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Projeto de monitorização de árvores na Guarda

por Correio da Guarda, em 05.08.17

 

      O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) obteve, recentemente, a aprovação e financiamento dos seis projetos submetidos ao Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica (SAICT) dos quais é líder. O IPG obteve o pleno de candidaturas que a instituição se podia submeter e assegurou a participação em mais nove projetos com instituições de Ensino Politécnico congéneres.

     Uma das candidaturas aprovadas relaciona-se com o projeto Monitorização & Manutenção Avançada de Árvores (TreeM). “A árvore é um ser vivo fundamental, regulador da natureza, do clima e da ecologização urbana”, como é referido a propósito. “Enquanto estrutura viva, a árvore está sujeita à biodegradação. Neste caso, fica com as suas capacidades limitadas, quer de resistência quer de produtividade, representando uma perda ambiental e económica, além de ser uma fonte de risco para pessoas e bens”.

      Como nos foi referido, presentemente a maioria das deteções de manifestações patológicas é feita visualmente; porém, muitas são de difícil identificação e monitorização, por não serem percetíveis. Estas técnicas tradicionais, que assentam na inspeção visual, detetam tardiamente as patologias, dificultando a sua eliminação ou mitigação.

Árvore  HS.JPG

       De referir que nas avaliações mais precisas, a técnica tradicional recorre a metodologias invasivas e pontuais que constituem portas de entrada para agentes patogénicos. As técnicas tradicionais revelam-se ainda morosas, dispendiosas e muitas vezes ineficazes.

     A Termografia por Infravermelhos (TIV) possibilita a medição contínua e simultânea da temperatura de uma superfície, em tempo real e sem contacto, podendo constituir uma ferramenta poderosa, expedita, não poluente e não intrusiva para análise da integridade biológica de árvores.

     Assim, este projeto, a desenvolver pelo IPG, visa otimizar esta técnica de diagnóstico para a inspeção, monitorização e deteção precoce de manifestações patológicas em árvores. A aplicação da técnica poderá permitir a diminuição dos meios humanos e materiais atualmente utilizados pelas técnicas tradicionais, com consequentes ganhos ambientais e económicos.

    Para Rui Pitarma (docente do Instituto Politécnico da Guarda), investigador responsável pelo projeto TreeM, este estudo aplicado a árvores “pode constituir um polo de investigação aglutinador, ligado aos recursos naturais endógenos, centrado na Guarda, no coração do Parque Natural da Serra da Estrela”.

      Na sua perspetiva, o IPG deve ter “uma agenda ambiental forte e este estudo poderá representar um bom contributo. Grande parte dos recursos económicos e patrimoniais da Região Centro de Portugal resultam dos seus recursos naturais endógenos, como a floresta e a fruticultura, que representam quase metade do valor acrescentado bruto setorial do país, e que se pretendem ver alargados através da aplicação de novas tecnologias”.

     A TIV é uma tecnologia conhecida, com extensa aplicação em diversos domínios, mas cuja aplicação a árvores é ainda embrionária, sendo pioneira em Portugal. “Face à natureza do estudo, o projeto envolve uma equipa multidisciplinar. Em investigação os resultados não são garantidos, mas as expectativas são promissoras”, acrescentou Rui Pitarma.

 

 

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publicado às 12:00

Sob o manto do fumo...

por Correio da Guarda, em 29.07.17

Final da tarde....HS2017.jpg

    Guarda. Final de tarde de ontem, dia 28 de Julho 2017

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publicado às 00:01

Encontro Ibérico do Carvalhal

por Correio da Guarda, em 19.03.17

 

    No Auditório Municipal do Sabugal vai decorrer no próximo dia 7 de Abril o Encontro Ibérico do Carvalhal – valorização da multifuncionalidade.

    Este encontro é organizado pela Câmara Municipal, no âmbito da “Sabugal + Valor” e pretende sublinhar o carvalho negral como o principal património florestal do concelho, pois ocupa  66% do coberto florestal.

    Como foi referido a propósito, "as florestas de carvalho constituem um património natural de grande valor, providenciando importantes funções ambientais, ecológicas e socioeconómicas. São uma fonte de recursos lenhosos e não-lenhosos, cumprem diversas funções ecológicas relacionadas com a proteção do meio ambiente e a conservação da biodiversidade, e desempenham uma importante função paisagística e recreativa."

    Nos carvalhais, a exploração multifuncional dos produtos não lenhosos - caça, silvopastorícia, cogumelos silvestres, as plantas aromáticas e medicinais, entre outros, em complementaridade com a atividade agrícola e pecuária são, por isso, oportunidades para garantir um adequado rendimento e providenciarem um desenvolvimento florestal sustentado.

    Este encontro pretende focar-se  nas oportunidades que a múltipla funcionalidade destes ecossistemas podem gerar na sociedade e economia do concelho do Sabugal.

 

 

 

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publicado às 21:51

I Fórum Terras do Lince

por Correio da Guarda, em 16.02.17

 

    No Auditório Municipal do Sabugal vai realizar-se, a 23 de Fevereiro, o I Fórum Terras do Lince, organizado pela Associação Terras do Côa.

   Este evento é considerado como uma certificação de grande importância para a região que compreende a Reserva Natural da Serra da Malcata, numa estratégia integrada do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e dos Municípios de Almeida, Sabugal e Penamacor, "em estreita articulação com uma vasta parceria que integra agentes públicos e privados do território de influência, o Fórum será uma ocasião de encontro e de partilha com as comunidades locais."

   O Fórum contará com a  presença da Diretora Executiva da Federação Europarc, Carol Ritchie, e com o Vice-Presidente daquela entidade, Paulo Castro, que farão uma abordagem à importância da constituição de redes de trabalho para o eficiente decurso do plano de ação previsto, bem como a relevância deste tipo de certificação para o desenvolvimento sustentável dos territórios.

   No decorrer do Fórum, e a cargo do responsável da Direção de Apoio ao Investimento do Turismo de Portugal IP,  será feita uma apresentação das linhas de apoio ao Turismo, com detalhe do financiamento e tipologia de ações elegíveis, numa perspetiva de oportunidades de investimento no nosso território de elevado potencial.

 

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publicado às 23:35

Bombeiros e Comunidade

por Correio da Guarda, em 23.08.13

 

     A cíclica catástrofe dos incêndios, nos períodos de estio, ou tradicionalmente mais quentes, tem provocado mortes, inúmeros prejuízos, depauperado o património florestal desta região e do país.

     Ao longo dos anos desapareceram importantes e ricas parcelas de manchas verdes e outrossim de espécies autóctones, sem que tenha havido, pelo menos de forma eficaz, sustentada e gradual, a substituição das árvores desaparecidas; permanece, assim, numa grande extensão do território do distrito da Guarda o desolador panorama de áreas enegrecidas e agrestes, erguendo os gestos trágicos de uma floresta extinta.

    As outrora anunciadas, e rapidamente esquecidas, medidas de reflorestação mostraram, na prática, a inconsistente persistência das intenções oficiais, relegando sempre para os períodos da tragédia a retórica circunstancial das boas e pragmáticas medidas, palavras mortas logo após se apagarem as luzes da ribalta.

    E não é difícil fazer o confronto entre o património florestal de ontem e a realidade de hoje, pois as evidências estão ao alcance dos nossos olhares, por mais restritos que sejam alguns horizontes e desfocadas as memórias de alguns…

    É trágica a falta de intervenção, real e sistemática, neste sector, como se a floresta e o ambiente não fossem duas importantes e insubstituíveis riquezas do nosso país.

    Como o são as vidas daqueles que – como aconteceu nas últimas semanas – envergando as fardas dos soldados da paz se empenham numa luta difícil em prol da comunidade.

    E por essas vidas, pelas vidas dos nossos Bombeiros, urge redobrar os cuidados individuais e colectivos, desencadeando uma tolerância zero contra a indiferença e o comodismo, actuando activa e eficazmente na defesa do nosso património florestal; assumindo medidas preventivas, respeitando a legislação, demonstrando civismo e respeito pelos outros.

     E aqui poderíamos aludir à importância da mudança de comportamentos e atitudes. Um breve exemplo: já repararam na incrível quantidade de lixo, garrafas, plásticos, papéis que diariamente se vão despejando nas bermas das nossas estradas (e mesmo em zonas de floresta), com vegetação seca logo ali ao lado?

    A prevenção passa também por se evitarem estes comportamentos que demonstram falta de educação, civismo, desrespeito pelo ambiente e por quem, em caso de incêndios, é chamado para o combate (do qual, como ainda ontem de verificou com uma jovem bombeira, nem se sempre se regressa…).

 

 

    O apoio aos bombeiros não deve ser apenas manifestado nas datas festivas, de aniversário ou da entrega de mais uma viatura; antes deve ter uma demonstração prática no dia-a-dia, para que não se perca o espírito do voluntariado e da solidariedade.

    A prevenção tem de começar, desde logo, na percepção clara dos riscos, do perigo, numa perfeita consciencialização sobre a importância da floresta e da qualidade ambiental.

    Há, assim, uma grande responsabilidade por parte dos cidadãos, para além das questões que são do foro das estruturas, serviços, técnicos, especialistas e elementos ligados à segurança, investigação, justiça, bombeiros e protecção civil. Há que demonstrar, com atitudes e objectividade, a gratidão para com os nossos bombeiros!

 

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publicado às 12:27

Horizontes negros...

por Correio da Guarda, em 25.07.12

      A cíclica catástrofe dos incêndios, nos períodos de estio, ou tradicionalmente mais quentes, tem depauperado o património florestal desta região.

     Ao longo dos anos desapareceram importantes e ricas parcelas de manchas verdes e outrossim de espécies autóctones, sem que tenha havido, pelo menos de forma eficaz, sustentada e gradual, a substituição das árvores desaparecidas; permanece, assim, numa grande extensão do território do distrito da Guarda o desolador panorama de áreas enegrecidas e agrestes, erguendo os gestos trágicos de uma floresta destruída...

     As outrora anunciadas, e rapidamente esquecidas, medidas de reflorestação mostraram, na prática, a inconsistente persistência das intenções oficiais, relegando sempre para os períodos da tragédia a retórica circunstancial das boas e pragmáticas medidas, palavras fenecidas logo após se apagarem as luzes da ribalta.

     E não é difícil fazer o confronto entre o património florestal de ontem e a realidade de hoje, pois as evidências estão ao alcance dos nossos olhares, por mais restritos que sejam alguns horizontes.

     É trágica esta falta de intervenção, real e sistemática, neste sector; como se a floresta e o ambiente não fossem duas importantes e insubstituíveis riquezas do nosso País, onde parece haver, por parte de muitas entidades e municípios, um incrível alheamento pela preservação e aumento das zonas verdes, numa contínua cedência às forças económicas locais e regionais. Em contrapartida, aumenta a mancha de betão e perecem muitas das peculiaridades e belezas paisagísticas, resumidas à fotografia de arquivo ou às memórias individuais, impotentes perante a evolução dos tempos.

     Assim, é urgente repensar o nosso património florestal e construir novos horizontes, onde o verde seja uma cor associada a montes e vales desta terra, em que alguns continuam a acreditar, mesmo com a apatia dos poderes.

    De nada adianta debitar, para ouvido popular receber, que o distrito já não é o que era e tudo isto são exigências do progresso. Caso contrário estaremos a progredir para uma maior desertificação (total) das nossas aldeias e vilas, a perdemos, gradualmente, um dos poucos bens que as estatísticas nos atribuem: a qualidade do ambiente; também sujeito a outros perigos.

 

 

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publicado às 23:55

CISE assinala Dia Mundial da Floresta

por Correio da Guarda, em 13.03.09

 

O CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela vai apresentar a 21 de Março, em que se assinala o Dia Mundial da Floresta, os itinerários pedestres da Mata do Desterro e promover um percurso pedestre com plantação e sementeira de árvores
No dia 21 será ainda inaugurada, no Posto de Turismo de Seia, a VIII Exposição de Fotografia de Ambiente, subordinada ao tema Espaços Naturais da Região Centro.
Procurando sensibilizar os mais novos para as questões relacionadas com a importância da natureza e a preservação do ambiente, o Município de Seia vai oferecer árvores e material didáctico, sobre os principais habitats da serra da Estrela, aos alunos do jardim-de-infância e do 1º ciclo do ensino básico do concelho de Seia.
No dia 20 de Março realiza-se na Mata do Desterro um percurso pedestre com 250 crianças, da escola do 1º ciclo do ensino básico e os Jardins-de-infância de São Romão.
A Mata do Desterro constitui um prolongamento dos objectivos do CISE, onde é possível aliar o lazer, ao conhecimento e investigação ambiental. Trata-se de uma área com cerca de 136 hectares, constituída por recursos florestais e hídricos e servida por uma rede de caminhos florestais onde agora é possível praticar o pedestrianismo. No total são três os percursos pedestres existentes, com diferentes graus de dificuldade, que permitem apreciar a fauna e a flora da mata.
Recorde-se que a Mata do Desterro foi cedida pela EDP, por um período de 50 anos, ao Município de Seia, tendo em vista o aproveitamento dos recursos naturais, a protecção do solo e regular a qualidade da água, o aproveitamento das áreas naturais para o desenvolvimento de projectos de investigação científica, e o desenvolvimento de actividades de educação ambiental, de turismo e de lazer.
O CISE tem realizado diversas acções de plantação e sementeira de árvores, de modo a restaurar o coberto vegetal das áreas degradadas, para permitir a recuperação dos habitats e a reabilitação das comunidades, e deste modo reconverter a mata existente num bosque com características idênticas às existentes no andar fitogeográfico em que está inserido.
O projecto engloba a criação de zonas de descontinuidade, constituídas por pastos e matos, bem como, zonas para exploração de plantas aromáticas.
Para se inscreverem no percurso pedestre os interessados podem contactar o CISE através do telefone 238 320 300, por e-mail: cise@cm-seia.pt ou no site: www.cise-seia.org.pt
 

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publicado às 00:23

Sementeiras de árvores nativas

por Correio da Guarda, em 13.11.08

 

O Centro de Interpretação da Serra da Estrela vai organizar, no próximo dia 23 de Novembro, sementeiras/plantações de espécies de árvores nativas na Mata do Desterro.
A iniciativa realiza-se no Dia da Floresta Autóctone e tem por objectivo restaurar o coberto vegetal das áreas degradadas para permitir a recuperação dos habitats e a reabilitação das comunidades.
A destruição do coberto vegetal provocada pelos incêndios tem como consequências a diminuição da fertilidade dos solos, o aumento da susceptibilidade à sua erosão, afectando, ainda, os recursos hídricos.
Recorde-se que a Mata do Desterro foi cedida pela EDP, por um período de 50 anos, ao Município de Seia, tendo em vista o aproveitamento dos recursos existentes no local para o desenvolvimento de actividades de investigação, educação ambiental, turismo e lazer.
 Trata-se de uma área com cerca de 136 hectares, florestada essencialmente com pinheiros, acácias e eucaliptos e servida por uma rede de caminhos florestais.
Com este projecto pretende-se reconverter a mata existente num bosque com características idênticas às existentes no andar fitogeográfico em que está inserido, o que deverá ser feito através do abate selectivo e gradual de espécies exóticas e de plantações e/ou sementeira de espécies autóctones. Serão ainda criadas zonas de descontinuidade, constituídas por pastos e matos, bem como, zonas para exploração de plantas aromáticas.
Os interessados em inscrever-se devem contactar o CISE através do telefone 238 320 300, por e-mail: cise@cm-seia.pt ou no site: www.cise-seia.org.pt
 

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publicado às 23:22


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