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Joaquim Albano Duarte: talento na fotografia

por Correio da Guarda, em 11.03.22

 

 

Natural da Guarda, onde nasceu em 1970, Joaquim Albano Duarte define o seu estilo como uma “abordagem fotográfica onde a elegância, o glamour, a sensualidade e a moda feminina são essenciais”.

A fotografia prendeu a sua atenção quando tinha 15 anos, após ter adquirido uma máquina fotográfica “perfeitamente vulgar”, como nos disse. A partir daí foi coligindo informação técnica e aos 17 anos dedicou-se à fotografia em contraluz e com luz de recorte, destacando a beleza feminina. Mais tarde interessou-se pelo registo fotográfico de paisagens e de casais que se diversificou ao longo da sua vida. Depois de uma paragem prolongada, devido a afazeres profissionais, retomou há cerca de oito anos os trabalhos fotográficos, com a paixão que coloca em tudo o que faz.

Joaquim Albano Duarte tem-se dedicado a fazer fotografia portrait e creativy photography em estúdio e fora dele. Ao CORREIO da GUARDA adianta que em breve “ficará disponível mais um livro de fotografia artística” que integrará trabalhos da sua autoria com exposições fotográficas em várias localidades nacionais

 

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Como foi o seu percurso académico e profissional?

Concluí a minha licenciatura de cinco anos em Engenharia Eletrotécnica e Computação em 1996 e depois o meu Mestrado em Gestão de Informação em 2002.

Comecei a trabalhar na Yoplait, depois passei por centros de formação, pela AIP, pelo IPG, ISACE, pelo Instituto de Odivelas, Colégio Militar, Academia de Música de Santa Cecília, Escola do Arco-Íris, Maristas de Lisboa, entre outros; sou o responsável por alguns sítios web e plataformas e-learning e b-learning de alguns colégios, colaboro com algumas lojas de moda, estilistas, maquilhadoras, agências de modelos, organizadores de eventos, entre outros.

 

Esteve algum tempo a lecionar, informática, no Politécnico da Guarda. O que representou essa experiência?

Foi uma experiência muito rica, a qual não esquecerei. Criei fortes laços de amizade e camaradagem nessa grande instituição. O IPG está recheado de grandes profissionais e muitos deles possuem grandes valores humanos.

 

Dos locais onde lecionou, até hoje, de qual guarda melhores recordações? E porquê?

O IPG, Instituto de Odivelas e AIP. Foram instituições que me marcaram por razões bastante diferentes. O IPG pelas razões acima apontadas, o Instituto de Odivelas pela forma como a instituição no seu todo motivava as alunas a “serem cada vez mais alto” – era este o lema da instituição. A AIP porque foi o local onde mais aprendi relativamente à gestão empresarial e de sistemas de informação.

 

Atualmente a sua inclinação vai mais para a docência ou para a fotografia?

Não tenho nenhuma inclinação, gosto muito das duas atividades. E também gosto muito de dar formação de fotografia e pós-produção a fotógrafos e modelos.

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Como e quando surgiu o interesse pela fotografia?

O interesse por fotografar pessoas começou aos 15 anos de idade com uma máquina analógica de rolo.

Na altura tentei fazer uma fotografia em contraluz e “rebentava” sempre, até que um dia em julho consegui a tal fotografia e a partir daí ganhei um enorme interesse.

 

O que o motivou a optar pela “Fineart”?

Gosto de fotografia onde tudo bata certo da forma mais natural possível. Gosto muito de fazer fotografia desde a produção, passando pela edição culminando na pós-produção. As fotografias artísticas são as que mais prazer me dão fazer, daí o fineart.

 

Tem trabalhado mais com modelos profissionais?

Raramente. Normalmente contacto ou sou contactado por pessoas do sexo feminino para fazermos fotografia e, algumas delas são depois convidadas para fazer trabalhos profissionais. Assim como eu, claro.

 

Há alguma(s) modelo(s)? com que goste mais de trabalhar?

Sim, claro. Há modelos com as quais gosto muito de trabalhar e indico-as para outros trabalhos.

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Qual o trabalho que envolveu uma maior produção?

Os trabalhos que envolveram maior produção foram aqueles que obrigaram à utilização de maquilhagem de corpo inteiro.

 

E aquele que lhe deixou melhores recordações?

Não tenho nenhum trabalho que me tenha deixado melhores recordações, tenho muitos! São demasiados para os listar aqui. Tenho tido imensa sorte nesta matéria.

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Quais são as condições fundamentais para que se desenvolva uma boa sessão fotográfica?

O planeamento, a logística, a qualidade técnica e artística das pessoas envolvidas e não permitir a entrada de pessoas tóxicas.

 

Em média, qual é o tempo que demora numa sessão fotográfica? E na edição?

O tempo de uma sessão varia imenso. Se a produção for de moda, a sessão demora cerca de quatro horas.

A edição (tecnicamente é a pós-produção) varia muito de fotografia para fotografia, mas em média demora entre uma hora e uma hora e meia. Nos trabalhos mais artísticos, o trabalho de “edição” pode chegar facilmente às seis horas.

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Quais os principais clientes? Empresas? Clientes individuais?

Os principais clientes têm sido pessoas individuais. Estas clientes não permitem a publicação de qualquer fotografia na Internet ou em qualquer outro lado que não a casa ou o escritório das próprias.

Por vezes convidam-me para ir a casa delas e fico encantado ao ver fotografias artísticas por mim produzidas numa parede.

 

Acha que o interesse pela fotografia tem vindo a crescer nos últimos anos?

O meu interesse tem sido constante. Há momentos em que decresce e há outros momentos em que aumenta. Mas, em termos médios, o interesse tem sido constante. A nível global, julgo que o interesse tem diminuído.

 

O seu trabalho implica uma permanente atualização dos equipamentos?

Não. Implica sim, uma permanente atualização técnica, científica e artística. A nível de equipamentos não tenho tido necessidade de fazer atualizações demasiado regulares.

O mais importante é a criatividade, a competência técnica e artística e a expressão da modelo.

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Os preços dos equipamentos são hoje mais acessíveis?

Não me parece. O equipamento é muito caro para o rendimento médio português.

 

Tem algum projeto, em mente, ao nível da fotografia?

Tenho sempre vários projetos em mente, mas prefiro guardá-los para mim porque já reparei que apenas assim os consigo concretizar sem demasiadas dificuldades e atropelos.

Posso, no entanto, avançar que em breve ficará disponível mais um livro de fotografia artística onde estão trabalhos da minha autoria com exposições fotográficas em várias localidades nacionais ainda este ano e no próximo.

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Reside longe da Guarda. Acompanha o que se passa na cidade? Vem com frequência à Guarda?

Sim, resido longe da cidade mais alta. Acompanho na medida do possível. Não consigo ir com a frequência que gostaria à Guarda porque tenho o meu tempo muito preenchido com as minhas atividades profissionais, artísticas e sociais.

 

O que mais gosta de rever na Guarda?

Alguns familiares e amigos, o nevoeiro e, claro, a neve. A nível da cidade gosto sempre de fazer esta ou aquela fotografia com modelos ou candidatas a modelo em recantos lindíssimos que a cidade tem, mas que não devo aqui explanar.

 

E quais as principais carências que encontra na cidade?

A cidade tem o problema crónico da falta de oportunidades de realização profissional, artística e cultural. Não é um problema apenas da Guarda, é um problema nacional, mas na Guarda sente-se muito mais.

 

 

 

 

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publicado às 18:50

Laboratório de Prototipagem

por Correio da Guarda, em 28.07.13

 

     O Laboratório de Prototipagem do Politécnico da Guarda tem vindo, cada vez mais , a ser solicitado para a execução dos mais variados protótipos.

    Através do equipamento ali existente é possível a construção rápida de protótipos funcionais em material ABS, com elevada precisão, durabilidade e a custos competitivos.

    Miguel Lourenço, responsável pelo referido Laboratório, adiantou que são ali produzidos “modelos robustos e funcionais capazes de suportar testes funcionais e rigorosos”.

    Através do equipamento existente, o serviço está apto a responder às mais variadas solicitações, por parte de empresas, estabelecimentos comerciais ou particulares. O desenho do trabalho pretendido basta para se iniciar o desenvolvimento do protótipo desejado, que pode ser relativo a um componente de uma máquina, ferramenta, automóvel antigo ou a uma peça desgastada que não exista já no mercado.

   Com a tecnologia ali disponível, o Politécnico reforça as suas competências e capacidade de oferta à indústria e serviços na área do design, arquitetura e prototipagem rápida; por outro lado oferece uma mais-valia para o Curso de Design do Equipamento, lecionado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão.

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publicado às 12:05


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