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Nos primórdios da Rádio Altitude...

por Correio da Guarda, em 24.10.19

 

De entre as figuras que se destacaram na Guarda, da primeira metade do século XX, sobressai o médico Ladislau Fernando Patrício, nascido, nesta cidade, a 7 de dezembro de 1883 (faleceu em Lisboa na noite de Natal de 1967).

Ladislau Patrício, depois de concluídos os estudos secundários na Guarda, frequentou o ensino superior em Coimbra, onde conviveu com alunos das diversas Faculdades, alguns dos quais se distinguiram mais tarde, “pela vida fora, no campo das ciências, das artes, das letras e da política: António Sardinha, Alfredo Pimenta, Hipólito Raposo, Veiga Simões, Alfredo Monsaraz, Vicente Arnoso, Carlos Amaro, Cândido Guerreiro, Ramada Curto, João de Barros e outros”.

Ladislau Patrício - Capa de Livro.jpg

 

Concluiu a formatura em Medicina a 30 de setembro de 1908. Depois de uma passagem por Loulé, no ano seguinte regressou à Guarda. Em 1910 desempenhou as funções de Vice-Presidente da Comissão Executiva do Centro Republicano da Guarda, presidida por seu cunhado, o poeta Augusto Gil. Em vários artigos publicados na imprensa, sobretudo no jornal Actualidade, Ladislau Patrício denotava o seu ideal republicano e alertava para algumas dificuldades ao nível da consolidação do novo regime.

Por altura da primeira guerra mundial, o médico guardense foi nomeado diretor de um sanatório para soldados tuberculosos, instalado no antigo colégio dos Jesuítas, em S. Fiel, nas proximidades de Louriçal do Campo, onde esteve entre 1917 e 1919. Regressando à sua terra natal e à atividade clínica, começou a trabalhar, três anos depois no Sanatório Sousa Martin, instituição de que foi diretor, a partir de 1932 e até 1953.

Neste Sanatório, para além da atividade como clínico e diretor, mostrou o seu empenhado em apoiar e desenvolver, em finais da década de quarenta, a radiodifusão sonora no seio daquela unidade de tratamento da tuberculose. As experiências radiofónicas que se desenharam a partir de 1946 foram ganhando nova forma, consistência, despertando interesse e apoios. A necessidade de comunicar, de partilhar o tempo e de o tornar menos cruel naquele ambiente da doença, era cada vez mais acentuada.

No ano seguinte, com data de 21 de outubro, foi estabelecido um regulamento para a estação emissora da Caixa Recreativa do Sanatório Sousa Martins, onde estavam contempladas regras precisas para as emissões radiofónicas.

É Ladislau Patrício que aprova, enquanto diretor do Sanatório, esse documento, que publicámos no livro “O Dever da Memória – uma Rádio no Sanatório da Montanha” (2003). A “estação emissora da Caixa Recreativa denomina-se Rádio Altitude e destina-se a proporcionar aos doentes do Sanatório certas distracções compatíveis com a disciplina do tratamento.” Definia esse documento, de grande significado para essa estação emissora que passou a funcionar “sob administração directa da Comissão Administrativa, que nomeará um dos seus membros para Director dos respectivos serviços.”

De acordo com o referido regulamento, fundamental para o desenvolvimento de emissões regulares (a inauguração oficial da Rádio Altitude ocorreu a 29 de julho de 1948), “os produtores, locutores e operadores serão pessoas em condições suficientes de saúde para exercerem as respectivas funções e os nomes serão apresentados à Direcção do Sanatório para aprovação”.

Numa grelha que, à época, tinha como principal programa o “Simpatia”, preenchido “com os discos pedidos pelos radiouvintes” era regulamentado que “não deve exceder metade da emissão total, enquanto for organizado diariamente. (…) As dedicatórias que acompanhem os pedidos devem ser escritas por forma a facilitar a locução e não poderão ir além de 50 palavras, tratando-se de prosa, ou de 16 versos, se os solicitantes adoptarem poesia. (…) As dedicatórias deverão ser correctas e de harmonia com o carácter de relações existentes entre pessoas decentes e serão apresentadas até às 14 horas (…)”.

O médico Ladislau Patrício, que se afirmou também como como ensaísta e escritor, está indissocialvelmente ligado à história da radiodifusão em Portugal e da Rádio Altitude em particular. Recordar este documento, setenta e dois anos depois, é lembrar um distinto guardense e o apoio que deu a um projeto radiofónico que continua a dar voz à Guarda e região…

(Hélder Sequeira)

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publicado às 12:45

O dia da Rádio Altitude...

por Correio da Guarda, em 29.07.16

Rádio AL.jpg

     Hoje é dia da Rádio, da Rádio Altitude, de uma estação emissora muito particular originada no seio das experiências radiofónicas que ocorreram no Sanatório Sousa Martins, cerca de 1946. Nessa altura, as rudimentares emissões circunscreviam-se ao pavilhão onde estava concentrado o grupo de doentes pioneiros deste projeto; apenas com a construção de novo emissor foi ganhando dimensão a aventura radiofónica.

    No ano seguinte, Ladislau Patrício (cunhado do poeta Augusto Gil), diretor do Sanatório, assinou, a 21 de Outubro, o primeiro regulamento desta emissora, onde estavam definidas orientações muito objetivas sobre o seu funcionamento. Em finais de 1947 as suas emissões já eram escutadas na malha urbana da Guarda, que seguiu, com particular entusiasmo, o início oficial das emissões regulares, assinalado a 29 de Julho de 1948; um ano depois foi-lhe atribuído o indicativo CSB 21, identidade difundida por várias décadas, a partir do alto da serra, “eterna como o sol que alumia o mundo”,  na expressão Nuno de Montemor. Este escritor, diga-se, fez parte do grupo inicial de ouvintes da rádio. Sobre a rádio deixou, aliás, as suas impressões nas páginas de outro pilar informativo do Sanatório: o jornal Bola de Neve.

    A propriedade do primeiro emissor pertenceu, inicialmente, à Caixa Recreativa do Internados no Sanatório Sousa Martins e, mais tarde, com a sua extinção, ao Centro Educacional e Recuperador da unidade hospitalar vocacionada para o tratamento da tuberculose. Com a criação do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM) pretendeu-se auxiliar os doentes, especialmente no que dizia respeito “à sua promoção social e ocupação dos tempos livres”.

   Aliás, foi no seio dos sanatórios que surgiram interessantes projetos radiofónicos – como seja a Rádio Pólo Norte, no Sanatório do Caramulo, e a Rádio Pinóquio, no Sanatório das Penhas da Saúde, Covilhã, para referirmos os mais próximos.

    O CERISSM foi uma autêntica instituição de solidariedade; para além de viabilizar a afirmação e implantação da Rádio Altitude desenvolveu uma vasta obra assistencial, sob o impulso do médico Martins de Queirós, o quarto e último diretor do Sanatório da Guarda.

     Em 1961, mediante autorização oficial, o RA passou a ter como suporte económico-financeiro as receitas publicitárias que em muito contribuiriam para o auxílio dos doentes mais carenciados. As emissões evoluíram, ao longo das primeiras décadas em função das disponibilidades técnicas, dos recursos humanos e financeiros mas encontrando sempre no, crescente auditório, uma grande simpatia e um apoio incondicional.

    Até 1980 o Rádio Altitude emitiu na frequência de 1495 Khz, em onda média (abrangendo não só o distrito da Guarda mas igualmente os distritos de Viseu e Castelo Branco e algumas das suas áreas limítrofes), altura em que a sua sintonia passou a ser feita no quadrante dos 1584 khz.

Edifício da RA - década de 80.JPG

      Após 1986, e com a liberalização do espectro radioelétrico passou também a desenvolver as suas emissões em frequência modulada, em 107.7 Mhz, a qual foi alterada, em 1991, para os 90.9 Mhz.

     Em 1998,e depois de ter sido determinada a extinção do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins, foi decidida a realização de uma consulta pública, com vista à “transmissão da universalidade designada Rádio Altitude”, considerada a “única estrutura em funcionamento do ex-CERISSM”.

    A estação emissora entrou assim, com a sua aquisição por parte da Radialtitude–Sociedade de Comunicação da Guarda, num capítulo novo da sua existência, mantendo a ligação física ao antigo espaço sanatorial.

Helder.jpg

      Como dissemos, esta é uma rádio muito particular, de afetos, de memórias, vivências, amizades, dedicação, de serviço público, de criatividade, de formação, do interior das Beiras, hoje rádio global, de futuro.

    Parabéns, Rádio Altitude! Parabéns a todos quantos fizeram e fazem a Rádio! 

Estúdio.jpg

 

 

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publicado às 09:28

Rádio Altitude: 67º aniversário

por Correio da Guarda, em 29.07.15

 

     “Altitude não significa apenas uma certa posição física – situação de um ponto acima do nível do mar; traduz também uma posição moral – elevação da alma acima do comum, acima do charco lodoso ou da planíce raza, onde pululam a grosseria e a mediocridade”. Estas palavras de Ladislau Patrício foram escritas, em 1938, a propósito do seu livro “Altitude – O espírito na Medicina”.

    Na década seguinte Altitude seria o nome dado a esta rádio; emissora cuja atividade do surgiu, como é do domínio público, no seio do Sanatório Sousa Martins, cerca de 1946. Nessa altura, as rudimentares emissões circunscreviam-se ao pavilhão onde estava concentrado o grupo de doentes pioneiros deste projeto; apenas com a construção de novo emissor foi ganhando dimensão a aventura radiofónica.

    Sabe-se que, no ano seguinte, Ladislau Patrício diretor do Sanatório, assinou, a 21 de Outubro, o primeiro regulamento desta emissora, onde estavam definidas orientações muito objetivas sobre o seu funcionamento.

    Em finais de 1947 as suas emissões já eram escutadas na malha urbana da Guarda, que seguiu, com particular entusiasmo, o início oficial das emissões regulares, assinalado a 29 de Julho de 1948.

     Comemora-se pois, neste ano, o sexagésimo sétimo aniversário da rádio a quem, um ano depois foi atribuído o indicativo CSB 21; identidade difundida por várias décadas, a partir do alto da serra, “eterna como o sol que alumia o mundo”; para citar Nuno de Montemor; este escritor, diga-se, fez parte do grupo inicial de ouvintes da rádio. Sobre a rádio deixou, aliás, as suas impressões nas páginas de outro pilar informativo do Sanatório: o jornal Bola de Neve.

Rádio Altitude - símbolo da primeiras décadas -

     A propriedade do primeiro emissor pertenceu, inicialmente, à Caixa Recreativa do Internados no Sanatório Sousa Martins e, mais tarde, com a sua extinção, ao Centro Educacional e Recuperador da unidade hospitalar vocacionada para o tratamento da tuberculose. Com a criação do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM) pretendeu-se auxiliar os doentes, especialmente no que dizia respeito “à sua promoção social e ocupação dos tempos livres”.

     Aliás, foi no seio dos sanatórios que surgiram interessantes projetos radiofónicos – como seja a Rádio Pólo Norte, no Sanatório do Caramulo, e a Rádio Pinóquio, no Sanatório das Penhas da Saúde, Covilhã, para referirmos os mais próximos.

    O CERISSM foi uma autêntica instituição de solidariedade; para além de viabilizar a afirmação e implantação da Rádio Altitude desenvolveu uma vasta obra assistencial, sob o impulso do médico Martins de Queirós, o quarto e último diretor do Sanatório da Guarda.

    Em 1961, mediante autorização oficial, o RA passou a ter como suporte económico-financeiro as receitas publicitárias que em muito contribuiriam para o auxílio dos doentes mais carenciados. As emissões evoluíram, ao longo das primeiras décadas em função das disponibilidades técnicas, dos recursos humanos e financeiros mas encontrando sempre no, crescente auditório, uma grande simpatia e um apoio incondicional.

    Até 1980 o Rádio Altitude emitiu na frequência de 1495 Khz, em onda média (abrangendo não só o distrito da Guarda mas igualmente os distritos de Viseu e Castelo Branco e algumas das suas áreas limítrofes), altura em que a sua sintonia passou a ser feita no quadrante dos 1584 khz. Após 1986, e com a liberalização do espectro radioelétrico passou também a desenvolver as suas emissões em frequência modulada, em 107.7 Mhz, a qual foi alterada, em 1991, para os 90.9 Mhz.

    Em 1998,e depois de ter sido determinada a extinção do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins, foi decidida a realização de uma consulta pública, com vista à “transmissão da universalidade designada Rádio Altitude”, considerada a “única estrutura em funcionamento do ex-CERISSM”.

    A estação emissora entrou assim, com a sua aquisição por parte da Radialtitude–Sociedade de Comunicação da Guarda, num capítulo novo da sua existência, mantendo a ligação física ao antigo espaço sanatorial.

RA de HS.jpg    O Rádio Altitude – que assinala hoje o seu 67º aniversário – possui um historial ímpar que importa reter, e divulgar, contribuindo, assim, para aumentar a cadeia de afetos, originada em finais da década de quarenta do passado século.

    O passado e o património do Rádio Altitude fazem parte das múltiplas memórias da Guarda, assumindo-se como elos indissociáveis da história da Cidade da Saúde. Valorizar o presente, refletir sobre a importância social desta emissora, será um bom incentivo para quantos ali trabalham e dão continuidade a uma matriz radiofónica, de inquestionável originalidade e longevidade.

estúdio ra.jpg

   Parabéns e votos de boa Rádio!

 

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publicado às 00:30

Rádio...memória

por Correio da Guarda, em 30.05.12

 

 

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publicado às 19:49

Nova programação na Rádio Altitude

por Correio da Guarda, em 01.02.10

 

Novos programas e novos protagonistas assinalam a V Temporada da programação da Rádio Altitude, que arrancou hoje, dia 1 de Fevereiro. A estação local mais antiga de Portugal inicia assim uma nova época, um pouco mais tarde do que o habitual devido à realização, durante os meses de Setembro e Outubro, da operação informativa eleitoral.
A definição da nova programação também procurou levar em conta muitas das sugestões deixadas por ouvintes no fórum que foi aberto na página da Rádio na Internet.
Uma das apostas da nova temporada é o espaço de opinião «O Mundo Aqui», no qual intervirão D. Manuel Felício (Bispo da Guarda), Marília Raimundo (presidente da Fundação Augusto Gil), António Manuel Gomes (médico psiquiatra), Álvaro Guerreiro (advogado) e António José Dias de Almeida (professor aposentado). O programa é às Segundas-feiras às 11h00 e a participação será rotativa, tendo início no dia 1 de Fevereiro com Álvaro Guerreiro. Na Segunda-feira, depois da edição das 18h00, prossegue o debate «Jogo na Mesa», entre adeptos do futebol nacional. Na nova temporada o painel é, de novo, renovado: Rui Baía e Armando Almeida mantêm-se à defesa, respectivamente, do Benfica e do Futebol Clube do Porto. Luís Costa entra agora em campo com as cores do Sporting.
À Terça-feira prossegue «Moeda Única», jornal temático sobre economia, semanal, a seguir à edição das 10h30. Às 11h00 mantém-se o «Fórum Altitude», com a participação aberta aos ouvintes na discussão de um tema novo em cada semana.
Quarta-feira será dia de «Centro Urbano», um espaço semanal a seguir à edição das 10h30 que retratará vivências na zona antiga da Guarda. Este programa é realizado em parceria com a Agência para a Promoção da Guarda.
À tarde, às 17h30, prossegue o «Rádio TMG» , com a agenda de espectáculos e outros eventos do Teatro Municipal da Guarda, numa produção própria daquela estrutura cultural.
À Quinta-feira há «Jornal de Desporto», sobre todas as modalidades, e «Escape Livre», o programa sobre automobilismo da rádio em Portugal, que é uma das imagens de marca da estação. E prossegue a «Revista de Imprensa», na qual uma personalidade diferente em cada semana é convidada a fazer a leitura pessoal do que se escreveu nos jornais.
Em matéria de análise política há a estreia de «Meias Palavras», com os comentadores residentes Ana Manso e Fernando Cabral, às 11h00 de Sexta-feira.
O debate «Vice-Versa» fecha a semana, à Sexta-feira, depois da edição das 10h30, com painéis alternados de participantes a partir de um grupo alargado que nesta temporada contará com Abílio Curto, Álvaro Estêvão, Carlos Gonçalves, João Amaro, João Correia, João Paulo Antunes, João Rota, Joaquim Canotilho, Joaquim Carreira, José Pires Veiga, Luís Costa, Manuel Rodrigues, Nuno Almeida, Pedro Pires, Pinto de Almeida, Ricardo Neves de Sousa, Rui Correia, Sofia Monteiro e Tânia Cameira, entre outros.
O fim-de-semana abre com o novo programa «Casa da Rádio». Será uma tertúlia, ao Sábado de manhã (a partir das 10h00), animada por toda a equipa da Rádio. Um (ou mais) elementos tratará de abrir as portas da casa a diferentes convidados, deixando que as histórias se cruzem: diálogos, impressões, controvérsias, memórias e acasos.
Às 11h30 surge a nova temporada de «Gente com Valor», que procura retratar discretos protagonistas da arte e do conhecimento.
Ao Domingo a «Revista da Semana», entre as 11h00 e as 13h00, faz a síntese dos dias passados na Rádio. Mas antes, às 10h30, a estreia de César Prata num programa de autor semanal, «Ouvidos de Mercador», dedicado à divulgação de músicas do mundo.
Nos espaços de opinião, Adelaide Campos, Márcio Fonseca, Daniel Rocha, Eduardo Brito, Carlos Baía, Antonieta Garcia, Rui Ribeiro, Ana Raposo e Nuno Abreu, entre outros, vão dar consecutivamente voz ao que pensam sobre o que se passa, na «Crónica Diária, de Segunda a Sexta, às 9h15 e às 17h15. A equipa de profissionais da Rádio mantém a «Crónica Altitude», rotativa, na manhã de Sábado.
Na informação diária há blocos noticiosos próprios às 7h25, 8h25, 9h25, 10h25, 12h25 e 18h00 e cadeia com a TSF (informação nacional e internacional) às horas certas.
A Rádio Altitude acentua, assim, uma forte aposta na informação local e regional – e no debate, na entrevista e na opinião. E esta será mesmo a temporada com maior diversidade de abordagens, desde que teve início a actual grelha de programas, no princípio de 2006.
A RA mantém o Provedor do Ouvinte; aliás é o único órgão de comunicação social audiovisual privado em Portugal a dispor desta figura, tendo sido pioneiro mesmo em relação ao operador público nacional (o único que está obrigado por lei à nomeação de um provedor).
O papel do Provedor do Ouvinte é o de um interlocutor independente entre a Rádio e os públicos, recebendo ou fazendo críticas e sugestões, numa estação marcadamente informativa que, em cada semana, coloca cerca de 130 novos conteúdos próprios em antena, além de uma cuidada selecção musical.
                                                                                                                                                                                                    Fonte: RA
 
 
 

 

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publicado às 16:59

O Rádio

por Correio da Guarda, em 06.01.09

 

A preocupação em defendermos, no quotidiano, a nossa língua deve ser um imperativo e uma preocupação constante de todos quantos têm responsabilidades no funcionamento das estações de rádio.
Estas, pela sua proximidade e capacidade de intervenção nos mais recônditos lugares podem desempenhar uma acção eminente na defesa da nossa língua, das nossas tradições culturais e históricas, o mesmo é dizer da nossa identidade.
Deste modo, é fundamental que haja permanente consciencialização de todos quantos, numa estação emissora, se sentam ao microfone.
E ao discorrer sobre esta temática, recordo aquilo que o escritor João de Araújo Correia deixou numa das suas crónicas, partindo da repulsa pessoal por alguns alimentos.
“ O que se dá com este pitéu e outros pitéus de igual teor pepináceo dá-se também com algumas palavras e palavrinhas, expressões e expressõezinhas, que toda a gente usa, principalmente pessoas de bom tom. Sou incapaz de as proferir (…).
Uma das tais locuçõezinhas é esse modo de dizer a Rádio. A Rádio! Na língua maternal, que bebi com o leite; na fala do povo, relicário da índole do nosso idioma; nos livros clássicos de mim mais lidos; em nenhuma página e em nenhuma glote portuguesa lídima, jamais existiu expressão semelhante. Hei-de jurar que não há em dicionário luso um só substantivo feminino terminado em ádio. Os poucos que existem com a terminação ádio são masculinos, v. g. estádio e gládio. A Rádio é aleijão linguístico. Pode a Filologia justificá-lo, considerando-o redução de radiotelefonia, radiofonia ou radiodifusão. Pouco importa. O aleijão subsiste. Para que a nossa língua o aceite, é indispensável torná-lo masculino. Melhor dizendo é indispensável respeitar-lhe o género com que nasceu. Rádio, elemento de radiofonia, é masculino. Considere-se isto, e então se dirá, tomando o elemento pelo todo, com toda a naturalidade, o Rádio (…)”.
Por cá poucos assumem o género do Rádio; contudo há honrosas excepções, como temos lido/ouvido no “Café Mondego”, gerido (e bem) pelo Américo Rodrigues (http://cafe-mondego.blogspot.com/).              H.S.
 

 

 

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publicado às 00:43

Rádio Imagem: o regresso às emissões regulares

por Correio da Guarda, em 30.12.08

 

A Rádio Imagem, com estúdios em Fornos de Algodres, deverá retomar as suas emissões regulares no próximo mês.
A notícia foi avançada pelo semanário “O Interior” que adiantou ter sido aquela estação emissora concessionada a uma empresa de Seia.
Recorde-se que, como o CG deu a conhecer na altura, a Rádio Imagem tinha suspendido as suas emissões em Setembro, alegando os elevados encargos financeiros para a entidade proprietária, a Associação de Promoção Social, Cultural e Desportiva de Fornos de Algodres.
A Rádio Imagem (designada inicialmente Rádio Fornos de Algodres) emite na frequência dos 87,6 Mhz.
 

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publicado às 20:04


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