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Rádio Altitude: 73º aniversário

por Correio da Guarda, em 29.07.21

Edifício da Rádio Altitude - Foto HS.jpg

A Rádio Altitude comemora hoje, dia 29 de julho, o 73º aniversário do início oficial das suas emissões.

Esta é uma emissora de muitas vozes e rostos, de sonhos, de diferenciados contributos, afetos, ideias, de originalidades, de presença e solidariedade. A sua génese, longevidade, o percurso ímpar e a matriz beirã conferem-lhe um estatuto especial.

Recorde-se, e como tivemos já a oportunidade de escrever no livro “O Dever da Memória – Uma Rádio no Sanatório da Montanha”, que esta emissora tem interessantes particularidades, originadas no seio das experiências radiofónicas vividas no Sanatório Sousa Martins (Guarda), cerca de 1946.

Nessa altura, as rudimentares emissões circunscreviam-se ao pavilhão onde estava concentrado o grupo de doentes pioneiros deste projeto; com a posterior utilização de novo emissor a aventura radiofónica foi ganhando, progressivamente, maior dimensão.

A 21 de outubro de 1947, Ladislau Patrício (cunhado do poeta Augusto Gil), o segundo diretor do Sanatório, assinou o primeiro regulamento desta emissora, documento onde estavam definidas orientações objetivas sobre o seu funcionamento.

Em finais desse mesmo ano as emissões da Rádio Altitude eram já escutadas na malha urbana da Guarda, cidade que seguiu, com entusiasmo, o início oficial das emissões regulares, ocorrido a 29 de julho de 1948; um ano depois (1949) foi-lhe atribuído o indicativo CSB 21 (emitindo no comprimento de onda de 212 metros e na frequência de 1496 quilociclos por segundo), identidade difundida por várias décadas a partir do alto da serra, “eterna como o sol que alumia o mundo”, na expressão de Nuno de Montemor.

Este escritor guardense fez parte do grupo inicial de ouvintes da rádio; sobre a estação emissora da cidade mais alta de Portugal deixou, aliás, as suas impressões nas páginas de outro projeto informativo/formativo do Sanatório: o jornal Bola de Neve.

Os programas (no ano de 1948) eram, então, emitidos em horários muito circunscritos; aos domingos entre as 17 e as 19 horas e nos restantes dias oscilavam entre as 18h30/19h30 e depois entre as 21 e as 22 horas; nessa altura apenas aos sábados havia emissões no período da manhã, entre as 11h30 e as 12h30. O primeiro aniversário da Rádio, em 1949, foi assinalado com “emissões especiais e extraordinárias”. A imprensa local, destacando o papel e a importância da emissora, salientava a necessidade de ser aumentada a potência “de forma a ouvirem-se as suas emissões em todo o distrito da Guarda”.

O emissor inicial era propriedade da Caixa Recreativa (CR) do Internados no Sanatório Sousa Martins e mais tarde (com a extinção da CR) passou para a titularidade do Centro Educacional e Recuperador da unidade hospitalar vocacionada para o tratamento da tuberculose. Através da criação do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM) pretendeu-se auxiliar os doentes, especialmente no que dizia respeito “à sua promoção social e ocupação dos tempos livres”.

No seio dos sanatórios portugueses surgiram, aliás, interessantes projetos radiofónicos – como sejam a Rádio Pólo Norte, no Sanatório do Caramulo e a Rádio Pinóquio, no Sanatório das Penhas da Saúde (Covilhã), para referirmos apenas os mais próximos da Guarda.

O CERISSM foi uma autêntica instituição de solidariedade; para além de viabilizar a afirmação e implantação da Rádio Altitude desenvolveu uma vasta obra assistencial, sobretudo sob o impulso do médico Martins de Queirós, o quarto e último diretor do Sanatório da Guarda.

Em 1961, mediante autorização oficial, a RA passou a ter como suporte económico-financeiro as receitas publicitárias que em muito contribuiriam para o auxílio dos doentes mais carenciados. As emissões evoluíram, ao longo das primeiras décadas em função das disponibilidades técnicas, dos recursos humanos e financeiros, mas encontrando sempre no, crescente auditório, uma grande simpatia e um apoio incondicional.

Emílio Aragonez no Estúdio da RA - decada de 70-

A Rádio Altitude rapidamente alargou a sua área de influência, cativou colaborações, ultrapassou dificuldades, assumiu desafios, enriqueceu a sua programação, protagonizou criatividade, inovou e afirmou decisivas linhas de intervenção formativa e cultural.

Até 1980, a Rádio Altitude emitiu em onda média na frequência de 1495 Khz (abrangendo não só o distrito da Guarda, mas igualmente os distritos de Viseu e Castelo Branco e algumas das suas áreas limítrofes); nesse ano a sintonia da RA passou a ser feita no quadrante dos 1584 Khz.

Rádio Altitude (1978), Guarda, Portugal.jpg

Depois de 1986, e com a liberalização do espectro radioelétrico, passou também a operar as suas emissões em frequência modulada (FM), em 107.7 Mhz, que seria alterada (em 1991) para os 90.9 Mhz, na qual continua a emitir.

No ano de 1998, e depois de ter sido determinada a extinção do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins, foi decidida a realização de uma consulta pública, com vista à “transmissão da universalidade designada Rádio Altitude”, considerada a “única estrutura em funcionamento do ex-CERISSM”.

A estação emissora entrou assim, com a sua aquisição por parte da Radialtitude–Sociedade de Comunicação da Guarda, num capítulo novo da sua existência, mantendo a ligação física ao antigo espaço sanatorial (tem os seus estúdios no edifício, onde está ainda hoje, desde o ano de 1953), mas desenvolvendo, desde então, todo um projeto de modernização e linhas programáticas pensadas em função das exigências da sociedade hodierna.

Contudo, não se pode olvidar que esta é uma rádio distinta, de memórias, vivências, amizades, dedicação, de serviço público, de criatividade, de formação; hoje uma rádio global, de futuro.

As emissões radiofónicas passam nos nossos dias, em larga medida, pelo meio digital, num recurso cada vez mais ligado às modernas aplicações e tecnologias. A rádio, a sua forma de estar e responder evoluiu e, felizmente, acaba por estar ainda mais perto, envolvendo o nosso quotidiano; a sua presença pode ser avaliada como plena confirmação de que o meio rádio não pereceu perante o digital e as novas tecnologias. A rádio encontrou novos pilares de sustentabilidade e de maior interação com o seu público.

A generalidade dos equipamentos que usamos no dia-a-dia, desde logo o telemóvel, o tablet ou outras expressões da materialização do progresso tecnológico, facilitam-nos e proporcionam o encontro com a rádio, mas para além das emissões em direto não se podem esquecer as vantagens proporcionadas pelo podcast. Neste contexto, para além de evidenciarmos que esta é uma das novas virtualidades exploradas pela rádio, convém anotar a mudança de paradigma do perfil da rádio local.

Ainda neste ponto, não será despropositado afirmar que a Rádio Altitude nunca esteve confinada a um figurino de rádio local. Recordemos que, enquanto existiram as emissões em onda média (até finais da década de 90 do século passado) – e mercê das condições de rentabilização do seu emissor, face à localização geográfica – o raio de abrangência englobou zonas muito diferenciadas e mais ou menos distantes desta cidade.

Posteriormente, e uma vez mais potencializando as vantagens de emitir a partir da cidade mais alta do país, a rádio projetou as suas emissões muito para além das fronteiras estipuladas nas páginas dos diplomas regulamentadores da atividade radiofónica; ou seja, a identificação como rádio local nunca foi a mais justa, e a dimensão de regional será, em qualquer análise, sempre mais adequada quando se escreve sobre a história da radiodifusão.

Hoje, para além do estatuto conseguido por mérito próprio – e pela sua ímpar longevidade, enquanto rádio que se afirmou a partir do denominado interior do país – a RA atingiu uma nova escala, mercê da realidade tecnológica. Mesmo assim, a Rádio continua a ter um relevante papel como consciência regional; tem, decorrente da sua função social, uma missão importante na gestão da mudança de mentalidades, do esclarecimento do público, do confronto de ideias e da salvaguarda da memória.

Esta função social da rádio deve continuar a prevalecer, mesmo face ao desenvolvimento das tecnologias da informação. A pluralidade de novos canais de informação criou cenários completamente novos, onde se torna fundamental uma atitude de inequívoco profissionalismo, objetivos claros, estratégias adequadas e uma atenção permanente aos desafios tecnológicos.

Esgotados muitos dos modelos tradicionais e modificados os graus de exigência por parte dos ouvintes, torna-se necessário aferir constantemente os projetos e acentuar o espírito criativo, empreendedor.

Os desafios da Rádio são imensos; hoje não é apenas no plano das ondas hertzianas que tem de ser posicionada a proposta radiofónica; a rádio tem de assegurar uma estratégia rigorosa e clara no vasto horizonte da emissão online.

O fortalecimento da sua presença será sustentado, em larga medida, pela atenção à realidade social, económica, cultural e política da região onde a Rádio está sediada. As pessoas, para além do entretenimento ou companhia que a rádio lhes proporciona, querem boas condições de audição, uma informação rápida, em cima da hora ou do acontecimento de proximidade; querem igualmente um interlocutor atento, objetivo e credível, uma rádio com gente dentro, de entrega a um serviço público, solidário, afetivo. Uma rádio que questione, esclareça, atue pedagogicamente, aponte erros, noticie triunfos, sinta e transmita o pulsar da região, chame a si novos públicos.

Sabemos que não é um trabalho fácil, mas o êxito constrói-se com competência, perseverança, humildade, diálogo, criatividade e sentido de responsabilidade.

logo ra.jpg

Ao sublinharmos, hoje, os 73 anos da Rádio Altitude estamos também a evocar e homenagear os múltiplos os contributos pessoais e coletivos que guindaram a RA a uma posição de destaque no panorama radiofónico português e, diríamos, mesmo europeu (pelas décadas de emissões contínuas, pela sua originalidade, subsistência e consciência da sua função social).

Esta é uma marca informativa e cultural da nossa região e da cidade que não a deve esquecer, antes valorizar pela sua história, pelo seu papel, pela sua presença quotidiana. A Rádio será aquilo que quiserem os seus profissionais, se os sonhos forem arrojados, consistentes, capazes de garantirem uma apaixonante continuidade e deixarem uma marca polifacetada e perene.

Parabéns à Rádio Altitude!

                                                                                                                           Hélder Sequeira 

 

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João Amaro: pensar e viver a Rádio

por Correio da Guarda, em 12.05.21

 

“As rádios locais continuam a ter futuro. Não deixando de se ancorar nas raízes que estiveram na sua génese, as rádios têm de se reinventar todos os dias, inovando sem perderem o essencial do seu carácter.”

Afirmou-nos João Amaro, um dos fundadores da Rádio Antena Livre de Gouveia (1984) e presidente da Assembleia Geral da Cooperativa de Radiodifusão que tem a titularidade do alvará da referida emissora.

João Amaro é hoje Presidente da Junta de Freguesia registando na sua atividade autárquica e política a passagem pelas funções de assessor do Presidente da Câmara Municipal de Gouveia (1986-2001) e de Chefe de Gabinete do Governador Civil da Guarda (2009-2011).

Antes da sua entrada para a vida política e autárquica, o nosso interlocutor de hoje, desenvolveu uma intensa e relevante atividade na área da comunicação social. Foi Chefe de Redação do extinto jornal “Voz de Gouveia” (1979-1982), delegado concelhio da ANOP e Agência LUSA (1980-1986); correspondente e colaborador de vários órgãos da comunicação social, regional e nacional, como o Jornal de Notícias, Jornal do Fundão, Rádio Altitude e Notícias da Guarda.

Contudo, a Rádio continua a merecer o seu entusiamo, evocando memórias, companheiros e considerando que os momentos mais difíceis “são apenas meros registos comparados com a felicidade que a rádio nos proporcionou.”

 

 

Joao Amaro-Rádio 2.jpg

 

Como começou a Rádio Antena Livre?

A Rádio Antena Livre de Gouveia foi um "sonho tornado realidade" por um grupo de jovens gouveenses, unidos pela paixão da rádio e tudo o que ela podia proporcionar: dos novos gostos e opções musicais à divulgação dos acontecimentos locais, do simples prazer de comunicar à necessidade de proporcionar uma maior e melhor informação das nossas realidades; no fundo, projectar Gouveia e a região através de um genuíno projecto de afirmação de cidadania, naquela que foi considerada, há quase 40 anos, uma das maiores aventuras levadas a efeito pela juventude gouveense.

Neste sentido, as motivações não terão sido muito diferentes daquelas que mobilizaram e estimularam o aparecimento de iniciativas semelhantes que se multiplicaram por esse País fora, numa época e num tempo marcado pelo aparecimento das chamadas "rádios piratas".

Já agora, a talhe de foice, permita-se-me esta oportunidade para fazer alusão e prestar a devida homenagem àqueles que, em 1984, juntamente comigo, foram o grupo fundador da nossa, então, “rádio pirata” (alguns deles infelizmente já desaparecidos): o José Carlos Saraiva, o Costa Simões, o António Sario, o Luís Figueiredo o Nuno Santos, o Carlos Bicker, Manta Luís, obreiros de uma das pioneiras rádios locais no nosso distrito e que tinha por máxima “a onda livre da nossa terra”.

 

Quais as principais dificuldades que encontraram?

A principal dificuldade, mas talvez a mais estimulante, era a de se saber que a actividade de radiodifusão, na altura, era proibida a outros operadores que não fossem os "institucionais" há muito autorizados e instalados no espectro radioeléctrico. E como facilmente se adivinha, não há nada mais estimulante para a saudável irreverência da juventude do que fazer jus ao velho adágio de que "o fruto proibido é o mais apetecido"...

Digamos que a luta pela legalização da actividade da radiodifusão de âmbito local, durante quase cinco anos, foi a "dificuldade" que mais nos mobilizou, na altura.

De resto, são fáceis de supor os constrangimentos dos primórdios duma aventura que começa em moldes "artesanais": o primeiro emissor, de apenas 5 Watts de potência, é de fabrico caseiro, as emissões, experimentais, são feitas de forma "ambulante": numa furgoneta onde é instalado o emissor, alimentado a baterias, bem como o leitor de cassetes (os programas eram pré-gravados), entre demais aparelhos, hoje emitindo daqui, amanhã de acolá, tudo no intuito de fugir à fiscalização dos "tenebrosos" Serviços Radioeléctricos.

Quando a actividade  -  por força das centenas de estações do mesmo género e da mesma  génese que se foram implantando por todo o País  -  apesar de proibida, passou a ser tolerada, a Antena Livre de Gouveia conheceu dois ou três lugares provisórios onde começou a fazer as suas emissões em directo, até que  -  com a legalização das Rádios locais, em 1989  -  assentou definitivamente  a sua actividade num espaço cedido pelo Município no Mercado Municipal e adaptado, para o efeito, graças a muito esforço e trabalho de muitos voluntários.

Obviamente que o apetrechamento técnico, para quem não dispunha de recursos financeiros - as únicas receitas provinham duma informal "liga de amigos da rádio" e do magro mercado da publicidade - foi a outra dor de cabeça permanente, já que pelo exercício da actividade ninguém era remunerado, todos trabalhavam "pro bono", todos colaboravam por "amor à arte".

João Amaro e Helder Sequeira (1984) - Gouveia .jp

Como foi a reação dos ouvintes ao projeto da Rádio?

Reação fantástica, como era previsível. Passar a ouvir na telefonia, assim de repente, vozes conhecidas que falavam do concelho de Gouveia, das coisas que aí aconteciam, dos desejos que queríamos que acontecessem, dar a vez e a voz a gente da comunidade, do artesão e do operário, ao sindicalista ao autarca, aos dirigentes associativos, às colectividades, criou um ambiente de audiência de tanta proximidade que eu até costumo dizer, por graça, que mais do que ouvintes, a rádio tinha "militantes".

E não imaginam a satisfação que me dava, ao sair de casa, ouvir os rádios da vizinhança sintonizados na "Livre", entrar no café e ouvir a mesma sintonia, em cada rua, cada bairro, cada lugar...

 

A programação manteve uma estrutura fixa ou foi ganhando novos contributos?

Depois da fase "rebelde", com a criação da Cooperativa que viria corporiza e enquadrar a atividade, com a legalização e instalação definitiva, o processo de afirmação e consolidação da Rádio obrigou ao cumprimento de determinados parâmetros, a começar por uma orientadora grelha de programação que desse coerência ao projeto.

Ou seja, a rádio deixou de ser o programa do João, da Rosa ou do António para passar a ter, apesar das especificidades de cada um, um fio condutor, uma oferta original, mas com compreensível uniformidade.

Foi, portanto, necessário adequar a atividade aos novos desafios que se lhe impunham, para além do seu enquadramento numa nova tipologia de gestão.

Por isso, também, a necessidade que houve de profissionalizar algumas áreas, nomeadamente a informação e a parte da manutenção técnica, sem se perder o cariz original do trabalho voluntário, com muitos “amadores” a desempenharem um papel muito profissional.

Joao Amaro - Rádio 1.jpg

Quais os programas que tiveram mais audição?

Eu não queria ser juiz em causa própria (risos), mas o programa "Domingo Livre", um programa em directo, de 3 horas, aos domingos de manhã, de entrevistas, debates, inquéritos de rua e cobertura de acontecimentos, aberto à participação dos ouvintes, pontuado e amenizado com uma criteriosa seleção de música portuguesa e que eu, o Manta Luís e a Maria José Trabulo idealizámos e conduzimos ao longo de mais de 20 anos foi – perdoe-se nos a presunção – paradigmático.

E não sei até que ponto não teria sido o programa mais longevo da radiodifusão portuguesa... De resto havia muitos e bons programas, das mais diversas temáticas, bem concebidos e realizados e, por isso, sempre de audição garantida.

 

A área cultural era também uma preocupação por parte da equipa da Rádio?

Sem dúvida. Nem faria sentido uma rádio local não dar ênfase e cobertura a uma área que se revelava fundamental, que mais não fosse pela atividade desenvolvida pelo vasto universo associativo do concelho de Gouveia que contava com quatro Ranchos Folclóricos federados, seis conceituadas Bandas Filarmónicas e escolas de música, grupos corais, grupos de teatro, etc., etc., para já não falar da oferta cultural  desenvolvida pelo Município através da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, do Museu Abel Manta, das exposições das Galerias João Abel Manta, do Teatro-Cine, entre outros.

 

Quais as melhores e as piores memórias?

O anúncio da aprovação do nosso projeto - quando estavam duas candidaturas a concorrer à única frequência disponível para o concelho de Gouveia - e a obtenção do competente alvará para o exercício da radiodifusão foi, estou certo, a maior das alegrias que guardo deste longo percurso.

Muitas outras recordações, de bons momentos, se não dessem um bom livro de memórias, dariam seguramente “pano” para um bom e alegre anedotário da rádio...

Memórias más, confesso, não há. As angústias financeiras com que nos habituámos a viver ou aquele vendaval que nos levou as antenas ou a trovoada que nos queimou uma válvula e nos deixou sem emissão por uns dias, faz parte..., são apenas meros registos comparados com a felicidade que a rádio nos proporcionou.

 

Há diferenças na Rádio que é feita atualmente? O que mudou mais radicalmente?

Se houve sector em que a evolução e inovação técnica e tecnológica mais rapidamente se notou, o da radiodifusão foi um deles.

Tudo aconteceu num ápice: dos pré-gravados da cassete e do cartucho, aos diretos com o vinil, substituído pelo CD e este pelo mini-disc e, depois, todos pelo digital, do mp3 até à informatização total do processo de produção e emissão.

A internet e as emissões on line passaram a ser uma nova potencialidade no mundo dos velhos e e novos operadores de radiodifusão. Tudo isto de há quarenta anos para cá e...parece que foi ontem…

João Amaro - Autarca.jpg

 

As rádios locais continuam a ter futuro?

Essa mesma pergunta já se fez aquando do aparecimento da televisão. Essa pergunta já se fez quando as exigências deste nicho de mercado, muito denso e competitivo, na natural separação do trigo do joio, obrigou ao encerramento ou à venda de muitas estações locais. Essa pergunta continua a fazer-se e quero acreditar que a resposta será sempre sim, apesar dos muitos constrangimentos.

Sim, as rádios locais continuam a ter futuro. Não deixando de se ancorar nas raízes que estiveram na sua génese, as rádios têm de se reinventar todos os dias, inovando sem perderem o essencial do seu carácter, pensar mais em redes de parcerias sem abdicar da natural e saudável concorrência a que a atividade obriga, primar por mais originalidade dentro da sua própria autenticidade, fugindo ao “mais do mesmo” que começa a ser tão comum no panorama da comunicação social.

No fundo, continuando a comprovar a velha máxima, perfeitamente insubstituível, de que “a rádio conta, a televisão mostra e o Jornal explica”.

 

 

 

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publicado às 12:00

Dia Mundial do Rádio 2021

por Correio da Guarda, em 13.02.21

 

Dia Mundial da Rádio 2021.png

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Rádio. “Mais do que nunca, precisamos desse meio humanista universal, vetor da liberdade. Sem o rádio, o direito à informação e à liberdade de expressão e, com eles, as liberdades fundamentais seriam fragilizadas(...)". Assinala Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO.

Recorde-se que o 13 de fevereiro foi designado em 2011 pelos estados membros da UNESCO, e adotado em 2012 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, como Dia Internacional do Rádio. A escolha do 13 de fevereiro fica a dever-se ao facto de ter sido neste dia que o Rádio das Nações Unidas emitiu pela primeira vez, em 1946, um programa em simultâneo para um grupo de seis países.

Radio - vintage - Foto Helder Sequeira.jpg

A  celebração do décimo aniversário do Dia Mundial do Rádio é subordinada ao tema “Novo Mundo, Novo Rádio”, realçando a capacidade de adaptação deste meio às transformações sociais e tecnológicas, bem como na sua flexibilidade para responder às solicitações hodiernas dos seus ouvintes.

Uma temática que se desdobra, a propósito deste dia, nos subtemas “Evolução” (sublinhando a mudança da nossa realidade e evolução do rádio), “Inovação” (a propósito da transformação operada para que o Rádio aproveite e rentabilize os recursos oferecidos pelas novas tecnologias, inovando no sentido de consolidar a sua presença quotidiana e assegurar melhores condições de acesso às emissões) e “Conexão” (evidenciando o seu papel de meio rápido e eficaz de contacto, de agente informativo e formativo).

O Rádio tem sido o meio de comunicação social que atinge elevadas audiências e consegue estar presentes em zonas onde outros canais de informação não chegam, por diversificadas razões.

Dia Mundial da Rádio 2021  - foto Helder Sequeira

E nesta época de pandemia, isolamento, restrições várias, o rádio ajuda-nos a desconfinar, encarando o presente e o futuro com novo vigor; criando adaptações para um tempo diferente.

Jaime Marques de Almeida, jornalista com uma longa e ativa carreira radiofónica, escreveu que “este é o tempo de não nos tocarmos. Mas a Rádio toca-nos! Este é o tempo de tantas fronteiras afectivas. Mas a Rádio abraça-nos! Este é o tempo de todos os afastamentos. Mas a Rádio envolve-nos!”

Acrescentaremos que este continua a ser o tempo do rádio! Do rádio cada vez mais interventivo, com futuro.

O rádio é indissociável das nossas vidas.

(Hélder Sequeira)

 

 

 

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publicado às 00:05

Dia Mundial da Rádio é assinalado hoje

por Correio da Guarda, em 13.02.20

 

 

Dia Mundial da Rádio - HS.jpg

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Rádio, este ano tendo como tema o poder da radiodifusão para refletir e promover a diversidade, em todas as suas formas.

Como refere a diretora geral da UNESCO, Audrey Azoullay, sem a rádio o mundo perderia a liberdade e a diversidade cultural.

A data de 13 de fevereiro foi escolhida, recorde-se, pelo facto de ter sido neste dia que a Rádio das Nações Unidas emitiu pela primeira vez, em 1946, um programa em simultâneo para um grupo de seis países.

Declarada esta data, pela UNESCO, em 2011, a primeira vez que se comemorou o Dia Mundial da Rádio foi em 2012.

Microfone de Estúdio  - HS.jpg

Desde então, e com propostas temáticas diferentes para se assinalar este dia, a rádio tem sido o meio de comunicação social que atinge as maiores audiências, demonstrando uma notória adaptação às novas tecnologias e comprovando a eficácia da sua intervenção informativa na hora.

Esta capacidade de estar presente é reforçada através das emissões suportadas na web, denotando um crescimento significativo.

 

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publicado às 07:05

O Dia da Rádio Altitude

por Correio da Guarda, em 29.07.19

Edifício RA -1990.JPG

     (Foto de Arquivo. 1990)

 

     Hoje é o dia da Rádio. De uma emissora muito especial não só pela sua génese solidária mas também pela sua longevidade, percurso ímpar, matriz beirã.

    A Rádio Altitude, que assinala hoje 71 anos de emissões regulares, tem sido uma lídima voz da região que na primeira metade do século passado foi procurada por milhares de pessoas, na procura de tratamentos para a doença que atingiu uma elevada percentagem da população; esta referência teria de ser feita para não se olvidar a profunda ligação a uma dos mais emblemáticos Sanatórios de Portugal.

   Neste contexto nasceu a Rádio que rapidamente alargou a sua área de influência, cativou colaborações, ultrapassou dificuldades, assumiu desafios, protagonizou criatividade, inovou e afirmou decisivas linhas de intervenção formativa e cultural.

    Da sua história já falamos, aqui, várias vezes. Daí que, nestas breves notas, seja de sublinhar o pioneirismo da estação emissora CSB 21 e os caminhos abertos através da onda média, inicialmente, depois em FM e hoje também nas plataformas digitais e redes sociais.

   Foram múltiplos os contributos pessoais (Jesué Pinharanda Gomes, falecido sábado, colaborou na RA) e coletivos que guindaram a Rádio Altitude a uma posição de destaque no panorama radiofónico português e, diria, mesmo europeu (pelas décadas de emissões contínuas, pela sua originalidade, subsistência e consciência da sua função social). Assinalar este 71º aniversário é evocar todas essas colaborações e apoios, imprescindíveis para uma evolução permanente, que se deseja continue no futuro.

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    A Rádio Altitude é uma marca informativa e cultural desta região que não a deve esquecer, antes valorizar pela sua história, pelo seu papel, pela sua presença quotidiana.

 

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publicado às 12:46

Dia Mundial do Rádio

por Correio da Guarda, em 13.02.18

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     O Dia Mundial do Rádio é hoje assinalado. Desde 2012 que esta data se constitui como oportunidade para assinalar a importância da radiodifusão sonora, quer como meio de informação, quer como agente de educação e cultura.

    Este ano, a UNESCO dedicou o Dia Mundial do Rádio ao tema da “radiodifusão desportiva. A rádio é um instrumento muito eficaz para transmitir o entusiasmo dos eventos desportivos. É também um meio para veicular valores de fair play, de trabalho de equipa, de igualdade no desporto”, escreveu a diretora geral, Audrey Azoula.

 

 

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publicado às 07:50

O dia da Rádio

por Correio da Guarda, em 13.02.17

 

     Hoje é comemorado o Dia Mundial do Rádio.

    Desde 2012 que esta data se constitui como oportunidade para assinalar a importância do rádio, quer como meio de informação, quer como agente de educação e cultura.

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     Em Portugal a audiência radiofónica, diária, é na ordem de 4,9 milhões de pessoas, o que traduz a importância deste meio e a sua forte implantação. É significativo que o tema para a edição do Dia Mundial do Rádio de 2017 seja, precisamente, “O rádio é você!”.

    Trata-se de um desafio a um maior envolvimento dos ouvintes na definição dos novos rumos da radiodifusão, no incremento de novas dinâmicas onde tenha lugar uma efetiva participação dos públicos.

    Aliás, na mensagem que a diretora-geral da UNESCO divulgou a propósito desta efeméride, “o rádio nunca foi tão dinâmico, atraente e importante”. Irina Bokova, lembrando a época conturbada que vivemos, evidencia o rádio como “uma plataforma duradoura para unir as comunidades. No caminho do trabalho, em nossas casas, escritórios e espaços abertos, em momentos de paz, de conflitos e emergências, o rádio continua a ser uma fonte essencial de informação e conhecimento, abrangendo diferentes gerações e culturas, inspirando-nos com a riqueza da diversidade humana e conectando-nos com o mundo”.

    A diretora-geral da UNESCO acrescenta, depois, que “o rádio fornece uma voz para mulheres e homens de todas as partes. Ele escuta seus públicos e responde a suas necessidades. Ele é uma força para a dignidade e os direitos humanos, bem como um poderoso catalisador de soluções para os desafios enfrentados pelas sociedades. É por isso que o rádio é importante para fazer avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O avanço nas liberdades fundamentais e a promoção do acesso público à informação são elementos essenciais para fortalecer a boa governança e o Estado de direito, assim como para aprofundar a inclusão e o diálogo.”

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      Esse diálogo é fundamental para que tenhamos um rádio cada vez com mais abrangência e qualidade; o trabalho, no rádio, está em aperfeiçoamento constante e deve representar um incentivo diário para novas metas qualitativas. E ao nível das propostas informativas, musicais e culturais é bom não esquecer a importância da voz que não deve passar para um papel secundário; estamos a falar do radio, de comunicação.

    A voz é indissociável do rádio, convertendo-a em magia e paixão; daí a necessidade de alimentar com palavras, com voz, mesmos os espaços inseridos em horários com menor índice de audição, que não devem ser menosprezados. É a voz que dá dimensão à presença do rádio, seja qual for o ponto ou lugar de sintonia; faz a diferença perante minutos e minutos sequenciais de música.

   A força do rádio está na dinâmica e na postura de quem o faz, na sua capacidade de comunicação. E o rádio é isso mesmo e uma presença constante no nosso quotidiano; um meio que devemos continuar a valorizar!

 

 

 

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publicado às 00:20

O dia da Rádio Altitude...

por Correio da Guarda, em 29.07.16

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     Hoje é dia da Rádio, da Rádio Altitude, de uma estação emissora muito particular originada no seio das experiências radiofónicas que ocorreram no Sanatório Sousa Martins, cerca de 1946. Nessa altura, as rudimentares emissões circunscreviam-se ao pavilhão onde estava concentrado o grupo de doentes pioneiros deste projeto; apenas com a construção de novo emissor foi ganhando dimensão a aventura radiofónica.

    No ano seguinte, Ladislau Patrício (cunhado do poeta Augusto Gil), diretor do Sanatório, assinou, a 21 de Outubro, o primeiro regulamento desta emissora, onde estavam definidas orientações muito objetivas sobre o seu funcionamento. Em finais de 1947 as suas emissões já eram escutadas na malha urbana da Guarda, que seguiu, com particular entusiasmo, o início oficial das emissões regulares, assinalado a 29 de Julho de 1948; um ano depois foi-lhe atribuído o indicativo CSB 21, identidade difundida por várias décadas, a partir do alto da serra, “eterna como o sol que alumia o mundo”,  na expressão Nuno de Montemor. Este escritor, diga-se, fez parte do grupo inicial de ouvintes da rádio. Sobre a rádio deixou, aliás, as suas impressões nas páginas de outro pilar informativo do Sanatório: o jornal Bola de Neve.

    A propriedade do primeiro emissor pertenceu, inicialmente, à Caixa Recreativa do Internados no Sanatório Sousa Martins e, mais tarde, com a sua extinção, ao Centro Educacional e Recuperador da unidade hospitalar vocacionada para o tratamento da tuberculose. Com a criação do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM) pretendeu-se auxiliar os doentes, especialmente no que dizia respeito “à sua promoção social e ocupação dos tempos livres”.

   Aliás, foi no seio dos sanatórios que surgiram interessantes projetos radiofónicos – como seja a Rádio Pólo Norte, no Sanatório do Caramulo, e a Rádio Pinóquio, no Sanatório das Penhas da Saúde, Covilhã, para referirmos os mais próximos.

    O CERISSM foi uma autêntica instituição de solidariedade; para além de viabilizar a afirmação e implantação da Rádio Altitude desenvolveu uma vasta obra assistencial, sob o impulso do médico Martins de Queirós, o quarto e último diretor do Sanatório da Guarda.

     Em 1961, mediante autorização oficial, o RA passou a ter como suporte económico-financeiro as receitas publicitárias que em muito contribuiriam para o auxílio dos doentes mais carenciados. As emissões evoluíram, ao longo das primeiras décadas em função das disponibilidades técnicas, dos recursos humanos e financeiros mas encontrando sempre no, crescente auditório, uma grande simpatia e um apoio incondicional.

    Até 1980 o Rádio Altitude emitiu na frequência de 1495 Khz, em onda média (abrangendo não só o distrito da Guarda mas igualmente os distritos de Viseu e Castelo Branco e algumas das suas áreas limítrofes), altura em que a sua sintonia passou a ser feita no quadrante dos 1584 khz.

Edifício da RA - década de 80.JPG

      Após 1986, e com a liberalização do espectro radioelétrico passou também a desenvolver as suas emissões em frequência modulada, em 107.7 Mhz, a qual foi alterada, em 1991, para os 90.9 Mhz.

     Em 1998,e depois de ter sido determinada a extinção do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins, foi decidida a realização de uma consulta pública, com vista à “transmissão da universalidade designada Rádio Altitude”, considerada a “única estrutura em funcionamento do ex-CERISSM”.

    A estação emissora entrou assim, com a sua aquisição por parte da Radialtitude–Sociedade de Comunicação da Guarda, num capítulo novo da sua existência, mantendo a ligação física ao antigo espaço sanatorial.

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      Como dissemos, esta é uma rádio muito particular, de afetos, de memórias, vivências, amizades, dedicação, de serviço público, de criatividade, de formação, do interior das Beiras, hoje rádio global, de futuro.

    Parabéns, Rádio Altitude! Parabéns a todos quantos fizeram e fazem a Rádio! 

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publicado às 09:28

O Dever da Memória

por Correio da Guarda, em 28.07.16

Capa do DEVER DA MEMÓRIA.jpg

 

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publicado às 08:05

Até sempre, Luís Coutinho...

por Correio da Guarda, em 26.04.16

 

 

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      Luís Coutinho figurará na história da Rádio Altitude como um dos seus eminentes pioneiros e dedicado obreiro do conteúdo programático – mormente desportivo – de algumas décadas…

    Surgem estas palavras a propósito da sua morte, hoje na Guarda, na cidade onde se afirmou profissionalmente, onde desempenhou funções autárquicas, onde viveu de forma empenhada a Rádio, o desporto, a Amizade…

   Luís Coutinho captava facilmente a estima de todos quantos com ele contactavam, era uma personalidade afável, atenta, subtil…até nas observações certeiras que não criavam atritos antes estabeleciam pontes, geravam laços de aproximação, desafiavam a uma cooperação, incentivavam projetos…

    Foi assim na sua vida, foi assim na Rádio onde nos conhecemos…e já lá vão uns anos…perdurou, ao longo do tempo, uma estima profunda e a Amizade…Não esqueço o seu sorriso sincero e as palavras do nosso último encontro. O Luís Coutinho era assim: sincero, amigo, atento, dialogante.

    Para além do Desporto, que Luís Coutinho privilegiou na atividade radiofónica, recordo sobretudo os “Programas da Noite” (que começaram a ser emitidos, entre as 20 e as 23 horas, e mais tarde até às 24 horas, na Rádio Altitude), os quais constituíram interessantes experiências radiofónicas e, mercê do horário, registavam uma enorme audição, variando as suas características em função das respetivas equipas de produção; esta diferenciação, contrariamente ao que seria de supor, não afastava o auditório mas, pelo contrário, estimulava, o interesse, mesmo dos responsáveis pelos outros programas emitidos, constituindo, com frequência, motivo de interessantes comentários e diálogos, sempre com a preocupação de cada um chamar a si um maior número de ouvintes.

    Foi um tempo de grande azáfama e camaradagem, que muitos dos protagonistas deste período podem confirmar; as décadas de setenta e oitenta (do século passado…) foram, aliás, ricas em termos da variedade de programas, desde os culturais, informativos, desportivos ou musicais e recreativos.

    Luís Coutinho, ao lidar com os mais jovens colaboradores, sabia ter a palavra certa na hora certa e conquistá-los para a Rádio e os seus desafios quotidianos. Daí o apreço de todos, e certamente, neste momento triste, o profundo pesar pela sua partida…contudo a sua imagem, a sua forma de estar e ser não se apagará da nossa memória e outrossim de de companheiros e ouvintes da Rádio F, onde também colaborou.

    Até sempre, Luís Coutinho!...         

   Helder Sequeira

 

Luis Coutinho - Foto Helder Sequeira.jpg

 

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publicado às 23:46


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