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Um beirão migrante

por Correio da Guarda, em 16.06.22

 

No Sabugal foi apresentado, no passado dia 10 de junho, o livro “Carlos Luiz – o beirão migrante”, da autoria de Paulo Leitão Batista. A propósito desta biografia política, João Soares sublinha, no prólogo, que ela traça a “forma empenhada, cuidada, atenta e solidária como o parlamentar Carlos Luiz representou sempre, ao longo dos seus vários e ricos mandatos parlamentares, quer a nossa emigração, quer os interesses do interior de Portugal”.

Paulo Leitão Batista afirma que Carlos Luiz “abraçou a política para defender com garra o homem beirão e o homem migrante, inspirado na sua própria existência de vida e na aventura coletiva do seu povo de origem que, parecendo resignado ao amanho dos agros, passou a salto para a fronteira para ir em busca de melhor fortuna em terras distantes”. Refere, igualmente, na nota introdutória que a vida política de Carlos Luiz se centra “em dois planos, que retratam o seu caráter: dedicação às causas dos que o elegeram e prestação de contas do trabalho realizado”.

Paulo Leitão Batista e Helder Sequeira-01.jpeg

Tivemos o ensejo, a convite do biografado e do autor da obra, de proferir algumas palavras na sessão de apresentação deste livro, o que nos levou a evocar um texto de Augusto Gil (escrito em 1911, na qualidade de jornalista e não de poeta como tradicionalmente é conhecido). “Os homens só valem pelo que de bondade e verdade tragam aos outros homens, porque, uma ou a outra, não caíram nunca em terra estéril, nem mesmo quando tombam na indiferença de rochedos”.

Bondade e verdade são duas palavras que bem se podem utilizar na biografia de Carlos Luís, para além de outras. Aliás, elas constituem o íman que sustenta o registo da memória, a propósito do nosso primeiro encontro com a personalidade retratada neste interessante e oportuno trabalho de Paulo Leitão Baptista; também ele um sabugalense de alma e coração. Do Sabugal guardo as lembranças e os afetos do período em que ali vivi e estudei. Daí que me sinta grato pelo convite formulado para intervir na apresentação desta obra, sobre um amigo e sobre um convicto beirão migrante.

A propósito desta última palavra, anotamos uma observação de Pinharanda Gomes, ilustre sabugalense e figura relevante da cultura e da filosofia portuguesa. “(…) Na esquina do tempo, e tendo saído da Guarda há muitos anos (parece que temos o destino da emigração) foi-nos concedida a graça de permanecer fiel à mátria”.

Carlos Luiz - apresentação de livro-01.jpeg

Carlos Luís, apesar da sua multifacetada vivência em tempos e lugares tem permanecido também fiel à mátria, a uma terra que é o reflexo da universalidade. E volto ao reencontro com Pinharanda Gomes. Escrevia ele, há algumas décadas: “(…) a nossa região, una no espírito e divisa no corpo, é múltiplo nas almas e nas existências. Somos unos, somos múltiplos. Somos uma terra que tem características de singularidade, e que demora a assumir o que lhe é próprio. Somos um reflexo de universalidade nesta pátria, pequena pátria, coração da Lusitânia”.

Carlos Luís nunca afastou o coração desta pequena pátria, pela qual trabalhou e tem trabalhado; é certo que muitos esforços, nos bastidores, não são conhecidos, mas a sua importância é inquestionável, fundamental. Assim, e remetendo-nos esta publicação biográfica para muitos anos de intenso labor e diversidade de intervenções cívicas, políticas e culturais, o passado não deve ser olvidado.

Marc Bloch afirmava numa das sua obras que “o passado é, por definição, um dado que coisa alguma pode modificar. Mas o conhecimento do passado é coisa em progresso, que ininterruptamente se transforma e se aperfeiçoa”. Acrescentava, dentro desta linha de pensamento, que “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”.

Ora, este livro evoca um passado, de um cidadão que soube assumir sempre os seus compromissos, com elevado sentido de responsabilidade e liberdade, mesmo em tempo de incertezas. Que hoje também vivemos… Albert Camus falava de cidadãos “impacientes do presente, inimigos do passado e privados do futuro”; lembrava, por outro lado que “nunca alguém será livre enquanto existirem os flagelos”. A pandemia e o atual conflito bélico têm mostrado como a liberdade é cerceada…para não ficarmos privados do futuro e fruirmos da liberdade teremos de, objetivamente, aprender com esta invulgar experiência dos últimos anos, aferindo as necessárias adaptações ao nível da sociedade (globalmente entendida) e no plano individual; definindo prioridades, novas metodologias, fórmulas concretas de cooperação, acompanhadas de um constante exercício de cidadania.

Carlos Luís tem sido um exemplo e um protagonista de uma cidadania ativa, eficaz, consequente, materializada nos lugares por onde passou. “(…) As pessoas e as ideias, como as árvores, são uma harmonia com a hora e o lugar (…)”, escrevia Vergílio Ferreira, para quem “(…) o que mais importa não é o novo que se vê, mas o que se vê de novo no que já tínhamos visto”.

E que vemos agora com nova oportunidade, neste livro; sobre uma pessoa que conhecemos na década de 80, aquando da passagem do Carlos Luiz pelo Governo Civil do Distrito da Guarda, como adjunto de João Gomes (o então Governador Civil).

Logo nessa altura foi possível percebermos estar perante um homem que cultivava a diferença; cordial, atento, entusiasta perante as ideias e projetos que lhe eram apresentados. Era o tempo em que desenvolvíamos um projeto informativo consubstanciado no jornal Notícias da Guarda; uma publicação que Carlos Luiz acarinhou, apoiou, sentiu como sua e da região; desafiando-nos a implementar novas ideias que alargassem ainda mais o já significativo horizonte geográfico desse periódico.

Mesmo depois de deixar a Guarda, para exercer as funções de deputado (inicialmente), continuou atento à realidade da comunicação social guardense, desde logo também à Rádio Altitude.

Nas funções diretivas que tive nestes dois órgãos de informação, e nos múltiplos e diferenciados contactos ao longo dos anos, Carlos Luís foi sempre um excelente interlocutor, demonstrando um elevado respeito pela função social da rádio e do jornal, aceitando o confronto crítico, sabendo esclarecer e dialogar com inequívoca serenidade.

Teria, necessária e justamente, de deixar aqui este testemunho. “(…) Porque – dizia Vergílio Ferreira – a verdade das palavras não está só na sua verdade, mas na coerência e no momento em que se dizem”. Ao percorrermos a biografia de Carlos Luiz, ao atentarmos sobre o trabalho político desenvolvido, extraímos a sua determinação em afirmar a verdade e a liberdade.  “Não há forma de verdade sem liberdade, não há forma de liberdade sem verdade”, como observava Pinharanda Gomes.

O exemplo pessoal, político e cultural de Carlos Luiz aponta-nos uma desejada evolução desta mátria. Evolução que terá de contar com a predisposição e disponibilidade de todos, que sintam e vivam a região, independentemente de a sua residência física se aqui ou a centenas de quilómetros de distância.

É que não haverá novas realidades se continuarmos “socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados”, na elucidativa expressão de Miguel Torga. Fica o testemunho de profundo apreço por um homem que, dentro ou fora das fronteiras nacionais, tem sido um exemplo de verticalidade, competência, dedicação e um migrante com uma sólida matriz beira. Injustamente esquecido por alguns…

 

Hélder Sequeira

 

in O Interior, 14 junho 2022

 

 

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publicado às 21:48

 

LIVRO -.jpgNo Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, vai ser apresentado hoje o livro "Côa Symposium - Novos Olhares sobre a Arte Paleolítica".

Este livro tem a coordenação de Thierry Aubry, André Santos e Andrea Martins.

A apresentação decorrerá a partir das 17h30.

 

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publicado às 08:29

Expressões e Termos Populares

por Correio da Guarda, em 12.07.21

 

Em Manteigas vai ser apresentado no próximo dia 18 de julho, pelas 15h30, o livro "Dicionário - Expressões e Termos Populares".

Trata-se um livro da autoria de José Cleto.

A sessão de apresentação terá lugar no Auditório Municipal.

LIVRO .jpg

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:53

Novo livro de Pinharanda Gomes

por Correio da Guarda, em 21.06.19

 

LIVRO.jpg

     “Leonardina – Estudos acerca de Leonardo Coimbra” é o título do novo livro de Jesué Pinharanda Gomes.

   Este novo trabalho será apresentado no próximo dia 25 de junho, pelas 17h30, no auditório da Fundação Engº António de Almeida, Porto. A apresentação do livro estará a cargo de José Esteves Pereira e antecederá uma “Tertúlia Leonardina” com a participação de estudiosos de Leonardo Coimbra, nomeadamente Susana Rocha Relvas, Nuno Ornelas Martins, Carlos Moreira e Francisco de Oliveira. Vai estar patente uma mostra bibliográfica de Pinharanda Gomes, natural de Quadrazais (Sabugal) e figura incontornável da cultura portuguesa.

   No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais; tem-se afirmado um defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural e outrossim dos valores humanos, mormente desta zona raiana. “Sentimos quanto é longo o dever de um homem dar contas públicas do muito ou do pouco que lhe foi possível realizar pela valorização do seu património, isto é, das coisas da sua terra natal”.  No Sabugal funciona o Centro de Estudos Pinharanda Gomes onde está reunido todo a acervo documental particular que o autor doou à Câmara Municipal do Sabugal, bem como cerca de 3 500 opúsculos e volumes sobre temáticas diversas.

  Pinharanda Gomes, é sócio fundador do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e membro correspondente eleito da Academia Internacional da Cultura Portuguesa e da Academia Portuguesa de História; em março de 2018 recebeu o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior. (H.S.)

 

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publicado às 08:11

Fernando Paulouro Neves apresenta livro na Guarda

por Correio da Guarda, em 10.05.19

Fernando Paulouro Neves - livro.jpg

     Na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda, vai ser apresentado hoje, pelas 18 horas, o novo livro de Fernando Paulouro Neves, intitulado "O Informador".

   Esta publicação integra um conjunto de 20 contos que, na linha de “Os Fantasmas Não Fazem a Barba” e “Fellini na Praça Velha”, constituem narrativas habitadas por personagens de um mundo imaginário que, às vezes, é memória dilacerada de (i)realidades quotidianas.
    De referir que o conto, que dá título ao livro, é a história de um sujeito que se torna informador da polícia política, e, por serviços distintos, alcança patamar elevado na hierarquia da organização, onde pratica com eficiência a teoria geral da tortura. A história reflete o universo concentracionário do país e de como “a banalidade do mal” pode transformar a vida de uma pessoa comum. 
    O livro será apresentado por  António Dias de Almeida.

    (Fonte: BMEL)

Capa_Informador.png

 

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publicado às 00:01

Apresentação de livro

por Correio da Guarda, em 16.02.19

 

     “Sobre outra coisa ainda – 13 short stories” é o título do livro de Fernando Carmino Marques (docente do Politécnico da Guarda) que vai ser apresentado na Guarda, no próximo dia 26 de fevereiro.

    A apresentação desta publicação será feita por Rosa Branca Figueiredo no café do Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda, pelas 18 horas. O livro, com a chancela da Edições Esgotadas, é composto por “treze shorts stories que se podem definir como de Realismo Mágico. O mistério envolvendo o quotidiano de personagens e preocupações contemporâneas.”

    Fernando Carmino Marques é Doutor em Letras pela Universidade de Paris IV – Sorbonne (1997), onde lecionou, de 1993 a 2002, língua, cultura e literaturas de expressão portuguesa. Colaborou no Instituto Camões em Paris e foi docente responsável pelo ensino do português nas universidades de Versailles – St. Quentin e Marne-la-Vallée. Publicou vários estudos sobre temas e autores portugueses e brasileiros, dos séculos XVI, XIX e XX. Mais recentemente traduziu e editou o estudo inédito de Pierre Hourcade sobre a poesia de Fernando Pessoa: A Mais Incerta das Certezas, Itinerário Poético de Fernando Pessoa (Coleção “Ensaios” sobre Fernando Pessoa, Tinta-da-china, Lisboa, 2016). É professor de língua e cultura portuguesa no Instituto Politécnico da Guarda.

 

 

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publicado às 12:20

Almaraz

por Correio da Guarda, em 25.03.18

 

     Na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda, vai ser apresentada na próxima terça-feira, 27 de Março, a obra "Almaraz e outras coisas más", coordenada por António Eloy.

    Um livro que conta com 30 colaborações dos mais variados setores da sociedade, entre as quais a de António Eloy, um dos coordenadores do Movimento Ibérico Antinuclear (MIA); trata-se de umma obra sobre a questão nuclear que tem ensombrado a Península Ibérica nas últimos décadas e que aborda casos concretos, como a central nuclear espanhola de Almaraz, situada perto de Portugal.
     O livro aborda basicamente o passado histórico e a atualidade do nuclear na Península Ibérica. A apresentação terá lugar pelas 18 horas.

 

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publicado às 23:55

Arte de falar e estar calado

por Correio da Guarda, em 10.03.18

 

 

     Na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda, vai ser apresentado hoje, pelas 16 horas, o livro "Arte de falar e arte de estar calado: Augusto de Castro - jornalismo e diplomacia", de Clara Isabel Serrano.

     A obra será apresentada pelo ex-jornalista, Mário Matos e Lemos, natural de Gonçalo (Guarda) que trabalhou com Augusto de Castro no Diário de Notícias e que desempenhou, entre 1972 e 1998, funções de conselheiro cultural e de imprensa em diversas embaixadas portuguesas.

    A sessão de apresentação contará também com a presença de Maria Manuela Tavares Ribeiro, coordenadora da coleção "História Contemporânea", em que a obra se insere.

arte.jpg

 

 

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publicado às 00:01

Jornalismo e Diplomacia

por Correio da Guarda, em 01.03.18

 

     O livro "Arte de falar e arte de estar calado: Augusto de Castro - jornalismo e diplomacia", de Clara Isabel Serran, vai ser apresentado na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda, no próximo dia 10 de Março, pelas 16 horas.

    A obra será apresentada pelo ex-jornalista, Mário Matos e Lemos, natural de Gonçalo (Guarda), que trabalhou com Augusto de Castro no Diário de Notícias e que desempenhou, entre 1972 e 1998, funções de conselheiro cultural e de imprensa em diversas embaixadas portuguesas.

    A sessão de apresentação contará também com a presença da coordenadora da coleção "História Contemporânea", em que a obra se insere, editada pela Imprensa da Universidade de Coimbra, Maria Manuela Tavares Ribeiro.

 

    Fonte: BMEL

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publicado às 23:18

"Por amor" na BMEL

por Correio da Guarda, em 16.09.17

 

     No próximo dia 23 de setembro,pelas q6 horads, será apresentada na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda) a obra "Por Amor".

    Trata-se de uma trabalho de coautoria de Susana Barbosa, Cláudia Pedreira, Dina Coelho, Filipa Carvalho e Alexandra Santiago; elas ouvem, mas partilham a sua história de como é viver com aqueles que não ouvem.

    "Por Amor" é o relato de cinco experiências na primeira pessoa de um amor mágico, de uma partilha de como se pode ser feliz no mundo do silêncio.

 

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publicado às 00:14


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