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Faleceu Jaime Couto Ferreira

por Correio da Guarda, em 11.11.22
 
Jaime Alberto do Couto Ferreira, de 78 anos, faleceu hoje em Coimbra.
Professor, historiador, escritor e pintor, Jaime Alberto do Couto Ferreira nasceu a 1 de junho de 1944, na freguesia de Famalicão da Serra (Guarda); tendo frequentado o Liceu Nacional da Guarda, licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1974).

Jaime Couto Ferreira_n.jpg

Convidado pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, ali desenvolveu a atividade docente e de investigação até 2006, ano em que se jubilou. Foi Fundador da Associação Portuguesa de História Económica e Social (1980).
Jaime Couto Ferreira foi um dos principais responsáveis pela concretização da ideia do Centro de Estudos Ibéricos, abraçando o desafio lançado pelo Professor Eduardo Lourenço.
Enquanto membro da Comissão Executiva do CEI (2001 a 2012) soube sempre qual o caminho que se deveria trilhar para concretizar a missão para a qual o Centro foi criado: contribuir para um renovado conhecimento da Península, aproximar os dois países, dinamizar entendimentos e congregar vontades, numa vocação ibérica que não esqueceria a região raiana e esta sua terra em particular.
Pela dedicação e paixão pelo projeto, o CEI prestou-lhe homenagem pública, no dia 3 de julho de 2013, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço.
Entre as diversas edições e publicações destacam-se: “A Guarda Formosa na Primeira Metade do Século XX”, “Apontamentos de História Económica e Social, “Farinhas, Moinhos e Moagens”, “A Dessacralização do Pão”, “A Eletrificação do Centro de Portugal”, “Alembranças – Desenhos e Pinturas”, “Hieracita” e “Pangeia”, para além de inúmeros trabalhos gráficos e recensões críticas na revista “Vértice”, no jornal “A República” e no jornal “Diário de Coimbra”.
 
 
Fonte e foto: CEI
 

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publicado às 17:11

Conferência sobre Fado

por Correio da Guarda, em 09.02.15

 

      “Para uma História Contemporânea do Fado” é o tema da conferência que o musicólogo Rui Vieira Nery irá apresentar no Café Concerto do TMG na próxima quinta-feira, dia 12 de fevereiro, pelas 21h30.

     Trata-se de uma iniciativa no âmbito do Ciclo “Eu Queria Ser Fado” que o TMG está a promover, desde o início do ano, e até ao próximo mês de Março.

     A sessão tem entrada livre.

    Rui Viera Nery, filho do grande guitarrista de Fado Raul Nery, é musicólogo e historiador cultural, autor de diversos estudos sobre História da Música Portuguesa em geral e do Fado em particular.

 

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publicado às 00:43

Pinharanda Gomes

por Correio da Guarda, em 22.11.13


     “Ao longo de décadas, Pinharanda Gomes foi e, felizmente, continua a ser, um dos mais prolixos hermeneutas da História e tradição do nosso pensamento filosófico. Investigador e sistematizador nato, jamais se deixou prender pelas etiquetas de historiador, ou de filósofo que também o é. Com a Universidade tantas vezes de costas voltadas para ele, jamais negou auxiliá-la, colaborando junto desta sempre que solicitado, revelando continuadamente os mais nobres valores associados a uma integridade ética e humana, definidora apenas dos grandes Mestres”.

     Palavras de José Almeida extraídas do texto “Para uma visão de Pinharanda Gomes sobre o Galaaz de Portugal”, que integra o conjunto de trabalhos inseridos no livro dedicado à obra e pensamento deste filósofo, ensaísta e investigador.

     “Pinharanda Gomes – A Obra e o pensamento, estudos e testemunhos” é a publicação, recentemente editada, que reúne as intervenções e testemunhos apresentados num colóquio promovido, em Abril, pelo Grupo de Investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia em Portugal”, do Gabinete de Filosofia Moderna e Contemporânea do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

     Como salientam os organizadores desta edição (Maria Celeste Natário, António Braz Teixeira e Renato Epifânio), no intróito deste livro, “a obra historiográfica de Pinharanda Gomes tem-se caracterizado pela seriedade intelectual, pelo rigor hermenêutico, pela lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, pela clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco essencial nos estudos contemporâneos da nossa história filosófica”.


     Pinharanda Gomes (natural de Quadrazais, concelho do Sabugal), figura incontornável da cultura portuguesa, comentava-nos há alguns anos atrás que, literariamente falando, é natural da Guarda; embora realizado em Lisboa, como nos dizia, foi na cidade mais alta de Portugal que lançou as primeiras raízes.

     Numa das suas muitas obras, Pinharanda Gomes escreveu que, “na esquina do tempo, e tendo saído da Guarda há muitos anos (parece que temos o destino da emigração) foi-nos concedida a graça de permanecermos fiel à mátria”.

     Essa fidelidade tem sido constante, exemplar, de uma grandeza própria de personalidades de enorme saber e erudição mas simultaneamente simples, humanas e profundamente solidárias com a sua terra de origem.

     A sua presença, frequente, em iniciativas aqui realizadas ou as intervenções proferidas sobre temáticas e personalidades ligadas à nossa região comprovam isso mesmo. Pinharanda Gomes “constitui, hoje, um exemplo vivo de um estudioso desinteressado, sem prebendas nem honras institucionais, fazendo do estudo erudito uma vocação de vida”, como escreve Miguel Real num dos textos publicados na obra atrás referenciada. “Na Guarda – sublinha José Domingues, outro dos articulistas – se desenvolveu uma fase crucial da ascese do adolescente, despertado para a vida espiritual por um conjunto de mestres, que por mais de uma vez recordarão ao longo da vida (…)”.

     No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais; ele tem-se afirmado um defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural e outrossim dos valores humanos, mormente desta zona raiana. “Sentimos quanto é longo o dever de um homem dar contas públicas do muito ou do pouco que lhe foi possível realizar pela valorização do seu património, isto é, das coisas da sua terra natal”. Escreveu Pinharanda Gomes.

     Recorde-se que no Sabugal foi inaugurado, no passado ano, o Centro de Estudos Pinharanda Gomes. Neste Centro está reunido todo a acervo documental particular, que o autor doou à Câmara Municipal do Sabugal, bem como cerca de 3 500 opúsculos e volumes sobre temáticas diversas.

     Estamos perante um intelectual que honra o seu concelho, a Guarda, o país e todo o espaço da lusofonia.

     Será que a Guarda lhe tem dado a devida atenção, percebeu a sua grandeza e prestou a devida homenagem por tudo quanto ele tem feito, investigado e escrito?


    in "O Interior", 21-11-2013, HS

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publicado às 21:32


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