Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Estudo sobre escolha de futebolistas para seleções

por Correio da Guarda, em 25.01.19

 

     A escolha de futebolistas para as seleções jovens portuguesas encontra-se fortemente influenciada pelo mês do seu nascimento, de acordo com um estudo efetuado por estudantes da licenciatura em Desporto do Instituto Politécnico da Guarda (IPG).

    Os resultados deste trabalho académico indicam uma forte tendência para os futebolistas nascidos no primeiro semestre do ano dominarem as convocatórias para as seleções jovens, especialmente entre os 15 e 19 anos. Por exemplo, na seleção de sub16 verifica-se que 88% dos atletas selecionados para os torneios oficiais que tiveram lugar durante 2018 nasceram num dos meses correspondentes ao primeiro semestre do ano, sendo que apenas 12% nasceram no segundo semestre.

    Questionado se isto significa que os atletas nascidos no primeiro semestre são especialmente talentosos, Pedro Esteves (docente do IPG), coordenador deste projeto de investigação, referiu que “o efeito da idade relativa tem sido detetado em diversas modalidades e níveis competitivos sendo que a explicação para uma maior representatividade dos atletas nascidos nos primeiros meses do ano prende-se com a vantagem temporal associada a um maior desenvolvimento antropométrico (ex: altura, peso), físico (ex: força, velocidade), entre outros.”

Desporto - Futebol.jpg

    Exemplificando, Pedro Esteves acrescentou que “um atleta nascido a 3 de janeiro face a um outro nascido a 20 de dezembro possui um avanço temporal de praticamente um ano. Este fenómeno é especialmente crítico durante a fase da adolescência onde os ritmos de desenvolvimento “corporal” são especialmente variáveis para atletas da mesma idade, que acabam por competir no mesmo escalão. Importa realçar que esta é uma vantagem temporária já que após a adolescência os níveis diferenciados de desenvolvimento tendem a ser esbatidos.”

    Instado a pronunciar-se sobre as consequências práticas poderão advir deste efeito de idade relativa, o referido investigador assinalou que “em primeiro lugar, os atletas com avanço no processo de desenvolvimento podem estar a ser erroneamente identificados pelos treinadores como mais talentosos quando, na verdade, esta vantagem tende a ser temporária. Por outro lado, se estes atletas mais desenvolvidos forem consistentemente selecionados para as seleções pode-se criar um ciclo difícil de reverter dado que estes terão acesso a mais e melhores contextos de prática (ex: condições de treino, qualidade dos treinadores, experiências competitivas) que reforçam a sua vantagem face aos atletas com desenvolvimento mais “atrasado”. Isso não significa que os atletas nascidos no segundo semestre do ano fiquem irremediavelmente afastados das oportunidades de recrutamento; contudo, terão pela frente um grande desafio para superar os constrangimentos atrás mencionados. Importa assim questionar, quantos talentos poderão estar a passar entre os “dedos” dos agentes responsáveis pelo recrutamento”

    Relativamente ao impacto deste estudo pode no processo de seleção de atletas com talento, Pedro Esteve disse que “os resultados por encontrados sugerem que o efeito de idade relativa nas seleções nacionais de futebol masculino parece diminuir a partir dos 19 anos, o que deverá merecer da parte dos investigadores, bem como dos responsáveis federativos, uma reflexão em tornos dos fatores que poderão contribuir para esta situação. Provavelmente, nestas idades, os atletas nascidos no segundo semestre do ano, pela combinação de características intrínsecas e de oportunidades de desenvolvimento externas conseguem superar a desvantagem acumulada e penetrar na rede de recrutamento”.

   Este docente do Instituto Politécnico da Guarda acrescentou ainda que “de um ponto de vista prático existem diversas organizações desportivas a nível mundial que têm vindo a refletir sobre a temática da idade relativa e, neste sentido, criar medidas de compensação no sentido de minorar este efeito, como é o caso do bio-banding. Parece-nos assim importante, com este estudo, colocar na agenda mediática o tópico da idade relativa no sentido de estimular a discussão, a nível dos clubes e das seleções, sobre como potenciar o processo de identificação e seleção de talento no desporto, e no futebol em particular”.

   O Presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, comentou que este estudo “é mais uma prova, objetiva, da investigação que é feita no IPG, e neste caso vertente na área do desporto”. Congratulando-se com a realização deste trabalho, Joaquim Brigas evidenciou o “prestígio do curso de Desporto do IPG, a qualidade do ensino ministrado e o alto nível do corpo docente”.

   O estudo científico que suporta estes resultados será apresentado no congresso CIDESD2019, a 1 e 2 de fevereiro.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:48

Um vasto campo de estudo

por Correio da Guarda, em 05.09.18

Rua da Guarda - Foto Helder Sequeira.jpg

 

     Na Guarda, ao longo dos últimos anos, tem sido incrementado o debate sobre questões toponímicas, com particular incidência nesta cidade.

    O Fórum sobre Toponímia, que no próximo mês de Outubro terá nova edição, acentuou, desde o início, o muito que há a fazer no âmbito desta temática, bem como a diversidade de estudos por ela suscitados; teve, aliás, consequências práticas através do lançamento de um concurso de toponímia e a escolha do modelo de novas placas, como é do conhecimento geral.

    A investigação em torno deste tema permite um enriquecimento cultural e o reforço da identidade citadina; por outro lado, não deixa de constitui uma atenção permanente perante situações que exigem uma adequada e correta intervenção.

    Independentemente das conjunturas políticas e sociais, devemos pugnar por uma Guarda da memória, contribuindo para que a cidade preserve a sua história, dignifique os seus valores, honre os seus pergaminhos e saiba construir pontes sólidas para o futuro, fidelizando paixões, conquistando novos visitantes.

   As cidades são como os homens; têm ou não carácter – e a tê-lo importa preservá-lo”, como escreveu Eugénio de Andrade. A Guarda é muito mais que o património edificado; é memória, é somatório de vidas, experiências, é (deve ser) um pulsar coletivo.

    É imperativo de consciência e cidadania assumir-se uma consciência critica, uma intervenção constante em prol do nosso espaço geográfico e afetivo, espaço de vivências. “O passado é, por definição, um dado que coisa alguma pode modificar. Mas o conhecimento do passado é coisa em progresso, que ininterruptamente se transforma e se aperfeiçoa” e, como acrescentava Marc Bloch, “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”...

    Ao longo do tempo foram muitas as alterações toponímicas introduzidas na nossa cidade. Como escreveu Pinharanda Gomes, “na Guarda, e no decurso do nosso século [vinte], tem-se cometido, repetidas vezes, aleatórias modificações de toponímicos, dificultando ainda mais as tarefas dos que, por exemplo, dedicados a pesquisas arqueológicas, poderiam atacar desde logo o sítio exato, caso a memória do nome se mantivesse”.

    Um dos casos mais evidentes é a Rua Francisco de Passos que continua a ser designada, pela generalidade dos guardenses, como Rua Direita. O seu nome evoca o Governador Civil da Guarda que desempenhou funções entre 11 de Junho de 1926 e 25 de Agosto do ano seguinte. Esta rua, recorde-se, constituiu a principal ligação da urbe medieval, unindo a cidadela do Torreão (também conhecida por Torre Velha da fortaleza, edificada provavelmente no século XII) à Alcáçova existente junto às portas da Covilhã (na zona em frente da Escola de Santa Clara).

   As alterações toponímicas, como já aqui escrevemos noutra ocasião, poderiam ser minimizadas caso fosse inserida a anterior designação, como aliás acontece noutras cidades (e como está previsto nas normas relativas às futuras placas), sobretudo com um significativo passado histórico.

    “Restaurar é restituir. A restituição da toponímia é um ato de honestidade cultural, de devolução do património à comunidade, de abandono de opções adventícias, por vezes decorrentes das situações políticas, e, por fim, de entrega aos arqueólogos e aos historiadores, de uma nova fonte documental para historiografia a fazer”, tal como observou Pinharanda Gomes.

    A toponímia da Guarda é um vasto campo para estudo e investigação e pode levar-nos à (re)descoberta de múltiplas facetas do seu passado, validado por mais de oito séculos de história, enquanto urbe.

   É importante que sejam implementadas correções e suscitado o envolvimento dos cidadãos na salvaguarda destes “pontos de memória”. Saibamos assumir a nossa responsabilidade coletiva, privilegiando todos os contributos idóneos em favor dos reais e verdadeiros interesses da cidade, de modo a que não se apague o espírito e a magia da Guarda. (Helder Sequeira)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:20

Toponímia é tema de fórum

por Correio da Guarda, em 13.07.18

Placa Toponímia.jpg

 

     No próximo dia 26 de Outubro vai ter lugar no Instituto Politécnico da Guarda mais uma edição do “Fórum sobre Toponímia”.

    Esta iniciativa pretende evidenciar a toponímia como referência de valores históricos, culturais e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários.

    Para a organização deste Fórum, de âmbito nacional, “o estudo e valorização da toponímia permitem, um melhor conhecimento de cada aldeia, cada vila e cada cidade. Assim, o Instituto Politécnico da Guarda pretende contribuir para um melhor conhecimento do País, dos valores históricos, culturais, sociais e políticos a ele associados”.

    Os interessados em apresentar comunicações devem efetuar a  submissão dos seus trabalhos até 25 de Julho de 2018,  enquanto as pessoas interessadas em participar devem fazer a sua inscrição (gratuita mas obrigatória) até 25 de Setembro.

    Outras informações complementares estão disponíveis aqui

 

 

.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01

Toponímia

por Correio da Guarda, em 07.06.18

 

     Evidenciar a toponímia como referência de valores históricos, culturais e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários é o objetivo do “Fórum sobre Toponímia” que o Instituto Politécnico da Guarda vai promover a 26 de Outubro de 2018.

     “Se a toponímia tem uma importância inquestionável na delimitação de espaços, permite, por outro lado, apreender a matriz de um povo, a organização sócio geográfica, o desenho da malha urbana de épocas passadas, o conhecimento e investigação de sítios históricos ou arqueológicos, o papel do povo na salvaguarda da atribuição de nomes que a tradição consolido”, refere a Organização deste Fórum, que vai já na sétima edição.

    “O estudo e valorização da toponímia permitem, um melhor conhecimento de cada aldeia, cada vila e cada cidade. Assim, ao promover este Fórum, o Instituto Politécnico da Guarda pretende contribuir para um melhor conhecimento do País, dos valores históricos, culturais, sociais e políticos a ele associados” é ainda afirmado a propósito desta iniciativa que pretende ter um âmbito nacional.

    Os interessados em apresentar comunicações devem efetuar a submissão dos seus trabalhos até 25 de Julho de 2018, enquanto as pessoas interessadas em participar devem fazer a sua inscrição (gratuita mas obrigatória) até 25 de Setembro.

    Outras informações complementares estão disponíveis aqui.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:48

Fórum Nacional sobre Toponímia

por Correio da Guarda, em 12.05.18

Placa Toponímica - foto Helder Sequeira.jpg

 

     Evidenciar a toponímia como referência de valores históricos, culturais e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários é o objetivo do “Fórum sobre Toponímia” que o Instituto Politécnico da Guarda vai promover a 26 de Outubro de 2018.

    “Se a toponímia tem uma importância inquestionável na delimitação de espaços, permite, por outro lado, apreender a matriz de um povo, a organização sócio geográfica, o desenho da malha urbana de épocas passadas, o conhecimento e investigação de sítios históricos ou arqueológicos, o papel do povo na salvaguarda da atribuição de nomes que a tradição consolido”, refere a Organização deste Fórum, que vai já na sétima edição.

   “O estudo e valorização da toponímia permitem, um melhor conhecimento de cada aldeia, cada vila e cada cidade. Assim, ao promover este Fórum, o Instituto Politécnico da Guarda pretende contribuir para um melhor conhecimento do País, dos valores históricos, culturais, sociais e políticos a ele associados” é ainda afirmado a propósito desta iniciativa que pretende ter um âmbito nacional.

   Os interessados em apresentar comunicações devem efetuar a submissão dos seus trabalhos até 25 de Julho de 2018, enquanto as pessoas interessadas em participar devem fazer a sua inscrição (gratuita mas obrigatória) até 25 de Setembro.

   Outras informações complementares estão disponíveis aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:00

Estudo da dor

por Correio da Guarda, em 04.11.17

 

     A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) vai atribuir duas bolsas de apoio a estágios individuais de formação de curta duração na área da dor, na vertente clínica, no valor unitário de 2 mil euros. As bolsas deverão ter uma duração igual ou superior a 15 dias e igual ou inferior a 90 dias e uma data de início planeada até ao final do ano de 2018.

   Os candidatos devem ser licenciados em áreas das ciências da saúde e as candidaturas devem ser submetidas individualmente, até ao dia 30 de abril de 2018. Os vencedores das bolsas serão divulgados até ao dia 25 de maio no site www.aped-dor.org.

    De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP),  a dor é uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só uma componente sensorial mas também uma componente emocional, e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão. Para mais informações sobre os diferentes tipos de dor consulte www.aped-dor.org.

  A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) tem por objetivos promover o estudo, o ensino e a divulgação dos mecanismos fisiopatológicos, meios de prevenção, diagnóstico e terapêutica da dor.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:06

Toponímia em debate na Guarda

por Correio da Guarda, em 03.10.15

Rua D. Sancho I - a.jpg

      Na Guarda vai realizar-se no próximo dia 30 de outubro, um novo Fórum sobre Toponímia, organizado pelo Instituto Politécnico.

    “O Novo Regulamento de Toponímia da Guarda”, “As práticas lúdico-desportivas e a Toponímia”, “Da Toponímia da Guarda: a Praça de Luis de Camões”, “A importância da Toponímia nos levantamentos Arqueológicos”, “A toponímia da cidade da Guarda em Manhã Submersa e Estrela Polar, de Vergílio Ferreira", “Toponímia da Guarda” e “Des/Re)territorialização” são algumas das comunicações agendadas.

    Com esta iniciativa o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) pretende contribuir para um melhor conhecimento das localidades do distrito, dos valores históricos, culturais, sociais, religiosos e políticos a ela associados através da toponímia. Os interessados em participar devem efetuar a sua inscrição (gratuita mas obrigatória) até 16 de Outubro, em http://www.ipg.pt/toponimia/

   Os trabalhos vão decorrer no auditório dos serviços centrais do Instituto Politécnico da Guarda.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Contacto:

correiodaguarda@sapo.pt correio.da.guarda@gmail.com



Google +


Referenciar citações

Protected by Copyscape Website Copyright Protection