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"Abeirar" a rocha na cidade mais alta

por Correio da Guarda, em 08.10.21

 

Na Guarda vai decorrer no próximo dia 16 de outubro, a partir das 9h30, mais uma atividade do ciclo de eventos “Abeirar” que, desde a Primavera, está a percorrer os 15 concelhos da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE). Esta iniciativa é desenvolvida está a ser desenvolvida numa sequência de três temporadas, cada uma dedicada a um tema central para este território: água, céu e rocha.

abeirarout.jpg

À Guarda, através da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), foi atribuído o tema “A Rocha”, desenvolvendo-se o projeto da BMEL ao longo de um percurso que se iniciará na Torre de Menagem a partir da qual será percorrida, em observação, a sua envolvente “e entender que fenómenos naturais estiveram na origem da ocupação humana através dos diferentes aspetos geológicos e geomorfológicos, históricos e literários.

“Este Roteiro – como foi referido pela Organização – pretende introduzir pela primeira vez, de forma simples e acessível a todos, uma primeira abordagem da Grande História da Guarda, contando acontecimentos importantes, muito antes da existência da Humanidade e até dos Dinossauros no Planeta que explicam a razão da Guarda estar onde está e ser como é. O percurso culminará no cemitério local, onde se irão identificar e compreender as diferentes rochas utilizadas na construção dos jazigos. Serão também homenageados poetas e escritores e abordada a história recente da cidade. Durante a caminhada seremos sempre inspirados por excertos literários de autores locais, pela observação e explicação da envolvente geológica do percurso e pela interpretação histórica dos espaços a percorrer.”

O roteiro será orientado  por Anabela Matias, Dulce Helena Borges e Elsa Salzedas, tendo um número limitado de inscrições.

De referir que o ciclo “Abeirar” é um “convite à curiosidade, à exploração e à descoberta dos recursos do território das Beiras e Serra da Estrela. É um trilhar pelo território, no cruzamento entre a literatura e a ciência. É um apelo à participação conjunta de cidadãos/ãs, artistas e cientistas, pela construção de conhecimento e pela preservação e valorização do território com o objetivo de transformar cada cidadão em embaixador e promotor de um bem comum, que é o território.”

 

Fonte: CMG

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publicado às 12:00

Dia Mundial dos Castelos

por Correio da Guarda, em 07.10.21

 

Castelo de Sortelha - HS.jpg

Hoje assinala-se o Dia Mundial dos Castelos.

O distrito da Guarda possui um considerável número destes monumentos de arquitetura militar que poderá (re)visitar.

Este dia é comemorado desde 1984, inicialmente no primeiro sábado do mês e depois foi fixada a data de 7 de outubro como dia oficial.

A reflexão sobre o valor e a importância do património fortificado é o principal objetivo desta celebração do Dia Mundial dos Castelos.

Castelo de Linhares da Beira - HS.jpg

 

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publicado às 08:25

724º aniversário do Tratado de Alcanices

por Correio da Guarda, em 12.09.21

 

IHoje assinala-se o 724º aniversário da assinatura do Tratado de Alcanices, ocorrida 12 de Setembro de 1297 naquela localidade espanhola.  O Tratado de Alcanices é considerado “um dos suportes da identidade de Portugal”, assumindo um particular significado para a região raiana de Riba Côa.

Com a assinatura deste importante documento passaram para o domínio português os castelos do Sabugal, Vilar Maior, Alfaiates, Castelo Rodrigo, Castelo Bom, Almeida e a localidade de San Felice de los Galegos – na zona de Riba Côa – além de Olivença, Ouguela e Campo Maior.

O rei D. Dinis, de acordo com o estabelecido nesse tratado, desistia da posse de Aiamonte, Esparregal, Valência e Aracena. A conjuntura interna espanhola (nomeadamente as divergências profundas dos tutores do rei castelhano) não deixou de se reflectir neste tratado, bem como a visão estratégica do monarca português.

De forma a acentuar os compromissos assumidos, firmou-se a promessa de casamento do rei espanhol, D. Fernando IV, com a filha de D. Dinis (a infanta D. Constança), enquanto D. Beatriz, infanta de Castela, foi prometida ao príncipe D. Afonso (filho de D. Dinis).

As terras de Riba Côa começaram por estar sob o domínio militar de D. Afonso Henriques e mais tarde foram ocupadas por Fernando II de Leão, constituindo um território onde as oscilações dos limites fronteiriços eram constantes.

Alcanices - foto Helder Sequeira.jpeg

      Alcanices

 

O Tratado fixou, de forma clara, a fronteiras portuguesas deste território limitado pelos rios Côa e Águeda e pela ribeira de Tourões. Era, como escreveu Pinharanda Gomes, uma “terra de ninguém” que se converteu no “último pedaço da Hispânia a perder a independência, por diplomacia do senhor rei D. Diniz; cantão no coração da Hispânia, com os municípios de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal, além de vários outros, hoje extintos mas reais”.

O Côa abandonou o seu papel de fronteira física e sobre ele lançaram-se novas pontes que favoreceram a circulação de pessoas e produtos; veja-se o caso do Porto de S. Miguel (assinalado no Foral de Castelo Mendo, de 1228, como Portum Mauriscum) ou da Rapoula do Côa.

Se na perspectiva portuguesa este acordo veio definir, definitivamente o território português, do ponto de vista castelhano ele foi entendido como aliança com vista à salvaguarda da paz, fundamental para a resolução dos conflitos internos existentes.

Segundo Miguel Ladero Quesada, foi o espírito diplomático de D. Sancho IV “nos últimos anos do seu reinado, sobretudo, a sua morte prematura e a gravíssima crise política castelhana na menoridade de Fernando IV que permitiram a D. Dinis jogar, alternativamente, as cartadas da guerra e da aliança para conseguir mais territórios dos que havia esperado e fixar as fronteiras em limites muitos favoráveis aos seus interesses”.

Para aquele investigador  é de supor que “algumas cláusulas do tratado seriam inconcebíveis em circunstâncias normais para os reis castelhano-leoneses, como as que se verificaram até 1295”.

Contundo, no quadro conjuntural da época D. Dinis terá tido a percepção de como era importante não deixar escapar a oportunidade de alargar o território português através de uma faixa em relação à qual Castela atribuía um interesse menor face às questões oriundas do reino de Aragão e da área peninsular sob domínio islâmico, a sul.

Assim, Alcanices traduz, como muitos reconhecem, um protagonismo inteligente da diplomacia portuguesa, evidenciado mais tarde por vários historiógrafos, cuja interpretação relativamente à passagem de Riba Côa para a Coroa lusitana assentava não na conquista territorial mas na justa restituição de terras, onde se erguia – por exemplo – o Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (junto à histórica localidade de Castelo Rodrigo).

Por outro lado, e numa leitura dos discursos historiográficos e geográficos sobre Alcanices, Luis Carlos Amaral e João Carlos Garcia realçam que “a História precede a Geografia no debate do tema, mas é uma certa Geografia que fixa em imagem cartográfica Alcanices como marco final de um processo. Também nem todos os historiadores se preocuparam particularmente com este facto diplomático e político do reinado de D. Dinis”.

Aquando da passagem dos 700 anos da assinatura do Tratado de Acanices realizou-se um Congresso Luso-Espanhol nas vilas de Riba Côa, cujo programa, para além dos diversos estudos apresentados, incluiu várias exposições que reuniram pela primeira vez um valioso acervo das peças mais representativas do património histórico e artístico desta região; uma iniciativa que veio lançar novos olhares e interesses sobre este destacado momento do processo histórico português.

Como salientou o historiador Veríssimo Serrão no decorrer desse congresso, “As grandes vantagens do Tratado de Alcanices resultavam da fixação da fronteira portuguesa que, com excepção de Olivença, ocupada pela Espanha em 1801, correspondia então ao seu traçado actual. A província da Beira constituía a zona nevrálgica do reino de Portugal, por ser esse o local corrente das invasões castelhanas. D. Dinis tratou de imediato da fortificação dos lugares de Riba-Côa, com os seus pontos mais salientes em Castelo Rodrigo e no Sabugal, tendo a defendê-las o castelo da Guarda. Tal foi a base do acordo luso-castelhano”.

 A importância deste Tratado para a formação da nacionalidade portuguesa é inquestionável; ele evidencia Portugal, decorridos todos estes séculos, como o país europeu com fronteiras mais antigas. (H. S.)

 

 

 

 

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publicado às 09:30

Janela com história...

por Correio da Guarda, em 16.08.21

Janela - foto Helder Sequeira -aaa.jpg

Guarda.

 

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publicado às 13:00

Castelo de Pinhel

por Correio da Guarda, em 01.08.21

Castelo de Pinhel - grd2021 - HS.jpg

 

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publicado às 12:20

(Re)visitar a Ponte de Sequeiros

por Correio da Guarda, em 04.07.21

Ponte de Sequeiros -jun2021GRD-HS.jpg

A Ponte de Sequeiros, localizada na área da União das freguesias de Seixo do Côa e Valongo do Côa (Sabugal) terá sido construída no século XIII e constituiu um marco de fronteira entre Castela e Leão e o reino português, antes da passagem das terras de Riba Côa para o domínio de Portugal, após o Tratado de Alcanices.

Trata-se de uma ponte medieval, de arco fortificada, “com tabuleiro rampante sobre arcos de volta perfeita, dois talhamares, pavimento lajeado, com continuidade em calçada, guardas em cantaria, e com torre de planta quadrada a Este rasgada por porta de vão em arco de volta perfeita. O tabuleiro assenta em três arcos de volta perfeita, sendo o central mais largo e alto, ladeados por talhamares e talhantes, estes últimos com zona superior sem função estrutural. Construída na área do mais importante centro do poder régio da zona sul do Côa, onde o rio fazia a fronteira entre três vilas leonesas e duas portuguesas, a ponte de Sequeiros, já com a sua estrutura incompleta, funcionava como marcação de portagem e, possivelmente, dispositivo militar.”

A ponte de Sequeiros, juntamente com a ponte de Ucanha constitui uma das pontes fortificadas existentes atualmente em Portugal.

Ponte de Sequeiros - Sab-junho2021 - HS.jpg

 

 

 

 

 

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publicado às 21:44

Janelas...

por Correio da Guarda, em 01.07.21

Janelas no centro histórico - HS.jpg

Guarda. Centro histórico.

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publicado às 16:44

Portas do Sol...

por Correio da Guarda, em 27.06.21

Guarda - Porta do Sol - HS.jpg

Guarda. Portas do Sol.

 

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publicado às 00:01

Revitalizar a tradição

por Correio da Guarda, em 18.06.21

 

Apesar dos conhecidos condicionalismos ainda existentes, há datas no calendário guardense que importa sublinhar de forma a não se perderem nas sombras do esquecimento…

Outrora, um dos cartazes de promoção da Guarda, durante largas décadas, foi a feira São João que desempenhava um eminente papel de dinamização económica e social, integrando um conjunto de certames com forte projeção regional.

A feira anual de São João, que ocorre no dia 24 de junho na Guarda, foi criada em 1255 por carta régia de D. Afonso III; este documento estabelecia, como assinalou a historiadora Virgínia Rau, que “devia começar oito dias antes da festa de S. João Baptista e durar quinze dias. Todos os que viessem à feira com as suas mercadorias estariam seguros e isentos de penhora durante trinta dias”.

No decorrer da segunda dinastia a feira de São João na Guarda continuava a registar grande importância e no século XV era costume os “criadores e lavradores de Castelo Branco e do seu termo levarem os gados da sua criação para venda na feira da Guarda”.

Será igualmente no decorrer desse século que se começa a desenhar uma evidente decadência das feiras no reino português, panorama a que não é estranho o novo mapa dos centros comerciais, no litoral, alimentados pelos descobrimentos; contudo, com maior ou menor impacto, elas sobreviveram; a feira de São João continuou a ser um destacado evento citadino.

Nos finais do século dezanove a cidade enchia-se, muitos dias antes de “grande quantidade de forasteiros”, e não faltavam, pelas principais artérias as “costumadas fogueiras com danças e cantos”.

O teatro, os concursos de gado e as touradas constituíam alguns dos pontos de atração do cartaz citadino, nesses dias de enorme agitação festiva e de muitas transações comerciais.

A viagem de comboio até à Guarda era incentivada com significativas reduções nos preços, oportunidade aproveitada por numerosas pessoas, que engrossavam a multidão de visitantes espalhados por todos os cantos da cidade.

Este quadro, festivo, comercial e religioso – componente que também não faltava – repetiu-se, com mais ou menos cambiantes, durante décadas, deixando um inquestionável impacto na vida da cidade.

Aliás, a própria Câmara Municipal da Guarda deliberou solicitar ao Governo, em julho de 1954, a “necessária autorização para considerar como feriado municipal do concelho da Guarda o dia 24 de junho de cada ano”.

Feira de São João na Guarda - Fot .jpg

O executivo municipal, de então, argumentava que os festejos de São João “desde tempos imemoriais atingem proporções de relevo”, sendo por isso considerado “dia festivo em toda a região”; por outro lado, a Câmara Municipal aduzia a realização da “importante feira anual de S. João, reputada a de maior expansão e amplitude da região por a ela acorrerem com os seus produtos e gados as populações de toda a região beirã e até transmontana”; as estas razões, acrescentava-se ainda a intenção de o dia passar a figurar no período das “futuras Festas da Cidade” da Guarda.

Caldo de Grão - Guarda  - Foto HS.jpg

Caldo de grão, um sabor tradicional muito apreciado

O médico e escritor Ladislau Patrício (o terceiro diretor do Sanatório Sousa Martins) anotava, numa das suas obras, que “nas vésperas do dia 24 de junho, noite e madrugada, é contínuo o formigueiro de feirantes, a pé, a cavalo, em carroças e em carros de bois, tropeçando nos calhaus soltos dos caminhos impérvios, ou batendo o macadame das estradas poeirentas e brancas”.

Ao longo das últimas décadas as tradicionais festividades, e animações, em homenagem a São João têm perdido o brilho e a movimentação de outrora, sobretudo em torno da feira que tem aquele santo popular como padroeiro.

Se é certo que na sociedade hodierna as motivações dos consumidores são de longe bem diferentes, mercê de múltiplos fatores, também é verdade que a Feira de São João (à semelhança de outras congéneres) poderia ter reconquistado uma nova afirmação no contexto regional, aplicadas que fossem as adequadas fórmulas e garantindo os apoios inerentes a uma realização com este perfil.

O contributo dado por atividades de recriação e animação da data referenciada devia ser repensado e retomado – logo que estejam dissipados este tempo de pandemia e de incerteza – com a devida a atempada preparação; iniciativas que podem e devem coexistir com o certame propriamente dito, proporcionando-lhe um espaço condigno e definitivo.

Salvaguardar certames que estão profundamente ligados às tradições citadinas, como é o caso da feira de São João, é evidenciar uma identidade – que não se fique apenas pelo tradicional e saboroso caldo de grão – e recuperar um cartaz que está ainda na memória de muitos; um cartaz a revitalizar num adequado equilíbrio de interesses de vendedores, consumidores e visitantes, articulando-o com novos projetos complementares e sequenciais no tempo, afirmando-o no conjunto de festividades/atividades que ocorrem habitualmente ao longo dos meses de junho e julho

Num quadro de diversidade e oferta de opções para quem nos procura ou visita está, certamente, uma das vias que podem abrir novos ciclos de desenvolvimento económico, social e turístico.

O futuro é já hoje. Ou seja, o seu planeamento é feito no presente, com objetivos claros e atitudes pragmáticas aferidas pelos interesses da comunidade. (Hélder Sequeira)

 

In O Interior, 17|junho|2021

 

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publicado às 21:19

Visitas encenadas a Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 10.06.21

Encontros com a História.jpg

 

 

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publicado às 09:00


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