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Natural de Meda, onde nasceu em julho de 1945, o Coronel João Pais Trabulo tem um interessante percurso pessoal e profissional que se cruza com a vida militar, a rádio, a investigação histórica e a fotografia, entre outras facetas.

Cumprido o serviço militar obrigatório e tendo prestado serviço na Província Ultramarina da Guiné, fazendo parte da Companhia de Caçadores 2314, enveredou pela carreira militar; inicialmente, no Exército e depois na Guarda Nacional Republicana, onde se reformou com o posto de Coronel, em 2008. Atualmente, na situação de reforma, vive na cidade de Gouveia, desde 1984.

Nesta conversa com o CORREIO DA GUARDA, João Pais Trabulo fala-nos da sua paixão pelas terras beirãs, da atividade de divulgação que continua a fazer em simultâneo com oportunos e expressivos registos fotográficos de locais, paisagens, monumentos. O Regimento de Infantaria 12 é um marco incontornável na sua vida e considera que os atuais habitantes da Guarda “não sabem avaliar os fortes laços que existiram na vida quotidiana entre os militares e a população.” Uma memória que, na sua opinião, deve ser preservada.

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É natural da Meda. Quais as principais memórias que guarda da sua terra, da infância e adolescência?

Quero começar com a minha colaboração com um profundo sentimento de agradecimento pois não estava à espera deste desafio.

Como afirma sou natural da Meda onde nasci em 1945. Na realidade a maior vivência na minha terra natal foi na infância e na adolescência. Como um ‘caminheiro’, visitava-a assiduamente enquanto os meus pais foram vivos. Ainda hoje o faço, até porque estou estritamente ligado ao Núcleo de Combatentes de Meda que tive a honra de me empenhar num desafio do senhor Presidente da Liga dos Combatentes na sua reativação em colaboração com mais outros oito Combatentes e do qual sou mais um modesto elemento da Direção, o seu Presidente. Neste aspeto, ainda como principal mentor da criação do Núcleo de Combatentes de Gouveia do qual fui seu Presidente Fundador.

O que mais me marcou na infância foi ter frequentado desde os quatro anos até ao início da escola primária, o Instituto D. Maria do Carmo Lacerda Faria, mais conhecido por ‘Patronato’, onde comecei a aprender a ler, escrever e contar, e os princípios básicos de uma boa educação.

Quanto à adolescência recordo a frequência de aluno do Externato de Santo António até ao meu antigo quinto anos depois de uma passagem de quatro anos no Seminário de Resende, onde adquiri fortes conceitos que me serviram de orientação até ao dia de hoje.

 

Que personalidades marcantes tinha a Meda, nessa época?

Neste sentido não tenho qualquer dúvida que a personalidade marcante foi o Pároco. Padre José Maria de Lacerda, vulgarmente conhecido por ‘Vigário’, Arcipreste da Paróquia, um homem de bem em que quaisquer adjetivos são ínfimos para o classificar. Sobre ele, nada melhor como o apelidou o saudoso medense, Dr. Manuel Daniel: “o Pai dos pobres".

É evidente que não poderia deixar de reconhecer os meus pais, pessoas humildes que me criaram, educaram e me ensinaram os “princípios da vida”. A eles devo o que sou na vida…

 

Quando começou a sua vida militar?

Comecei a minha vida militar em janeiro de 1967 e, a partir daí fui sempre militar.

Cumpri o serviço militar como oficial miliciano com início na EPI (Escola Prática de Infantaria), em Mafra, com uma breve passagem pelo RI 12, desde junho a novembro de 1967, até que fui mobilizado para a Província da Guiné. Ali cumpri a minha “comissão de serviço” e cumpri com o meu dever para com a Pátria e os autóctones daquela região, desde janeiro de 1968 a novembro de 1969, data em que passei à disponibilidade como Alferes Miliciano.

Depois, no início de 1970, ofereci-me como “voluntário”, tendo passado pelo RI 5, Caldas da Rainha para em fevereiro de 1971, ter sido colocado no RI 12 na cidade da Guarda como Tenente Miliciano até novembro de 1973, data em que ingressei na Guarda Nacional Republicana onde atingi o posto de Coronel no qual me reformei.

João Trabulo - foto .jpg

O que representou para si o RI 12?

O RI 12 marcou profundamente a minha vida militar e familiar. Isto porque, militarmente, foi praticamente o início da minha carreira profissional, onde, entre outras funções, destaco o ser Comandante da Companhia de Comando e Serviços.

No aspeto familiar foi aqui que que tive o privilégio de conhecer a minha esposa e ter nascido o primeiro filho. Gratas e incalculáveis são as recordações desta minha Unidade que nunca esqueci na minha vida.

Sobre o RI 12, muito haveria para dizer e escrever, muitas são as vivências que tive nesses três anos que permaneci naquele quartel.

Soldados no R12 - foto JPTrabulo.jpg

Que importância teve para a Guarda esta unidade militar?

Tudo se resume em poucas palavras, o RI 12 foi a “vida da cidade da Guarda” e com o seu encerramento a Guarda “perdeu a sua vida militar".

Foi um marco tão forte, que julgo, que a Guarda “recordará sempre o seu RI 12”.

 

Acha que as pessoas têm, no presente, noção da importância que teve o R12 e depois o Batalhão de Infantaria da Guarda?

Os habitantes atuais não sabem avaliar os fortes laços que existiram na vida quotidiana entre os militares e a população.

A população acarinhava sincera e espontaneamente os seus militares e adorava vê-los fardados nas ruas da cidade. Não posso esquecer que a maioria dos militares eram oriundos do Distrito, por isso, os laços de amizade eram tão estreitos e familiares que só podem ser avaliados por quem os viveu e sentiu.

A população sensibilizava-se com o içar da bandeira nacional aos domingos e feriados na parada do Quartel. Assistia às cerimónias militares do Dia da Unidade ou dos Juramentos de Bandeira. Acompanhava o terno de corneteiro, aos domingos, depois do render da guarda na sua ronda pelo Jardim José de Lemos. Parava na rua quando os militares armados se dirigiam para a carreira de tiro. Ouvia com atenção o seu programa ‘A voz do Doze" transmitido na Rádio Altitude todas as semanas.

Oficiais R12 - .jpg

O que poderia ser feito para guardar a memória do RI 12 na matriz da cidade?

Muito e simples, senão vejamos. Após o encerramento do RI 12, constatámos que até o “relógio de sol” foi retirado do interior da Porta de Armas, onde permanecia desde o tempo dos frades franciscanos e descobriu-se que andou esquecido pelas arrecadações do Museu da Guarda.

A criação de um museu que poderia ter sido no Convento de São Francisco, onde as recordações do RI 12 mereciam ser salvaguardadas em local próprio e digno, bem como de outras Unidades militares que estiveram na cidade.

O seu espólio está disperso e o que teve como destino à Unidade que foi considerada como herdeira do RI 12, estava encaixotado há anos, como um dia o fui encontrar no Regimento de Infantaria 14, em Viseu. Sabe-se que outra parte foi com destino a Lisboa e algum já esteve exposto no Museu da Guarda. Ora esta situação irá certamente contribuir para que não se saiba por onde andam os pertences de uma Unidade considerada como a mais importante e estimada que teve a cidade da Guarda.

Em dois períodos o RI 12 foi da cidade. Já agora permitam-me recordar um pouco da sua história.

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O RI 12, entrou nas portas do Convento de São Francisco na Guarda pela primeira vez, em 1846, tendo sido extinto em 1931 e transferido para a cidade de Coimbra. Em 1939 é criado na Guarda o Batalhão de Caçadores nº. 7 que foi extinto em 1961. Em 31 de janeiro de 1966 regressa à Guarda o RI 12 que seria extinto em 31 de março de 1975, sendo criado o Destacamento da Guarda do Regimento de Infantaria de Viseu, para a 1 de janeiro de 1977 passar a Unidade Independente com a designação de Batalhão de Infantaria da Guarda (BIG), e, por sua vez, extinto em novembro de 1982.

Mas também a Guarda, ao longo dos tempos, teve outras unidades militares mais propriamente no antigo Seminário tais como o Batalhão de Infantaria n°. 34 e o 2°. Grupo de Metralhadoras, o Batalhão de Caçadores 7, por duas vezes e, bem como no tempo da Monarquia, o Batalhão de Caçadores 29, o Batalhão de Caçadores 4 e o Batalhão de Caçadores 1.

Os seus feitos nas batalhas de África e França de Neuve Chapelle, Fauquissart, Ferme du Bois, La Lys, e Mongoa, estão perpetuados no Monumentos aos Combatente da Grande Guerra no centro do Jardim José de Lemos, inaugurado a 31 de julho de 1940.

O RI 12 participou ativamente na Revolução de Abril com a ocupação da fronteira com Espanha, em Vilar Formoso.

 

A sua ligação à Rádio Altitude ocorreu quando estava no R 12. Como surgiu esta ligação, como evoluiu e o que significou para si?

A minha ligação à Rádio Altitude, poucas pessoas se podem orgulhar de ser igual ou, meramente, parecida à minha. Foi através do RA que, hoje, tenho o de melhor da minha vida.

Tudo começou por ser diretor, produtor e locutor do programa “A VOZ DO DOZE", desde março de 1971 a novembro de 1973.

Em tempos escrevi um texto com o título “A VOZ DO DOZE E O RÁDIO ALTITUDE” que desejo recordar como complemento.

“A 27 de setembro de 1967, pelas 10 horas e 30 minutos, passados 18 anos após a oficialização do Emissor CSB 21, o Rádio Altitude, da cidade da Guarda, colocava no "ar" um programa organizado pelo Centro Informativo do Regimento de Infantaria n°. 12, dedicado a todos os militares e ouvintes, denominado " A VOZ DO DOZE".

Assim, tinha início o segundo programa militar. O primeiro tinha sido "Momento Militar", da Escola Prática de Cavalaria de Santarém.

O Aspirante Miliciano Abel Simões Virgílio e o Furriel Miliciano Martinho saudavam os ouvintes, com a assistência técnica do oficial de transmissões, Aspirante Miliciano Vítor Santos e de Antunes Ferreira, técnico da Rádio Altitude, com montagem do soldado radiotelefonista Mota, enquanto se ouvia o "toque de Alvorada", seguido da célebre marcha militar americana "The Washington Post March".

A primeira saudação musical escolhida, foi "Tombe la nege" de Salvatore Adamo.

Pretendia-se que o programa fosse ‘um hino de homenagem a todos os briosos soldados beirões que cumpriam o sagrado dever para com a Pátria e uma mensagem de amizade e gratidão para a cidade da Guarda que acolhia no seu seio o RI 12’.

Como "nota de abertura", as palavras do Comandante do RI 12, coronel Jorge Pereira de Carvalho, uma entrevista com o cap. Artur Pita Alves, recém-regressado da Província da Guiné, seguida de palavras de agradecimento pela iniciativa e incentivo, do Governador Civil, Dr. Mário Bento Martins Soares, um poema do Asp. Mil. Paula Monteiro, "de mãos dadas", notícias do dia-a-dia do RI 12, uma referência ao jornal da Unidade, "Fronteiros da Beira" e ao lema "FIRMES COMO ROCHAS".

Este "elo de ligação" entre os militares e a população foi continuada durante quase sete anos por outros oficiais, sargentos e praças, tais como por "ordem do tempo": Joaquim Manuel da Fonseca, Farias da Silva, Carlos Monteiro, José Pinto, Pedro Tavares, Condesso Teixeira, António Pereira, João Manuel Pais Trabulo, Júlio Braz e não esquecendo quem datilografava o guião, o Albino Leitão, para ser aprovado pelo Comandante. Durante muitos anos, a locução do programa teve uma única voz feminina, da jovem locutora da Rádio Altitude, Maria José da Nave Barbas.

Para além de temas diversificados, históricos, militares, poesia, concursos, entrevistas, humor, o destaque ia sempre para a transmissão em direto do "Dia da Unidade, Juramentos de Bandeira, Cerimónias Militares" e a gravação das "Mensagens de Natal" dos "familiares para os militares" que cumpriam a sua "Comissão de Serviço no Ultramar".

Entre as diversas "rubricas", surgia a música tradicional popular, música portuguesa e de êxitos mundiais da canção, bem como, canções de cantores de "intervenção", tais como Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Padre Fanhais, José Mário Branco, Manuel Freire, Sérgio Godinho, etc., o que, muitas das vezes, levavam os senhores da DGS a dirigirem-se às instalações do Altitude na procura de "temas incómodos" que, por vezes, eram bem guardados no Centro Informativo do RI 12.

Segundo informação, o programa terá terminado nos primeiros meses de 1974.

Tudo isto, tendo sempre por objetivo: "É dever e direito de todo o cidadão contribuir no seu campo de acção para a Defesa da Integridade Portuguesa".

É aqui a minha modesta intervenção se proporcionou durante quase três anos.

É aqui que os laços de amizade se estabeleceram e estreitaram com a locutora do programa. Poucas pessoas o souberam e alguns certamente se recordam e que hoje publicamente o revelo.

 

A sua entrada para a GNR como surgiu?

Tinha cumprido a minha comissão de serviço na Guiné e ofereci-me como voluntário para continuar a servir a Pátria como militar. Esta condição poderia ter apenas a duração de cinco anos, pelo que nos finais de 1973, resolvi proceder ao meu ingresso na GNR.

 

Como era a realidade, de então, desta força de segurança e quais as principais dificuldades com que se deparava?

As realidades e dificuldades da GNR de então não são nos princípios básicos muito diferentes das de hoje, até porque a GNR sempre se pautou por ser uma Força Militar caracterizada sucintamente pelo que a orienta expresso no seu lema “Pela Lei e Pela Grei" e se isso for cumprido com “isenção e imparcialidade” é fácil ultrapassar as múltiplas dificuldades que possam existir no dia a dia do militar da Guarda. Contudo, é uma profissão de sacrifício, de riscos, de trabalho, de voluntariado e profissionalismo com a satisfação de contribuir para a segurança das pessoas e bens da nossa sociedade.

 

Como foi o seu percurso na GNR e quais as cidades onde exerceu funções?

Foram 35 anos ao serviço da sociedade, desde o Posto de Tenente Miliciano a Coronel, com dois momentos importantes e mais longos, durante 10 anos cada, como Comandante de Secção em Santa Comba Dão e Gouveia. Como adjunto do Comandante da Companhia de Aveiro, até a cidade de Coimbra, como oficial de Logística do Batalhão/Brigada Territorial de Coimbra, 2°. Comandante do Grupo Territorial da Guarda ou nos Serviços Sociais da GNR em Évora, como eu lhe chamei as minhas “Campanhas no Alentejo”, sobressaem ainda as funções de Chefe Administrativo no Centro Clínico da GNR, em Lisboa, onde tive as mais prestigiantes condições de ser prestável ao militar da Guarda até terminar o meu serviço na GNR em Lisboa, na Inspeção da GNR, como Coronel.

Quero aqui referir que os momentos mais difíceis foram passados no Comando da GNR em Santa Comba Dão, entre abril de 1975 e novembro de 1984, com a herança de um passado recente de controversas ideologias relativas ao Homem natural da terra e à sua estátua, agravadas pela ingenuidade e falta de decisão dos nossos governantes da época num jogo de empurra de competências. Sobre isto muito haveria para revelar.

De Santa Comba Dão, resta-me a consolação de nessa altura ter nascido o segundo filho e de ter sido o eleitor n°. 1 daquela localidade. Tudo o resto, foi o cumprimento de um dever profissional.

 

Como vê, na atualidade, o papel desta força de segurança e a formação dos seus elementos?

A Guarda tem evoluído bastante e com esmerado cuidado na formação dos seus militares para terem possibilidades de cumprirem exemplarmente ao serviço da nossa sociedade. Contudo, no meu entender, o antigo militar da Guarda era possuidor de outras caraterísticas que o destacavam como melhor agente da autoridade. Entretanto, as dificuldades e exigências prevalecem e amentaram com a chegada da democracia. Assim, podemos aqui recordar um velho slogan do Comando-Geral da GNR, Gen. Passos de Esmeriz na conduta do militar da Guarda: “Isenção, correção e imparcialidade”.

 

Este ano, e pela primeira vez, houve elementos no seio da GNR que chegaram ao posto de general. O que significa para a corporação esta mudança ao nível das mais altas chefias?

Este era um desejo que começou em meados do ano de 1973 com a criação própria dos oficiais da GNR que durou quase 17 anos para se aceder ao posto de Tenente-Coronel e, passado pouco tempo, ao de Coronel.

Com a situação de admissão de oficiais da Guarda serem através da Academia Militar a ascensão ao Posto de General ficou facilitada. O quadro de oficiais generais da Guarda que até agora era preenchido por generais do Exército, trará mais benefícios do que incertezas, facilmente de compreender e assegurar, pois, serão oficiais de carreira da GNR.

 

A longo dos últimos anos, e pelo que temos verificado, tem aumentado os seus apontamentos sobre a região, a sua história. Sobre o que gosta mais de escrever?

E com gosto e até como passatempo que me dedico a esta tarefa de observar, estudar e divulgar o nosso património cultural e natural, não só através da fotografia, mas essencialmente enriquecida por pesquisa de documentação escrita. É um valor inestimável revelarmos o que de histórico nos deixaram os nossos antepassados e dar a conhecer o que temos de bom e de valores, sobretudo das regiões por onde vou passando, principalmente, da nossa região.

Faço-o espontaneamente!

 

E para quando uma publicação que possa reunir o trabalho disperso?

Isso é mais complicado, mas tenho a esperança que um dia acontecerá, o que poderá surgir de um momento para o outro. Esse é um desejo que ao ser concretizado, me trará uma satisfação plena de ter contribuído para a divulgação e enriquecimento da nossa região.

Paisagem - JP Trabulo.jpg

Tem vindo, sobretudo numa rede social, a divulgar fotos de várias terras, monumentos e paisagens do distrito. Quando começou o gosto pela fotografia?

Sou um perfeito amador, mas o gosto pela fotografia vem da à longa data, especificamente, desde 1968. Ao longo dos anos, tem aumentado desde a data em que me reformei. Procuro que as minhas modestas fotografias tenham voz e transmitam implicitamente uma mensagem para além de como vejo a captação de um motivo por mais insignificante que ele seja. O resto é produto da objetiva e de quem as observa.

 

Falando ainda de fotografia, as flores têm merecido a sua atenção. Recentemente fazia um apontamento sobre o acanto, uma espécie exótica em Portugal? Acha que esta é uma vertente a explorar de forma a sensibilizar as pessoas para as plantas da região?

Vejo que tem acompanhado as minhas atividades que agradeço. As flores são a expressão nítida e sincera do que nos vai na alma, mas a beleza da natureza possibilita-nos ainda realizar e adquirir conhecimentos com mais facilidade. Procuro enriquecer as minhas fotos acompanhadas de texto com o intuito de explicar o que vejo.

 

Sendo um profundo conhecedor da região, o que destaca como locais de maior interesse turístico, sítios e locais com potencialidades de maior rentabilização e circuitos turísticos a implementar?

São tantos e espetaculares que será um pouco difícil optar ou sugerir um deles. O nosso Distrito e o País são tão ricos em beleza e potencialidades, pelo que o melhor é percorrê-los ao sabor dos ventos e de improviso, e depois revê-los numa segunda oportunidade.

Deixo essa sugestão para quem tem o dever e a obrigação de os divulgar, as nossas Autarquias.

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O património histórico-cultural no distrito tem sido devidamente valorizado e salvaguardado?

É merecedor de ser tratado e preservado com mais cuidado, entristece-me quando verifico que caiu num estado de abandono e ruína e o não se fazer nada, ficamos cada vez mais pobres.

 

Sendo utilizador regular das redes sociais que importância e virtualidades lhe atribui?

As redes sociais são muito perigosas, principalmente quando o seu utilizador não é responsável pelo que expressa ou divulga desde que não tenha um alto sentido de verdade e, isto a não acontecer, pode se tornar-se numa “faca de dois gumes” ou então o “boato é uma lâmina que fere ou mata".

Temos que ter muito cuidado em não especular ou transmitir fatores errados ou já ultrapassados para não induzir as pessoas em erro e alarmismos.

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Está satisfeito com as reações feitas às suas publicações?

Claro que sim é essa a minha intenção de procurar contribuir com algo de bom por mais simples que seja, valorizando-o com a sua divulgação. É para isto que as posto.

 

Para concluirmos, o que significa para si a cidade da Guarda?

“É-me tudo na vida…” Foi por assim dizer o início da minha vida militar conjugada com o início da vida familiar, motivos fortes de sentimentos e apreço pelos quais nunca esquecerei esta cidade.

A Guarda é uma golfada de ar puro que nos dá força para viver. Aqui granjeie muitos amigos e aqui vivi momentos inesquecíveis da minha vida.

 

 

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publicado às 00:05

João Amaro: pensar e viver a Rádio

por Correio da Guarda, em 12.05.21

 

“As rádios locais continuam a ter futuro. Não deixando de se ancorar nas raízes que estiveram na sua génese, as rádios têm de se reinventar todos os dias, inovando sem perderem o essencial do seu carácter.”

Afirmou-nos João Amaro, um dos fundadores da Rádio Antena Livre de Gouveia (1984) e presidente da Assembleia Geral da Cooperativa de Radiodifusão que tem a titularidade do alvará da referida emissora.

João Amaro é hoje Presidente da Junta de Freguesia registando na sua atividade autárquica e política a passagem pelas funções de assessor do Presidente da Câmara Municipal de Gouveia (1986-2001) e de Chefe de Gabinete do Governador Civil da Guarda (2009-2011).

Antes da sua entrada para a vida política e autárquica, o nosso interlocutor de hoje, desenvolveu uma intensa e relevante atividade na área da comunicação social. Foi Chefe de Redação do extinto jornal “Voz de Gouveia” (1979-1982), delegado concelhio da ANOP e Agência LUSA (1980-1986); correspondente e colaborador de vários órgãos da comunicação social, regional e nacional, como o Jornal de Notícias, Jornal do Fundão, Rádio Altitude e Notícias da Guarda.

Contudo, a Rádio continua a merecer o seu entusiamo, evocando memórias, companheiros e considerando que os momentos mais difíceis “são apenas meros registos comparados com a felicidade que a rádio nos proporcionou.”

 

 

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Como começou a Rádio Antena Livre?

A Rádio Antena Livre de Gouveia foi um "sonho tornado realidade" por um grupo de jovens gouveenses, unidos pela paixão da rádio e tudo o que ela podia proporcionar: dos novos gostos e opções musicais à divulgação dos acontecimentos locais, do simples prazer de comunicar à necessidade de proporcionar uma maior e melhor informação das nossas realidades; no fundo, projectar Gouveia e a região através de um genuíno projecto de afirmação de cidadania, naquela que foi considerada, há quase 40 anos, uma das maiores aventuras levadas a efeito pela juventude gouveense.

Neste sentido, as motivações não terão sido muito diferentes daquelas que mobilizaram e estimularam o aparecimento de iniciativas semelhantes que se multiplicaram por esse País fora, numa época e num tempo marcado pelo aparecimento das chamadas "rádios piratas".

Já agora, a talhe de foice, permita-se-me esta oportunidade para fazer alusão e prestar a devida homenagem àqueles que, em 1984, juntamente comigo, foram o grupo fundador da nossa, então, “rádio pirata” (alguns deles infelizmente já desaparecidos): o José Carlos Saraiva, o Costa Simões, o António Sario, o Luís Figueiredo o Nuno Santos, o Carlos Bicker, Manta Luís, obreiros de uma das pioneiras rádios locais no nosso distrito e que tinha por máxima “a onda livre da nossa terra”.

 

Quais as principais dificuldades que encontraram?

A principal dificuldade, mas talvez a mais estimulante, era a de se saber que a actividade de radiodifusão, na altura, era proibida a outros operadores que não fossem os "institucionais" há muito autorizados e instalados no espectro radioeléctrico. E como facilmente se adivinha, não há nada mais estimulante para a saudável irreverência da juventude do que fazer jus ao velho adágio de que "o fruto proibido é o mais apetecido"...

Digamos que a luta pela legalização da actividade da radiodifusão de âmbito local, durante quase cinco anos, foi a "dificuldade" que mais nos mobilizou, na altura.

De resto, são fáceis de supor os constrangimentos dos primórdios duma aventura que começa em moldes "artesanais": o primeiro emissor, de apenas 5 Watts de potência, é de fabrico caseiro, as emissões, experimentais, são feitas de forma "ambulante": numa furgoneta onde é instalado o emissor, alimentado a baterias, bem como o leitor de cassetes (os programas eram pré-gravados), entre demais aparelhos, hoje emitindo daqui, amanhã de acolá, tudo no intuito de fugir à fiscalização dos "tenebrosos" Serviços Radioeléctricos.

Quando a actividade  -  por força das centenas de estações do mesmo género e da mesma  génese que se foram implantando por todo o País  -  apesar de proibida, passou a ser tolerada, a Antena Livre de Gouveia conheceu dois ou três lugares provisórios onde começou a fazer as suas emissões em directo, até que  -  com a legalização das Rádios locais, em 1989  -  assentou definitivamente  a sua actividade num espaço cedido pelo Município no Mercado Municipal e adaptado, para o efeito, graças a muito esforço e trabalho de muitos voluntários.

Obviamente que o apetrechamento técnico, para quem não dispunha de recursos financeiros - as únicas receitas provinham duma informal "liga de amigos da rádio" e do magro mercado da publicidade - foi a outra dor de cabeça permanente, já que pelo exercício da actividade ninguém era remunerado, todos trabalhavam "pro bono", todos colaboravam por "amor à arte".

João Amaro e Helder Sequeira (1984) - Gouveia .jp

Como foi a reação dos ouvintes ao projeto da Rádio?

Reação fantástica, como era previsível. Passar a ouvir na telefonia, assim de repente, vozes conhecidas que falavam do concelho de Gouveia, das coisas que aí aconteciam, dos desejos que queríamos que acontecessem, dar a vez e a voz a gente da comunidade, do artesão e do operário, ao sindicalista ao autarca, aos dirigentes associativos, às colectividades, criou um ambiente de audiência de tanta proximidade que eu até costumo dizer, por graça, que mais do que ouvintes, a rádio tinha "militantes".

E não imaginam a satisfação que me dava, ao sair de casa, ouvir os rádios da vizinhança sintonizados na "Livre", entrar no café e ouvir a mesma sintonia, em cada rua, cada bairro, cada lugar...

 

A programação manteve uma estrutura fixa ou foi ganhando novos contributos?

Depois da fase "rebelde", com a criação da Cooperativa que viria corporiza e enquadrar a atividade, com a legalização e instalação definitiva, o processo de afirmação e consolidação da Rádio obrigou ao cumprimento de determinados parâmetros, a começar por uma orientadora grelha de programação que desse coerência ao projeto.

Ou seja, a rádio deixou de ser o programa do João, da Rosa ou do António para passar a ter, apesar das especificidades de cada um, um fio condutor, uma oferta original, mas com compreensível uniformidade.

Foi, portanto, necessário adequar a atividade aos novos desafios que se lhe impunham, para além do seu enquadramento numa nova tipologia de gestão.

Por isso, também, a necessidade que houve de profissionalizar algumas áreas, nomeadamente a informação e a parte da manutenção técnica, sem se perder o cariz original do trabalho voluntário, com muitos “amadores” a desempenharem um papel muito profissional.

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Quais os programas que tiveram mais audição?

Eu não queria ser juiz em causa própria (risos), mas o programa "Domingo Livre", um programa em directo, de 3 horas, aos domingos de manhã, de entrevistas, debates, inquéritos de rua e cobertura de acontecimentos, aberto à participação dos ouvintes, pontuado e amenizado com uma criteriosa seleção de música portuguesa e que eu, o Manta Luís e a Maria José Trabulo idealizámos e conduzimos ao longo de mais de 20 anos foi – perdoe-se nos a presunção – paradigmático.

E não sei até que ponto não teria sido o programa mais longevo da radiodifusão portuguesa... De resto havia muitos e bons programas, das mais diversas temáticas, bem concebidos e realizados e, por isso, sempre de audição garantida.

 

A área cultural era também uma preocupação por parte da equipa da Rádio?

Sem dúvida. Nem faria sentido uma rádio local não dar ênfase e cobertura a uma área que se revelava fundamental, que mais não fosse pela atividade desenvolvida pelo vasto universo associativo do concelho de Gouveia que contava com quatro Ranchos Folclóricos federados, seis conceituadas Bandas Filarmónicas e escolas de música, grupos corais, grupos de teatro, etc., etc., para já não falar da oferta cultural  desenvolvida pelo Município através da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, do Museu Abel Manta, das exposições das Galerias João Abel Manta, do Teatro-Cine, entre outros.

 

Quais as melhores e as piores memórias?

O anúncio da aprovação do nosso projeto - quando estavam duas candidaturas a concorrer à única frequência disponível para o concelho de Gouveia - e a obtenção do competente alvará para o exercício da radiodifusão foi, estou certo, a maior das alegrias que guardo deste longo percurso.

Muitas outras recordações, de bons momentos, se não dessem um bom livro de memórias, dariam seguramente “pano” para um bom e alegre anedotário da rádio...

Memórias más, confesso, não há. As angústias financeiras com que nos habituámos a viver ou aquele vendaval que nos levou as antenas ou a trovoada que nos queimou uma válvula e nos deixou sem emissão por uns dias, faz parte..., são apenas meros registos comparados com a felicidade que a rádio nos proporcionou.

 

Há diferenças na Rádio que é feita atualmente? O que mudou mais radicalmente?

Se houve sector em que a evolução e inovação técnica e tecnológica mais rapidamente se notou, o da radiodifusão foi um deles.

Tudo aconteceu num ápice: dos pré-gravados da cassete e do cartucho, aos diretos com o vinil, substituído pelo CD e este pelo mini-disc e, depois, todos pelo digital, do mp3 até à informatização total do processo de produção e emissão.

A internet e as emissões on line passaram a ser uma nova potencialidade no mundo dos velhos e e novos operadores de radiodifusão. Tudo isto de há quarenta anos para cá e...parece que foi ontem…

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As rádios locais continuam a ter futuro?

Essa mesma pergunta já se fez aquando do aparecimento da televisão. Essa pergunta já se fez quando as exigências deste nicho de mercado, muito denso e competitivo, na natural separação do trigo do joio, obrigou ao encerramento ou à venda de muitas estações locais. Essa pergunta continua a fazer-se e quero acreditar que a resposta será sempre sim, apesar dos muitos constrangimentos.

Sim, as rádios locais continuam a ter futuro. Não deixando de se ancorar nas raízes que estiveram na sua génese, as rádios têm de se reinventar todos os dias, inovando sem perderem o essencial do seu carácter, pensar mais em redes de parcerias sem abdicar da natural e saudável concorrência a que a atividade obriga, primar por mais originalidade dentro da sua própria autenticidade, fugindo ao “mais do mesmo” que começa a ser tão comum no panorama da comunicação social.

No fundo, continuando a comprovar a velha máxima, perfeitamente insubstituível, de que “a rádio conta, a televisão mostra e o Jornal explica”.

 

 

 

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publicado às 12:00

Impactos socioculturais da atividade turística

por Correio da Guarda, em 30.03.21

 

Os impactos socioculturais da atividade turística são, na perceção dos residentes em cidades pequenas, mais importantes do que os impactos económicos. Esta a conclusão de um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Viseu (IPV).

Esta investigação, que teve por objetivo analisar a relação entre a ligação ao lugar e os impactos percecionados pelos residentes em cidades de pequena dimensão relativamente à atividade turística, envolveu 350 habitantes de várias cidades, entre as quais a Guarda, Gouveia e Seia, Aveiro, Covilhã, Figueira da Foz, Leiria e Viseu.

«A investigação sobre a visão dos residentes relativamente à atividade turística é pouco explorada, mais ainda em cidades de pequena dimensão. Por isso, este estudo pretende precisamente colmatar essa lacuna na literatura e contribuir para um melhor planeamento destes destinos que, fruto da pandemia, vão ter uma maior procura», referiu Cláudia Seabra, investigadora e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

Claúdia_Seabra_FLUC.jpg

Uma explicação para os dados obtidos no estudo, financiando pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), prende-se com o facto de «nas pequenas cidades o espírito de comunidade ainda ser forte. As pessoas estão mais conscientes dos efeitos sociais que o desenvolvimento do turismo tem nas suas vidas do que os efeitos económicos ou ambientais. Em geral, as pequenas cidades têm uma população pequena e envelhecida, com menos oportunidades de emprego, cuidados de saúde e grandes infraestruturas de comunicação», afirma Cláudia Seabra.

Nessas comunidades, fundamenta, «as pessoas geralmente estão ansiosas para conhecer novas pessoas e se conectar com outras culturas e gerações diferentes. Em geral, os impactos negativos dos grandes centros urbanos onde milhares de turistas se aglomeram não são sentidos. Os turistas são vistos como pessoas que trazem oportunidades de negócios, visitando bares, restaurantes, hotéis e atrações da região, ao mesmo tempo que compram produtos locais para levar. Por outro lado, os turistas são fontes de rejuvenescimento cultural».

A docente e investigadora do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) considera que os resultados deste estudo, além de contribuírem para uma «maior consciência dos efeitos que o desenvolvimento do turismo está a ter na comunidade dos destinos das pequenas cidades, porque o turismo pode ser um desafio para as pequenas localidades e cidades, sobretudo de forma sustentável», podem ajudar «os gestores a fornecer benefícios económicos, sociais e culturais de longo prazo para a comunidade local, melhorando a qualidade de vida e, assim, fortalecendo o lugar e o vínculo com a comunidade».

 

 

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publicado às 08:15

Prémio Literário Vergílio Ferreira

por Correio da Guarda, em 22.10.20

Vergílio Ferreira - escritor - Foto Helder Sequei

Até ao próximo dia 10 de dezembro de 2020 estão abertas as candidaturas ao “Prémio Literário Vergílio Ferreira 2021”, atribuído desde 1997 pela Universidade de Évora como forma de homenagear o escritor que lhe dá o nome e que se destina a galardoar o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa relevante no âmbito da narrativa e/ou ensaio.

As propostas de candidatura devem ser oriundas de universidades em que se desenvolvam estudos de literaturas e/ou de culturas lusófonas ou de instituições culturais relevantes nesses âmbitos. 

O júri presidido pelo professor António Sáez Delgado integra também os docentes universitários Ana Paula Arnaut (Faculdade de letras da Universidade de Coimbra), Pedro Serra (Faculdade de Filosofia da Universidad de Salamanca), Cláudia Teixeira (Universidade de Évora), assim como a crítica literária Anabela Mata Ribeiro. 

Vergílio Ferreira nasceu em Melo (Gouveia) em 28 de janeiro de 1916, tendo falecido em Lisboa a 1 de março de 1996; foi sepultado no cemitério da sua terra natal. 

"Manhã Submersa", "Estrela Polar, "Alegria Breve", "O Caminho Fica Longe" , "A Face Sangrenta", Mudança" e "Cântico Final" são algumas das suas publicações.

 

 

 

 

 

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publicado às 00:02

Empreendedorismo e Emprego

por Correio da Guarda, em 05.06.17

 

     A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela em parceria com a ADRUSE – Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela, vão realizar em Gouveia, no dia 7 de Junho, uma ação de apresentação e divulgação do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego (SI2E).

   Esta iniciativa decorrerá   pelas 18h00, na Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira.

    O SI2E é uma medida dirigida ao apoio às micro e pequenas empresas, nomeadamente ao nível do incentivo ao investimento e à criação de emprego.

 

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publicado às 18:35

Festival Gouveia Art Rock

por Correio da Guarda, em 15.04.17

Festival.jpg

    O IV Festival Gouveia Art Rock vai decorrer naquela cidade de 5 a 7 de Maio.

    Este festival baseia-se no género musical conhecido como rock progressivo (também abreviado para prog rock ou simplesmente prog), um estilo de música rock com influências da música clássica e do jazz, que surgiu no fim da década de 1960 em Inglaterra, e que se tornou muito popular na década seguinte, contando ainda hoje com muitos adeptos; segue desde o seu início uma estrutura de festival que permite aos espectadores assistir a momentos distintos, não se circunscrevendo ao local dos concertos mas estendendo-se, gratuitamente, a toda a cidade de Gouveia.

   O  primeiro concerto terá lugar no dia 5 pelas 21h30, nos Paços do Concelho, com os GRYPHON, em formato acústico; no segundo dia do festival, sábado 6 de maio, a partir das 15h00, atuam os PROMENADE e os LOOMINGS, seguido de intervalo para jantar e o regresso ao Teatro Cine de Gouveia está marcado para as 21h15 com os concertos do músico JOE STILGOE e dos GRYPHON.

   No terceiro dia, domingo, 7 de maio, as atividades do festival começam pelas 10h00 na Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira,. com debates sobre música e o Festival, animado pelos músicos que constituem o cartaz do Festival. Pelas 15h00, o Teatro Cine de Gouveia abre novamente as suas portas para o terceiro dia de concertos com a atuação dos ISILDURS BANE, seguido de um recital com a formação musical LVDVS TEMPORVM, na Igreja de S. Pedro, matriz de Gouveia do tempo do barroco.

 

   Fonte: CMG

 

 

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publicado às 10:53

IPG dinamiza candidatura de Geoparque

por Correio da Guarda, em 22.09.15

 

     No Instituto Politécnico da Guarda (IPG) realizou-se, na passada quinta-feira, uma reunião de trabalho onde foi analisada a proposta de candidatura à UNESCO do Geopark Estrela.

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     Para além do IPG estiveram representados municípios da Serra da Estrela (Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Covilhã e Belmonte) e a Universidade da Beira Interior.

    Este encontro, na sequência de outros, contou com a participação da Coordenadora do Fórum Português de Geoparques (UNESCO), Elizabeth Silva, e do Presidente do Comité Nacional para o Programa Internacional das Geociências, Artur Sá.

    De referir que foi unânime o reconhecimento da importância desta classificação como indutora do desenvolvimento da Serra da Estrela, pelo que foi sublinhada a “necessidade de iniciar o mais rapidamente possível o processo de candidatura”; isto porque, como foi salientado, “os novos Programas de Geoparques Globais da UNESCO implicam um trabalho efetivo nos territórios, mesmo antes da sua classificação, com a definição de uma estrutura”.

    De destacar, ainda, a manifestação de interesse, evidenciada pela totalidade dos municípios, destacando a classificação do Geopark para a afirmação da marca Serra da Estrela.

   Como foi adiantado, nas próximas semanas vão ser dados “passos importantes na definição da estrutura de gestão do futuro geoparque e nas formas de financiamento”, tendo sido solicitados aos municípios contributos até ao final do corrente mês.

 

    Fonte: IPG

 

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publicado às 21:30

Prémio Vergílio Ferreira

por Correio da Guarda, em 01.09.13

 

     Até ao próximo dia 31 de Dezembro está a decorrer o prazo das candidaturas ao Prémio Literário Vergílio Ferreira, edição de 2014.

     Este galardão foi instituído, em 1997, pela Câmara Municipal de Gouveia, onde os interessados devem efectuar a candidatura.

 

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publicado às 19:44

Prémio Virgílio Ferreira

por Correio da Guarda, em 04.11.11

 

     Até ao próximo dia 31 de Dezembro estão abertas, na Câmara Municipal de Gouveia, as candidaturas para a apresentação de trabalhos ao Prémio Literário Virgílio Ferreira.

     Este prémio, instituído em 1997, por aquela autarquia, pretende incentivar a produção literária, “contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa”.

 

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publicado às 17:45

Museu da Miniatura Automóvel

por Correio da Guarda, em 05.12.09

 

O Museu da Miniatura Automóvel assinalou hoje o segundo aniversário.
O programa comemorativo integrou a realização da V Conferência de Gouveia, organizada pelo Clube Escape Livre.
No período da manhã decorreu uma sessão de homenagem, a pilotos e coleccionadores, e pela tarde a conferência subordinada ao tema “Portugueses Campeões do Mundo. Como chegar lá?”
 
 

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publicado às 22:39


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