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Eduardo Flor: na procura das melhores fotos

por Correio da Guarda, em 07.05.21

 

Natural da Guarda, Eduardo Flor é Técnico de Prótese Dentária há 43 anos. Contudo, desde sempre que procurou atividades para os seus tempos de lazer de forma a tornar a sua vida “menos monótona”, como disse ao CORREIO DA GUARDA.

“Pratiquei caça, pesca, tiro de competição, danças de Salão e neste momento a fotografia ocupa-me todo o tempo disponível”. Para onde quer que vá, Eduardo Flor vai sempre acompanhado de máquina fotográfica. “E na ausência dela, uso o telemóvel”, acrescenta no seu peculiar tom jovial.

Dos seus projetos não exclui fazer um catálogo com as espécies de aves existentes no distrito da Guarda.

 

Eduardo FLOR.jpg

Quando surgiu o interesse pela fotografia?

Digamos que o interesse pela fotografia surgiu logo a seguir a ter deixado a caça, sentia falta de andar pelo monte à procura de algo.

Depressa me apercebi que o podia fazer com uma máquina fotográfica. Passei então, a ter muito mais prazer em andar pela natureza a “caçar” fotograficamente sem interferir com os animais e seu ecossistema.

A emoção é a mesma, rastejo, escondo-me e espero muitas vezes horas para conseguir o meu objetivo, trazer as melhores imagens que posso ou por vezes nada...

 

Que géneros de fotos prefere? Fotografia de rua, paisagem, retrato…?

Durante muitos anos pratiquei apenas fotografia de natureza, porém, comecei a reparar que, por vezes, observava paisagens espetaculares e únicas, monumentos, pessoas dignas de um registo fotográfico.

A atividade em ambiente agrícola entre outras, que poderiam enriquecer o meu portfólio. Neste momento, se bem que o foco principal é a natureza, não deixo de aproveitar uma boa fotografia, quer seja paisagem ou retrato, não esquecendo a fotografia urbana que gosto de fazer nas grandes cidades.

 

Fotografia a cores ou a preto e branco?

Como o meu foco principal é a fotografia da Natureza, as minhas fotos são na maioria a cores, pois as aves têm cores lindíssimas que se perderiam se fosse a preto e branco; pessoas, aldeias ambiente rural e urbano prefiro o registo a preto e branco.

 

Preocupa-se com o trabalho de edição das fotografias? É um trabalho moroso?

Como faço fotos em ficheiros Raw, todas elas passam por programas de edição, primeiro, porque tenho que as passar para jpeg, que é um ficheiro em que a foto fica com menos resolução, ficando assim preparada para ser postada numa qualquer rede social ou outro, e também para dar um toque nas sombras, quando é preciso, ou para dar um jeito nos enquadramentos.

Como tenho o cuidado de ajustar as funções da câmara às condições do local onde vou permanecer para fotografar, permite-me perder pouco tempo depois na edição.

 

A zona da Guarda é a preferida para os seus trabalhos? Que outras zonas em especial?

A zona da Guarda é a zona onde fotografo mais frequentemente, não por ser a preferida, mas por ser a zona onde habito; para o tipo de fotografia que mais faço (aves) a minha zona preferida é Aveiro, onde a biodiversidade é muito rica, a espécies de aves é muito superior devido à morfologia dos terrenos e zonas marítimas.

Também gosto de ir até Espanha para fotografar Aves Rapinas e algumas vezes vou para as Lagoas de Sesimbra, aquando das migrações das aves para essa zona.

 

O que gosta mais de fotografar na Guarda?

A riqueza dos nossos monumentos, que fazem já parte do meu portfólio, mas que não me canso de procurar outras perspetivas, a realização de eventos que tragam muita gente à rua, para aí sim me deliciar a fotografar expressões.

No Inverno, quando as neblinas estão localizadas na parte mais alta da cidade, também é um prazer fotografar e quando neva na mais alta.

 

Como têm reagido as pessoas à suas fotos?

A reação no geral é muito positiva; em primeiro lugar porque muitas das aves que publico nas redes sociais não são fáceis de registar e não são vulgares, de cores lindíssimas, de uma beleza invulgar.

Sendo habitual deslocar-me a muitos locais, fora do nosso distrito, tenho uma variedade enorme de espécies. Como publico fotos em várias páginas do facebook é frequente ter fotos reconhecidas e em destaque por esses grupos, daí que o feedback me parece positivo.

Foto ave - Eduardo Flor.jpg

O digital incrementou, junto das pessoas em geral, o gosto pela fotografia?

A facilidade com que agora se pode ter a experiência de fotografar, não é a mesma de há vinte anos atrás; neste momento com um simples telemóvel se pode tirar uma fotografia e publicar nas redes sociais sem nenhum custo, tornando assim mais fácil a experiência de fotografar, porém terá de se diferenciar a arte de fotografar e a simples captura de imagem.

Também o facto de podermos visualizar a imagem no imediato, assim como a facilidade de obter a foto, vem incentivar mais pessoas a fotografar.

Penso que não havendo a necessidade de criar condições especiais para a revelação, assim como a ausência dos custos associados, são também fatores facilitadores.

 

Fazer fotografia implica uma permanente atualização dos equipamentos?

Penso que no momento de comprar o equipamento deve-se pensar o que se pretende fotografar, pois teremos de comprar uma máquina, lente ou lentes, para vários tipos de fotografia.

O meu conselho é comprar uma camara média que, no momento da compra, pode ser um pouco mais cara, mas será uma máquina que durante uns anos servirá perfeitamente para o nosso objetivo sem precisarmos de atualizar o equipamento.

Conselho, perguntar sempre opinião a alguém que fotografe, um fotógrafo experiente dará sempre bons conselhos...

 

Os preços dos equipamentos são hoje mais acessíveis?

Bastantes mais acessíveis e não só; as máquinas fotográficas, neste momento são dotadas de configurações que há meia dúzia de anos atrás ninguém sonharia, filtros interiores, edição de imagem, GPS, Bluetooth, permitem isos altíssimos sem ruído nas fotos e, muito importante, bastante mais leves.

 

Para além das iniciativas que tem havido, na área de fotografia, o que podia ser ainda feito para aproximar o público em geral dos trabalhos fotográficos aqui produzidos?

Passeios fotográficos, como fazíamos antes da pandemia. Exposições de fotografia, debates com o tema “Fotografia”, realizar oficinas com abordagem a este tema.

Ave - Foto Eduardo Flor.jpg

 

Tem algum episódio curioso, ou que lhe tenha deixado boas recordações, no decorrer da sua atividade fotográfica?

Tenho feito bastantes amigos fora do distrito da Guarda, com episódios circunstanciais engraçados.

Recordo um episódio, antes da pandemia. Fui com um colega também fotógrafo de natureza dar uma volta pela zona de Figueira Castelo Rodrigo; andámos toda a manhã a fotografar, por volta das 13 horas fomos procurar um sítio para comer qualquer coisa.

Chegamos a uma aldeia e fomos a dois cafés para ver se nos podiam fazer uma sandes, mas nem pão nem nada para comer, mais à frente perguntámos a um habitante se haveria alguma aldeia perto daquela onde conseguíssemos comer algo. Disse logo que não, por ali não havia nada, mas para irmos à Casa do Povo onde estariam a preparar uns frangos para os caçadores de uma batida aos javalis, podia ser que dispensassem algum.

Lá fomos nós e realmente lá tinham as grelhas com frangos, dirigimo-nos ao senhor que estava a tomar conta da grelha e perguntamos se nos dispensava um frango, o senhor respondeu logo que sim e passados dois minutos já tínhamos uma mesa com pão caseiro um frango e umas cervejas, conversa mais conversa, o que fazíamos, o que fotografámos,

de onde eramos, se queríamos mais carne, que conheciam uma pessoa na Guarda com o meu apelido…bem, comemos até estarmos satisfeitos e ainda me ofereceram um garrafão de azeite!...

 

E episódio menos agradável?

Dois episódios menos agradáveis: o primeiro foi no verão passado, estava num local já há umas horas à espera que aparecesse algo para fotografar; de repente vem um bando de abelharucos beber água, quando aparecem, são cinco minutos de dezenas

de mergulhos, uma coisa brutal de se ver e fotografar, azar...ficaram tão perto de mim que a minha lente não os conseguia fotografar, foi mesmo uma grande frustração.

O segundo foi há três semanas atrás, descobri uma colónia também de abelharucos, uma das espécies de pássaros mais bonitos que vêm, nesta altura para acasalamento e fazer os ninhos em buracos profundos na terra onde criarão os filhos. Estavam muito juntos e em voos rasantes junto aos ninhos; coloquei a máquina no tripé e vai de disparar dezenas de fotos. Todo contente vim para casa rever as fotos que tinha feito...uma desgraça!... a maior parte todas desfocadas pois tinha alterado os modos da máquina para outro tipo de fotos e não fiz a respetiva correção. Importante, antes de sair de casa reparar nos valores da máquina, para não acontecerem erros destes.

Foto - Eduardo Lourenço.jpg

Que projetos tem no campo da fotografia?

Fazer umas quantas exposições com a fauna que temos por aqui… E quem sabe, fazer um catálogo com as espécies de aves do nosso Distrito.

 

 

 

 

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publicado às 00:10

 

A Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço (ECDT) foi ontem apresentada, na Guarda, pela Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e pela Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, no decorrer da Cimeira Luso-Espanhola realizada nesta cidade. A Cimeira contou com a presença do Primeiro Ministro português, António Costa, e do seu homólogo espanhol, Pedro Sanchez que se fizeram acompanhar por vários membros dos seus governos.

Cimeira 2.jpg

De acordo com a informação divulgada, "esta, que é a primeira estratégia comum de desenvolvimento entre Portugal e Espanha, contribui com medidas concretas para colocar o Interior de Portugal no centro do mercado ibérico, criar nova centralidade económica e diminuir o abandono destes territórios. Com a ECDT, o Governo procura tirar partido da cooperação transfronteiriça para criar benefícios para as pessoas que vivem na fronteira e fazer uma gestão comum mais eficiente dos serviços públicos transfronteiriços."

Cimeira Ibérica na Guarda.jpg

O propósito é o de melhorar os serviços às populações, criando condições para o desenvolvimento de Projetos Comuns Inovadores que valorizem os recursos dos territórios da Raia e os tornem mais atrativos para viver, trabalhar e investir. A ECDT vai incluir um conjunto de medidas e ações concretas direcionadas para o desenvolvimento transfronteiriço. Algumas medidas vão ser financiadas através dos Planos de Recuperação e Resiliência dos dois países, do próximo quadro comunitário e de verbas geridas diretamente por iniciativas comunitárias, enquanto outras dependem mais da coordenação administrativa e articulação entre serviços públicos portugueses e espanhóis.

A Estratégia assume uma importância fundamental para o desenvolvimento da cooperação entre Portugal e Espanha e marca o início de um processo de longo prazo para a aplicação, acompanhamento e avaliação das suas medidas. Em Portugal, a ECDT incide diretamente sobre cerca de 1.6 milhões de habitantes e mais de 1.551 freguesias. Cobre, ao todo, 62% da superfície de Portugal. No total, contando com Espanha, a área de intervenção da Estratégia afeta mais de 5 milhões de habitantes. O documento completo da ECDT pode ser consultado aqui.

A Estratégia apresenta cinco Eixos de Intervenção, sendo estes alguns dos exemplos de medidas e ações concretas em cada Eixo:

Mobilidade transfronteiriça e eliminação dos custos de contexto.

- Criação de um documento único de circulação para padronizar a passagem de menores em ambos os lados da fronteira.

- Fomentar o transporte de proximidade transfronteiriça.

- Reforçar e fomentar a figura do trabalhador transfronteiriço através da criação de um documento específico que o regule, estabelecendo pontos de apoio em municípios transfronteiriços.

Infraestruturas, físicas e digitais, e conectividade territorial: vias de comunicação, internet e rede móvel.

- Completar e ampliar a conectividade digital de banda larga e de telecomunicações, bem como implementar projetos piloto 5G.

- Completar os planos para várias ligações rodoviárias, como aquelas entre Bragança e Puebla de Sanabria e entre Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro.

- Modernizar várias infraestruturas ferroviárias, como a ligação do eixo Atlântico Luso-Espanhol, que inclui Lisboa, Porto, Vigo, Santiago de Compostela e Corunha.

- Construir novas infraestruturas ferroviárias, nomeadamente agilizar a implantação da linha de altas prestações Lisboa-Sines-Poceirão-Évora-Badajoz-Cáceres-Madrid.

Gestão conjunta de serviços básicos nas áreas de educação, saúde, serviços sociais, proteção civil

- Garantir acessibilidade aos serviços de saúde, serviços sociais e de emprego para um melhor serviço à população, nomeadamente com o 112 transfronteiriço, que tem como objetivo assegurar que o utente possa ser socorrido pelo serviço de saúde mais próximo e com a resposta mais adequada à situação.

- Promover redes de colaboração que combatam o isolamento e favoreçam a inclusão social, potenciando os recursos endógenos e facilitando a cooperação entre os agentes locais.

- Reforçar a coordenação dos recursos fronteiriços ligados à proteção civil; adaptar os protocolos de ação entre as equipas de bombeiros e emergências; facilitar a coordenação na gestão de incêndios, com a criação do Centro Ibérico de Investigação e Combate aos Incêndios Florestais (CILIFO).

Desenvolvimento económico e inovação territorial: atração de pessoas, empresas e novas atividades.

- Analisar possibilidades de harmonização fiscal luso-espanhola para promover a atividade económica e a criação de emprego nos territórios desfavorecidos do Interior e da fronteira.

- Impulsionar a inovação e o empreendedorismo da economia na prestação de cuidados de saúde, no envelhecimento ativo e na adoção de novas tecnologias aplicadas à saúde, como a telemedicina, a telemonitorização e a teleassistência.

- Implementar um programa de regeneração sustentável e inclusiva de aldeias despovoadas, com o objetivo de reabilitar o seu tecido social e urbano.

Ambiente, centros urbanos e cultura.

- Aprovar um Acordo global em matéria de conservação, biodiversidade e geodiversidade ibérica.

- Reforçar a cooperação regional nas energias renováveis, incluindo no hidrogénio verde e nas interligações energéticas. 4

- Implementar projetos culturais transfronteiriços ligados ao património cultural tangível e intangível.

Cimeira na Guarda - cartaz.jpg

É a segunda vez que a Guarda é palco de  um encontro luso-espanhol a realizar num contexto de crise; com perfil diferente é certo, mas que reporta de novo a uma associação da cidade mais alta de Portugal à definição de novos entendimentos e rumos por parte dos dois países ibéricos. De recordar – tal como o Correio da Guarda sublinhou num anterior texto – que a Guarda recebeu em 1976 uma importante cimeira em que estiveram os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Espanha, respetivamente Melo Antunes e José Maria Areílza. A cidade esteve no centro das atenções informativas, nacionais e internacionais, pois eram delicadas, à época, as relações luso-espanholas após a destruição da Embaixada em Lisboa, ocorrida em 1975.

 

Fotos: CMG

 

 

 

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publicado às 07:30

A propósito da Cimeira luso-espanhola...

por Correio da Guarda, em 25.11.18

 

     A cidade da Guarda irá receber, em junho de 2019, a próxima Cimeira Luso-Espanhola. Um encontro que nos suscita a evocação da cimeira realizada na cidade mais alta de Portugal, em 1976.

    A Cimeira entre os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Espanha, respetivamente Melo Antunes e José Maria Areílza, colocou a Guarda no centro das atenções informativas, nacionais e internacionais, pois eram delicadas, então, as relações luso-espanholas após a destruição da Embaixada em Lisboa, ocorrida em 1975.

    Deste importante encontro deu conta o jornal A Guarda (este semanário e a Rádio Altitude eram os únicos órgãos de informação existentes na cidade) destacando-o na sua primeira página (edição de 20 de fevereiro de 1976) e descrevendo o ambiente que se vivia em 12 de fevereiro de 1976. (...) Manhã de sol claro e vento muito frio. O ministro espanhol foi aguardado em Vilar Formoso pelo ministro português. Eram 9,30 horas. Os dois diplomatas viajaram até à Guarda num helicóptero português que sobrevoou a cidade para logo em seguida aterrar na parada do R.I. 12. Os jornalistas não foram autorizados a entrar no quartel, aguardando à porta de armas onde estava montado um dispositivo de segurança, a saída das comitivas.

    O encontro na Guarda fora mantido secreto até à meia-noite anterior. Até à tarde da véspera, nas duas capitais ibéricas constava que a reunião teria lugar em Estremoz. A Guarda escolhida para palco deste encontro, após os acontecimentos que toldaram as relações luso-espanholas, situa-se assim no ponto de partida de uma nova era de convivência peninsular. Já se fala, e com toda a razão, no “espírito da Guarda”. Afinal é desde há muito o “espírito” que domina as relações entre guardenses e espanhóis; espírito de concórdia e entendimento, de amizade, de compreensão mútua. A Guarda, por estas razões, deve ter sido intencionalmente escolhida para este encontro, aliás muito contestado no país vizinho, tanto pelas direitas como pelas esquerdas”.

   De acordo com o comunicado conjunto, divulgado após esta cimeira, “os dois ministros assinaram um acordo sobre a delimitação da plataforma continental, um acordo sobre a delimitação do mar territorial e da zona contínua, e, ainda, um Protocolo adicionado ao acordo sobre o aproveitamento do troço internacional do Rio Minho.

    No decurso das conversações caracterizadas pelo espírito de amizade e boa vizinhança que os dois governos desejam dar às suas relações, foi passado em revista o estado das relações culturais entre os dois países (...). No domínio das questões fronteiriças, examinou-se, de modo especial o projeto de construção de uma ponte internacional sobre o Rio Guadiana entre Vila Real de Santo António e Ayamonte (...). Exprimiu-se o desejo mútuo de uma maior colaboração técnica e administrativa em matéria aduaneira, com o objectivo de facilitar o tráfego internacional entre os dois países (…)”.

   Como observaria César Oliveira “o espírito da Guarda mais não foi do que o esforço luso-espanhol para ultrapassar as tensões e a carga de potenciais conflitos entre os dois Estados, na segurança de que em Espanha parecia ser irreversível o caminho para a democracia e de que em Portugal as tentações esquerdistas e radicais estavam duradouramente afastadas”.

  A Guarda ficou, desta maneira, como um marco de referência no processo de normalização das relações luso-espanholas e marcou, indubitavelmente, o segundo ano do pós-25 de Abril. (Hélder Sequeira)

 

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publicado às 11:30

CEI leva "Transversalidades" a Salamanca

por Correio da Guarda, em 15.02.18

Afetos - fot A. Bacelar Vilar.jpg

      "Afetos", Foto de António Jorge Feio Bacelar Vilar (Portugal)

 

     O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) vai levar a mostra fotográfica que esteve até ao final de janeiro exposta na Galeria de Arte do TMG, no âmbito da iniciativa Transversalidades 2017, até Salamanca.

    A exposição vai estar patente entre 16 de fevereiro e 9 de março, na Universidade salamantina (USAL). A inauguração acontece às 12h00 na Faculdade de Geografia e História da USAL e contará com a presença de representantes do CEI, das Universidades de Coimbra e de Salamanca, do Instituto Politécnico da Guarda e da Câmara Municipal da Guarda. 

   As cerca de 350 candidaturas, provenientes de 27 países, submetidas ao Transversalidades 2017 – Fotografia sem Fronteiras "permitiram visionar perto de 2.000 imagens que mostram como continuam a ser um auxiliar importante para (des)escrever o mundo que nos rodeia, dar visibilidade a territórios e notoriedade a pessoas, de quebrar o isolamento das mais excluídas e integrar as mais marginalizadas. Os portefólios candidatos espelham as melhores práticas e tendências que percorrem a fotografia contemporânea."

 

 

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publicado às 07:10

Projeto EuroAGE

por Correio da Guarda, em 18.07.17

 

     No Instituto Politécnico da Guarda decorreu, recentemente, a segunda reunião do grupo de trabalho do projeto EuroAGE - Iniciativas inovadoras para el impulso del envejecimiento activo en la región EuroACE (Alentejo, Centro e Extremadura-Espanha).

    Esta reunião contou com a presença de mais de uma dezena de investigadores oriundos de instituições espanholas (Centro de Cirugía de Mínima Invasión Jesús Usón, Universidad de Extremadura, Cluster sócio sanitário da Extremadura) e portuguesas (Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Castelo branco e Universidade de Coimbra).

    Na agenda de trabalhos estiveram assuntos relativos à análise e discussão das estratégias em vigor para promoção do envelhecimento ativo na região euroACE e às diferenças de contexto, de leis e normativas existentes entre Portugal e Espanha no que concerne aos direitos, proteção e apoio ao idoso. No decorrer deste encontro foram ainda discutidos os desafios a ultrapassar na implementação de novas tecnologias como instrumentos auxiliadores na prevenção do declínio físico cognitivo e social observado nos idosos.

    “Os resultados desta reunião foram fundamentais para traçar o desenvolvimento das próximas ações em estreita relação com os agentes que se encontram no terreno”, como adiantou Carolina Chã, investigadora do IPG ligada a este projeto.

 

 

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publicado às 09:41

Feira Ibérica de Turismo na Guarda

por Correio da Guarda, em 04.05.16

 

    Na Guarda vai decorrer a partir de amanhã, e até domingo, a Feira Ibérica de Turismo (FIT), que reunirá no Parque do Rio Diz mais de cem expositores.

    De acordo com a informação distribuída pela Câmara Municipal da Guarda, entidade organizadora, a feira cresceu, nesta terceira edição, para os 7 500 metros quadrados de área coberta, “estando também fortalecida a participação espanhola que contará com mais entidades e empresas vindas do país vizinho. A Comunidade Autónoma de Castilla y León é, nesta edição, a região convidada.”

   De referir que a participação nacional neste certame também cresceu, com mais regiões do país presentes na FIT. A organização introduziu ainda uma outra novidade no certame, a da participação de um país convidado. “Este ano será o Brasil que estará na FIT a promover as suas potencialidades turísticas bem como os Jogos Olímpicos de 2016. Estas ações estarão a cargo da Embaixada do Brasil, com o apoio da Embratur – Instituto de Turismo Brasileiro”, refere a autarquia guardense.

fit.jpg

     A Feira Ibérica do Turismo abre portas amanhã, pelas 17 horas, sendo inaugurada oficialmente pelas 19 horas, numa sessão que contará com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa.

    Através desta feira a Câmara Municipal da Guarda pretende promover a “troca de experiências, abrindo as portas a novos mercados, bem como a produtos turísticos diferenciadores, e ainda dar a conhecer o património natural e histórico e a gastronomia, atraindo turistas, visitantes e também investidores.”

    Regiões de Turismo, agências de viagens, hotéis, termas, associações de municípios, autarquias, empresas ligadas ao desporto de aventura, gastronomia ou artesanato destacam-se entre a lista de expositores da edição deste ano.

   A feira funcionará de quinta a domingo, entre as 12h00 e as 24h00; contudo, como se referiu anteriormente, no primeiro dia, o certame abre ao público às 17h00 e no último, 8 de maio, a FIT (recinto de exposição) encerra às 20h00 mas a área de Restauração e de animação encerra às 24 horas.

     Os bilhetes para a feira estarão à venda no local (Parque Urbano do Rio Diz). Na edição de 2016 o ingresso diário custa 2 euros e o geral - para os quatro dias - custa 5 euros. As crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita.

    Para além da oferta turística variada, o público que visita a feira poderá ainda usufruir de um programa diversificado que contempla concertos, show cooking, atividades desportivas ao ar livre, workshops, caminhadas, entre muitas outras propostas. Paralelamente ao programa da feira decorrerão também atividades complementares organizadas pelos expositores.

 

   Fonte: CMG

 

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publicado às 23:31

Festa do Almendro em Barca d'Alva

por Correio da Guarda, em 27.02.13

 

     Em Barca d’Alva, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo vai realizar-se, no próximo dia 3 de Março, a tradicional Festa do Almendro.

     “É um dia de convívio, onde se estreitam laços de amizade, ao mesmo tempo que se partilham histórias, tradições e provam-se os sabores tão típicos da região como a gastronomia que é tão rica nos dois lados da fronteira luso-espanhola”. Elucida uma nota informativa da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo.

     Em simultâneo com esta festa – que costuma juntar largas centenas de portugueses e espanhóis – realiza-se uma feira, com produtos da região, que se estende entre o cais turístico-fluvial e a antiga estação de caminho-de-ferro de Barca d’Alva.

 

 

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publicado às 23:03

Encontro ibérico sobre arquitectura

por Correio da Guarda, em 02.06.12

 

     A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo vai promover, de 30 de Junho a 7 de Julho, o I Encontro Ibérico de Arquitectura,

    Esta iniciativa, realizada no âmbito da estratégia de eficiência colectiva das Aldeias Históricas de Portugal, tem como objectivo abordar a temática do património e analisar intervenções de arquitectura.

    Para o efeito foram convidados a participar arquitectos e especialistas de Portugal e Espanha.

    Este encontro ibérico, centrado no tema Re_Habitar sustentável em Meios Rurais, tem como premissa fundamental, contribuir para a divulgação, sensibilização e valorização do Património. Trata-se, segundo a organização, de “um tema vital e bastante actual, capaz de gerar uma reflexão e debate sobre estratégias de intervenção para o futuro do património”.

   Durante as manhãs terão lugar visitas guiadas; vão ser, também, realizados percursos capazes de promover os lugares e escarpas que se habitam com profundo sentido poético. “Assim, proporcionar-se-á a aproximação das pessoas ao Património local”.

   As visitas e conferências serão complementadas por actividades, animação e divulgação artística. Arquitectura, Paisagem, Património, História e Arqueologia estarão na ordem desta iniciativa. Reflectir sobre o futuro do nosso Património é, aliás, um tema de forte interesse para a nossa sustentabilidade e para Re_Habitar as nossas aldeias históricas.

    A entrada será livre e integrará também outras actividades paralelas às visitas e conferências como: exposições, filmes, fados, moda e festas.

    O I Encontro Ibérico de Arquitectura decorrerá entre a aldeia histórica de Castelo Rodrigo e na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo.

 

 

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publicado às 10:58

Evelina Coelho na Galeria de Arte do TMG

por Correio da Guarda, em 04.09.11

 

     Na Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda (TMG) vai estar patente, de 10 de Setembro a 30 de Outubro, a exposição de pintura "A Memória. Os Contos. Os Sonhos", de Evelina Coelho.

     Nesta exposição a pintora guardense vai apresentar obras inspiradas no universo dos contos e histórias infantis.

     Evelina Coelho tem o curso de pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa. Realizou mais de cem exposições em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Suíça, Alemanha, Canadá e Brasil.

    É “Accademica Corrispondente” e “Cavaliere Ufficiale Accademico” da Academia Internacional de Greci-Marino, na Itália. Foi distinguida na Bélgica pela Fundação Europeia com o grau de Comendadora e Grande Oficial.

     Recebeu várias medalhas e condecorações, figurando no Dicionário de Arte Internacional “Who’s who in International Art”, no “Dicionário de pintores e escultores portugueses, bem como no “Livro de ouro da arte contemporânea em Portugal”, na publicação “Arte no Feminino” e também no livro “O Figurativo nas Artes Plásticas em Portugal no séc. XXI”.

    De recordar que Evelina Coelho está representada em colecções públicas e privadas, em Portugal e no Estrangeiro.

    A inauguração desta exposição, que pode ser visitada de terça a domingo (com entrada é livre), terá lugar no próximo sábado, 10 de Setembro, pelas 18 horas.

 

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publicado às 23:06

Prémio Eduardo Lourenço

por Correio da Guarda, em 18.08.10

    

       No Centro de Estudos Ibéricos (CEI) estão abertas, até ao próximo dia 22 de Setembro, as candidaturas para a sexta edição do Prémio Eduardo Lourenço.

     Instituído pelo CEI, com sede na Guarda, este galardão pretende distinguir personalidades ou instituições, de língua portuguesa ou espanhola, que tenham sido protagonistas de uma intervenção relevante e inovadora no âmbito da cooperação e no domínio das identidades, das culturas e das comunidades ibéricas.

 

    

      O prémio, no montante de dez mil euros, será atribuído por um júri constituído pelos membros da Direcção do Centro de Estudos Ibéricos) e por mais oito personalidades sendo, no presente ano, presidido pelo Reitor da Universidade de Salamanca.

     Recorde-se que na primeira edição o Prémio Eduardo Lourenço foi entregue à docente universitária e ensaísta Maria Helena da Rocha Pereira, “pela sua intensa actividade pedagógica e científica nas áreas da Cultura Clássica Greco-Latina e enquanto promotora da identidade e da cultura das comunidades ibéricas”.

     Em 2006, o Prémio foi atribuído ao jornalista Agustín Remesal, atendendo ao seu trabalho literário e profissional ligado a Portugal e a Espanha, incidindo nas culturas e identidades fronteiriças.

     No ano seguinte este galardão foi atribuído à pianista Maria João Pires, considerando a sua “dimensão criativa e percurso artístico, pelo trabalho na divulgação da música, pela dimensão humanista, pelo empenho em causas sociais, as preocupações educativas e o interesse que tem demonstrado na cooperação e intercâmbio cultural” entre Portugal e Espanha, através do desenvolvimento de projectos comuns, com particular realce para os que têm tido lugar na região raiana.

     O Poeta Ángel Campos Pámpano seria o galardoado de 2008 enquanto no passado ano, o Prémio foi atribuído ao Prof. Jorge Figueiredo Dias (Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra).

     Os interessados podem consultar o regulamento deste Prémio em www.cei.pt.

 

 

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publicado às 21:17


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