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Sortelha: muralhas com história

por Correio da Guarda, em 17.09.22

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Em Sortelha (Sabugal) está a decorrer desde ontem e até amanhã, 18 de setembro, o evento “Muralhas com História”.

Esta iniciativa pretende evocar o período histórico coincidente com a fundação medieval de Sortelha, com principal foco no reinado de D. Sancho II que, em 1228, lhe outorga foral (fundação da vila e construção da muralha).

De acordo com a informação divulgada pela Câmara Municipal do Sabugal, “a viagem ao quotidiano medieval será complementada com recriação histórica, mercado medieval, acampamento militar, ofícios e vivências, cetraria e animais da quinta, ritmos medievais, artes circenses, torneios de armas a pé e a cavalo, jogos medievais, animação contínua ‘pera cá e pera lá’ e animação infantil.”

 

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publicado às 22:11

Elisabete Gonçalves: a imprensa tem de ser criativa

por Correio da Guarda, em 15.09.22

 

“A imprensa regional terá de ser criativa para se poder continuar a afirmar”. A afirmação é da jornalista Elisabete Gonçalves que em 1997 não hesitou em trocar Lisboa pela Guarda, onde exerce, desde então, a sua atividade profissional.

Reconhecendo que está numa zona com potencialidades, considera, em entrevista ao CORREIO DA GUARDA que é “preciso evidenciar o que tem de melhor o nosso território e criar riqueza na região. Devíamos ser mais ambiciosos e mais reivindicativos”.

Natural da Guarda, estudou na Escola Secundária Afonso de Albuquerque, no Instituto Superior de Administração Comunicação e Empresa (ISACE) e na Escola Superior de Jornalismo do Porto. Iniciou a profissão no Grupo Fórum Estudante, em Lisboa; passou pelo Grupo Ferreira & Bento e regressou à Guarda para integrar a equipa do Jornal Terras da Beira (em 1997). Em finais de 1999 participou na fundação do jornal O Interior, mas ainda nesse ano regressou à redacção do semanário Terras da Beira, onde continua a trabalhar.

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Como ocorreu a sua entrada no jornalismo?

Os primeiros contactos aconteceram ainda estava a estudar jornalismo no ISACE. Tinha um professor que era chefe de redacção do jornal Terras da Beira e comecei a colaborar com pequenos trabalhos.

Foi uma experiência gratificante que me deu ferramentas para ingressar no mercado de trabalho. Tive grande ajuda da parte dos jornalistas que na altura estavam no Terras da Beira.

 

Quais foram as dificuldades iniciais?

Não consigo identificar grandes dificuldades. Quando fiz o estágio profissional no Grupo Fórum Estudante já tinha noções de como me movimentar para procurar informação. As publicações onde eu colaborava lidavam muito com jovens, alguns pouco mais novos do que eu, e com instituições de Ensino Superior. Conhecia um pouco do meio académico e sentia-me segura.

Ainda que estivesse na cidade grande onde quase tudo era desconhecido, o meu espírito explorador e a vontade de conhecer o meio que me rodeava permitiram-me estar bem à vontade.

A experiência foi tão positiva que acabei por ficar a trabalhar por lá.

 

O que acha do atual panorama da imprensa regional? A imprensa regional tem vindo a perder a influência?

Nos últimos anos, a imprensa regional perdeu um pouco do seu espaço. Não só pela evolução do mundo digital, mas também porque fruto das condicionantes económicas tem havido menos investimento nos recursos humanos e materiais dos órgãos de comunicação social. As redacções são cada vez mais reduzidas.

O mercado da publicidade também se alterou e em vez do investimento ser feito na imprensa aposta-se noutro tipo de plataformas. A imprensa regional terá de ser criativa para se poder continuar a afirmar. De uma maneira geral, os mais novos não têm o hábito de ler jornais e muito menos regionais.

 

As redes sociais desviam as atenções tradicionalmente centradas na imprensa?

Sim. A informação está disponível de forma quase instantânea nas redes sociais. Não há que procurar muito. É o facilitismo que afasta os leitores.

Os cidadãos são pouco exigentes e não filtram o que lhes chega através do ecrã. Além de que hoje qualquer pessoa publica informações e não há cuidado de ver se a origem é fidedigna.

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Quais são os principais problemas com que se debatem os profissionais que trabalham na imprensa regional?

A falta de meios e de recursos humanos impede os profissionais de se dedicarem de forma mais profunda a determinados temas.

Há poucas pessoas nas redacções e são necessárias para assegurar aquilo que é essencial nas publicações.

 

Tem havido, em sua opinião, um rejuvenescimento das redações dos jornais?

Não tanto como seria desejável. São necessárias novas ideias, novas perspectivas para que os jornais também acompanhem a realidade e possam ir de encontro às expectativas de outros públicos.

 

Quais os melhores momentos, da sua atividade jornalística, que recorda? E os piores?

Os melhores momentos são sempre aqueles em que vemos que o nosso trabalho tem algum impacto e é reconhecido. Ter a noção de que o nosso artigo suscitou alguma discussão ou contribuiu para que determinado problema tenha sido resolvido é sempre gratificante.

Vivi os piores momentos quando já estava na imprensa regional, mas a experiência ainda era pouca. Na investigação que fazia sobre o caso do falecimento de idosos num lar sem que fosse dado conhecimento aos familiares, acabei por ser eu a dar a notícia a uma das famílias do sucedido.

Outra situação esteve relacionada com maus-tratos a crianças que residiam numa instituição de acolhimento do distrito. Tocou-me muito ouvir o relato das vítimas. Confesso que guardei aquelas lembranças por alguns dias.

 

E qual o trabalho jornalístico que mais gosta de fazer?

Gosto de fazer reportagens. De andar no terreno e de ir à procura de informação sem ter um guião. No meu dia-a-dia gosto especialmente de abordar temas da área da sociedade, nomeadamente as áreas da saúde e da educação.

 

Houve algum projeto que idealizou e não concretizou ainda? E novos projetos?

Tenho alguns sonhos, mas fora da área do jornalismo.  O turismo e a natureza são dois temas que me têm suscitado grande interesse nos últimos anos.

 

Gosta também da fotografia. Esse gosto era anterior à entrada no jornalismo ou iniciou-se com a atividade informativa?

Nunca tinha pensado nisso. Mas de facto o meu interesse pela fotografia está ligado à profissão. Quando comecei a fotografia que acompanhava os trabalhos era da responsabilidade de fotógrafos.

Tanto no Grupo Fórum como depois na imprensa regional as tarefas estavam completamente separadas. A partir de certa altura e fruto também da redução de meios humanos, comecei também a ter de tirar as fotografias para acompanhar os meus artigos.

 

Qual o tipo de fotografia (para além da fotografia documental relacionada com o seu trabalho profissional) prefere?

Gosto de fotografia de paisagem e de património. A natureza e a história são dois temas pelos quais tenho especial interesse.

A fotografia para mim é uma paixão, mas não tenho conhecimentos técnicos. É o gosto genuíno de registar aquele momento, que me parece perfeito e depois também poder partilhar o que vi.

 

Que análise faz do trabalho da comunicação social sediada na região?

Acho que devia ser mais provocadora.

 

O que tem faltado? E o que tem sido positivo?

A comunicação social tem tido um papel importante em determinados assuntos relacionados com o quotidiano das populações do distrito. Trazer à discussão temas esquecidos pelos governos e pelos políticos tem ajudado a pressionar para a sua resolução.

 

Que conselho daria aos jovens que queiram seguir a atividade jornalística, mormente no interior?

Devem seguir essa vontade, tendo a noção de que vão encontrar alguns constrangimentos a nível de recursos. Mas podem também contar com uma actividade gratificante porque vão exercer um jornalismo de proximidade e vão sentir que podem fazer a diferença na vida das populações.

Eu vim de Lisboa para exercer a profissão no interior. Na altura, em 1997, pareceu-me a melhor opção em termos pessoais. Reconheço que poderia ter tido outras oportunidades na carreira, ou não, mas em ponto pequeno acredito que tenho dado o meu contributo.

 

Gosta também de fazer caminhadas. Isso tem levado à descoberta de recantos e encantos da nossa região?

A nossa região tem trilhos e locais fantásticos. É só ter vontade de explorar. A natureza é um bom local para nos ouvirmos. A nós próprios e aos outros. E há sempre algo para descobrir.

No tempo da pandemia a zona do Castro do Tintinolho era das minhas favoritas. Descer a calçada romana desde o Chafariz da Dorna, passando pela nascente do Rio Diz e subir até à zona das eólicas. Depois descer até ao Castro, podendo fazer algumas variantes.

Às portas da cidade é uma óptima área para explorar. É pena que os percursos não estejam devidamente identificados com informação sobre os espaços e locais, nomeadamente sobre o Castro e os troços da calçada romana que ainda existem.

Poderia criar-se um trilho histórico muito interessante. A zona de Vila Soeiro é outra das zonas fantásticas. Nem seria necessário a existência dos Passadiços do Mondego. Os caminhos existentes levam-nos a locais recônditos, encaixados na rudeza do granito e envolvidos pelo curso do rio Mondego.

No distrito há um grande conjunto de locais que merecem uma visita. Entre as novidades está o Miradouro da Faia, no concelho de Pinhel e os Passadiços do Côa, junto ao Museu do Côa. Em Seia, a zona da Mata do Desterro e a praia fluvial dr. Pedro, bem como a zona da Lapa dos Dinheiros são áreas em que a natureza nos envolve em absoluto.

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Que sugestões, ao nível de caminhadas, gostaria de deixar?

Infelizmente, os incêndios de Agosto causaram estragos na paisagem da região e alguns trilhos tornaram-se mais tristes.

Dos trilhos que fiz recentemente destaco a Rota do Vale da Cadela, em Gouveia. Um percurso de experiências diversificadas, que se desenvolve na natureza e que atravessa a malha urbana.

Sugiro também a subida ao baloiço da Rapa pela Serra da Lomba. A paisagem tanto para o lado de Celorico da Beira como para o lado da Guarda é soberba. É das melhores opções para se apreciar o Vale do Mondego. Nesta altura, a paisagem está negra pelo incêndio que ali lavrou recentemente, mas a natureza não tardará a recompor-se.

Com o aproximar do Outono, a Rota das Faias em Manteigas é passagem obrigatória para os amantes das caminhadas e da natureza. O incêndio de Agosto afectou a zona, mas as faias ficaram intactas.

A Serra da Estrela oferece uma panóplia de percursos com variados pontos de interesses, ambientais, históricos e paisagísticos.

 

Como vê o futuro da Guarda e região? O que falta?

Quero acreditar que há futuro. Creio que falta pensar o futuro de uma maneira diferente. É preciso reinventar. Não podemos aspirar a vida de grandes empresas para fixar pessoas. Não se pode projectar o futuro como se projecta para outras zonas do país. Temos de fazer diferente e ser criativos para que os jovens de cá queiram ficar e se fixem novas pessoas.

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As nossas aldeias estão a ficar desertas e perder-se muito do património. Não só o construído. A bandeira tem de ser a qualidade de vida. Se há muitos estrangeiros a fixarem-se na região atrás da qualidade de vida que o território oferece por que é os portugueses não podem seguir o exemplo.

Não temos sabido “vender” as qualidades da nossa região. É preciso evidenciar o que tem de melhor o nosso território e criar riqueza na região. Devíamos ser mais ambiciosos e mais reivindicativos. Somos muito comodistas com aquilo que nos atribuem. Esta região tem valores e devemos não só protegê-los mas também promovê-los. Nós, os que estamos por cá, somos os melhores embaixadores do território.

 

 

 

 

 

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publicado às 22:31

Uma noite na cidade...

por Correio da Guarda, em 30.08.22

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publicado às 21:37

A propósito de uma efeméride…

por Correio da Guarda, em 22.07.22

 

A onda de incêndios que está a assolar o país deixa atrás de si um cenário de guerra e tragédia, mas também de heroicidade e abnegação, num protagonismo assumido pelos nossos soldados da paz. A quem devemos gratidão, respeito, solidariedade permanente, e não apenas nos momentos difíceis. Este quadro negro que tem alastrado nas paisagens beirãs, e mesmo às portas da cidade mais alta (como aconteceu nesta segunda-feira) leva-nos a evocar uma página triste da nossa história.

No próximo domingo, 24 de julho, o ocorre a passagem do 212º aniversário da Batalha do Côa um dos combates mais violentos da terceira invasão francesa. Nesse dia, em 1810, no Cabeço Negro (Almeida, junto às margens do rio), as tropas anglo-lusas lutaram abnegadamente contra as forças do exército francês do Marechal Michel Ney (1.º Duque de Elchingen); uma batalha que antecedeu a queda da fortaleza de Almeida e a sua ocupação pelas tropas entradas em Portugal sob o comando do Marechal André Massena.

Este foi o primeiro combate travado no contexto da terceira invasão francesa que colocou frente a frente as forças militares portuguesas e inglesas, comandadas pelo Brigadeiro-General Robert Craufurd (1764-1812), com o 6º Corpo do exército francês que se deteve na margem leste do rio Côa com o objetivo de cercar a praça-forte de Almeida. Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas francesas o objetivo do exército invasor era o domínio da praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia.

Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres. Nos primeiros dias de agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Jean-Andoche Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia.

Na manhã seguinte, 27 de agosto de 1810, o Marechal Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

A importância desta fortaleza era há muito conhecida; após o primeiro de dezembro de 1640, o rei D. João IV ordenou a sua reparação, face aos momentos e às difíceis contendas que se avizinhavam. Desde logo ficou percetível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo bélico de manutenção da independência. A vila foi transformada em sede do quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais importante praça do reino português.

Álvaro de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida, empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema de fortificações de que estava dotada.

Ao evocarmos esta efeméride, e para além importância histórica do ato associado que constitui uma página da nossa História, gostaríamos de sublinhar a importância que assume um mais amplo conhecimento da região – num quadro articulado de estudo interdisciplinar – que propicie a sua valorização e aproveitamento das suas potencialidades em várias vertentes, desde logo no plano do turismo cultural; igualmente ao nível do património paisagístico e ambiental, tão fortemente atingido, nas últimas décadas, pela catástrofe dos incêndios.

Uma efeméride que nos leva a um território onde o Côa vai vencendo obstáculos antes de chegar ao seu destino; rio de encantos vários, o Côa (um dos poucos a correr de sul para norte) é um guardião milenar de espólios arqueológicos e históricos, que bem merece uma maior atenção.

Seguir o seu percurso é como viajar através de algumas páginas da nossa memória coletiva e reencontrar expressivos testemunhos do passado, com diversificadas marcas humanas que moldaram o perfil destas terras. Recordemos que até 1297 o Côa foi o limite da fronteira entre os territórios dos reinos de Portugal e Castela; com a assinatura do Tratado de Alcanices, por D. Fernando de Castela e D. Dinis de Portugal, o castelo de Almeida – entre outras fortalezas – passou para o domínio da coroa portuguesa; esta zona teve uma grande importância estratégica, do ponto de vista militar; aqui se travaram, ao longo dos séculos, várias batalhas.

Como foi o caso da que ocorreu a 24 de julho de 1810, relembrada nestas despretensiosas notas.

É importante que a união dos portugueses não seja apenas em função de acontecimentos isolados (mais ou menos mediatizados) ou conjunturais, mas em torno do conhecimento e respeito pela História...com uma intervenção cívica e solidária constantes…

 

Hélder Sequeira

 

In O Interior, 20/7/2022

 

 

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publicado às 12:53

Oficina de História da Guarda

por Correio da Guarda, em 22.06.22
 
 

De 25 a 29 de julho e de 13 a 16 de setembro, vai decorrer a sexta edição da Oficina de História da Guarda, promovida pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI).

Esta oficina, subordinada ao tema “A Visita do Inquisidor no século XVI”, será dirigida por Rita Costa Gomes, Professora de História na Universidade de Towson (EUA); tem como objetivo promover a pesquisa sobre o património e a história da Guarda e da sua região.

Os participantes desta ação de formação produzirão conteúdos resultantes da sua própria pesquisa, visando a atualização e divulgação dos conhecimentos sobre esta temática, ligando a história local com outras escalas e âmbitos de pesquisa histórica.

Este ano a Oficina de História abordará o tema da “Visita do Inquisidor à Guarda no século XVI”. Nas primeiras décadas da sua existência, a Inquisição portuguesa realizou visitas por todo o país, ressuscitando e aperfeiçoando uma prática que recuava aos tempos medievais.

Assim, nesta edição a Oficina lançará o estudo de uma visita inquisitorial feita à Guarda no século XVI, investigando a partir das fontes da época quem era o inquisidor que veio à Guarda, que atividades desenvolveu na cidade, e que consequências teve a visita para as populações.

A oficina funcionará em modalidade híbrida, com uma série de 5 sessões presenciais na sede do CEI (25 a 29 de julho, das 18h00 às 20h00) e 4 sessões remotas por Zoom (13 a 16 de setembro, das 18h00 às 20h00). 

A inscrição é gratuita, obrigatória e limitada a 25 participantes podendo ser feita aqui

 
 
 
Fonte: CEI 
 
 

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publicado às 23:55

Francisco de Pina: um guardense ilustre

por Correio da Guarda, em 17.03.22

 

Na galeria de personalidades ilustres da Guarda há nomes que não têm tido a visibilidade merecida e continuam desconhecidas para muitos.

É o caso do jesuíta Francisco de Pina, “personalidade central de um notável encontro de línguas e de culturas no distante Oriente, no longínquo século XVII”, a quem o Dr. António Salvado Morgado – de quem são as palavras atrás transcritas – tem vindo a dedicar (há vários anos) particular atenção, estudando a sua vida e obra, afirmando um louvável empenho na sua divulgação.

Aliás, na última edição da revista “Praça Velha” (nº 41) António Salvado Morgado publicou um oportuno e elucidativo artigo intitulado “Francisco de Pina, revisitado”.

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Através de um excelente texto, documentalmente bem suportado, apresenta-nos este missionário guardense. Como sublinha, este “jesuíta, português, missionário e linguista” contribuiu para que a Guarda esteja perenemente ligada à história do atual Vietname, que adotou o alfabeto latino.

Um facto que fica a dever-se, especialmente, ao labor de Francisco de Pina, o qual aprendeu  no século XVII a língua local (o anamita) estudando-a pormenorizadamente e, consequentemente, avançando com a sua romanização.

Convém notar que os padres a quem era incumbida a missão evangelizadora tiveram, desde logo, a perceção de que esse trabalho, para ser eficaz, teria de passar pela utilização das línguas nativas, evoluindo para a elaboração de gramáticas e dicionários.

António Salvado Morgado, na publicação atrás mencionada, refere que graças ao missionário português e “a outros que continuaram o caminho que ele traçou, o presente do passado não é só memória. Com ele o presente do passado é realidade viva nas letras e signos linguísticos com que se exprime um povo de milhões de pessoas, o Quôc ngû, a língua nacional do Vietname. E isso é presente”.

Francisco de Pina terá nascido entre março e setembro de 1586, falecendo em 15 de dezembro de 1625, com 40 anos, e quando muito havia a esperar do seu saber e trabalho. “Esquecido pela História, ele tem andado desaparecido por detrás da obra iniciada por ele há mais de quatro séculos e que culminou há mais de um século na língua oficial do Vietname (…)”, escreveu António Salvado Morgado.

O Japão terá sido o destino inicial de Francisco de Pina, mas as perseguições que eram movidas aos cristãos alteraram os seus planos e fixou-se na Cochinchina, em 1617, depois de ter estado alguns anos em Macau.

De referir que este jesuíta esteve em destaque no seminário “Testemunhos de Amizade entre Portugal e o Vietname desde o Século XVII”, realizado em Lisboa há cinco anos, numa organizado da Sociedade Portuguesa de Geografia e pela NamPor – Associação de Amizade Portugal-Vietname.

Assim, a Guarda deverá honrar a memória deste seu filho ilustre, apoiando os estudos e iniciativas que viabilizem um melhor conhecimento da sua dimensão como português, religioso e linguista; proporcionando o “reencontro do mestre de língua com a História. História do Vietname e de Portugal e da Guarda”, como defende António Morgado, ao concluir o seu artigo na última edição da “Praça Velha”.

 

Hélder Sequeira 

 

in "O Interior", 16|Mar|2022

 

 

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publicado às 18:00

Castelo do Sabugal

por Correio da Guarda, em 07.03.22

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publicado às 12:00

Rua Francisco de Passos

por Correio da Guarda, em 29.01.22

 

A Rua Francisco de Passos é uma das mais movimentadas artérias da zona histórica da cidade.

O seu nome evoca o Governador Civil da Guarda que desempenhou funções entre 11 de Junho de 1926 e 25 de Agosto do ano seguinte

Embora o nome do primeiro governador do período do Estado Novo lhe tenha sido atribuído, por decisão do executivo municipal da Guarda, é por Rua Direita que muitos a continuam a identificar, privilegiando assim a tradição.

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Aqui está uma atitude que reforça, no quotidiano, a importância de uma informação, complementar nas placas toponímicas citadinas (em especial, como é óbvio, nas zonas mais antigas), referenciando a atual e as anteriores designações.

Pinharanda Gomes alertou, numa das suas obras (e igualmente em vários textos) para o facto de que “a conservação dos toponímicos incólumes constitui um ato de prudência e de sapiência porque, ao mudar-se o nome de um lugar, atribuindo-lhe outro nome, porventura aleatório, é como se o nome antigo fosse arquivado e lançado ao esquecimento, pelo que a mudança de nomes censura a memória e perturba os roteiros orientativos”, considerando assim a “restituição da toponímia” um ato “de honestidade cultural, de devolução do património à comunidade”.

Se percorrermos o roteiro citadino, encontramos os mais variados exemplos de mudanças que romperam com a memória do passado.

A Rua Francisco de Passos – Rua Direita – constituiu a principal ligação da urbe medieval, unindo a cidadela do Torreão (também conhecida por Torre Velha da fortaleza, edificada provavelmente no século XII) à Alcáçova existente junto às portas da Covilhã (na zona em frente da Escola de Santa Clara).

Atualmente, a sua extensão está substancialmente reduzida pois este arruamento compreende o troço entre o entroncamento da Rua do Comércio, Praça Luís de Camões, Rua Augusto Gil e o Torreão; estabelece ligação, nomeadamente, com as ruas de D. Dinis, São Vicente, Largo de São Vicente, Rui de Pina e D. Sancho I.

É, sem dúvida, uma rua com história onde encontramos habitações centenárias e o edifício que funcionou (séculos XV e XVI) como Paço Episcopal; ali pode ser apreciada uma janela renascentista, “obra executada pelos artistas que estiveram a decorar a estilização da Sé Catedral, nomeadamente a Capela dos Pinas, no interior deste templo”.

Uma rua que abre outras artérias aos transeuntes, remetendo-os para a (re)descoberta da zona histórica da mais alta cidade portuguesa, unindo passado e presente.

 

Helder Sequeira

 

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publicado às 23:25

Estátua

por Correio da Guarda, em 28.01.22

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Guarda. Estátua de D. Sancho I, rei de Portugal. Praça Luís de Camões.

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publicado às 22:34

Sobre a "Praça Velha 41"

por Correio da Guarda, em 18.12.21

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A Câmara Municipal da Guarda apresentou na passada quinta-feira, 16 de dezembro, um novo número da revista cultural Praça Velha. Trata-se da 41º edição desta publicação cultural editada semestralmente pela autarquia da Guarda, desde 1997.

Com este número a Revista criou uma nova organização e distribuição de conteúdos por dois volumes, a editar semestralmente.

Este quadragésimo primeiro volume da Revista Praça Velha desdobra-se em quatro áreas distintas: Património e História, Grande Entrevista, Portfólio e Súmula de Atividades.

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Na secção de “Património e História” podemos ler um artigo de Fernando Carvalho Rodrigues, que nos fala da medida de coesão para o nosso país e das questões da desertificação.

Como refere, “é tratando muito mais das autarquias de altíssima densidade e cuidando da baixa densidade que o todo se pode curar”.

Elsa Salzedas, apresenta um interessante e elucidativo artigo sobre a geologia guardense; destaca que é importante “valorizar a pedra a partir do conhecimento científico e destacar a sua enorme importância para a natureza e para a humanidade, porque a rocha local é um bem extremamente valioso, não só do ponto de vista científico, mas ainda arquitetónico, económico e histórico”.

A concluir, faz um apelo para que todos contribuam no sentido de se “proteger mais esta região, das mais exclusivas do país” e se sintam orgulhosos com o seu território.

A Cabeça em Pedra de Vale da Ribeira” é o título do artigo de António Marques e João Carlos Lobão.

Como referem, a identificação e estudo da cabeça em pedra encontrada em Vale da Ribeira “pretende contribuir, de algum modo, para um melhor conhecimento do que terá sido a ocupação humana no período proto-histórico do concelho de Celorico da Beira

Vítor Pereira, Alcina Camejo, Ana Leonor Pereira da Silva, e Tiago Ramos escreveram sobre a “Intervenção Arqueológica na Casa do Sineiro (Mileu/Guarda)”.

Refira-se que este local integra o espaço onde em 1951 foi feita a descoberta “de um dos sítios arqueológicos mais importantes e enigmáticos da Beira Interior: o sítio romano da Póvoa do Mileu”.

Face aos resultados dessa intervenção, e perante os dados conhecidos até hoje, os articulistas apontam que o contexto “funerário do Mileu se enquadra no século II depois de Cristo”. Concluem afirmando que é desejável a continuidade da intervenção arqueológica neste sítio, trabalho que poderá dar resposta a novas questões.

António Salvado Morgado, num excelente texto e documentalmente bem suportado, leva-nos a conhecer o guardense Francisco de Pina; personalidade central “de um notável encontro de línguas e de culturas no distante Oriente, no longínquo século XVII.”

Como sublinha, Francisco de Pina, “jesuíta, português, missionário e linguista” contribuiu para que a Guarda faça parte da história do atual Vietname.

Francisco de Pina que terá nascido entre março e setembro de 1586, faleceu em 15 de dezembro de 1625. Ou seja, passaram nesta semana 396 anos, após a sua morte.

Esquecido pela História, ele tem andado desaparecido por detrás da obra iniciada por ele há mais de quatro séculos e que culminou há mais de um século na língua oficial do Vietname (…) escrita e falada por milhões de pessoas”.  Escreveu, neste artigo, o Dr. António Salvado Morgado.

Manuel Luís dos Santos fala-nos, neste último número da Praça Velha, do Terreiro da Loiça, melhor dizendo do Largo do Governo Civil; ou, permitam-me a correção, do Largo Serpa Pinto, mais precisamente do Largo Frei Pedro da Guarda.

Com a clareza e factualidade histórica a que há muito nos habituou, o autor intitula o seu artigo “Da Toponímia da Guarda sobre o Largo Frei Pedro da Guarda”, onde não esquece a memória do Dr. Francisco dos Prazeres perpetuada naquele espaço central da cidade, aqui bem ao lado deste edifício onde nos encontramos.

Para se colocar o painel de Frei Pedro, foi necessário tirar a pedra com as armas da cidade, do século XVII, que foi recolhida no Museu da Guarda”; diz Manuel Luís dos Santos, para quem “a escolha do Largo Serpa Pinto para homenagear Frei Pedro da Guarda talvez não tenha sido a mais feliz, o virtuoso filho da Guarda poderia ter sido homenageado na zona de São Vicente, onde nasceu e onde viveu uma boa parte da sua vida”.

“Ladislau Patrício: quando os médicos são também escritores” é o título do artigo escrito por Anabela Matias e Dulce Helena Borges.

Para além do inquestionável interesse da abordagem que fazem das facetas do terceiro diretor do Sanatório Sousa Martins, mormente no plano da escrita, o artigo é muito oportuno; a sua publicação ocorre no mês em que se celebra o aniversário do nascimento e da morte deste ilustre clínico guardense. Nasceu a 7 de dezembro de 1883 e faleceu na noite de natal de 1967.

Como escrevem as autoras deste artigo, “Ladislau Patrício foi um médico que modernizou áreas emergentes da ciência, exerceu a sua atividade médica com grande rigor e competência.

Desenvolveu técnicas clínicas e profiláticas inovadoras que foram uma referência durante muito tempo na medicina. Além desta vertente, prestigiou o mundo da literatura, cultivando vários estilos de escrita tão distantes ontologicamente, mas que encontram um ponto de fusão”.

Francisco Manso e Ana Manso escrevem, neste último volume da Praça Velha, sobre aspetos da história local de uma aldeia do nosso concelho. Especificamente “Videmonte: Lei da Separação e a Propriedade dos Bens da Igreja Católica no século XX”.

Após o devido enquadramento e contextualização, concluem que “o processo de aplicação da Lei da Separação numa aldeia praticamente isolada e longe da sede do concelho decorreu de uma forma quase pacífica. Não se cumpriu a lei, não se constituíram cultuais, nenhuma igreja foi fechada, não houve sanções. O povo reclamou, mas acatou, e os tempos que se seguiram vieram repor quase tudo como estava antes.”

Uma nota para a foto da “Encomendação da Almas a São Francisco de Assis”, relativa à pintura mural de grandes dimensões existente na igreja matriz de Videmonte. Foi descoberto após a remoção de um altar, para restauro.

António Manuel Prata Coelho apresenta-nos o “Roteiro de Arte Déco na Guarda”.

Depois de lembrar que esta cidade, nos finais do século XIX e princípios do século XX, conheceu “uma substancial modernização urbanística” propõe “um percurso valorativo da arquitetura contemporânea, no que concerne ao gosto Arte Decó, patente nestas principais artérias urbanas (…)”.

Como acentua, a finalizar o seu artigo, “o percurso proposto pelas ruas onde permanecem esses edifícios, corresponde ao propósito de se inventariar um conjunto de estruturas próprias da Arte Déco que urge valorizar, promovendo a Guarda e o seu centro histórico”.

Aires Antunes Diniz escreve sobre as “Deficiências no fornecimento de energia elétrica à Guarda e seu concelho”, conduzindo-nos até à década de 30, do passado século. Reporta o descontentamento do comércio e indústria da cidade que “estavam a sofrer graves prejuízos por o fornecimento de eletricidade ser cada vez pior, provocando indignação geral”.

Apresenta, no decorrer do texto uma reclamação do Diretor do Sanatório (Ladislau Patrício) que se insurge contra o facto de “a Empresa de Luz Elétrica estar a “abusar constantemente da paciência inverosímil de uma cidade inteira”; acrescenta que privou de luz, com absoluta indiferença, uma casa de saúde onde se encontram dezenas de doentes em tratamento (…)”.

A Empresa de Luz Elétrica da Guarda acabaria por ser “incorporada na Companhia Elétrica das Beiras em 20 de abril de 1951.” Aliás, e como é dito neste artigo, a Empresa de Luz Elétrica da Guarda já em julho de 1938 tinha começado a utilizar a energia fornecida pela Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela.

José Quelhas Gaspar, publica neste volume, o texto “O património-histórico-arqueológico um recurso endógeno com valor económico e social”.

Alerta, no seu trabalho, para a identificação de “situações contraditórias e quase opostas relacionadas com o património arqueológico, ao mesmo tempo que verificamos a resistência que a administração pública continua a fazer à proteção efetiva do património histórico-arqueológico”.

Evidencia, depois, que não tem havido “capacidade para perceber a emergência de um novo olhar sobre a realidade e a necessidade do seu ajustamento a novas e variáveis funcionais, que sirvam as populações, enquanto promovem a continuidade e a salvaguarda de bens”.

A Coleção de Armas do Museu da Guarda – Conservação, Restauro e Musealização” é o tema do artigo de Inês Costa que começa por falar da génese dessa coleção.

Como escreveu, o “estudo desta coleção permite conhecer os principais centros de produção de armas da Europa entre o século XVI e XX (…)”.

A sua variedade e qualidade permite conhecer várias tipologias de armas utilizadas nos séculos referidos, assim como “algumas raridades e particularidades”.

Aludindo às limitações do espaço museológico, que não permitem expor um grande número de exemplares desta importantíssima coleção, está pensada, diz, “uma rotatividade desses exemplares para os dar a conhecer ao público”.

Antes da Grande entrevista temos ainda a possibilidade de ler um artigo subordinado ao tema “Retábulo-Mor da Sé da Guarda – intervenção de conservação e Restauro”, da autoria de Olga Santa Bárbara.

Com oportunas e exemplificativas ilustrações, o texto elucida que a intervenção realizada permitiu “restabelecer a unidade estética e de leitura do retábulo, respeitando a integridade física e valorizando a vertente conservativa”.

Por outro lado, chama a atenção para o facto de as condições ambientais no interior do edifício não serem propícias “a uma boa conservação, a médio prazo, pelo que deverá ser expectável o ressurgimento das patologias assinaladas, ou mesmo a formação de novas.”

Entre as páginas 267 e 274 está a grande entrevista conduzida por Thierry Santos; tem como convidado o antropólogo Paulo Lima, enquanto responsável pela elaboração da Carta de Paisagem do concelho da Guarda.

Recorde-se, e como se pode ler, que “com vista a valorizar o património identitário” deste concelho, a Câmara da Guarda lançou, no passado ano, “o projeto de um registo dos bens culturais imateriais presentes no território, que vai desde o cobertor de papa à cestaria de Gonçalo, passando pelas tradições e vivências locais das 43 freguesias do concelho”.

No decorrer da entrevista, António Lima afirma que o “inverno” demográfico é a maior das ameaças que impendem sobre o nosso território; acrescenta, depois, o envelhecimento da população. Ainda segundo ele, “o património e a paisagem resultam da presença de pessoas. Sem elas nada existe”.

Antes de concluirmos, façamos agora uma referência ao “Portfólio” que tem por tema “A Guarda pelos Olhos de pintores do século XIX ao século XXI: proposta de um itinerário pelos lugares mais representados da cidade altaneira – uma amostra da coleção do Museu da Guarda”, constituída por desenhos, aguarelas, óleos, acrílicos e uma serigrafia digital”.

Apresentação da Praça Velha - Guarda.jpg

Dos 24 trabalhos de iconografia guardense reproduzidos, dois são da autoria de Luís Rebello, a quem a presente edição prestou homenagem.

Nas últimas páginas da edição da Praça Velha, está a habitual Súmula de Atividades Culturais que decorreram no Concelho da Guarda em 2021 e 2022.

Hélder Sequeira

 

 

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