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O Bispo da Guarda afirmou ontem que “é preciso ultrapassar um discurso redutor e generalista sobre o Interior desertificado e envelhecido e preparar lugares com estruturas que se tornem atrativos para a fixação de novas empresas e famílias.” D. José Pereira fez esta afirmação no decorrer das exéquias fúnebres de Carlos Dâmaso que faleceu, em Vila Franca do Deão, no caombate ao incêndio que ali deflagrou.
“Mesmo sendo um país pequeno com fronteiras definidas no final do séc. XIII e sem conflitos regionais, somos uma casa única, mas não somos um lugar uniforme”, disse ainda o Bispo da Diocese da Guarda.

D. José Pereira chamou também a atenção para o “desafio da coesão social entre comunidades de diferentes origens etno-geográficas e culturais. Com mais ou menos medidas de regulação, com estas ou aquelas políticas de integração, somos chamados a reconhecermo-nos habitantes da mesma casa, que se enriquecem na partilha de diferentes “lugares” humanos e culturais”.
Por outro lado, o Bispo da Guarda destacou ainda outro desafio que temos de considerar: “o desafio da gestão florestal e energética.” D. José Pereira afirmou que “também neste campo, a nossa casa comum tem lugares distintos com necessidades distintas. Ordenar o mato e a floresta é diferente na Serra da Amoreira ou de Monsanto e na Serra do Pisco, da Estrela ou da Malcata. Aquecer e arrefecer habitações, é diferente em Lisboa ou Oeiras e na Guarda ou Castelo Branco. É preciso oferecer atenções diferentes a lugares diferentes.”
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