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Um pavilhão com história

por Correio da Guarda, em 31.05.20

 

Hoje, 31 de maio, completam-se 67 anos após a inauguração do denominado Pavilhão Novo do Sanatório que constitui, hoje, o mais antigo bloco do Hospital da Guarda. 

Sanatório - Pavilhão Novo .jpg

Este acto, previsto inicialmente para 28 de maio de 1953, ocorreu três dias depois, com a presença dos Ministros do Interior e das Obras Públicas.

A imprensa da cidade deu especial relevo ao acato, apresentando o novo pavilhão como “um edifício gigantesco com 250 metros de comprido e com 350 leitos destinados exclusivamente a doentes pobres”.

Com a construção deste novo pavilhão, o Sanatório Sousa Martins procurou aumentar a capacidade de resposta às crescentes solicitações das pessoas afetadas pela tuberculose, ampliando assim o seu papel na luta contra essa doença.

É que o elevado número de doentes com fracos recursos há muito fazia sentir a necessidade de dotar esta conhecida estância sanatorial com novas instalações, pretensão que os responsáveis pelo Sanatório Sousa Martins tinham já manifestado ao Ministro das Obras Públicas, aquando da sua visita, à Guarda, em 1947. As obras do novo pavilhão foram iniciadas quatro anos depois.

A entrada em funcionamento deste pavilhão era aguardada com compreensível expectativa, mormente por quem trabalhava no Sanatório Sousa Martins.

Pavilhão novo -2 - HS.jpg

O seu diretor, Dr. Ladislau Patrício – que nesse mesmo ano deixaria essas funções, bem como a sua atividade clínica – definiu o edifício como “um novo e valioso instrumento na luta em defesa da saúde pública do país”.

Na Guarda viveu-se mais um dia festivo. “Cerca do meio dia, a estrada que conduz ao Sanatório tornara-se um rio de gente”, noticiou o jornal A Guarda. O Pavilhão Novo constitui, de facto, um marco importante na história do Sanatório Sousa Martins, instituição que não pode, de forma alguma, ser dissociada da Guarda do século XX.

Recordar esta efeméride é anotar, tão somente, quanto é fundamental a salvaguarda desta memória viva onde, no presente, prossegue a atividade hospitalar.

Conciliar os rumos exigidos pelo progresso com a especificidade deste edifício será contribuir para o reencontro com décadas em que a Guarda conquistou, justamente, a designação de cidade da saúde. (Hélder Sequeira).

 

 

 

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publicado às 00:08

Recantos do Parque da Saúde...

por Correio da Guarda, em 06.07.19

Recantos do Parque da Saúde....jpg

   Guarda. Parque da Saúde.

 

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publicado às 12:30

Património agonizante...

por Correio da Guarda, em 18.05.18

 

     O Ano Europeu do Património Cultural está a ser celebrado, pela primeira vez, por iniciativa da União Europeia, balizado pelos objetivos da promoção da diversidade e do diálogo interculturais e da coesão social.

     Como foi divulgado, esta é uma oportunidade para a “realização de iniciativas envolvendo as comunidades, os cidadãos, as organizações, as entidades públicas e privadas, contribuindo para uma maior visibilidade da cultura e do património e para o reconhecimento da sua importância e do seu caráter transversal em todos os setores da sociedade.” Se atentarmos numa especificação mais pormenorizada dos objetivos, verificamos que eles apontam para incentivar uma abordagem centrada nos cidadãos, inclusiva, prospetiva, integrada e transectorial; promover modelos inovadores de governação e de gestão a vários níveis do património cultural que envolvam diferentes partes interessadas; realçar o contributo positivo do património cultural para a sociedade e para a economia; promover estratégias de desenvolvimento local na perspetiva da exploração do potencial do património cultural através da promoção do turismo cultural sustentável.

    O conceito de património não se circunscreve, atualmente, à conceção que prevalecia há algumas décadas anos atrás, resumindo-o a monumentos, às coleções de pintura, às esculturas e a palácios. “A memória coletiva de uma determinada população estende-se aos territórios onde vive, aos seus monumentos, aos vestígios do passado e do presente, aos seus problemas, à cultura material e imaterial e às pessoas”.

    Assim, o património edificado é uma das várias abordagens que podem ser efetuadas de entre a definição mais lata de património cultural. É, aliás, a este nível que têm sido cometidos os maiores atentados, perante a indiferença e a impunidade de quem, por direito, tinha obrigação de atuar.

    Essa apatia começa, como tivemos já a oportunidade de escrever neste jornal, no próprio cidadão comum, conquistado por um doentio comodismo que orienta os seus padrões culturais no limitado horizonte do quotidiano profissional ou dos amenos diálogos e discursos (convenientes) dos círculos de convívio e lazer. Escasseia a sensibilidade cívica…

Saanório Sousa Martins - Pavilhão - foto HS.jpg

     Na Guarda, os pavilhões que outrora pertenceram ao Sanatório Sousa Martins são um exemplo dessa falta de sensibilidade cívica e outrossim do desleixo continuado de entidades oficiais ou da incapacidade reivindicativa (de sucessivas administrações) para contrariarem o caminho da ruína e destruição conducente a “um túmulo de memória”.

     Uma atitude tanto mais criticável quanto o Sanatório foi uma instituição que marcou o desenvolvimento da cidade durante a primeira metade do passado século; a passagem (hoje dia 18 de maio de 2018) de mais um aniversário da sua inauguração é um bom pretexto para voltarmos a sublinhar, uma vez mais, o estado de ruína deste património citadino.

     A inauguração (inicialmente prevista para 28 de abril e depois para 11 de Maio) dos três pavilhões que integravam o Sanatório ocorreu a 18 de maio de 1907, com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia que materializou nesta instituição de tratamento da tuberculose a homenagem a Sousa Martins, atribuindo-lhe o nome daquele clínico, cuja ação e dinamismo ela tinha já evocado numa intervenção pública, no seio da Associação Nacional aos Tuberculosos, realizada em 1889.

    “Aos dezoito dias do mês de Maio de mil novecentos e sete, num dos edifícios recentemente construídos no reduto da antiga Quinta do Chafariz, situada à beira da estrada número cinquenta e cinco, nos subúrbios da cidade da Guarda, estando presentes Sua Majestade a Rainha Senhora Dona Amélia (...), procedeu-se à solenidade da abertura da primeira parte dos edifícios do Sanatório Sousa Martins e da inauguração deste estabelecimento da Assistência Nacional aos Tuberculosos, fundada e presidida pela mesma Augusta Senhora (...)”.

     Assim ficou escrito no auto que certificou a cerimónia inaugural da referida estância de saúde, da qual, por muitos e diversos motivos, resta hoje uma pálida imagem.

   O Sanatório foi, durante décadas, o grande cartaz de propaganda da Guarda, “a cidade da saúde”; hoje, o que resta, está com péssimo prognóstico e certamente nem os “ares” do Ano Europeu do Património Cultural, nem os objetivos anteriormente mencionados vão minorar a “doença” ainda com cura…

    Na Guarda do património e da cultura o estado de degradação dos Pavilhões D. António de Lencastre e Rainha D. Amélia exige e merece medidas concretas e eficazes de defesa e salvaguarda, pois fazem parte da história da cidade e da história da saúde em Portugal. (Helder Sequeira)

 

 

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publicado às 07:45

No Parque da Saúde...

por Correio da Guarda, em 13.12.17

No Parque da Saúde - HS.jpg

 

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publicado às 07:49

Memória de um Sanatório...

por Correio da Guarda, em 18.05.17

 

    “O passado passou. O presente agoniza.” Estas palavras de Miguel Torga são uma legenda adequada para a imagem atual de dois dos emblemáticos pavilhões do antigo Sanatório Sousa Martins.

Sanatório - Pavilhão D. António de Lencastre -

     Neste contexto de elevação da língua e música portuguesa, e após um fim de semana de alegrias e emoções lusas, justifica-se uma breve nota sobre a importância da preservação da memória, e do património, de uma cidade que foi uma eminente âncora de esperança e futuro, na vanguarda da luta pela saúde.

    “A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”, dizia o historiador Marc Bloch: daí que, uma vez mais, anotemos uma efeméride e a importância de salvaguardarmos e rentabilizarmos os edifícios de uma instituição que teve projeção nacional e internacional, associando ao facto a mais alta cidade do país.

    Hoje, 18 de Maio, ocorre a passagem do 110º aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins, que foi uma das principais instituições de combate e tratamento da tuberculose, em Portugal. A designação de “Cidade da Saúde”, atribuída à Guarda, em muito se fica a dever a uma instituição que a marcou indelevelmente, ao longo de sete décadas, no século passado.

   A Guarda foi, nessa época, uma das cidades mais procuradas de Portugal, afluência que deixou inúmeros reflexos na sua vida económica, social e cultural; a sua apologia como localidade “eficaz no tratamento da doença” foi feita por distintas figuras da época, pois era “a montanha mágica” junto à Serra.

   Muitas pessoas (provenientes de todo o país e mesmo do estrangeiro) subiam à cidade mais alta de Portugal com o objetivo de usufruírem do clima de montanha, praticando, assim, uma cura livre, não sendo seguidas ou apoiadas em cuidados médicos. As deslocações para zonas propícias à terapêutica “de ares”, e a consequente permanência, contribuíram para o aparecimento de hotéis e pensões, dado não haver, de início, as indispensáveis e adequadas unidades de tratamento; situação que desencadeou fortes preocupações nas entidades oficiais da época.

    Já no primeiro Congresso Português sobre Tuberculose, Lopo de Carvalho (que viria a ser o primeiro Director do Sanatório Sousa Martins, e pai de outro conceituado clínico) destacou os processos profiláticos usados na Guarda; este médico foi um dos mais fervorosos defensores da criação do Sanatório que seria inaugurado a 18 de Maio de 1907 – completam-se hoje 110 anos – com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia.

   O fluxo de tuberculosos superou, largamente, as previsões, fazendo com que os pavilhões do Sanatório Sousa Martins (a autoria do projeto dos edifícios pertence a Raul Lino) se tornassem insuficientes perante a procura; o Pavilhão 1 (designado também de Lopo de Carvalho, onde está atualmente instalada a administração da ULS da Guarda) teve de ser aumentado um ano depois, duplicando a sua capacidade.

    Um novo pavilhão, que se juntou aos três já existentes, foi inaugurado em 31 de Maio de 1953; com este novo edifício (que ladeia a atual Avenida Rainha D. Amélia) o Sanatório Sousa Martins ganhou maior dimensão e capacidade de tratamento dos doentes.

    Anotar a passagem dos 110 anos após a inauguração do Sanatório Sousa Martins não é cair em exercício de memória ritualista mas sublinhar o estado em que se encontra o património físico de uma instituição, indissociável da História da Medicina Portuguesa, da solidariedade social, da cultura (pelos projetos que criou e desenvolveu) e da radiodifusão sonora portuguesa.

    É já tempo de novo tempo para ações concretas em prol da reabilitação e aproveitamento desta memória, agonizante, da Guarda do século passado...

 

                                                                                                                Hélder Sequeira

 

    (in O Interior, 18 Maio 2017)

 

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publicado às 07:45

Um eminente Tisiólogo

por Correio da Guarda, em 06.07.15

 

     Ocorre hoje, dia 6 de Julho, o aniversário da morte do médico Lopo José de Figueiredo de Carvalho que está indissociavelmente ligado à Guarda e ao Sanatório Sousa Martins, do qual foi o primeiro diretor. Justificam-se, pois, algumas anotações sobre este clínico a quem a cidade muito ficou a dever.

    Natural de localidade de Tojal (concelho do Satão), onde nasceu a 3 de Maio de 1857, Lopo de Carvalho frequentou a Universidade de Coimbra e licenciou-se em Medicina no ano de 1883. Aluno brilhante, no final do curso foi convidado, pela sua Faculdade, a iniciar o doutoramento, proposta que declinou.

    Nesse mesmo ano foi trabalhar para a Meda, como médico municipal; aí exerceu a sua atividade profissional, durante dois anos, prosseguida mais tarde na Guarda, passando ainda o seu percurso como clínico pelos Açores (Graciosa) e por Lisboa.

    Com a fixação na Guarda (onde residiu até à sua morte) passou também a exercer as funções de professor do Liceu, à semelhança do que aconteceu com outras conhecidas figuras guardenses da época; cedo se começou a dedicar à causa da luta contra a tuberculose e a empenhar-se, ativamente, na criação de estruturas vocacionadas para o tratamento daquela doença assim como no estabelecimento de normas e regulamentos sanitários.

    “A defesa contra a tuberculose está regulamentada convenientemente, há muito tempo, na cidade da Guarda e em todo o distrito; o essencial é cumprir-se a lei e isso é da exclusiva competência das autoridades (…). É esta cidade a única no país que regulamentou a sua defesa contra a tuberculose. Os primeiros aparelhos de Trillat (pelo formol sobre pressão), para a desinfecção das casas e das roupas, que vieram para o nosso país foram adquiridos pela Câmara da Guarda por proposta minha”, escreveu aquele médico na resposta a acusações que lhe foram dirigidas por alguns articulistas da imprensa local, cujo entendimento sobre a importância do Sanatório divergia das ideias de Lopo de Carvalho e de quantos o acompanhavam na afirmação e desenvolvimento daquela unidade de saúde.

Lopo de Carvalho - HS (15).jpg

     O primeiro diretor do Sanatório respondia aos seus críticos dizendo que “a higiene não se pode fazer somente em artigos de jornais e ofícios burocráticos. Para se fazer higiene é preciso gastar-se muita água e dinheiro”.

    A “Curabilidade da Tuberculose Pulmonar”, trabalho apresentado no Congresso de Medicina de Lisboa, foi uma das suas mais aplaudidas intervenções em reuniões científicas, na maioria das quais levantou a bandeira das potencialidades da Guarda como cidade da saúde. Aquando do “Congresso de Tuberculose” realizado em Londres, em 1901, foi convidado por Sir William Broadbent para a vice-presidência honorária daquele evento científico.

     Os seus esforços, conjugados com o apoio recebido da Assistência Nacional aos Tuberculosos, a que presidia a Rainha D. Amélia, conduziram à construção do Sanatório da Guarda, inaugurado em 18 de Maio de 1907. Lopo de Carvalho seria agraciado, pelo Rei D. Carlos, com a Comenda de S. Tiago. “É de todo o ponto merecida a distinção, que recai sobre um verdadeiro homem de ciência, tisiólogo eminente, que tem sido, no nosso país, um dos mais denodados combatentes contra a tuberculose”, noticiou o Diário Ilustrado.

    Redator do jornal “Estudos Médicos”, assim como de “Coimbra Médica”, Lopo de Carvalho colaborou também com as publicações “Movimento Médico”, “Revista de Medicina e Cirurgia” e “Medicina Contemporânea”.

     O seu consultório funcionou no edifício conhecido (na atual Rua Vasco da Gama) por Dispensário, o qual doou, em 1932, ao Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos. Na rua que ostenta o seu nome existe uma casa que Leopoldina Lopo de Carvalho (a esposa deste médico) doou à cidade, com finalidades específicas; destinado, inicialmente a Arquivo Distrital nela funcionou um Jardim Infantil com o nome da benemérita senhora; hoje, o edifício é uma pálida imagem daquilo que foi.

    Lopo José de Carvalho (pai de outro conceituado clínico e professor universitário, Fausto Lopo de Carvalho) faleceu na Guarda a 6 de Julho de 1922. O jornal Distrito da Guarda, a propósito do seu falecimento, escreveu que “o nome do Dr. Lopo de Carvalho não se perde no passado; o que se perde é a sua inteligência e os seus vastos conhecimentos científicos”.

    O mesmo periódico, passados alguns anos, destacava os serviços “prestados a esta terra” pelo referido clínico. “E no estrangeiro, onde foi por várias vezes, tomando parte de congressos, ou em viagens de estudo, conhecia-se o seu nome em todas as estâncias de cura de tuberculose. Conhecia-se e admirava-se porque, nesta especialidade, o médico distinto pairava muito acima do normal”.

   De entre os trabalhos publicados mencionamos “Seroterapia na Tuberculose Pulmonar”, “Uma Epidemia da Febre Tifóide”, “As causa da Febre Tifóide em Portugal” e “Tuberculosos Curados”, este em co-autoria com Amândio Paul, que lhe sucedeu na direção do Sanatório Sousa Martins.

 

    Helder Sequeira

 

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publicado às 00:01

Guarda a memória

por Correio da Guarda, em 21.05.15

 

     Nuno de Montemor escrevia em 1953 que “ainda não há como a longa e fiel dedicação de um homem grande, à terra humilde onde nasceu, para a engrandecer e nobilitar. Há dezenas de anos que em Portugal, e até em certos meios cultos do estrangeiro, quando se fala na Guarda, logo por associação de ideias, a este se prende outro – Ladislau Patrício”.

     Esta referência não vem só a propósito do trabalho sobre este médico que dará o mote ao debate agendado, para hoje (21 de Maio) na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço; a alusão ao segundo diretor do Sanatório Sousa Martins pretende, sobretudo, realçar a importância de pessoas com visão, capacidade de liderança, convictas, empenhadas no futuro, comprometidas com a sua terra, cultas, dialogantes, frontais; personalidades que se identificam com a sua cidade numa simbiose que projeta simultaneamente a sua dimensão humana e profissional e enobrece um espaço geográfico e um tempo.

     Ladislau Patrício foi um bom exemplo; para quem pensa que evocar o passado, ou recriar acontecimentos, é obsessão inconsequente importa lembrar que “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”.

     É certo que para alguns ignorar é preferível a compreender, conhecer, pois pode afetar o seu protagonismo, circunscrito a horizontes limitados; conhecer o passado reduz o confronto e impede a concentração das luzes efémeras da ribalta do quotidiano e/ou o brilho em círculos restritos e de conveniência conjuntural…

Sanatório da GUARDA.jpg

     Ladislau Patrício, tal como Lopo de Carvalho, acreditou na sua cidade, no papel de uma instituição vocacionada para o tratamento da tuberculose; instituição que colocou a Guarda como centro de referência e impulsionou o seu desenvolvimento, a vários níveis; com o seu trabalho neutralizou os argumentos dos atores do descrédito e pessimismo, de que há, infelizmente, muitos resquícios.

     Mas poderíamos falar também de muitos outros exemplos que Pinharanda Gomes apontou em “A Guarda Culta” a qual “é de certo modo oculta, porque a imediateidade quotidiana nos inibe de viajar para além do visível”…Nesta Guarda de 2015 há muito por ver e alguns querem só ficar pelo visível.

    A história da Guarda não se pode fazer sem o conhecimento do papel e da importância que teve o Sanatório Sousa Martins e apagar a sua memória é negar uma identidade e um período de grande relevo. (HS)

 

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publicado às 00:18

Tertúlia sobre o Sanatório da Guarda

por Correio da Guarda, em 12.05.15

BMEL.jpg

 

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publicado às 23:23

O terceiro director do Sanatório da Guarda

por Correio da Guarda, em 04.09.14

 

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publicado às 23:59

Livro

por Correio da Guarda, em 31.08.14

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publicado às 23:26


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