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Investigação sobre Sexualidade do Idoso

por Correio da Guarda, em 20.10.15

 

     Uma professora da Escola de Enfermagem Anna Nery, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está a desenvolver, a partir da Escola Superior de Saúde (ESS) do Instituto Politécnico da Guarda, uma investigação centrada na “Sexualidade do Idoso”, destinada à sua tese de doutoramento.

    A escolha do Politécnico da Guarda resultou de contatos que teve, anteriormente, com uma docente da Escola Superior de Saúde do IPG. “O Politécnico da Guarda tem toda a estrutura necessária para desenvolver o meu trabalho”, referiu Renata Jabour Saraiva, que está já a tentar, juntamente com o Vice-Presidente do IPG, Pedro Cardão (responsável pelas Relações Internacionais), o intercâmbio “para outros colegas brasileiros da Escola de Enfermagem Anna Nery”.

    Esta docente brasileira diz ser “uma privilegiada por ser tão bem recebida” e pelo facto de lhe terem sido viabilizadas “entrevistas e o conhecimento de centros de dia, onde pode ter contato com os idosos e prosseguir com a investigação” destinada à tese de doutoramento. “Está a ser maravilhoso, tenho todos os suportes, não só estrutural, como também afetivo da parte dos portugueses”.

   No Politécnico da Guarda está durante três meses, período de tempo que vai aproveitar para “saber como é aqui a consulta de enfermagem em relação à abordagem da sexualidade do idoso”.

    Sobre a cidade da Guarda tem uma apreciação muito positiva, manifestando a sua satisfação em conhecer uma nova cultura. “É muito diferente. A cultura que nós aprendemos noutro país não tem preço, mesmo porque em línguas mães, em pátrias tão parecidas às vezes temos dialetos tão diferentes. E isso é muito importante para nós, não só na graduação, como também na pós-graduação. Está sendo benéfica a minha vinda; já está sendo muito gratificante”.

 

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publicado às 19:53

Recordar Carreira Amarelo

por Correio da Guarda, em 01.11.09

 

A Guarda perdeu, vai fazer em breve nove anos, um incansável investigador e dedicado estudioso da cultura regional.
Nascido em 1934, para além da sua, reconhecida e apreciada actividade como sacerdote, José Miguel Carreira Amarelo, com a sua simplicidade, com uma permanente disponibilidade e com as suas qualidades humanas, sobressaiu como docente e como homem de cultura.
Para muitos, afastados dos seus tradicionais círculos de actividade, Carreira Amarelo terá passado desapercebido; mas embora não se negasse à colaboração tantas vezes solicitada pelos orgãos de informação locais e regionais, declinava sempre os protagonismos mediáticos ou as luzes da ribalta, optando antes pela entrega ao trabalho quotidiano, nas várias frentes do seu labor. “O Padre Amarelo era um homem excepcional -e por qualidades de humildade e amor. Não lhe faltava perspicácia e sentido do dever e da responsabilidade, que, afinal, integravam o perfil de equilíbrio e de alguém principalmente atento aos outros. No entanto - eis a sua riqueza - desequilibrava-se. Não imitava os homens comuns - nem podia. Tímido, escrupuloso, vocacionado - chamado pela vocação de ser inteiro e bom”, como escreveu Manuel Poppe.
No capítulo do ensino a sua presença ficou bem firmada, como podem confirmar múltiplos e insuspeitos testemunhos. Aliás, ao longo do seu percurso académico, José Miguel Amarelo deixou indeléveis marcas da sua forma de ser e outrossim do seu saber, entregando-se à descoberta constante dos valores e expoentes culturais desta região. “ O Dr. Amarelo estava interiormente convencido de que a Igreja só foi aceite quando se voltou para a cultura que constituiu a sua riqueza e atracção. A história o confirma desde os seus começos, com a fundação das escolas paroquiais e episcopais e as primeiras universidades. Talvez por isso e por outros motivos aliou a sua missão eclesial um trabalho honesto de intelectual persistente e inovador”, realçou Júlio Pinheiro no livro de homenagem editado pela, à altura, Escola Superior de Educação do IPG.
O teatro popular foi uma das temáticas que o entusiasmou, com particular incidência nas tradições de Pousade, freguesia do concelho da Guarda. Nos dois volumes editados sobre o Teatro Popular, procurou, como escreveu na apresentação do primeiro dos livros, “salvar do naufrágio do esquecimento e da perda uma pequena parcela da nossa cultura popular e regional.”
Num rápido esboço, recordamos o seu contributo para a divulgação da obra do autor da “Balada da Neve”; através de uma oportuna edição do Museu da Guarda, anotou o livro “Augusto Gil – Cartas de Amor”, revelando parte do espólio lírico daquele poeta, até então desconhecido.
Naturalmente que não cabe nesta despretensioso apontamento, nem é esse o intuito, a descrição do perfil de José Carreira Amarelo. Nestas breves anotações, aproveitamos para relembrar que depois de ter deixado a Direcção da Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico da Guarda, onde continuava a leccionar, centrava, ultimamente, a sua particular atenção numa obra sobre “As Pastorais dos Bispos da Guarda”, a tese de doutoramento que em breve iria discutir, e a qual constitui um importante documento histórico-cultural da região, mormente sobre o período temporal escolhido.
Este trabalho não pode ser olvidado e merece a adequada e merecida divulgação, pois, para além do seu valor específico, perpetuará a memória do seu autor e será um acto de justiça perante o demorado trabalho de investigação que precedeu a sua elaboração.
         Na edição, anotada, das “Cartas de Amor de Augusto Gil”, José Miguel Amarelo escrevia que “com a divulgação de todas as suas cartas lucrará o leitor e a cidade da Guarda que tanto amou”. Diremos, entretanto, que com a publicação da tese de doutoramento de Carreira Amarelo beneficiará, inquestionavelmente, esta região; a cultura e a história regional. Espera-se que este trabalho suscite a merecida e devida atenção.
 
Helder Sequeira
 
in "O Interior" (29/10/2009)
 

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publicado às 19:32


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