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Torre dos Ferreiros já pode ser visitada

por Correio da Guarda, em 27.11.20

Torre dos Ferreiros - Guarda PT - foto Helder Sequ

A Câmara Municipal da Guarda inaugurou hoje, dia do feriado municipal, as obras de requalificação da Torre dos Ferreiros, a que corresponde a um investimento na ordem dos 570 mil euros. A partir de hoje e possível subir ao alto do monumento: o  acesso poderá ser feito pelas escadas no interior da Torre (Rua da Torre) ou pelo elevador panorâmico, numa das suas laterais (Rua Tenente Valadim).

A entrada será gratuita mediante reserva antecipada, online, entre 27 de novembro e 31 de dezembro. A partir de 1 de janeiro, o acesso passará a ser pago e a reserva poderá também ser feita presencialmente no Museu da Guarda e no Welcome Center.

Em qualquer um dos dois acessos ao miradouro da torre estará um leitor de QR Codes: na porta de acesso pela escadaria; e no elevador. O código estará disponível no bilhete enviado por e-mail ao destinatário, após reserva online, ou no bilhete entregue nos pontos do Museu da Guarda e Welcome Center. O espaço irá ter cobertura wifi.

Torre dos Ferreiros  - Guarda - foto Helder Sequei

A Torre dos Ferreiros é datada do século XIII e foi mandada construir pelo rei D. Dinis, estando classificada como Monumento Nacional desde 1956. Esta intervenção está inserida no projeto de “Requalificação do eixo central da Guarda”.

 

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publicado às 18:21

Património guardense...

por Correio da Guarda, em 05.11.20

Património - Guarda - HS.jpg

 

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publicado às 22:42

Uma rainha na Guarda...

por Correio da Guarda, em 25.10.20

 

Um pouco na linha daquilo que escrevemos em anteriores apontamentos, hoje não poderíamos deixar passar em claro uma personalidade com emblemática ligação à Guarda. Referimo-nos a D. Amélia de Orléans, última rainha de Portugal, falecida a 25 de outubro de 1951.

Esta cidade deve-lhe um dos seus principais ex-libris, de que hoje, infelizmente, restam simbólicas e degradadas estruturas arquitetónicas, denunciadoras do desleixo e indiferença das entidades competentes

O Sanatório Sousa Martins ficará perenemente ligado a D. Amélia pelo relevante papel que teve na sua criação; empenhada nas causas sociais, esta rainha dispensou particular atenção aos mais desfavorecidos, sendo, aliás, particularmente significativo o facto de o pavilhão destinado aos doentes mais pobres ostentar o seu nome.

Maria Amélia Bourbon e Orléans nasceu em Twickenham, arredores de Londres em 28 de setembro de 1865 (curiosamente o futuro marido, D. Carlos, nasceu também no mesmo dia, dois anos antes).

A filha mais velha de Filipe de Orleans (conde de Paris e chefe da Casa Real de França) e de Isabel de Montpensier, que se encontravam (à altura) exilados em Inglaterra, apenas foi viver para França no ano de 1871.

Nos anos seguintes, Amélia de Orléans viajou com frequência e frequentou os principais palácios das monarquias europeias; personagem culta, apreciava o teatro, a ópera, a pintura e a leitura, convivendo, em Paris, com os escritores mais eminentes da época. Em 1886 conheceu D. Carlos, herdeiro da coroa portuguesa, de quem veio a ficar noiva, nesse mesmo ano; o casamento ocorreu em 22 de maio, em Lisboa, onde cedo manifestou as suas preocupações face ao flagelo da denominada “peste branca”.

Rainha D. Amélia.jpg

Eça de Queirós definiu-a como “senhora de grande e dedicada esmola. E a sua esmola não baixa majestosamente do trono, numa salva, entre alabardeiros. Ela própria a leva, sob um véu espesso, a todos os recantos (...); ama a caridade racional, que se organiza, se arma em instituição, derrama o bem por estatuto”. A sua atenção às questões culturais manifestou-se por diversas formas sendo a criação do Museu dos Coches Reais, em 1905, uma das mais expressivas traduções dessa postura.

Amélia de Orléans viveu em Portugal entre 1886 e 1910, num período social e politicamente muito complexo, em que soube superar muitas contrariedades e definir uma estratégia de auxílio às camadas sociais com menores recursos. A Assistência Nacional aos Tuberculosos, de que o Sanatório da Guarda foi a primeira unidade hospitalar, constituiu, nesta matéria, uma das obras mais marcantes da intervenção social da Rainha D. Amélia.

Para a tuberculose como para outros tantos males, há meios na ciência para, se não os conjurar, ao menos diminuir os seus estragos e remediar os seus efeitos”, como afirmou, em 1900, numa das suas intervenções públicas. Na cruzada contra a tuberculose, a Rainha procurou, por vários meios, canalizar recursos financeiros para combater a doença; a receita da venda do livro “O Paço de Sintra”, escrito a seu pedido pelo Conde de Sabugosa, e que foi ilustrado com desenhos feitos por D. Amélia, foi um dos muitos contributos para essa causa, em relação à qual o Sanatório da Guarda se afirmou verdadeiro baluarte.

A Rainha D. Amélia, acompanhada pelo Rei D. Carlos, veio à Guarda em 18 de maio de 1907, aquando da inauguração do Sanatório a que atribuiu, como homenagem, o nome do médico Sousa Martins (que falecera em 1897, e de quem já falamos neste jornal em anteriores edições).

A vida da Rainha ficou tristemente marcada pelo regicídio ocorrido, em Lisboa, em 1 de fevereiro de 1908, de que resultou a morte do Rei D. Carlos e do herdeiro D. Luís Filipe, Príncipe da Beira; com a aclamação de D. Manuel II, como Rei de Portugal, a 6 de maio de 1908, D. Amélia passou a colaborar nos atos da governação.

Em julho de 1910, a Rainha, na qualidade de Presidente da ANT, veio de novo à Guarda, numa visita, muito discreta, ao Sanatório e à filha do Conde de Tarouca, que ali estava internada.

Implantada a República, em 5 de outubro de 1910, a Rainha D. Amélia foi forçada ao exílio; começa por se instalar em Woodnorton (Inglaterra), residência do irmão, e em janeiro de 1911 passou a viver em Richmond Hill. No verão de 1921 mudou-se para França; a nova residência situava-se em Chesnay (nas proximidades do Palácio de Versalhes), numa mansão designada por Château de Bellevue.

Em 1939 foi convidada por Salazar para vir para Portugal, mas a Rainha não aceitou e passou os anos da segunda guerra mundial em França, onde não esqueceria as suas ligações ao nosso país, tendo hasteado mesmo a bandeira portuguesa na sua residência. Seis anos depois, em maio de 1945, veio a Portugal e foi recebida de forma apoteótica; entrou na fronteira de Vilar Formoso a 17 de maio de 1945, na véspera de se comemorarem trinta e oito anos após a inauguração do Sanatório Sousa Martins.

A Rainha D. Amélia faleceu, em Chesnay (Versalhes) na manhã de 25 de outubro de 1951; o seu corpo seria transladado para Portugal, em março de 1952, tendo ficado no Panteão Nacional.

A Câmara Municipal da Guarda decidiu, a 5 de Dezembro de 1951, atribuir o nome da última rainha de Portugal ao troço da estrada nacional nº 18 que ladeava o Sanatório e o extremo da Rua Batalha Reis; dois anos depois, a autarquia guardense deliberou proceder à eletrificação da referida avenida, junto à qual, no interior de cerca daquele sanatório, foi inaugurado - a 31 de Maio de 1953 - o Pavilhão Novo (bloco da Unidade Local de Saúde que ladeia a Avenida Rainha D. Amélia).

Ao evocarmos a efeméride a que aludimos anteriormente, estamos a relembrar um importante período da história da Guarda e a projeção alcançada por esta cidade no plano nacional e internacional. 

                                                                                                                Hélder Sequeira

 

 

 

 

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publicado às 00:01

Guarda

por Correio da Guarda, em 17.10.20

Guarda - muralha - HS.jpg

Guarda. Vista parcial da antiga muralha.

 

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publicado às 11:40

Pela cidade...

por Correio da Guarda, em 29.09.20

Guarda - centro histórico - HS 2020.jpg

Guarda.

 

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publicado às 22:33

Muralha

por Correio da Guarda, em 22.09.20

Guarda.jpg

Guarda. Muralha.

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publicado às 08:05

Encontros com a História em Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 14.08.20

Encontros.jpg

 

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publicado às 11:47

Sepulturas antropomórficas em Moreira de Rei

por Correio da Guarda, em 13.08.20

 

Escavações em Moreira de Rei - foto Helder Seque

Em Moreira de Rei (Trancoso) estão a decorrer trabalhos arqueológicos no âmbito do projeto de requalificação do largo e da igreja de Santa Marinha.

Recorde-se que naquele local foram registadas 550 sepulturas antropomórficas, numa área que foi já considerada uma das maiores necrópoles da Península Ibérica.

Em redor daquele templo religioso foi identificado um cemitério medieval, temporalmente enquadrado entre os séculos VIII-IX e XII-XIII; a igreja de Santa Marinha, datada do século XII, está classificada como Monumento Nacional desde 1932.

Como foi recentemente divulgado, o número elevado de sepulturas surpreendeu os arqueólogos, que encontraram também muitos vestígios de ossadas humanas.

Sepulturas - Moreira de Rei - HS.jpg

As escavações, promovidas pela Câmara Municipal de Trancoso, foram iniciadas em agosto de 2018.

O projeto de requalificação do largo e da igreja de Santa Marinha permitirá "criar alguns eixos de circulação e zonas de reserva", que vão também proporcionar a visibilidade das sepulturas. "as sepulturas ficarão à vista".

Está prevista a criação de um Centro de Interpretação da Necrópole.

 

 

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publicado às 21:27

Na Catedral...

por Correio da Guarda, em 19.07.20

Na Catedral  - HS.jpg

Guarda. Sé Catedral.

 

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publicado às 23:19

Jarmelo

por Correio da Guarda, em 09.06.20

Jarmelo - Guarda (Foto Helder Sequeira ).jpg

 

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publicado às 23:06


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