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Sobre a "Praça Velha 41"

por Correio da Guarda, em 18.12.21

Apresentação da Praça Velha -.jpg

A Câmara Municipal da Guarda apresentou na passada quinta-feira, 16 de dezembro, um novo número da revista cultural Praça Velha. Trata-se da 41º edição desta publicação cultural editada semestralmente pela autarquia da Guarda, desde 1997.

Com este número a Revista criou uma nova organização e distribuição de conteúdos por dois volumes, a editar semestralmente.

Este quadragésimo primeiro volume da Revista Praça Velha desdobra-se em quatro áreas distintas: Património e História, Grande Entrevista, Portfólio e Súmula de Atividades.

Revista PRAÇA VELHA 41.jpg

Na secção de “Património e História” podemos ler um artigo de Fernando Carvalho Rodrigues, que nos fala da medida de coesão para o nosso país e das questões da desertificação.

Como refere, “é tratando muito mais das autarquias de altíssima densidade e cuidando da baixa densidade que o todo se pode curar”.

Elsa Salzedas, apresenta um interessante e elucidativo artigo sobre a geologia guardense; destaca que é importante “valorizar a pedra a partir do conhecimento científico e destacar a sua enorme importância para a natureza e para a humanidade, porque a rocha local é um bem extremamente valioso, não só do ponto de vista científico, mas ainda arquitetónico, económico e histórico”.

A concluir, faz um apelo para que todos contribuam no sentido de se “proteger mais esta região, das mais exclusivas do país” e se sintam orgulhosos com o seu território.

A Cabeça em Pedra de Vale da Ribeira” é o título do artigo de António Marques e João Carlos Lobão.

Como referem, a identificação e estudo da cabeça em pedra encontrada em Vale da Ribeira “pretende contribuir, de algum modo, para um melhor conhecimento do que terá sido a ocupação humana no período proto-histórico do concelho de Celorico da Beira

Vítor Pereira, Alcina Camejo, Ana Leonor Pereira da Silva, e Tiago Ramos escreveram sobre a “Intervenção Arqueológica na Casa do Sineiro (Mileu/Guarda)”.

Refira-se que este local integra o espaço onde em 1951 foi feita a descoberta “de um dos sítios arqueológicos mais importantes e enigmáticos da Beira Interior: o sítio romano da Póvoa do Mileu”.

Face aos resultados dessa intervenção, e perante os dados conhecidos até hoje, os articulistas apontam que o contexto “funerário do Mileu se enquadra no século II depois de Cristo”. Concluem afirmando que é desejável a continuidade da intervenção arqueológica neste sítio, trabalho que poderá dar resposta a novas questões.

António Salvado Morgado, num excelente texto e documentalmente bem suportado, leva-nos a conhecer o guardense Francisco de Pina; personalidade central “de um notável encontro de línguas e de culturas no distante Oriente, no longínquo século XVII.”

Como sublinha, Francisco de Pina, “jesuíta, português, missionário e linguista” contribuiu para que a Guarda faça parte da história do atual Vietname.

Francisco de Pina que terá nascido entre março e setembro de 1586, faleceu em 15 de dezembro de 1625. Ou seja, passaram nesta semana 396 anos, após a sua morte.

Esquecido pela História, ele tem andado desaparecido por detrás da obra iniciada por ele há mais de quatro séculos e que culminou há mais de um século na língua oficial do Vietname (…) escrita e falada por milhões de pessoas”.  Escreveu, neste artigo, o Dr. António Salvado Morgado.

Manuel Luís dos Santos fala-nos, neste último número da Praça Velha, do Terreiro da Loiça, melhor dizendo do Largo do Governo Civil; ou, permitam-me a correção, do Largo Serpa Pinto, mais precisamente do Largo Frei Pedro da Guarda.

Com a clareza e factualidade histórica a que há muito nos habituou, o autor intitula o seu artigo “Da Toponímia da Guarda sobre o Largo Frei Pedro da Guarda”, onde não esquece a memória do Dr. Francisco dos Prazeres perpetuada naquele espaço central da cidade, aqui bem ao lado deste edifício onde nos encontramos.

Para se colocar o painel de Frei Pedro, foi necessário tirar a pedra com as armas da cidade, do século XVII, que foi recolhida no Museu da Guarda”; diz Manuel Luís dos Santos, para quem “a escolha do Largo Serpa Pinto para homenagear Frei Pedro da Guarda talvez não tenha sido a mais feliz, o virtuoso filho da Guarda poderia ter sido homenageado na zona de São Vicente, onde nasceu e onde viveu uma boa parte da sua vida”.

“Ladislau Patrício: quando os médicos são também escritores” é o título do artigo escrito por Anabela Matias e Dulce Helena Borges.

Para além do inquestionável interesse da abordagem que fazem das facetas do terceiro diretor do Sanatório Sousa Martins, mormente no plano da escrita, o artigo é muito oportuno; a sua publicação ocorre no mês em que se celebra o aniversário do nascimento e da morte deste ilustre clínico guardense. Nasceu a 7 de dezembro de 1883 e faleceu na noite de natal de 1967.

Como escrevem as autoras deste artigo, “Ladislau Patrício foi um médico que modernizou áreas emergentes da ciência, exerceu a sua atividade médica com grande rigor e competência.

Desenvolveu técnicas clínicas e profiláticas inovadoras que foram uma referência durante muito tempo na medicina. Além desta vertente, prestigiou o mundo da literatura, cultivando vários estilos de escrita tão distantes ontologicamente, mas que encontram um ponto de fusão”.

Francisco Manso e Ana Manso escrevem, neste último volume da Praça Velha, sobre aspetos da história local de uma aldeia do nosso concelho. Especificamente “Videmonte: Lei da Separação e a Propriedade dos Bens da Igreja Católica no século XX”.

Após o devido enquadramento e contextualização, concluem que “o processo de aplicação da Lei da Separação numa aldeia praticamente isolada e longe da sede do concelho decorreu de uma forma quase pacífica. Não se cumpriu a lei, não se constituíram cultuais, nenhuma igreja foi fechada, não houve sanções. O povo reclamou, mas acatou, e os tempos que se seguiram vieram repor quase tudo como estava antes.”

Uma nota para a foto da “Encomendação da Almas a São Francisco de Assis”, relativa à pintura mural de grandes dimensões existente na igreja matriz de Videmonte. Foi descoberto após a remoção de um altar, para restauro.

António Manuel Prata Coelho apresenta-nos o “Roteiro de Arte Déco na Guarda”.

Depois de lembrar que esta cidade, nos finais do século XIX e princípios do século XX, conheceu “uma substancial modernização urbanística” propõe “um percurso valorativo da arquitetura contemporânea, no que concerne ao gosto Arte Decó, patente nestas principais artérias urbanas (…)”.

Como acentua, a finalizar o seu artigo, “o percurso proposto pelas ruas onde permanecem esses edifícios, corresponde ao propósito de se inventariar um conjunto de estruturas próprias da Arte Déco que urge valorizar, promovendo a Guarda e o seu centro histórico”.

Aires Antunes Diniz escreve sobre as “Deficiências no fornecimento de energia elétrica à Guarda e seu concelho”, conduzindo-nos até à década de 30, do passado século. Reporta o descontentamento do comércio e indústria da cidade que “estavam a sofrer graves prejuízos por o fornecimento de eletricidade ser cada vez pior, provocando indignação geral”.

Apresenta, no decorrer do texto uma reclamação do Diretor do Sanatório (Ladislau Patrício) que se insurge contra o facto de “a Empresa de Luz Elétrica estar a “abusar constantemente da paciência inverosímil de uma cidade inteira”; acrescenta que privou de luz, com absoluta indiferença, uma casa de saúde onde se encontram dezenas de doentes em tratamento (…)”.

A Empresa de Luz Elétrica da Guarda acabaria por ser “incorporada na Companhia Elétrica das Beiras em 20 de abril de 1951.” Aliás, e como é dito neste artigo, a Empresa de Luz Elétrica da Guarda já em julho de 1938 tinha começado a utilizar a energia fornecida pela Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela.

José Quelhas Gaspar, publica neste volume, o texto “O património-histórico-arqueológico um recurso endógeno com valor económico e social”.

Alerta, no seu trabalho, para a identificação de “situações contraditórias e quase opostas relacionadas com o património arqueológico, ao mesmo tempo que verificamos a resistência que a administração pública continua a fazer à proteção efetiva do património histórico-arqueológico”.

Evidencia, depois, que não tem havido “capacidade para perceber a emergência de um novo olhar sobre a realidade e a necessidade do seu ajustamento a novas e variáveis funcionais, que sirvam as populações, enquanto promovem a continuidade e a salvaguarda de bens”.

A Coleção de Armas do Museu da Guarda – Conservação, Restauro e Musealização” é o tema do artigo de Inês Costa que começa por falar da génese dessa coleção.

Como escreveu, o “estudo desta coleção permite conhecer os principais centros de produção de armas da Europa entre o século XVI e XX (…)”.

A sua variedade e qualidade permite conhecer várias tipologias de armas utilizadas nos séculos referidos, assim como “algumas raridades e particularidades”.

Aludindo às limitações do espaço museológico, que não permitem expor um grande número de exemplares desta importantíssima coleção, está pensada, diz, “uma rotatividade desses exemplares para os dar a conhecer ao público”.

Antes da Grande entrevista temos ainda a possibilidade de ler um artigo subordinado ao tema “Retábulo-Mor da Sé da Guarda – intervenção de conservação e Restauro”, da autoria de Olga Santa Bárbara.

Com oportunas e exemplificativas ilustrações, o texto elucida que a intervenção realizada permitiu “restabelecer a unidade estética e de leitura do retábulo, respeitando a integridade física e valorizando a vertente conservativa”.

Por outro lado, chama a atenção para o facto de as condições ambientais no interior do edifício não serem propícias “a uma boa conservação, a médio prazo, pelo que deverá ser expectável o ressurgimento das patologias assinaladas, ou mesmo a formação de novas.”

Entre as páginas 267 e 274 está a grande entrevista conduzida por Thierry Santos; tem como convidado o antropólogo Paulo Lima, enquanto responsável pela elaboração da Carta de Paisagem do concelho da Guarda.

Recorde-se, e como se pode ler, que “com vista a valorizar o património identitário” deste concelho, a Câmara da Guarda lançou, no passado ano, “o projeto de um registo dos bens culturais imateriais presentes no território, que vai desde o cobertor de papa à cestaria de Gonçalo, passando pelas tradições e vivências locais das 43 freguesias do concelho”.

No decorrer da entrevista, António Lima afirma que o “inverno” demográfico é a maior das ameaças que impendem sobre o nosso território; acrescenta, depois, o envelhecimento da população. Ainda segundo ele, “o património e a paisagem resultam da presença de pessoas. Sem elas nada existe”.

Antes de concluirmos, façamos agora uma referência ao “Portfólio” que tem por tema “A Guarda pelos Olhos de pintores do século XIX ao século XXI: proposta de um itinerário pelos lugares mais representados da cidade altaneira – uma amostra da coleção do Museu da Guarda”, constituída por desenhos, aguarelas, óleos, acrílicos e uma serigrafia digital”.

Apresentação da Praça Velha - Guarda.jpg

Dos 24 trabalhos de iconografia guardense reproduzidos, dois são da autoria de Luís Rebello, a quem a presente edição prestou homenagem.

Nas últimas páginas da edição da Praça Velha, está a habitual Súmula de Atividades Culturais que decorreram no Concelho da Guarda em 2021 e 2022.

Hélder Sequeira

 

 

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publicado às 22:36

Novo volume da "Praça Velha"

por Correio da Guarda, em 14.12.21
 
A Câmara Municipal da Guarda vai apresentar no próxima quinta-feira, 16 de dezembro, um novo número da revista cultural Praça Velha. 
Trata-se da 41º edição desta publicação cultural editada semestralmente pela autarquia da Guarda, desde 1997. Nesta edição, a revista apresenta-se com uma nova organização de matérias, desdobrando os conteúdos da revista em dois volumes temáticos, a editar separada e semestralmente: o primeiro, dedicado ao Património e História; o segundo, à Literatura e outras Artes. A linha editorial continurá a mesma, incidindo na divulgação do património cultural da região da Guarda.

Praça Velha.jpg

Este número está dividido em quatro blocos: Património e História, Grande Entrevista, Portfólio e Súmula. A secção “Património e História” reúne artigos de F. Carvalho Rodrigues, Elsa Salzedas, António Marques e João Carlos Lobão, Vítor Pereira / Alcina Cameijo / Tiago Ramos e Ana Leonor Pereira da Silva, António Salvado Morgado, Manuel Luís Fernandes dos Santos, Anabela Matias e Dulce Helena Borges, Francisco Manso e Ana Manso, António Manuel Prata Coelho, Aires Antunes Diniz, José António Quelhas Gaspar, Inês Costa e Olga Santa Bárbara.
Nesta edição são abordados temas como a desertificação do interior; um percurso de geologia guardense; o património histórico-arqueológico e intervenções arqueológicas na região Beira-Serra (Celorico da Beira e Mileu); personalidades históricas naturais da Guarda, como o franciscano Frei Pedro da Guarda, evocado através da toponímia, o jesuíta Francisco de Pina, missionário poliglota e filólogo, e o médico Ladislau Patrício, cunhado de Augusto Gil e também ele escritor; aspetos da história local de Videmonte; um roteiro em edifícios com estilo Art Déco na Guarda; uma perspetiva das deficiências no fornecimento de energia elétrica na Guarda e no seu concelho e, por fim, problemas e soluções de restauro e conservação quer da coleção de armas do Museu da Guarda, quer do retábulo-mor da Sé da Guarda.
A “Grande Entrevista” é com o antropólogo Paulo Lima, que dá conta do andamento do projeto da elaboração da “Carta da Paisagem do Concelho da Guarda”.
O “Portfólio” tem por tema “A Guarda pelos Olhos de pintores do século XIX ao século XXI: proposta de um itinerário pelos lugares mais representados da cidade altaneira – uma amostra da coleção do Museu da Guarda, constituída por desenhos, aguarelas, óleos, acrílicos e uma serigrafia digital”, numa organização do coordenador do Museu da Guarda, Thierry dos Santos. Dos 24 trabalhos de iconografia guardense reproduzidos, dois são da autoria do pintor a quem a presente edição presta tributo.
O lançamento da revista está agendado para o Auditório do Paço da Cultura/Museu da Guarda, pelas 18h00.  Nesse  mesmo dia o Município da Guarda, através do seu Museu, presta homenagem ao artista plástico Luís Rebello com a inauguração de uma exposição evocativa da obra do pintor e escultor guardense, que faleceu em 2020.
A exposição ficará patente no auditório do Museu até 3 de fevereiro do próximo ano.
 
 
Fonte: CMG
 
 

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publicado às 22:22

Faleceu João Mendes Rosa

por Correio da Guarda, em 07.12.21

 

João Mendes Rosa.jpg

João Mendes Rosa, ex-diretor do Museu da Guarda, faleceu hoje, ao início da noite, em Oeiras. Com 53 anos, era natural da Guarda e atualmente  desempenhava as funções de Diretor de Divisão da Cultura da Câmara Municipal de Oeiras.

João Mendes Rosa tinha inicialmente previsto para o passado dia 3 de dezembro apresentação, no Museu da Guarda, o seu último livro intitulado "A Imensidão insubmissa dos Abismos", com prefácio de Ana Luísa Amaral,  recentemente galardoada com o ‘Prémio de Poesia Ibero-americana Rainha Sofia’ .

A apresentação foi adiada devido aos  "condicionalismos advindos das restrições de utilização de espaços públicos e em cumprimento das regras da DGS que entraram em vigor a 1 de Dezembro com a imposição de um máximo de 25 pessoas no 'Parlatório' do Museu da Guarda", como ele próprio tinha explicado.

 

 

 

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publicado às 23:56

Faias em Manteigas

por Correio da Guarda, em 05.11.21
 
 
A Câmara Municipal de Manteigas criou um novo evento, denominado "Faias" que pretende celebrar o outono e construir  "uma marca única, forte, atrativa e com alto potencial de comunicação para o exterior".

FAIAS.jpg

"O nome Faias, que trará ao evento uma identidade própria porque efetivamente as faias mais bonitas e conhecidas do país são nossas e de mais ninguém, acabou por surgir naturalmente e é uma justa homenagem a uma das mais belas atrações turísticas de Manteigas, e que, nesta altura do ano, tem a particularidade de proporcionar a todos os que nos visitam uma experiência mágica e um incrível banho de cores de outono." Referiu, a propósito, o presidente da Câmara Municipal de Manteigas, Flávio Massano.
Ao longo de três fins de semana, com uma programação diversificada e rica em experiências, o “Faias Serra da Estrela 21” pretende proporcionar a todos os participantes e visitantes do evento momentos de ciência, desporto, fotografia, cultura e gastronomia, "sempre em perfeita comunhão com a natureza".
 
 

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publicado às 13:00

Programação da BMEL

por Correio da Guarda, em 03.11.21

 

A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço divulgou a sua programação para os dois últimos meses do ano. Como deu a conhecer, a programação oferece aos seus utilizadores “atividades que vão desde a apresentação de livros a teatro e música, exposições, workshops, conferências e leitura encenada”

Na BMEL vai ter lugar a apresentação de alguns livros, a primeira das quais (“Homílias de um Pároco de Aldeia”, do Pe. João Carrola) ocorreu hoje, dia 3 de novembro.

“O Último Duque”, de Carlos Carvalheira será apresentado no dia 5, às 18h00; “As Estradas são para Ir”, um livro de poemas de Márcia, dia 13, pelas 16h00; o Nº 28 da “Revista Nova Águia”, uma recriação do “espírito” de uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, adaptado ao século XXI, vai ser apresentado a 19 de novembro às 18h00. Trata-se de um número dedicado a Eça de Queiroz e Manuel Ferreira Patrício.

capadeznov21.jpg

“Pensar o Interior” da economista da Guarda Dulcineia Catarina Moura será apresentado dia 20, às 16h00; a obra de poesia “Corpo Irrepetível” de Maria Afonso inicia a programação de dezembro, no dia 4 às 16h00; por último, “No País do Silêncio”, romance estreia de Rita Cruz, encerra a apresentação de livros, este ano, na BMEL, a 18 de dezembro às 16h00.

Na programação há ainda a destacar a conferência de encerramento do Ciclo de Conferências Internacionais “A Europa dos Escritores” 2021, por Isabel Pires de Lima.

Com esta comunicação intitulada de “Das Europas: de Agostina Bessa-Luís e Mário Cláudio”, Isabel Pires de Lima procura “refletir nos modos como se processam as diversas representações da Europa” nas obras destes dois autores portugueses. O Ciclo a Europa dos Escritores é uma organização conjunta do Município da Guarda e do CLEPUL – Universidade de Lisboa, com coordenação científica de Jorge Maximino.

 

 

 

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publicado às 23:55

Estudos Fílmicos

por Correio da Guarda, em 14.10.21
 
Numa organização do Centro de Estudos Ibéricos (CEI) vai decorrer no próximo dia 29 de outubro, pelas 15 horas, o webinar "Estudos Fílmicos", integrado no Ciclo de Conferências "Estados Unidos da Investigação. Transferências Ibéricas nas Artes e Humanidades", que, iniciado em maio, terminará em novembro.

As intervenções no Webinar Estudos Fílmicos estão a cargo de Osvaldo Manuel Silvestre (professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) e de Fernando González García (professor catedrático na Faculdade de Geografia e História da Universidade de Salamanca).
 
Os interessados podem obter e fazer a inscrição, gratuita, aqui.

Estudos Fílmicos.jpg

 

 

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publicado às 22:18

"Ensemble Sonido Extremo" no TMG

por Correio da Guarda, em 10.10.21

 

No âmbito do XV Ciclo de Música Contemporânea da Guarda (Síntese) , o grupo "Ensemble Sonido Extremo" vai atuar no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG),  dia 13 de outubro, pelas 21h30.

O Ensemble Sonido Extremo é um grupo de músicos comprometidos com a divulgação da cultura e da arte através da música. O grupo define a sua atividade a partir da reflexão sobre as múltiplas linguagens do feito musical que coexistem em nosso tempo. As suas preocupações centram-se também nesta pluralidade, e na combinação de linguagens de diferentes épocas em torno de conceitos ou ideias que unem as obras, propondo um itinerário de escuta.

SONIDOEXTREMO.jpg

Desde a sua criação (2009) actuaram em alguns dos ciclos mais importantes desta área: Ciclo Fundação BBVA em Bilbao, Ciclo CNDM 20/21, Quinzena Musical Donostiarra, Festival de Música Contemporânea Três Cantos, Festival Ensems de Valencia, a Temporada ESM Lisboa, Festival de Música Atual de Badajoz, Xornadas de Santiago de Compostela, Ciclo de Música Contemporânea do Museu Vostell, etc.

Realizaram a estreia absoluta de mais de 60 obras, muitas delas graças ao apoio do CNDM e da Sociedade Filarmónica de Badajoz. As suas propostas de concertos têm ocorrido principalmente em ciclos de divulgação e promoção da música contemporânea, mas propõem também combinações musicais, em que o repertório atual se integra com o repertório de épocas passadas.

 

Fonte: CMG

 

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publicado às 23:01

CineEco2021 com duas ante estreias nacionais

por Correio da Guarda, em 02.10.21

 

“I Am Greta” tem estreia nacional marcada na edição 2021 do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que acontece de 9 a 16 de outubro na Casa Municipal da Cultura de Seia.

“La Croisade”, que integrou a categoria “Cinema for the Climate” do Festival de Cannes deste ano, tem também estreia nacional agendada no CineEco. A 27ª edição do Festival conta ainda e, pela primeira vez, com a exibição em simultâneo dos documentários “Une Fois que tu Sais”, “Ophir” e “Arica” no Festival Internacional de Ciência, em Oeiras.

A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela regressa este ano com duas grandes novidades há muito esperadas no mercado cinematográfico nacional.

“I Am Greta” de Nathan Grossman, tem estreia nacional agendada para 13 de outubro, às 21h30, na Casa Municipal da Cultura em Seia. Neste documentário, o realizador acompanha a vida da jovem Greta Thunberg desde o início da greve escolar em 2018, antes mesmo da explosão mediática de que atualmente é alvo. O filme acompanha-a até setembro de 2019 durante a travessia do Atlântico num veleiro que a levou à sede das Nações Unidas para discursar frente a uma plateia de líderes mundiais. Este documentário retrata a luta pessoal de Greta para encontrar um equilíbrio entre a sua adolescência e a exposição mediática. Pode ser, finalmente, visto nas salas de cinema e em estreia absoluta no CineEco.

Outra ante-estreia em território nacional é “La Croisade” filme do realizador e ator Louis Garrel, que integrou o novo departamento do Festival de Cannes deste ano, denominado "Cinema for the Climate”. O documentário é exibido no último dia do Festival, a 16 de outubro, pelas 21h30, depois da atribuição dos vencedores da 27ª edição do CineEco 2021. O filme retrata a história de Abel (Louis Garrel) e Marianne (Laetitia Casta), um casal que descobre que o seu filho de 13 anos vende secretamente bens preciosos para financiar um projeto ambiental ambicioso.

La Croisade.jpg

Extra concurso serão, ainda, exibidos os filmes “O Lago Sagrado – Uma viagem por uma estrada profunda e gelada” de Carla Varanda (realizadora) e Mário Lisboa (fotógrafo), dia 9, na sessão inaugural do Festival; e o documentário de Inês Gil, “Curtir a Pele” a 15 de outubro.

“O Lago Sagrado – Uma viagem por uma estrada profunda e gelada” transporta-nos numa viagem pela maior massa gelada de água doce existente no mundo, na Rússia, um local que tem tanto de belo como de potencial em conhecimento científico, atualmente ameaçado pelas mudanças climáticas. Mário Lisboa fotografou o lago Baikal, viajando cerca de 300 quilómetros ao longo da superfície gelada, enfrentando temperaturas entre -15º C e -30º C. As suas fotografias podem também ser apreciadas na mostra que estará patente nas galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia, de 9 de outubro a 30 de novembro.

Já no filme “Curtir a Pele”, Inês Gil revela um retrato de uma fábrica de curtume de pele na Beira Alta e dos seus trabalhadores. O “desaparecimento” de uma trabalhadora causa perplexidade e serve de metáfora sobre o futuro na unidade fabril após a crise económica que assolou o país.

De salientar, ainda, que a 27ª edição do Festival terá pela primeira vez, a exibição em simultâneo dos documentários “Une Fois que tu Sais” de Emmanuel Cappellin (França), “Ophir” de Alexandre Berman e Olivier Pollet (França e UK) e Arica, de Lars Edman e William Johansson (Suécia, Chile, Noruega, Bélgica e UK), no FIC.A, Festival Internacional de Ciência, em Oeiras, que acontece no Palácio do Marquês do Pombal, entre os dias 12 e 17 de outubro.

O CineEco 2021 começa dia 9 de outubro e termina a 16, com um número recorde de filmes de mais de 20 países em exibição e que versam sobre temáticas multidisciplinares como a atual situação climática, colonialismo tóxico, pandemia e outras doenças, a luta de comunidades pela defesa dos ecossistemas regionais, futuro sustentável, poluição marítima, justiça ambiental, entre outras abordagens. Na Competição Internacional de Longas-Metragens, uma das mais relevantes do CineEco, entram a concurso 10 documentários.

Na Competição Internacional Curtas-Metragens do CineEco concorrem 45 documentários de vários países, sendo 7 destes filmes produções nacionais. Este ano, o cinema ambiental em língua portuguesa volta também a estar em grande destaque na Competição Séries e Reportagens Televisivas que, à semelhança da edição passada, representa mais de metade das obras em competição nesta categoria específica. No total dos filmes em Competição na 27ª edição do CineEco, 39 são documentários portugueses produzidos em 2020 e 2021.

 

Sobre o CineEco

 

O CineEco é membro fundador e faz parte da direção da Green Film Network, uma plataforma de 40 festivais de cinema ambiental.

O CineEco 2021 é organizado há 26 anos pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas.

Mais informação aqui.

 

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publicado às 00:01

Guarda recebe "Luz no Património"

por Correio da Guarda, em 28.09.21

 

Nos dias 1 e 2 de outubro decorrerá na Guarda  um espetáculo de video mapping no âmbito do projeto Eixo Cultural A25.

" Luz no Património " apresenta as perspetivas visuais de David Negrão, Catarina Bandola, Alexandre Bandola e Nuno Paul sobre locais emblemáticos da cidade. Esta iniciativa tem a guradoria do guardense Manuel Borges.

Os locais escolhidos para estes espetáculos de luz e cor, a iniciar pelas 21 horas, são o Jardim José de Lemos, a Torre dos Ferreiros e o Passo do Biu. 

LUZ no Património.jpg

 

 

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publicado às 12:46

"Suspiro" no Museu da Eletricidade

por Correio da Guarda, em 11.08.21

 

A Companhia de Espetáculos “VOZES EM ½ PONTA” apresentará no Museu Natural da Eletricidade (Seia), no próximo sábado, 14 de agosto, a performance “Suspiro”. A atuação, que terá lugar a partir das 18 horas, marca o regresso dos artistas da Companhia aos palcos e insere-se no programa “Verão em Seia”, promovido pelo Município de Seia.

Com produção, encenação e coreografia de Vanessa Silva, “Suspiro” inspira-se em sentimentos de nostalgia, tristeza e saudade, numa homenagem à comunidade emigrante da região.

As vivências de quem está fora e anseia voltar às origens servem, assim, de mote a uma interpretação repleta de alma e emoção, que engloba elementos de dança, música e teatro.

Vanessa Silva, coordenadora da Companhia de Espetáculos VOZES EM ½ PONTA, explica que “esta é uma performance muito especial, pois marca não só o nosso regresso aos palcos, mas também o regresso de muitos emigrantes ao concelho de Seia, neste mês de agosto. O “Suspiro” é o tempo que nos traz de volta e nos faz retomar, e estamos muito felizes por poder partilhar este momento com a comunidade local, especialmente os emigrantes que voltam agora a casa”.

Cartaz Suspiro_A4.png

Com composições musicais exclusivamente em português, dos Madredeus, Mariza e Pedro Abrunhosa, a performance promete envolver o público num emocionante regresso às origens.

O icónico Museu Natural da Eletricidade, na Senhora do Desterro, em São Romão, servirá de cenário à atuação, que é aberta ao público, com entrada gratuita.

“Verão em Seia” é uma iniciativa da Câmara Municipal de Seia, que oferece à comunidade do concelho um programa cultural e artístico, em vários pontos históricos e emblemáticos da cidade, durante todo o mês de agosto.

 

Sobre a Companhia

 

Fundada a 3 de dezembro de 2019, em São Romão, Seia, a Companhia de Espetáculos VOZES EM ½ PONTA surgiu com o intuito de organizar e produzir Musicais de cariz profissional, promovendo a partilha cultural e artística junto da comunidade.

O projeto veio responder à procura de novos estímulos e profissionalização do quadro de alunos de VOZES EM ½ PONTA e potenciais candidatos, resgatando e desenvolvendo as competências dos melhores talentos da região.

Com coordenação de Vanessa Silva, fundadora e mentora da Companhia, conta atualmente com 14 artistas, que desenvolvem a sua formação em Teatro Musical, através das componentes de canto, dança e representação.

 

 

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publicado às 22:02


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