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Sepulturas antropomórficas em Moreira de Rei

por Correio da Guarda, em 13.08.20

 

Escavações em Moreira de Rei - foto Helder Seque

Em Moreira de Rei (Trancoso) estão a decorrer trabalhos arqueológicos no âmbito do projeto de requalificação do largo e da igreja de Santa Marinha.

Recorde-se que naquele local foram registadas 550 sepulturas antropomórficas, numa área que foi já considerada uma das maiores necrópoles da Península Ibérica.

Em redor daquele templo religioso foi identificado um cemitério medieval, temporalmente enquadrado entre os séculos VIII-IX e XII-XIII; a igreja de Santa Marinha, datada do século XII, está classificada como Monumento Nacional desde 1932.

Como foi recentemente divulgado, o número elevado de sepulturas surpreendeu os arqueólogos, que encontraram também muitos vestígios de ossadas humanas.

Sepulturas - Moreira de Rei - HS.jpg

As escavações, promovidas pela Câmara Municipal de Trancoso, foram iniciadas em agosto de 2018.

O projeto de requalificação do largo e da igreja de Santa Marinha permitirá "criar alguns eixos de circulação e zonas de reserva", que vão também proporcionar a visibilidade das sepulturas. "as sepulturas ficarão à vista".

Está prevista a criação de um Centro de Interpretação da Necrópole.

 

 

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publicado às 21:27

Estrela: Geopark Mundial da Unesco

por Correio da Guarda, em 11.07.20

GEOPARK.jpg

 

A Estrela é a partir de ontem, oficialmente, Geopark Mundial da UNESCO, integrando a lista dos 162 Geoparks Mundiais distribuídos por 44 países em todo o Mundo.

A Serra da Estrela obteve assim a sua primeira classificação UNESCO e Portugal o quinto Geopark. Localizado no centro de Portugal, o geoparque adota o nome da serra da Estrela.

No Pleistoceno, um campo de gelo desenvolveu-se no topo do planalto, criando os elementos que dotaram a região das suas características geológicas distintivas: depósitos glaciares como o campo de Moreias de Lagoa Seca, bem como aterros glaciares como o vale glaciar do Zêzere.

O geoparque apresenta também uma grande variedade de formas de alteração do granito, tais como as colunas de granito do Covão do Boi, um grande conjunto de colunas de granito natural, controladas por uma densa rede de fraturas ortogonais, bem como várias formas grandes, incluindo inselbergs (colinas isoladas ou montanhas subindo abruptamente de um plano) e formações menores em forma de cogumelo.

O Conselho Executivo da UNESCO aprovou ainda a designação de mais 14 novos geoparques mundiais da UNESCO, elevando a 161 o número de sítios participantes na Rede Mundial de Geoparques, em 44 países.

 

 

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publicado às 11:16

Espaço de memória e diálogo...

por Correio da Guarda, em 21.02.20

 

A denominada imprensa regional tem, no nosso país, uma expressão muito particular. No passado século, ao longo do território nacional, floresceram os mais variados títulos que deram voz a múltiplas posturas e cuja influência deixou traços indeléveis na historiografia regional.

Muitos desses jornais evoluíram, como sabemos, em função das conjunturas políticas, sociais e económicas; os seus exemplares constituem, inquestionavelmente, importantes documentos para o estudo do perfil de cada região, das mentalidades, das instituições e das vivências.

Os jornais, se por um lado representam um rico espólio cultural são, por outro, um auxiliar precioso na investigação que se pretenda efetuar, em vários domínios, acerca da região em que foram editados ou à qual circunscreveram a sua cobertura, independentemente da periodicidade.

Imprensa Regional.jpg

A imprensa regional tem, por mérito próprio, um lugar de destaque na cultura portuguesa, constituindo um baluarte da forma de estar e de ser, das nossas gentes, das nossas terras; foi – e os jornais do interior assim o comprovam — um eminente elo de ligação com aqueles que residiam noutras regiões e com os nossos compatriotas radicados na Europa ou noutros continentes, mantendo ainda essa presença alargada hoje, sobretudo, através das plataformas digitais.

Trabalhar com profissionalismo e serenidade na imprensa regional não se pode dizer que, mesmo nos dias de hoje, seja tarefa fácil; só quem conhece e sente os seus problemas, o entusiasmo do ciclo do nascer e morrer de cada edição pode apreender verdadeiramente a vivência e peculiar dos jornais, barómetros permanentes dos factos e conjunturas das zonas em que são editados, outrossim um motor de energias e esperanças.

A imprensa regional tem sabido afrontar o seu destino, as suas vicissitudes, alimentando o direito à informação, desempenhando a sua função social. O número de publicações periódicas tem oscilado, mas a região da Guarda não perdeu, felizmente, a sua rica tradição jornalística e registou uma notória evolução gráfica e qualitativa da imprensa.

O distrito da Guarda, como bem evidenciou J. Pinharanda Gomes, foi “pioneiro da imprensa política regional e da imprensa católica nacional” continuando, no presente, a honrar a tradição no campo da comunicação social, tendo trilhado, em muitos casos, novas perspetivas e horizontes, como é o caso deste semanário que completa 20 anos de edições ininterruptas.

A história da imprensa e da cultura cruza-se com dos equipamentos tipográficos pois em tantas situações foi acertado “o passo espiritual pela celeridade mecânica” que se refletiu também noutros sectores da vida económica e social.

Como tem acontecido com outras parcelas do nosso património, o esquecimento atingiu as velhas peças das antigas tipografias, elementos primordiais para o conhecimento da evolução operada no sector gráfico.

Nesta região existem (por enquanto e se não houver atitudes/medidas de preservação e salvaguarda) testemunhos desse percurso, de uma época em que as máquinas de impressão não tinham o auxílio da energia elétrica, a composição era manual e as zincogravuras eram indispensáveis para ilustração dos textos. Estamos perante realidades tão próximas e simultaneamente tão distantes; espaços onde se cruzaram saberes, arte, experiências múltiplas, vidas, entusiasmos, dificuldades, episódios ímpares de que brotaram as mais diversas publicações ou trabalhos gráficos.

Continuamos alheios a um património que corre o risco de se perder irremediavelmente, face à marcha célere do progresso, da evolução técnica, do redimensionamento dos mercados ou das novas exigências empresariais e comerciais.

Num período em que as muitas atenções estão centradas no processo de candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura não seria totalmente despropositado equacionar a criação, nesta cidade, de um espaço de memória e diálogo, interpretativo, dedicado às Artes Gráficas (capaz de contribuir para salvaguarda, estudo e divulgação do espólio das tipografias de uma região foi rica em títulos de imprensa local) e à Comunicação Social (pois se houve pioneirismo na Imprensa não devemos, de forma alguma esquecer a radiodifusão sonora, mormente a Rádio Altitude cujas primeiras ondas hertzianas remontam ao longínquo ano de 1946).

É imperioso alertar/sensibilizar a comunidade, as instituições e entidades para que sejam desencadeadas as necessárias estratégias de forma a não se perderem os insubstituíveis valores existentes, assegurando o seu e conhecimento pelas gerações do presente e do futuro, facilitando e incentivando o seu estudo, honrando a imprensa e a rádio, intervindo culturalmente. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior", 20|02|2020

 

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publicado às 07:42

Incrementar a cooperação

por Correio da Guarda, em 17.01.20

 

Ao longo do ano são múltiplos, e diversificados no perfil, os eventos que ocorrem nesta região do interior; iniciativas que incrementam, sem dúvida, fluxos de visitantes e contribuem para animação e desenvolvimento da economia regional.

Contudo, e tendo em conta, os indicadores das últimas décadas, a marca deixada por estas realizações poderia ser mais ampla se tivessem referenciada uma estratégia global, pensada a partir de um entendimento sério das organizações com vista a um trabalho em rede, objetiva e empenhadamente delineado.

A conjugação de esforços e de sinergias, as cedências necessárias para um planeamento consensual, a rentabilização de recursos humanos e financeiros, a rotatividade de algumas iniciativas, a promoção conjunta do território, a afirmação da matriz regional, a predisposição em pensar a construção do futuro, entre outras atitudes, permitiria um cenário substancialmente diferente; ao nível da procura da região, cativando novos visitantes, incentivando a sua permanência nas nossas terras por um período mais longo; assegurando argumentos sólidos e persuasivos…

Por várias vezes, e também aqui neste jornal, sublinhámos que continua a subsistir a tendência para pensar no imediato, circunscrevendo-o a áreas limitadas e numa lógica centrípeta de interesses pessoais, locais ou concelhios, teimosamente enfeudada no desconhecimento do que se passa nos territórios circunvizinhos; é certo que há alguns exemplos de boas práticas de cooperação mas, infelizmente, são raros e por vezes a sua desejada continuidade é interrompida.

Sem colocar em causa a prevalência de eventos que constituem cartazes dos centros urbanos onde são realizados, os quais têm demonstrado um contínuo crescimento e inequívoca adesão dos públicos a quem se destinam, será de equacionar um entendimento ao nível da calendarização, de forma a permitir uma maior abrangência dos projetos e realizações.

Todos os anos, e nomeadamente em épocas perfeitamente identificadas (o ciclo das feiras do queijo da serra pode ser um exemplo), se verifica uma pulverização de iniciativas, coincidindo com frequência nas mesmas datas e muito próximas geograficamente.

A implementação de uma agenda regional bilingue – alcançado que fosse o entendimento imprescindível para um equilibrado e eficaz planeamento – reunindo o máximo de contributos institucionais, associativos, pessoais resultaria num eficaz contributo para uma publicação onde estivesse, em cada ano, uma informação o mais completa possível dos eventos culturais, desportivos, económicos, sociais, científicos; a par de uma indicação clara de roteiros turísticos, locais a visitar, sabores a apreciar, unidades hoteleiras ao dispor, livros sobre a região/escritores ligados a esta zona, órgãos de comunicação existentes, museus, artesanato local, praias fluviais, tradições, coletividades, etc…

Embora o suporte tradicional – agenda impressa – seja adequado à distribuição em pontos estratégicos, nos eixos de circulação de visitantes nacionais ou estrangeiros, postos de turismo, unidades hoteleiras, feiras de promoção turística, o atual contexto tecnológico permite outras formas de consulta e disponibilização, mormente através de uma aplicação pensada para o telemóvel. A reunião e simplificação da informação facilitará a procura por parte dos vários escalões etários.

Nos tempos de hoje, a velha máxima de que “a união faz a força” tem mais sentido e o interior deve, urgentemente, acentuar a coesão se quiser superar os desafios do presente, reivindicar medidas de apoio, combater a ausências e o abandono de terras e lugares, onde prevalecem memórias, uma vasta riqueza patrimonial, cultural e paisagística.

É preciso passar, sem delongas, dos discursos retóricos sobre a importância da cooperação para compromissos sólidos e medidas práticas; visíveis e consequentes.

Naturalmente que neste processo de valorização do nosso território deverá estar, sempre, presente, a participação do cidadão, numa demonstração clara do seu empenho em intervir na promoção e desenvolvimento; não adianta ter manifestações enérgicas e palavras críticas nas redes sociais (como se elas fossem a solução…) e quando desafiado a colaborar remete-se à indiferença, ao afastamento, ao derrotismo…

Desejamos que 2020 seja um período de novos e profícuos entendimentos, da abertura de novos caminhos para a cooperação, para o desenvolvimento global e sustentado de uma região com muitas potencialidades por explorar. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior", 16/1/2020

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publicado às 13:00

Lugares: distâncias e proximidades

por Correio da Guarda, em 30.12.19
 

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Na sede da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela ( CIMBSE) , antigo edifício dos Paços Concelho (na Praça Luís de Camões) da Guarda, pode ser vista, até final de janeiro, a exposição fotográfica "Lugares: distâncias e proximidades".

A exposição resultou de um desafio do Centro de Estudos Ibéricos ao Fotoclube da Guarda, "envolto na paixão pela fotografia e orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquos: territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…"

No texto divulgado a propósito desta exposição fotográfica, com trabalhos de membros do Fotoclube da Guarda, é referido que "a grandeza pluridimensional das paisagens naturais e humanas foram registadas com diferentes sensibilidades, emoções e olhares que convergem numa leitura coletiva apostada em resgatar tais territórios ao esquecimento e afirmá-los na sua essência profunda visando rasgar novas vias de futuro. Rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza são alguns dos motivos fixados pelas objetivas dos participantes num roteiro que a cada olhar se renova."

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Fotos: CEI 

 
 

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publicado às 21:51

Fotoclube da Guarda no Transversalidades

por Correio da Guarda, em 06.12.19

 

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“Lugares: distâncias e proximidades” é o tema da exposição que, no âmbito do III Transversalidades, vai estar patente a partir de hoje, 6 de dezembro, no antigo edifício da Câmara Municipal da Guarda, Praça Luís de Camões.

Esta exposição, composta por trabalhos da responsabilidade do Fotoclube da Guarda, resultou de um desafio envolto na paixão pela fotografia e “orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…”.

Como é referido a propósito deste certame, “a grandeza pluridimensional das paisagens naturais e humanas foram registadas com diferentes sensibilidades, emoções e olhares que convergem numa leitura coletiva apostada em resgatar tais territórios ao esquecimento e afirmá-los na sua essência profunda visando rasgar novas vias de futuro.

Rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza são alguns dos motivos fixados pelas objetivas dos participantes num roteiro que a cada olhar se renova.”

O Fotoclube da Guarda é um grupo discreto, sem formalismos, que em muito tem contribuído para a promoção desta cidade, incrementando, igualmente, o gosto pela fotografia.

Tem olhado a cidade, a região, o país através de diversas objetivas e sensibilidades, proporcionando exemplos qualitativos, trabalhos de cativante beleza e técnica cuidada.

A exposição pode ser visitada até ao próximo mês de janeiro.

Cruzeiro - Fot Helder Sequeira.jpg

 

 

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publicado às 00:05

CEI promove mostras fotográficas na Guarda

por Correio da Guarda, em 04.12.19

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No próximio dia 6 de dezembro vão ser inauguradas na Guarda as exposições Rumores do Mundo: diversidade cultural e inclusão social – Escola Secundária Afonso Albuquerque (Espaço Conhecimento e Memória), pelas 11 horas, seguindo-se a abertura de “Rumores do Mundo: (con) vivências (Fundação João Bento Raimundo), a partir das 11h30 e meia hora despois a inauguração da exposição “Rumores do Mundo: olhar a diversidade que nos rodeia” (na EnsiGuarda Escola Profissional da Guarda).

Pelas 15 horas será inaugurada a exposição “Paisagens Transgénicas |Álvaro Domingues) nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda e às 16h30 “Intervalos” | Santiago Santos” no átrio da consulta externa do Hospital Sousa Martins.

Pelas 17 horas ocorrerá a abertura das mostras fotográficas “Lugares: distâncias e proximidades” (com trabalhos do Fotoclube da Guarda), no Edifício CIMBSE (Praça Velha); “Rumores do Mundo: património natural, paisagens, biodiversidade”, no Centro Comercial La Vie (Piso 1) e “Caminhar oblíquo | Duarte Belo” nos claustros do Paço da Cultura.

A abertura do III Encontro Imagem & Território terá lugar nesse mesmo dia, pelas 18h45, na Câmara da Guarda, onde serão apresentados os portfólios premiados (vídeo de Catarina Flor) e inaugurada a exposição “Diálogos ibéricos, olhares transfronteiriços”, com fotos de Alberto Prieto, Monteiro Gil, Pedro Carvalho, Victorino García.

No Café Concerto do TMG vai estar exposta, a partir das 21h30, a Exposição “20 olhares, fotografias, concursos, prémios” de António Tedim. Seguir-se-á, no mesmo local, a mostra fotográfica/debate “Diálogo transfronteiriço: ausência e território”, com Ana Castro, Eduardo Nuñez e Alberto Picco.

 

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publicado às 22:46

Fronteiras da Esperança

por Correio da Guarda, em 11.11.19

 

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O Centro de Estudos Ibéricos (CEI)  e a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) vão lançar junto dos alunos das escolas da CIMBSE o Concurso “Fronteiras da Esperança: Minha Terra, Meu Futuro”.

Esta iniciativa visa estimular a reflexão dos jovens estudantes sobre os recursos e as dinâmicas territoriais, levando-os a refletir sobre as perspetivas que se abrem para o futuro coletivo da região.

Ao explorar a relação dos jovens com o território, a iniciativa visa suscitar a investigação e a reinterpretação das potencialidades e dos recursos do território para estimular o debate donde possam emergir novas propostas e perspetivas de desenvolvimento em torno de leituras e (re)interpretações do território: diagnósticos prospetivos; escrita, literatura e território: trabalhos de expressão literária e  arte e território: trabalhos de expressão artística.

Destinado a estudantes dos estabelecimentos de ensino básico e secundário, de escolas do ensino público, privado ou cooperativo da CIM Beiras e Serra da Estrela, o concurso contempla vários apoios à participação e prémios, tendo em vista a concretização de uma Exposição Coletiva e uma Edição com os trabalhos vencedores. Esta iniciativa insere-se no Programa de Combate ao Abandono Escolar Beiras e Serra da Estrela e é financiada pelo Centro 2020.

Os interessados podem obter mais informações aqui.

 

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publicado às 00:01

Um roteiro pelo país real...

por Correio da Guarda, em 22.06.19

Cruzeiro - Fot Helder Sequeira.jpg

     “Ausência e Território: as aldeias da Serra, do Vale e da Meseta” foi o tema proposto para o roteiro fotográfico organizado, no passado sábado e domingo, pelo Centro de Estudos Ibéricos e Fotoclube da Guarda.

    Tratou-se, como foi referido, de um desafio envolto na paixão pela fotografia e orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…

   Através da fotografia, “uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução”, na elucidativa expressão de Sebastião Salgado, os participantes centraram as suas objetivas em pormenores, rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza…

   Iniciativas como esta, se por um lado permitem um registo de realidades transversais às aldeias do interior, desertificado, envelhecido, por outro viabilizam a divulgação de múltiplos valores humanos, sociais e culturais que podem despertar consciências e incentivar esforços conducentes a medidas de valorização e revitalização de tantos lugares de memória.

   As imagens obtidas consubstanciam narrativas e olhares que se ampliam agora nas redes sociais ou em trabalhos fotográficos destinados a futuras exposições e publicações, servindo igualmente de relevante recolha documental.

   Para além disso, o envolvimento de pessoas oriundas de diferenciados locais perspetiva o desejo e o regresso de aprofundar o conhecimento de territórios, alargando esse entusiasmo a círculos pessoais ou profissionais; tanto mais que a hospitalidade beirã, a forma de estar e de ser das nossas gentes, cativa quem nos visita.

   A disponibilidade para esclarecer, orientar, guiar, mostrar o património local, alertar para pormenores arquitetónicos, sublinhar a tipicidade de habitações, a descrição de tradições e episódios intimamente ligados às comunidades locais foi uma nota comum às aldeias visitadas, num roteiro que percecionou outra dimensão do país, uma sólida matriz identitária, nossa.

   Vila Soeiro, Aldeia Viçosa (aldeias do Vale), Avelãs da Ribeira (aldeia da Meseta), Fernão Joanes e Videmonte (aldeias da Serra) balizaram um trajeto rico de imagens e emoções, num território que temos de salvaguardar, valorizar e divulgar, esbatendo ausências e abrindo caminhos para o futuro, através do contributo de todo, num empenho permanente e coletivo, liberto de calendários pessoais ou políticos. (Hélder Sequeira).

 

 

 

 

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publicado às 15:22

Roteiro fotográfico em aldeias da Guarda

por Correio da Guarda, em 29.05.19

roteiro-lg.jpg

     “Ausência e Território: As Aldeias da Serra, do Vale e da Meseta” é o tema do roteiro fotográfico que o Centro de Estudos Ibéricos (CEI), em parceria com o Fotoclube da Guarda, vai promover nos dias 15 e 16 de junho.

   Segundo a organização, é “desafio envolto na paixão pela fotografia e orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…”.

    Através da fotografia o Centro de Estudos Ibéricos e o Fotoclube da Guarda pretendem “registar e descrever – sob diferentes sensibilidades, emoções e olhares – aldeias do vale, da serra e da meseta; propomos, assim, um olhar sobre Misarela e Aldeia Viçosa (nas aldeias do Vale), um percurso por Videmonte e Fernão Joanes (aldeias da Serra) e, no último dia do roteiro fotográfico, assinalar, nas imagens, referências a Guilhafonso e Avelãs da Ribeira.”

   Assim, “rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza…” são algumas das temáticas propostas aos participantes neste roteiro.

   Os interessados podem fazer aqui a sua inscrição e obter mais informações sobre programa e horários.

 

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