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Pedro Baltazar: uma vida com a fotografia

por Correio da Guarda, em 09.05.21

 

Pedro Baltazar, natural de Celorico da Beira, tem em desenvolvimento um projeto de fotografia sobre o abandono do interior norte e centro de Portugal. Desde criança que tem o gosto pela fotografia que mais tarde o levou a trabalhar como fotojornalista em “A Bola” (entre 1997 e 2002) a desenvolver colaboração com a Agência LUSA, jornal O Jogo e Jornal do Fundão.

Nos últimos 20 anos tem exercido Optometria em vários consultórios na zona norte e centro, mas isso não o impede de se continuar a dedicar à fotografia, a impulsionar atividades em prol da sua divulgaçao. É também um dos fundadores e dinamizadores do Fotoclube da Guarda.

 

Pedro BALTAZAR.JPG

 

Quando surgiu o interesse pela fotografia?

O interesse pela fotografia surgiu muito cedo, ainda criança com uns 6 anos de idade, lembro-me de ter tirado a minha primeira fotografia com uma câmara fotográfica Canon AV-1 de um primo de Aveiro, que pontualmente passava pelas beiras para visitar a família, ele era um amante da fotografia.

Foi ele que me ensinou os primeiros passos nesta arte, os comandos da máquina, a objetiva e o seu anel de aberturas, o visor da máquina que indicava a velocidade de obturação com um ponteiro e claro a focagem manual num despolido bipartido, tudo isto era fascinante para uma criança de 6 anos, que apenas conhecia a máquina lá de casa a qual só tinha um único botão o de disparar.

A partir desse dia o meu objetivo era ter uma máquina igual à do primo e ser fotógrafo. Obrigado, primo Manecas.

Mais tarde já no ensino secundário comecei a frequentar cursos de fotografia e revelação através do instituto da juventude.

Já na Universidade fui fundador do núcleo de fotografia da associação académica da Universidade da Beira Interior, onde fui formador na área de Iniciação à fotografia e revelação.

Enquanto estudante universitário fui Fotojornalista do Jornal A Bola por 5 anos. E o interesse pela fotografia ainda hoje continua a aumentar.

 

Que géneros de fotos prefere?

As fotos que prefiro são fotos da vida urbana em grandes cidades e paisagens.

Foto de Pedro Baltazar.JPEG

Fotografia de rua, paisagem, retrato…?

Fotografia de rua e paisagem, na fotografia de rua sempre com a figura humana presente.

 

Fotografia a cores ou a preto e branco?

Eu sou um adepto do preto e branco, justificado talvez por ter sido eu a revelar e ampliar as minhas fotografias a preto e branco durante vários anos.

Foto de Pedro BALTAZAR.JPG

Preocupa-se com o trabalho de edição das fotografias?

Não gosto de gastar muito tempo com edição, tento no momento do disparo que tudo fique o mais próximo possível do resultado final que pretendo, mas claro que a edição é fundamental, tal como a revelação e ampliação era no passado.

 

É um trabalho moroso?

Sim, a edição é um trabalho moroso quando se tiram muitas fotografias; eu sou comedido no número de disparos que faço, fui habituado a poupar os rolos dos filmes que eram caros e quando passei para o digital continuei a disparar apenas e só, quando todas as condições estão reunidas.

 

A zona da Guarda é a preferida para os seus trabalhos?

Sim gosto muito de fotografar na zona da Guarda e no Minho, Braga uma das cidades que, a par com a Guarda, adoro fotografar.

 

Que outras zonas em especial?

As zonas que mais me despertam para fotografar são os centros destas cidades e as zonas mais movimentadas, quanto a paisagens o Douro está em primeiro lugar na minha lista de preferências.

 

O que gosta mais de fotografar na Guarda?

Na Guarda, sem dúvida a Sé, pois cada vez que olho para ela descubro sempre mais um detalhe novo que me tinha escapado.

 

Como têm reagido as pessoas à suas fotos?

São simpáticas, tentam fazer um critica positiva, embora, constantemente seja questionado, “por que não a cores esta fotografia?”

 

O digital incrementou, junto das pessoas em geral, o gosto pela fotografia?

Não, as pessoas em geral sempre gostaram de fotografia, o digital só permitiu a todas as pessoas aceder à fotografia de forma simples e económica.

 

Fazer fotografia implica uma permanente atualização dos equipamentos?

Não, essa é a ideia que as marcas que vendem os equipamentos nos pretendem incutir, mas é completamente errada, qualquer máquina pode fazer uma boa fotografia, é mais importante estar no lugar certo à hora certa, levantar cedo para aproveitar a melhor luz.

Eu costumo dizer que a melhor máquina fotográfica é aquela que temos mais à mão.

 

Os preços dos equipamentos são hoje mais acessíveis?

Sem dúvida, hoje conseguimos aceder a um bom equipamento fotográfico para obter o mesmo resultado que há 25 anos atrás por 1/10 do preço.

Embora nos últimos anos estejamos a assistir a um incremento dos preços no material fotográfico devido ao vídeo, pois as câmaras digitais dos dias de hoje todas filmam; esse modos dedicados ao vídeo fazem com que câmaras e lentes sejam cada vez mais caras e que ao fotógrafo nada abonam, apenas o obrigam a pagar mais caro por algo que não vai utilizar.

 

Para além das iniciativas que tem havido, na área de fotografia, o que podia ser ainda feito para aproximar o público em geral dos trabalhos fotográficos aqui produzidos?

Na área da fotografia temos que fazer cada vez mais exposições físicas, a fotografia tem de passar mais para o papel e não ficar apenas nos meios digitais, penso que o público em geral ao ver mais fotografia em papel vai despertar mais para este tema, pois a fotografia em papel é muito mais apelativa.

Pedro Baltazar - fot.JPEG

Tem algum episódio curioso, ou que lhe tenha deixado boas recordações, no decorrer da sua atividade fotográfica?

As boas recordações no decorrer da atividade fotográfica são uma constante, pois quando se faz o que se gosta as coisas boas acontecem.

Quanto a episódio curioso, aconteceu há uns 6 anos numa ilha das Canárias quando fotografava uma colónia de esquilos que vive junto ao mar.

Estava entretido a fotografar os esquilos que brincavam junto ao mar, estando eu munido de uma teleobjetiva 400mm que a distancia mínima de focagem era superior a 2 metros, olho para o lado e vejo um esquilo a 50cms com uma expressão de espanto a olhar para mim, e eu sem poder fotografar pois a teleobjetiva não focava a menos de 2 metros; tirei discretamente o telemóvel do bolso e fiz a melhor fotografia dessa viagem. Como já disse anteriormente, a melhor máquina fotográfica é aquela que temos mais à mão.

 

E episódio menos agradável?

Menos agradável foi sem dúvida enquanto fotojornalista do Jornal A Bola, o dia em que fui posto fora do estádio de futebol pelo José Mourinho, esse episódio nem vale a pena recordar, é para esquecer…

 

Que projetos tem no campo da fotografia?

Tenho em curso um projeto de fotografia sobre o abandono do interior norte e centro de Portugal, que venho a desenvolver nos últimos anos; tenho fotografado os sinais de desertificação do nosso interior de Trás-os-Montes até às nossas Beiras, projeto esse que nunca saiu da gaveta, mas talvez para o final do ano dê origem a uma exposição.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 12:00

Fotoclube da Guarda assinala oitavo aniversário

por Correio da Guarda, em 06.06.20

 

O Fotoclube da Guarda (FCG) comemora hoje o oitavo aniversário.

Como já aqui se escreveu, o FCG é um grupo discreto, sem formalismos, que em muito tem contribuído para a promoção desta cidade e, sobretudo, incrementado o gosto pela fotografia, em vários escalões etários.

Este grupo tem olhado a Guarda, a região, o país através de diversas objetivas e sensibilidades, denotando heterogeneidades mas não abdicando de apontar exemplos qualitativos, trabalhos de cativante beleza e técnica cuidada.

Ao longo destes oito anos o Fotoclube da Guarda tem agido de forma pedagógica, colaborado com pessoas e instituições, partilhado o saber dos seus membros, captando colaborações, promovido interessantes iniciativas, fomentando um convívio que tempera e consolida a sua presença.

Fotoclube da Guarda .jpg

Recorde-se que as Jornadas de Fotografia da Guarda, iniciadas em 2017, têm a chancela do FGG; na última edição, realizada no passado ano, foram apresentados temas como “Paisagens de Memória” (Vitor Freitas), "Fotografía y compromiso en el mundo de hoy" (Victorino Calderón) "Novidades Tecnológicas" (Olympus), “Natureza Portuguesa (Luis Quinta), “Quinta do Monte: projeto de artes plásticas e multimédia, fotografia documental” (Anne Amaral), “Os Trabalhos e os Dias” (Leonel de Castro) e “50 anos a fotografar o que mudou na fotografia” (Alfredo Cunha).

De referir que o programa das II Jornadas de Fotografia da Guarda integrou, entre outras, comunicações subordinadas ao tema “Fotografia de Natureza” (Eduardo Flor), “Será a nossa melhor fotografia aquela que nunca iremos fazer? Experiência de um fotojornalista” (Miguel Silva), “A utilização de drones em fotografia” (Maurício Matos), “The Portuguese Prison Photo Project” (Luis Barbosa), “Do outro lado da câmara” (Filipa Barroso), “Momentos da Montanha”(Miguel Serra), “Mirrorless is the new black” – What to Frame?( Jonh Gallo).

De lembrar também que na primeira edição das Jornadas de Fotografia estiveram em destaque temas como “Fotografia da Natureza”(José Prata dos Reis), “Fotografia e Imprensa Regional”(Helder Sequeira), “Quando as pétalas começam a cair - projeto de artes plásticas e multimédia”(Catarina Flor), “Fotografia de Paisagem”(Pedro Carvalho), “Microfotografia”( Eduardo Flor), “O papel da fotografia na promoção da candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO”(Emanuel Castro e Filipe do Patrocínio),“A Revelação de Negativos Digitais”( Paulo Nery), “Fotografia de Viagem”(Sérgio Lopes e Sandra Saraiva) e “A Fotografia como meio de registo e análise da atividade dos bombeiros portugueses”(Sérgio Cipriano).

O Fotoclube da Guarda tem colaborado noutras iniciativas. “Lugares: distâncias e proximidades” foi o tema da exposição que, no âmbito do III Transversalidades, esteve patente em dezembro de dezembro 2019 e janeiro de 2020 no antigo edifício da Câmara Municipal da Guarda, Praça Luís de Camões.

Esta exposição, composta por trabalhos da responsabilidade do Fotoclube da Guarda, resultou de um desafio envolto na paixão pela fotografia e “orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…”.

Como foi referido a propósito deste certame, “a grandeza pluridimensional das paisagens naturais e humanas foram registadas com diferentes sensibilidades, emoções e olhares que convergem numa leitura coletiva apostada em resgatar tais territórios ao esquecimento e afirmá-los na sua essência profunda visando rasgar novas vias de futuro. Rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza são alguns dos motivos fixados pelas objetivas dos participantes num roteiro que a cada olhar se renova.”

Ainda no passado ano o Fotoclube da Guarda esteve envolvido no roteiro “Ausência e Território: as aldeias da Serra, do Vale e da Meseta” organizado, em cooperação com Centro de Estudos Ibéricos

Tratou-se de um desafio envolto na paixão pela fotografia e orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…

Tal como a organização comentou, no balanço desta atividade, “as imagens obtidas consubstanciam narrativas e olhares que se ampliam agora nas redes sociais ou em trabalhos fotográficos destinados a futuras exposições e publicações, servindo igualmente de relevante recolha documental.”

O Fotoclube da Guarda tem dinamizado outras atividades e colaborado ainda com o Museu da Guarda, em várias iniciativas.

 

 

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publicado às 01:12

Fotoclube da Guarda no Transversalidades

por Correio da Guarda, em 06.12.19

 

Foto.jpg

“Lugares: distâncias e proximidades” é o tema da exposição que, no âmbito do III Transversalidades, vai estar patente a partir de hoje, 6 de dezembro, no antigo edifício da Câmara Municipal da Guarda, Praça Luís de Camões.

Esta exposição, composta por trabalhos da responsabilidade do Fotoclube da Guarda, resultou de um desafio envolto na paixão pela fotografia e “orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…”.

Como é referido a propósito deste certame, “a grandeza pluridimensional das paisagens naturais e humanas foram registadas com diferentes sensibilidades, emoções e olhares que convergem numa leitura coletiva apostada em resgatar tais territórios ao esquecimento e afirmá-los na sua essência profunda visando rasgar novas vias de futuro.

Rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza são alguns dos motivos fixados pelas objetivas dos participantes num roteiro que a cada olhar se renova.”

O Fotoclube da Guarda é um grupo discreto, sem formalismos, que em muito tem contribuído para a promoção desta cidade, incrementando, igualmente, o gosto pela fotografia.

Tem olhado a cidade, a região, o país através de diversas objetivas e sensibilidades, proporcionando exemplos qualitativos, trabalhos de cativante beleza e técnica cuidada.

A exposição pode ser visitada até ao próximo mês de janeiro.

Cruzeiro - Fot Helder Sequeira.jpg

 

 

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publicado às 00:05

CEI promove mostras fotográficas na Guarda

por Correio da Guarda, em 04.12.19

CEI.jpg

No próximio dia 6 de dezembro vão ser inauguradas na Guarda as exposições Rumores do Mundo: diversidade cultural e inclusão social – Escola Secundária Afonso Albuquerque (Espaço Conhecimento e Memória), pelas 11 horas, seguindo-se a abertura de “Rumores do Mundo: (con) vivências (Fundação João Bento Raimundo), a partir das 11h30 e meia hora despois a inauguração da exposição “Rumores do Mundo: olhar a diversidade que nos rodeia” (na EnsiGuarda Escola Profissional da Guarda).

Pelas 15 horas será inaugurada a exposição “Paisagens Transgénicas |Álvaro Domingues) nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda e às 16h30 “Intervalos” | Santiago Santos” no átrio da consulta externa do Hospital Sousa Martins.

Pelas 17 horas ocorrerá a abertura das mostras fotográficas “Lugares: distâncias e proximidades” (com trabalhos do Fotoclube da Guarda), no Edifício CIMBSE (Praça Velha); “Rumores do Mundo: património natural, paisagens, biodiversidade”, no Centro Comercial La Vie (Piso 1) e “Caminhar oblíquo | Duarte Belo” nos claustros do Paço da Cultura.

A abertura do III Encontro Imagem & Território terá lugar nesse mesmo dia, pelas 18h45, na Câmara da Guarda, onde serão apresentados os portfólios premiados (vídeo de Catarina Flor) e inaugurada a exposição “Diálogos ibéricos, olhares transfronteiriços”, com fotos de Alberto Prieto, Monteiro Gil, Pedro Carvalho, Victorino García.

No Café Concerto do TMG vai estar exposta, a partir das 21h30, a Exposição “20 olhares, fotografias, concursos, prémios” de António Tedim. Seguir-se-á, no mesmo local, a mostra fotográfica/debate “Diálogo transfronteiriço: ausência e território”, com Ana Castro, Eduardo Nuñez e Alberto Picco.

 

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publicado às 22:46

Jornadas de Fotografia da Guarda: evento consolidado

por Correio da Guarda, em 15.10.19

Jornadas de Fotografia - Alfredo Cunha - .jpg

As III Jornadas de Fotografia da Guarda decorreram, nesta cidade, nos dias 12 e 13 de outubro, organizadas pelo Fotoclube da Guarda (FCG) e Instituto Politécnico da Guarda.

Para a Organização, “este é um evento consolidado e que, uma vez mais, comprovou o grande interesse pela fotografia, nas suas várias vertentes, o desejo em conhecer as novidades tecnológicas e em conhecer ou partilhar experiências”.

Como tinha sido já divulgado, estas Jornadas pretendem evidenciar o papel da fotografia na sociedade contemporânea, divulgar trabalhos fotográficos incidentes sobre várias áreas, proporcionar um debate entre fotógrafos de vários níveis e todos quantos se dedicam à fotografia.

Jornadas de Fotografia - Participantes.jpg

“Esse diálogo tem sido conseguido, como foi possível verificar nestas três edições, sempre com uma plateia atenta e expressiva ao nível do número de presenças”, acrescentou a Comissão Organizadora que diz “estar consciente quanto às expetativas criadas para o futuro. Há que melhorar progressivamente e responder aos interesses dos participantes, sempre orientados pelos objetivos principais das jornadas.

Estas jornadas, tal como a Organização tem acentuado, “se por um lado se pretendem afirmar como um eminente contributo formativo (e pedagógico), por outro procuram estabelecer/consolidar ligações com pessoas ligadas ao mundo da fotografia (profissionais e amadores)”.

Para o espanhol Victorino García Calderón, um dos conferencistas das Jornadas, “foram dois dias de convivência e participação fotográfica, com uma organização excelente. Às enriquecedoras intervenções juntou-se o bom humor e um intercâmbio de interessantíssimas experiências fotográficas de todos os participantes, tanto dos palestrantes como do público”.

Jornadas de fotografia da Guarda .jpg

O programa incluiu, no período da manhã de dia 12 de outubro, a apresentação de comunicações subordinadas aos temas "Paisagens de Memória" (Vítor Freitas) e "Fotografía y compromiso en el mundo de hoy" (Victorino García Calderón), seguidas de uma apresentação sobre "Novidades Tecnológicas" no campo da fotografia.

Ainda durante a manhã de sábado, foi inaugurada a exposição de fotografia “Imagem e Território”, ato que antecedeu a palestra “Natureza Portuguesa by Olympus”, pelo fotógrafo Luís Quinta.

O período da tarde abriu com a apresentação do trabalho “Quinta do Monte - Projeto de Artes Plásticas e Multimédia, Fotografia documental” (Anne Amaral) a que se seguiu a intervenção de Leonel de Castro e a exibição de "Os Trabalhos e os Dias", "Hollywood" e "Almas".

Jornadas de Fotografia - Leonel de Castro.jpg

O programa do primeiro dia terminou com a palestra "Alfredo Cunha, 50 anos a fotografar, o que mudou na fotografia?" (por Alfredo Cunha).

No domingo, 13 de outubro, decorreu durante a manhã um passeio fotográfico na zona de Videmonte (Guarda) tendo terminado as jornadas com um almoço convívio na aldeia dos Trinta (Guarda).

 

 

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publicado às 13:00

Fotografia vai estar em destaque na Guarda

por Correio da Guarda, em 24.09.19

Cartaz Jornadas fotografia- 01-JPEG.jpg

O Fotoclube da Guarda (FCG) e o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vão promover nesta cidade, no próximo dia 12 de outubro, as III Jornadas de Fotografia da Guarda.

As jornadas – que terão lugar no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPG – pretendem evidenciar o papel da fotografia na sociedade contemporânea, divulgar trabalhos fotográficos incidentes sobre várias áreas, proporcionar um debate entre fotógrafos de vários níveis e todos quantos se dedicam à fotografia.

A referida iniciativa, de acordo com a organização, “pretende continuar a afirmar-se como um eminente contributo formativo (e pedagógico) e a estabelecer/consolidar ligações com pessoas ligadas ao mundo da fotografia (profissionais e amadores).”

As inscrições são gratuitas (mas obrigatórias, estando limitadas à capacidade do auditório), podendo ser feitas aqui .

“Paisagens de Memória” (Vitor Freitas), "Fotografía y compromiso en el mundo de hoy" (Victorino Calderón) "Novidades Tecnológicas" (Olympus), “Natureza Portuguesa (Luis Quinta), “Quinta do Monte: projeto de artes plásticas e multimédia, fotografia documental” (Anne Amaral), “Os Trabalhos e os Dias” (Leonel de Castro) e “50 anos a fotografar o que mudou na fotografia” (Alfredo Cunha) são os temas das comunicações que integram o programa das Jornadas, o qual será complementado com uma mostra de equipamentos fotográficos e uma exposição subordinada ao tema “Imagem e Território”.

As III Jornadas de Fotografia da Guarda - que contam com o apoio da Câmara Municipal da Guarda e Centro de Estudos Ibéricos (CEI)   -  integram, este ano, um passeio fotográfico que se irá desenrolar na zona de Videmonte (Guarda) durante a manhã de dia 13 de outubro.

“É um programa tematicamente diversificado, no campo da fotografia, onde pontuam nomes conceituados com Alfredo Cunha, Luís Quinta ou Leonel de Castro, entre outros”. Refere a organização destas jornadas.

Alfredo Cunha (natural de Celorico da Beira) iniciou a sua atividade de fotojornalista em 1971, tendo colaborado com o Jornal "O Século" e "O Século Ilustrado" a Agência de Notícias Português - ANOP e as agências de Notícias de Portugal e Lusa Foi fotógrafo oficial dos Presidentes da República, Ramalho Eanes e Mário Sores. Trabalhou no Jornal "Público" como fotógrafo e editor-chefe e foi fotógrafo e editor-chefe do "Jornal de Notícias", tendo sido também foi diretor fotográfico da "Global Imagens". Atualmente trabalha como freelancer desenvolvendo projetos editoriais. Do seu percurso destacam-se as emblemáticas séries de fotografias dedicadas ao 25 de Abril de 1974 e à descolonização portuguesa em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé, Timor-Leste e Cabo Verde. Tem publicados diversos livros de fotografia

Luís Quinta multipremiado fotógrafo é colaborador regular da National Geographic Magazine e da revista Visão. Publicou mais de um milhar de artigos e reportagens na imprensa nacional. Formador na área da fotografia, integrou o "Dream Team" do maior projecto fotográfico sobre natureza na Europa - "Wild Wonders of Europe” financiado pela National Geographic.

Muitas das imagens de Luís Quinta têm sido usadas por universidades e museus para várias publicações científicas e suporte pedagógico.

Leonel de Castro, desde sempre ligado ao fotojornalismo no Jornal de Notícias e no grupo onde se insere (Notícias Magazine, Volta ao Mundo, Evasões, Diário de Notícias e o Jogo), tem conquistado diversos prémios e distinções ao longo da carreira profissional. Os seus trabalhos têm também dado corpo a várias exposições, quer individuais quer coletivas. A par do fotojornalismo, tem-se dedicado também à docência, no Instituto Português de Fotografia, na Escola Superior Artística do Porto e no Mestrado de Comunicação da Universidade do Minho.

Na anterior edição das Jornadas de Fotografia da Guarda falou-se, entre outros temas de “Fotografia de Natureza”(Eduardo Flor), “Será a nossa melhor fotografia aquela que nunca iremos fazer? Experiência de um fotojornalista”(Miguel Silva), “A utilização de drones em fotografia”(Maurício Matos), “The Portuguese Prison Photo Project” (Luis Barbosa), “Do outro lado da câmara” (Filipa Barroso), “Momentos da Montanha”( Miguel Serra), “Mirrorless is the new black” – What to Frame?( Jonh Gallo).

Recorde-se que na primeira edição das Jornadas foram apresentadas comunicações como “Fotografia da Natureza”(José Prata dos Reis), “Fotografia e Imprensa Regional”(Helder Sequeira), “Quando as pétalas começam a cair - projeto de artes plásticas e multimédia”(Catarina Flor), “Fotografia de Paisagem”(Pedro Carvalho), “Microfotografia”( Eduardo Flor), “O papel da fotografia na promoção da candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO”(Emanuel Castro e Filipe do Patrocínio),“A Revelação de Negativos Digitais”( Paulo Nery), “Fotografia de Viagem”(Sérgio Lopes e Sandra Saraiva) e “A Fotografia como meio de registo e análise da atividade dos bombeiros portugueses”(Sérgio Cipriano).

 

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publicado às 08:30

Um roteiro pelo país real...

por Correio da Guarda, em 22.06.19

Cruzeiro - Fot Helder Sequeira.jpg

     “Ausência e Território: as aldeias da Serra, do Vale e da Meseta” foi o tema proposto para o roteiro fotográfico organizado, no passado sábado e domingo, pelo Centro de Estudos Ibéricos e Fotoclube da Guarda.

    Tratou-se, como foi referido, de um desafio envolto na paixão pela fotografia e orientado para a (re)descoberta de realidades tão próximas e tão longínquas; territórios de solidão, de ausência que foram berço de múltiplos percursos individuais, de sonhos e de aventura…

   Através da fotografia, “uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução”, na elucidativa expressão de Sebastião Salgado, os participantes centraram as suas objetivas em pormenores, rostos, arquitetura, artefactos, caminhos, solidão, religiosidade, tradições, paisagens, flora, patrimónios, afetos, ausências, sulcos do tempo, ou caprichos da natureza…

   Iniciativas como esta, se por um lado permitem um registo de realidades transversais às aldeias do interior, desertificado, envelhecido, por outro viabilizam a divulgação de múltiplos valores humanos, sociais e culturais que podem despertar consciências e incentivar esforços conducentes a medidas de valorização e revitalização de tantos lugares de memória.

   As imagens obtidas consubstanciam narrativas e olhares que se ampliam agora nas redes sociais ou em trabalhos fotográficos destinados a futuras exposições e publicações, servindo igualmente de relevante recolha documental.

   Para além disso, o envolvimento de pessoas oriundas de diferenciados locais perspetiva o desejo e o regresso de aprofundar o conhecimento de territórios, alargando esse entusiasmo a círculos pessoais ou profissionais; tanto mais que a hospitalidade beirã, a forma de estar e de ser das nossas gentes, cativa quem nos visita.

   A disponibilidade para esclarecer, orientar, guiar, mostrar o património local, alertar para pormenores arquitetónicos, sublinhar a tipicidade de habitações, a descrição de tradições e episódios intimamente ligados às comunidades locais foi uma nota comum às aldeias visitadas, num roteiro que percecionou outra dimensão do país, uma sólida matriz identitária, nossa.

   Vila Soeiro, Aldeia Viçosa (aldeias do Vale), Avelãs da Ribeira (aldeia da Meseta), Fernão Joanes e Videmonte (aldeias da Serra) balizaram um trajeto rico de imagens e emoções, num território que temos de salvaguardar, valorizar e divulgar, esbatendo ausências e abrindo caminhos para o futuro, através do contributo de todo, num empenho permanente e coletivo, liberto de calendários pessoais ou políticos. (Hélder Sequeira).

 

 

 

 

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publicado às 15:22

Património Cultural Local

por Correio da Guarda, em 30.12.18

 

    Na Guarda está patente até ao dia 3 de Janeiro a exposição fotográfica subordinada ao tema "Guarda: Património Cultural Local".

    Os trabalhos estão expostos na Loja nº 20 da Rua 31 de Janeiro e igualmente na Estação da CP.

  Organizada em parceria com o Fotoclube da Guarda, esta exposição assenta em distintos olhares fotográficos, abrangendo múltiplas sensibilidades e registos que convergem na perceção da riqueza multifacetada dos valores identitários e culturais da Guarda.

Exposição.jpg

 

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publicado às 23:10

Roteiro fotográfico

por Correio da Guarda, em 26.11.18
 

Jarmelo.jpg    “Patrimónios locais: a Guarda e seu entorno” é o tema do roteiro fotográfico que o Centro de Estudos Ibéricos (CEI) vai promover no próximo dia 8 de Dezembro, em parceria com o Fotoclube da Guarda (FCG).
   Este roteiro fotográfico percorrerá duas aldeias do concelho da Guarda, "com muito para ver e fotografar", como referiu a organização. "Jarmelo, com o seu património arquitetónico classificado e a Ramela com a Rota do Azeite no Vale da Teixeira. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

 

 

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publicado às 12:00

Cruciformes no Museu da Guarda

por Correio da Guarda, em 13.11.18

Cruciformes no Museu da Guarda.jpg

     "Cruciformes no espaço equívoco" é o tema da exposição de fotografia que está patente, no Museu da Guarda, até ao próximo dia 8 de Janeiro de 2019.

     Esta exposição integra um conjunto de trabalhos de elementos do Fotoclube da Guarda e resultou do desafio lançado na sequência de uma ação de formação, realizada no Museu da Guarda, sobre cruciformes.

Cruciformes.jpg

 

 

 

 

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publicado às 00:16


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