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A Memória das Coisas...

por Correio da Guarda, em 28.07.12

 

     A Memória das Coisas foi a designação de um interessante projecto (coordenado por Américo Rodrigues) que a autarquia guardense desenvolveu, alguns anos atrás com o objectivo de evocar algumas das realidades locais, do tempo passado, em cuja recordação se reencontram gestos e afectos esquecidos.

     Pelo Paço da Cultura passaram diversos quadros rurais e memórias de uma região que convidaram a uma permanente descoberta e constituíram alertas para propostas de investigação, em várias vertentes.

     O simples facto de se trazer até ao centro da cidade, junto do público citadino, múltiplas facetas de épocas e vidas foi, por si, extremamente positivo, na medida em que roubou ao esquecimento colectivo quadros ímpares de vivências, alimentadas na tradição e percursos individuais e distintos.

     Muitas memórias foram, desse modo, desfolhadas nas salas do Paço da Cultura para onde – e isto é extremamente importante – convergiram públicos distintos, com naturais de algumas das localidades representadas a manifestarem a alegria da redescoberta ou mesmo o conhecimento de aspectos ignorados mas nem por isso menos emotivos no contacto e no diálogo suscitados pela proposta expositiva.

     Paralelamente, ressaltaram, das várias Memórias das Coisas, a riqueza cultural e humana das nossas terras, a simplicidade e grandiosidade dos gestos, das emoções e convicções, as atitudes solidárias ou o sentir religioso; o rigor do trabalho rural, a arte popular, a resignação perante a vida e a morte, a influência do meio geográfico, os sulcos da interioridade, o pulsar da vida regional.

    Estas exposições contribuíram, inquestionavelmente, para uma aproximação com os nossos valores e referências históricas e culturais, assumindo-se como desafio consciente à salvaguarda de todas estas memórias, da nossa própria identidade local e regional.

     Hoje, mais do que nunca, é importante revitalizar este tipo de iniciativas, tanto quanto sabemos descontinuadas; certamente que por parte das nossas freguesias, instituições ou colectividades não deixaria de haver a imprescindível cooperação e colaboração.

    É importante que não se perca a nossa identidade e as preocupações culturais, pesem as opiniões contrárias de alguns pretensos “iluminados”…

 

 

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