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(Re)Visitar Almeida

por Correio da Guarda, em 23.07.18

ALMEIDA - foto Helder Sequeira.jpg

    No próximo mês, de 24 a 26, vai ter lugar em Almeida mais uma recriação histórica dos episódios históricos registados aquando da terceira invasão francesa.

   Entretanto, amanhã, terça-feira (24 de Julho) assinala-se mais um aniversário da trágica batalha do Côa, no decurso da progressão dos militares franceses. As tro,pas anglo-lusas lutaram contra as forças do exército francês do Marechal Ney, no local do Cabeço Negro, junto às margens do rio. Esta batalha antecedeu a queda da fortaleza de Almeida e a sua ocupação pelas tropas que entraram em Portugal, sob o comando de Massena.

    Este rio, recorde-se, foi até 1297 foi o limite da fronteira entre os territórios dos reinos de Portugal e Castela; atravessa o concelho de Almeida e é um dos poucos a correr de sul para norte.

    Com a assinatura do Tratado de Alcanices, por D. Fernando de Castela e D. Dinis de Portugal, o castelo de Almeida – entre outras fortalezas – passou para o domínio da coroa portuguesa.

     Esta zona teve uma grande importância estratégica, do ponto de vista militar; aqui se travaram, ao longo dos séculos, várias batalhas.

    A importância da fortaleza de Almeida cedo foi acentuada; após o primeiro de Dezembro de 1640, o rei D. João IV ordenou a sua reparação, face aos momentos e às difíceis contendas que se avizinhavam.

  Desde logo ficou percetível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo bélico de manutenção da independência. A vila foi transformada em sede do quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais importante praça do reino português.

Álvaro de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida, empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema de fortificações de que estava dotada.

Mais tarde a história de Almeida cruza-se com as célebres, quanto dramáticas, invasões francesas.

    Destas, a terceira incursão conduzida por André Massena foi a que deixou marcas mais profundas na denominada “Estrela de Pedra”.

    Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas francesas o objectivo do exército invasor era o domínio da praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia. Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres.

    Nos primeiros dias de Agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de Agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

    O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia. Na manhã seguinte, 27 de Agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

    A fortaleza de Almeida, em estilo Vauban, tem uma planta em forma de estrela irregular, integrando seis baluartes: o de S. Francisco, São João de Deus, Santa Bárbara (designado também de Praça Alta), do Trem (ou de Nossa Senhora das Brotas), Santo António e São Pedro, articulados com idêntico número de revelins. O conjunto monumental deste baluarte beirão encontra-se rodeada por largos e profundos fossos.

   Para além das majestosas Portas de Santo António e São Francisco destacam-se no complexo desta fortaleza abaluartada as casamatas, espaços subterrâneos cuja estrutura e solidez os tornava imunes às bombas da época.

    No interior do perímetro amuralhado encontra-se o Quartel das Esquadras que ficou a dever-se ao Conde de Lippe (Frederico Guilherme de Schaumburg-Lippe), edifício onde estiveram instaladas forças de infantaria; a antiga Casa dos Governadores da Praça de Almeida; o edifício do Corpo da Guarda Principal (onde funciona a Câmara Municipal), a Igreja da Misericórdia, a Casa dos Vedores Gerais, a Casa da Câmara e o Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto (atual Igreja Matriz) são outros edifícios emblemáticos desta vila do distrito da Guarda, onde vai, uma vez mais, uma interessante e expressiva recriação histórica.

    Um bom pretexto para o leitor (re)visitar Almeida.

 

 

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publicado às 23:56

Símbolo

por Correio da Guarda, em 20.06.18

Bandeira HS.jpg

 

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publicado às 13:00

Património agonizante...

por Correio da Guarda, em 18.05.18

 

     O Ano Europeu do Património Cultural está a ser celebrado, pela primeira vez, por iniciativa da União Europeia, balizado pelos objetivos da promoção da diversidade e do diálogo interculturais e da coesão social.

     Como foi divulgado, esta é uma oportunidade para a “realização de iniciativas envolvendo as comunidades, os cidadãos, as organizações, as entidades públicas e privadas, contribuindo para uma maior visibilidade da cultura e do património e para o reconhecimento da sua importância e do seu caráter transversal em todos os setores da sociedade.” Se atentarmos numa especificação mais pormenorizada dos objetivos, verificamos que eles apontam para incentivar uma abordagem centrada nos cidadãos, inclusiva, prospetiva, integrada e transectorial; promover modelos inovadores de governação e de gestão a vários níveis do património cultural que envolvam diferentes partes interessadas; realçar o contributo positivo do património cultural para a sociedade e para a economia; promover estratégias de desenvolvimento local na perspetiva da exploração do potencial do património cultural através da promoção do turismo cultural sustentável.

    O conceito de património não se circunscreve, atualmente, à conceção que prevalecia há algumas décadas anos atrás, resumindo-o a monumentos, às coleções de pintura, às esculturas e a palácios. “A memória coletiva de uma determinada população estende-se aos territórios onde vive, aos seus monumentos, aos vestígios do passado e do presente, aos seus problemas, à cultura material e imaterial e às pessoas”.

    Assim, o património edificado é uma das várias abordagens que podem ser efetuadas de entre a definição mais lata de património cultural. É, aliás, a este nível que têm sido cometidos os maiores atentados, perante a indiferença e a impunidade de quem, por direito, tinha obrigação de atuar.

    Essa apatia começa, como tivemos já a oportunidade de escrever neste jornal, no próprio cidadão comum, conquistado por um doentio comodismo que orienta os seus padrões culturais no limitado horizonte do quotidiano profissional ou dos amenos diálogos e discursos (convenientes) dos círculos de convívio e lazer. Escasseia a sensibilidade cívica…

Saanório Sousa Martins - Pavilhão - foto HS.jpg

     Na Guarda, os pavilhões que outrora pertenceram ao Sanatório Sousa Martins são um exemplo dessa falta de sensibilidade cívica e outrossim do desleixo continuado de entidades oficiais ou da incapacidade reivindicativa (de sucessivas administrações) para contrariarem o caminho da ruína e destruição conducente a “um túmulo de memória”.

     Uma atitude tanto mais criticável quanto o Sanatório foi uma instituição que marcou o desenvolvimento da cidade durante a primeira metade do passado século; a passagem (hoje dia 18 de maio de 2018) de mais um aniversário da sua inauguração é um bom pretexto para voltarmos a sublinhar, uma vez mais, o estado de ruína deste património citadino.

     A inauguração (inicialmente prevista para 28 de abril e depois para 11 de Maio) dos três pavilhões que integravam o Sanatório ocorreu a 18 de maio de 1907, com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia que materializou nesta instituição de tratamento da tuberculose a homenagem a Sousa Martins, atribuindo-lhe o nome daquele clínico, cuja ação e dinamismo ela tinha já evocado numa intervenção pública, no seio da Associação Nacional aos Tuberculosos, realizada em 1889.

    “Aos dezoito dias do mês de Maio de mil novecentos e sete, num dos edifícios recentemente construídos no reduto da antiga Quinta do Chafariz, situada à beira da estrada número cinquenta e cinco, nos subúrbios da cidade da Guarda, estando presentes Sua Majestade a Rainha Senhora Dona Amélia (...), procedeu-se à solenidade da abertura da primeira parte dos edifícios do Sanatório Sousa Martins e da inauguração deste estabelecimento da Assistência Nacional aos Tuberculosos, fundada e presidida pela mesma Augusta Senhora (...)”.

     Assim ficou escrito no auto que certificou a cerimónia inaugural da referida estância de saúde, da qual, por muitos e diversos motivos, resta hoje uma pálida imagem.

   O Sanatório foi, durante décadas, o grande cartaz de propaganda da Guarda, “a cidade da saúde”; hoje, o que resta, está com péssimo prognóstico e certamente nem os “ares” do Ano Europeu do Património Cultural, nem os objetivos anteriormente mencionados vão minorar a “doença” ainda com cura…

    Na Guarda do património e da cultura o estado de degradação dos Pavilhões D. António de Lencastre e Rainha D. Amélia exige e merece medidas concretas e eficazes de defesa e salvaguarda, pois fazem parte da história da cidade e da história da saúde em Portugal. (Helder Sequeira)

 

 

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publicado às 07:45

Fórum sobre toponímia vai decorrer na Guarda

por Correio da Guarda, em 27.03.18

 

     Evidenciar a toponímia como referência de valores históricos, culturais e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários é o objetivo do “Fórum sobre Toponímia” que o Instituto Politécnico da Guarda vai promover a 26 de Outubro de 2018.

    “Se a toponímia tem uma importância inquestionável na delimitação de espaços, permite, por outro lado, apreender a matriz de um povo, a organização sócio geográfica, o desenho da malha urbana de épocas passadas, o conhecimento e investigação de sítios históricos ou arqueológicos, o papel do povo na salvaguarda da atribuição de nomes que a tradição consolido”, refere a Organização deste Fórum, que vai já na sétima edição.

    “O estudo e valorização da toponímia permitem, um melhor conhecimento de cada aldeia, cada vila e cada cidade. Assim, ao promover este Fórum, o Instituto Politécnico da Guarda pretende contribuir para um melhor conhecimento do País, dos valores históricos, culturais, sociais e políticos a ele associados” é ainda afirmado a propósito desta iniciativa que pretende ter um âmbito nacional.

    Os interessados em apresentar comunicações devem efetuar a submissão dos seus trabalhos até 25 de Julho de 2018  enquanto que as pessoas interessadas em participar devem fazer a sua inscrição (gratuita mas obrigatória) até 25 de Setembro.

    Outras informações complementares estão disponíveis em www.ipg.pt/toponimia

toponimia2018.jpg

 

 

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publicado às 07:34

Feliz Ano Novo

por Correio da Guarda, em 01.01.18

ANO NOVO - Correio da Guarda.jpg

 

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publicado às 00:01

Igreja da Misericórdia

por Correio da Guarda, em 17.12.17

Igreja da Misericórdia - HS.JPG

 

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publicado às 10:15

Catedral da Guarda

por Correio da Guarda, em 23.10.17

Catedral da Guarda - HS 2017.jpg

 

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publicado às 07:48

Cantos de cego da Galiza e Portugal

por Correio da Guarda, em 16.08.17

Canto 1.jpg

     César Prata continua a apresentar, ao lado do músico galego Ariel Ninas, o trabalho "Cantos de cego de Galiza e Portugal. O próximo espetáculo terá lugar no próximo dia 26 de Agosto, pelas 21h30, em Peso da Régua.

     “Cantos de cego da Galiza e Portugal” é um concerto temático sobre uma personagem singular na cultura musical ibérica: o cego, que desde a Idade Média povoava o universo sonoro das feiras e romarias, contando e cantando histórias de crimes, romances e feitos históricos.
Dois músicos, um galego e um português, lançando mão de diversos instrumentos (sanfona, guitarra, braguesa, guitalele, harmónio, harmónica, percussões), cantam e tocam canções de cego.

     A sanfona, instrumento de origem medieval e companheira certa dos cegos cantores, ocupa um papel central neste concerto que junta canções galegas e portuguesas recentemente gravadas no disco “Cantos de cego da Galiza e Portugal”, editado por a Central Folque da Galiza.

    "Cantos de cego da Galiza e Portugal" é "uma viagem pelo universo da transmissão oral e musical de notícias antes da massificação dos meios de comunicação. Ou, se se preferir, como ainda ouvir os romances de assassinatos, traições e outras coisas bizarras, importantes ou aterradoras ocorridas nos lados norte e sul da Ibéria Ocidental", como sublinhou "O Fado e Outras Músicas do Mundo". Leia mais, aqui.

 

 

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publicado às 23:06

Desenvolvimento de aplicações dermobiotecnológicas

por Correio da Guarda, em 30.07.17

 

      O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) obteve, recentemente, a aprovação e financiamento dos seis projetos submetidos ao Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica (SAICT) dos quais é líder. O IPG obteve o pleno de candidaturas que a instituição se podia submeter e assegurou a participação em mais nove projetos com instituições de Ensino Politécnico congéneres. Uma das candidaturas aprovadas relaciona-se com o projeto “Desenvolvimento de aplicações dermobiotecnológicas com base nos Recursos Naturais da Região das Beiras e Serra da Estrela (DermoBio)”.

     A biotecnologia aplicada aos recursos naturais ganhou uma importância considerável nas últimas décadas, devido ao seu grande potencial para desenvolver produtos com aplicação na indústria alimentar, farmacêutica e cosmética. A principal vantagem de trabalhar com compostos naturais é a possibilidade da sua extração/purificação usando técnicas de “química verde”, para além de ser possível o screening de novos compostos/espécies menos estudadas com um enorme potencial biotecnológico e que irão responder e satisfazer os elevados requisitos da indústria contribuindo para o desenvolvimento sustentável do território.

     O interesse científico da Beira Interior advém do seu potencial de exploração para o desenvolvimento de novos produtos assente no conceito territorial de natureza, nomeadamente o uso de águas termais e óleos essenciais.

DermoBIO - projeto IPG.jpg

      Tendo por base as suas propriedades físico-químicas, a água termal do Cró tem diferentes indicações terapêuticas, nomeadamente em dermatologia, aprovadas pela Direção Geral de Saúde, a sua veiculação em formulações dermocosméticas recorrendo a micro e/ou nanotransportadores para promover a permeação através da pele é proposta como uma das mais relevantes ferramentas de inovação do sector com o desenvolvimento de produtos novos e competitivos de turismo termal.

    Por outro lado, o uso de compostos naturais (óleos essenciais) no desenvolvimento de novas formulações dermocosméticas tem sido referida como uma das mais interessantes apostas do setor quando consideradas as suas atividades biológicas extensamente descritas.

     Assim, serão destacadas as aplicações das águas termais e dos óleos essenciais característicos da região, em particular no campo do desenvolvimento de sistemas inovadores em cosmética e entrega direcionada de moléculas bioativas, após uma caracterização e avaliação da sua eficácia e segurança.

    Para André Araújo Pereira, investigador responsável do projeto, o seu desenvolvimento “permitirá explorar dois recursos endógenos da região da Beira Interior (água termal das Termas do Cró e os óleos essenciais produzidos pela empresa Planalto Dourado) para o desenvolvimento de produtos cosméticos, que poderão constituir produtos regionais, únicos e diferenciados, de impacto relevante nos mercados de saúde e de bem-estar”.

 

 

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publicado às 08:22

Projeto EuroAGE

por Correio da Guarda, em 18.07.17

 

     No Instituto Politécnico da Guarda decorreu, recentemente, a segunda reunião do grupo de trabalho do projeto EuroAGE - Iniciativas inovadoras para el impulso del envejecimiento activo en la región EuroACE (Alentejo, Centro e Extremadura-Espanha).

    Esta reunião contou com a presença de mais de uma dezena de investigadores oriundos de instituições espanholas (Centro de Cirugía de Mínima Invasión Jesús Usón, Universidad de Extremadura, Cluster sócio sanitário da Extremadura) e portuguesas (Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Castelo branco e Universidade de Coimbra).

    Na agenda de trabalhos estiveram assuntos relativos à análise e discussão das estratégias em vigor para promoção do envelhecimento ativo na região euroACE e às diferenças de contexto, de leis e normativas existentes entre Portugal e Espanha no que concerne aos direitos, proteção e apoio ao idoso. No decorrer deste encontro foram ainda discutidos os desafios a ultrapassar na implementação de novas tecnologias como instrumentos auxiliadores na prevenção do declínio físico cognitivo e social observado nos idosos.

    “Os resultados desta reunião foram fundamentais para traçar o desenvolvimento das próximas ações em estreita relação com os agentes que se encontram no terreno”, como adiantou Carolina Chã, investigadora do IPG ligada a este projeto.

 

 

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publicado às 09:41


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