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Livro sobre o concelho de Almeida

por Correio da Guarda, em 10.06.24

 

"Concelho de Almeida - Património com Alma: História, Cultura e Arte" é o título do livro que será apresentado no próximo dia 2 de julho, pelas 11 horas, na Biblioteca Municipal de Almeida, sessão integrada nas comemorações do aniversário daquele concelho.

Este livro sobre as freguesias do concelho de Almeida, da autoria de Augusto Moutinho Borges e António Reinas, será também apresentado em Vilar Formoso, no dia 6 de Julho, na Casa do Adro.

«Muito poderíamos desenvolver nesta obra, mas o nosso objetivo não é o de escrever uma monografia do concelho, nunca escrita e que esperamos que seja em breve, mas o de lançar “olhares e novas visões sobre o concelho de Almeida”, realçando aspetos mais direta e indiretamente ligados ao nosso tema, “Património com Alma”» salientam os autores.

O livro vai ter um total de 208 páginas com fotografias a cores e desenhos, de diversos autores. 

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publicado às 15:26

Guarda: das origens à atualidade

por Correio da Guarda, em 19.04.24

 

Uma obra dedicada à história da cidade e do concelho da Guarda vai ser apresentada no dia 24 de abril no âmbito dos 50 anos da Revolução de 74.
Coordenada pelo Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade – CEPESE, e desenvolvida por uma equipa multidisciplinar de mais de três dezenas de investigadores, esta obra dá a conhecer, de forma sintética, mas cientificamente rigorosa, a história da cidade e do concelho da Guarda, das suas origens pré-históricas à atualidade.
Profusamente ilustrada e suportada por cerca de 300 quadros e gráficos, a obra distribui-se por quatro volumes, seguindo uma sequência cronológica que abarca, dentro de cada grande período, os principais temas que lhe dizem respeito, das estruturas político-administrativas às religiosas, dos comportamentos demográficos à economia, da organização social ao urbanismo e arquitetura.
O livro será lançado numa sessão pública que decorrerá no Espaço ExpoEcclesia, junto ao Museu da Guarda, na próxima quarta-feira, às 21h00.
 

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publicado às 19:00

O Rei e a cidade...

por Correio da Guarda, em 27.11.23

 

A história da Guarda está indissociavelmente ligada ao segundo rei de Portugal que há 824 anos atribuiu carta de foral a esta cidade. Hoje é evocada a outorga desse documento e comemorado o feriado municipal, sendo oportuno conhecermos um pouco da vida deste monarca, cuja estátua – deslocada há alguns anos para um recanto da Praça Luís de Camões – merecia um reposicionamento mais digno.

D. Sancho I, segundo rei de Portugal e cognominado como O Povoador, era filho de D. Afonso Henriques e D. Mafalda de Saboia. Nascido em Coimbra, em 11 de novembro de 1154, o herdeiro da coroa bem cedo ficou ligado à vida político-militar do reino português, com uma associação efetiva à governação a partir de 1172.

Dois anos depois, o futuro rei casou com D. Dulce de Aragão (filha da Rainha de Aragão e do Conde de Barcelona), continuando a assumir as responsabilidades decorrentes do seu estatuto real; em 1178 é D. Sancho que comanda uma expedição em território sob domínio muçulmano, incursão que chegou aos arredores de Sevilha.

Com a morte do pai, D. Sancho subiu ao trono em 6 de dezembro de 1185, sendo aclamado três dias depois na cidade de Coimbra. A reorganização do território português e a defesa das localidades junto às ainda indefinidas e instáveis fronteiras com os domínios de Leão e dos muçulmanos (a sul), foram duas das suas primeiras prioridades, que se articularam com a imperiosa necessidade de incrementar o povoamento e defesa das zonas conquistadas.

Assim, promoveu a vinda de colonos estrangeiros, doou terras e fortalezas às ordens militares, criou concelhos e mecanismos de administração pública, fomentou o surto económico e agrícola e concedeu forais a cerca de cinco dezenas de localidades, nomeadamente à Guarda, em 27 de novembro de 1199 (documento que segue o modelo do foral de Salamanca).

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Antes desta data (1199), a Guarda confinava-se a uma pequena comunidade “guardada por uma pequena atalaia ou torre – uma guarda – que vigiava a circulação de gentes e bens que percorriam a via colimbriana, o principal eixo de penetração no planalto beirão”, como sustentou Helena da Cruz Coelho. A Guarda assumiu, deste modo, uma posição estratégica de vital importância na defesa da linha fronteiriça da época, protagonizando a centralidade de toda a vasta região envolvente, sobre a qual afirmava a sua influência direta; a sua notoriedade como polo urbano foi reforçada com transferência (entre 1201 ou 1202) da sede do Bispado da Egitânia, cimentando assim o seu estatuto de cidade.

Esta reorganização da jurisdição religiosa apoiou os propósitos régios ao nível do fortalecimento e valorização da zona fronteiriça. Com a conquista de Silves (que viria a perder algum tempo depois) em 1196, D. Sancho passou a intitular-se Rei de Portugal e dos Algarves.

A sua permanência no trono foi atravessada por diversas contendas militares, fomes e pestes, em especial no período entre 1192 e 1210. As lutas com o vizinho reino de Leão e sobretudo os constantes prélios com os almóadas (dinastia marroquina que dominava as terras da Península Ibérica sob alçada muçulmana) ocuparam muitos anos do reinado deste monarca português, que teve ainda de se debater com alguns sérios problemas levantados pelo clero (vejam-se os conflitos com D. Martinho Rodrigues, Bispo do Porto, e também com D. Pedro Soares, Bispo de Coimbra, com os quais se reconciliou no último ano do reinado).

A célebre cantiga de amigo “Muito me tarda / o meu amigo na Guarda”, foi durante muito tempo associada a D. Sancho I que a teria, segundo alguns autores, dedicado a D. Maria Pais Ribeiro (a célebre Ribeirinha, de quem teve seis filhos); os estudos mais recentes afastam-no da sua autoria dessa poesia, embora seja verdade que não foi alheio às necessidades de incremento cultural, como o comprova o apoio dado a alguns elementos do clero que estudaram além-fronteiras. D. Sancho I faleceu em Coimbra em 26 de março de 1211, tendo sido sepultado no Mosteiro de Santa Cruz.

A história da Guarda está indissociavelmente ligada ao segundo rei de Portugal pelo que o registo do seu nome merece, sobretudo em dia de feriado municipal, ser lembrado e respeitado.

 

Hélder Sequeira

 

 

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publicado às 10:57

Oficina de História na Guarda

por Correio da Guarda, em 22.06.23
 
 
A sétima edição da Oficina de História da Guarda vai decorrer nesta cidade de 17 a 21 de julho, dirigida por Rita Costa Gomes, professora de História na Universidade de Towson (EUA).
Esta iniciativa, do Centro de Estudos Ibéricos, pretende incrementar a pesquisa sobre o património e a história da Guarda e da sua região.
Este ano, a Oficina abordará o tema de como programar um podcast sobre História, e quais os caminhos possíveis para o desenvolver.
A atividade referida é aberta a todos quantos se interessam pela história da Guarda e da sua região, decorrendo em modalidade presencial e em horário pós-laboral (18h – 20h), na sede do Centro de Estudos Ibéricos, na Guarda.
A inscrição é gratuita, obrigatória e limitada a 25 participantes, podendo ser feita aqui.
 

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publicado às 12:00

Guarda assinala 823 anos

por Correio da Guarda, em 21.11.22

 

No próximo domingo, 27 de novembro, será assinalado o 823º aniversário da atribuição do foral, por D. Sancho I, à cidade da Guarda 

Tradicionalmente, e após o abandono da data de 3 de maio, o feriado municipal da Guarda era comemorado a 26 de novembro, evocando assim o nascimento, oficial, da cidade. A divergência sobre a data de atribuição da carta de foral foi expressa, pela primeira vez, num artigo publicado, em 1985, no jornal "Notícias da Guarda".

A partir dessa altura alargou-se o interesse pelo estudo da questão e não faltaram argumentos sobre a prevalência de 26 de novembro; por outro lado, a favor do dia 27 deste mesmo mês os argumentos manifestaram igualmente a sua solidez.

De facto, o documento medieval da outorga da carta de foral refere que "foi feita esta carta em Coimbra no dia Quinto antes das Calendas de Dezembro de 1237, no ano do nosso reinado." Assim, e como foi sustentado pelos investigadores que defenderam a nova data, o dia V antes das Calendas de Dezembro é o dia 27 de novembro de 1237, o que convertido à data cristã (menos 38 anos) cai sobre o ano de 1199. A data de 27 de novembro acabou, assim, por ser institucionalizada, há alguns anos atrás, como feriado municipal.

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Se é verdade que a outorga da carta de foral constitui um marco de referência na história desta terra, a sua origem (luso-romana, visigótica ou medieval) é uma questão à qual não foi dada ainda resposta definitiva e segura; sabe-se, isso sim, que lusitanos, romanos e visigodos deixaram por aqui traços indeléveis da sua passagem, testemunhos diversificados, igualmente espalhados pelo distrito.

O ano de 1199 marca um período novo e mais conhecido da história guardense. Através da carta de foral os habitantes recebiam diversos privilégios e o incentivo ao povoamento desta zona, desejado pelo monarca português. À carta de foral da Guarda, bem como a outro importante documento conhecido por "Costumes da Guarda”, dedicou Alexandre Herculano a sua atenção, sendo realçado o contributo para o conhecimento do período medieval português.

 

 (Hélder Sequeira)

 

 

O programa comemorativo, organizado pela autarquia, integra a deposição de uma coroa de flores na estátua do rei fundador, com guarda de honra pelo  Regimento de Infantaria nº 14, seguindo-se  a cerimónia do Hastear da Bandeira, Praça do Município.

Posteriormente terá lugar uma sessão solene na Sala Antonio de Almeida Santos, nos Paços do Concelho, que nesta edição terá como convidados especiais os presidentes das cidades geminadas de Béjar (Espanha), Zefat (Israel) e Wattrelos (França) e também do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva.

Na sessão serão ainda atribuídas medalhas de mérito municipal – Grau prata a Guardenses e a instituições com merecido destaque A saber, a título póstumo: Laurindo Prata e Manuel Geada Pinto; à Fundação José Carlos Godinho; e a Cunha Rasteiro e Virgílio Mendes Ardérius. Após esta sessão haverá, no Jardim José de Lemos, uma demonstração de meios das forças militares e de segurança que participaram na cerimónia do Hastear da Bandeira, e também da Cruz Vermelha Portuguesa.

No período da tarde, ainda com a presença do ministro do Economia e do Mar, serão inauguradas as instalações da empresa Remarkable na Plataforma Logística da Guarda e do Centro Tecnológico do Centro Histórico, espaço do Município que acolhe várias empresas do Ramo tecnológico como a TRH e a NTT, bem como da multinacional Air Liquide Portugal, nesta fase inicial. No mesmo espaço serão também assinadas as escrituras dos lotes da Plataforma Logística com as Empresas Magnoliathunder, Lda e Glacierignition, Lda.

Segue -se o descerrar de placas de toponímia de homenagem a título póstumo a D. Martinho Pais, a Tiago Gonçalves e a Laurindo Prata. O programa do dia 27 inclui ainda um concerto de Teresa Salgueiro no Teatro Municipal da Guarda. A ex-vocalista dos Madredeus terá como músicos convidados, no palco do Grande Auditório: Tim (Xutos e Pontapés) e a cantora Maria João.

O programa das comemorações do 823 anos da Guarda engloba, no dia 24, a homenagem, a título póstumo, a João Mendes Rosa, antigo coordenador do Museu e mentor do SIAC, falecido em 2021. O Museu da Guarda passará, a partir deste dia, a designar a sua sala de exposições temporárias como Sala João Mendes Rosa. A esta homenagem seguir-se-á o lançamento do número 43 da Revista Cultural Praça Velha.  No dia 25, na BMEL, o Centro de Estudos Ibéricos promove o Seminário “Leituras de Eduardo Lourenço”, iniciativa de cariz científico que carece de inscrição prévia no CEI e que terá transmissão também online; à noite, decorrerá a Serenata Monumental “Fado ao Centro” nas escadarias da Sé da Guarda.

 

 

 

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publicado às 17:04

Uma centralidade esquecida…

por Correio da Guarda, em 24.10.22

 

Em 2007, aquando da comemoração do centésimo aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins, o Governo de então, através do Ministro da Saúde (Correia de Campos), anunciava a continuidade da Maternidade da Guarda. Isto após a polémica surgida com um anunciado plano de reestruturação das maternidades, articulado com a constituição do Centro Hospitalar da Beira Interior, que integraria os hospitais da Guarda, Covilhã e Castelo Branco.

O Ministro da Saúde garantia que o Hospital da Guarda iria manter a sua maternidade, “por ser a de maior atividade de toda a Beira Interior”, deixando em aberto o futuro dos blocos de partos dos hospitais da Covilhã e de Castelo Branco, com a justificação (na altura) de que não era "uma matéria da competência do Governo", mas sim das respetivas administrações hospitalares.

Alicerçando as suas afirmações no projeto de requalificação que estava já anunciado, o ministro acrescentaria, nessa mesma sessão realizada nesta cidade, que "ao Governo não parece legítimo atrasar a Guarda por amor ao distrito irmão mais do Sul"…

Estávamos em 2007. Hoje, e como é do conhecimento dos leitores, o possível encerramento da Maternidade da Guarda volta à ordem do dia, após a proposta de encerramento da Comissão de Acompanhamento de Resposta às Urgências de Ginecologia/Obstetrícia. Após esta notícia, e conhecidas reações mais ou menos exacerbadas, o atual Ministro da Saúde (numa entrevista à RTP) assegurou que até ao final deste ano nenhuma maternidade vai encerrar… E em 2023?...

Ao fazermos uma retrospetiva das últimas décadas, e apesar das sucessivas promessas políticas, a Guarda tem “adoecido” progressivamente em matéria de saúde (para ficarmos por aqui…), numa área onde foi já cidade de referência nacional e internacional, escola de formação credenciada…Ironia do destino, tanto mais que se completam amanhã, 25 de outubro, 71 anos após a morte de uma personalidade que a cidade guarda na memória.

À última rainha de Portugal, D. Amélia, se deve aquele que foi, na primeira metade do século passado, um dos principais ex-libris da Guarda da saúde. De facto, o Sanatório Sousa Martins ficará perenemente ligado à Rainha D. Amélia, pelo eminente papel que teve na sua criação; empenhada nas causas sociais, dispensou particular atenção aos doentes e aos mais desfavorecidos.

Maria Amélia Bourbon e Orléans nasceu em Twickenham, arredores de Londres em 28 de setembro de 1865 (curiosamente o futuro marido, D. Carlos, nasceu também no mesmo dia, dois anos antes). A filha mais velha de Filipe de Orleans (conde de Paris e chefe da Casa Real de França) e de Isabel de Montpensier, que se encontravam, à altura, exilados em Inglaterra, apenas foi viver para França no ano de 1871. Nos anos seguintes, Amélia de Orleans viajou com frequência e frequentou os principais palácios das monarquias europeias; personagem culta, apreciava o teatro, a ópera, a pintura e a leitura, convivendo, em Paris, com os escritores mais eminentes da época.

Em 1886 conheceu D. Carlos, herdeiro da coroa portuguesa, de quem veio a ficar noiva, nesse mesmo ano; o casamento ocorreu em 22 de maio, em Lisboa, onde cedo manifestou as suas preocupações face ao flagelo da denominada “peste branca”. A sua atenção às questões culturais manifestou-se por diversas formas sendo a criação do Museu dos Coches Reais, em 1905, uma das mais expressivas traduções dessa postura. Amélia de Orleans viveu em Portugal entre 1886 e 1910, num período social e politicamente muito complexo, em que soube superar muitas contrariedades e definir uma estratégia de auxílio às camadas sociais com menores recursos. A Assistência Nacional aos Tuberculosos, de que o Sanatório da Guarda foi a primeira unidade hospitalar, constituiu, nesta matéria, uma das obras mais relevantes da Rainha D. Amélia.

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Para a tuberculose como para outros tantos males, há meios na ciência para, se não os conjurar, ao menos diminuir os seus estragos e remediar os seus efeitos”, como afirmou, em 1900, numa das suas intervenções públicas. Na sua cruzada contra a tuberculose, a Rainha procurou, por vários meios, canalizar recursos financeiros para combater a doença; a receita da venda do livro “O Paço de Sintra”, escrito a seu pedido pelo Conde de Sabugosa, e que foi ilustrado com desenhos feitos por D. Amélia, foi um dos muitos contributos para essa causa, de que o Sanatório da Guarda foi um destacado pilar.

A vida da Rainha ficou tristemente marcada pelo regicídio ocorrido, em Lisboa, em 1 de fevereiro de 1908, de que resultou a morte do Rei D. Carlos e do herdeiro D. Luís Filipe, Príncipe da Beira; com a aclamação de D. Manuel II, como Rei de Portugal, a 6 de maio de 1908, D. Amélia passou a colaborar nos atos da governação. Em julho de 1910, a Rainha, na qualidade de Presidente da ANT, veio de novo à cidade mais alta de Portugal, numa visita, muito discreta, ao Sanatório e à filha do Conde de Tarouca, que ali estava internada. Implantada a República, em 5 de outubro de 1910, a Rainha D. Amélia foi forçada ao exílio; começa por se instalar em Woodnorton (Inglaterra), residência do irmão, e em janeiro de 1911 passou a viver em Richmond Hill. No Verão de 1921 mudou-se para França; a nova residência situava-se em Chesnay (nas proximidades do Palácio de Versalhes), numa mansão designada por Château de Bellevue. Em 1939 foi convidada por Salazar para vir para Portugal, mas a Rainha não aceitou e passou os anos da segunda guerra mundial em França, onde não esqueceria as suas ligações ao nosso país, tendo hasteado mesmo a bandeira portuguesa na sua residência. Seis anos depois, em maio de 1945, veio a Portugal e foi recebida de forma apoteótica; entrou na fronteira de Vilar Formoso a 17 de Maio de 1945, na véspera de se comemorarem trinta e oito anos após a inauguração do Sanatório Sousa Martins.

A Rainha D. Amélia faleceu, em Chesnay (Versalhes) na manhã de 25 de outubro de 1951; o seu corpo seria transladado para Portugal, em Março de 1952, tendo ficado no Panteão Nacional. A Câmara Municipal da Guarda não esqueceu a importância que ela teve para a cidade e decidiu, a 5 de dezembro de 1951, atribuir o nome da última rainha de Portugal ao troço da estrada nacional nº 18 que ladeava o Sanatório e o extremo da Rua Batalha Reis.

Ao evocarmos esta efeméride estamos a relembrar um capítulo da história guardense, onde a luta pela existência de estruturas e serviços de saúde foi inquestionável, gerando uma centralidade que muitos ignoram ou esquecem; atitude que demonstrou ser possível a afirmação citadina, mesmo em conjunturas pouco favoráveis, por diferenciados fatores.

 

Helder Sequeira 

 

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publicado às 00:05

Sortelha: muralhas com história

por Correio da Guarda, em 17.09.22

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Em Sortelha (Sabugal) está a decorrer desde ontem e até amanhã, 18 de setembro, o evento “Muralhas com História”.

Esta iniciativa pretende evocar o período histórico coincidente com a fundação medieval de Sortelha, com principal foco no reinado de D. Sancho II que, em 1228, lhe outorga foral (fundação da vila e construção da muralha).

De acordo com a informação divulgada pela Câmara Municipal do Sabugal, “a viagem ao quotidiano medieval será complementada com recriação histórica, mercado medieval, acampamento militar, ofícios e vivências, cetraria e animais da quinta, ritmos medievais, artes circenses, torneios de armas a pé e a cavalo, jogos medievais, animação contínua ‘pera cá e pera lá’ e animação infantil.”

 

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publicado às 22:11

Elisabete Gonçalves: a imprensa tem de ser criativa

por Correio da Guarda, em 15.09.22

 

“A imprensa regional terá de ser criativa para se poder continuar a afirmar”. A afirmação é da jornalista Elisabete Gonçalves que em 1997 não hesitou em trocar Lisboa pela Guarda, onde exerce, desde então, a sua atividade profissional.

Reconhecendo que está numa zona com potencialidades, considera, em entrevista ao CORREIO DA GUARDA que é “preciso evidenciar o que tem de melhor o nosso território e criar riqueza na região. Devíamos ser mais ambiciosos e mais reivindicativos”.

Natural da Guarda, estudou na Escola Secundária Afonso de Albuquerque, no Instituto Superior de Administração Comunicação e Empresa (ISACE) e na Escola Superior de Jornalismo do Porto. Iniciou a profissão no Grupo Fórum Estudante, em Lisboa; passou pelo Grupo Ferreira & Bento e regressou à Guarda para integrar a equipa do Jornal Terras da Beira (em 1997). Em finais de 1999 participou na fundação do jornal O Interior, mas ainda nesse ano regressou à redacção do semanário Terras da Beira, onde continua a trabalhar.

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Como ocorreu a sua entrada no jornalismo?

Os primeiros contactos aconteceram ainda estava a estudar jornalismo no ISACE. Tinha um professor que era chefe de redacção do jornal Terras da Beira e comecei a colaborar com pequenos trabalhos.

Foi uma experiência gratificante que me deu ferramentas para ingressar no mercado de trabalho. Tive grande ajuda da parte dos jornalistas que na altura estavam no Terras da Beira.

 

Quais foram as dificuldades iniciais?

Não consigo identificar grandes dificuldades. Quando fiz o estágio profissional no Grupo Fórum Estudante já tinha noções de como me movimentar para procurar informação. As publicações onde eu colaborava lidavam muito com jovens, alguns pouco mais novos do que eu, e com instituições de Ensino Superior. Conhecia um pouco do meio académico e sentia-me segura.

Ainda que estivesse na cidade grande onde quase tudo era desconhecido, o meu espírito explorador e a vontade de conhecer o meio que me rodeava permitiram-me estar bem à vontade.

A experiência foi tão positiva que acabei por ficar a trabalhar por lá.

 

O que acha do atual panorama da imprensa regional? A imprensa regional tem vindo a perder a influência?

Nos últimos anos, a imprensa regional perdeu um pouco do seu espaço. Não só pela evolução do mundo digital, mas também porque fruto das condicionantes económicas tem havido menos investimento nos recursos humanos e materiais dos órgãos de comunicação social. As redacções são cada vez mais reduzidas.

O mercado da publicidade também se alterou e em vez do investimento ser feito na imprensa aposta-se noutro tipo de plataformas. A imprensa regional terá de ser criativa para se poder continuar a afirmar. De uma maneira geral, os mais novos não têm o hábito de ler jornais e muito menos regionais.

 

As redes sociais desviam as atenções tradicionalmente centradas na imprensa?

Sim. A informação está disponível de forma quase instantânea nas redes sociais. Não há que procurar muito. É o facilitismo que afasta os leitores.

Os cidadãos são pouco exigentes e não filtram o que lhes chega através do ecrã. Além de que hoje qualquer pessoa publica informações e não há cuidado de ver se a origem é fidedigna.

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Quais são os principais problemas com que se debatem os profissionais que trabalham na imprensa regional?

A falta de meios e de recursos humanos impede os profissionais de se dedicarem de forma mais profunda a determinados temas.

Há poucas pessoas nas redacções e são necessárias para assegurar aquilo que é essencial nas publicações.

 

Tem havido, em sua opinião, um rejuvenescimento das redações dos jornais?

Não tanto como seria desejável. São necessárias novas ideias, novas perspectivas para que os jornais também acompanhem a realidade e possam ir de encontro às expectativas de outros públicos.

 

Quais os melhores momentos, da sua atividade jornalística, que recorda? E os piores?

Os melhores momentos são sempre aqueles em que vemos que o nosso trabalho tem algum impacto e é reconhecido. Ter a noção de que o nosso artigo suscitou alguma discussão ou contribuiu para que determinado problema tenha sido resolvido é sempre gratificante.

Vivi os piores momentos quando já estava na imprensa regional, mas a experiência ainda era pouca. Na investigação que fazia sobre o caso do falecimento de idosos num lar sem que fosse dado conhecimento aos familiares, acabei por ser eu a dar a notícia a uma das famílias do sucedido.

Outra situação esteve relacionada com maus-tratos a crianças que residiam numa instituição de acolhimento do distrito. Tocou-me muito ouvir o relato das vítimas. Confesso que guardei aquelas lembranças por alguns dias.

 

E qual o trabalho jornalístico que mais gosta de fazer?

Gosto de fazer reportagens. De andar no terreno e de ir à procura de informação sem ter um guião. No meu dia-a-dia gosto especialmente de abordar temas da área da sociedade, nomeadamente as áreas da saúde e da educação.

 

Houve algum projeto que idealizou e não concretizou ainda? E novos projetos?

Tenho alguns sonhos, mas fora da área do jornalismo.  O turismo e a natureza são dois temas que me têm suscitado grande interesse nos últimos anos.

 

Gosta também da fotografia. Esse gosto era anterior à entrada no jornalismo ou iniciou-se com a atividade informativa?

Nunca tinha pensado nisso. Mas de facto o meu interesse pela fotografia está ligado à profissão. Quando comecei a fotografia que acompanhava os trabalhos era da responsabilidade de fotógrafos.

Tanto no Grupo Fórum como depois na imprensa regional as tarefas estavam completamente separadas. A partir de certa altura e fruto também da redução de meios humanos, comecei também a ter de tirar as fotografias para acompanhar os meus artigos.

 

Qual o tipo de fotografia (para além da fotografia documental relacionada com o seu trabalho profissional) prefere?

Gosto de fotografia de paisagem e de património. A natureza e a história são dois temas pelos quais tenho especial interesse.

A fotografia para mim é uma paixão, mas não tenho conhecimentos técnicos. É o gosto genuíno de registar aquele momento, que me parece perfeito e depois também poder partilhar o que vi.

 

Que análise faz do trabalho da comunicação social sediada na região?

Acho que devia ser mais provocadora.

 

O que tem faltado? E o que tem sido positivo?

A comunicação social tem tido um papel importante em determinados assuntos relacionados com o quotidiano das populações do distrito. Trazer à discussão temas esquecidos pelos governos e pelos políticos tem ajudado a pressionar para a sua resolução.

 

Que conselho daria aos jovens que queiram seguir a atividade jornalística, mormente no interior?

Devem seguir essa vontade, tendo a noção de que vão encontrar alguns constrangimentos a nível de recursos. Mas podem também contar com uma actividade gratificante porque vão exercer um jornalismo de proximidade e vão sentir que podem fazer a diferença na vida das populações.

Eu vim de Lisboa para exercer a profissão no interior. Na altura, em 1997, pareceu-me a melhor opção em termos pessoais. Reconheço que poderia ter tido outras oportunidades na carreira, ou não, mas em ponto pequeno acredito que tenho dado o meu contributo.

 

Gosta também de fazer caminhadas. Isso tem levado à descoberta de recantos e encantos da nossa região?

A nossa região tem trilhos e locais fantásticos. É só ter vontade de explorar. A natureza é um bom local para nos ouvirmos. A nós próprios e aos outros. E há sempre algo para descobrir.

No tempo da pandemia a zona do Castro do Tintinolho era das minhas favoritas. Descer a calçada romana desde o Chafariz da Dorna, passando pela nascente do Rio Diz e subir até à zona das eólicas. Depois descer até ao Castro, podendo fazer algumas variantes.

Às portas da cidade é uma óptima área para explorar. É pena que os percursos não estejam devidamente identificados com informação sobre os espaços e locais, nomeadamente sobre o Castro e os troços da calçada romana que ainda existem.

Poderia criar-se um trilho histórico muito interessante. A zona de Vila Soeiro é outra das zonas fantásticas. Nem seria necessário a existência dos Passadiços do Mondego. Os caminhos existentes levam-nos a locais recônditos, encaixados na rudeza do granito e envolvidos pelo curso do rio Mondego.

No distrito há um grande conjunto de locais que merecem uma visita. Entre as novidades está o Miradouro da Faia, no concelho de Pinhel e os Passadiços do Côa, junto ao Museu do Côa. Em Seia, a zona da Mata do Desterro e a praia fluvial dr. Pedro, bem como a zona da Lapa dos Dinheiros são áreas em que a natureza nos envolve em absoluto.

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Que sugestões, ao nível de caminhadas, gostaria de deixar?

Infelizmente, os incêndios de Agosto causaram estragos na paisagem da região e alguns trilhos tornaram-se mais tristes.

Dos trilhos que fiz recentemente destaco a Rota do Vale da Cadela, em Gouveia. Um percurso de experiências diversificadas, que se desenvolve na natureza e que atravessa a malha urbana.

Sugiro também a subida ao baloiço da Rapa pela Serra da Lomba. A paisagem tanto para o lado de Celorico da Beira como para o lado da Guarda é soberba. É das melhores opções para se apreciar o Vale do Mondego. Nesta altura, a paisagem está negra pelo incêndio que ali lavrou recentemente, mas a natureza não tardará a recompor-se.

Com o aproximar do Outono, a Rota das Faias em Manteigas é passagem obrigatória para os amantes das caminhadas e da natureza. O incêndio de Agosto afectou a zona, mas as faias ficaram intactas.

A Serra da Estrela oferece uma panóplia de percursos com variados pontos de interesses, ambientais, históricos e paisagísticos.

 

Como vê o futuro da Guarda e região? O que falta?

Quero acreditar que há futuro. Creio que falta pensar o futuro de uma maneira diferente. É preciso reinventar. Não podemos aspirar a vida de grandes empresas para fixar pessoas. Não se pode projectar o futuro como se projecta para outras zonas do país. Temos de fazer diferente e ser criativos para que os jovens de cá queiram ficar e se fixem novas pessoas.

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As nossas aldeias estão a ficar desertas e perder-se muito do património. Não só o construído. A bandeira tem de ser a qualidade de vida. Se há muitos estrangeiros a fixarem-se na região atrás da qualidade de vida que o território oferece por que é os portugueses não podem seguir o exemplo.

Não temos sabido “vender” as qualidades da nossa região. É preciso evidenciar o que tem de melhor o nosso território e criar riqueza na região. Devíamos ser mais ambiciosos e mais reivindicativos. Somos muito comodistas com aquilo que nos atribuem. Esta região tem valores e devemos não só protegê-los mas também promovê-los. Nós, os que estamos por cá, somos os melhores embaixadores do território.

 

 

 

 

 

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publicado às 22:31

Uma noite na cidade...

por Correio da Guarda, em 30.08.22

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publicado às 21:37

A propósito de uma efeméride…

por Correio da Guarda, em 22.07.22

 

A onda de incêndios que está a assolar o país deixa atrás de si um cenário de guerra e tragédia, mas também de heroicidade e abnegação, num protagonismo assumido pelos nossos soldados da paz. A quem devemos gratidão, respeito, solidariedade permanente, e não apenas nos momentos difíceis. Este quadro negro que tem alastrado nas paisagens beirãs, e mesmo às portas da cidade mais alta (como aconteceu nesta segunda-feira) leva-nos a evocar uma página triste da nossa história.

No próximo domingo, 24 de julho, o ocorre a passagem do 212º aniversário da Batalha do Côa um dos combates mais violentos da terceira invasão francesa. Nesse dia, em 1810, no Cabeço Negro (Almeida, junto às margens do rio), as tropas anglo-lusas lutaram abnegadamente contra as forças do exército francês do Marechal Michel Ney (1.º Duque de Elchingen); uma batalha que antecedeu a queda da fortaleza de Almeida e a sua ocupação pelas tropas entradas em Portugal sob o comando do Marechal André Massena.

Este foi o primeiro combate travado no contexto da terceira invasão francesa que colocou frente a frente as forças militares portuguesas e inglesas, comandadas pelo Brigadeiro-General Robert Craufurd (1764-1812), com o 6º Corpo do exército francês que se deteve na margem leste do rio Côa com o objetivo de cercar a praça-forte de Almeida. Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas francesas o objetivo do exército invasor era o domínio da praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia.

Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres. Nos primeiros dias de agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Jean-Andoche Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia.

Na manhã seguinte, 27 de agosto de 1810, o Marechal Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

A importância desta fortaleza era há muito conhecida; após o primeiro de dezembro de 1640, o rei D. João IV ordenou a sua reparação, face aos momentos e às difíceis contendas que se avizinhavam. Desde logo ficou percetível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo bélico de manutenção da independência. A vila foi transformada em sede do quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais importante praça do reino português.

Álvaro de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida, empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema de fortificações de que estava dotada.

Ao evocarmos esta efeméride, e para além importância histórica do ato associado que constitui uma página da nossa História, gostaríamos de sublinhar a importância que assume um mais amplo conhecimento da região – num quadro articulado de estudo interdisciplinar – que propicie a sua valorização e aproveitamento das suas potencialidades em várias vertentes, desde logo no plano do turismo cultural; igualmente ao nível do património paisagístico e ambiental, tão fortemente atingido, nas últimas décadas, pela catástrofe dos incêndios.

Uma efeméride que nos leva a um território onde o Côa vai vencendo obstáculos antes de chegar ao seu destino; rio de encantos vários, o Côa (um dos poucos a correr de sul para norte) é um guardião milenar de espólios arqueológicos e históricos, que bem merece uma maior atenção.

Seguir o seu percurso é como viajar através de algumas páginas da nossa memória coletiva e reencontrar expressivos testemunhos do passado, com diversificadas marcas humanas que moldaram o perfil destas terras. Recordemos que até 1297 o Côa foi o limite da fronteira entre os territórios dos reinos de Portugal e Castela; com a assinatura do Tratado de Alcanices, por D. Fernando de Castela e D. Dinis de Portugal, o castelo de Almeida – entre outras fortalezas – passou para o domínio da coroa portuguesa; esta zona teve uma grande importância estratégica, do ponto de vista militar; aqui se travaram, ao longo dos séculos, várias batalhas.

Como foi o caso da que ocorreu a 24 de julho de 1810, relembrada nestas despretensiosas notas.

É importante que a união dos portugueses não seja apenas em função de acontecimentos isolados (mais ou menos mediatizados) ou conjunturais, mas em torno do conhecimento e respeito pela História...com uma intervenção cívica e solidária constantes…

 

Hélder Sequeira

 

In O Interior, 20/7/2022

 

 

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