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Assumir atitudes solidárias

por Correio da Guarda, em 18.06.20

 

Como escrevemos no nosso último apontamento, vivemos uma conjuntura muito especial que exige respostas adequadas, pragmatismo e eficácia das decisões.

Numa região com múltiplos problemas por resolver, e projetos retidos ou atrasados por incapacidade financeira (e outros motivos…), o bom senso aconselha que não se continue a privilegiar a agenda pessoal/política em detrimento dos reais interesses da comunidade.

Esta tem de ser uma época de convergência de esforços e não de jogos políticos, afirmação de poder, preocupação de ocupação/manutenção de cargos, de exacerbada agitação de bandeiras partidárias; sem negar a militância ideológica, o diálogo deve ser, mais do que nunca, uma prática quotidiana, estabelecendo pontes e criando os consensos possíveis, rentabilizando todos os contributos válidos para ultrapassarmos a situação atual, com os olhos no futuro.

Ainda que os calendários eleitorais comecem a dar o mote para o desenvolvimento de estratégias políticas, é fundamental que se continue a pensar no bem-comum, no desenvolvimento harmonioso, na qualidade de vida das populações, no eficaz funcionamento dos serviços, nas melhores e céleres respostas às justas reivindicações de uma região que deve aproveitar a onda de desconfinamento como uma nova oportunidade para ser (re)visitada, valorizada, desenvolvida.

Nem a anormalidade dos últimos meses e as consequências que se fizeram sentir em termos pessoais, profissionais, económicos e sociais suscitaram uma notória mudança de atitude e conscienciosa reflexão sobre os caminhos a seguir, num envolvimento empenhado e coletivo.

Como se tem percebido, há (no contexto regional, nacional e internacional) cortinas que procuram esconder realidades, a verdade dos factos, as intenções que estão na penumbra das afirmações públicas, ampliadas pelos mais variados meios, mormente nas redes sociais.

Estas estão a tornar-se numa autêntica selva de contradições, palco de distorção dos acontecimentos, elevação da mediocridade, erupção de baixos instintos e ódios, cadafalso de valores humanos e morais. É óbvio que têm igualmente virtualidades (poderíamos aqui enunciar vários exemplos, temporalmente próximos ou mais afastados), mas quase sempre submersas num aproveitamento em sentido contrário.

Assim, a tentativa de desvalorização de medidas ou projetos tendentes a minorar os efeitos da pandemia – para a qual não estávamos preparados – aumentam o ruído da comunicação e desviam atenções, quando temos de nos centrar no essencial e urgente, numa verdadeira cooperação; também no plano político-partidário, pois não basta clamar que “vai ficar tudo bem…”, é indispensável uma atitude cívica, frontal, sem amarras de ideologias mas centrada em convicções sobre a melhor via para responder objetivamente aos problemas.

Já Augusto Gil (poeta e também jornalista) escrevia, em janeiro de 1912, que os partidos “deverão ser qualquer coisa diferente duma simples submissão de bois castrados para lavoira de vaidades, ou de um mero sistema gregário de peixe miúdo…para engorda de tubarões”.

É de toda a importância que se discutam e validem ideias, aferindo as melhores propostas, articulando-as com projetos exequíveis. “(…) Quando todos pensam a mesma coisa, é porque ninguém pensa grande coisa”, escrevia Walter Lippmann.

É mais do que tempo de pensarmos a nossa região e assumir atitudes solidárias que desencadeiem respostas às exigências do progresso e desenvolvimento. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior", 18|06|2020

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publicado às 08:15

Novas respostas em tempo de incerteza

por Correio da Guarda, em 21.05.20

 

Esta semana foram dados mais alguns passos no sentido do regresso à, possível e condicionada, normalidade social.

É certo que tudo vai ser diferente a partir desta pandemia com implicações ainda por perceber totalmente, mas com argumentos consistentes face à necessidade de melhor preparação para o futuro e outrossim face a ocorrências similares.

As mudanças de temperatura e a aproximação da tradicional época de férias não devem iludir os cuidados a manter obrigatoriamente, na linha das recomendações oficiais em matéria de saúde pública, tendo sempre presente a prudência e a responsabilidade cívica.

Atuando com a devida ponderação, importa, contudo, colaborarmos ativamente na imprescindível normalização e revitalização económica, mormente desta zona interior do país.

Assim, é importante o contributo coletivo, dos residentes e não residentes na região, numa atitude solidária e eficaz na ajuda à atividade produtiva local, ao pequeno comércio, aos agricultores, à restauração, às pequenas e médias empresas, à hotelaria, etc…

Castelo Rodrigo - HS.JPG

No interior não faltam locais para (re)descobrir, monumentos para visitar, paisagens ímpares para apreciar, artesanato para comprar, museus e espaços culturais para fruir, diversificada gastronomia para saborear, vinhos de excelência, produtos regionais, água cristalina, rios e ribeiras para horas de lazer e diversão, desafiantes trilhos serranos, espaços para desporto, vastos e saudáveis horizontes, ar puro para respirar…

Aliás, o ar puro é uma das nossas mais valias, não só de hoje, mas também do passado. Recordemos que a Guarda foi uma referência nacional e internacional em matéria de tratamento de doenças pulmonares.

Na passada segunda-feira, 18 de maio, ocorreu a passagem do 113º aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins, uma das principais instituições de combate e tratamento da tuberculose em Portugal. A designação de “Cidade da Saúde”, atribuída à Guarda, em muito se ficou a dever à instituição que a marcou indelevelmente, ao longo de décadas, no século passado.

No presente temos ainda o ar puro como uma inestimável riqueza que devemos aproveitar em simultâneo com a nossa realidade geográfica, cenário de múltiplos motivos de interesse. Esta pandemia, que constitui um choque profundo nas nossas vidas, impeliu-nos a uma reflexão profunda sobre nós, sobre a sociedade em que vivemos, sobre a importância de atividades e setores sócio profissionais, sobre atitudes e comportamentos a seguir; numa perspetiva humana, solidária, cooperante que não se confine palavras de circunstância ou preocupações de protagonismo, mas fique materializada em ações objetivas, consequentes, marcantes.

É fundamental prepararmos novas respostas a partir deste tempo de incertezas e acreditarmos que podemos vencer esta inesperada conjuntura, extraindo dela experiências e ensinamentos para o futuro. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior", 21|05|2020

 

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publicado às 12:45

Covid_19: Cooperação e solidariedade

por Correio da Guarda, em 24.03.20

Covid INFO.jpg

Como já escrevemos anteriormente, estamos a viver um tempo de incerteza, angústia e de novas experiências, mas também de afirmação de valores solidários face a uma ameaça real, inquietante, mortífera.

Ao longo dos últimos dias têm surgido exemplos objetivos de cooperação e intervenção cívica, demonstrando capacidade de iniciativa e conhecimentos.

Assim, em várias plataformas digitais (e para além dos tradicionais meios de comunicação, obviamente) surgiram interessantes e úteis “pontos de informação”; a título de exemplo mencionaremos o site Covid19Guarda que, como é referido no mesmo, “tem como função ajudar os cidadãos da Guarda, informando-os para desta forma tentar minimizar o impacto que esta nova realidade tenha na vida de cada um. Porque temos de ser uns pelos outros, estamos abertos a sugestões e dicas para que se torne ainda melhor”.

Neste conjunto de contributos individuais referiremos também, pela sua rápida projeção, o Grupo de Emergência- Guarda, que tem proporcionado diversificada informação, esclarecimentos e contactos de utilidade para o cidadão comum (supermercados, farmácias, take away, talhos, etc.). Isto para além da indicação de plataformas tecnológicas e de serviços, designadamente "Não Paramos! Estamos ON",   dashboard com informação apenas de Portugal,  CovidApp (plataforma para registo de sintomas do vírus), site do SNS24 permite fazer auto diagnóstico; evolução da COVID-19 em Portugal – ashboard Interativo, Quero Ajudar (plataforma que permite ajudar quem está de quarentena),  SOS COVID-19 (plataforma diz o que está em falta nos supermercados) e 
Covidvisualizer (COVID-19 no mundo). 

Nunca serão demais os contributos individuais nesta emergência sanitária.

 

 

 

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publicado às 12:15

Campanha solidária da ULS

por Correio da Guarda, em 16.11.15

 

     “Vamos ajudar quem mais precisa!” é o lema de uma campanha que a Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda está a promover, visando recolher, nesta quadra que antecede o Natal, roupa, livros, brinquedos ou alimentos.

   Para o efeito, cada serviço e centro de saúde disponibilizará uma caixa, decorada ao gosto de cada equipa, onde colaboradores, utentes e familiares poderão deixar o seu contributo. Todos os artigos angariados reverterão a favor de famílias sinalizadas pelos Serviços Sociais da ULS da Guarda e serão entregues na semana do Natal aos destinatários.

VAMOS AJUDAR.jpg

 

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publicado às 23:39

Chama da Solidariedade

por Correio da Guarda, em 23.05.14

 

     Numa organização da UDIPSS Guarda - União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social da Guarda foi levada a efeito em 28 e 29 de Junho de 2013 a caminhada da Chama da Solidariedade da cidade de Faro (Algarve) ate à cidade mais alta de Portugal, a Guarda.

    Este ano UDIPSS - Guarda, vai promover a sessão solene da saída da Chama da Solidariedade no próximo dia 30 de Maio (sexta-feira) com destino ao Porto.

    O percurso vai passar pelos concelhos de Trancoso, Meda e Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda, com entrega no Pocinho à UDIPSS de Bragança.

 

    Fonte: UDIPSS Guarda

 

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publicado às 23:59

Comércio Solidário na Guarda

por Correio da Guarda, em 16.12.12

     Até ao próximo dia 23 de Dezembro a Associação de Comércio e Serviços do Distrito da Guarda (ACG) está a promover a iniciativa Comércio Solidário.

     Esta ação, que conta já três anos consecutivos, tem por objetivo a recolha de produtos de primeira necessidade como vestuário, calçado e brinquedos, novos ou usados, para doação a instituições da Guarda.

    Os destinatários desta iniciativa são os Comerciantes Associados e não Associados da ACG que podem ainda lançar o desafio aos seus clientes que também estejam dispostos a contribuir. Os bens oferecidos serão recolhidos, organizados e armazenados na sede da ACG por uma equipa da Associação.

    Após o encerramento, a ACG dará conta dos resultados bem como das Instituições beneficiárias. A entrega será feita no dia 6 de Janeiro, Dia de Reis.

    Este ano, a ACG coordena a atividade Comércio Solidário, com a iniciativa “Manto Branco”, da Fundação São João de Deus; assim, as mantas e cobertores recolhidos no âmbito desta ação serão entregues à Fundação, para as distribuir.

 

 

 

 

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publicado às 01:02

Guarda solidária

por Correio da Guarda, em 04.01.12

 

 

 

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publicado às 14:34

Correios de Portugal: iniciativa de solidariedade

por Correio da Guarda, em 07.11.08

 

 

 

 
“Os CTT vão pôr a sua rede à disposição do combate à pobreza e à exclusão social. A partir de 1 de Dezembro próximo, os Correios de Portugal põem em marcha um projecto que, durante os próximos meses, permitirá a qualquer pessoa ajudar quem mais precisa de forma gratuita.
Este projecto é uma iniciativa dos CTT inscrita na sua política de responsabilidade social. Surgiu da constatação de que ninguém como os CTT tem capacidade para chegar a todas as localidades e a todos os habitantes do País.
Por isso, os Correios vão fazer um envio massivo de um folheto informativo por todas as casas do País. Esse folheto, que será acompanhado de um saco específico para o transporte dos donativos, informará a população sobre as instituições de solidariedade aderentes ao projecto e que tipo de bens necessitam.
Com esse esclarecimento em mente, bastará a qualquer pessoa deslocar-se a uma das quase 1000 Estações de Correio existentes de Norte a Sul do País com o seu donativo. Uma vez lá, ser-lhe-á fornecida gratuitamente uma caixa de transporte em cartão. O autor do donativo apenas terá de encher a caixa e escolher a instituição destinatária, entre as várias possíveis, sem precisar de indicar uma morada. Os Correios tratam do transporte e da entrega, de forma totalmente gratuita.
A lista de instituições de solidariedade social aderentes é uma lista aberta. Neste momento, os CTT estão em contacto com algumas dezenas de instituições, de carácter nacional e local. Está já confirmada a adesão de instituições como a Abraço, ACAPO, Acreditar, Ajuda de Berço, Ajuda de Mãe, Aldeia de Crianças SOS, Associação Portuguesa de Surdos, Casa do Caminho, Casa do Gaiato, Centro Helen Keller, Comunidade Vida e Paz, Cruz Vermelha Portuguesa, GIRA, FENACERCI, Liga Nacional Contra a Fome, Refúgio Aboim Ascensão e Associação Sol. Outras serão anunciadas nos próximos dias.
Os bens elegíveis para doação dependem das necessidades de cada instituição e das limitações logísticas e incluirão bens como roupa, calçado, agasalhos, artigos de higiene, brinquedos, produtos de limpeza, pequenos electrodomésticos ou de entretenimento, entre outros.
Para esta grande iniciativa de carácter nacional, os Correios vão disponibilizar não apenas os seus voluntários, de um universo de 16 mil trabalhadores, como a sua rede: quase 1000 Estações de Correios, 370 Centros de Distribuição Postal e 3702 veículos de transporte que, todos os dias, percorrem cerca de 240 mil quilómetros.
Este projecto dos CTT é complementado por uma iniciativa protagonizada por uma empresa detida a 100% pelos CTT, a PayShop, e que permite que qualquer cidadão faça donativos em dinheiro, a partir de um euro, em 4500 locais de todo o País: 3500 agentes PayShop e quase 1000 Estações de Correio.
É convicção dos CTT – Correios de Portugal que esta iniciativa permitirá democratizar a solidariedade e eliminar barreiras geográficas.” (in www.ctt.pt).
 
Uma interessante iniciativa, solidária e digna de registo. O desafio está lançado.
 

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publicado às 10:16


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