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Livro sobre o CineEco

por Correio da Guarda, em 03.02.22

Livro de Mário Jorge.jpg

Em Seia vai ser apresentado no próximo dia 12 de fevereiro, pelas 21h30, o livro  “Cinema Ambiental em Portugal - Filmes do mundo, em 25 anos de CineEco, Seia, 1995-2020” , da autoria de Mário Jorge Branquinho,  fundador e principal impulsionador de um dos mais referenciados festivais de cinema ambiental do mundo.

Neste livro, o autor Mário Branquinho relata-nos, na primeira pessoa, o historial do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela – CineEco. Escrito durante a pandemia, esta obra baseia-se na experiência vivida pelo fundador, sustentada numa pesquisa feita pelos documentos dos arquivos municipais e do próprio CineEco.

O livro faz justiça à história do festival, uma narrativa marcada por momentos inolvidáveis, atos de coragem e resistência, por histórias emotivas, por pessoas que marcaram a trajetória do CineEco, pelos testemunhos de personalidades do mundo do cinema, das artes, da cultura, investigadores, cientistas e pensadores.

“Senti que era uma obrigação partilhar estas memórias e convidar os leitores a partirem numa viagem pelo passado deste Festival de resistência, que surgiu em 1995 não por modas ou tendências, mas por sabermos que era premente abordarmos a questão ambiental através de uma linguagem tão nobre, como é a sétima arte, o cinema”, afirmou Mário Branquinho.  “Estava longe de imaginar que volvidos 25 anos, o CineEco fosse considerado um Festival de referência a nível internacional, um veículo fundamental na Educação Ambiental em Portugal, com a urgência climática a assumir a agenda da atualidade”, referiu depois o autor deste novo livro.

“Cinema Ambiental em Portugal - Filmes do mundo, em 25 anos de CineEco, Seia, 1995-2020” conta com o prefácio de Fátima Alves, professora associada da Universidade Aberta, Investigadora do Centro de Ecologia Funcional, Ciência para as Pessoas e para o Planeta, da Universidade de Coimbra. A obra é editada pelo Município de Seia e pela Associação de Arte e Imagem de Seia e conta com o apoio da Direção Geral do Ambiente; ICA - Instituto de Cinema e Audiovisual; Lipor; Câmara Municipal de Lisboa - Capital Verde Europeia; Ciência Viva; e Turistrela.

 

 

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publicado às 12:45

"Douce France" vence CineEco

por Correio da Guarda, em 17.10.21

 

O filme “Douce France” conquistou o “Grande Prémio Ambiente – Câmara Municipal de Seia”, no âmbito da vigésima sétima edição do CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela.

A obra de Geoffrey Couanon retrata a aventura ecológica e social de um grupo de jovens estudantes sobre o polémico projeto de construção de um complexo comercial – EuropaCity - na sua terra-natal. Um filme-documentário revelador, que nos leva a refletir sobre os nossos próprios modelos de consumo, a produção agrícola e as escolhas que tomamos, ou não, na nossa comunidade.

Para a Organização do CineEco, este ano “a produção europeia e nacional provou a sua grande vitalidade na abordagem diversa e crítica sobre as temáticas ambientais.

O CineEco em Seia fechou as portas ao grande ecrã este sábado, mas parte em itinerância pelo país já nos próximos meses por associações, teatros, universidades e auditórios.

© Elzévir Films - De Deux Choses Lune. Douce Fr

                                                                                                         © Elzévir Films - De Deux Choses Lune, “Douce France

 

O “Prémio Antropologia Ambiental – Zurich Seguros” coube a “Arica”, de Lars Edman, William Johansson Kalén, um documentário sobre o chamado colonialismo tóxico e que dá a conhecer um inédito julgamento transnacional para apurar a responsabilidade de uma empresa de minério sueca, que chegou a exportar milhares de toneladas de lixo tóxico para a cidade chilena, Arica.

A Menção Honrosa Longa-Metragem Internacional foi conquistada por Svetlana Rodina, com “Ostrov – Lost Island”.

Na Competição Internacional de Curtas-Metragens, a viagem de um grupo de crianças de colónias extraplanetárias rumo a uma Terra inabitável, “Flight to Earth” de Ignacio Rodó, conseguiu o “Prémio Curta-Metragem Internacional - Turistrela”.

Já o “Prémio Educação Ambiental – Associação Mares Navegados” coube ao filme de animação “#fishingtheplastic”, da autoria de Marina Lobo realizadora do igualmente premiado, “Aquametragem” que integrou a competição da 25ª edição do CineEco . Nesta Competição específica, o júri do CineEco 2021 atribuiu 3 Menções Honrosas, a saber: “Migrants” de Hugo Caby, Antoine Dupriez, Aubin Kubiak, Lucas Lermytte, Zoé Devise; “Acorns” de Bradley Furnish e “Centrifugadora” de Ignacio Rodó.

Na Competição de Séries e Reportagens Televisivas, o “Prémio Televisão” rumou para o documentário francês, “Vert de Rage, du charbon dans les poumons (Green Warriors: Coal in the Lugs)” de Martin Boudot que, juntamente com um grupo de cientistas, cidadãos e jornalistas, seguiu na busca pelas provas de contaminação do ar.

A Menção Honrosa nesta categoria foi atribuída a “O lado negro do azeite” de Sandra Cóias e Pedro Rego; “Des legumes dans la ville” de Aurelien Francisco Barros e “Migradores de Longa Distância – Entre o Tejo e o Ártico” de Pedro Miguel Ferreira e Joaquim Pedro Ferreira.

Na Competição de filmes e documentários em Língua Portuguesa, o “Prémio Camacho Costa - Lipor” na categoria Longa-Metragem ficou com Márcia Paraíso e Francisco Colombo para o documentário “Sobre Sonhos e liberdade”, filme que aborda o contexto da abolição da escravatura no Brasil, um dos momentos cruciais da história deste país.

 O “Prémio Curta-Metragem em Língua Portuguesa” foi conquistado por Bruno Lourenço com “Oso”, relato sobre o possível regresso do urso-pardo ao norte de Portugal e os obstáculos criados pelo Homem e pela vontade do urso. As Menções Honrosas ficaram para “A nossa terra, o nosso altar” de André Guiomar e “A Mala” de Diogo Pereira e Angelizabel Freitas, respetivamente nas categorias de Longas-Metragens e Curtas-Metragens.

O jovem senense, Gabriel Ambrósio, conquistou o “Prémio Panorama Regional – Casa da Passarella” com a curta-metragem “Um Quadro de História” sobre a vida das abelhas e do processo de criação de mel. O “Prémio Valor da Água – Águas do Vale do Tejo” seguiu para “Living Water” de Pavel Borecký, um filme que aborda uma bomba-relógio ambiental e a história de luta entre beduínos, engenheiros e agricultores pelo “ouro azul” num dos países mais pobres em termos de recursos de água, a Jordânia.

O Júri da Juventude, composto por um painel de 6 jovens, atribuiu os seguintes galardões em todas as competições: Prémio Juventude Longa-Metragem para “Ophir” de Alexandre Berman e Olivier Pollet; Menções Honrosas foram para “Douce France” de Geoffrey Couanon; “Arica” de Lars Edman e William Johansson Kalén. Prémio Juventude Curta-Metragem atribuído a “Flight To Earth” de Ignacio Rodó com as Menções Honrosas para “Acorns” de Bradley Furnish; Prémio Juventude Séries e Reportagens Televisivas para “O lado negro do azeite” de  Sandra Cóias e Pedro Rego com a Menção Honrosa a seguir para “Plástico, o novo continente (episódio 1)” de Catarina Canelas; o Prémio Juventude Longa-Metragem em Língua Portuguesa para “A nossa terra, o nosso altar” de André Guiomar e Prémio para Curtas-Metragens “Para cá do Marão”, José Mazeda, com as Menções Honrosas  para Curtas-Metragens em Língua Portuguesa atribuídas a “O que não se vê” de Paulo Abreu e “Alma” de Mónica Santos; para o Prémio Juventude Panorama Regional, o júri da juventude escolheu premiar “Um Quadro de História” de Gabriel Ambrósio. Nesta categoria, a Menção Honrosa coube a “O Meu Vento é o Norte” de Mariana Silveira.

Portugal, França e Espanha foram os países com maior representação cinematográfica na Competição Oficial da 27ª edição do CineEco que decorreu na Casa Municipal da Cultura de Seia, entre 9 e 16 de outubro.

Este ano, o mais antigo festival de cinema ambiental do mundo recebeu 93 filmes de mais de 20 países, uma edição marcada pelo regresso do público às salas de cinema, com todas as sessões praticamente esgotadas ainda que tivessem sido salvaguardadas todas as regras de segurança e higiene recomendadas pela Direção-Geral de Saúde.

Como foi referido em nota distribuída pela Organização do Festival, “a partir de Seia, cidade pequena do interior de Portugal, continuamos a construir um Festival para todos e a apostar cada vez mais na produção nacional, sem nunca esquecer o que de melhor se faz em todo mundo. O CineEco voltou a trazer à luz do dia algumas das mais prementes temáticas relacionadas com o Ambiente e já é o centro de discussão das problemáticas que assolam as comunidades e que se relacionam com as alterações climáticas; o lixo tóxico, a poluição atmosférica, a falta de água, entre outros temas. Uma palavra para os jovens que regressaram em força e voltaram a marcar a diferença, quer na apresentação de trabalhos em competição, que na forte afluência ao auditório e cineteatro para participarem nas Ecotalks e restantes atividades paralelas”.

O CineEco é membro fundador e faz parte da direção da Green Film Network, uma plataforma de 40 festivais de cinema ambiental. É organizado há 26 anos pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas.

A próxima edição do Festival em Seia tem já data marcada e irá realizar-se entre 8 e 15 de outubro de 2022.

 

 

 

 

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