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Nova direção do Centro Cultural da Guarda

por Correio da Guarda, em 10.01.26

 

No Centro Cultural da Guarda decorreu ontem a tomada de posse dos órgãos sociais daquela instituição onde Daniel Lucas sucede a Albino Bárbara na presidência da direção.

Daniel Lucas_CCultural Guarda 

Daniel Lucas (foto de arquivo)

 

Anabela Guerra, Pedro Correia, Joaquim Mingacho Helena Pontinha, Maria Elvira Bárbara e João Marcelino fazem parte da nova equipa dirigente; como suplentes estão Diana Santos, Mariana Pereira e Maria de Fátima Duarte.

A Assembleia Geral passa a ser presidida por Albino Bárbara (anteriormente era dirigida por José Valbom) que está acompanhado por Carlos Gonçalves e Carla Fantasia; como suplentes estão Ema Mateus, Gonçalo Valbom e Luís Baptista Martins.

O Conselho Fiscal é presidido Alexandre Gonçalves; este órgão integra Cláudia Amaral e Raúl Ribeiro; como suplentes figuram Humberto Vaz e Agostinho Silva.

O Centro Cultural da Guarda – que tem como lema “Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura” – é uma instituição que continua a desenvolver o seu projeto, intervindo no quotidiano citadino através das suas várias valências.

Compreenderemos melhor a sua eminente função cultural e social se recuarmos à primeira metade do século XX e olharmos para panorama cultural da Guarda, nessa época; período onde foram registadas distintas fases, entre as quais se evidenciaram o teatro e a música; nesta última área destacaram-se os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.

No ano de 1956 nasceu uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados.

Começou, por essa altura, a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.

Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos.

Após um período de alguma estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram, definitivamente, pela necessidade de uma instituição que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical.

O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural. Os estatutos do Centro Cultural da Guarda foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de novembro de 1962.

H.S.

Siga-nos também aqui.

 

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publicado às 18:43

Quinteto Astor Piazzola no TMG

por Correio da Guarda, em 08.01.26

 

O Quinteto Astor Piazzola vai subir ao palco do Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda no próximo dia 7 de março, pelas 21h30.

Este quinteto foi o grupo mais emblemático e duradouro do compositor argentino Astor Piazzolla (1921–1992), ativo em diferentes formações entre 1960/1971 e 1978/1988.

Criado para executar o Tango Nuevo, o Quinteto redefiniu o tango tradicional, integrando elementos do jazz e da música clássica (Stravinsky, Bartók), com instrumentação composta por bandoneón, violino, piano, guitarra elétrica e contrabaixo.

Quinteto Astor Piazzola

Sob a chancela da Fundação Astor Piazzolla, o grupo é reconhecido como o único capaz de representar fielmente o estilo do mestre; de facto, o grupo levou Piazzolla ao reconhecimento internacional e estabeleceu o seu legado como uma das figuras mais influentes do século XX.

A formação atual do quinteto inclui músicos de renome que mantêm o virtuosismo exigido pela obra de Piazzolla, como sejam Pablo Mainetti (bandoneon, Serdar Geldymuradov (violino), Matías Feigin (piano), Armando de la Veja (Guitarra) e Cristian Basto (contrabaixo).

Em 2026 a sua digressão pela Europa passa por Portugal – nomeadamente pela Guarda e Lisboa – pela Áustria, Alemanha, Bélgica, França e Países Baixos.

De referir que este quinteto foi galardoado com o Latin Grammy de Melhor Álbum de Tango em 2019 e 2023.

 

A plataforma do SAPO BLOGS vai encerrar a 30 de junho de 2026; siga-nos, desde já em: https://correiodaguarda.blogspot.com/

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publicado às 22:21

Beat na Montanha 3.0 no Teatro Municipal da Guarda

por Correio da Guarda, em 13.06.25

 

No Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) vai ser apresentado amanhã, 14 de junho, pelas 21h30, o espetáculo relativo à terceira edição do projeto “Beat na Montanha”.

Beat na Montanha_III

Este espetáculo – com entrada gratuita, mediante o levantamento prévio do bilhete – é “o culminar de uma residência artística focada no desenvolvimento de competências criativas ligadas à música, à imagem, ao palco e à expressão individual. Um momento de partilha onde os participantes revelam o resultado do seu trabalho colaborativo, através de atuações que refletem identidade, liberdade criativa e inovação.” Refere a informação divulgada pelo TMG. Na terceira edição do Beat na Montanha (projeto idealizado por B.Riddim/Luís Sequeira) os protagonistas são os alunos do Agrupamento de Escolas da Sé, Guarda.  “Durante vários meses, crianças e jovens mergulharam num processo criativo intenso, sob orientação artística de Luís Sequeira, Maze e Miguel Silva — figuras destacadas das áreas da música urbana e da produção audiovisual”.

Criação, ritmo e imagem no topo da montanha é a proposta para este espetáculo multidisciplinar (música e imagem) que será apresentado amanhã no TMG. “É uma forma de prescrição social, onde a criatividade se torna uma ferramenta de bem-estar. A arte tem um impacto direto na nossa saúde mental”. Comentou a psicóloga Vanessa Rei a propósito do Beat na Montanha 3.0. “A música, o movimento, a palavra criativa ativam partes do cérebro ligados à emoção, à empatia e à nossa autorregulação, porque nem todos nós conseguimos expressar através das palavras; a imagem acaba por se tonar uma ponte entre o nosso mundo interno e externo”.

LUIS SEQUEIRA _beat na montanha

Recorde-se que em novembro de 2024, decorreu uma Showcase dirigida aos alunos das Escolas da Sé e Carolina Beatriz Ângelo, onde Luís Sequeira apresentou o projeto Beat na Montanha 3, que foi desenvolvido com os alunos do 3º ciclo e secundário do Agrupamento de Escolas da Sé; projeto inseriu-se no Plano Nacional das Artes e enquadrou-se no Plano Cultural de Escola, numa parceria entre o Câmara Municipal/Teatro Municipal da Guarda e o Agrupamento de Escolas da Sé. Os alunos tiveram a possibilidade de desenvolver a sua vertente criativa no âmbito da música hip hop, fotografia analógica e digital bem como a escrita criativa.

No passado ano, no âmbito da segunda edição do Beat na Montanha, a música e a escrita serviram também de estímulo à criatividade de 20 mulheres e homens reclusos num projeto de inclusão que os levou ao palco do Teatro Municipal da Guarda.

Foi “um projeto de inclusão social, com incidência na cultura cigana” que permitiu “levar as pessoas da etnia cigana ao TMG”, afirmou, então, Luís Sequeira, para quem esse trabalho representou “uma capacidade de mudança, não só de mentalidades, mas também do paradigma sobre as pessoas que estão privadas de liberdade".

O Beat na Montanha começou em 2023. A inclusão social aliada ao estímulo criativo na área da música e da escrita foi a ideia chave do projeto concebido por B.Riddim, dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos. Nessa primeira edição, o projeto implementou uma fusão sonora de vários instrumentos clássicos com eletrónica, gerando texturas que possam ser usadas para uma ligação com textos em prosa e verso; não esquecerá, também, a exploração de capacidades vocais. O primeiro “Beat na Montanha” foi, nesse ano, desenvolvido com o envolvimento de crianças e jovens do Centro Escolar de Gonçalo e Aldeia S.O.S. da Guarda.

Amanhã, no Grande Auditório do TMG, será apresentado o resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses, no âmbito do projeto “Beat na Montanha 3.0”.

 

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publicado às 11:45

Arte e Música em Aldeia do Bispo

por Correio da Guarda, em 26.03.25

 

“Arte e Música n’Aldeia” é a designação do evento que irá decorrer, nos dias 5 e 6 de abril, na freguesia de Aldeia do Bispo, concelho da Guarda.

De acordo com a informação divulgada, “este fim de semana cultural celebra a interseção entre arte, música e património, destacando a riqueza cultural da região”.O programa  integra, dia 5, a receção – pelas 9h30 – aos artistas/pintores no Museu da Castanha, seguindo-se uma visita guiada pela aldeia e início das Pinturas ao vivo pelas ruas da freguesia, trabalho que prosseguirá pelas 14 horas, após o almoço.

AB2 

Foto: JF Aldeia do Bispo

 

Para as 15h30 está agendada a evocação de “Rituais da Quaresma” e duas horas depois a apresentação de curtas-metragens na Casa do Povo.

No dia 6 de abril, pelas 9h30, terá lugar a apresentação dos trabalhos "Pintar a Aldeia" na Escola Primária de Aldeia do Bispo e meia hora depois a inauguração do mural de homenagem às ceifeiras de Aldeia do Bispo.

Para as 11 horas está marcado o Concerto do “Síntese”, Grupo de Música Contemporânea, com a estreia da obra "Toada do Granito" de Rúben Borges, na Igreja Matriz.

No período da tarde ocorrerá, a partir das 14 horas, a inauguração da exposição "Bordado com Casca de Castanha" de Adelaide Martins, no Museu da Castanha

"Arte e música na aldeia: O património de Aldeia do Bispo, Guarda" é o tema da palestra que será proferida, a partir das 15 horas, por Sónia Duarte, na Igreja Matriz. O programa prossegue, pelas 16h30, com a atuação grupo Etos Vocal Ensemble, na Igreja Matriz de Aldeia do Bispo.

Naquela freguesia vai decorrer já no próximo sábado, dia 29 de abril, uma “Oficina de escrita criativa e música alternativa”, orientada por Luís Sequeira (B.Riddim).

B.Riddim_sábados criativos_n

“Guardense e cidadão do mundo, Luís Sequeira tem vindo a desenvolver projetos incríveis que unem música e inclusão social. O seu trabalho mais recente, "Beat na Montanha", envolve crianças e jovens da Guarda, incentivando a expressão artística através de sons eletrónicos e ritmos contemporâneos.” É referido numa nota informativa da Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo.

Esta atividade – a iniciar às 15h30 na Escola Primária – é aberta a todos os interessados.

 

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publicado às 23:09

Maria Vegas no Café Concerto do TMG

por Correio da Guarda, em 17.01.25

 

Maria Vegas vai apresentar hoje na Guarda, no Café Concerto do TMG, o seu álbum de estreia intitulado “Reconnecting”.

O espetáculo terá lugar a partir das 22 horas e tem entrada gratuita.

Cover_RECONNECTING_MARIA VEGAS

“Not Your Song” foi a primeira canção de Maria Vegas (que é alterego de Manuela Marques) que integra o álbum referido anteriormente e o qual se apresenta “como uma abordagem provocadora e aberta sobre o crescimento e o triunfo em todos os seus empreendimentos, com uma inquietação de nunca se contentar com o que é comum.”

Com um caminho “pelo mundo das artes, que começa na sua formação académica, hoje apresenta-se com valências multidisciplinares e um percurso de vida, profissional e pessoal, cheio de histórias para contar” foi referido a propósito desta cantautora, cuja voz pode ouvir aqui.

 

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publicado às 15:49

Beat na Montanha: um projeto de inclusão social

por Correio da Guarda, em 10.09.24

 

No Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda vai ser apresentado na próxima quinta-feira, 12 de Setembro, o espetáculo Beat na Montanha que assenta no projeto de inclusão, a decorrer desde abril no Estabelecimento Prisional desta cidade, dirigido pelo guardense Luís Sequeira (B.Riddim).

Um projeto onde música e a escrita serviram de estímulo à criatividade de 20 mulheres e homens (dos 24 aos 73 anos) que vão agora subir ao palco para mostrarem o resultado das sessões de trabalho realizadas ao longo dos últimos meses. Esta segunda edição do Beat na Montanha, depois da estreia – no passado ano – envolvendo crianças e jovens da Aldeia SOS da Guarda e do Centro Escolar de Gonçalo (concelho da Guarda), conta com a participação de André Neves (Maze), membro dos Dealema.

Luís Sequeira esclarecia, recentemente, que este "é um projeto de inclusão social, com incidência na cultura cigana. Vai permitir levar as pessoas da etnia cigana ao TMG. Representa uma capacidade de mudança, não só de mentalidades, mas também do paradigma sobre as pessoas que estão privadas de liberdade". Para o produtor e músico guardense, com o nome artístico de B. Riddim, nesta segunda edição do Beat na Montanha a intervenção social está mais sublinhada, pois foi “um trabalho com homens e mulheres que cometeram crimes e em comum têm a paixão pela música.

Nesta segunda temporada, Luís Sequeira destaca que a intervenção social está mais vincada porque são homens e mulheres que cometeram crimes e em comum têm a paixão pela música. A dúvida inicial era como motivar as pessoas, respeitar a cultura dos participantes e tirar partido ao mesmo tempo da realidade das festas ciganas, mas cedo se criou "uma sintonia muito grande", aponta Luis Sequeira.

Beat na Montanha_II_foto.png 

  Imagem: Miguel Pereira da Silva

 

André Neves (Maze), dos Dealema, comentava recentemente à comunicação social que o Beat na Montanha “é um projeto transformador. Eles sentem-se vistos, como seres humanos e como criativos. Só esse estado é altamente terapêutico". Sequencialmente, fez notar, a música associada à escrita faz despertar outros sentimentos. No processo criativo do Beat na Montanha, André Neves assinala que a música "é a ignição que puxa o sentimento" e por isso o foco de Luís Sequeira é "espicaçar" determinados momentos nos participantes para tentar obter misturas que possam funcionar.

A articulação entre a cultura hip-hop e a música cigana será uma das evidências a apresentar no espetáculo a realizar no TMG, com entrada gratuita mediante o levantamento prévio do bilhete. O Beat na Montanha é uma organização da Câmara Municipal da Guarda, através do TMG, e tem a direção artística de B. Riddim (Luís Sequeira).

Recorde-se que no passado mês de março foi apresentado na Guarda o documentário oficial de "Beat na Montanha" (primeira edição) que foi filmado por Fabiana Tavares paralelamente ao desenvolvimento do projeto musical. A inclusão social aliada ao estímulo criativo na área da música e da escrita foi a ideia chave deste projeto concebido por Luís Sequeira (B. Riddim) e dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos. O projeto foi materializado através de uma residência artística (organização conjunta de Luís Sequeira do Teatro Municipal da Guarda/Serviços Educativos) e pretendeu implementar uma fusão sonora de vários instrumentos clássicos com eletrónica, gerando texturas passíveis de uma ligação com textos em prosa e verso; por outro lado, não esqueceu também a exploração de capacidades vocais. “Beat na Montanha I” foi desenvolvido com o envolvimento de crianças e jovens do Centro Escolar de Gonçalo (concelho da Guarda) e da Aldeia S.O.S. da Guarda que tiveram a oportunidade de mostrar as suas capacidades num espetáculo realizado no dia 3 de junho de 2023 no Teatro Municipal da Guarda.

E no palco do Teatro Municipal da Guarda será apresentado quinta-feira, a partir das 21h30, o espetáculo concebido no âmbito da segunda edição do Beat na Montanha.

 

 

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publicado às 10:35

A propósito de João Baldi...

por Correio da Guarda, em 08.08.24

 

Considerado como um dos melhores músicos do seu tempo João Baldi tem o seu nome consagrado na toponímia da Guarda, cidade onde viveu alguns anos.

João Baldi nasceu em Lisboa no ano de 1770, filho de Carlo Baldi tenor italiano ao serviço da Patriarcal de Lisboa.

No Seminário Patriarcal recebeu, a partir dos onze anos, uma destacada parcela da sua instrução que muito beneficiou dos ensinamentos musicais de mestres como João de Sousa Carvalho, Jerónimo Francisco de Lima, Braz Francisco de Lima e Camilo Cabral.

Desde cedo manifestou as suas excecionais aptidões, assumindo-se rapidamente como cantor, organista e pianista distinto.

Como compositor ter-se-á estreado antes dos 19 anos.

No ano de 1789 veio para a Guarda, passando a desempenhar, na Catedral as funções de mestre de capela; num período de grande brilho musical da Sé guardense, com D. Jerónimo Rogado do Carvalhal a dirigir os destinos da diocese.

João Baldi_foto_.png

Após cinco anos na Guarda, João Baldi rumou para a Sé de Faro e seis anos depois regressou a Lisboa, onde foi ocupar o lugar de segundo mestre da Real Capela da Bemposta.

Nessa altura exercia aí as funções de primeiro mestre o contrapontista e organista Luciano Xavier dos Santos; na sequência da morte deste, em 1806, João Baldi passou a ocupar o lugar principal.

Eminente compositor e organista, João José Baldi morreu a 18 de maio de 1816, com apenas 46 anos.

Por ocasião das comemorações do 804º aniversário da Guarda decorreu nesta cidade um concerto que proporcionou a estreia moderna da “Missa para Coro, Solistas e Orquestra”; uma obra que, recorde-se, foi recuperada pelo padre José Pinto Geada

Esta partitura tem para a Sé Catedral da Guarda, e como sustentou José Pinto Geada, uma «dupla importância: primeiro, por representar um dos grandes Mestres que por ela passaram; segundo, sendo o único espécime que resta do antigo arquivo incendiado nas invasões francesas, torna-se, ele mesmo, o símbolo de um espólio valioso, onde outros compositores estariam, de certo, representados”.

João Baldi deixou uma vasta obra, quer ao nível da música religiosa, quer na área da música profana. De lembrar que foi no seu tempo que ocorreram as invasões francesas, tendo sido também mobilizado, como oficial.

Nesses anos compõe vários hinos militares e dois “Te Deum”, assinalando também o final das invasões napoleónicas com o drama lírico “Ulisseia libertada”. João Baldi está, justamente, referenciado na toponímia guardense, mas também a merecer uma das novas placas que, permitindo uma melhor identificação da rua, viabilizará através do código QR associado um melhor conhecimento deste compositor.

 

Helder Sequeira

 

 

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publicado às 18:00

Livro sobre a Banda Filarmónica de Pinhel

por Correio da Guarda, em 02.07.24

 

O livro "Banda Filarmónica de Pinhel – Memórias e Pausas entre Partituras", de Ana Pinto, vai ser apresentado naquela cidade no próximo dia 20 de julho, pelas 18 horas.

A apresentação desta terá lugar no icónico Coreto de Pinhel, situado no Jardim 5 de outubro. Com moderação de Mafalda Johannsen e tendo como convidado o maestro Bruno Correia, o evento pretende ser “um mergulho profundo na rica herança cultural da comunidade”, tal como é referido numa nota informativa a propósito deste lançamento.

"Ler este livro é viajar no tempo e revisitar Pinhel de outras épocas e saberes. É cruzar pessoas e instituições numa linha temporal comum e preservar e honrar a identidade da comunidade", comenta Ana Pinto, autora desta nova publicação.

A Banda Filarmónica de Pinhel irá abrir este evento, com a interpretação do seu hino, interpretando a marcha “Elite Pinhelense” (que ilustra a capa desta obra).

Além da apresentação do livro, haverá uma sessão de autógrafos. “A presença de todos será uma honra e um contributo inestimável para a preservação e valorização da história e da identidade desta instituição centenária da Cidade Falcão”, referiu Ana Pinto.

Livro sobre Banda de Pinhel .jpg 

 

 

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publicado às 17:04

Documentário "Beat na Montanha" estreia na Guarda

por Correio da Guarda, em 23.03.24

 

O documentário oficial de "Beat na Montanha" vai ser apresentado na próxima terça-feira, 26 de março, pelas 21h30, no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda. O documentário foi filmado por Fabiana Tavares, em simultâneo ao desenvolvimento do projeto musical concebido pelo guardense Luís Sequeira.

Luis SEQUEIRA HS.JPG

A inclusão social aliada ao estímulo criativo na área da música e da escrita foi a ideia chave deste projeto dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos.

Através de uma residência artística (organização conjunta de Luís Sequeira e do Teatro Municipal da Guarda/Serviços Educativos), o Beat na Montanha pretendeu implementar uma fusão sonora de vários instrumentos clássicos com eletrónica.

Um trabalho que gerou texturas passíveis de uma ligação com textos em prosa e verso, não esquecendo a exploração de capacidades vocais.

“Beat na Montanha” foi desenvolvido com o envolvimento de crianças e jovens do Centro Escolar de Gonçalo (concelho da Guarda) e da Aldeia S.O.S. da Guarda.

Crianças e jovens que tiveram a oportunidade de mostrar as suas capacidades num espetáculo realizado no ano passado, 3 de junho de 2023. Um espetáculo que encheu o Grande Auditório do TMG onde vai ser agora exibido o documentário sobre o projeto musical de Luís Sequeira (B. Riddim).

“Procurámos que que as crianças/jovens conseguissem tocar algo simples, com diversos instrumentos. Falamos de uma mistura de sons que vão desde jambés, melódicas, maracas, xilofones, a sintetizadores, drum machines, sequenciadores, etc.

Ao nível da exploração de alguns vocais foi intenção equacionar o Rap com as bases sonoras desenvolvida, por entendermos que se alcançava assim um vínculo importante. Até pelo facto de muitos jovens terem um acesso fácil ao estilo e ser algo bem recebido entre eles.” Explicava, na altura, Luís Sequeira

“Com o documentário pretendo retratar esta odisseia musical que se debruça na inclusão social através da criação de música. Retrato este feito através do acompanhamento das aulas de Beat Na Montanha, de forma a captar o processo e a sua evolução”, comentou a realizadora Fabiana Tavares.

“O que começou como um projeto documental tornou-se – diz Fabiana Tavares – uma experiência transformadora, ao testemunhar o poder da criatividade para superar diferenças e aproximar pessoas.

Como realizadora, vim para esta cidade [Guarda] com uma visão, mas saí com muito mais. Encontrei uma família e uma compreensão mais profunda da beleza da humanidade. Este documentário não é apenas mais um trabalho; é uma celebração da criatividade, da conexão e do poder transformador da arte."

Fabiana Tavares_foto HS_ .JPG

Numa nota a propósito da estreia do documentário “Beat na Montanha”, Fabiana Tavares refere que "no coração de Portugal, onde as montanhas se elevam e as nuvens beijam os picos, existe uma cidade de contos e sonhos. É um lugar onde o silêncio é uma sinfonia de sons da natureza e os animais andam livremente, lembrando-me de uma época em que a humanidade vivia em harmonia com o mundo que nos rodeia.

Muitas vezes andamos perdidos na bolha urbana, desconectados da beleza crua da natureza e da simplicidade da vida. Mas na cidade mais alta de Portugal, o tempo parece ter parado e a inspiração flui como um riacho límpido da montanha. Este foi o cenário que encontrei para uma jornada artística marcante”.

Após a estreia, o documentário irá circular em festivais de cinema nacionais e internacionais.

 

 

 

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publicado às 00:01

"Beat na Montanha": apresentação de documentário

por Correio da Guarda, em 29.02.24

 

O documentário oficial de "Beat na Montanha", que foi filmado paralelamente ao desenvolvimento do projeto musical pela realizadora Fabiana Tavares, vai ser apresentado no próximo dia 26 de março, pelas 21h30, no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda.

A inclusão social aliada ao estímulo criativo na área da música e da escrita foi a ideia chave deste projeto concebido por Luís Sequeira (B. Riddim) e dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos.

Este projeto, através de uma residência artística (organização conjunta de Luís Sequeira do Teatro Municipal da Guarda/Serviços Educativos), pretendeu implementar uma fusão sonora de vários instrumentos clássicos com eletrónica, gerando texturas passíveis de uma ligação com textos em prosa e verso; por outro lado, não esqueceu também a exploração de capacidades vocais.

“Beat na Montanha” foi desenvolvido com o envolvimento de crianças e jovens do Centro Escolar de Gonçalo (concelho da Guarda) e da Aldeia S.O.S. da Guarda que tiveram a oportunidade de mostrar as suas capacidades num espetáculo realizado no dia 3 de junho de 2023 no Teatro Municipal da Guarda.

Projeto BEAT na MONTANHA _fot Helder Sequeira .JPG

“Procurámos que que as crianças/jovens conseguissem tocar algo simples, com diversos instrumentos. Falamos de uma mistura de sons que vão desde jambés, melódicas, maracas, xilofones, a sintetizadores, drum machines, sequenciadores, etc. Ao nível da exploração de alguns vocais foi intenção equacionar o Rap com as bases sonoras desenvolvida, por entendermos que se alcançava assim um vínculo importante. Até pelo facto de muitos jovens terem um acesso fácil ao estilo e ser algo bem recebido entre eles.” Explicou, na altura, Luís Sequeira

Como atrás se disse, paralelamente ao projeto musical esteve a ser filmado, pela realizadora Fabiana Tavares, o documentário oficial de "Beat na Montanha".

“Com o documentário pretendo retratar esta odisseia musical que se debruça na inclusão social através da criação de música. Retrato este feito através do acompanhamento das aulas de Beat Na Montanha, de forma a captar o processo e sua evolução”, referiu Fabiana Tavares.

 

 

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publicado às 22:57


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