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Luís Sepúlveda: Prémio Eduardo Lourenço 2016

por Correio da Guarda, em 29.04.16

LUIS SEPULVEDA.jpg

     O Prémio Eduardo Lourenço 2016 foi atribuído, hoje, ao escritor Luís Sepúlveda.

    O júri da décima segunda edição decidiu atribuir o galardão ao escritor Luís Sepúlveda pelo seu trabalho em louvor da Língua e da Cultura espanholas, "fazendo da pátria idiomática, que tem a dimensão plurinacional de vários continentes, uma aventura criadora em que o Homem é a medida de todas as coisas".

   Considerando o espírito do prémio e a dimensão de um diálogo ibérico alargado, inspirador da vida e obra, tanto do patrono do prémio como de Luís Sepúlveda, o júri destacou ainda a expressão e difusão da obra do autor, tanto em Portugal como em Espanha, tornando-o mediador da Cultura Ibérica.

   O prémio instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos, no montante de 7.500,00€, destina-se a premiar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.

 

 

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publicado às 23:18

Conferência sobre Aquilino Ribeiro

por Correio da Guarda, em 13.06.13

 

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publicado às 00:01

Inscrição do Cabeço das Fráguas em Lisboa

por Correio da Guarda, em 15.03.12

    

    

      O molde da inscrição do Cabeço das Fráguas, pertencente ao Museu da Guarda e executado pelo Instituto Arqueológico Alemão, integra, actualmente, a exposição temporária "Religiões da Lusitânia. Loquuntur saxa" do Museu Nacional de Arqueologia.

     Recorde-se que este molde foi apresentado pela primeira vez na exposição temporária "Porcom, Oilam, Taurom |Cabeço das Fráguas, o santuário no seu contexto" realizada a 30 de Maio de 2010.

     Trata-se de uma cópia, à escala natural, do texto epigrafado numa rocha, localizada no santuário do Cabeço das Fráguas, no ponto mais elevado de um recinto fortificado, ao qual se terão deslocado as populações das terras em redor para celebrar os seus ritos, desde o século VIII a.C ao final do século I d.C.

     O texto descreve um sacrifício de tipo suovetaurilia dedicado a várias divindades indígenas. Ao apresentar um texto religioso de língua indígena em alfabeto latino, esta inscrição é também um importante testemunho da romanização dos cultos indígenas, daí o seu perfeito enquadramento, na exposição temporária do Museu Nacional de Arqueologia.

     Tal como escreve o Director do Museu Nacional Arqueologia, Dr. Luís Raposo, na justificação geral da exposição, “(...) a pretendida eternidade da civilização latina (Roma aeterna) será nesta exposição confrontada com as fortes continuidades locais, que remontam à Pré-história e se manifestam até à actualidade na cultural popular portuguesa.

     Neste quadro, a Lusitânia emergirá como uma eternidade por só própria (Lusitania aeterna), incorporando valores indígenas e autóctones, de tal forma que as crenças do presente podem ser iluminadas por estas raízes profundas, de tão longa duração (...)”.

 

       Fonte: Museu da Guarda

 

 

 

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publicado às 01:04

Prémio Virgílio Ferreira

por Correio da Guarda, em 04.11.11

 

     Até ao próximo dia 31 de Dezembro estão abertas, na Câmara Municipal de Gouveia, as candidaturas para a apresentação de trabalhos ao Prémio Literário Virgílio Ferreira.

     Este prémio, instituído em 1997, por aquela autarquia, pretende incentivar a produção literária, “contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa”.

 

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publicado às 17:45

Jornadas sobre o Cabeço da Fráguas

por Correio da Guarda, em 13.04.10

   

   Porcom, Oilam, Taurom. Cabeço das Fráguas: o santuário no seu contexto” é o tema da jornada que vai decorrer no Museu da Guarda, no próximo dia 23 de Abril, sobre a investigação que foi desenvolvida naquela estação arqueológica, localizada a escassos quilómetros desta cidade.

     Esta iniciativa, promovida pelo Instituto Arqueológico Alemão de Madrid, em colaboração com o Museu da Guarda e o Centro de Estudos Ibéricos, pretende analisar este espaço de santuário em função dos novos dados obtidos e enquadrá-lo no seu contexto regional, cronológico e temático.

     De referir que este encontro, de carácter interdisciplinar, coincide com a exposição que está patente no museu guardense, até 31 de Maio.

     Organizada pelo Instituto Arqueológico Alemão e pelo Museu da Guarda, esta mostra apresenta pela primeira vez ao público o molde da inscrição rupestre em língua lusitana identificada no local, que salvaguarda esse importante texto epigráfico e facilita o seu acesso, até agora difícil, a investigadores e eruditos.

     De acordo com alguns investigadores, a primeira referência a esta inscrição remonta ao século XVIII. O pároco de Pousafoles do Bispo anotou a existência, no Cabeço das Fráguas, de uma lage com caracteres indecifráveis. Estes descrevem a oferenda de vários animais a diversas divindades, conjugando no mesmo texto o alfabeto latino e a chamada língua lusitana, falada na época pré-romana em quase todo o território do ocidente hispânico.

     Com o processo de moldagem que foi concretizado no passado ano, os trabalhos arqueológicos em curso desde 2006 no Cabeço das Fráguas (localizado nas proximidades da freguesia de Benespera, Guarda) entraram numa nova fase e deixaram um eminente contributo para um maior conhecimento da referida inscrição rupestre divulgada, pela primeira vez, em 1943 pelo General João de Almeida e publicada, em 1956, pelo arqueólogo guardense Adriano Vasco Rodrigues, a quem se deve, aliás, o despertar da curiosidade por parte da comunidade científica.

     As prospecções que ali decorreram, resultaram, precisamente, da existência de referida invocação às divindades e do interesse em esclarecer o contexto arqueológico no qual terá decorrido o aludido acto religioso.

     De acordo com informação do Museu da Guarda, tratou-se da “primeira vez que esta inscrição, já famosa no meio científico europeu, foi reproduzida fielmente à escala natural com recurso à avançada tecnologia de LaserScan, levada a cabo no terreno por uma empresa especializada portuguesa”.

     O projecto, impulsionado pelo Instituto Arqueológico Alemão de Madrid, foi desenvolvido com a colaboração do Museu da Guarda e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O referido molde, processado por especialistas da Universidade Técnica de Berlim, passa a integrar a exposição permanente do Museu da Guarda.

 

 

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publicado às 00:11

O Rádio

por Correio da Guarda, em 06.01.09

 

A preocupação em defendermos, no quotidiano, a nossa língua deve ser um imperativo e uma preocupação constante de todos quantos têm responsabilidades no funcionamento das estações de rádio.
Estas, pela sua proximidade e capacidade de intervenção nos mais recônditos lugares podem desempenhar uma acção eminente na defesa da nossa língua, das nossas tradições culturais e históricas, o mesmo é dizer da nossa identidade.
Deste modo, é fundamental que haja permanente consciencialização de todos quantos, numa estação emissora, se sentam ao microfone.
E ao discorrer sobre esta temática, recordo aquilo que o escritor João de Araújo Correia deixou numa das suas crónicas, partindo da repulsa pessoal por alguns alimentos.
“ O que se dá com este pitéu e outros pitéus de igual teor pepináceo dá-se também com algumas palavras e palavrinhas, expressões e expressõezinhas, que toda a gente usa, principalmente pessoas de bom tom. Sou incapaz de as proferir (…).
Uma das tais locuçõezinhas é esse modo de dizer a Rádio. A Rádio! Na língua maternal, que bebi com o leite; na fala do povo, relicário da índole do nosso idioma; nos livros clássicos de mim mais lidos; em nenhuma página e em nenhuma glote portuguesa lídima, jamais existiu expressão semelhante. Hei-de jurar que não há em dicionário luso um só substantivo feminino terminado em ádio. Os poucos que existem com a terminação ádio são masculinos, v. g. estádio e gládio. A Rádio é aleijão linguístico. Pode a Filologia justificá-lo, considerando-o redução de radiotelefonia, radiofonia ou radiodifusão. Pouco importa. O aleijão subsiste. Para que a nossa língua o aceite, é indispensável torná-lo masculino. Melhor dizendo é indispensável respeitar-lhe o género com que nasceu. Rádio, elemento de radiofonia, é masculino. Considere-se isto, e então se dirá, tomando o elemento pelo todo, com toda a naturalidade, o Rádio (…)”.
Por cá poucos assumem o género do Rádio; contudo há honrosas excepções, como temos lido/ouvido no “Café Mondego”, gerido (e bem) pelo Américo Rodrigues (http://cafe-mondego.blogspot.com/).              H.S.
 

 

 

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publicado às 00:43


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