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No Centro Cultural da Guarda decorreu ontem a tomada de posse dos órgãos sociais daquela instituição onde Daniel Lucas sucede a Albino Bárbara na presidência da direção.
Daniel Lucas (foto de arquivo)
Anabela Guerra, Pedro Correia, Joaquim Mingacho Helena Pontinha, Maria Elvira Bárbara e João Marcelino fazem parte da nova equipa dirigente; como suplentes estão Diana Santos, Mariana Pereira e Maria de Fátima Duarte.
A Assembleia Geral passa a ser presidida por Albino Bárbara (anteriormente era dirigida por José Valbom) que está acompanhado por Carlos Gonçalves e Carla Fantasia; como suplentes estão Ema Mateus, Gonçalo Valbom e Luís Baptista Martins.
O Conselho Fiscal é presidido Alexandre Gonçalves; este órgão integra Cláudia Amaral e Raúl Ribeiro; como suplentes figuram Humberto Vaz e Agostinho Silva.
O Centro Cultural da Guarda – que tem como lema “Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura” – é uma instituição que continua a desenvolver o seu projeto, intervindo no quotidiano citadino através das suas várias valências.
Compreenderemos melhor a sua eminente função cultural e social se recuarmos à primeira metade do século XX e olharmos para panorama cultural da Guarda, nessa época; período onde foram registadas distintas fases, entre as quais se evidenciaram o teatro e a música; nesta última área destacaram-se os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.
No ano de 1956 nasceu uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados.
Começou, por essa altura, a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.
Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos.
Após um período de alguma estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram, definitivamente, pela necessidade de uma instituição que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical.
O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural. Os estatutos do Centro Cultural da Guarda foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de novembro de 1962.
H.S.
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No Museu da Guarda está patente, desde ontem e até 29 de março de 2026, a exposição “Colecionismo Piné: memórias e surpresas”.
Esta exposição é promovida pela Colecionismo Piné, “entidade criada para concretizar um projeto inspirado no legado do colecionador, que inclui a reabilitação de um espaço no centro histórico”.
Como é referido numa nota informativa do Museu da Guarda, o título desta exposição “convoca, em simultâneo, a dimensão íntima e a abertura ao inesperado que marcam o percurso” de António Piné (1931-2022).

Natural do concelho de Pinhel, António Piné exerceu a profissão de farmacêutico na Guarda. “A sua paixão pela arte levou-o a construir uma das mais notáveis coleções privadas da região.”
Grande parte da sua coleção foi doada à Associação Nacional das Farmácias, integrando atualmente o acervo do Museu da Farmácia.
A exposição agora patente no Museu da Guarda, espaço #5, reúne cerca de trinta obras que “permaneceram no seio da família e na cidade, incluindo aquisições recentes realizadas em consonância com o espírito do colecionador”.
Noronha da Costa, Vhils, Cargaleiro, Cesariny, Cutileiro, Paula Rego, Graça Morais, Pedro Croft, Eduardo Batarda, José Guimarães, Bordalo II e Francisco Simões são alguns nomes representados neste certame que propõe um “reencontro com o espírito generoso e curioso de António Piné, para quem a arte foi sempre uma forma de conhecimento, de partilha e de futuro”.
O livro “Pinhel Guarda-Mor do Reino - O Concelho no século XIX”, da autoria de João Marinho dos Santos, vai ser apresentado amanhã no Pequeno Auditório do Museu da Guarda.
A apresentação da obra será feita, pelas 17h30, por José Luís Lima Garcia.

O século XIX foi para os habitantes de Pinhel, um período de vigorosa reclamação identitária, reforçada pela teimosia dos seus representantes políticos no sentido de a grei participar no "progresso" que se ia manifestando em Portugal e noutros países do resto da Europa. Interiorizadas estavam as regiões de Cima-Côa e Riba-Côa, as quais adotaram a estratégia de se abrirem ao exterior, oferecendo os mais importantes produtos de que economicamente dispunham para a troca com outros mercados regionais e nacionais.
João Marinho dos Santos é licenciado em História (1972) e doutorado em Letras (História Moderna e Contemporânea) (1987), pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde é Professor Catedrático jubilado.
Foi Diretor do Instituto de História da Expansão Ultramarina, Delegado da Secretaria de Estado da Cultura para a Zona Centro de Portugal (1990-1994) e Coordenador Científico do Centro de História da Sociedade e da Cultura (2003-2013).
Tem como interesses científicos e temas de investigação a «História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa» e a cultura como vertente do desenvolvimento local e regional.
No apontamento de hoje recordamos Jesué Pinharanda Gomes, ilustre ensaísta, historiador, filósofo e investigador.
Natural de Quadrazais, concelho do Sabugal, onde nasceu em 16 de julho de 1939, Pinharanda Gomes comentou-nos um dia que, literariamente falando, era da Guarda; embora realizado em Lisboa.
Isto porque, como nos disse, foi na cidade mais alta de Portugal que lançou as primeiras raízes. Numa das suas muitas obras, Pinharanda Gomes escreveu que lhe for concedida a graça de permanecer “fiel à mátria».
Essa fidelidade foi constante, exemplar, de uma grandeza própria de personalidades de enorme saber e erudição, mas simultaneamente simples, humanas e profundamente solidárias com a sua terra de origem.
A sua frequente presença em iniciativas realizadas na Guarda ou no interior, a par das muitas intervenções proferidas sobre temáticas e personalidades ligadas à nossa região comprovaram isso mesmo.
Pinharanda Gomes foi exemplo «(…) de um estudioso desinteressado, sem prebendas nem honras institucionais, fazendo do estudo erudito uma vocação de vida», como escreveu Miguel Real.
No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais. Afirmou-se, sempre, um defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural e outrossim dos valores humanos, mormente desta zona raiana.
Numa entrevista que nos concedeu para a revista cultural “Praça Velha” Pinharanda Gomes dizia que era «um hermeneuta da cultura”.

Este pensador evidenciava, no seu labor, a área da «historiografia filosófica» por ser neste âmbito onde produziu «maior quantidade de trabalhos de fundo”.
Contudo, a sua produção, nesta matéria, não se circunscreveu às edições já conhecidas, pois houve muito trabalho que não veio a público, pelo menos diretamente; vejam-se às centenas de verbetes escritos para dicionários e enciclopédias, quase sempre assinados, ou com as letras P.G.
Como eminente autodidata erudito, Pinharanda Gomes deixou vastíssima bibliografia iniciada em finais da década de 50 do passado século. Em 20 de março de 2018, e num justo reconhecimento à sua obra, a Universidade da Beira Interior atribuiu a Pinharanda Gomes o Doutoramento Honoris Causa
No Sabugal funciona o Centro de Estudos Pinharanda Gomes, onde está reunido todo a acervo documental particular, que o autor doou à autarquia local. Na Guarda o seu nome integra a toponímia citadina desde 30 de agosto de 2021.
Jesué Pinharanda Gomes faleceu a 27 de julho de 2019. Como alguns dos estudiosos da sua obra têm destacado, Pinharanda Gomes foi um inquestionável «historiador do pensamento português de todos os tempos».
Hélder Sequeira
Em Manteigas vai decorrer de 14 a 17 de maio a Manta-Semana Cultural.
O programa integra tertúlias com música e poesia, debates sobre escrita e criatividade, bem como apresentações de livros.
Esta semana cultural é organizada pela Câmara Municipal de Manteigas. O programa pode ser consultado aqui.

O “Culto Privado das Almas” foi a temática do percurso pedestre que a Associação de Jogos Tradicionais da Guarda (AJTG) promoveu no passado dia 5 de abril, nas aldeias de Trinta, Corujeira, Fernão Joanes e Meios (concelho da Guarda). Uma iniciativa que foi realizada em parceria com o município guardense.
Como foi referido a propósito deste percurso, pretendeu-se levar os participantes à descoberta do património cultural material e imaterial, mas também do património natural daquela área do concelho da Guarda, num trajeto de sete quilómetros. A AJTG já no ano passado tinha promovido (a 23 de março) o “Percurso das Alminhas” que com início na Menoita passou por várias localidades da freguesia de Pêra do Moço: Menoita, Rapoula, Pêra do Moço e Verdugal; com incidência no património local e na identificação de alminhas.
Singelos monumentos expressivos da religiosidade popular, as “Alminhas” constituem um património ímpar que não tem merecido a devida atenção e a necessária salvaguarda; deste modo, iniciativas como esta protagonizada pela Associação de Jogos Tradicionais da Guarda são de registar, aplaudir, incentivar e apoiar.
Na nossa região existem inúmeros testemunhos do culto das almas, sob diversificadas manifestações de arte e nos mais distintos lugares, embora os caminhos e as encruzilhadas tenham constituído locais privilegiados para a sua implantação.
A representação do Purgatório num oratório, retábulo ou painel, com chamas envolvendo as almas que suplicam aos santos e apelam ao auxílio das preces de quem passa, materializou-se, inicialmente em pinturas, a partir do século XVI; conheceu uma maior difusão no século seguinte, no território português, com maior incidência a norte do Mondego (a sul essa manifestação artística ficou, muitas vezes, no interior das igrejas e nas capelas das Irmandades).
Embora alguns estudiosos desta temática sustentem que as “Alminhas” se tenham inspirado e sejam uma herança das “civilizações clássicas de Roma e Grécia que nas suas deambulações já haviam erguido monumentos junto às estradas para devoção aos seus deuses”, sabemos que a origem das alminhas surge na Idade Média.
A partir do Concílio de Trento,1563, a ideia do Purgatório (anteriormente, e em especial nos primeiros séculos do cristianismo existia apenas o Céu e o Inferno) é imposta como dogma, atitude que é interpretada como uma resposta da Igreja Católica à reforma implementada pelos protestantes. Assim, o Purgatório surgia como um local (entre o Céu, para os bons, e o Inferno, para os maus) onde as almas passavam por um estado, forçado, de purificação. Aliás, estas manifestações de religiosidade popular e de arte eram, simultaneamente, um alerta permanente para a fragilidade da vida, perante a certeza da morte.

As “Alminhas” eram erguidas, normalmente, por iniciativa individual como homenagem, em memória de familiares ou no cumprimento de promessas. Esta devoção popular atravessou séculos e embora a meio do século passado tenha sido evidente um rejuvenescimento através da introdução da azulejaria (e alterado o culto inicial para manifestação de fé em santos da predileção pessoal), muitos destes pequenos monumentos, mercê do tempo e da desertificação das regiões, caíram no esquecimento e em progressiva degradação.
“Ó vós que ides passando, lembrai-vos de nós que estamos penando”… Este apelo, inscrito em inúmeras “Alminhas”, bem pode ser, na atualidade, dirigido a todos nós que temos esquecido este peculiar património (não são conhecidos muitos mais exemplos – com exceção para alguns casos, raros – na Europa), disperso por caminhos, muros, pontes, campos, estradas…
Assim, o projeto da AJTG centrado no “Culto Privado das Almas” é um eminente contributo para a salvaguarda, estudo e defesa deste património que pode ancorar uma diversidade de roteiros, mas também suscitar investigações contextualizadas em épocas ou tipologias dessas expressões de religiosidade, permitindo a sua descrição/história através de códigos disponibilizados pelas novas tecnologias; exigindo igualmente a adequada sinalética e iluminação (mesmo nos locais mais ermos isso já é viável, através de focos/luminárias com energia solar).
No concelho e no distrito da Guarda (como noutras regiões, obviamente) é urgente, fundamental, a referenciação (ou continuidade desse trabalho), a defesa, o estudo (por equipas interdisciplinares) e a divulgação das Alminhas, sob o risco de perdermos mais um importante traço identitário do nosso património e cultura.
Hélder Sequeira
O CardealJosé Tolentino de Mendonça é o vencedor da vigésima primeira edição do Prémio Eduardo Lourenço, instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), numa decisão unânime do júria que reuniu hoje na Guarda.
De acordo com a informação divulgada pelo CEI, o Júri reconheceu o perfil do intelectual, do humanista e do poeta que marca inequivocamente a cultura portuguesa contemporânea; reconheceu igualmente o pensador ecuménico e do diálogo que, com a sua obra, nos ensina que a fronteira é um mistério de encontro.
"Na ocasião dos 25 anos do Centro de Estudos Ibéricos, o Prémio Eduardo Lourenço 2025 distingue, na personalidade de José Tolentino de Mendonça, o valor da Educação e da Palavra como fontes de inspiração para fortalecer laços que cruzam todas as fronteiras e dos quais o diálogo ibérico tem sido exemplo."

Tolentino de Mendonça é poeta e professor. Nasceu na ilha da Madeira e estudou Ciências Bíblicas em Roma. Vive no Vaticano desde 2018, onde foi responsável pela Biblioteca Apostólica e pelo Arquivo Secreto. É atualmente prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação. Em 2019, foi elevado a cardeal pelo Papa Francisco.
Destinado a galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas, o Prémio Eduardo Lourenço 2025, no montante de 7.500,00€ (sete mil e quinhentos euros), foi atribuído por um júri constituído pelos membros da Direção do CEI: Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa e os Vice-Reitores das Universidades de Coimbra e de Salamanca, Delfim Leão e Matilde Olarte; Manuel Santos Rosa e Luís Umbelino, da UC, Antonio Notario e María Isabel Martín Jiménez, da USAL; e pelas seguintes personalidades convidadas: António Apolinário Lourenço e Désirée Pedro indicadas pela Universidade de Coimbra e Juán Andrés Blanco e María Teresa Conesa, indicadas pela Universidade de Salamanca.
Personalidades de relevo de Portugal e Espanha galardoadas em anteriores edições: Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014), Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016), Fernando Paulouro das Neves, Escritor e Jornalista (2017), Basilio Lousada Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, Professor e Investigador (2019), Ángel Marcos de Dios, Professor (2020), Fundação José Saramago (2021), Valentín Cabero Diéguez, Geógrafo e Professor (2022), Lídia Jorge, Escritora (2023) e Isabel Soler (2024).
Fonte: CEI

Adriano Vasco Rodrigues, historiador e ex-Governador Civil da Guarda, faleceu hoje no Porto. Natural da Guarda, onde nasceu a 4 de maio de 1928, Adriano Vasco Rodrigues foi um homem de cultura que desenvolveu a sua atividade nas áreas da história, arqueologia, etnografia e igualmente no ensino; teve ainda uma destacada intervenção na política e na administração pública.
“A Catedral da Guarda na História e na Poesia” (1953), “Prospecções Arqueológicas na Região de Longroiva” (1954), “Subsídios Arqueológicos para a História de Celorico da Beira “(1956), “Monografia artística da cidade da Guarda” (1957), “”Retrospetiva Histórica dos Concelhos de Meda, Longroiva e Marialva (1976), “Celorico da Beira e Linhares: monografia histórica e artística” (1979), “Terras da Meda: Natureza e Cultura” (1983), “Guarda - Pré-História, História e Arte (Monografia)” (2001), e “Salvador de Nascimento: Uma Vida - Um Ideal” (2005) são algumas das suas obras.

Adriano Vasco Rodrigues, que dirigiu a Revista Altitude (editada pela Assembleia Distrital da Guarda), iniciou a sua atividade na docência no ano de 1951, após ter concluído o Curso da Escola do Magistério Primário do Porto, lecionando como professor do ensino primário (designação à época). Cinco anos depois licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra, onde completou também o curso de Ciências Pedagógicas.
Adriano Vasco Rodrigues especializou-se depois em História da Arte Medieval na Universidade de Santiago de Compostela, onde fez o Curso de Língua e Cultura Espanhola. Lecionou no ensino secundário, inicialmente como professor eventual, profissionalizando-se em 1960. Entre 1958 e 1962, deu aulas no ensino superior, no curso de Arqueologia Peninsular no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Porto.
Em Angola desempenhou, entre 1965 e 1969, as funções de Inspetor Provincial Adjunto da Educação, tendo dinamizado a formação de professores e organizado a secção de Arqueologia do Museu de Angola; em parceria com sua esposa Maria da Assunção Carqueja Rodrigues, produziu a primeira Carta da Pré-História de Angola.
Entre 1969 a 1974, foi reitor e organizador do Liceu-Piloto Garcia de Orta. Nos anos seguintes assumiu funções em cargos de destaque na administração pública e política, tendo sido deputado independente da Assembleia da República pelo CDS-PP (1976-1982), Governador Civil da Guarda (1982-1983) e Diretor-Geral do Ensino Particular e Cooperativo (1983-1986).
Em 1988, assumiu, por concurso internacional, o cargo de Diretor da Schola Europaea, na Bélgica, organismo da União Europeia, onde esteve em 1996.
Na Universidade Portucalense, a partir de 1997, desenvolveu pesquisas e cursos livres nas áreas de Arte Africana, Numismática, História das Religiões e Antiguidades.
Foi distinguido, em 1994, pela Câmara Municipal do Porto que lhe atribuiu a Medalha de Ouro; em 1996 o Presidente da República, Jorge Sampaio, atribuiu-lhe a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2009, no decorrer da jornada de homenagem que lhe foi prestada na Guarda foi-lhe entregue a medalha de mérito pelo Instituto Politécnico e a Medalha de Ouro da Cidade, pela Câmara Municipal.
O funeral de Adriano Vasco Rodrigues terá lugar na sexta-feira (24 de janeiro), pelas 10h30, estando o corpo em câmara ardente a partir das 11 horas de amanhã na Igreja de Cristo Rei, Porto.
Na Guarda foi ontem apresentada a agenda cultural para os meses de janeiro, fevereiro e março.
A programação apresenta mais de 100 propostas nos três equipamentos culturais da cidade – Teatro Municipal da Guarda (TMG), Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) e Museu da Guarda (MG) – e em vários espaços do concelho. Estão, assim, agendas, iniciativas para públicos e interesses variados na área da dança, música, teatro, cinema, exposições, oficinas e programadas várias conferências, visitas guiadas e apresentação de livros.

Ontem, no TMG, teve lugar o espetáculo 'Vamos Cantar as Janeiras' em Dia de Reis (6 de janeiro) “numa celebração da tradição e identidade coletiva.” No dia 11, o Grande Auditório volta a ser palco de um outro evento, o Concerto de Ano Novo, com a Ópera Die Fledermaus pela Orquestra Filarmónica Portuguesa.
No dia 16, o Pequeno Auditório recebe duas sessões do espetáculo visual e sonoro 'Spectrum', uma criação de Rui Pires/ASTA que pretende criar um espaço virtual onde a tecnologia atual se cruza com a arqueologia dos media.
A 18 de janeiro, a música chega pelo nome Manel Cruz, a voz dos Ornatos Violeta, Foge Foge Bandido e Pluto.
Ainda em janeiro, o teatro regressa ao TMG com Artistas Unidos que vão interpretar '1984' de George Orwell, obra do escritor inglês na versão de Robert Icke e Duncan Macmillan.
O mês de fevereiro começa no TMG com um espetáculo de ballet 'Carmen' de Bizet pelo Ballet Flamenco de Barcelona; este espetáculo mistura canto, dança e ópera (10 bailarinos e 5 músicos em palco), com coreografias tradicionais e contemporâneas.
A cantora Gisela João sob ao palco do Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda a 15 de fevereiro, para apresentar o seu mais recente trabalho.
'A Morte Saiu à Rua' é o primeiro single do novo álbum da artista portuguesa editado este mês. “Neste novo single, Gisela João e reinterpreta a icónica canção de Zeca Afonso, de 1972, acrescentando profundidade e criando uma mistura inesquecível entre tradição e contemporaneidade.”
A 20 e 21 de fevereiro, Snails on Speed apresenta 'Oprime.iRa', um espetáculo de teatro e arte digital, com texto e encenação: Gabriel Godinho e Valdemar Santos.
Ainda em fevereiro (dia 26) os 'Amigos da Treta' vão dar nova vida ao fenómeno de popularidade do teatro cómico criado em 1997 como 'Conversas da Treta' por António Feio e José Pedro Gomes.
No mês de março, o Teatro Físico apresenta 'Cocktail da Evolução JAT – Janela Aberta Teatro', no Café Concerto, no dia 7 de março. São dois espetáculos (interpretados por Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa) “que transportam o público por diferentes géneros, desde o drama, à comédia à tragicomédia, através de linguagens.” No dia seguinte (8 de março) a proposta é o espetáculo de dança 'Se Desta Janela, Debruçando-me', uma criação de Paulo Brandão a partir de 'O Marinheiro' de Fernando Pessoa.
Os Virgem Suta sobem ao palco do Grande Auditório na noite de 14 de março. A celebrar 15 anos de carreira, os Virgem Suta apresentam o seu quarto álbum. A 29 de março é a vez da banda Bateu Matou, um formado por Ivo Costa (Sara Tavares), Quim Albergaria (Paus) e Riot (Buraka Som Sistema).
De referir que no Teatro Municipal da Guarda continuam também patentes três exposições: 'Transversalidades Fotografia Sem Fronteiras 2024' no Foyer e 'Memória, Que Futuro para o Nosso Passado' no Edifício Polifónico até final de janeiro e 'Cidade – Os mapas imaginados e a Arte Urbana Projetada' até abril.
Neste primeiro trimestre do ano, a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço prossegue com o projeto 'Guarda Memórias' destinado aos centros de dia e lares no concelho da Guarda, que visa estimular e recolher memórias e para serem guardadas no fundo local da Biblioteca e haverá um conjunto de iniciativas dedicadas às famílias e aos mais jovens.
A 22 de janeiro terá lugar o espetáculo de teatro 'Sermão Stº António aos Peixes' destinado aos alunos do 11º ano dos dois agrupamentos de escolas da cidade e dia 27 será apresentado o livro 'O menino no Mundo só seu', de Susana Campos, dirigido aos alunos do 1º e 2º ciclos.
Em fevereiro o teatro regressa dia 13 com o espetáculo 'Sonhos D'Piratas' por Birra Produções, numa atividade dirigida aos alunos do 6º ano dos agrupamentos de escolas.
Tiago Sami Pereira apresenta no dia 21 de fevereiro a exposição e performance musical 'Retalhos'. O Dia Mundial da Poesia celebrado a 21 de março será assinalado com duas iniciativas: uma oficina em torno do poema 'Poema Adentro, Poema Afora', para crianças dos 8 aos 12 anos, e um espaço em que a poesia encontra a singularidade de cada pessoa.
Na programação do Museu da Guarda destaca-se a inauguração do Museu-Escola em Aldeia Viçosa (dia 1 de fevereiro) integrada na Rede Cultural e Criativa da Guarda e a apresentação pública do catálogo editado sob a chancela da Documenta «O frio da casa permanece no meu corpo» de Albuquerque Mendes por Valter Hugo Mãe, no dia 30 de janeiro.
No dia 6 de fevereiro será inaugurada 'Luz - No fundo, é a dúvida da visão', de Manuel Gantes, que ficará patente na Galeria d'Arte Evelina Coelho até 27 de abril. Ainda em fevereiro será inaugurada dia 13 a exposição de gravuras e aguarelas 'Entre gramagens', de Simone dos Prazeres, com curadoria de Antonio Navarro, patente na Galeria Espaço #4 até 4 de maio.
A 21 de março haverá um 'Recital de Primavera' pelo Conservatório de Música de São José da Guarda no Auditório do Museu da Guarda e nos dias 28 e 29 de março serão realizadas as Jornadas de Arqueologia – III Ciclo Arqueologia na Comunidade: Comunicações. A iniciativa, que inclui uma ação de formação e visita orientada ao Centro Histórico da Guarda, assinala o Dia Nacional dos Centros Históricos.
Fonte: CMG
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