).

     As alterações toponímicas poderiam ser minimizadas caso fosse inserida a anterior designação, como aliás acontece noutras cidades, sobretudo com um significativo passado histórico. “Restaurar é restituir. A restituição da toponímia é um ato de honestidade cultural, de devolução do património à comunidade, de abandono de opções adventícias, por vezes decorrentes das situações políticas, e, por fim, de entrega aos arqueólogos e aos historiadores, de uma nova fonte documental para historiografia a fazer”, tal como bem observou Pinharanda Gomes.

     A toponímia da Guarda é um vasto campo para estudo e investigação e pode levar-nos à (re)descoberta de múltiplas facetas do seu passado, validado por mais de oito séculos de história, enquanto urbe.

     É importante que sejam implementadas correções imediatas, em muitos casos, e definidas novas estratégias, que podem passar (ao nível das novas ou futuras urbanizações) pelo apoio das novas tecnologias.

    Saibamos, pois, assumir a nossa responsabilidade coletiva, privilegiando todos os contributos idóneos em favor dos reais e verdadeiros interesses da cidade, de modo a que não se apague o espírito e a magia da Guarda.

 

Helder Sequeira

in "O Interior"

15|Nov|2012

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publicado às 11:00

Fórum sobre Toponímia

por Correio da Guarda, em 25.09.12

 

     Organizado pelo Instituto Politécnico da Guarda vai realizar-se no próximo dia 30 de Outubro, nesta cidade, um Fórum sobre Toponímia.

     Com esta iniciativa o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) pretende contribuir para um melhor conhecimento da cidade, dos valores históricos, culturais, sociais, religiosos e políticos a ela associados através da toponímia.

     “É intenção do IPG incrementar um estudo/divulgação através de diversificadas e distintas perspetivas que, globalmente, propiciem uma Guarda da memória”, refere a comissão executiva, para quem a toponímia se assume “como referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários”.

     Os interessados em participar devem efetuar a sua inscrição (gratuita mas obrigatória), até 18 de Outubro, em http://www.ipg.pt/toponimia/ .

     Os trabalhos vão decorrer no auditório dos serviços centrais do Instituto Politécnico da Guarda, a partir das 9h30.

 

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publicado às 13:21

A Guarda vista do céu

por Correio da Guarda, em 01.10.09

 

A Guarda vista do céu” é o título do livro que a Agência para a Promoção da Guarda (APG) apresentou hoje nesta cidade. A publicação com textos de António Saraiva e fotografia de Filipe Jorge tem uma introdução subscrita por Antonieta Garcia.
António Saraiva, responsável pela APG, esclareceu que esta edição vem na sequência de outras publicações através das quais têm “sido destacados factores identitários da nossa zona e fornecida informação para um melhor conhecimento da Guarda”.
Para aquele gestor urbano, a nova obra tem a particularidade de oferecer uma perspectiva “bem interessante da Guarda e do concelho a partir do céu”.
 Imagens inéditas da Guarda, e de alguns dos seus mais expressivos monumentos, integram este livro, com edição bilingue.
 

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publicado às 22:56


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