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Consultas online em tempos de pandemia

por Correio da Guarda, em 20.07.21

 

Os Portugueses estão mais recetivos à realização de consultas médicas online do que qualquer um dos outros países na Europa. Contudo, são também os que revelam uma maior necessidade de apoio para gerir sentimentos de ansiedade durante a pandemia, e muitos estão preocupados com as suas profissões e prosperidade futura, de acordo com os resultados do STADA Health Report 2021 – um inquérito, que incluiu 30.000 Europeus presentes em 15 países, sobre um vasto leque de questões relacionadas com a saúde.   

De acordo com a pesquisa promovida pela STADA, aproximadamente 4 em cada 5 pessoas em Portugal (79%) conseguem imaginar-se a serem tratadas por um médico através de teleconsulta, em caso de determinadas doenças menores ou secundárias; mais nenhum país se aproximou deste nível de aceitação. A média europeia foi apenas de 57%.

STADA Health Report 2021 _ Resultados Portugal (1)

Cerca de metade dos inquiridos em Portugal referiram a vantagem da redução do tempo de viagem e espera, aproximando-se do dobro do valor médio do inquérito (25%). Outro terço dos Portugueses revelou-se preparado para dar uma oportunidade a esta dinâmica, dependendo da sua condição de saúde, número este um pouco acima da média (32%) dos outros países. Menos de 1 em cada 10 pessoas em Portugal rejeitaria uma consulta online, pois consideram a interação pessoal com o médico muito importante – este é um resultado muito mais baixo que o encontrado em qualquer outro país.

De facto, nas atuais desafiantes circunstâncias, os Portugueses revelam-se atentos e disponíveis às novas possibilidades tecnológicas.

Utilização das opções online para o aconselhamento médico

 

Mais de um quinto (21%) dos Portugueses afirma ter participado nos últimos meses em algumas consultas médicas, não pessoalmente, mas sim via telefone ou virtualmente. Esta percentagem revelou-se entre as mais altas dos 15 países participantes no STADA Health Report 2021, no qual a média foi 14%; apenas em Espanha e na Polónia se revelou mais prevalente o recurso à teleconsulta.

Simultaneamente, perto de um quarto dos Portugueses (23%) revelou ter cancelado ou adiado nos últimos meses check-ups médicos devido a restrições de contacto ou medo de infeção. A média global do report foi mais baixa apresentando um valor de 18%. Além disso, 1 em cada 10 (10%) em Portugal revelou ter faltado a consultas de rotina para controlo de doenças crónicas.

“Apesar de ser notável o facto dos Portugueses estarem predispostos a experimentar novas abordagens de serviços de saúde, como consultas online, o aconselhamento pessoal por parte de profissionais de saúde, nomeadamente médicos e farmacêuticos, prevalece como essencial para enfrentar as limitações de diagnósticos e tratamentos que se evidenciam no período pós pandemia” comentou Tiago Baleizão, o Diretor Geral da STADA em Portugal. “Através do seu vasto portfolio de produtos farmacêuticos, onde se incluem genéricos, terapias inovadoras e marcas que detêm a confiança dos utentes, a STADA está totalmente empenhada em trabalhar com os seus parceiros para elevar a capacidade de resposta às necessidades atuais e futuras dos doentes portugueses, promovendo o acesso a terapêuticas de qualidade e contribuindo para a sustentabilidade do Sistema de Saúde em Portugal”, reforça Tiago Baleizão.           

No que diz respeito ao Sistema Nacional de Saúde, a população Portuguesa assume-se moderadamente satisfeita. Cerca de três quartos dos cidadãos Portugueses (74%) declarou estar muito satisfeito ou satisfeito com o sistema de saúde do país, colocando Portugal no 10º lugar do ranking dos 15 países que fizeram parte do STADA Health Report 2021, no que se refere a esta temática.

Contudo, os Portugueses estão convictos da resiliência do Sistema Nacional de Saúde. Mais de três quartos da população Portuguesa (76%) acredita que o Sistema de Saúde estaria melhor preparado para uma pandemia semelhante à atual, no futuro. Este foi o resultado mais destacado de confiança entre os 15 países, para os quais a média foi 59%. Apenas 9% dos Portugueses não acredita que seja possível o país preparar-se para uma nova pandemia. Outros 12% dos Portugueses acredita que o Sistema Nacional de Saúde falharia face a uma nova pandemia.

Quando questionados sobre a contribuição dos diversos profissionais de saúde na luta contra a pandemia da Covid-19, 9 em cada 10 pessoas em Portugal (90%) elogiou os médicos, enfermeiros e pessoal hospitalar; esta foi a proporção mais elevada do inquérito. Numa escala de 1 a 5, três quintos da população Portuguesa (59%) atribuiu a segunda melhor pontuação à Indústria Farmacêutica, tendo apenas os cidadãos do Reino Unido com uma apreciação mais positiva. Mais de metade da população Portuguesa (52%) destacou a importância dos farmacêuticos, resultado acima da média do inquérito que foi cerca de 49%.

Em termos dos efeitos da pandemia na saúde e bem-estar da população, os Portugueses estão entre as nacionalidades que se sentiram mais afetadas.

 

Elevado nível de ansiedade durante a pandemia

 

Em Portugal, aproximadamente metade dos Portugueses (45%) confessou que a pandemia os tornou mais ansiosos do que antes, muito superior à média do inquérito que foi cerca de 29%. Este nível de ansiedade foi apenas coincidente com o da Ucrânia (também de 45%). Além disso, 21% dos adultos Portugueses inquiridos revelaram problemas de sono, resultado também superior à média do inquérito de 15%.

A pandemia causou, claramente, mais preocupações aos Portugueses do que aos outros países da Europa. Quando questionados sobre o que mais os preocupou durante a pandemia, cerca de 3 em cada 5 Portugueses (59%) referiu sentir falta de estar com os familiares e amigos. A média do inquérito para esta questão foi 52%.

Mais de metade da população Portuguesa (53%) mencionou ter medo da doença da Covid-19, bem acima da média do inquérito que foi de 42%. Apenas a Espanha (54%) revelou um valor superior. Além disso, os Portugueses estiveram entre os mais preocupados com o futuro mais concretamente no que se relaciona com o desemprego; mais de 2 em cada 5 (43%) referiu este receio, sendo esta proporção mais elevada do que em todos os outros países, à exceção de Espanha (44%).

Este medo de infeção parece estar refletido naquele que é o plano da população Portuguesa de continuar com as medidas de higienização pós-pandemia.

Mais de um quarto dos Portugueses (27%) planeiam continuar a usar máscara em locais públicos e movimentados após o fim da pandemia – um pouco acima da média do inquérito (22%), embora atrás do Reino Unido, Espanha e Itália. Perto de 2 em cada 5 Portugueses (38%) pretendem manter o distanciamento social, resultado este acima da média de 33%.   

 

 

 

 

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publicado às 22:21

Unidade de Hospitalização Domiciliária

por Correio da Guarda, em 25.06.21

 

A nova Unidade de Hospitalização Domiciliária a alguns Lares e Centros de Dia da Guarda vai ser hoje apresentada, pelas 10h30, no edifício sede da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.

A a nova valência entrou em funcionamento no passado dia 19 de abril de 2021 e, como refere uma nota da ULS,  contempla um espaço, instalado no pavilhão da Consulta Externa do Hospital Sousa Martins.

A Unidade de Hospitalização Domiciliária tem como objetivo "o internamento no conforto de casa do doente, com prestação de cuidados, rigor e segurança clínica idênticos ao internamento convencional."

 

 

 

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publicado às 00:20

Uma prolongada agonia…

por Correio da Guarda, em 20.05.21

 

O dia 18 de maio de 1907 constituiu uma das mais imponentes jornadas festivas da Guarda, marcada por um expressivo envolvimento coletivo que importa recordar a propósito da passagem (nesta última terça-feira), do 114º aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins.

Nesse longínquo dia de 1907 abriu-se um novo período da história citadina; se, por um lado, a Guarda ficou dotada com um moderno Hospital, tutelado pela Misericórdia, por outro iniciou, através do Sanatório, uma eminente atividade médica e assistencial que colocou a cidade mais alta de Portugal nos roteiros internacionais das estruturas de saúde vocacionadas para o combate à tuberculose.

O fluxo de tuberculosos superou, largamente, as previsões, fazendo com que os edifícios do Sanatório Sousa Martins se tornassem insuficientes perante a procura; este era aconselhado a todos quantos sofriam de “tuberculose pulmonar, anemia, fraqueza organica, impaludismo, etc.”, como noticiava a imprensa local.

O impacto económico e cultural destas duas instituições (Sanatório Sousa Martins e do Hospital da Misericórdia da Guarda, a que seria atribuído o nome do então Provedor, Dr. Francisco dos Prazeres) fez-se sentir ao longo de várias décadas, como tem sido reconhecido e evidenciado em vários trabalhos.

Na cidade conjugaram-se, nessa época, uma série de fatores que viabilizaram a concretização do sonho de alguns, alicerçado numa sólida determinação e na multiplicidade de atos solidários, apesar dos circunstancialismos político-sociais do Portugal do início do século XX.

É interessante verificar o tácito entendimento entre representantes de diferentes posturas ideológicas em função do momento festivo que a cidade ia viver, tanto mais que o ato inaugural destas unidades de saúde era engrandecido com a presença do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia. A Guarda, como foi afirmado na imprensa local, não podia abdicar dos seus pergaminhos de cidade fidalga e hospitaleira.

A inauguração (inicialmente prevista para 28 de abril e depois para 11 de Maio) dos três pavilhões que integravam o Sanatório ocorreu a 18 de maio de 1907, com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia que materializou nesta instituição de tratamento da tuberculose a homenagem a Sousa Martins, atribuindo-lhe o nome daquele clínico, cuja ação e dinamismo ela tinha já evocado numa intervenção pública, no seio da Associação Nacional aos Tuberculosos, realizada em 1889.

Aos dezoito dias do mês de Maio de mil novecentos e sete, num dos edifícios recentemente construídos no reduto da antiga Quinta do Chafariz, situada à beira da estrada número cinquenta e cinco, nos subúrbios da cidade da Guarda, estando presentes Sua Majestade a Rainha Senhora Dona Amélia (...), procedeu-se à solenidade da abertura da primeira parte dos edifícios do Sanatório Sousa Martins e da inauguração deste estabelecimento da Assistência Nacional aos Tuberculosos, fundada e presidida pela mesma Augusta Senhora (...)”. Assim ficou escrito no auto que certificou a cerimónia inaugural da referida estância de saúde.

O jornal A Guarda, num texto intitulado “A inauguração do Sanatório Souza Martins – impressões d’um forasteiro” relatou que D. António de Lencastre começou por ler “o seu relatório. Não se ouve quasi nada. Só se sabe que cita Hipocrates e elogia Souza Martins. O discurso tem todo o ar d’um relatório. Vê-se que está escrito à machina em quatro folhas de papel branco. Ha numeros à mistura (...) Vem depois Lopo de Carvalho, cuja voz também sumida não nos deixa ouvir bem” todo o seu discurso.

Nesse mesmo dia, cerca das 15 horas, o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia foram inaugurar o novo edifício do Hospital da Misericórdia da Guarda, na atual rua Dr. Francisco dos Prazeres. Na capela da nova unidade hospitalar, teve lugar a cerimónia da bênção do edifício, pelo Arcebispo-Bispo da Guarda, “seguindo os monarcas para a enfermaria dos homens onde o sr. Provedor na presença de numerosa assistencia leu um bem elaborado relatório sobre a construcção das obras do novo hospital”.

Sanatório - Pavilhão D. António de Lencastre -

Hoje, o estado de abandono e degradação dos antigos pavilhões do Sanatório Sousa Martins não dignifica uma cidade que se quer afirmar pela história e anseia ser capital europeia da Cultura. Tal como aconteceu da data festiva atrás referida, é urgente uma união de esforço e a procura dos melhores planos no sentido de serem recuperados, salvaguardados e utilizados esses edifícios seculares.

Anotar a passagem dos 114 anos após a inauguração do Sanatório Sousa Martins não é cair em exercício de memória ritualista, mas apelar – uma vez mais – para a preservação do património físico de uma instituição, indissociável da História da Medicina Portuguesa, da solidariedade social, da cultura (pelos projetos que criou e desenvolveu) e da radiodifusão sonora portuguesa (na Guarda continua a emitir a Rádio Altitude, a mais antiga emissora local no nosso país); serve também para recordar o historial de uma instituição que continua a ter no Hospital Sousa Martins uma sequência assistencial e referência evidente nestes tempos de pandemia

O Parque da Saúde da Guarda não pode continuar a ter no seu seio uma memória agonizante de um Sanatório que constitui um incontornável ex-libris da nossa cidade. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior", 20/5/2021

 

 

 

 

 

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publicado às 12:47

Pavilhão Lopo de Carvalho.jpg

Hoje, 18 de maio, ocorre a passagem do 114º aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins. Os guardenses têm hoje uma pálida imagem daquilo que foi uma das principais instituições de combate e tratamento da tuberculose, em Portugal.

A designação de “Cidade da Saúde”, atribuída à Guarda, em muito se fica a dever a uma instituição que a marcou indelevelmente, ao longo de sete décadas, no século passado.

Embora a situação geográfica e as especificidades climatéricas associadas tenham granjeado a esta cidade esse epíteto, a construção do Sanatório Sousa Martins certificou e rentabilizou as condições naturais da cidade para o tratamento da tuberculose, doença que vitimou, em Portugal, largos milhares de pessoas.

A Guarda foi, nessa época, uma das cidades mais procuradas de Portugal, afluência que deixou inúmeros reflexos na sua vida económica, social e cultural; a sua apologia como localidade “eficaz no tratamento da doença” foi feita por distintas figuras da época, pois era “a montanha mágica” junto à Serra.

Muitas pessoas (provenientes de todo o país e mesmo do estrangeiro) subiam à cidade mais alta de Portugal com o objetivo de usufruírem do clima de montanha, praticando, assim, uma cura livre, não sendo seguidas ou apoiadas em cuidados médicos.

As deslocações para zonas propícias à terapêutica “de ares”, e a consequente permanência, contribuíram para o aparecimento de hotéis e pensões, dado não haver, de início, as indispensáveis e adequadas unidades de tratamento; situação que desencadeou fortes preocupações nas entidades oficiais da época.

A inauguração (inicialmente prevista para 28 de abril e depois para 11 de maio) dos três pavilhões que integravam o Sanatório ocorreu a 18 de maio de 1907, com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia.

Aos dezoito dias do mês de Maio de mil novecentos e sete, num dos edifícios recentemente construídos no reduto da antiga Quinta do Chafariz, situada à beira da estrada número cinquenta e cinco, nos subúrbios da cidade da Guarda, estando presentes Sua Majestade a Rainha Senhora Dona Amélia (...), procedeu-se à solenidade da abertura da primeira parte dos edifícios do Sanatório Sousa Martins e da inauguração deste estabelecimento da Assistência Nacional aos Tuberculosos, fundada e presidida pela mesma Augusta Senhora (...)”. Assim ficou escrito no auto que certificou a cerimónia inaugural da referida estância de saúde.

Cerimónia que foi recriada, precisamente nesta cidade, aquando da comemoração do centenário da inauguração, suscitando o interesse de largas centenas de pessoas. Deixamos aqui algumas imagens da comemoração do 100º aniversário.

Recriação Inauguração Sanatório -2 - hs.jpg

Recriação Sanatório - HS.jpg

Reis e Comitiva.jpg

Recriação inaug do Sanatório - HS.jpg

Recriação Sanatório da Guarda - HS.jpg

Hoje, o estado de abandono e degradação dos antigos pavilhões do Sanatório Sousa Martins não dignifica uma cidade que se quer afirmar pela história e anseia ser capital europeia da Cultura. É urgente uma união de esforço e a procura dos melhores planos no sentido de serem recuperados, salvaguardados e utilizados esses edifícios seculares.

Sanatório - Pavilhão D. António de Lencastre -

Imagem da degradação dos pavihões - Fot HS-2.jp

Anotar a passagem dos 114 anos após a inauguração do Sanatório Sousa Martins não é cair em exercício de memória ritualista, mas apelar – uma vez mais – para a preservação do património físico de uma instituição, indissociável da História da Medicina Portuguesa, da solidariedade social, da cultura (pelos projetos que criou e desenvolveu).

Embora o diagnóstico esteja feito, tarda o tratamento da doença que vai minando aquilo que resta do ex-libris da Cidade da Saúde.

 

Helder Sequeira

 

 

 

 

 

 

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publicado às 00:13

Centro de Testes Covid-19 na Guarda

por Correio da Guarda, em 22.04.21

 

O Centro de Testes COVID-19 (Drive Thru) da Guarda passou a funcionar, desde ontem, junto à entrada do estacionamento subterrâneo do Hospital Sousa Martins.

Este Centro que tem funcionado, nos últimos meses num dos pavilhões do NERGA, passou agora para instalações pré-fabricadas no Parque da Saúde, com o objetivo de proporcionar maior comodidade aos utentes e dos profissionais de saúde.

Apenas têm acesso a este Centro de Testes COVID-19 pessoas sinalizadas através do SNS24 ou com contacto prévio expresso da Unidade de Saúde Pública da ULS da Guarda/ DGS. O teste não é efetuado a quem não preencher este requisito. Recorde-se que são regras fundamentais de segurança para acesso a este Centro: o acesso através da entrada devidamente sinalizada; não sair do veículo, uma vez que, o teste é efetuado com as pessoas no interior dos veículos; não se deslocar  para fora da zona limitada ao Centro de Testes, por questões de segurança.

 

 

 

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publicado às 07:55

AVC e Enfarte. Como distinguir e prevenir.

por Correio da Guarda, em 06.04.21

 

“AVC e Enfarte. Como distinguir e prevenir!” é o tema do webinar que terá lugar amanhã, dia 7 de abril, entre as 14h00 e as 15h00, organizado pela A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) e o Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

Cartaz.png

A iniciativa surge no âmbito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala a 7 de abril, com o objetivo de consciencializar a população para as diferenças e semelhanças entre o AVC e o Enfarte, duas das principais doenças responsáveis pelo elevado número de mortes, no nosso país. 

“Com cerca de 25 mil episódios de internamento por ano, o AVC é a maior causa de incapacidade no nosso país. Pode atingir qualquer pessoa, independentemente do género ou da idade, deixando múltiplas sequelas físicas e motoras, sendo estas as mais visíveis. Contudo, também perduram as consequências na capacidade de comunicação, no campo cognitivo, psicológico, de visão, entre outros”, acrescenta Ana Paiva Nunes, vice-presidente da Portugal AVC, coordenadora da Unidade Cerebrovascular do Hospital S. José, e coordenadora adjunta do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da SPMI.

João Brum Silveira, presidente da APIC e responsável pelo Laboratório de Hemodinâmica do Hospital de Santo António - Centro Hospitalar Universitário do Porto, explica que “o AVC (no cérebro) e o Enfarte Agudo do Miocárdio (no coração) estão associados a episódios vasculares, o que significa que envolvem os vasos sanguíneos e as artérias, em particular.  Contudo, é fundamental que as pessoas compreendam que os sintomas e os fatores de risco até podem ser semelhantes, mas são dois problemas médicos distintos. Com esta iniciativa, esperamos contribuir para a prevenção destas duas doenças, bem como para a redução das suas consequências.”

No caso do enfarte, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao coração fica obstruída, as pessoas devem estar atentas a sintomas como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Já no caso do AVC, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir a face ficar assimétrica de uma forma súbita, parecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras estarem descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente.

Esta iniciativa irá promover uma conversa informal entre os profissionais de saúde, os testemunhos de sobreviventes de AVC e Enfarte e os participantes. A participação nesta iniciativa é gratuita, mediante inscrição aqui.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:30

Sobreviventes de AVC

por Correio da Guarda, em 20.03.21

 

A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos vai organizar, no próximo dia 27 de março, pelas 14h30, o “Encontro Portugal AVC – Juntos Para Superar!”, com o objetivo de ajudar os sobreviventes de AVC a superar a doença no complexo e desafiante contexto de pandemia que atualmente vivemos.

“A pandemia COVID-19 veio colocar enormes desafios a toda a sociedade e afeta particularmente pessoas com outras morbilidades. Em grande número dos sobreviventes de AVC, além do desequilíbrio emocional, existem também complicações de saúde específicas a ultrapassar e esperamos que estes encontros, os temas e os testemunhos partilhados, possam ser mais uma importante ajuda”, explica António Conceição, presidente da Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos.

Encontro Portugal AVC_27Março2021.jpg

Além da partilha de testemunhos de sobreviventes e de cuidadores, a iniciativa vai contar também com palestras de profissionais de saúde sobre o tratamento da espasticidade durante a pandemia, a terapia respiratória pós-COVID no sobrevivente de AVC, os efeitos da pandemia ao nível emocional e ainda uma reflexão sobre os desafios que se colocam aos cidadãos, na área da saúde, em Portugal.

A participação nesta iniciativa é gratuita, mediante inscrição no site www.portugalavc.pt, no qual também pode encontrar o programa completo.

O AVC ocorre como resultado de uma oclusão ou de uma rotura de um vaso sanguíneo cerebral, levando a que uma parte do cérebro deixe de funcionar por não lhe chegar o sangue com oxigénio e glicose necessários à sua sobrevivência. Dependendo da zona afetada, a pessoa poderá ficar subitamente com limitações, como por exemplo, movimentar uma parte do corpo, ter dificuldade na comunicação e compreensão de palavras, entre outras a nível cognitivo ou emocional.

A Portugal AVC - União de Sobreviventes, Familiares e Amigos tem como objetivo a promoção de iniciativas que visem, por um lado, contribuir para a prevenção do Acidente Vascular Cerebral e suas consequências, de forma a minimizar a morbilidade e mortalidade associadas a este, e por outro, contribuir para a resposta às necessidades sentidas pelos doentes sobreviventes de AVC, seus familiares e cuidadores, de âmbito nacional.

 

 

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publicado às 08:44

Ação de recolha de sangue

por Correio da Guarda, em 06.07.20

 

Na Escola Superior de Saúde da Guarda vai decorrer hoje, 6 de julho, uma ação de recolha de sangue, no horário das 10 às 13 horas e das 14h.30 às 19 horas.

“Dado o significativo aumento de dadores, a equipa multidisciplinar do Instituto Português do Sangue e Transplantação de Coimbra, decidiu alargar o número de recolhas na cidade da Guarda. Assim, a partir de julho, as recolhas passam a ser feitas não uma, mas duas vezes por mês”, refere uma nota informativa da ULS da Guarda.

Recolha de sangue - .jpg

Atendendo aos procedimentos adotados perante a COVID-19 e de forma a garantir a segurança de todos, o Conselho de Administração da ULS da Guarda em parceria com Instituto Português do Sangue e Transplantação de Coimbra “decidiram solicitar a colaboração do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) para que as próximas recolhas de sangue (habitualmente efetuadas no Hospital Sousa Martins) sejam efetuadas nas instalações do IPG”.

Idêntica ação está agendada para o dia 20 de julho, no mesmo horário, na Escola Superior de Saúde da Guarda do IPG.

 

 

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publicado às 08:00

ULS: Comissão Covid demitiu-se em bloco

por Correio da Guarda, em 02.06.20

Unidade Local de Saúde da Guarda - Foto Helder Se

A Comissão Covid 19 da Unidade Local de Saúde da Guarda (ULS) demitiu-se em bloco. Na origem desta tomada de posição parecem estar divergências surgidas entre o presidente da Comissão, Luís Ferreira, e o Conselho de Administração da ULS.

Recorde-se que esta Comissão coordenava desde o princípio de março a resposta Covid na Unidade Local de Saúde da Guarda.

O pedido de demissão do pneumologista Luís Ferreira teve o apoio e idêntica atitude por parte dos restantes elementos da Comissão COVID, integrada também por Adelaide Campos, diretora do Serviço de Urgência; Alcina Tavares, coordenadora do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e de Resistências aos Antimicrobianos, Catarina Quinaz, infeciologista; Ana Viseu, coordenadora da Unidade de Saúde Pública; João Correia, diretor do Serviço de Medicina Interna; José Valbom, da Unidade de Saúde Ocupacional; Luísa Lopes, diretora da Unidade de Cuidados Intensivos e os enfermeiros Júlio Salvador e Vítor Salomé.

O Conselho de Administração da ULS esclareceu hoje nunca ter “a confiança a esta Comissão ou a qualquer dos seus membros em particular», acrescentando ter enaltecido e agradecido «o seu trabalho exemplar ao longo destes difíceis meses».

Entretanto, e como avançou a SIC, a Ministra da Saúde anunciou hoje que a equipa do Conselho de Administração da ULS da Guarda não será reconduzida; o atual estava em funções desde 2017, liderado por Isabel Coelho cuja comissão de serviço terminou em dezembro do passado ano.

À Rádio Altitude, o médico pneumologista Luís Ferreira referiu não está no horizonte integrar o próximo Conselho de Administração, nem assumir funções “de diretor clínico (cargo que, de resto, já exerceu). Isto em resposta ao facto de ser um dos nomes apontados para suceder a Isabel Coelho”.

 

 

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publicado às 22:48

Politécnico da Guarda desenvolve modelo de viseira

por Correio da Guarda, em 27.03.20

 

viseira_do Politécnico da Guarda.jpg

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) está a desenvolver um modelo de viseira de proteção à Covid 19.

Na sequência da investigação desenvolvida no FabLab da Escola Superior de Tecnologia e Gestão/IPG, este modelo está em fase de teste junto de profissionais de saúde.

De acordo com informação do IPG, publicada na sua página na Internet, "há capacidade para produzir uma centena por dia".

 

 

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publicado às 21:38


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