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Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

por Correio da Guarda, em 03.05.20

Hoje é assinalado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, data criada em 20 de Dezembro de 1993, com uma decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, gravou mensagem dizendo que jornalistas são antídoto para pandemia de desinformação sobre a covid-19.

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publicado às 16:06

Perspetivar novos rumos..

por Correio da Guarda, em 23.04.20

 

Hoje estamos num mundo diferente e com um conjunto de inimagináveis desafios para o futuro.

De um dia para o outro – fruto da atual pandemia – tiveram que ser tomadas medidas de distanciamento físico, implementadas reformulações e ajustes nos processos de trabalho, paralisadas múltiplas atividades e serviços, rentabilizados recursos humanos e técnicos, assegurado o aproveitamento mais aprofundado das novas tecnologias da informação.

Naturalmente que estas mudanças, indispensáveis, implicam a consciencialização do cenário que atravessamos; evidenciam a necessidade de uma forte determinação em assumir o espírito da informação na sua plena essência, sem esquecer a inovação indispensável.

Ao longo das últimas semanas têm sido inúmeros os apelos para haver uma postura atenta e crítica perante as falsas notícias, veiculadas especialmente através das redes sociais, de forma a “introduzir a falsidade ou o medo, como estratégia para alcançar notoriedade”, como sublinhou a Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Portuguesa.

Daí o realce dado à importância e ao esforço dos profissionais da comunicação social, pois nestas circunstâncias de extrema necessidade a exigência de verdade e de informação. De recordar, a propósito, que também no início do passado mês, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aprovou um conjunto de normas orientadoras com vista a serem incentivados padrões de boas práticas, por parte dos media, na cobertura de doenças e situações epidémicas.

O Conselho Regulador dessa entidade relembrou o papel da comunicação social no alerta e informação ao público, em matéria de saúde pública. “Sobretudo se elas configuram emergências, desencadeadoras de estados de inquietação e nervosismo entre o público, caracterizáveis como de generalizado alarme”, pelo que, acrescentava, “se justificam cuidados redobrados na confirmação da veracidade da informação.”

O Conselho Regulador da ERC apelou aos órgãos de comunicação para uma redobrada atenção em situações que possam causar alarme social. Nessas normas orientadoras, destacou que “o tratamento jornalístico de questões de saúde pública, epidémicas ou não, deve assegurar escrupulosamente os deveres de rigor, abstendo-se da formulação de juízos especulativos e alarmistas, da divulgação de factos não confirmados”. Por outro lado, alertou para a necessidade de ser garantido “o respeito pela proteção da identidade e a reserva sobre a intimidade da vida privada dos doentes e das suas famílias”.

A ERC lembrou, no que diz respeito às fontes de informação, que devem ser privilegiadas as fontes especializadas oficiais, mas sem prejuízo da sua verificação/confrontação com outras; entre as fontes de informação especializadas sublinha-se a importância de dar prioridade às científico-médicas, e entre estas a serem o mais possível diversificadas.”

Há três semanas atrás a Federação Internacional de Jornalistas apelou, igualmente, a uma cobertura mediática, por parte dos meios de comunicação relativamente ao novo coronavírus, sem “pânico justificado”, de forma a evitar “abordagens sensacionalistas” e “teorias da conspiração”. Para esta federação mundial de sindicatos de jornalistas, que representa 600 mil profissionais, o papel dos media na cobertura desta pandemia é “fornecer aos cidadãos informações verificadas, precisas e factuais, evitando dados sensacionalistas que podem levar ao pânico geral e ao medo”.

Imprensa e mudança .jpg

Assim, o posicionamento noticioso e a definição clara das fontes de informação, essenciais e credíveis, permitem o suporte seguro para o trabalho esperado pelos leitores de hoje e de amanhã. Ultrapassada esta conjuntura ímpar e preocupante, há que olhar para o futuro e perspetivar rumos, sem esquecermos que vão ser necessárias medidas de apoio para a comunicação social; necessidade já reconhecida, entre outras associações e organizações, pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social. “Numa altura em que o país atravessa “uma situação nunca antes vivida”, importa garantir que a comunicação social, “nomeadamente os órgãos de âmbito local, podem continuar a cumprir as suas funções de informar e de manter acompanhados todos aqueles que agora estão sujeitos a um ainda maior confinamento e isolamento social, sendo que ajudar a comunicação social local a manter-se em funcionamento é, “uma medida de interesse nacional”.

O seu papel continuará a ser de grande importância, aliado a uma eminente função pedagógica que passa, nomeadamente, por implementar a consciencialização dos deveres e cuidados do cidadão face a situações de emergência.

Hoje o perfil da emergência foi o que todos sabemos, mas se numa situação futura (que desejamos nunca ocorra) houver um corte prolongado de energia elétrica, por exemplo? Estamos preparados para receber a informação? As rádios locais (que podem constituir-se como verdadeiras antenas da proteção civil) estão equipadas com geradores que lhes permitam as emissões e a consequente difusão das orientações/recomendações por parte das entidades competentes? Qual a percentagem de cidadãos que têm tomado devida nota da necessidade de um “kit de emergência” (onde nomeadamente, estejam produtos para necessidades básicas, medicamentos, máscara, cópias de documentos de identificação, um rádio portátil e lanterna com pilhas extra, etc,)? Não temos que ser apenas agentes de saúde pública (como se tem apelado, embora haja ainda alguns a assobiar para o lado…) mas também de proteção civil.

Este tempo de pandemia deve ser também de profunda reflexão, espírito de solidariedade e cooperação, determinação em superar as dificuldades, de valorização dos vários setores profissionais, de medidas objetivas e de preparação (a possível, é óbvio) para novas ocorrências, onde a informação credível e imediata será sempre necessária. (Helder Sequeira)

 

In jornal O Interior 23|04|2020

 

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publicado às 00:01

Covid_19: Cooperação e solidariedade

por Correio da Guarda, em 24.03.20

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Como já escrevemos anteriormente, estamos a viver um tempo de incerteza, angústia e de novas experiências, mas também de afirmação de valores solidários face a uma ameaça real, inquietante, mortífera.

Ao longo dos últimos dias têm surgido exemplos objetivos de cooperação e intervenção cívica, demonstrando capacidade de iniciativa e conhecimentos.

Assim, em várias plataformas digitais (e para além dos tradicionais meios de comunicação, obviamente) surgiram interessantes e úteis “pontos de informação”; a título de exemplo mencionaremos o site Covid19Guarda que, como é referido no mesmo, “tem como função ajudar os cidadãos da Guarda, informando-os para desta forma tentar minimizar o impacto que esta nova realidade tenha na vida de cada um. Porque temos de ser uns pelos outros, estamos abertos a sugestões e dicas para que se torne ainda melhor”.

Neste conjunto de contributos individuais referiremos também, pela sua rápida projeção, o Grupo de Emergência- Guarda, que tem proporcionado diversificada informação, esclarecimentos e contactos de utilidade para o cidadão comum (supermercados, farmácias, take away, talhos, etc.). Isto para além da indicação de plataformas tecnológicas e de serviços, designadamente "Não Paramos! Estamos ON",   dashboard com informação apenas de Portugal,  CovidApp (plataforma para registo de sintomas do vírus), site do SNS24 permite fazer auto diagnóstico; evolução da COVID-19 em Portugal – ashboard Interativo, Quero Ajudar (plataforma que permite ajudar quem está de quarentena),  SOS COVID-19 (plataforma diz o que está em falta nos supermercados) e 
Covidvisualizer (COVID-19 no mundo). 

Nunca serão demais os contributos individuais nesta emergência sanitária.

 

 

 

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publicado às 12:15

Desinfeção das ruas da Guarda

por Correio da Guarda, em 23.03.20

Ruas.jpg

A Câmara Municipal da Guarda e a Junta de Freguesia procederam hoje à desinfeção das principais ruas da cidade.

Esta ação teve início durante a manhã junto ao Hospital Sousa Martins, estendendo-se, depois, a outras zonas da cidade.

De referir que a desinfeção irá prosseguir, por toda a cidade, durante os próximos dias. Inicialmente programada para a passada sexta-feira esta ação foi adiada devido à chuva.

Ruas 2.jpg

Fotos: CMGuarda 

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publicado às 17:29

Informação sobre o Covid-19

por Correio da Guarda, em 19.03.20

 

O Governo  lançou um site para manter os cidadãos informados sobre as medidas excecionais de resposta ao novo coronavírus/COVID-19.

Uma app com mesmo conteúdo vai ser disponibilizada em breve. 

ESTAMOS ON.png

 

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publicado às 15:01

Incrementar a cooperação

por Correio da Guarda, em 17.01.20

 

Ao longo do ano são múltiplos, e diversificados no perfil, os eventos que ocorrem nesta região do interior; iniciativas que incrementam, sem dúvida, fluxos de visitantes e contribuem para animação e desenvolvimento da economia regional.

Contudo, e tendo em conta, os indicadores das últimas décadas, a marca deixada por estas realizações poderia ser mais ampla se tivessem referenciada uma estratégia global, pensada a partir de um entendimento sério das organizações com vista a um trabalho em rede, objetiva e empenhadamente delineado.

A conjugação de esforços e de sinergias, as cedências necessárias para um planeamento consensual, a rentabilização de recursos humanos e financeiros, a rotatividade de algumas iniciativas, a promoção conjunta do território, a afirmação da matriz regional, a predisposição em pensar a construção do futuro, entre outras atitudes, permitiria um cenário substancialmente diferente; ao nível da procura da região, cativando novos visitantes, incentivando a sua permanência nas nossas terras por um período mais longo; assegurando argumentos sólidos e persuasivos…

Por várias vezes, e também aqui neste jornal, sublinhámos que continua a subsistir a tendência para pensar no imediato, circunscrevendo-o a áreas limitadas e numa lógica centrípeta de interesses pessoais, locais ou concelhios, teimosamente enfeudada no desconhecimento do que se passa nos territórios circunvizinhos; é certo que há alguns exemplos de boas práticas de cooperação mas, infelizmente, são raros e por vezes a sua desejada continuidade é interrompida.

Sem colocar em causa a prevalência de eventos que constituem cartazes dos centros urbanos onde são realizados, os quais têm demonstrado um contínuo crescimento e inequívoca adesão dos públicos a quem se destinam, será de equacionar um entendimento ao nível da calendarização, de forma a permitir uma maior abrangência dos projetos e realizações.

Todos os anos, e nomeadamente em épocas perfeitamente identificadas (o ciclo das feiras do queijo da serra pode ser um exemplo), se verifica uma pulverização de iniciativas, coincidindo com frequência nas mesmas datas e muito próximas geograficamente.

A implementação de uma agenda regional bilingue – alcançado que fosse o entendimento imprescindível para um equilibrado e eficaz planeamento – reunindo o máximo de contributos institucionais, associativos, pessoais resultaria num eficaz contributo para uma publicação onde estivesse, em cada ano, uma informação o mais completa possível dos eventos culturais, desportivos, económicos, sociais, científicos; a par de uma indicação clara de roteiros turísticos, locais a visitar, sabores a apreciar, unidades hoteleiras ao dispor, livros sobre a região/escritores ligados a esta zona, órgãos de comunicação existentes, museus, artesanato local, praias fluviais, tradições, coletividades, etc…

Embora o suporte tradicional – agenda impressa – seja adequado à distribuição em pontos estratégicos, nos eixos de circulação de visitantes nacionais ou estrangeiros, postos de turismo, unidades hoteleiras, feiras de promoção turística, o atual contexto tecnológico permite outras formas de consulta e disponibilização, mormente através de uma aplicação pensada para o telemóvel. A reunião e simplificação da informação facilitará a procura por parte dos vários escalões etários.

Nos tempos de hoje, a velha máxima de que “a união faz a força” tem mais sentido e o interior deve, urgentemente, acentuar a coesão se quiser superar os desafios do presente, reivindicar medidas de apoio, combater a ausências e o abandono de terras e lugares, onde prevalecem memórias, uma vasta riqueza patrimonial, cultural e paisagística.

É preciso passar, sem delongas, dos discursos retóricos sobre a importância da cooperação para compromissos sólidos e medidas práticas; visíveis e consequentes.

Naturalmente que neste processo de valorização do nosso território deverá estar, sempre, presente, a participação do cidadão, numa demonstração clara do seu empenho em intervir na promoção e desenvolvimento; não adianta ter manifestações enérgicas e palavras críticas nas redes sociais (como se elas fossem a solução…) e quando desafiado a colaborar remete-se à indiferença, ao afastamento, ao derrotismo…

Desejamos que 2020 seja um período de novos e profícuos entendimentos, da abertura de novos caminhos para a cooperação, para o desenvolvimento global e sustentado de uma região com muitas potencialidades por explorar. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior", 16/1/2020

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publicado às 13:00

Feliz Ano Novo

por Correio da Guarda, em 30.12.19

ANO 2020 Correio.jpg

 

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publicado às 00:01

Pensar o desenvolvimento global

por Correio da Guarda, em 16.08.19

 

Ao longo dos anos a sobreposição, nas mesmas datas, de eventos culturais, desportivos ou musicais tem sido evidente, com reflexos negativos ao nível de potenciais participações ou da fixação de visitantes, durante mais dias.

Reeditamos, uma vez mais, esta questão por considerarmos ser importante o desenvolvimento de um trabalho, planificado com antecedência e num verdadeiro espírito de cooperação e diálogo, por parte das autarquias, agentes culturais ou desportivos, instituições e coletividades.

O conhecimento prévio da calendarização de eventos na nossa zona incrementará um maior envolvimento dos residentes e dos forasteiros, pela possibilidade de equacionarem a sua participação e de elaborarem o roteiro mais adequado com os seus gostos.

Guarda - Foto Helder Sequeira.jpg

Salvaguardando as datas âncora tradicionalmente reservadas para certames que estão consolidados no distrito, o cuidado dos organizadores deve passar pela recíproca troca de informações passíveis de permitirem o desejado alargamento temporal de eventos, distribuídos por dias diferentes; desta forma, as pessoas terão a possibilidade de participar em diferentes iniciativas, programadas para locais distintos.

Um visitante que venha à Guarda numa determinada data para assistir a um espetáculo não terá, certamente, a possibilidade de participar noutro evento (até com perfil diferente) que decorra, no mesmo dia, em Seia, Trancoso, Pinhel ou no Sabugal, por exemplo; oferecer, com a refletida e acordada distribuição, vários eventos no período de visita dessas pessoas terá toda a vantagem em termos de rentabilização da viagem, do conhecimento da região, das receitas da restauração e hotelaria, da dinamização social e melhor conhecimento das localidade.

Esta planificação, pelo que se tem verificado em termos de estratégias concelhias, não será fácil mas é fundamental abrir caminho a uma agenda comum enquadrada num objetivo e empenhado trabalho em rede; capaz de contemplar o máximo de propostas, muito para além de eventos, alargando a novos roteiros motivadores da heterogeneidade de públicos alvo. De recordar que, há algumas décadas atrás, e já no período pós-25 de abril, as reuniões periódicas de presidentes das câmaras municipais do distrito fomentavam um interessante diálogo que permitia o entendimento em várias matérias e eficazes fórmulas de cooperação, benéficas para a evolução dos territórios.

Os castelos, as praias fluviais, a cultura, os solares, as igrejas, a gastronomia, os trilhos, as atividades de montanha, a Serra da Estrela, a flora, os museus, os monumentos e sítios arqueológicos, as tradições, os festivais, o artesanato, as aldeias da meseta ou da Serra, as recriações históricas, as feiras, a observação das aves, os vinhos, os roteiros sobre escritores, o teatro religioso, as águas cristalinas e as múltiplas e encantadoras paisagens que temos para (re)descobrir e oferecer, a quantos nos queiram visitar, é um vasto conjunto de áreas potenciadoras de novas vias de desenvolvimento.

Atualmente, com o a disponibilização de novas tecnologias – o que não afasta uma edição impressa da agenda distrital – não é difícil a organização e sistematização de uma informação (regular e eficazmente atualizada) sobre a oferta distrital ao nível de eventos, locais a visitar, hotelaria, restauração, imprensa local, transportes, roteiros turísticos, locais de lazer, formação, bibliotecas e arquivos, unidades de saúde e contactos úteis.

A criação (envolvendo contributos multidisciplinares) de uma aplicação para equipamentos móveis, usados por todos no dia a dia, uma via desejável, conciliando-a com outros suportes informativos que não olvidem, igualmente, a síntese e qualidade dos textos, o cuidado na apresentação, a qualidade fotográfica e a facilidade de consulta.

Existem, na nossa zona, conhecimentos, recursos e meios; falta a decisão, o entendimento e o empenho em se pensar numa estratégia global para esta região do interior, divulgando a sua realidade, promovendo as suas potencialidades, captando novos visitantes e investimentos.

Hélder Sequeira (in O Interior, 15|8|2019)

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publicado às 12:55

Combater a desinformação

por Correio da Guarda, em 19.07.19

 

     A necessidade de combater a desinformação tem sido acentuada nos últimos tempos, com a União Europeia a pedir aos estados membros para tomarem as medidas adequadas. Uma larga percentagem das “fake news” é suportada pelas plataformas digitais e, assim, não é de estranhar, que só no passado mês de março o Facebook bloqueou, na EU, mais de 600 mil anúncios, considerados como “enganosos”.

   O Google lançou, entretanto, o curso Be Internet Awesome vocacionado para crianças entre 7 e 12 anos de idade; embora não seja um projeto propriamente novo (pois tem alguns anos de existência e era dirigido para ministrar preparação aos mais jovens sobre os cuidados a ter com o mundo mediático), a Google decidiu, este ano, aperfeiçoar essa ferramenta de alfabetização mediática, disponível em português.

    Assim, são facultadas indicações para a deteção de informações falsificadas e como atuar perante as várias situações detetadas, entre outras coisas. Seja Incrível Na Internet (Be Internet Awesome) “ensina às crianças os conceitos básicos de segurança e cidadania digital para que elas possam explorar o mundo on-line com confiança”, como é referido na página específica deste projeto.

    O Google já no início de 2018 tinha anunciado uma série de medidas para travar “fake news”, a que Portugal não escapa, como ficou bem explícito numa série de reportagens da autoria do jornalista Paulo Pena, publicadas no Diário de NotíciasNa passada semana, este jornalista esteve na Guarda para falar da urgência em lutar contra a desinformação, no âmbito da iniciativa Media Veritas Talks.

   O Media Veritas é um programa de combate à iliteracia mediática, contra a manipulação jornalística e a desinformação promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa em parceria com o Google.org; o objetivo é desenvolver, em Portugal, a Literacia dos Media junto das comunidades mais vulneráveis ao longo de dois eixos (adolescentes e jovens e seniores), assegurando igualmente uma base para garantir a sua continuidade. Com o Media Veritas pretendemos contribuir para uma sociedade mais livre, informada e democrática; dotar os mais vulneráveis consumidores de informação, designadamente os adolescentes/jovens e seniores, a nível local e regional, de ferramentas que os habilitem a estar melhor informados e assim garantir a construção de um país mais justo e equilibrado; promover o desenvolvimento do pensamento crítico e do uso de fontes de informação credíveis e apoiar os órgãos de comunicação social, contribuindo para garantir a fiabilidade dos respetivos conteúdos”. Esclarece a Associação Portuguesa de Imprensa, cujo presidente, João Palmeiro, foi outro dos intervenientes na sessão que decorreu na Biblioteca Municipal da Guarda.

    Mostrar aquilo que é a desinformação, a iliteracia mediática e a manipulação jornalística e como pode ser combatida serviu de mote para o Media Veritas Talks, na Guarda, que deveria ter merecido uma maior atenção por parte da comunidade e mormente de que tem responsabilidades educativas,  informativas e editoriais.

    Paulo Pena falou da existência, em Portugal, de vários sites de notícias falsas que acabam por ser partilhadas nas redes socias, validadas de forma inconsciente pelas pessoas; estas, “não valorizando o efeito da mentira” colocam “em risco” os pilares da democracia. Deste modo, é fundamental a garantia de que a informação, nos media, é tratada “de uma maneira profissional”, obedecendo a regras, códigos e à ética.

    No passado ano, na Guarda (e numa comunicação subordinada ao tema Jornalismo e Democracia, António José Teixeira afirmou que “vivemos – dizem-nos – no tempo da pós-verdade. Há algumas décadas, a Filosofia queria convencer-nos de que não havia verdade, mas apenas interpretação. Hoje, a verdade parece coisa do passado, o relativismo confunde-se com crença ou convicção. Tudo pode vir à Rede. Tornou-se mais difícil discernir o que é verdadeiro do que é falso. As fake news tornaram-se armas de arremesso. Não são apenas falsas, são inventadas para serem verosímeis, para confundirem e manipularem os menos cépticos. São tantas, e de tão repetidas, difíceis de combater.

    Neste cenário acrescentava que “talvez nunca como hoje o jornalismo tenha tido tanta razão de ser. Para vivermos, para tomarmos decisões fundamentadas, para distinguirmos o trigo do joio, precisamos de notícias credíveis, que nos digam o que se passa, não apenas onde, quando, quem, mas também como, porquê e em que contexto”.

   A sessão Media Veritas Talks, realizada na Guarda, sublinhou a importância de ser credibilizado o jornalismo, reforçado o seu papel de modo que os leitores/ouvintes possam aquilatar que a informação transmitida é rigorosa, verificada e deixem caminho aberto à tomada de posições por parte dos cidadãos. Incrementando o espírito crítico e democrático. (H.S.)

 

 

 

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publicado às 19:00

Talk Media Veritas na Guarda

por Correio da Guarda, em 10.07.19

 

    Na Guarda vai decorrer amanhã, a partir das 14h30, a ação “Talk Media Veritas”, centrada sobre a luta contra a iliteracia mediática, manipulação jornalística e desinformação.

    Trata-se de uma iniciativa da Associação Portuguesa de Imprensa (API) em parceria com o semanário “A Guarda” que terá lugar na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, com intervenções de João Palmeiro, Paulo Pena e Hélder Sequeira.

   O Media Veritas é um programa de combate à iliteracia mediática, contra a manipulação jornalística e a desinformação promovido pela APImprensa - Associação Portuguesa de Imprensa em parceria com o Google.org e financiado pela Fundação Tides (uma entidade filantrópica norte americana).

  Refira-se que este programa tem por finalidade, “no âmbito nacional, a Literacia dos Media junto das comunidades mais vulneráveis ao longo de dois eixos (adolescentes e jovens e seniores) mas assegurando também uma base para garantir a sua continuidade.”

  Através do Media Veritas, e segundo a APImprensa, pretende-se “contribuir para uma sociedade mais livre, informada e democrática; dotar os mais vulneráveis consumidores de informação, designadamente os adolescentes/jovens e seniores, a nível local e regional, de ferramentas que os habilitem a estar melhor informados e assim garantir a construção de um país mais justo e equilibrado; promover o desenvolvimento do pensamento crítico e do uso de fontes de informação credíveis e apoiar os órgãos de comunicação social, contribuindo para garantir a fiabilidade dos respetivos conteúdos.”

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publicado às 18:00


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