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Indiscriminação, diz o Bispo da Guarda

por Correio da Guarda, em 30.01.11

     O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, considera “indiscriminação impensável” a orientação do Governo relativamente às escolas do ensino particular e cooperativo.”

     D. Manuel Felício comentou, em declarações proferidas no programa “O Mundo Aqui”, da Rádio Altitude, que “o problema não está resolvido em termos de equidade”.

    Acentuando que as escolas públicas têm um corte de 10% nos seus orçamento e “as 93 escolas com contrato de associação” sofrem um corte de 30% o Bispo da Guarda interrogou se isto não era uma questão ideológica. “Se não é uma questão ideológica é o quê?”.

     Depois de lembrar que na cidade há “inclusivamente, um dos Colégios – em contrato de associação – que fornece salas à escola pública” evidenciou estarmos perante dos serviços públicos. “Um é promovido pelo Estado, outro é promovido pela sociedade civil. Com que direito se faz esta discriminação?”.

     O Bispo da Guarda acrescentou, no decorrer do referido programa radiofónico, que “as escolas de “iniciativa da sociedade civil são serviço público e não existem só para suprir as falhas do Estado. Elas existem por direito próprio”, conforme consagra a Constituição.

     “Nós temos que ter outros caminhos futuros para a educação, em que a sociedade civil tenha prioridade, como o Estado como regulador”, destacou ainda. “Quando lá chegarmos seremos uma sociedade democrática, livre, aberta. Até lá seremos uma sociedade controlada, uma sociedade controlada por interesses”.

    Para o Bispo da Guarda, a sociedade civil quando faz os seus projectos educativos “nivela por cima, contrariamente ao Estado que nivela por baixo. A sociedade civil coloca os valores de excelência em primeiro lugar”.

     Nesta sua análise sobre a redução nos apoios às escolas do ensino particular e cooperativo, referiu também que “há qualquer interesse encoberto que está a ser fonte destas decisões e não há quem tenha a coragem de o dizer. Esta é a realidade que estamos a viver.”

     D. Manuel Felício questionou se o Estado é “tão liberal” em matéria de economia “porque não o é também em matéria de educação e ensino?”.

 

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publicado às 00:31

 

     O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, tem levantado a sua voz contra várias realidades e situações que merecem o seu repúdio, a par da condenação por parte da sociedade.

     Na quadra natalícia não deixou de afirmar que uma das causas da crise está relacionada com “os jogos de interesse que continuam a fazer-se nas costas do povo, envolvendo sobretudo decisões políticas, económicas e financeiras”.

     Na sua recente mensagem, o prelado egitaniense apontou as “atitudes egoístas de muitos que só procuram defender os seus interesses e do seu grupo, sem respeito pelo bem comum e pelos direitos de todos”.

     Para o Bispo da Guarda há a necessidade de ser denunciada a “falsidade do princípio, para muitos indiscutível, de que o bem-estar das pessoas coincide com o elevado consumo de bens materiais” salientando, por outro lado, que se nota uma grande falta de sentido de responsabilidade “relativamente ao uso dos recursos materiais que se têm e mesmo que se não têm, o que está a provocar níveis desastrosos de endividamento das pessoas, das famílias e mesmo do país.”

     D. Manuel Felício evidenciou ainda a existência de “baixos níveis de educação para a cidadania” bem como o facto de as iniciativas de participação no desenvolvimento pelo trabalho não serem elevadas”. Apontou, também, que as escolas “ainda conseguem transmitir alguns bons níveis de informação, mas quando se trata de ajudar os alunos a elaborar boas decisões e levarem-nas à prática, com eficácia, revelam muita dificuldade.”

     Na perspectiva do Bispo da Guarda, o facto de sermos o país da Europa “em que a percentagem de jovens licenciados à procura de emprego é das mais elevadas, se não mesmo a mais elevada”, em nada ajuda.

     O factor mais decisivo para o desenvolvimento das sociedades continuam a ser, afirmou, as “pessoas bem preparadas e com carácter, capazes de estabelecerem objectivos bem definidos e procurarem os meios indispensáveis para os atingir, incluindo a capacidade de sacrifício”.

 

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publicado às 23:06


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