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Politécnico tem estação permanente de GNSS

por Correio da Guarda, em 21.01.13

 

     O Instituto Politécnico da Guarda tem a funcionar, nas suas instalações, uma estação GNSS, integrada na Rede Nacional de Geofísica, através do programa de reequipamento científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

     Esta estação recebe dados do sistema americano GPS e do GLONASS, sistema russo equivalente.

     Este projeto resultou de um convite, há alguns anos atrás, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto a uma docente do curso de Engenharia Topográfica do IPG, para que houvesse na região da Guarda uma cobertura permanente com satélites de posicionamento GPS; resultou, assim, uma rede de estações de referência GNSS – designada GEONET – operando continuamente desde 2008.

    Esta rede, com cinco estações permanentes distribuídas por todo o país, está associada a diversas instituições, de investigação e ensino superior, nomeadamente a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, Academia da Força Aérea e o Instituto de Investigação Científico Tropical.

     No Instituto Politécnico da Guarda, além da estação permanente GNSS e fazendo parte do mesmo projeto, está igualmente instalada uma estação meteorológica automática, onde, diariamente, se podem consultar dados da temperatura, pressão e humidade relativa.

    De referir que esta rede de estações tem por objetivo disseminar dados GNSS no sistema ITRS e dados meteorológicos para a Rede Geofísica Nacional, bem como para utilizadores GNSS interessados em efetuar trabalhos de precisão no âmbito da topografia, cadastro, geodesia com correção diferencial em pós-processamento.

 

 

 

 

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publicado às 22:57

 

Um docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda participou, recentemente, numa expedição científica internacional ao Monte Kilimanjaro (Tanzânia).
O grupo era integrado por cinco portugueses e um holandês, todos eles investigadores ou docentes de Engenharia Geográfica e Geofísica. Entre os portugueses estavam representadas as Universidades do Algarve, Covilhã, Coimbra, Lisboa, Porto e o Instituto Politécnico da Guarda (IPG). A expedição incluía ainda dois egípcios, dois tanzanianos e um americano.
O objectivo da expedição foi determinar a altitude exacta do Monte Kilimanjaro, com recurso a novas tecnologias e métodos, admitindo uma margem de erro de decímetros. As poucas medições anteriores registavam diferenças de metros.
Para garantir o sucesso da expedição foram formadas três equipas às quais foram atribuídas diferentes funções e objectivos.
“As equipas 1 e 2 trabalharam em conjunto até aos 3000 metros de altitude, fazendo observações gravimétricas e GNSS (Global Navigation Sattelite System). A equipa 1 (onde estav representado o Politécnico da Guarda) prosseguiu com observações GNSS até ao topo, enquanto a equipa 2 regressou à base da montanha com o objectivo de adensar a malha de pontos gravimétricos ao redor da montanha, juntando-se à equipa 3 que se dedicaram exclusivamente ao adensamento dessa malha”, disse ao POLIGUARDA (Boletim Informativo do IPG, www.poliguarda.ipg.pt ), o Eng. André Sá, docente de engenharia topográfica na Escola Superior de Tecnologia e Gestão.
Segundo aquele docente do Politécnico, “havia algum receio por parte dos elementos da equipa 1 em relação à sua capacidade de atingir o topo. Ninguém da equipa tinha feito algo de semelhante na vida, ninguém sabia como iria reagir à altitude. A partir dos 3000m a pressão do oxigénio do ar baixa 40%, o organismo tem de se adaptar, o esforço tem de ser muito bem doseado”.
Na opinião de André Sá, “talvez, por esse motivo, para garantir que o receptor GNSS chegasse ao topo, a Trimble, marca que forneceu o equipamento, enviou Rob Painter, um americano do Colorado, montanhista experiente, com 49 escaladas no currículo, a quem o grupo apelidou de “cyborg”.( Sempre feliz, enquanto os outros sofriam, chegamos a pensar que fosse meio homem, meio máquina!)”
Após seis dias de contínuo esforço, enfrentando temperaturas negativas, “ventos gélidos, dores de cabeça, náuseas, noites mal dormidas por causa da rarefacção do oxigénio do ar, a equipa 1 conseguiu, com sucesso, atingir o topo do Kili, no dia 7 de Outubro de 2008 pelas 6h30 locais. O ponto mais alto de África foi monumentalizado e observado”.
André Sá considera que, “apesar do imenso esforço, sacrifício e cansaço, ao atingir o topo, a nossa alegria foi bem maior que o Kili, fez-nos sentir uns pequenos heróis! Após a descida, que durou dois dias, as três equipas prosseguiram o trabalho com o adensamento da malha de observações gravimétricas na base da montanha.”
De referir que os dados gravimétricos e GNSS estão actualmente a ser processados e integrados, prevendo-se para breve a publicação dos resultados obtidos, como foi adiantado ao POLIGUARDA.
O Kilimanjaro foi escalado pela primeira vez por H.Meyer e L. Purtscheller em 1889, “com certeza com menos meios e piores condições. A eles e a todos os que nos precederam, o nosso muito respeito e admiração”, comentou André Sá, docente do Politécnico da Guarda.
 
 
 

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publicado às 11:39


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