
Alojamento: SAPO Blogs
Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Notícias da Guarda e região | Reportagem | Crónicas | Entrevistas | Apontamentos | Registos
O dia de hoje vai ser um dos mais frios prevendo-se para a cidade da Guarda que a temperatura máxima ande à volta dos 3 graus, enquanto que a mínima poderá chegar aos 3 negativos. O vento (moderado a forte de Nordeste e Norte) contribuirá para a agravar a sensação térmica.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou seis distritos sob aviso amarelo, devido ao tempo frio, entre a meia noite de hoje e as 9 horas de amanhã, terça-feira. O distrito da Guarda é um dos abrangidos por este aviso do IPMA.
De acordo com a informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as previsões meteorológicas apontam para tempo frio nos próximos dias, com alguns distritos do Norte de Portugal continental a registarem temperaturas negativas.
A Direção Geral de Saúde (DGS) lembra que "quando a temperatura desce, o risco de doenças respiratórias, agravamento de condições crónicas e acidentes aumenta", recomendando que devem evitar-se "exposições prolongadas ao frio e mudanças bruscas de temperatura" e aconselhando que se vista " por camadas, ajustando a roupa ao ambiente — esta é a melhor forma de se manter confortável; proteja as extremidades: usar gorro, luvas, cachecol, meias quentes e calçado antiderrapante para prevenir perda de calor e quedas; mantenha a pele hidratada, principalmente mãos, pés, cara e lábios; quando estiver dentro de casa, há coisas que pode fazer para se manter aquecido e reduzir o risco de desenvolver problemas de saúde, por exemplo: tente não ficar sentado mais de uma hora seguida, e se tiver dificuldade no movimento, tente alongar os braços e as pernas."
A DGS recorda ainda que "no inverno, mantém-se a necessidade de beber água, mesmo que não sinta sede" e deve evitar-se o álcool, "pois cria uma falsa sensação de calor e aumenta o risco de hipotermia (hipotermia é quando o corpo fica demasiado frio porque perde mais calor do que consegue produzir)"; lembra, ainda que devem ser consumidas sopas e bebidas quentes, fazendo refeições mais frequentes encurtando as horas entre elas.
No próximo domingo, 9 de novembro, ocorre a passagem do 103º aniversário do nascimento de José Pinto Peixoto, uma referência nacional e mundial na área da geofísica e da meteorologia.
Natural de Miuzela (Almeida), onde nasceu em 1922, José Pinto Peixoto - após ter concluído o ensino primário - foi frequentar em Lisboa o liceu Gil Vicente, até 1940, ingressando depois na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde obteve a licenciatura.
No ano seguinte foi convidado para estagiar no Observatório Central Meteorológico Infante D. Luís, da Universidade de Lisboa, tendo passado a trabalhar, a partir de abril de 1946, no Serviço Meteorológico Nacional (SMN) até 1969; em simultâneo – e depois de 1952, ano em que concluiu a licenciatura em Ciências Geofísicas – exerceu funções docentes (como assistente extraordinário) na Faculdade de Ciências.

No ano de 1948 fez uma curta estada no Serviço Meteorológico do Canadá e frequentou a Universidade de Toronto, naquele país.
Seis anos depois, com o apoio de uma bolsa da Academia de Ciências, foi para o Massachussets Institute of Techology (MIT), relacionando-se com consagrados cientistas, como sejam os casos de Victor Starr, Edward Lorenz, Abraham Oort e Barry Saltzman.
Regressado a Portugal, em 1956, desenvolveu estudos sobre o ciclo da água à escala global, “produzindo os primeiros mapas de transporte global de água pela circulação atmosférica”; continuou a manter estreitos contactos com os cientistas do MIT e produziu intensa investigação.
Com Abraham Oort, no Geophysical Fluid Dynamics Laboratory (Princeton, USA), teve uma colaboração regular que conduziu à publicação de vários trabalhos de grande importância. Na Universidade de Lisboa concluiu, em 1959, o doutoramento, em Ciências Geofísicas.
Vice-Reitor da Universidade de Lisboa, entre 1969 e 1973, Pinto Peixoto dirigiu também, a partir de 1970, o Instituto Geofísico e impulsionou a fundação do Centro de Geofísica.
Colaborou, mais tarde, com a Universidade Nova de Lisboa e Universidade da Beira Interior; foi professor convidado de várias universidades europeias e presidiu à Academia de Ciências
Pinto Peixoto colaborou, como conferencista, em iniciativas de diversas organizações como a UNESCO, NATO e Organização Meteorológica Mundial (OMM/WMO), entre outras.
A sua produção científica é relevante; pela influência que ainda hoje continua a exercer poderemos destacar o seu livro “Physics of Climate” (publicado pelo American Institute of Physics).
Contudo, para além de importantes publicações neste domínio, escreveu ainda vários livros de divulgação que incidem em temáticas sobre o ambiente e clima.
Este breve apontamento não permite, obviamente, traçar o perfil completo e retratar a obra e a grandeza deste académico, cientista, meteorologista e físico, natural do distrito da Guarda; antes pretende recordar Pinto Peixoto (cujo nome figura na toponímia guardense) e ser sugestão para um melhor conhecimento da sua vida e do legado que deixou à comunidade científica e a todos nós.
Na história das Ciências da Atmosfera, da Hidrologia, da Termodinâmica e da Teorias do Clima, o nome de José Pinto Peixoto (que faleceu em 6 de dezembro de 1996) sobressai na ilustrada galeria dos vultos mundiais.
Hélder Sequeira

O centenário do nascimento de José Pinto Peixoto - uma referência, nacional e mundial, na área da geofísica e da meteorologia - é hoje assinalado. Nasceu na Miuzela (Almeida) a 9 de Novembro de 1922; concluído o ensino primário, frequentou, na capital, o Liceu Gil Vicente, até 1940, ingressando depois na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde obteve a licenciatura.
No ano seguinte foi convidado para estagiar no Observatório Central Meteorológico Infante D. Luis, da Universidade de Lisboa, tendo passado a trabalhar, a partir de Abril de 1946, no Serviço Meteorológico Nacional (SMN); até 1969; em simultâneo – a depois de 1952 – exerceu funções docentes na Faculdade de Ciências.
Em 1948 fez uma curta estada no Serviço Meteorológico do Canadá e frequentou a Universidade de Toronto, naquele país. Seis anos depois, com o apoio de uma bolsa da Academia de Ciências, foi para o Massachussets Institute of Techology (MIT), relacionando-se com consagrados cientistas, como sejam os casos de Victor Starr, Edward Lorenz, Abraham Oort e Barry Saltzman.
Regressado a Portugal, em 1956, desenvolveu estudos sobre o ciclo da água à escala global, “produzindo os primeiros mapas de transporte global de água pela circulação atmosférica”; continuou a manter estreitos contactos com os cientistas do MIT e produziu intensa investigação. Com Abraham Oort, no Geophysical Fluid Dynamics Laboratory (Princeton, USA), colaboração,regular, que conduziu à publicação de vários trabalhos de grande importância.

Na Universidade de Lisboa concluiu, em 1959, o doutoramento, em Ciências Geofísicas. Vice-Reitor da Universidade de Lisboa, entre 1969 e 1973, Pinto Peixoto dirigiu também, a partir de 1970, o Instituto Geofísico e impulsionou a fundação do Centro de Geofísica.
Colaborou, mais tarde, com a Universidade Nova de Lisboa e Universidade da Beira Interior; foi professor convidado de várias universidades europeias. Presidiu, ainda, à Academia de Ciências e colaborou, como conferencista, em iniciativas de diversas organizações como a UNESCO, NATO e Organização Meteorológica Mundial (OMM/WMO), entre outras.
A produção científica de Pinto Peixoto é relevante; pela influência que ainda hoje continua a exercer poderemos destacar o seu livro “Physics of Climate” (publicado pelo American Institute of Physics); contudo, para além de importantes publicações neste domínio, escreveu ainda vários livros de divulgação que incidem em temáticas sobre o ambiente e clima.
José Pinto Peixoto faleceu em 6 de Dezembro de 1996.
Este breve apontamento não permite, obviamente, traçar o perfil completo e retratar a obra e a grandeza deste académico, cientista, meteorologista e físico, natural do distrito da Guarda; antes pretende ser sugestão para um melhor conhecimento da vida e do legado que deixou à comunidade científica e a todos nós. Na história das Ciências da Atmosfera, da Hidrologia, da Termodinâmica e da Teorias do Clima, o nome de José Pinto Peixoto sobressai na ilustrada galeria dos vultos mundiais.
Helder Sequeira
A Casa de Cutura Professor Doutor José Pinto Peixoto assinala também o centenário do nascimento do referido cientista com algumas atividades, destacando-se a conferência a proferir hoje pelo Prof Doutor Rui Perdigão, pelas 21h30, e à cerimónia da entrega do “Prémio Nacional Prof Dr José Pinto Peixoto, Ensino Secundário 2021-2022” nas instalações daquela associação, na Miuzela, pelas 15H00 do dia 12 Novembro. Mais informação aqui.
No passado dia 9 de novembro ocorreu a passagem do nonagésimo nono aniversário do nascimento de José Pinto Peixoto, uma referência nacional e mundial na área da geofísica e da meteorologia
Natural de Miuzela (Almeida), onde nasceu a 9 de novembro de 1922, José Pinto Peixoto após ter concluído o ensino primário frequentou em Lisboa o liceu Gil Vicente, até 1940, ingressando depois na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde obteve a licenciatura.
No ano seguinte foi convidado para estagiar no Observatório Central Meteorológico Infante D. Luís, da Universidade de Lisboa, tendo passado a trabalhar, a partir de abril de 1946, no Serviço Meteorológico Nacional (SMN) até 1969; em simultâneo – e depois de 1952, ano em que concluiu a licenciatura em Ciências Geofísicas – exerceu funções docentes (como assistente extraordinário) na Faculdade de Ciências.
No ano de 1948 fez uma curta estada no Serviço Meteorológico do Canadá e frequentou a Universidade de Toronto, naquele país.
Seis anos depois, com o apoio de uma bolsa da Academia de Ciências, foi para o Massachussets Institute of Techology (MIT), relacionando-se com consagrados cientistas, como sejam os casos de Victor Starr, Edward Lorenz, Abraham Oort e Barry Saltzman.
Regressado a Portugal, em 1956, desenvolveu estudos sobre o ciclo da água à escala global, “produzindo os primeiros mapas de transporte global de água pela circulação atmosférica”; continuou a manter estreitos contactos com os cientistas do MIT e produziu intensa investigação.
Com Abraham Oort, no Geophysical Fluid Dynamics Laboratory (Princeton, USA), teve uma colaboração regular que conduziu à publicação de vários trabalhos de grande importância. Na Universidade de Lisboa concluiu, em 1959, o doutoramento, em Ciências Geofísicas.
Vice-Reitor da Universidade de Lisboa, entre 1969 e 1973, Pinto Peixoto dirigiu também, a partir de 1970, o Instituto Geofísico e impulsionou a fundação do Centro de Geofísica.
Colaborou, mais tarde, com a Universidade Nova de Lisboa e Universidade da Beira Interior; foi professor convidado de várias universidades europeias e presidiu à Academia de Ciências
Pinto Peixoto colaborou, como conferencista, em iniciativas de diversas organizações como a UNESCO, NATO e Organização Meteorológica Mundial (OMM/WMO), entre outras.
A sua produção científica é relevante; pela influência que ainda hoje continua a exercer poderemos destacar o seu livro “Physics of Climate” (publicado pelo American Institute of Physics).
Contudo, para além de importantes publicações neste domínio, escreveu ainda vários livros de divulgação que incidem em temáticas sobre o ambiente e clima.
Este breve apontamento não permite, obviamente, traçar o perfil completo e retratar a obra e a grandeza deste académico, cientista, meteorologista e físico, natural do distrito da Guarda; antes pretende recordar Pinto Peixoto e ser sugestão para um melhor conhecimento da sua vida e do legado que deixou à comunidade científica e a todos nós.
Na história das Ciências da Atmosfera, da Hidrologia, da Termodinâmica e da Teorias do Clima, o nome de José Pinto Peixoto (que faleceu em 6 de dezembro de 1996) sobressai na ilustrada galeria dos vultos mundiais.
Hélder Sequeira
in O Interior (17/11/2021)
A cidade da Guarda acordou esta manhã coberta de neve que, contudo, não chegou a originar constrangimentos na circulação rodoviária.
Circulação aliás significativamente reduzida face aos condicionalismos da atual emergência sanitária e do estafo de emergência.


Nesta cidade vai decorrer, hoje e amanhã, o “Guarda Weather Summit”, organizado pela Câmara Municipal da Guarda e pelo meteorologista Vitor Baía.
O programa deste encontro integra uma palestra sobre a meteorologia nos Himalaias, por Vítor Baía, comunicações sobre a conquista das montanhas mais altas do mundo por reputados alpinistas que usam as previsões meteorológicas elaboradas, na Guarda, por Vítor Baía.
Hoje, dia 25 de novembro, pelas 21h30, será projetado oo filme “Evereste” no pequeno auditório do Teatro Municipal da Guarda; amanhã, dia 26 de novembro, das 15 às 19 horas, vão decorrer o grande auditório do Teatro Municipal da Guarda palestras com projeção audiovisual dos alpinistas convidados.´Pelas 21h30, no Café Concerto do TMG, decorrerá uma tertúlia.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.