Alojamento: SAPO Blogs
Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Notícias da Guarda e região | Reportagem | Crónicas | Entrevistas | Apontamentos | Registos
A nona “Conversa Aberta” sobre Médicos Ilustres na Guarda será dedicada a António Nunes Ribeiro Sanches.
Este médico e humanista português foi um dos maiores vultos da ciência e cultura europeia do século XVIII. Exerceu medicina em Benavente, Guarda e Amarante, antes de se exilar para o resto da vida.

A presença de Ribeiro Sanches, com um extenso tratado, na Enciclopédia Metódica de Diderot e d´Alembert, confirma a importância deste médico, natural de Penamacor, no contexto da medicina do século XVIII.
A “Conversa Aberta” irá decorrer no auditório do Museu da Guarda, no dia 22 de Janeiro de 2026 pelas 18h00 e terá o Dr. António Lourenço Marques como palestrante. A atividade é promovida pela Secção Sub-Regional da Guarda da Ordem dos Médicos, em parceria com o Museu da Guarda.
Nascido em Penamacor, a 7 de março de 1699, no seio de uma família de cristãos-novos, António Nunes Ribeiro Sanches viveu na Guarda, no período da adolescência, após ter concluído a formação escolar básica. Nesta cidade terá estudado música e, em particular, aprendeu a tocar cítara, seguindo as orientações paternas; alguns dos seus contactos citadinos possibilitaram-lhe a leitura de obras que o enriqueceram culturalmente, nomeadamente trabalhos de Damião de Góis.
Aos 16 anos foi estudar para Coimbra onde, mais tarde, cursou direito que, contudo, reconheceu não ser a sua vocação; o ambiente estudantil da cidade do Mondego provocou-lhe algum desagrado e em novembro de 1720 matriculou-se na Universidade de Salamanca (Espanha); aí estudou medicina e granjeou a estima de vários mestres; foi mesmo convidado para ali ficar como assistente; naquela cidade espanhola viveu calmamente, sem a preocupação de o identificarem como cristão-novo.
No período em que estudou em Salamanca, Ribeiro Sanches passou várias épocas de férias na Guarda, tendo aqui praticado o exercício da medicina com um clínico desta cidade, seu amigo.
Concluído o curso, em 1724, foi trabalhar para Benavente; os seus contactos familiares deram-lhe uma maior perceção da atividade, do peso e influência da Inquisição, a que foi denunciado como cristão-novo; facto que esteve, igualmente, na origem do impedimento de nomeação oficial como clínico, naquela localidade. Admite-se que esta situação, e o medo de vir a ser alvo da Inquisição, o tenham levado a sair de Portugal, nos finais de 1726. Terá partido, por via marítima em direção a Génova; em Itália frequentou, durante algum tempo, a Universidade de Pisa, visitando depois Montpellier e Londres (onde deu aulas e exerceu Medicina).
Mais tarde, acompanhado por um irmão (que ficou a estudar cirurgia em Paris), saiu para Bordéus e daí para Leiden (Holanda). D. Luis da Cunha, representante de Portugal em Haia, intercedeu a favor de Ribeiro Sanches junto de um influente ministro de D. João V, sem nenhum acolhimento. Frequentou, a partir de 1730, a Universidade de Leiden onde recebeu ensinamentos de Bernhard Siegfried Albinus Hieronymus, David Gaubius e de Herman Boerhaav; este último terá contribuído para a ida de Ribeiro Sanches para a Corte de Moscovo, onde chegou em outubro de 1731.
Nomeado médico do Senado e da cidade de Moscovo, foi transferido três anos depois para os serviços do exército russo. Em 1737 encontrava-se já em St. Petersburgo, como clínico do Corpo de Cadetes, uma estrutura de ensino e formação destinada à nobreza russa.
Ribeiro Sanches ingressou, por essa altura, na Academia das Ciências de Petersburgo, sendo nomeado em março de 1740, médico da Corte e posteriormente segundo médico da Regente Ana Léopoldovna e do, ainda, jovem Imperador Joannn Antonovič, sendo muito apreciado nos círculos do poder russo.
Um ano depois, Isabel Petrovna (filha de Pedro o Grande) passou a dirigir os destinos do império e Ribeiro Sanches foi, igualmente, seu médico, bem como de Catarina II que curou em 1744, quando esta tinha apenas 15 anos; facto que a futura czarina não esqueceu.
Em 1747, invocando problemas de saúde, Ribeiro Sanches pediu a demissão das suas funções.
A Imperatriz Isabel Petrovna distinguiu-o com um certificado de bons serviços e Academia Imperial das Ciências, nomeando-o membro honorário. De acordo com alguns biógrafos, esta repentina partida terá sido originada por alguma intriga na corte czarina que avivou a sua ligação judaica.
Após passar por Berlim, dirigiu-se a Paris onde passou a residir e a colaborar com os vultos mais eminentes do Iluminismo, escrevendo as suas principais obras: Dissertation sur la Maladie Vénérienne (1750), Tratado da Conservação da Saúde dos Povos (1756), Cartas sobre a Educação da Mocidade (1760), Método para Aprender e Estudar a Medicina (1763), Mémoire sur les Bains de Vapeur en Russie (1779).
Foi, até à sua morte, interlocutor de imensas figuras consideradas expoentes máximos da vida cultural e científica europeia, dessa época, sem ter tido a possibilidade de encontrar as condições para regressar a Portugal.
Ribeiro Sanches, um dos intelectuais portugueses que mais se distinguiu além-fronteiras e cuja vida passou pela mais alta cidade de Portugal, faleceu a 14 de outubro de 1783.
Esta será, sem dúvida, uma figura que bem se pode associar a uma Guarda culta e da ciência, merecendo adequado estudo e divulgação; figura que evocamos hoje, nesta coluna, a propósito da recente passagem de 315 anos após o seu nascimento.
Hélder Sequeira
No Museu da Guarda vai decorrer no próximo dia 23 de janeiro, pelas 18 horas, mais uma “Conversa Aberta” sobre “Médicos ilustres na Guarda”. Nesta conversa, o médico José Pereira da Silva será a figura em destaque, a evocar por Isabel Coelho.
Nascido em Vila Fernando, em 1903, José Pereira da Silva licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra. Após toda uma vida dedicada ao próximo, nas mais variadas funções, deixou o seu consultório, atual Extensão de Saúde de Vila Fernando, «às gentes» que tanto prezava; faleceu, na Guarda, 8 de outubro de 1972 na Guarda. Este médico "dedicou toda a sua vida profissional à cura das doenças, mas, sobretudo, à promoção da Saúde e prevenção das doenças. Sendo, assim, um dos grandes e primeiros pilares da Saúde Pública na Guarda, defendendo acerrimamente as mais básicas normas sanitárias", como foi sublinhado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos

Este ciclo de conversas abertas é organizado pela Secção sub-regional da Guarda da Ordem dos Médicos, em parceria com o Museu da Guarda. A entrada é livre.
A Secção Sub-Regional da Guarda da Ordem dos Médicos, em parceria com o Museu da Guarda, vai promover hoje, 11 de julho, pelas 18 horas, a segunda “Conversa Aberta” sobre Médicos Ilustres na Guarda, dedicada a Francisco Sobral.
O médico Francisco Sobral nasceu no Porto, em 1843. Formado na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, entrou mais tarde na vida militar. Em 1869, e como cirurgião-ajudante, foi colocado no Regimento de Infantaria 12, aquartelado na Guarda, passando a cirurgião-mor deste Regimento em 1883.

Neste mesmo ano, debelou, com enorme coragem e dedicação, uma terrível epidemia de tifo que assolava a vila de Manteigas. Foi agraciado, ainda em 1883, com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada.
Na Guarda, ficou conhecido como médico dos pobres, cidade onde faleceu em 1888, com 45 anos de idade. Os restos mortais deste ilustre clínico repousam no Cemitério de Nossa Senhora do Templo, em mausoléu levantado por subscrição pública.
Esta Conversa Aberta, que decorrerá no auditório do Museu da Guarda, terá Manuel Luís dos Santos como moderador e palestrante. A entrada é livre.
A Secção Sub-Regional da Guarda da Ordem dos Médicos, em parceria com o Museu da Guarda, vai promover no próximo dia 11 de julho, pelas 18 horas, a segunda “Conversa Aberta” sobre Médicos Ilustres na Guarda, dedicada a Francisco Sobral.
Francisco Sobral nasceu no Porto, em 1843. Formado na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, entrou mais tarde na vida militar. Em 1869, e como cirurgião-ajudante, foi colocado no Regimento de Infantaria 12, aquartelado na Guarda, passando a cirurgião-mor deste Regimento em 1883.

Neste mesmo ano, debelou, com enorme coragem e dedicação, uma terrível epidemia de tifo que assolava a vila de Manteigas. Foi agraciado, ainda em 1883, com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada. Na Guarda, ficou conhecido como médico dos pobres, cidade onde faleceu em 1888, com 45 anos de idade. Os restos mortais deste ilustre clínico repousam no Cemitério de Nossa Senhora do Templo, em mausoléu levantado por subscrição pública.
Esta Conversa Aberta, que decorrerá no auditório do Museu da Guarda, terá Manuel Luiz dos Santos como moderador e palestrante.

A Secção Sub-Regional da Guarda da Ordem dos Médicos promoveu ontem, no Museu da Guarda, a primeira «Conversa Aberta» sobre Médicos Ilustres nesta cidade.
A Secção Sub-Regional da Guarda da Ordem dos Médicos, em parceria com o Museu da Guarda, vai promover na próxima segunda-feira, 20 de maio, uma sessão dedicada a Carolina Beatriz Ângelo, médica, republicana e sufragista, a primeira mulher a votar em Portugal.
Trata-se de uma iniciativa no âmbito do ciclo “Conversa Aberta” que decorrerá na Galeria Espaço#4, do Museu da Guarda, no contexto da temática "Médicos Ilustres na Guarda" .
A conversa será conduzida, a partir das 17 horas, por Antonieta Garcia e Maria do Sameiro Barroso. Nesse dia será, ainda, inaugurada nesse espaço uma exposição sobre a vida e obra de Carolina Beatriz Ângelo.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.