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«Terceira idade, solidão, isolamento, desertificação, cultura rural, Portugal, sazonalidade, documentar, expor e sensibilizar» estas são as palavras chave e os pontos de partida para a exposição documental de fotografia que Ceci de F. apresenta no Café Concerto do TMG a partir da próxima terça-feira, dia 5, e até ao próximo dia 24 de Março. "Sós e isolados: Sr F. e Sra. A” é o titulo da exposição.
«As pessoas aqui retratadas são o sr. f. e sra. a. (serão apenas identificadas pela letra inicial do seu nome, assegurando assim, a proteção de dados que as possam localizar, contra aqueles que possam usá-los para fins criminosos), casal com idade média de 75 anos, que vivem numa quinta próxima de uma aldeia do concelho de Seia, de acessibilidade reduzida, apenas possível a pé por cinco quilómetros no interior de um bosque, numa casa sem luz eléctrica, sem água canalizada e sem casa de banho.», refere a fotógrafa.
As fotos expostas são o resultado de um primeiro conjunto captado para o projecto “sós e isolados” que a artista está a levar a cabo.
Ceci de F. é nasceu no Porto em 1983. Antes de se dedicar à fotografia, estudou escultura na Faculdade de Belas Artes do Porto, contrabaixo no Conservatório de Música da cidade invicta e Arqueologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
A exposição tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda.
Fonte: TMG
O Comando Territorial da GNR da Guarda deteve, recentemente, dois indivíduos suspeitos de furto e de obras de arte e outros bens culturais; uma imagem religiosa estava entre esse conjunto.
A segurança do património artístico, monumental e móvel, existente no nosso distrito, deve continuar a merecer cada vez mais atenção.
Já tivemos o ensejo de aqui escrever a propósito dos, frequentes, roubos de cruzeiros e de nichos colocados junto à berma de muitas estradas da nossa região (ou mesmo dentro das localidades), objeto de cobiça fácil para quem se dedica à comercialização destas peças (muitas delas destinadas ao estrangeiro) ou pretende embelezar o exterior da sua habitação, mesmo sabendo que está a cometer um atentado contra o património cultural, herança coletiva de um povo.
Ao longo dos anos têm faltado medidas eficazes e a definição de competências, quase sempre com o argumento de insuficiência de meios financeiros. Neste contexto, a degradação de muito do nosso património, como é público e notório, tem-se acentuado, facilitando assim a sua delapidação.
As deficiências ao nível da inventariação e da caracterização completa dos monumentos, a par do isolamento de alguns, ou da sua localização em zonas de reduzida circulação pedonal ou rodoviária contribuem, em larga medida, para o avolumar das dificuldades nas ações de proteção e salvaguarda desses testemunhos do passado. Acresce, noutras situações, a indiferença ou o comodismo de algumas entidades, por mais que arvorem a bandeira da defesa do património e da manutenção da nossa identidade cultural.
Já são demasiados os casos de vandalismo e de roubo dos nossos valores para se continuar numa atitude de passividade e contemplação, sem desencadear as medidas, para já, mais adequadas, com o objetivo de travar a espiral de empobrecimento do nosso património.
Numa zona tradicionalmente desfavorecida, o desaparecimento dos elos com o passado histórico e cultural contribuirá, indubitavelmente, para uma maior desertificação.
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