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Espaço de memória e diálogo...

por Correio da Guarda, em 21.02.20

 

A denominada imprensa regional tem, no nosso país, uma expressão muito particular. No passado século, ao longo do território nacional, floresceram os mais variados títulos que deram voz a múltiplas posturas e cuja influência deixou traços indeléveis na historiografia regional.

Muitos desses jornais evoluíram, como sabemos, em função das conjunturas políticas, sociais e económicas; os seus exemplares constituem, inquestionavelmente, importantes documentos para o estudo do perfil de cada região, das mentalidades, das instituições e das vivências.

Os jornais, se por um lado representam um rico espólio cultural são, por outro, um auxiliar precioso na investigação que se pretenda efetuar, em vários domínios, acerca da região em que foram editados ou à qual circunscreveram a sua cobertura, independentemente da periodicidade.

Imprensa Regional.jpg

A imprensa regional tem, por mérito próprio, um lugar de destaque na cultura portuguesa, constituindo um baluarte da forma de estar e de ser, das nossas gentes, das nossas terras; foi – e os jornais do interior assim o comprovam — um eminente elo de ligação com aqueles que residiam noutras regiões e com os nossos compatriotas radicados na Europa ou noutros continentes, mantendo ainda essa presença alargada hoje, sobretudo, através das plataformas digitais.

Trabalhar com profissionalismo e serenidade na imprensa regional não se pode dizer que, mesmo nos dias de hoje, seja tarefa fácil; só quem conhece e sente os seus problemas, o entusiasmo do ciclo do nascer e morrer de cada edição pode apreender verdadeiramente a vivência e peculiar dos jornais, barómetros permanentes dos factos e conjunturas das zonas em que são editados, outrossim um motor de energias e esperanças.

A imprensa regional tem sabido afrontar o seu destino, as suas vicissitudes, alimentando o direito à informação, desempenhando a sua função social. O número de publicações periódicas tem oscilado, mas a região da Guarda não perdeu, felizmente, a sua rica tradição jornalística e registou uma notória evolução gráfica e qualitativa da imprensa.

O distrito da Guarda, como bem evidenciou J. Pinharanda Gomes, foi “pioneiro da imprensa política regional e da imprensa católica nacional” continuando, no presente, a honrar a tradição no campo da comunicação social, tendo trilhado, em muitos casos, novas perspetivas e horizontes, como é o caso deste semanário que completa 20 anos de edições ininterruptas.

A história da imprensa e da cultura cruza-se com dos equipamentos tipográficos pois em tantas situações foi acertado “o passo espiritual pela celeridade mecânica” que se refletiu também noutros sectores da vida económica e social.

Como tem acontecido com outras parcelas do nosso património, o esquecimento atingiu as velhas peças das antigas tipografias, elementos primordiais para o conhecimento da evolução operada no sector gráfico.

Nesta região existem (por enquanto e se não houver atitudes/medidas de preservação e salvaguarda) testemunhos desse percurso, de uma época em que as máquinas de impressão não tinham o auxílio da energia elétrica, a composição era manual e as zincogravuras eram indispensáveis para ilustração dos textos. Estamos perante realidades tão próximas e simultaneamente tão distantes; espaços onde se cruzaram saberes, arte, experiências múltiplas, vidas, entusiasmos, dificuldades, episódios ímpares de que brotaram as mais diversas publicações ou trabalhos gráficos.

Continuamos alheios a um património que corre o risco de se perder irremediavelmente, face à marcha célere do progresso, da evolução técnica, do redimensionamento dos mercados ou das novas exigências empresariais e comerciais.

Num período em que as muitas atenções estão centradas no processo de candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura não seria totalmente despropositado equacionar a criação, nesta cidade, de um espaço de memória e diálogo, interpretativo, dedicado às Artes Gráficas (capaz de contribuir para salvaguarda, estudo e divulgação do espólio das tipografias de uma região foi rica em títulos de imprensa local) e à Comunicação Social (pois se houve pioneirismo na Imprensa não devemos, de forma alguma esquecer a radiodifusão sonora, mormente a Rádio Altitude cujas primeiras ondas hertzianas remontam ao longínquo ano de 1946).

É imperioso alertar/sensibilizar a comunidade, as instituições e entidades para que sejam desencadeadas as necessárias estratégias de forma a não se perderem os insubstituíveis valores existentes, assegurando o seu e conhecimento pelas gerações do presente e do futuro, facilitando e incentivando o seu estudo, honrando a imprensa e a rádio, intervindo culturalmente. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior", 20|02|2020

 

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publicado às 07:42

Registos...

por Correio da Guarda, em 25.04.19

Guarda - Museu - HS.jpg

 

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publicado às 23:39

Museu da Guarda

por Correio da Guarda, em 11.04.19

Museu da Guarda - foto HS.jpg

 

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publicado às 23:32

Museu Português da Migração

por Correio da Guarda, em 24.05.17

 

     O Museu Português da Migração (MPM) poderá vir a ser instalado no Sabugal, de acordo com informação divulgada pela Câmara Municipal local.

    Segundo a autarquia sabugalense, o conceito, inicialmente explorado como Etnocentro – Fronteira de Memórias, tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, a quem foi apresentado em Novembro de 2016, e evoluiu para "um lugar de interpretação dos processos migratórios que se desenvolverá de forma dinâmica entre o local e o Global: um museu no Sabugal sobre Portugal no mundo – o Museu Português da Migração".

   O MPM abordará a temática da migração centrada nas diversas motivações dos migrantes (económicas, profissionais, sociais, politicas), das suas diversas escalas (desde os movimentos internos aos movimentos pelo mundo) e dos processos de integração  (a partilha de culturas/multiculturalidade e as novas formas de comunicação como facilitadoras dos fenómenos migratórios).

    Como foi dado a conhecer pelo munícipio o Sabugal, vão ser abordadas, no referido Museu, temáticas complementares mais específicas do território de fronteira onde esta unidade museológica será implantada, estando previsto um espaço dedicado às fronteiras  (a fronteira encarada como “corte” e simultaneamente “elo de ligação” e o caso particular das relações transfronteiriças entre Portugal e Espanha no qual  a temática do contrabando será particularmente sublinhada).

 

    Fonte:Câmara Municipal do Sabugal

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publicado às 07:45

Casa da Memória Judaica

por Correio da Guarda, em 13.03.17

 

    No Sabugal foi inaugurada ontem a Casa da Memória Judaica da Raia Sabugalense.

   Situado no largo do Castelo do Sabugal, este novo espaço museológico pretende retratar a presença judaica naquele concelho, estando o mesmo integrado no Projeto Rotas de Sefarad – Valorização da Identidade Judaica Portuguesa no Diálogo Interculturas.

    Na Casa da Memória Judaica da Raia Sabugalense os visitantes são convidados a observar algumas peças referentes ao passado do imóvel e do centro histórico do Sabugal, assim como alguns conteúdos gráficos acompanhados de textos que fazem uma evocação da presença das comunidades judaicas nesta antiga vila, desde tempos medievais e modernos, devendo finalizar a visita no piso inferior, onde podem ainda ver um filme/documentário e um armário de parede, em pedra.

memoria judaica.jpg

     No decorrer da sessão, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal realçou que a autarquia quer que este espaço se constitua como mais um local de receção, atração turística e de usufruto junto da população residente, salvaguardando desta forma a memória do lugar, evocando também a memória de Natália Bispo, responsável pela abertura da Casa do Castelo e pela forte dinamização da temática judaica neste município.

 

    Fonte e foto: Município do Sabugal

 

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publicado às 08:10

Museu de Vilar Maior

por Correio da Guarda, em 08.08.16

 

     No Museu de Vilar Maior (Sabugal) vai ser inaugurada no próximo dia 10, pelas 18 horas, a exposição permanente daquela unidade museológica.

      "A criação do Museu de Vilar Maior surgiu da necessidade de expor condignamente o espólio recolhido ao longo dos anos pela professora Maria Delfina Marques, tendo sido inaugurado a 22 de agosto de 1998, sob a tutela da Associação Cultural, Desportiva e Social de Vilar Maior", de acordo com informação divulgada pela Câmara Municipal do Sabugal.

     A partir do espólio existente e do objetivo definido no Projeto Museológico criado, foram traçadas as linhas condutoras da nova exposição permanente tendo dois fulcros principais: o edifício e as peças.

     A história do edifício é contada através de algumas peças pertencentes ao conjunto, e o restante espólio (etnográfico, documental e religioso) foi dividido por vários núcleos, através da conjugação de objetos e grafismos, criados para o efeito, resultando em diversas áreas: a casa rural, o trabalho do campo, o ciclo do linho, os ofícios (barbeiro, alfaiate/costureira, carpinteiro), o rito litúrgico, a Misericórdia de Vilar Maior, enquadrados pela documentação gráfica e fotográfica (também pertencentes ao acervo) que revelam os traços da história da localidade.

 

    Fonte: CM Sabugal

 

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publicado às 18:51

Palavras e Poesia no Museu

por Correio da Guarda, em 17.03.15

 

CARTAZ FINALX.JPEG

 

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publicado às 10:09

Romanização das terras beirãs

por Correio da Guarda, em 25.02.15

 

     No Museu da Guarda está patente, até 18 de Maio, uma exposição subordinada ao tema “Aspectos da Romanização das Terras Beirãs de Entre Douro e Tejo”.

     Organizada pelo Museu da Guarda em colaboração com a Câmara Municipal desta cidade, a exposição incide sobre o período da romanização na zona geográfica referida, destacando as características gerais do povoamento da região, a rede de assentamentos principais e as suas mais destacadas tipologias.

 

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publicado às 21:46

Armas no Museu

por Correio da Guarda, em 23.01.15

 

     No Museu da Guarda foi ontem inaugurada uma exposição que integra o acervo da sua coleção de armaria.

     De referir que aquela instituição museológica possui um significativo conjunto de armas e acessórios militares, os quais permitem documentar a evolução da armaria do século XVII ao XIX.

     De acordo com a informação do Museu da Guarda, a “exposição de armaria do Museu da Guarda surge agora com uma museografia renovada, possibilitando uma leitura mais adequada dos objetos expostos e uma substituição mais frequente das armas, permitindo apresentar de forma rotativa toda a coleção».

     Com a renovação da “Sala das Armas” foi ampliada a capacidade expositiva daquele museu, viabilizando realização de outras exposições naquele espaço.

Sala de Armas.jpg

    Foto: Museu da Guarda

 

 

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publicado às 00:01

Rádios no Museu Natural da Electricidade

por Correio da Guarda, em 25.08.14

 

     “Rádios do Século XX – Onda Média e Frequência Modulada” é o tema da exposição que, até 11 de Outubro, está patente no Museu Natural da Electricidade, em Seia.

     Esta mostra reúne objetos museológicos do percurso histórico da rádio nas primeiras sete décadas do século passado.

    “A ligação da rádio a este espaço museológico é evidente, pois na região da Serra da Estrela, a difusão da rádio só foi possível em virtude da entrada em funcionamento, em 1909, da Central Hidroelétrica da Senhora do Desterro, hoje Museu Natural da Eletricidade”, salientou uma nota informativa da Câmara Municipal de Seia.

    De referir que o Museu Natural da Eletricidade se encontra a funcionar desde 2011 no edifício da antiga Central Hidroelétrica.

 

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publicado às 18:48


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