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Perspetivar novos rumos..

por Correio da Guarda, em 23.04.20

 

Hoje estamos num mundo diferente e com um conjunto de inimagináveis desafios para o futuro.

De um dia para o outro – fruto da atual pandemia – tiveram que ser tomadas medidas de distanciamento físico, implementadas reformulações e ajustes nos processos de trabalho, paralisadas múltiplas atividades e serviços, rentabilizados recursos humanos e técnicos, assegurado o aproveitamento mais aprofundado das novas tecnologias da informação.

Naturalmente que estas mudanças, indispensáveis, implicam a consciencialização do cenário que atravessamos; evidenciam a necessidade de uma forte determinação em assumir o espírito da informação na sua plena essência, sem esquecer a inovação indispensável.

Ao longo das últimas semanas têm sido inúmeros os apelos para haver uma postura atenta e crítica perante as falsas notícias, veiculadas especialmente através das redes sociais, de forma a “introduzir a falsidade ou o medo, como estratégia para alcançar notoriedade”, como sublinhou a Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Portuguesa.

Daí o realce dado à importância e ao esforço dos profissionais da comunicação social, pois nestas circunstâncias de extrema necessidade a exigência de verdade e de informação. De recordar, a propósito, que também no início do passado mês, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aprovou um conjunto de normas orientadoras com vista a serem incentivados padrões de boas práticas, por parte dos media, na cobertura de doenças e situações epidémicas.

O Conselho Regulador dessa entidade relembrou o papel da comunicação social no alerta e informação ao público, em matéria de saúde pública. “Sobretudo se elas configuram emergências, desencadeadoras de estados de inquietação e nervosismo entre o público, caracterizáveis como de generalizado alarme”, pelo que, acrescentava, “se justificam cuidados redobrados na confirmação da veracidade da informação.”

O Conselho Regulador da ERC apelou aos órgãos de comunicação para uma redobrada atenção em situações que possam causar alarme social. Nessas normas orientadoras, destacou que “o tratamento jornalístico de questões de saúde pública, epidémicas ou não, deve assegurar escrupulosamente os deveres de rigor, abstendo-se da formulação de juízos especulativos e alarmistas, da divulgação de factos não confirmados”. Por outro lado, alertou para a necessidade de ser garantido “o respeito pela proteção da identidade e a reserva sobre a intimidade da vida privada dos doentes e das suas famílias”.

A ERC lembrou, no que diz respeito às fontes de informação, que devem ser privilegiadas as fontes especializadas oficiais, mas sem prejuízo da sua verificação/confrontação com outras; entre as fontes de informação especializadas sublinha-se a importância de dar prioridade às científico-médicas, e entre estas a serem o mais possível diversificadas.”

Há três semanas atrás a Federação Internacional de Jornalistas apelou, igualmente, a uma cobertura mediática, por parte dos meios de comunicação relativamente ao novo coronavírus, sem “pânico justificado”, de forma a evitar “abordagens sensacionalistas” e “teorias da conspiração”. Para esta federação mundial de sindicatos de jornalistas, que representa 600 mil profissionais, o papel dos media na cobertura desta pandemia é “fornecer aos cidadãos informações verificadas, precisas e factuais, evitando dados sensacionalistas que podem levar ao pânico geral e ao medo”.

Imprensa e mudança .jpg

Assim, o posicionamento noticioso e a definição clara das fontes de informação, essenciais e credíveis, permitem o suporte seguro para o trabalho esperado pelos leitores de hoje e de amanhã. Ultrapassada esta conjuntura ímpar e preocupante, há que olhar para o futuro e perspetivar rumos, sem esquecermos que vão ser necessárias medidas de apoio para a comunicação social; necessidade já reconhecida, entre outras associações e organizações, pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social. “Numa altura em que o país atravessa “uma situação nunca antes vivida”, importa garantir que a comunicação social, “nomeadamente os órgãos de âmbito local, podem continuar a cumprir as suas funções de informar e de manter acompanhados todos aqueles que agora estão sujeitos a um ainda maior confinamento e isolamento social, sendo que ajudar a comunicação social local a manter-se em funcionamento é, “uma medida de interesse nacional”.

O seu papel continuará a ser de grande importância, aliado a uma eminente função pedagógica que passa, nomeadamente, por implementar a consciencialização dos deveres e cuidados do cidadão face a situações de emergência.

Hoje o perfil da emergência foi o que todos sabemos, mas se numa situação futura (que desejamos nunca ocorra) houver um corte prolongado de energia elétrica, por exemplo? Estamos preparados para receber a informação? As rádios locais (que podem constituir-se como verdadeiras antenas da proteção civil) estão equipadas com geradores que lhes permitam as emissões e a consequente difusão das orientações/recomendações por parte das entidades competentes? Qual a percentagem de cidadãos que têm tomado devida nota da necessidade de um “kit de emergência” (onde nomeadamente, estejam produtos para necessidades básicas, medicamentos, máscara, cópias de documentos de identificação, um rádio portátil e lanterna com pilhas extra, etc,)? Não temos que ser apenas agentes de saúde pública (como se tem apelado, embora haja ainda alguns a assobiar para o lado…) mas também de proteção civil.

Este tempo de pandemia deve ser também de profunda reflexão, espírito de solidariedade e cooperação, determinação em superar as dificuldades, de valorização dos vários setores profissionais, de medidas objetivas e de preparação (a possível, é óbvio) para novas ocorrências, onde a informação credível e imediata será sempre necessária. (Helder Sequeira)

 

In jornal O Interior 23|04|2020

 

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publicado às 00:01

O dia da Rádio

por Correio da Guarda, em 13.02.17

 

     Hoje é comemorado o Dia Mundial do Rádio.

    Desde 2012 que esta data se constitui como oportunidade para assinalar a importância do rádio, quer como meio de informação, quer como agente de educação e cultura.

dia-mundial-dp-radio-2017.jpg

     Em Portugal a audiência radiofónica, diária, é na ordem de 4,9 milhões de pessoas, o que traduz a importância deste meio e a sua forte implantação. É significativo que o tema para a edição do Dia Mundial do Rádio de 2017 seja, precisamente, “O rádio é você!”.

    Trata-se de um desafio a um maior envolvimento dos ouvintes na definição dos novos rumos da radiodifusão, no incremento de novas dinâmicas onde tenha lugar uma efetiva participação dos públicos.

    Aliás, na mensagem que a diretora-geral da UNESCO divulgou a propósito desta efeméride, “o rádio nunca foi tão dinâmico, atraente e importante”. Irina Bokova, lembrando a época conturbada que vivemos, evidencia o rádio como “uma plataforma duradoura para unir as comunidades. No caminho do trabalho, em nossas casas, escritórios e espaços abertos, em momentos de paz, de conflitos e emergências, o rádio continua a ser uma fonte essencial de informação e conhecimento, abrangendo diferentes gerações e culturas, inspirando-nos com a riqueza da diversidade humana e conectando-nos com o mundo”.

    A diretora-geral da UNESCO acrescenta, depois, que “o rádio fornece uma voz para mulheres e homens de todas as partes. Ele escuta seus públicos e responde a suas necessidades. Ele é uma força para a dignidade e os direitos humanos, bem como um poderoso catalisador de soluções para os desafios enfrentados pelas sociedades. É por isso que o rádio é importante para fazer avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O avanço nas liberdades fundamentais e a promoção do acesso público à informação são elementos essenciais para fortalecer a boa governança e o Estado de direito, assim como para aprofundar a inclusão e o diálogo.”

Microfone HS.jpg

      Esse diálogo é fundamental para que tenhamos um rádio cada vez com mais abrangência e qualidade; o trabalho, no rádio, está em aperfeiçoamento constante e deve representar um incentivo diário para novas metas qualitativas. E ao nível das propostas informativas, musicais e culturais é bom não esquecer a importância da voz que não deve passar para um papel secundário; estamos a falar do radio, de comunicação.

    A voz é indissociável do rádio, convertendo-a em magia e paixão; daí a necessidade de alimentar com palavras, com voz, mesmos os espaços inseridos em horários com menor índice de audição, que não devem ser menosprezados. É a voz que dá dimensão à presença do rádio, seja qual for o ponto ou lugar de sintonia; faz a diferença perante minutos e minutos sequenciais de música.

   A força do rádio está na dinâmica e na postura de quem o faz, na sua capacidade de comunicação. E o rádio é isso mesmo e uma presença constante no nosso quotidiano; um meio que devemos continuar a valorizar!

 

 

 

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publicado às 00:20

Telefonia

por Correio da Guarda, em 02.08.15

 

Receptor de RÀDIO.JPG

 

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publicado às 13:08

Rádios no Museu Natural da Electricidade

por Correio da Guarda, em 25.08.14

 

     “Rádios do Século XX – Onda Média e Frequência Modulada” é o tema da exposição que, até 11 de Outubro, está patente no Museu Natural da Electricidade, em Seia.

     Esta mostra reúne objetos museológicos do percurso histórico da rádio nas primeiras sete décadas do século passado.

    “A ligação da rádio a este espaço museológico é evidente, pois na região da Serra da Estrela, a difusão da rádio só foi possível em virtude da entrada em funcionamento, em 1909, da Central Hidroelétrica da Senhora do Desterro, hoje Museu Natural da Eletricidade”, salientou uma nota informativa da Câmara Municipal de Seia.

    De referir que o Museu Natural da Eletricidade se encontra a funcionar desde 2011 no edifício da antiga Central Hidroelétrica.

 

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publicado às 18:48

Rádios do século XX

por Correio da Guarda, em 11.04.14

     No Museu da Electricidade (ME), em Seia, está patente, desde hoje e até 11 de Outubro, a exposição “Rádios do Século XX – Onda Média e Frequência Modulada”.

     Esta exposição pretende dar a conhecer a evolução estética e tecnológica dos aparelhos de rádio, nas primeiras sete décadas do século passado.

     Ainiciativa  do ME tem a colaboração do Museu dos Rádios Antigos, de Vila Nova de Tazém.

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publicado às 23:57

Concerto de Áurea no Teatro Municipal da Guarda

por Correio da Guarda, em 20.10.11

    A cantora Áurea vai actuar na Guarda, no próximo dia 22, pelas 21h30, no palco do Grande Auditório do TMG. Este concerto, no Teatro Municipal da Guarda integra o programa da sua primeira digressão nacional.

    Aos 23 anos de idade, Áurea tomou de assalto as rádios nacionais com o single “Busy for me” do seu disco de estreia intitulado “Áurea”.

    Detentora de uma voz poderosa e cativante, ela foi considerada a voz revelação de 2010, recebeu também um Globo de Ouro na categoria de melhor intérprete individual.

 

     fonte: TMG

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publicado às 00:03


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