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O património da Igreja “é muito diferenciado porque a fé das gerações que nos antecederam, ao longo dos séculos, proporcionou que se manifestasse em materialidade das formas mais diversificadas”. Afirmou a Diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, Fátima Eusébio, no decorrer do terceiro Fórum Património, Cultura e Turismo que decorreu na passada sexta-feira, 16 de fevereiro, em Seia, organizado pelo Departamento do Património, Cultura e Turismo (DPTC) da diocese da Guarda.

SEIA_Fórum_ Fátima Eusébio_foto HS_.JPG

Fátima Eusébio salientou que ao nível do património religioso material “temos edifícios de grande impacto, como as catedrais, mas temos depois outros edifícios como as pequenas ermidas em locais completamente inóspitos”. A Diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja disse que “não devemos intelectualizar muito o património e esquecer a parte afetiva”, sublinhando a necessidade de ser estabelecido um equilíbrio, e alertando ainda para “tudo o que está numa Igreja tem um simbolismo”.

Na sua intervenção neste Fórum, que decorreu no Espaço Museológico da Santa Casa da Misericórdia de Seia, Fátima Eusébio defendeu que tem de ser dada maior atenção ao património imaterial da Igreja.

O Fórum Património, Cultura e Turismo – que anteriormente tinha sido já realizado na Guarda e na Covilhã – teve por objetivo a sensibilização dos párocos da diocese egitaniense e da comunidade em geral para a salvaguarda e promoção do património religioso, a da apresentação dos objetivos e linhas de atuação do DPCT, “no sentido de uma maior e eficaz colaboração”.

Como foi salientado pela Coordenadora do DPCT, Dulce Borges, as principais competências daquela estrutura diocesana são a “promoção da dimensão evangelizadora do património cultural da Diocese, cuidando a pastoral do turismo e o diálogo com iniciativas culturais da sociedade civil”.

Este departamento está integrado no Secretariado Diocesano da Cultura e Comunicação que tem como objetivos cuidar a cultura e os bens culturais, a comunicação social e as relações-públicas da Diocese.

O programa do Fórum que decorreu em Seia, integrou uma intervenção do Bispo da Diocese, D. Manuel Felício, seguindo-se a apresentação do DPCT pela sua Coordenadora, Dulce Helena Borges, com uma comunicação intitulada “Departamento de Património Cultura e Turismo da Diocese da Guarda: objetivos e desafios”. Hélder Sequeira interveio com o tema “Comunicar (n)a Diocese”, enquanto Carlos Caetano apresentou uma comunicação intitulada “Entre o passado e o futuro: o lugar do Património na Igreja de hoje”.

Aires Almeida apresentou uma comunicação intitulada “Porquê um Regulamento para a gestão e proteção do património e bens culturais da Diocese da Guarda” e Gonçalo Fernandes falou sobre “Itinerários turísticos e património religioso. Desafios de valorização territorial”. Rita Saraiva apresentou a comunicação “Arquitetura de Culto e Memória: Igreja da Misericórdia de Seia” e o programa do Fórum foi concluído com a intervenção de Fátima Eusébio subordinada ao tema “Salvaguardar e valorizar os bens culturais da Igreja; estratégias e dinâmicas na Diocese de Viseu”.

Neste Fórum Património, Cultura e Turismo Bispo da Guarda, referindo-se ao património religioso da Diocese, disse ser uma realidade que “precisa de ser conhecidas, precisa de ser cuidada, precisa de ser acompanhada, precisa de ser apresentada e também fruída nos lugares próprios de também noutros ambientes que as circunstâncias proporcionem”. Manuel Felício acrescentou que estes bens têm de ter “quem os cuide, os apoie e apresente”, os quais se podem transmitir uma mensagem, “podem também atrair pessoas às nossas terras”.

O Bispo da Guarda destacou, noutra passagem da sua intervenção, o papel do DPCT “neste trabalho de formação e informação”.

 

 

 

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publicado às 23:18

Fórum sobre Património Religioso em Seia

por Correio da Guarda, em 08.02.24

 

O Departamento do Património, Cultura e Turismo (DPTC) da diocese da Guarda vai promover, dia 16 de fevereiro, no Espaço Museológico da Santa Casa da Misericórdia de Seia o I Fórum Património, Cultura e Turismo. Esta iniciativa tem por objetivo a sensibilização dos párocos da diocese egitaniense, e a população em geral, para a salvaguarda e promoção do património religioso e a apresentação dos objetivos e linhas de atuação do DPCT, “no sentido de uma maior e eficaz colaboração”.

De referir que as principais competências do DPCT são a “promoção da dimensão evangelizadora do património cultural da Diocese, cuidando a pastoral do turismo e o diálogo com iniciativas culturais da sociedade civil”. Este departamento está integrado no Secretariado Diocesano da Cultura e Comunicação que tem como objetivos cuidar a cultura e os bens culturais, a comunicação social e as relações-públicas da Diocese.

Fórum sobre Património_ Seia.jpg

O referido Fórum decorrerá a partir das 15 horas e o programa tem agendada uma intervenção do Bispo da Diocese, D. Manuel Felício, seguindo-se a apresentação do DPCT pela sua Coordenadora, Dulce Helena Borges, de uma comunicação intitulada “Departamento de Património Cultura e Turismo da Diocese da Guarda: objetivos e desafios”. “Comunicar (n)a Diocese”, por Hélder Sequeira; “Entre o passado e o futuro: o lugar do Património na Igreja de hoje”, comunicação de Carlos Caetano; “Porquê um Regulamento para a gestão e proteção do património e bens culturais da Diocese da Guarda”, por Aires de Almeida, e “Itinerários turísticos e património religioso. Desafios de valorização territorial”, a apresentar por Gonçalo Fernandes, são outras das comunicações a apresentar. Nesta iniciativa vão ainda intervir Rita Saraiva com a comunicação “Arquitetura de Culto e Memória: Igreja da Misericórdia de Seia” e Fátima Eusébio (diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja) diretora do Secretariado Nacional dos Bens Cultura apresentará uma comunicação intitulada “Salvaguardar e valorizar os bens culturais da Igreja; estratégias e dinâmicas na Diocese de Viseu”.

O Fórum é aberto a todos os interessados na problemática do património religioso. Recorde-se que no passado mês de novembro o DPTC promoveu uma idêntica iniciativa na Guarda, tendo sido anunciada na altura esta nova atividade, face à área da Diocese e a importância em envolver o maior número de párocos e cidadãos interessados na salvaguarda, estudo e divulgação do património religioso e na implementação de roteiros turísticos.

 

 

 

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publicado às 18:30

Fórum sobre Património, Cultura e Turismo

por Correio da Guarda, em 08.11.23

 

O Departamento do Património, Cultura e Turismo (DPTC) da diocese da Guarda vai promover na ExpoEcclesia, no próximo dia 17 de novembro, o I Fórum Património, Cultura e Turismo.

Esta iniciativa tem por objetivo a sensibilização dos párocos da diocese egitaniense para a salvaguarda e promoção do património religioso e a apresentação dos objetivos e linhas de atuação do DPCT, “no sentido de uma maior e eficaz colaboração”.

Forum Património.jpg

De referir que as principais competências do DPCT são a “promoção da dimensão evangelizadora do património cultural da Diocese, cuidando a pastoral do turismo e o diálogo com iniciativas culturais da sociedade civil”. Este departamento está integrado no Secretariado Diocesano da Cultura e Comunicação que tem como objetivos cuidar a cultura e os bens culturais, a comunicação social e as relações-públicas da Diocese.

O referido Fórum decorrerá a partir das 15 horas e o programa tem agendada uma intervenção do Bispo da Diocese, de D. Manuel Felício, seguindo-se a apresentação do DPCT pela sua Coordenadora, Dulce Helena Borges, com uma comunicação intitulada “Departamento de Património Cultura e Turismo da Diocese da Guarda: objetivos e desafios”.

“Comunicar (n)a Diocese”, por Helder Sequeira; “Entre o passado e o futuro: o lugar do Património na Igreja de hoje”, comunicação de Carlos Caetano; “Porquê um Regulamento para a gestão e proteção do património e bens culturais da Diocese da Guarda”, por Aires de Almeida, e “Itinerários turísticos e património religioso. Desafios de valorização territorial”, a apresentar por Gonçalo Fernandes, são outros temas deste Fórum, onde Fátima Eusébio irá intervir com uma comunicação intitulada “Salvaguardar e valorizar os Bens Culturais da Igreja: estratégias e dinâmicas na Diocese de Viseu”.

Esta iniciativa terminará com um debate e uma intervenção, final, do Pd. Henrique Santos, sendo aberta a todos os interessados na problemática do património religioso.

 

 

 

 

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publicado às 00:03

Faleceu Virgílio Ardérius

por Correio da Guarda, em 17.05.23

 

Virgílio Mendes Ardérius faleceu ontem (dia 16 de maio), ao início da noite, numa unidade hospitalar de saúde em Viseu, onde estava internado.

Nascido em Unhais da Serra (Covilhã), em 1932, foi ordenado padre em 6 de abril de 1957, tendo sido pároco no Teixoso e nas paróquias urbanas da cidade da Guarda (Sé e São Vicente). Ultimamente exercia funções paroquiais e em Aldeia do Bispo, freguesia a escassa distância da cidade da Guarda.

Licenciado em Filosofia, diplomado em Pedagogia, pós-graduado em Ciências da Comunicação e portador de Curso de Teologia necessário à sua Ordenação em 1957, Vergílio Ardérius foi fundador e dinamizador do Instituto Superior de Administração, Comunicação e Empresa (ISACE) que durante alguns anos funcionou na Guarda.

Virgílio Arderius_foto CORREIO DA GUARDA.jpg

Entre 1975 e 1996 foi professor em diversas escolas da região, tendo sido também Diretor da “Escola dos Gaiatos”. Era o presidente do Conselho de Administração da Fundação Frei Pedro (fundada, juntamente com o ISACE em 1988) e dirigente do Centro de Formação Assistência e Desenvolvimento (CFAD); fundou os jornais “Teixoso Unido” e “Terras da Beira” (encerrado recentemente), bem como as rádios F (que emite a partir da Guarda), Rádio Sátão, Rádio NOAR (Viseu) e Rádio Fronteira (Vilar Formoso).

A sua ligação à radiodifusão começou há décadas atrás na Rádio Altitude, onde integrou a Comissão Diretiva e a Comissão Dinamizadora, tendo desempenhado um relevante papel nos destinos daquela estação emissora. Aí produziu e apresentou o programa semanal “Palavra e Vida”, emitido nas manhãs de sábado.

Vergílio Ardérius foi presidente da Assembleia Geral da Pró-Raia e do Conselho Regional do Centro e do secretariado Distrital da União das Instituições Particulares de Solidariedade Social.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 01:02

Pegadas de Fé

por Correio da Guarda, em 13.07.22

 

 

1657739184942.jpg

No Paço da Cultura da Guarda foi apresentado hoje o livro “Roteiro das Beiras e Serra da Estrela – Pegadas de Fé”.

Esta publicação resulta de uma cooperação entre a Diocese da Guarda e a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE), para “valorizar o património afeto ao culto e espalhado pelo vasto território” da diocese egitaniense.

O roteiro, como é referido na obra agora apresentada, convida o leitor “a visitar os monumentos de culto classificados (37) que se encontram espalhados pelo território” da CIMBSE e “a descobrir outros não menos fascinantes entre um vasto património”.

Este roteiro integra fotografias de Bernardo Gomes e Susana Milhões, com textos de Joana Pereira.

De referir que o texto se encontra traduzido em inglês, francês e espanhol.

Após a apresentação deste livro teve lugar a abertura doa exposição “Mulier, Mater, Magistra” (Mulher, Mãe, Mestra) que vai estar patente até 30 de novembro, no espaço da antiga capela do edifício onde outrora funcionou o Paço Episcopal, na Rua Alves Roçadas.

 

 

 

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publicado às 23:46

CEP suspendeu missas e outros atos de culto

por Correio da Guarda, em 14.03.20

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) determinou “a celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência.”

Em nota divulgada a este propósito acrescenta que devem também ser seguidas “as indicações diocesanas referentes a outros sacramentos e atos de culto, bem como à suspensão de catequeses e reuniões. Estas medidas devem ser complementadas com as possíveis ofertas celebrativas na televisão, rádio e internet.”

Sé Catedral da Guarda - HS 2016.jpg

Entretanto, em nota episcopal, o Bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel Felício, recomendou hoje – além das orientações já definidas pela Conferência Episcopal Portuguesa – a suspensão das celebrações eucarísticas, à semana e ao domingo; outras celebrações, como batizados e matrimónios, quanto possível, sejam adiadas”.

Nas exéquias “devem ser evitados os velórios abertos ao público, evitando-se os cortejos fúnebres a pé e prolongados, devendo as urnas permanecer sempre fechadas.”

É igualmente recomendada a suspensão de “todas as manifestações públicas de piedade popular, como sejam procissões e via-sacras”.

 

 

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publicado às 00:09

Morreu o Cónego Geada Pinto

por Correio da Guarda, em 27.12.19

Padre GEADA PINTO - foto Correio da Guarda.jpg

O Cónego Manuel Geada Pinto faleceu hoje, 27 de dezembro, no Hospital Sousa Martins, Guarda.

Natural da Orca (concelho do Fundão), Geada Pinto tinha 90 anos e para além da sua atividade sacerdotal dirigiu o Outeiro de São Miguel, instituição da Escola Regional José Dinis da Fonseca, o jornal “Amigo da Verdade” e as oficinas de tipografia.

Lecionou nos Seminários do Fundão e da Guarda, bem como na antiga Escola Industrial e Comercial da Guarda; a sua vida esteve também ligada ao Centro Cultural da Guarda onde foi diretor artístico e dirigente do Orfeão, tendo sido o fundador do Rancho Folclórico.

 

 

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publicado às 17:32

Celebrar o Saber Amigo

por Correio da Guarda, em 30.05.18

 

Cartaz Pinharanda.jpg

     «Celebrar o Saber Amigo» é o tema do colóquio que terá lugar, nos dias 8 e 9 de junho, na Covilhã e no Sabugal, iniciativa de homenagem a Jesué Pinharanda Gomes.

     O colóquio é promovido pela Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior (por iniciativa das comissões científicas dos cursos de Licenciatura e de Mestrado em Ciências da Cultura), Câmara Municipal do Sabugal e Universidade Aberta (através do seu Centro Local de Aprendizagem do Sabugal), coincidindo com a passagem do sexto aniversário do Centro de Estudos Pinharanda Gomes, que se assinala a 9 de Junho.

    Este evento que decorrerá no dia 8 na Covilhã (UBI, Anfiteatro da Parada, Polo I) e no dia 9 no Sabugal (Auditório Municipal), reunirá alguns especialistas que, sob diversas perspetivas e abordagens, se debruçarão sobre a obra do autor homenageado.

    Para o primeiro dia estão agendadas as comunicações “Pinharanda Gomes: historiador da Filosofia Portuguesa”, por António Braz Teixeira; “Pinharanda Gomes: entre a Filosofia e a Teologia”, por Maria de Lourdes Sirgado; “Pinharanda Gomes e a História da Filosofia”, por José Esteves Pereira; “Pinharanda Gomes e a Saudade”, por Manuel Cândido Pimentel e “A Saudade de Deus em Jesué Pinharanda Gomes”.

    No Sabugal, dia 9 de Junho, vai falar-se de “Jesué Pinharanda Gomes, fronteiro entre o futurismo de Orpheu e o mais fundo pensamento filosófico português”, por António dos Santos Pereira; “Uma ideia de Pátria para o século XXI: Presença de Pinharanda Gomes em 21 números da Revista Nova Águia”, por Renato Epifânio; “Identidade e Utopia”, Anabela Rita; “Dois pensadores sem academio: Spinoza e Pinharanda Gomes”, Luis Machado de Abreu; “Perspectivas da normatividade em Pinharanda Gomes”, Paulo Ferreira da Cunha; “Síntese de uma obra: a última grande entrevista de Pinharanda Gomes”, Miguel Real, e “Pinharanda Gomes, o Estudioso: uma visão panorâmica do seu ficheiro bibliográfico”, por Maria Leonor Xavier, este tema a apresentar no Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes, na visita que terá lugar pelas 15 horas.

   Recorde-se que no passado dia 20 de março de 2018, a Universidade da Beira Interior atribuiu a Pinharanda Gomes o Doutoramento Honoris Causa, como o “Correio da Guarda” noticiou.

    Natural de Quadrazais, concelho do Sabugal, onde nasceu em 1939, Pinharanda Gomes, figura incontornável da cultura portuguesa, comentava-nos há alguns anos atrás que, literariamente falando, é natural da Guarda; embora realizado em Lisboa, como nos dizia, foi na cidade mais alta de Portugal que lançou as primeiras raízes.

   Numa das suas muitas obras, Pinharanda Gomes escreveu que, “na esquina do tempo, e tendo saído da Guarda há muitos anos (parece que temos o destino da emigração) foi-nos concedida a graça de permanecermos fiel à mátria”.

   Essa fidelidade tem sido constante, exemplar, de uma grandeza própria de personalidades de enorme saber e erudição mas simultaneamente simples, humanas e profundamente solidárias com a sua terra de origem.

    A sua presença, frequente, em iniciativas aqui realizadas ou as intervenções proferidas sobre temáticas e personalidades ligadas à nossa região comprovam isso mesmo. Pinharanda Gomes “constitui, hoje, um exemplo vivo de um estudioso desinteressado, sem prebendas nem honras institucionais, fazendo do estudo erudito uma vocação de vida”, como escreveu Miguel Real.

   No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais; ele tem-se afirmado um defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural e outrossim dos valores humanos, mormente desta zona raiana.

    Em entrevista que nos concedeu, há alguns anos atrás, e que foi publicada na Revista Praça Velha, Jesué Pinharanda Gomes questionado sobre qual das facetas (historiador, filósofo, crítico literário, ensaísta e conferencista) melhor se enquadrava no perfil de homem de cultura, realçava que tinha alguns livros de filosofia pura, nomeadamente o meu livro de estreia, que é o Exercício da Morte, O Pensamento e Movimento – que é uma introdução, uma ascese filosófica – e que naturalmente deveria ser por aí que eu deveria ter caminhado, e também o Dicionário de Filosofia Portuguesa, ou Entre Filosofia e Teologia. Ora o que acontece é que no mundo não estamos sós, estamos com os outros e, ou porque somos solicitados pelas pessoas, ou pelos temas, todos acabamos por nos dispersar por outras coisas; comigo aconteceu um pouco isso.

    Como desde muito cedo – ainda na Guarda – tive uma vocação para a pesquisa, quando fui para Lisboa, e passei a dispor de mais fontes documentais, iniciava muitas vezes a investigação de um tema; depois, à medida que investigava esse tema surgia documentação sobre outros e custava-me abandoná-la, pelo que tomava notas e assim foram surgindo estudos diversos, em várias disciplinas. Contudo, penso que pelo número de livros e estudos publicados, cabe-me muito melhor a classificação de historiador da cultura com a tónica na história da Filosofia portuguesa e também na história da Igreja contemporânea, da época moderna”. Pinharanda Gomes concluía, depois que é “um hermeneuta da cultura, quer dizer, procuro interpretar os seres, os factos e as coisas do âmbito cultural, sobretudo do pensamento, mas de modo a preenchê-las com o meu próprio significado. De um modo geral faz-se exegese cultural, extraindo significados dos dados. O exegeta é colocado perante um facto, ou perante um ser, uma obra, e procura tirar daí alguma coisa. Eu tenho procurado caminhar no sentido inverso; aliás, não é por acaso que em filosofia há um léxico que tem uma origem modestíssima.”

Pinharanda Gomes.jpg

 

     Este pensador evidenciava, ainda, a área da “historiografia filosófica” por ser neste âmbito onde tem “produzido maior quantidade de trabalhos de fundo. Na História da Igreja Moderna embora tenha muitos títulos publicados, a maior parte deles são opúsculos, separatas, estudos que saíram em revistas, ou conferências proferidas em congressos; claro que tenho algumas obras de fundo, como é o caso da História da Diocese da Guarda e os Congressos Católicos em Portugal, e outros; mas no conjunto, quando se olha para a minha bibliografia, o que permanece é de facto o primeiro capítulo que tenho considerado, Filosofia e História da Filosofia; é a área à qual tenho dedicado mais tempo e empenho.”

   Contudo, o seu labor, nesta matéria, não se tem circunscrito às edições já conhecidas: “há uma atividade que não vem muito a público e que diz respeito às centenas de verbetes que tenho escrito para Dicionários e Enciclopédias, quase sempre assinados, ou com as letras P.G.”

     HSequeira

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publicado às 12:50

Faleceu o Bispo Emérito da Guarda

por Correio da Guarda, em 26.03.18

 

 

D. António dos Santos - Foto HS.JPG

 

     D. António dos Santos, Bispo Emérito da Diocese da Guarda, faleceu, ao final da tarde de hoje, no Hospital Sousa Martins, Guarda;  era natural de Santo António de Vagos, onde nasceu a 14 de abril de 1932, tendo sido ordenado padre em 1 de julho de 1956, em Albergaria-a-Velha. Foi também pároco de Ílhavo e Bispo auxiliar de Aveiro, onde esteve até 1979.

    A 17 de novembro desse ano foi nomeado Bispo da Guarda, cargo que desempenhou até 1 de dezembro de 2005, tendo resignado por motivos de saúde e sido substituído por D. Manuel Felício. Após a resignação viveu na localidade da Quintã (Santo António de Vagos) e, nos últimos tempos, na cidade da Guarda onde faleceu hoje.

    Amanhã será velado, após as 10h30, na Igreja da Misericórdia, Guarda, estando previstas as exéquias solenes para quarta-feira, 28 de março, na Sé Catedral, pelas 15 horas.

Bispo da Guarda.jpg

 

***

      Há anos atrás, quando se assinalou o 25º aniversário de D. António dos Santos à frente dos destinos da Diocese da Guarda tive o ensejo de efetuar, a convite de um dos jornais da cidade, um breve comentário sobre o prelado egitaniense; palavras que reedito nesta data.

    “Ainda que, para muitos, a visibilidade pública do Bispo da Guarda devesse ter sido, ao longo destes anos, mais acentuada, julgo que D. António dos Santos soube alcançar um adequado equilíbrio e marcar a sua presença, sempre que oportuna ou necessária.

    As suas funções implicavam uma conduta rigorosa, sóbria e uma perceção constante dos caminhos a percorrer, das realidades – a considerar numa diocese do interior. Aliás, só quem não esteve atento, olvidou os alertas e as preocupações deixadas por D. António Santos.

    Há seis anos atrás, na sua mensagem natalícia, recordo que o Bispo da Guarda se interrogava “como podemos viver e dormir tranquilos perante a fome, o frio a carência de remédios, de casa e de tantas coisas que faltam a muitos? O nosso supérfluo é, sem dúvida, o necessário dos outros”. E D. António Santos manifestava a sua apreensão perante a impossibilidade de se “continuar indiferente diante da ignorância, da solidão, exploração, falta de fé, sofrimento de multidões!?”.

     E assim, o Bispo da Guarda sublinhava que “os cristãos têm especial dever de aceitar a gigantesca mas entusiasmante tarefa de renovação do mundo”, começando, desde logo, “por tomar a sério a sua filiação divina”. Um estatuto que, na sua perspetiva, lhes dá uma responsabilidade acrescida para auxiliarem e defenderem as “vítimas da opressão”. E tal como apontava o prelado egitaniense, estas são numerosas: “os desempregados, os escravizados da noite, os dominados pela droga, pelo álcool, os impedidos dos necessários cuidados de saúde, os emigrantes forçados, os trabalhadores explorados, as vítimas da violência familiar ou social”. E como estão, infelizmente, atuais estas palavras, escritas em 1999...desejando a “realização da justiça social, a promoção dos mais débeis, o respeito pelos direitos do homem; o fim da violência e da intolerância; o trocar a inveja pelo amor”.

    Este, na sua opinião, “mesmo que escondido sobre as cinzas de muitos escombros, é uma energia moral capaz de reconstruir a própria família”, defendida por D. António dos Santos como “o verdadeiro fundamento da sociedade. A família é natural ao homem”.

    Neste contexto, por mais de uma vez, fez notar a urgência em “valorizar o lugar dos idosos na família, na comunidade civil e eclesial. Há – realçava em 2002 o Bispo da Guarda – situações inaceitáveis de esquecimento e solidão, que são fontes de atrozes sofrimentos para os próprios e de empobrecimento espiritual para os mais novos”.

 

    Helder Sequeira

 

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publicado às 23:57

Património Azulejar Religioso na Diocese da Guarda

por Correio da Guarda, em 19.12.15

 

     Na Igreja de São Vicente, Guarda, foi apresentado ontem o livro "PAR – Património Azulejar Religioso na Diocese da Guarda”. Esta publicação resultou de uma parceria entre o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e a Diocese da Guarda.

    O projeto, que agora se concretiza em forma de livro “nasceu, há cerca de dois anos, da constatação da necessidade de sistematizar e promover o relevante património azulejar religioso que existe na área que abrange o distrito e a diocese da Guarda. Tesouro devidamente inventariado pela Diocese, o património azulejar, parte dele passível de ser usufruído livremente, porque visível da via pública, mas não devidamente valorizado em alguns casos, tornou-se o alvo de interesse para a elaboração desta publicação”, esclareceu Anabela Sardo, na nota introdutória a este livro.

    Esta docente (que esteve na coordenação desta obra) da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do IPG, considera que “esta riqueza, nem sempre preservada da melhor forma ao longo dos tempos, mas, ainda assim, existente em número considerável no território que se circunscreveu, despertou a curiosidade de um grupo de pessoas com sensibilidades e competências diversas.”

Livro PAR -.jpg

     Assim foi preocupação dos elementos que estiveram ligados a este projeto “dar voz aos belos e singulares painéis azulejares religiosos que, graciosa e alegremente, se oferecem ao apreço e deleite do residente, visitante ou turista, devoto ou não, nas aldeias, vilas e cidades da região”.

    Anabela Sardo elucidou que a presente edição “não tem, nem podia ter, o ensejo de mostrar todo o vastíssimo património azulejar existente e inventariado, pelo que foi imperioso definir-se uma escolha metodológica, optando-se por selecionar os exemplares cuja importância histórica, artística e religiosa servissem de exemplo e convidassem a descobrir os outros não menos fascinantes que podem encher de cor e magia a passagem do visitante” acrescentando que foi objetivo principal “a valorização de um património, de um território e, como não podia deixar de ser, das suas gentes, ajudando, simultaneamente, a promover o Turismo e a aumentar a autoestima de uma região.”

     O Presidente do IPG, Constantino Rei, mostrou a sua satisfação por esta colaboração com a Diocese da Guarda “esperando que ela sirva de exemplo para outras parcerias, para outros projetos, pois o património imaterial que nós temos é muito valioso; é necessário preservá-lo mas é sobretudo necessário divulgá-lo e utilizá-lo como instrumento de promoção do turismo da região”.

 

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publicado às 08:57


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