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"A arte poética de Gil Vicente" é o tema da conferência que Fernando Carmino Marques vai proferir, no próximo dia 21 de Março, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço.
“Gil Vicente não é apenas o grande dramaturgo que a partir do início do século XIX (...) a posterioridade reconhece e incansavelmente tem vindo a comentar. Gil Vicente é também um poeta e como tal uma referência principalmente para os hispano falantes (...) que não hesitam em considerá-lo como uma das figuras maiores da poesia do seu tempo (...)”.
Fernando Carmino Marques é doutor em letras pela Universidade de Paris IV - la Sorbonne, em 1997. Lecionou, de 1993 a 2002, nessa mesma universidade. Colaborou no Instituto Camões em Paris e foi docente responsável pelo ensino do português nas universidades de Versailles - St. Quentin e Marne-la Vallée. Tem estudos publicados sobre temas e autores portugueses, brasileiros e franceses, dos séculos XVI, XIX e XX.
Atualmente é docente titular de língua e cultura portuguesas no Instituto Politécnico da Guarda.
A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), Guarda, vai ter patente, a partir de hoje, a mostra bibliográfica "Obras de Gil Vicente".
Gil Vicente é considerado o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico, já que também escreveu em castelhano, partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina.
A obra vicentina é tida como reflexo de mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento. Nela incluímos o Auto da Barca do Inferno, o Auto da Barca do Purgatório, Auto da Barca da Glória, A Farsa de Inês Pereira, entre outras.
A sua forma de exprimir é simples e direta, sem grandes floreados poéticos. Além de dramaturgo foi um poeta de renome e a sua poesia inclui vilancetes e cantigas influenciada pelo estilo palaciano e pelos trovadores.
Esta mostra tem por objetivo divulgar junto da comunidade o conjunto de obras que a BMEL possui no seu fundo bibliográfico de e sobre o autor.

Fonte e Foto: BMEL
Na próxima quinta-feira, 5 de Dezembro, o Teatro Municipal da Guarda apresenta n o espetáculo “O Auto da barca do inferno”, de Gil Vicente-
Esta peça é levada à cena pela Companhia de Teatro de Braga, sendo apresentada em duas sessões: uma para o público das escolas, às 14h30, e outra para o público em geral, às 21h30.
«Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão… têm entrada direta no Paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão diretamente para o Inferno? E a pé, de pulo ou voo?Aliás, onde fica e como designamos o Lugar onde estamos? E que paraíso buscamos? Uma revisão da Companhia de Teatro de Braga, em demanda da modernidade sobre o texto Vicentino e o prazer do jogo teatral. Um espetáculo sobre a nossa memória identitária.», refere o encenador Rui Madeira.
O espetáculo (apresentado em parceria com o Teatro das Beiras) conta com a interpretação de Alexandre Sá, André Laires, Carlos Feio, Giovana Sgarbi, Jaime Soares, Rogério Boane e Solange Sá. Os figurinos são de Sílvia Alves; o desenho de luz é de Fred Rompante e o de som é de Pedro Pinto.
Fonte: TMG
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