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Sortelha: muralhas com história

por Correio da Guarda, em 20.09.19

 

 

Sortelha - Castelo - HS.jpg

     Em Sortelha (Sabugal) decorrerá de hoje até domingo, 22 de setembro, mais uma edição das "Muralhas com História".

   A organização deste evento convida os visitates a recuarem, no tempo, até ao reinado de D. Fernando I (1367-1383). Este monarca, filho de D. Pedro I e de D. Constança Manuel, D. Fernando, herdou um reino estável e pacífico tendo, assim, todas as hipóteses de o conduzir sem grandes dificuldades, no entanto, acabou por alterar essa estabilidade ao envolver-se em conflitos com a vizinha Castela. Para além dos episódios bélicos, pode destacar-se no seu reinado, a “proveitosa ordenação de mandar que as terras do reino fossem todas lavradas e aproveitadas" que, certamente, terá tido reflexos nestas terras mais inóspitas do reino.

   "A viagem ao quotidiano medieval será complementada com recriação histórica, mercado medieval, exposição de máquinas de cerco e instrumentos de tortura, acampamento militar e do cavaleiro, ofícios e vivências, cetraria e animais da quinta, ritmos medievais, artes circenses, torneios de armas a pé e a cavalo, jogos medievais e animação contínua 'pera cá e pera lá'.", com é referido a propósito da atividade "Muralhas com História".

 

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publicado às 12:55

Promover uma boa imagem...

por Correio da Guarda, em 19.09.19

 

O Cinema e a Fotografia vão estar em destaque na nossa região, nos próximos meses, denotando um interesse crescente e uma nova atitude em relação ao papel da imagem.

A consolidação de projetos nesta área, a sua continuidade e enriquecimento programático, a adesão de novos públicos, o empenho de pessoas e instituições contribuem, inquestionavelmente, para uma ativa vivência cultural com a consequente projeção dentro e fora das fronteiras nacionais.

Em Seia decorrerá de 12 a 19 de outubro de 2019 mais uma edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela.

Recordamos que se trata do único festival de cinema em Portugal, dedicado à temática ambiental, “no seu sentido mais abrangente”; um festival, solidamente afirmado e consagrado, que desde 1995, e sem hiatos temporais, se realiza anualmente naquela cidade, organizado pelo município local.

Este certame, que decorrerá na Casa Municipal da Cultura de Seia e no Centro de Interpretação da Serra da Estrela, há muito conquistou um merecido prestígio internacional, recebendo, nas suas edições, centenas de obras a concurso, provenientes de diversos países.

Por outro lado, em Manteigas terá lugar, de 22 a 24 de novembro o VI Festival de Fotografia de Paisagem. Uma aposta da Câmara Municipal de Manteigas na promoção e valorização do património paisagístico, que ganha agora maior significado com a aprovação da candidatura da região da Serra da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO; um processo que aguarda apenas o parecer do Conselho Executivo da agência das Nações Unidas.

Na Guarda, e como é do domínio público, o Centro de Estudos Ibéricos (CEI), promove, desde 2011, o projeto “Transversalidades - Fotografias sem fronteiras”. Tendo como objetivo promover, através da imagem, a cooperação entre pessoas e instituições, bem como a inclusão de territórios, sobretudo os mais votados “a processos de exclusão ou esquecidos pelos media que deixam em branco vastas áreas do planeta”, o Transversalidades suscitou, uma vez mais o interesse de fotógrafos de todo o mundo.

Recentemente foram divulgados os premiados nas categorias a concurso, distribuídas por: património natural, paisagens e biodiversidade; espaços rurais, agricultura e povoamento; cidade e processos de urbanização; cultura e sociedade: diversidade cultural e inclusão social. Como acontece habitualmente, o início do mês de dezembro está no calendário e agenda da exposição do trabalhos premiados e consequente distinção dos autores das fotografias.

Em agenda estão também as III Jornadas de Fotografia da Guarda – uma organização do Instituto Politécnico da Guarda e do Fotoclube da Guarda – marcadas para o próximo dia 12 de outubro, nesta cidade. Com um programa tematicamente diversificado, no campo da fotografia, estas jornadas vão ter como intervenientes, entre outros, Alfredo Cunha, Luís Quinta e Leonel de Castro.

Cartaz Jornadas fotografia- 01-JPEG.jpg

Alfredo Cunha (natural de Celorico da Beira) iniciou a sua atividade de fotojornalista em 1971, tendo colaborado com o Jornal "O Século" e "O Século Ilustrado" a Agência de Notícias Português - ANOP e as agências de Notícias de Portugal e Lusa Foi fotógrafo oficial dos Presidentes da República, Ramalho Eanes e Mário Sores. Trabalhou no Jornal "Público" como fotógrafo e editor-chefe e foi fotógrafo e editor-chefe do "Jornal de Notícias", tendo sido também foi diretor fotográfico da "Global Imagens". Atualmente trabalha como freelancer desenvolvendo projetos editoriais. Do seu percurso destacam-se as emblemáticas séries de fotografias dedicadas ao 25 de Abril de 1974 e à descolonização portuguesa em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé, Timor-Leste e Cabo Verde. Tem publicados diversos livros de fotografia

Luís Quinta multipremiado fotógrafo é colaborador regular da National Geographic Magazine e da revista Visão. Publicou mais de um milhar de artigos e reportagens na imprensa nacional. Formador na área da fotografia, integrou o "Dream Team" do maior projecto fotográfico sobre natureza na Europa - "Wild Wonders of Europe” financiado pela National Geographic.

Muitas das imagens de Luís Quinta têm sido usadas por universidades e museus para várias publicações científicas e suporte pedagógico.

Leonel de Castro, desde sempre ligado ao fotojornalismo no Jornal de Notícias e no grupo onde se insere (Notícias Magazine, Volta ao Mundo, Evasões, Diário de Notícias e o Jogo), tem conquistado diversos prémios e distinções ao longo da carreira profissional.

Os seus trabalhos têm também dado corpo a várias exposições, quer individuais quer coletivas. A par do fotojornalismo, tem-se dedicado também à docência, no Instituto Português de Fotografia, na Escola Superior Artística do Porto e no Mestrado de Comunicação da Universidade do Minho.

Estes três nomes são, por si, um excelente cartaz destas III Jornadas de Fotografia que, à semelhança das iniciativas atrás mencionados, podem desenhar uma nova dinâmica, não só no plano formativo mas também ao nível da atratividade de participantes da região e de outros pontos do país.

A continuidade desta rede de eventos é extremamente importante e deve merecer a devida atenção e apoio por parte das comunidades locais e outrossim das entidades/organismos com responsabilidade na área cultural e social. (Hélder Sequeira)

 

 

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publicado às 13:01

Pensar o desenvolvimento global

por Correio da Guarda, em 16.08.19

 

Ao longo dos anos a sobreposição, nas mesmas datas, de eventos culturais, desportivos ou musicais tem sido evidente, com reflexos negativos ao nível de potenciais participações ou da fixação de visitantes, durante mais dias.

Reeditamos, uma vez mais, esta questão por considerarmos ser importante o desenvolvimento de um trabalho, planificado com antecedência e num verdadeiro espírito de cooperação e diálogo, por parte das autarquias, agentes culturais ou desportivos, instituições e coletividades.

O conhecimento prévio da calendarização de eventos na nossa zona incrementará um maior envolvimento dos residentes e dos forasteiros, pela possibilidade de equacionarem a sua participação e de elaborarem o roteiro mais adequado com os seus gostos.

Guarda - Foto Helder Sequeira.jpg

Salvaguardando as datas âncora tradicionalmente reservadas para certames que estão consolidados no distrito, o cuidado dos organizadores deve passar pela recíproca troca de informações passíveis de permitirem o desejado alargamento temporal de eventos, distribuídos por dias diferentes; desta forma, as pessoas terão a possibilidade de participar em diferentes iniciativas, programadas para locais distintos.

Um visitante que venha à Guarda numa determinada data para assistir a um espetáculo não terá, certamente, a possibilidade de participar noutro evento (até com perfil diferente) que decorra, no mesmo dia, em Seia, Trancoso, Pinhel ou no Sabugal, por exemplo; oferecer, com a refletida e acordada distribuição, vários eventos no período de visita dessas pessoas terá toda a vantagem em termos de rentabilização da viagem, do conhecimento da região, das receitas da restauração e hotelaria, da dinamização social e melhor conhecimento das localidade.

Esta planificação, pelo que se tem verificado em termos de estratégias concelhias, não será fácil mas é fundamental abrir caminho a uma agenda comum enquadrada num objetivo e empenhado trabalho em rede; capaz de contemplar o máximo de propostas, muito para além de eventos, alargando a novos roteiros motivadores da heterogeneidade de públicos alvo. De recordar que, há algumas décadas atrás, e já no período pós-25 de abril, as reuniões periódicas de presidentes das câmaras municipais do distrito fomentavam um interessante diálogo que permitia o entendimento em várias matérias e eficazes fórmulas de cooperação, benéficas para a evolução dos territórios.

Os castelos, as praias fluviais, a cultura, os solares, as igrejas, a gastronomia, os trilhos, as atividades de montanha, a Serra da Estrela, a flora, os museus, os monumentos e sítios arqueológicos, as tradições, os festivais, o artesanato, as aldeias da meseta ou da Serra, as recriações históricas, as feiras, a observação das aves, os vinhos, os roteiros sobre escritores, o teatro religioso, as águas cristalinas e as múltiplas e encantadoras paisagens que temos para (re)descobrir e oferecer, a quantos nos queiram visitar, é um vasto conjunto de áreas potenciadoras de novas vias de desenvolvimento.

Atualmente, com o a disponibilização de novas tecnologias – o que não afasta uma edição impressa da agenda distrital – não é difícil a organização e sistematização de uma informação (regular e eficazmente atualizada) sobre a oferta distrital ao nível de eventos, locais a visitar, hotelaria, restauração, imprensa local, transportes, roteiros turísticos, locais de lazer, formação, bibliotecas e arquivos, unidades de saúde e contactos úteis.

A criação (envolvendo contributos multidisciplinares) de uma aplicação para equipamentos móveis, usados por todos no dia a dia, uma via desejável, conciliando-a com outros suportes informativos que não olvidem, igualmente, a síntese e qualidade dos textos, o cuidado na apresentação, a qualidade fotográfica e a facilidade de consulta.

Existem, na nossa zona, conhecimentos, recursos e meios; falta a decisão, o entendimento e o empenho em se pensar numa estratégia global para esta região do interior, divulgando a sua realidade, promovendo as suas potencialidades, captando novos visitantes e investimentos.

Hélder Sequeira (in O Interior, 15|8|2019)

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publicado às 12:55

Um hermeneuta da cultura

por Correio da Guarda, em 01.08.19

 

     O ensaísta, filósofo e historiador Jesué Pinharanda Gomes, falecido no passado dia 27 de julho, foi considerado na nota difundida pela Presidência da República como "um dos nomes mais destacados no estudo e divulgação do pensamento português" e “trabalhador incansável, um homem de convicções profundas.

    Pinharanda Gomes (nascido em Quadrazais, Sabugal), figura incontornável da cultura portuguesa, foi tudo isso e muito mais; foi “um exemplo vivo de um estudioso desinteressado, sem prebendas nem honras institucionais, fazendo do estudo erudito uma vocação de vida”, como escreveu Miguel Real.

    Literariamente falando, Pinharanda Gomes era natural da Guarda, embora realizado em Lisboa, como nos referiu; foi na cidade mais alta de Portugal que lançou as primeiras raízes. A sua fidelidade à “mátria” foi constante, exemplar, de uma grandeza própria de personalidades de enorme saber, mas simultaneamente simples, humanas e profundamente solidárias com a sua terra de origem.

    No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais. Defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural assumiu igualmente a salvaguarda dos valores humanos, mormente desta zona raiana.

PINHARANDA GOMES - HS.jpg

    Em entrevista que nos concedeu, há alguns anos atrás, para a Revista “Praça Velha”, declarava-se “um hermeneuta da cultura” pois procurava “interpretar os seres, os factos e as coisas do âmbito cultural, sobretudo do pensamento, mas de modo a preenchê-las” com o seu próprio significado. O seu vasto labor não se circunscreveu, contudo, às edições conhecidas, pois “há uma atividade que não vem muito a público e que diz respeito às centenas de verbetes” que redigiu para Dicionários e Enciclopédias, quase sempre assinados, ou com as letras P.G.

    Desde 1981, e após a realização do I Encontro de Comunicação Social da Beira Interior, promovido, na Guarda, pela Rádio Altitude que os meus contactos com Pinharanda Gomes foram regulares, acentuados com a colaboração por ele dada ao quinzenário Notícias da Guarda. Aliás – é justo e oportuno realçar – foi sempre um inquestionável defensor da imprensa regional, sublinhando sempre o seu importante papel informativo e cultural.

    Recordemos que em 1983 publicou “Memórias de Riba Coa e da Beira Serra – A Imprensa da Guarda”, obra através da qual quis evocar os “homens e mulheres que, desde meados do século XIX, fizeram os jornais no distrito da Guarda, pioneiro da imprensa política regional e da imprensa católica nacional”. Na nota introdutória desse livro, Pinharanda Gomes afirmava que a “progressão cronológica do aparecimento de jornais, a tipologia diferenciada, as alternâncias ideológicas, são quadros vivos mesmo agora que, de muitos deles, já não temos senão raros exemplares”. Leitor atento da imprensa regional, mormente da Guarda, Pinharanda Gomes bem pode ser considerado um paladino dos jornais editados no país real. A imprensa tem o dever da memória, assim como a Rádio da sua Guarda, onde interveio, no plano cultural, em finais da década de 50 do passado século.

    Nestas breves notas, mais do que discorrer pela obra, vastíssima, de Pinharanda Gomes importa relembrar o mestre, o homem de cultura atento ao que se passava na região onde nasceu; correspondendo sempre aos convites formulados para aqui transmitir o seu saber, partilhar a sua experiência, incentivar o estudo.

   A melhor homenagem que lhe poderemos fazer será, sem dúvida, conhecer e divulgar a sua obra onde sobejam inúmeras indicações para diferenciadas e interessantes linhas de investigação e conhecimento, em vários campos do saber; perpetuando assim a sua memória. (Hélder Sequeira)

 

     In O Interior, 1|08|2019

 

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publicado às 23:58

O Dia da Rádio Altitude

por Correio da Guarda, em 29.07.19

Edifício RA -1990.JPG

     (Foto de Arquivo. 1990)

 

     Hoje é o dia da Rádio. De uma emissora muito especial não só pela sua génese solidária mas também pela sua longevidade, percurso ímpar, matriz beirã.

    A Rádio Altitude, que assinala hoje 71 anos de emissões regulares, tem sido uma lídima voz da região que na primeira metade do século passado foi procurada por milhares de pessoas, na procura de tratamentos para a doença que atingiu uma elevada percentagem da população; esta referência teria de ser feita para não se olvidar a profunda ligação a uma dos mais emblemáticos Sanatórios de Portugal.

   Neste contexto nasceu a Rádio que rapidamente alargou a sua área de influência, cativou colaborações, ultrapassou dificuldades, assumiu desafios, protagonizou criatividade, inovou e afirmou decisivas linhas de intervenção formativa e cultural.

    Da sua história já falamos, aqui, várias vezes. Daí que, nestas breves notas, seja de sublinhar o pioneirismo da estação emissora CSB 21 e os caminhos abertos através da onda média, inicialmente, depois em FM e hoje também nas plataformas digitais e redes sociais.

   Foram múltiplos os contributos pessoais (Jesué Pinharanda Gomes, falecido sábado, colaborou na RA) e coletivos que guindaram a Rádio Altitude a uma posição de destaque no panorama radiofónico português e, diria, mesmo europeu (pelas décadas de emissões contínuas, pela sua originalidade, subsistência e consciência da sua função social). Assinalar este 71º aniversário é evocar todas essas colaborações e apoios, imprescindíveis para uma evolução permanente, que se deseja continue no futuro.

RÁDIO ALTITUDE - Helder S.jpg

    A Rádio Altitude é uma marca informativa e cultural desta região que não a deve esquecer, antes valorizar pela sua história, pelo seu papel, pela sua presença quotidiana.

 

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publicado às 12:46

Combater a desinformação

por Correio da Guarda, em 19.07.19

 

     A necessidade de combater a desinformação tem sido acentuada nos últimos tempos, com a União Europeia a pedir aos estados membros para tomarem as medidas adequadas. Uma larga percentagem das “fake news” é suportada pelas plataformas digitais e, assim, não é de estranhar, que só no passado mês de março o Facebook bloqueou, na EU, mais de 600 mil anúncios, considerados como “enganosos”.

   O Google lançou, entretanto, o curso Be Internet Awesome vocacionado para crianças entre 7 e 12 anos de idade; embora não seja um projeto propriamente novo (pois tem alguns anos de existência e era dirigido para ministrar preparação aos mais jovens sobre os cuidados a ter com o mundo mediático), a Google decidiu, este ano, aperfeiçoar essa ferramenta de alfabetização mediática, disponível em português.

    Assim, são facultadas indicações para a deteção de informações falsificadas e como atuar perante as várias situações detetadas, entre outras coisas. Seja Incrível Na Internet (Be Internet Awesome) “ensina às crianças os conceitos básicos de segurança e cidadania digital para que elas possam explorar o mundo on-line com confiança”, como é referido na página específica deste projeto.

    O Google já no início de 2018 tinha anunciado uma série de medidas para travar “fake news”, a que Portugal não escapa, como ficou bem explícito numa série de reportagens da autoria do jornalista Paulo Pena, publicadas no Diário de NotíciasNa passada semana, este jornalista esteve na Guarda para falar da urgência em lutar contra a desinformação, no âmbito da iniciativa Media Veritas Talks.

   O Media Veritas é um programa de combate à iliteracia mediática, contra a manipulação jornalística e a desinformação promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa em parceria com o Google.org; o objetivo é desenvolver, em Portugal, a Literacia dos Media junto das comunidades mais vulneráveis ao longo de dois eixos (adolescentes e jovens e seniores), assegurando igualmente uma base para garantir a sua continuidade. Com o Media Veritas pretendemos contribuir para uma sociedade mais livre, informada e democrática; dotar os mais vulneráveis consumidores de informação, designadamente os adolescentes/jovens e seniores, a nível local e regional, de ferramentas que os habilitem a estar melhor informados e assim garantir a construção de um país mais justo e equilibrado; promover o desenvolvimento do pensamento crítico e do uso de fontes de informação credíveis e apoiar os órgãos de comunicação social, contribuindo para garantir a fiabilidade dos respetivos conteúdos”. Esclarece a Associação Portuguesa de Imprensa, cujo presidente, João Palmeiro, foi outro dos intervenientes na sessão que decorreu na Biblioteca Municipal da Guarda.

    Mostrar aquilo que é a desinformação, a iliteracia mediática e a manipulação jornalística e como pode ser combatida serviu de mote para o Media Veritas Talks, na Guarda, que deveria ter merecido uma maior atenção por parte da comunidade e mormente de que tem responsabilidades educativas,  informativas e editoriais.

    Paulo Pena falou da existência, em Portugal, de vários sites de notícias falsas que acabam por ser partilhadas nas redes socias, validadas de forma inconsciente pelas pessoas; estas, “não valorizando o efeito da mentira” colocam “em risco” os pilares da democracia. Deste modo, é fundamental a garantia de que a informação, nos media, é tratada “de uma maneira profissional”, obedecendo a regras, códigos e à ética.

    No passado ano, na Guarda (e numa comunicação subordinada ao tema Jornalismo e Democracia, António José Teixeira afirmou que “vivemos – dizem-nos – no tempo da pós-verdade. Há algumas décadas, a Filosofia queria convencer-nos de que não havia verdade, mas apenas interpretação. Hoje, a verdade parece coisa do passado, o relativismo confunde-se com crença ou convicção. Tudo pode vir à Rede. Tornou-se mais difícil discernir o que é verdadeiro do que é falso. As fake news tornaram-se armas de arremesso. Não são apenas falsas, são inventadas para serem verosímeis, para confundirem e manipularem os menos cépticos. São tantas, e de tão repetidas, difíceis de combater.

    Neste cenário acrescentava que “talvez nunca como hoje o jornalismo tenha tido tanta razão de ser. Para vivermos, para tomarmos decisões fundamentadas, para distinguirmos o trigo do joio, precisamos de notícias credíveis, que nos digam o que se passa, não apenas onde, quando, quem, mas também como, porquê e em que contexto”.

   A sessão Media Veritas Talks, realizada na Guarda, sublinhou a importância de ser credibilizado o jornalismo, reforçado o seu papel de modo que os leitores/ouvintes possam aquilatar que a informação transmitida é rigorosa, verificada e deixem caminho aberto à tomada de posições por parte dos cidadãos. Incrementando o espírito crítico e democrático. (H.S.)

 

 

 

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publicado às 19:00

Recantos do Parque da Saúde...

por Correio da Guarda, em 06.07.19

Recantos do Parque da Saúde....jpg

   Guarda. Parque da Saúde.

 

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publicado às 12:30

Castanheiro gigante de Guilhafonso

por Correio da Guarda, em 23.06.19

Castanheiro gigante de Guilhafonso - HS.jpg

    Castanheiro gigante. Guilhafonso (Guarda).

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publicado às 00:01

Um roteiro pelo país real...

por Correio da Guarda, em 22.06.19

Cruzeiro - Fot Helder Sequeira.jpg

     “Ausência e Território: as aldeias da Serra, do Vale e da Meseta” foi o tema proposto para o roteiro fotográfico organizado, no passado sábado e domingo, pelo Centro de Estudos Ibéricos e Fotoclube da Guarda.

    Tratou-se, como foi referido, de um desafio envolto na paixão pela fotografia e orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…

   Através da fotografia, “uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução”, na elucidativa expressão de Sebastião Salgado, os participantes centraram as suas objetivas em pormenores, rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza…

   Iniciativas como esta, se por um lado permitem um registo de realidades transversais às aldeias do interior, desertificado, envelhecido, por outro viabilizam a divulgação de múltiplos valores humanos, sociais e culturais que podem despertar consciências e incentivar esforços conducentes a medidas de valorização e revitalização de tantos lugares de memória.

   As imagens obtidas consubstanciam narrativas e olhares que se ampliam agora nas redes sociais ou em trabalhos fotográficos destinados a futuras exposições e publicações, servindo igualmente de relevante recolha documental.

   Para além disso, o envolvimento de pessoas oriundas de diferenciados locais perspetiva o desejo e o regresso de aprofundar o conhecimento de territórios, alargando esse entusiasmo a círculos pessoais ou profissionais; tanto mais que a hospitalidade beirã, a forma de estar e de ser das nossas gentes, cativa quem nos visita.

   A disponibilidade para esclarecer, orientar, guiar, mostrar o património local, alertar para pormenores arquitetónicos, sublinhar a tipicidade de habitações, a descrição de tradições e episódios intimamente ligados às comunidades locais foi uma nota comum às aldeias visitadas, num roteiro que percecionou outra dimensão do país, uma sólida matriz identitária, nossa.

   Vila Soeiro, Aldeia Viçosa (aldeias do Vale), Avelãs da Ribeira (aldeia da Meseta), Fernão Joanes e Videmonte (aldeias da Serra) balizaram um trajeto rico de imagens e emoções, num território que temos de salvaguardar, valorizar e divulgar, esbatendo ausências e abrindo caminhos para o futuro, através do contributo de todo, num empenho permanente e coletivo, liberto de calendários pessoais ou políticos. (Hélder Sequeira).

 

 

 

 

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publicado às 15:22

Ponte...

por Correio da Guarda, em 24.05.19

Ponte - fot Helder Sequeira.jpg

 

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publicado às 20:28


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