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Pensar o desenvolvimento global

por Correio da Guarda, em 16.08.19

 

Ao longo dos anos a sobreposição, nas mesmas datas, de eventos culturais, desportivos ou musicais tem sido evidente, com reflexos negativos ao nível de potenciais participações ou da fixação de visitantes, durante mais dias.

Reeditamos, uma vez mais, esta questão por considerarmos ser importante o desenvolvimento de um trabalho, planificado com antecedência e num verdadeiro espírito de cooperação e diálogo, por parte das autarquias, agentes culturais ou desportivos, instituições e coletividades.

O conhecimento prévio da calendarização de eventos na nossa zona incrementará um maior envolvimento dos residentes e dos forasteiros, pela possibilidade de equacionarem a sua participação e de elaborarem o roteiro mais adequado com os seus gostos.

Guarda - Foto Helder Sequeira.jpg

Salvaguardando as datas âncora tradicionalmente reservadas para certames que estão consolidados no distrito, o cuidado dos organizadores deve passar pela recíproca troca de informações passíveis de permitirem o desejado alargamento temporal de eventos, distribuídos por dias diferentes; desta forma, as pessoas terão a possibilidade de participar em diferentes iniciativas, programadas para locais distintos.

Um visitante que venha à Guarda numa determinada data para assistir a um espetáculo não terá, certamente, a possibilidade de participar noutro evento (até com perfil diferente) que decorra, no mesmo dia, em Seia, Trancoso, Pinhel ou no Sabugal, por exemplo; oferecer, com a refletida e acordada distribuição, vários eventos no período de visita dessas pessoas terá toda a vantagem em termos de rentabilização da viagem, do conhecimento da região, das receitas da restauração e hotelaria, da dinamização social e melhor conhecimento das localidade.

Esta planificação, pelo que se tem verificado em termos de estratégias concelhias, não será fácil mas é fundamental abrir caminho a uma agenda comum enquadrada num objetivo e empenhado trabalho em rede; capaz de contemplar o máximo de propostas, muito para além de eventos, alargando a novos roteiros motivadores da heterogeneidade de públicos alvo. De recordar que, há algumas décadas atrás, e já no período pós-25 de abril, as reuniões periódicas de presidentes das câmaras municipais do distrito fomentavam um interessante diálogo que permitia o entendimento em várias matérias e eficazes fórmulas de cooperação, benéficas para a evolução dos territórios.

Os castelos, as praias fluviais, a cultura, os solares, as igrejas, a gastronomia, os trilhos, as atividades de montanha, a Serra da Estrela, a flora, os museus, os monumentos e sítios arqueológicos, as tradições, os festivais, o artesanato, as aldeias da meseta ou da Serra, as recriações históricas, as feiras, a observação das aves, os vinhos, os roteiros sobre escritores, o teatro religioso, as águas cristalinas e as múltiplas e encantadoras paisagens que temos para (re)descobrir e oferecer, a quantos nos queiram visitar, é um vasto conjunto de áreas potenciadoras de novas vias de desenvolvimento.

Atualmente, com o a disponibilização de novas tecnologias – o que não afasta uma edição impressa da agenda distrital – não é difícil a organização e sistematização de uma informação (regular e eficazmente atualizada) sobre a oferta distrital ao nível de eventos, locais a visitar, hotelaria, restauração, imprensa local, transportes, roteiros turísticos, locais de lazer, formação, bibliotecas e arquivos, unidades de saúde e contactos úteis.

A criação (envolvendo contributos multidisciplinares) de uma aplicação para equipamentos móveis, usados por todos no dia a dia, uma via desejável, conciliando-a com outros suportes informativos que não olvidem, igualmente, a síntese e qualidade dos textos, o cuidado na apresentação, a qualidade fotográfica e a facilidade de consulta.

Existem, na nossa zona, conhecimentos, recursos e meios; falta a decisão, o entendimento e o empenho em se pensar numa estratégia global para esta região do interior, divulgando a sua realidade, promovendo as suas potencialidades, captando novos visitantes e investimentos.

Hélder Sequeira (in O Interior, 15|8|2019)

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publicado às 12:55

CEI promove Curso de Verão

por Correio da Guarda, em 25.06.19

     O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) vai promover, de 1 a 6 de julho,  a XIX Edição do Curso de Verão que será subordinada ao título genérico “Novas fronteiras, outros diálogos: cooperação e desenvolvimento”.

Curso de Verão - cartaz.jpg

    Este curso tem por objetivos incentivar o diálogo entre saberes, investigadores e parceiros do espaço ibérico, europeu, africano e latino-americano, afirmando como centro de transferência de conhecimento designadamente entre os países de língua portuguesa; identificar e valorizar os recursos do território, naturais e humanos, materiais e intangíveis, enquanto fatores críticos e estratégicos do desenvolvimento (património cultural, paisagem, cultura, etc.); analisar comparativamente dinâmicas económicas e sociais em diferentes contextos espaciais, estimulando a apresentação e o debate de programas, iniciativas e boas práticas que concorram para a coesão económica, social e territorial; valorizar o trabalho de campo como estratégia pedagógica e de promoção do património natural e cultural, sobretudo o localizado em geografias e contextos regionais mais remotos como são os do interior raiano.

   Os interessados podem obter mais informações aqui

 

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publicado às 23:17

CEI promove Curso de Verão

por Correio da Guarda, em 07.02.19

Territórios de Fronteira - HS.JPG

     Promovido pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI) vai decorrer de 3 a 6 de Julho o XIX Curso de Verão subordinado ao tema  “Novas fronteiras, outros diálogos: cooperação e desenvolvimento”.

    Este curso será precedido, se o número de participantes o justificar, por um trabalho de Campo em Coimbra (1 de julho) e uma viagem de estudo entre Coimbra e Guarda (no dia 2 de julho). Os interessados podem obter mais informações aqui.

 

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publicado às 00:05

Desenvolvimento de Software inovador

por Correio da Guarda, em 24.10.17

GoCONTACT - Guarda.jpg

     No Instituto Politécnico da Guarda está já a funcionar um pólo de desenvolvimento da empresa GoContact que desenvolve software inovador de IPBX e de Contact Center, ambos na cloud.

    Esta empresa, para além do investimento que realiza ao nível da Internacionalização, aposta igualmente no alargamento dos seus polos de desenvolvimento em Portugal, tendo assim surgido a sua implantação na Guarda, nas instalações do IPG.

    A aproximação com esta instituição de ensino superior politécnico e a descentralização estratégica do interior do país são, na perspetiva da GoContact, “fatores importantes e que ajudaram na decisão de abertura deste novo espaço”, traduzindo a sua estratégia no contexto nacional. Atualmente, a GoContact está presente em Aveiro, Porto, Lisboa e agora na Guarda.

    O pólo de desenvolvimento da GoContact, sediado no Instituto Politécnico da Guarda, pretende aproveitar a experiência e o conhecimento existentes nesta instituição, em termos de desenvolvimento da plataforma de contact center.

 

 

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publicado às 12:40

Guarda debate Culturas em tempos de mudança

por Correio da Guarda, em 29.11.12

 

     O Centro de Estudos Ibéricos vai promover amanhã, 30 de Novembro, e no sábado, 1 de Dezembro, o Seminário “Territórios, sociedades e culturas em tempos de mudança”.

    Com este Seminário (que decorrerá na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda), pretende-se abordar, de forma transversal e plural, os temas das linhas de investigação propostos nos apoios a trabalhos de Investigação 2011 e que têm vindo a ser desenvolvidos no âmbito do Projeto de Investigação com o mesmo nome.

    Ao longo destes dois dias, os bolseiros do CEI, e outros investigadores, apresentarão mais de 30 comunicações inseridas em quatro painéis e moderadas pelos coordenadores da investigação do CEI.

    O programa é o seguinte: 30 de Novembro; 14.30 - Painel 1: Condições sociais: modos de vida, escola e coesão rural; Maria Luísa da Silva Gregório Francisco – Migrações para zonas transfronteiriças de baixa densidade populacional; Cristina Isabel Faria Barros – Dinâmicas demográficas e socioeconómicas recentes e implicações na reorganização da rede escolar num território rural e de fronteira. O caso da Beira Interior Norte; Henrique Manuel Pereira Ramalho – Reordenação da rede escolar e pós-ruralização; Amália Gonçalves Fonseca – Cultura popular e cultura digital no concelho do Sabugal. Um caso de infoinclusão; Danny Martins Rangel - A ideia de federação ibérica na segunda metade do século XIX: o republicanismo português e espanhol em sincronia; Elisa Sofia Silveira Saraiva Pires Alves – Representações de portugueses e espanhóis no cinema e na televisão  17.00 horas – Painel 2: Património e turismo cultural; Catarina Duarte Fontoura Nadais – Os lugares de Guerra Junqueiro: o turismo literário em Freixo de Espada à Cinta; Fernando Manuel Cerqueira Barros – Brandas da Peneda: construir (n)a sazonalidade; Samuel da Costa Pereira - Casa de agricultor no Noroeste Português; Helena Filipa Lourenço - Festas e romarias: um importante elo de ligação do património e turismo cultural ibéricos: Dias Medievais de Castro Marim (Algarve) e Romaría del Rocío (Andaluzia); Tiago André Simões Pereira – A cultura material da aldeia de Algodres entre a Antiguidade Tardia e a Alta Idade Média; Javier Talegón Sevillano - El lobo en el patrimonio cultural de la Sierra de la Culebra (Zamora)

    1 de Dezembro /9H30 - Painel 3: Paisagens naturais e espaços rurais; Carlos Neves Neto; Nivaldo Hespanhol; Rui Jacinto – Desenvolvimento rural em Portugal e no Brasil: actuação do Estado, processos de mudança e incidência local das politicas publicas; Andreia da Silva Almeida – O Termalismo na raia portuguesa: as Caldas de Monfortinho; Carlos Duarte Lucas Antunes Simões – S. Gens (Celorico da Beira) e o seu vale: uma abordagem geoarqueológica; Susete dos Anjos Henriques – Incêndios Florestais: efeitos paisagísticos; Carolina Davide; Rui Jacinto – Refuncionalização dos espaços rurais de montanha: desindustrialização e turismo em Manteigas; Maria Celestina Trejo Jiménez – Dependência e exclusão nas zonas de baixa densidade; Edgar Emanuel Feliciano Barreira – Como integrar informação espacial relativa ao património transfronteiriço?; 14H30- Painel 4: Dinâmicas e cooperação territorial; Júlio Fernando da Costa Pinheiro – As Termas do Cró: tanto história quanto saúde; Jaime Augusto de Jesus Cunha – Caminho-de-ferro do Douro; Ana Maria Cortez Vaz dos Santos Oliveira – A Barragem de Alqueva - factor de inovação e cooperação territorial transfronteiriça; Leonor Amarílis Plácido de Medeiros – Turismo Industrial na Faixa Piritosa Ibérica: como funciona de ambos os lados da fronteira; Inês Alves - Shopping ‘beira-de-estrada’ como espaço de fomento cultural. Qual o lugar possível da cultura nesta dinâmica de fluxos do quotidiano?: uma reflexão sobre a educação pela arte e a arte em espaço público; Paulo Godoy – Território, ciência e tecnologia: densidades, topologias e hierarquias territoriais da produção técnico-cientifica brasileira; Patrícia Santos Batista - Monchique – Identidade e Património: estratégias para o desenvolvimento local.

 

 

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publicado às 22:47

Almeida debate revitalização do território

por Correio da Guarda, em 17.09.11

 

     “Alma por Almeida” – Uma aposta na revitalização do território é o tema do encontro que vai decorrer naquela vila, no próximo dia 24 de Setembro, organizado pela Câmara Municipal, Associação de Desenvolvimento das Encostas da Fonte Santa (ADEFS) e da Territórios do Côa, ADR.

     Esta iniciativa terá início pelas 10 horas e contará com intervenções de vários oradores, que apresentarão projectos inovadores na área da investigação e inovação, nomeadamente de estruturas de divulgação científica e de educação para a sustentabilidade.

     De salientar ainda a presença de um representante da Função Tormes E-B (Espanha) que apresentará o Projecto “Catedrales Vivas, como exemplo integrador da conservação do meio ambiente, turismo, identidade do território e voluntariado. Numa segunda parte, serão apresentados dois casos de sucesso de Turismo no Espaço Rural – Casa dos Matos (Serra de Aire e Candeeiros), e Casa da Cisterna (Figueira de Castelo Rodrigo) –.

     O objectivo principal deste encontro é fomentar o debate e o envolvimento das pessoas, no sentido de se encontrarem soluções viáveis na área do Turismo e que possam também contribuir para a regeneração dos espaços rurais – margens e encostas do rio Côa –, numa óptica de valorização económica dos recursos endógenos.

    A organização considera que a apresentação de experiências de êxito, implementadas em zonas igualmente de grande estrangulamento populacional, económico e social, a cargo dos oradores convidados, poderá servir de modelo e incentivo para fomentar o investimento privado na região.

 

 

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publicado às 23:37

 

     O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, tem levantado a sua voz contra várias realidades e situações que merecem o seu repúdio, a par da condenação por parte da sociedade.

     Na quadra natalícia não deixou de afirmar que uma das causas da crise está relacionada com “os jogos de interesse que continuam a fazer-se nas costas do povo, envolvendo sobretudo decisões políticas, económicas e financeiras”.

     Na sua recente mensagem, o prelado egitaniense apontou as “atitudes egoístas de muitos que só procuram defender os seus interesses e do seu grupo, sem respeito pelo bem comum e pelos direitos de todos”.

     Para o Bispo da Guarda há a necessidade de ser denunciada a “falsidade do princípio, para muitos indiscutível, de que o bem-estar das pessoas coincide com o elevado consumo de bens materiais” salientando, por outro lado, que se nota uma grande falta de sentido de responsabilidade “relativamente ao uso dos recursos materiais que se têm e mesmo que se não têm, o que está a provocar níveis desastrosos de endividamento das pessoas, das famílias e mesmo do país.”

     D. Manuel Felício evidenciou ainda a existência de “baixos níveis de educação para a cidadania” bem como o facto de as iniciativas de participação no desenvolvimento pelo trabalho não serem elevadas”. Apontou, também, que as escolas “ainda conseguem transmitir alguns bons níveis de informação, mas quando se trata de ajudar os alunos a elaborar boas decisões e levarem-nas à prática, com eficácia, revelam muita dificuldade.”

     Na perspectiva do Bispo da Guarda, o facto de sermos o país da Europa “em que a percentagem de jovens licenciados à procura de emprego é das mais elevadas, se não mesmo a mais elevada”, em nada ajuda.

     O factor mais decisivo para o desenvolvimento das sociedades continuam a ser, afirmou, as “pessoas bem preparadas e com carácter, capazes de estabelecerem objectivos bem definidos e procurarem os meios indispensáveis para os atingir, incluindo a capacidade de sacrifício”.

 

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publicado às 23:06


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