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Loriga recebeu distinção internacional

por Correio da Guarda, em 31.10.25

 

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                                                                                                             Foto: AM_Pedro Ribeiro

A Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas - UN Tourism distinguiu a localidade de Loriga (Seia) como uma das Melhores Vilas Turísticas do Mundo (Best Tourism Villages), na edição de 2025.

O anúncio e a cerimónia de entrega do galardão decorreu em Anji County, Huzhou City, na China, no âmbito do III Encontro Anual da Rede das Melhores Aldeias e Vilas Turísticas do Mundo, um evento organizado pela UN Tourism, em parceria com a cidade de Huzhou.

A distinção "Best Tourism Villages" reconhece aldeias e vilas que são exemplos notáveis de destinos de turismo rural, pela valorização dos seus ativos naturais e culturais, e que se comprometem com a sustentabilidade no desenvolvimento do turismo como um motor para o desenvolvimento rural e o bem-estar das suas comunidades.

O prémio atribuído a Loriga – uma das vilas que integra a Rede de Aldeias de Montanha – “assume um significado especial ao reconhecer uma vila que soube reinventar-se face a profundas mudanças económicas. Loriga foi, durante décadas, um importante centro da indústria dos lanifícios na região da Serra da Estrela, uma atividade que marcou profundamente a sua história, paisagem e a vida das suas gentes, e que teve entrou em declínio no início da década de 90.”

"É uma distinção que enche de orgulho a Rede de Aldeias de Montanha, um reconhecimento que reforça o potencial da região da Serra da Estrela e das Aldeias de Montanha no panorama internacional. Recorde-se que Manteigas foi também galardoada com este título em 2023”, referiu Célia Gonçalves, Secretária Executiva da ADIRAM.

Por sua vez José Pinto, Presidente da Junta de Freguesia de Loriga (que se deslocou à China para receber este prémio) considerou que "este prémio é de todos os loriguenses. É o resultado de anos de trabalho, de dedicação em preservar a nossa identidade e a forma como todos soubemos potenciar o nosso património natural. Ver Loriga, reconhecida hoje como uma das Melhores Vilas Turísticas do Mundo, mostra que a aposta no Turismo Sustentável é a melhor homenagem que podemos fazer à nossa história".

A candidatura de Loriga, submetida pela Rede de Aldeias de Montanha com o apoio do Município de Seia, foi avaliada em função de critérios rigorosos, que atestam a qualidade, autenticidade e o empenho da comunidade e das entidades locais.

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publicado às 18:30

Filme polaco venceu CineEco 2025

por Correio da Guarda, em 20.10.25

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O documentário “The Town That Drove Away” (Polónia), da dupla de cineastas Grzegorz Piekarski e Natalia Pietsch, foi o vencedor do “Grande Prémio Ambiente” do CineEco 2025.

O filme faz parte de um conjunto de dez obras que estrearam no festival de Seia, no âmbito da Competição Internacional de Longas-Metragens; este trabalho documenta a transformação da vida quotidiana dos habitantes de uma aldeia histórica no Curdistão turco, conquistou o “Grande Prémio Ambiente” do CineEco.

A 31.ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela contou este ano com mais de 3760 espectadores, 1650 alunos das escolas do concelho de Seia, Oliveira do Hospital, Nelas e Gouveia e a presença de 59 cineastas, produtores e atores.

A entrega dos prémios CineEco 2025 aconteceu este sábado, às 17H00, no auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia.

O “Prémio Camacho Costa”, que integra a Competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa, coube ao filme de ficção desarmante, urgente e poético, “Enquanto o Céu Não Me Espera” (Brasil). Com raízes na Amazónia, a realizadora Christiane Garcia retrata a história de um agricultor ribeirinho humilde que, apesar das muitas dificuldades que a família enfrenta, luta por permanecer no território dos seus antepassados.

Já o “Prémio Antropologia Ambiental”, inserido nas Competições de Longas-Metragens Internacionais e em Língua Portuguesa, foi atribuído a Katwe (Uganda/Suécia), de Nima Shirali, documentário que acompanha a vida dos habitantes de uma pequena cidade junto ao lago salino do Katwe, Uganda, onde uma fábrica de refinação de sal permanece abandonada há 40 anos, enquanto os políticos continuam a prometer libertar a comunidade dos laços da pobreza, da corrupção e das condições de trabalho tóxicas.

“Plastic Surgery” (Reino Unido) conquistou o “Prémio Curta e Médias-Metragens Internacional”. Este thriller, realizado por Guy Trevellyan, aborda o impacto nos seres humanos da poluição e dos microplásticos. O filme retrata a história de uma médica que, no último dia antes da licença de maternidade, vê a sua rotina mergulhar no caos ao deparar-se com uma ameaça inesperada.

O filme “Cão Sozinho” (Portugal/França) de Marta Reis Andrade arrecada o “Prémio Curta e Médias-Metragens em Língua Portuguesa”.

“Vânia e Valéria” (Brasil), de Isabela da Silva Alves e Isabella Milena Nascimento da Cunha, conquista o “Prémio Educação Ambiental”, inserido nas competições Curtas e Médias-Metragens Internacionais e em Língua Portuguesa. Nestas mesmas competições na categoria de “Animação”, a distinção coube a “Martha” (Suíça), de Marcel Barelli, um antigo documentário mudo da década de 1910, recentemente recuperado.

O galardão para “Curtas-Metragens de Ficção e Não-Ficção” foi entregue a “L’ancien Monde” (França), de Owen Archinet.

O “Prémio Panorama Regional”, destinado a obras produzidas na região da Serra da Estrela que melhor promovem as temáticas ambientais, seguiu para “O Último Pastor de Sabugueiro” (Portugal) de Laurène da Palma Cavaco, um documentário sobre Dinis, um jovem pastor e estudante do ensino secundário.

Foram ainda entregues os Prémios Especiais, que abrangem todas as competições do CineEco: Prémio “Valor da Água” a “Sukande Kasáká” (Brasil) de Kamikia Kisedje, Fred Rahal e o “Prémio Juventude” a “A New Kind of Wilderness” (Noruega) de Silje Evensmo Jacobsen.

A 31.ª edição do CineEco decorreu entre os dias 10 e 18 de outubro com a exibição de mais de 80 filmes de 31 países, propondo um mosaico cinematográfico rico e diversificado sobre os desafios ambientais contemporâneos.

Este ano, o festival recebeu mais de 3760 espectadores que passaram pelos cineteatro e auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia, assim como um número significativo de realizadores, produtores e atores, 59.

À semelhança das edições anteriores, o CineEco voltou a apostar na componente educativa com sessões de curtas-metragens de ficção, não-ficção e animação, contando com a participação de 1650 alunos das escolas do concelho de Seia, Oliveira do Hospital, Nelas e Gouveia.

O CineEco deu ainda continuidade à iniciativa Mercado de Filmes, networking entre produtoras e estudantes de cinema, incluindo um vasto programa de atividades e eventos complementares, como exposições com foco nas questões ambientais, espetáculos, o compacto “curtinhas” para os mais pequenos, apresentação de livros, oficinas de cinema para todas as idades, workshops, sessões de cinema em debate e cinema clássico.

O CineEco prolonga-se ao longo do ano através das suas extensões nacionais e internacionais. Nos próximos meses, parte em itinerância com as habituais extensões em cineclubes, escolas, associações, universidades e festivais parceiros. Esta é uma forma de levar o cinema ambiental a diversos públicos e territórios, promovendo a sensibilização ecológica, a inclusão e o acesso à cultura, afirmando o compromisso do Festival com a educação ambiental e a mudança social.

O CineEco é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas. Conta ainda com o apoio financeiro da DGArtes.

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publicado às 12:30

CineEco com novidades

por Correio da Guarda, em 26.09.25

 

A trigésima edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela traz, este ano – além da competição oficial com mais de 80 filmes de 31 países – uma programação extracompetição.

Esta programação, de acorda com a organização do CineEco, reforça o papel do cinema também como espaço de reflexão e debate intergeracional. “Revisitar momentos da nossa memória coletiva, redimensionar a ideia de paisagem, desconstruir a visão antropocêntrica da vida na Terra, refletir sobre a relação com os recursos hídricos, as nossas economias ‘de afeto’, a identidade cultural e a herança de uma região são algumas das temáticas afloradas nas sessões especiais e de cinema clássico, que decorrem nos dias 13, 15, 16 e 17 de outubro, na Casa Municipal de Cultura em Seia.” É referido a propósito desta nova edição.

Assim, quatro documentários integram o ciclo Cinema em Debate, sessões especiais que irão contar com a participação de jovens alunos de várias escolas de Seia e que terão a oportunidade de refletir e abordar diferentes visões que existem sobre a paisagem - seja esta selvagem, a hídrica, energética ou até cultural.

Côa Mais Selvagem (Wilder Côa), de João Cosme - Um retrato exuberante da vida animal e vegetal no Grande Vale do Côa, que desafia a visão antropocêntrica da vida na Terra. Um filme que leva a conhecer as paisagens naturais, a biodiversidade local, as espécies silvestres e os esforços existentes na restauração ecológica como a reintrodução de espécies autóctones, a adaptação dessas espécies, coexistência entre as comunidades locais; para ver no dia 13 de outubro, às 11H00, no auditório da Casa Municipal de Cultura de Seia, debate com convidados especiais

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Até à Última Gota (Up To The Last Drop), de Ricardo Guerreiro - Com o contribuo do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, este documentário, conduzido pela atriz Carla Chambel acompanhada pela jornalista Flávia Brito, questiona o modelo de consumo e gestão da água em Portugal. Uma reflexão premente e atual sobre o regadio intensivo e alternativas sustentáveis. O filme estreou em fevereiro de 2025 na Fundação Calouste Gulbenkian; para ver a 15 de outubro, às 11H00, no auditório da Casa Municipal de Cultura de Seia, debate com realizador e a atriz Carla Chambel.

Filhos do Vosso Amor (Children Of Your Love), de Rui Pedro Lamy - Um olhar sobre as tradições no território de Melgaço, em específico em Gave, e a ligação profunda das comunidades à terra e às suas tradições e práticas ancestrais. Uma narrativa sobre o esforço de perpetuar histórias, rituais e partilhas como a transumância, o brandeiro e o inverneiro. O filme conquistou, em agosto último, os prémios de Melhor Curta ou Média Metragem e Melhor Documentário Português no MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço; é exibido a 16 de outubro, 11H00, no auditório da Casa Municipal de Cultura de Seia, com a presença do realizador.

Vidas Irrenovables. Naturaleza o Miseria (Unrenewable Lives. Nature or Misery) de Francisco J. Vaquero Robustillo – Um documentário alerta vindo de Espanha sobre o impacto negativo da proliferação descontrolada dos equipamentos de energia renovável em ecossistemas comunidades locais. Este filme convida à reflexão sobre a transição ecológica/energética e não descura o olhar crítico sobre um conceito que tem sido aflorado – “colonialismo energético” – sobre a forma como as energias renováveis estão a ser implementadas nos territórios, causando danos aos ecossistemas, ao setor primário e às comunidades locais. Vaquero Robustillo, realizador de “Ganado o Desierto”, foi premiado no CineEco 2022; a 17 de outubro, 11H00, no auditório da Casa Municipal de Cultura de Seia, com a presença do realizador

 

Cinema clássico

 

O CineEco irá evocar ainda os 50 anos da Reforma Agrária em Portugal com uma dupla sessão de cinema clássico que revisita momentos marcantes da memória coletiva nacional.

A 17 de outubro, à tarde, o auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia recebe dose dupla com dois documentários rodados no Alentejo e no Ribatejo e que refletem as dinâmicas populares e o processo criativo do cinema no período pós-revolucionário.

Terra de Pão, Terra de Luta (1977), de José Nascimento (exibição às 14H30) - Um documento histórico sobre as convulsões sociais do Alentejo no pós-25 de Abril, agora exibido em cópia digital restaurada pela Cinemateca Portuguesa. Esta longa-metragem foca de forma incisiva o movimento político da Reforma Agrária, partindo da ideia da palavra de ordem com o qual este movimento se identificou, e que passou a referenciá-la historicamente: “a terra a quem trabalha”.

Linha Vermelha (2011), de José Filipe Costa (exibição às 16H30) - Um olhar contemporâneo sobre Torre Bela (1975), de Thomas Harlan, que registou a ocupação de uma herdade no Ribatejo e as várias etapas de formação de uma nova comunidade agrícola em Portugal. “De que maneira Harlan interveio nos acontecimentos que parecem desenrolar-se naturalmente frente à câmara? Qual foi o impacto do filme na vida dos ocupantes e na memória sobre esse período?”,

De recordar que a edição de 2025 do CineEco decorrerá de 10 a 18 de outubro em Seia. Este ano, o festival apresenta uma seleção oficial de 81 longas, médias e curtas-metragens internacionais e em língua portuguesa de 31 países, propondo um mosaico cinematográfico rico e diversificado sobre os desafios ambientais contemporâneos. Na Seleção Internacional de Longas-metragens é de realçar um conjunto de dez obras em estreia absoluta em Portugal onde o fator humano é sempre determinante na investigação, observação ou vivência de uma dimensão da crise climática.

O CineEco é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas. Conta ainda com o apoio financeiro da DGArtes.

 

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publicado às 15:25

Festival Internacional de Cinema Ambiental em Seia

por Correio da Guarda, em 04.09.25

 

Na cidade de Seia vai decorrer de 10 a 18 de outubro a 31ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela. Estão a concurso 81 longas, médias e curtas-metragens internacionais e em língua portuguesa, filmadas em 31 países, e com ângulos de abordagem diversificados, tendo no ambiente a sua temática transversal.

Na Seleção Internacional de Longas-metragens é de realçar um conjunto de dez obras em estreia absoluta em Portugal onde o fator humano é sempre determinante na investigação, observação ou vivência de uma dimensão da crise climática.

Esta seleção tem dois filmes-denúncia: WHITE HOUSE EFFECT, de Bonni Cohen, Pedro Kos, Jon Shenk, EUA, que explora a história dramática da origem da crise climática e como uma batalha política no governo de George H.W. Bush mudou o curso da história. Na mesma linha de ação, BLACK SNOW, de Alina Simone, EUA, o filme está centrado numa eco-ativista siberiana, apelidada de "Erin Brockovich da Rússia", que luta pela sua comunidade.

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A comédia subtil CLIMATE IN THERAPY, de Nathan Grossman, Olof Berglind, Malin Olofsson, Suécia, coloca sete cientistas do clima em terapia para lidar com as suas próprias emoções. Já o drama documental, A NEW KIND OF WILDERNESS, de Silje Evensmo Jacobsen, Noruega, acompanha uma família que procura uma existência livre e selvagem. O conto sombrio PET FARM, de Finn Walther, Martin A. Walther, Noruega, aprofunda os laços afetivos com os animais. Essa relação também é observada em MILCH INS FEUER (Smell of Burnt Milk), de Justine Bauer, Alemanha, uma meditação rural sobre o significado de ser um agricultor moderno, a feminilidade e a maternidade.

Os lugares mais marcantes desta programação surgem em THE TOWN THAT DROVE AWAY, de Grzegorz Piekarski, Natalia Pietsch, Polónia, filmado no Curdistão com os últimos residentes de uma cidade secular ameaçada quando o governo turco inunda as suas terras. KATWE, Nima Shirali, Uganda/Suécia, filmado num lago de sal africano onde a extração deixou de sustentar uma comunidade, e XUE SHUI XIAO RONG DE JI JIE (After the Snowmelt), de Yi-Shan Lo, Taiwan/Japão, retrata uma trágica expedição nos Himalaias.

A Seleção Oficial Internacional fica completa com a longa-metragem animada ÂNGELO NA FLORESTA MÁGICA, de Alexis Ducord, Vincent Paronnaud, França/Luxemburgo, sobre um rapaz de dez anos que sonha tornar-se explorador e zoólogo.

Já na Seleção de Longas-metragens em Língua Portuguesa destaca-se a estreia nacional do documentário brasileiro TESOURO NATTERER, de Renato Barbieri. Grande vencedor da edição 2024 do É Tudo Verdade, principal festival documental da América Latina, o filme narra a aventura desconhecida de um indigenista austríaco pela Amazónia no século XIX. O mesmo tema do olhar estrangeiro e exótico sobre a grande floresta brasileira retorna sob uma outra perspetiva no ensaístico e provocador NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS, de Priscilla Brasil.

A Amazónia também aparece na ficção ENQUANTO O CÉU NÃO ME ESPERA, de Christiane Garcia. Protagonizado pela estrela brasileira Irandhir Santos, o filme narra o drama vivido pelas populações ribeirinhas com a perturbação do ciclo das chuvas causada pelas mudanças climáticas.

Da Amazónia, a competição em língua portuguesa segue para Luanda, onde o documentário LINHA DE ÁGUA, de Rui Simões, retrata o trabalho único do artista angolano Victor Gama, que une natureza e experimentação sonora. Já em Portugal, a realizadora Marta Pessoa faz um passeio estético e poético pelos jardins de Lisboa em ISTO NÃO É UM JARDIM. E a cineasta indiana Kopal Joshy vai até à Serra da Estrela, onde estabelece uma amizade inesperada e comovente com um antigo morador local no documentário SOMOS DOIS ABISMOS.

Nesta seleção oficial do CineEco 2025, está incluída a Competição de Curtas e Médias Metragens tanto internacionais como de língua portuguesa. Nas internacionais, destaca-se  a curta documental A QUI LE MONDE (Blooming), de Marina Russo Villani e Victor Missud, França, que teve a sua estreia nos Rencontres Internacionales de Paris e Berlim e ganhou o Green Festival Award deste ano. Já a produção luso-croata THAT´S HOW I LOVE YOU, de Mário Macedo, venceu o Grande Prémio do Curtas Vila do Conde do ano passado e PET FARM, do norueguês Martin A. Walther, foi menção honrosa já este ano em Salónica, no Thessaloniki Film Festival. Já o multipremiado filme de terror de Gonçalo Almeida, ATOM & VOID, arrecadou o Méliès d’Argent deste ano no HÕFF - Haapsalu Horror and Fantasy Film Festival, na Estónia, e Menção Honrosa no Fantastic Fest, EUA, do ano passado. Quanto às curtas em língua portuguesa, destaque para as co-produções luso-brasileiras:  ENXOFRE, Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, TEMPO DE SORRIR (Time to Smile), de Jonas Almeida Braga Amarante, e CANTOS DA METAMORFOSE OU AQUELA VEZ EM QUE EU ENCARNEI COMO BOTO, de Ainá Xisto.

Não menos importante é a Secção Competitiva Panorama Regional, dedicada a filmes com narrativas centradas no território e na Serra da Estrela e que, este ano, conta com as participações de O ÚLTIMO PASTOR DE SABUGUEIRO, de Laurène da Palma Cavaco, O INCÊNDIO, de Joana Cabete, SOMOS DOIS ABISMOS (We are two Abysses), de Kopal Joshy, TALHADOS NA PEDRA, de Tiago Cerveira, MONTAÑA ABAIXO (Down the Mountain), de Carlos Martínez-Peñalver Mas, e de PORTA-TE BEM, de Joana Alves.

De referir que, este ano, o CineEco inclui pela primeira vez uma nova categoria na competição para Curtas-metragens de Ficção, Não Ficção e Animação, na qual concorrem 13 filmes de 12 países.

O CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela é o único festival de cinema em Portugal dedicado em exclusivo à temática ambiental. É um dos festivais de cinema sobre ambiente mais antigos do mundo que se realiza em Seia, anualmente, em outubro e de forma ininterrupta, desde 1995, por iniciativa do Município de Seia. O CineEco oferece ao público em geral um cinema de qualidade e cinematografias pouco conhecidas e alternativas em relação ao mercado tradicional.

O formato do certame assenta num conjunto de atividades desenvolvidas ao longo de oito dias, com entrada gratuita. Além da secção competitiva e itinerâncias, o CineEco inclui também diversas atividades paralelas, como conferências, concertos, workshops, exposições, mercado de filmes, contribuindo para uma cidadania ativa no domínio do desenvolvimento sustentável, valorização do território, educação e enriquecimento do conhecimento ambiental e cinematográfico.  Fora das datas do festival, o CineEco realiza ao longo de todo o ano uma vasta rede de extensões por todo o país, dando oportunidade ao público a visualização de filmes desta temática, que é um dos fatores diferenciadores do festival.

O CineEco é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas. Conta ainda com o apoio financeiro da DGArtes. A programação do Festival é da responsabilidade de Cláudia Marques Santos, Daniel Oliveira e Tiago Alves.

 

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publicado às 16:01

Longa metragem "Fauna" venceu CineEco 2024

por Correio da Guarda, em 24.10.24

 

A Longa-Metragem Internacional Fauna realizada por Pau Faus (Espanha) é a grande vencedora do “Grande Prémio Ambiente” do CineEco 2024.

Esta obra cinematográfica, seleção oficial do festival Visions du Réel 2023 e premiada nos festivais de Toulouse e Guadalajara 2023, mostra um combate entre dois mundos, um verdejante e rural e outro que se quer estéril e tecnológico, que dependem intrinsecamente um do outro, num balanço aparentemente impossível de alcançar. Uma janela que, embora se queira selada, parece cada vez mais empurrar o mundo exterior que a encerra.

Premios

O “Prémio Curta e Média Metragem Internacional” foi entregue a Magnífica: Kutsumaton Vieras de Ville Koskinen (Finlândia), filme-documentário acerca da coexistência entre veraneantes finlandeses e um visitante inesperado de nome Pectinatella Magnifica – é alguma coisa e há grandes quantidades dela. A chegada de manchas viscosas e verdes a um meio seguro e familiar traz sensações desconfortáveis à comunidade comodista de classe média.

A Longa-Metragem em Língua Portuguesa Sem Coração de Nara Normande e Tião conquistou o “Prémio Camacho Costa”. O filme retrata o verão de 1996 na costa nordeste do Brasil, onde Tamara prepara-se para deixar a vila piscatória para estudar em Brasília. O filme integrou a seleção oficial da secção Orizzonti no Festival de Veneza 2023 e obteve o prémio de melhor filme brasileiro na Mostra de Cinema de São Paulo 2023.

O “Prémio Curta-Metragem em Língua Portuguesa” foi atribuído a Percebes, de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, vencedora também do Crystal Award de melhor curta no Festival de Animação de Annecy 2024. Com o mar e um Algarve urbano como pano de fundo, seguimos um ciclo completo da vida de um molusco especial chamado PERCEBES. No percurso da sua formação até ao prato, cruzamos diferentes contextos que nos permitem compreender melhor esta região e aqueles que nela habitam.

The Bio Estrela Project de Oliver Couch recebeu o “Prémio Panorama Regional”, que aborda o peso da ameaça dos incêndios florestais na destruição de uma das últimas regiões naturais de Portugal, a serra da Estrela. Se os incêndios continuarem, Portugal perderá mais do que as árvores queimadas. Perderá as gerações da história e da tradição mantidas vivas nas comunidades agrícolas e nas vilas que subsistem e vivem das florestas.

O vencedor do “Prémio Juventude Longa-Metragem Internacional”, foi o documentário Common Ground, de Joshua Tickell e Rebecca Harrell Tickell (EUA). Também premiado no Festival de Tribeca 2023, conta a história dos pioneiros da agricultura regenerativa, com participações de Jason Momoa, Laura Dern, Rosario Dawson, Donald Glover, Woody Harrelson e Ian Somerhalder.

A 30.ª edição do CineEco exibiu 64 obras cinematográficas de 27 países, selecionadas entre cerca de 1800 filmes submetidos à competição. Entre os dias 10 e 18 de outubro, passaram pelas salas do Festival mais de 3500 espetadores

Este ano, mais uma vez, houve uma série de atividades paralelas no CineEco como os Encontros no Mercado, Conversas no Jardim, a inauguração do novo espaço de exibição de filmes Videoarte, as Exposições O Estado da Água, Plastic Bitch e Line.

Segundo nota divulgada pela organização, “o festival mantém-se vivo ao longo de todo o ano e vai continuar com uma diversa rede de extensões por todo o país, em cineclubes, associações, teatros, universidades e auditórios, proporcionando ao público filmes desta temática, constituindo-se como um dos muitos fatores diferenciadores do festival.”

Recorde-se que o CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela é um dos festivais de cinema de ambiente mais antigos do mundo, que se realiza em Seia, anualmente em outubro e de forma ininterrupta, desde 1995, por iniciativa do Município de Seia.

“O CineEco oferece ao público em geral um cinema de qualidade e cinematografias pouco conhecidas e alternativas em relação ao mercado tradicional. Em todas as edições e em todas as secções ou atividades a entrada é gratuita, prestando um serviço público.”

Como foi sublinhado pela organização, “através das experiências multiculturais, o CineEco ajuda a descrever e compor um panorama do pensamento mundial atual sobre estas questões e proporciona aos espetadores momentos de conhecimento e reflexão, com a ambição de gerar comportamentos transformadores e de participação, contribuindo para uma cidadania ativa no domínio do desenvolvimento sustentável e valorização do território e enriquecimento do conhecimento ambiental e cinematográfico.”

O festival é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas.

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publicado às 08:30

Documentário de Oliver Stone no CineEco

por Correio da Guarda, em 28.09.24

 

No próximo dia 10 de outubro, a cidade de Seia será palco da 30.ª edição do CineEco, um dos festivais de cinema ambiental mais antigos do mundo e o único em Portugal. Durante nove dias, a serra da Estrela, no coração de Portugal, será o cenário de uma intensa imersão nas problemáticas ambientais globais, com especial destaque para as alterações climáticas, cujas consequências moldam e influenciam o futuro do nosso planeta.

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O festival inicia-se na noite de 10 de outubro com o CinceConcerto A Pedra Sonha Dar Flor, um filme realizado por Rodrigo Areias, acompanhado por uma performance de música ao vivo por Dada Garbeck. Ao longo dos dias seguintes, serão exibidas mais de 60 obras cinematográficas oriundas de 27 países, complementadas por atividades dedicadas à sensibilização ambiental, incluindo workshops, sessões de networking, debates com realizadores e várias manifestações artísticas.

“O CineEco reforça a cada edição o seu papel como promotor de uma programação cultural diversificada e de elevada qualidade ao mesmo tempo que fomenta a educação ambiental e contribui para o desenvolvimento de uma consciência ecológica mais profunda, tanto entre os residentes como entre os visitantes e participantes do festival. A participação ativa dos realizadores é crucial para alcançar estes objetivos”. É referido numa nota informativa enviada ao Correio da Guarda.

Este ano, mais de 16 realizadores e outras pessoas ligadas aos filmes em exibição, marcarão presença em Seia, durante a semana do Festival.

Destacam-se, entre eles: Petr Lom, realizador de I Am the River and The River is Me, e Nemanja Voljinovic de Bottlemen da Competição Internacional de Longas-Metragens; Rita Nunes e Miguel Nunes, realizadora e ator do filme O Melhor dos Mundos, Margarida Gramaxo, realizadora de Lindo, e Carlos Martínez-Peñalver de À Procura da Estrela, filmes incluídos na Competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa; e Marina Garcia Abreu, realizadora de Lobos e The Soul of Jasmine, ambos na Competição Internacional de Curtas e Médias-Metragens. Entre os convidados, sobressai a presença de Luís Filipe Rocha, um dos nomes proeminentes do Cinema Novo português e autor de Cerromaior, que será exibido este ano no contexto da Sessão de Clássicosl 'Ecos da montanha e da planície'.

Ainda no âmbito desta Sessão estará presente no Festival Sérgio Dias Branco, Professor Associado de Estudos Fílmicos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, para um debate após a exibição do clássico Trás-os-Montes, de António Reis e Margarida Martins Cordeiro.

O filme Silvestres de Carolina Castro Almeida e Miguel Cortes Costa, uma sessão fora de competição, será exibido no dia 14 de outubro, às 14h30, e servirá de mote para uma conversa com os realizadores sobre a importância da biodiversidade urbana. Silvestres leva-nos numa viagem pela criação de um prado de flores silvestres no coração de Oeiras, com o objetivo de combater o declínio dos polinizadores. O filme retrata também outros esforços fascinantes, como a captura de uma coruja-das-torres que habita as estruturas históricas da Quinta do Marquês, simbolizando a resiliência da vida selvagem em ambientes urbanos. Silvestres oferece um retrato vibrante de uma cidade moldada pelo legado agrícola do Marquês de Pombal e pelo poder da ação coletiva, convidando o público a refletir sobre a harmonização entre o desenvolvimento urbano e o mundo natural nas suas próprias comunidades.

O Painel de Jurados conta com um conjunto de pessoas com ligação ao cinema e/ou ao ambiente. O júri da Competição Internacional de Longas-Metragens é composto por: Ágata de Pinho, atriz, escritora, realizadora e protagonista de filmes; André Guiomar, sócio fundador da produtora de cinema Olhar de Ulisses, realizador e produtor de filmes documentais; e Filipa Rosário, especialista em cinema português, investigadora auxiliar no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa e coordenadora do GT Paisagem e Cinema da AIM – Associação dos Investigadores da Imagem em Movimento. Por seu lado, o júri das competições Internacional de Curtas e Médias-Metragens e Panorama Regional é constituído por: Carolina Castro Almeida, ilustradora, motion designer, animadora e produtora audiovisual, além de cofundadora da Lengalenga Filmes; Carlos Teófilo, professor aposentado, advogado e um rosto de Seia desde sempre ligado ao CineEco; e Nuno Barros, biólogo e representante da LIPOR, patrocinador principal do CineEco.

Já o júri das competições de Longas-Metragens em Língua Portuguesa e Curtas e Médias-Metragens em Língua Portuguesa conta com: Bárbara Bergamaschi Novaes, professora, realizadora e investigadora ítalo-brasileira, além de crítica de cinema, associada à ABRACCINE, e gestora de comunicação de ciência na ICNOVA -FCSH-NOVA de Lisboa; Cátia Biscaia, fotógrafa premiada, professora universitária, diretora do Leiria Film Fest – Festival Internacional de Curtas-Metragens, produtora, argumentista, assistente de imagem e realizadora; e Miguel Cortes Costa, biólogo de formação, é operador de câmara, co-realizador do filme Malcata: Conto de uma Serra Solitária (2020), que venceu o prémio Youth Television Award no CineEco, e de Silvestres (2024), em exibição nesta edição do festival, e fundador da Lengalenga Filmes, em conjunto com Carolina Castro Almeida.

Entre as atividades paralelas, destaque ainda para a apresentação de dois livros. No dia 15 de outubro, às 17h, na Biblioteca Municipal de Seia, Filipa Rosário e José Duarte apresentam a obra UM OLHAR PORTUGUÊS: Cinema e Natureza no Século XXI sobre a relação entre cinema e natureza. Já no dia 17 de outubro, às 15h, no mesmo local, será apresentado o livro Memórias, de Amândio Silva, cuja ligação forte a Seia e ao CineEco sempre foi marcada pela presença assídua no Festival ao longo de vários anos.  Por sua vez, e porque este é um ano de homenagem às pessoas do território onde nasceu este evento pioneiro, a 30.ª edição do CineEco representa esta relação singular das gentes de Seia e a sua ligação com a natureza na comunicação do festival, estendida à instalação “30 edições. 30 rostos”, que estará na praça do Município, no decorrer do festival.

O CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela é o único festival de cinema em Portugal dedicado à temática ambiental, no seu sentido mais abrangente, que se realiza em Seia, anualmente em outubro e de forma ininterrupta, desde 1995, por iniciativa do Município de Seia.

Uma animação da Letónia, um cineconcerto português e a antestreia nacional do novo documentário do aclamado realizador norte-americano Oliver Stone completam a programação de filmes da 30.ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, A produção letã Flow, uma animação já premiada no Festival de Annecy e exibida no Festival de Cannes, junta-se à Competição Internacional de Longas-Metragens do CineEco 2024.

No encerramento, a 18 de outubro, o aclamado realizador norte-americano Oliver Stone contribui com mais uma das suas provocações, Energia Nuclear Já, que será exibido pela primeira vez em Portugal na Casa Municipal da Cultura. Neste documentário, que estreou no Festival de Veneza, o realizador propõe um novo olhar sobre a tecnologia atómica, para além dos fantasmas de aniquilação da Guerra Fria, e defende a energia nuclear como uma alternativa limpa e viável à crise energética global, abordando a temática a partir de uma perspetiva contemporânea e provocadora. Inspirado no livro Bright Future: How Some Countries Have Solved Climate Change and the Rest Can Follow de Joshua S. Goldstein, o documentário promete gerar debate e reflexão.

“O CineEco oferece ao público em geral um cinema de qualidade e cinematografias pouco conhecidas e alternativas em relação ao mercado tradicional.” Acrescenta a organização. O festival é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas. Conta ainda com a Lipor como patrocinador principal e com o apoio financeiro da DGArtes. A curadoria do CineEco é de Cláudia Marques Santos, Daniel Oliveira e Tiago Fernandes Alves.

 

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publicado às 10:00

Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela

por Correio da Guarda, em 13.09.24

Cine Eco 2024_ Correio da Guarda_ .jpg

Em Seia vai decorrer, de 10 a 18 de outubro, CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela. Este festival, que é um dos mais importantes de cinema ambiental da Europa, celebra a sua 30.ª edição em 2024.

A edição deste ano será uma homenagem às pessoas de Seia e à sua ligação especial à natureza onde são apresentados 30 rostos locais para representar essa comunhão.

O festival apresentará, este ano, 64 obras cinematográficas de 27 países, selecionadas entre cerca de 1800 filmes submetidos à competição, oferecendo novas perspetivas e narrativas sobre os desafios enfrentados pelo planeta, habitats e espécies.

Além da secção competitiva e vários ciclos de cinema, o festival de acesso gratuito (serviço público) inclui também diversas atividades paralelas, como conferências, concertos, workshops, exposições, contribuindo para uma cidadania ativa no domínio do desenvolvimento sustentável, valorização do território e enriquecimento do conhecimento ambiental e cinematográfico.

Na programação do Cine Eco serão exibidos filmes que se estreiam em Portugal, outros que foram premiados ou nomeados em diversos festivais de cinema como Festival de Tribeca, Semana da Crítica do Festival de Cannes, Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, Festival de Veneza, Festival de Locarno, Festival do Rio de Janeiro, Festival de Toronto, Festival de Tóquio, Asian Film Awards, Visions du Réel, Festival de Toulouse, Festival de Guadalajara, Festival de Sarajevo, International Documentary Film Festival Amsterdam, Mostra de Cinema de São Paulo, Festival de Animação de Annecy, Curtas Vila do Conde, entre outros.

Nesta edição, como foi referido numa nota informativa divulgada pela organização, “mantém-se uma relação de memória com o cinema português” através da programação de clássicos com a exibição, em dupla sessão, de dois filmes recentemente digitalizados pela Cinemateca Portuguesa – Trás-os-Montes e Cerromaior.

Nas atividades paralelas, o CineEco 2024 apresenta como principal novidade os Encontros no Mercado, um espaço de encontro e networking entre estudantes e players do mercado cinematográfico português.

Pelo segundo ano, e depois do sucesso da edição passada, as Conversas no Jardim da Biblioteca Municipal de Seia sobre cinema ambiental é outro dos destaques do programa.

No que diz respeito a exposições, este ano é apresentado um novo espaço de exibição de filmes com formato mais artístico, mas não menos importante, o Videoarte.

Haverá ainda mais três exposições na Casa Municipal da Cultura: O Estado da Água apresenta seis propostas artísticas de Eunice Artur, Iana Ferreira, Inês Teles, Joana Patrão, Jorge Leal e Thierry Ferreira; Plastic Bitch, de Cláudia Clemente; e Line, de Clo Bourgard.

 

 

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publicado às 23:05

Seia na visão de Avelino Cunhal

por Correio da Guarda, em 26.05.24

 

"Seia no Início do Sec. XX: A Visão de Avelino Cunhal" é a designação do evento que vai decorrer, no próximo dia 3 de junho, naquela cidade.
Trata-se de uma iniciativa dos alunos das Licenciaturas de Gestão Hoteleira, Turismo e Lazer e Restauração e Catering da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Instituto Politécnico da Guarda, em parceria com o Centro Interpretativo de Seia e seu Centro Histórico e igualmente da Misericória de Seia.

O programa pode ser consultado aqui.  

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publicado às 12:29

IX Jornadas Museológicas nas Misericórdias

por Correio da Guarda, em 15.05.24

 

A União das Misericórdias Portuguesas vai promover em Seia, no próximo dia 31 de maio, as IX Jornadas Museológicas nas Misericórdias.
Este evento decorrerá na Casa Municipal da Cultura de Seia e a temática abordada tem como objetivo refletir e analisar a realidade museológica das Santas Casas em Portugal.

A participação é gratuita, mas com inscrição obrigatória. Os interessados podem obter mais informações aqui

Jornadas museológicas _.jpg 

 

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publicado às 11:55

 

O património da Igreja “é muito diferenciado porque a fé das gerações que nos antecederam, ao longo dos séculos, proporcionou que se manifestasse em materialidade das formas mais diversificadas”. Afirmou a Diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, Fátima Eusébio, no decorrer do terceiro Fórum Património, Cultura e Turismo que decorreu na passada sexta-feira, 16 de fevereiro, em Seia, organizado pelo Departamento do Património, Cultura e Turismo (DPTC) da diocese da Guarda.

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Fátima Eusébio salientou que ao nível do património religioso material “temos edifícios de grande impacto, como as catedrais, mas temos depois outros edifícios como as pequenas ermidas em locais completamente inóspitos”. A Diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja disse que “não devemos intelectualizar muito o património e esquecer a parte afetiva”, sublinhando a necessidade de ser estabelecido um equilíbrio, e alertando ainda para “tudo o que está numa Igreja tem um simbolismo”.

Na sua intervenção neste Fórum, que decorreu no Espaço Museológico da Santa Casa da Misericórdia de Seia, Fátima Eusébio defendeu que tem de ser dada maior atenção ao património imaterial da Igreja.

O Fórum Património, Cultura e Turismo – que anteriormente tinha sido já realizado na Guarda e na Covilhã – teve por objetivo a sensibilização dos párocos da diocese egitaniense e da comunidade em geral para a salvaguarda e promoção do património religioso, a da apresentação dos objetivos e linhas de atuação do DPCT, “no sentido de uma maior e eficaz colaboração”.

Como foi salientado pela Coordenadora do DPCT, Dulce Borges, as principais competências daquela estrutura diocesana são a “promoção da dimensão evangelizadora do património cultural da Diocese, cuidando a pastoral do turismo e o diálogo com iniciativas culturais da sociedade civil”.

Este departamento está integrado no Secretariado Diocesano da Cultura e Comunicação que tem como objetivos cuidar a cultura e os bens culturais, a comunicação social e as relações-públicas da Diocese.

O programa do Fórum que decorreu em Seia, integrou uma intervenção do Bispo da Diocese, D. Manuel Felício, seguindo-se a apresentação do DPCT pela sua Coordenadora, Dulce Helena Borges, com uma comunicação intitulada “Departamento de Património Cultura e Turismo da Diocese da Guarda: objetivos e desafios”. Hélder Sequeira interveio com o tema “Comunicar (n)a Diocese”, enquanto Carlos Caetano apresentou uma comunicação intitulada “Entre o passado e o futuro: o lugar do Património na Igreja de hoje”.

Aires Almeida apresentou uma comunicação intitulada “Porquê um Regulamento para a gestão e proteção do património e bens culturais da Diocese da Guarda” e Gonçalo Fernandes falou sobre “Itinerários turísticos e património religioso. Desafios de valorização territorial”. Rita Saraiva apresentou a comunicação “Arquitetura de Culto e Memória: Igreja da Misericórdia de Seia” e o programa do Fórum foi concluído com a intervenção de Fátima Eusébio subordinada ao tema “Salvaguardar e valorizar os bens culturais da Igreja; estratégias e dinâmicas na Diocese de Viseu”.

Neste Fórum Património, Cultura e Turismo Bispo da Guarda, referindo-se ao património religioso da Diocese, disse ser uma realidade que “precisa de ser conhecidas, precisa de ser cuidada, precisa de ser acompanhada, precisa de ser apresentada e também fruída nos lugares próprios de também noutros ambientes que as circunstâncias proporcionem”. Manuel Felício acrescentou que estes bens têm de ter “quem os cuide, os apoie e apresente”, os quais se podem transmitir uma mensagem, “podem também atrair pessoas às nossas terras”.

O Bispo da Guarda destacou, noutra passagem da sua intervenção, o papel do DPCT “neste trabalho de formação e informação”.

 

 

 

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publicado às 23:18


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