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O Centro de Vacinação da Guarda vai reabrir no próximo dia 5 de setembro, desta vez nas instalações do antigo Centro Apostólico da Guarda.
Nos restantes concelhos da área de influência da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda iniciar-se-á também a vacinação nos mesmos moldes e nos locais aonde se efetuou o anterior reforço da vacinação à Covid-19.
Nesta primeira fase, as equipas de vacinação vão administrar vacinas contra a Covid-19 nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas – ERPI (Lares) e a pessoas maiores de 80 anos.
A Câmara Municipal da Guarda vai passar a proceder, a partir da próxima segunda-feira, ao atendimento presencial aplicando a obrigatoriedade de marcação prévia.
Esta alteração, segundo a autarquia, tem a ver com a evolução registada no estado da pandemia por Covid 19. Os munícipes deverão assim proceder ao pré agendamento através de telefone, email ou utilizar os serviços online do Balcão Digital, na página de internet do município
A autarquia guardense relembra que também é obrigatório o uso de máscara para o acesso ou permanência nos Serviços, devendo ser mantido o distanciamento social e seguido "escrupulosamente as indicações dos funcionários e a sinalética disponível no local".
A queima do tradicional madeiro de Natal, na Guarda foi cancelada, tendo em conta que é “extremamente elevado” o risco de transmissão do Covid 19.
O Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, determinou que não sejam emitidas licenças quer para a queima do madeiro de Natal, quer para o Magusto da Velha, em Aldeia Viçosa, “devendo ser tomadas as diligências tidas por convenientes para que, caso os madeiros estejam preparados, não sejam acesos ilegalmente por terceiros”.
O lançamento do fogo de artifício, na passagem de ano, será a única atividade que se vai realizar porque, como disse Sérgio Costa, “será visível por todas as pessoas a partir de sua casa”, sendo assinalada a entrada em 2022.
Recorde-se que Na Guarda tinha sido já declarado estado de alerta municipal e ativado o Plano Municipal de Emergência.
O vice-almirante Gouveia e Melo foi ontem distinguido pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) com o título de “Especialista Honoris Causa”.
A atribuição deste título honorífico, por parte do IPG, traduz o reconhecimento, por parte daquela instituição de ensino superior, pelo trabalho do vice-almirante Henrique Gouveia e Melo enquanto coordenador nacional da Task Force do Plano de Vacinação para combate à Covid-19.
Henrique Gouveia e Melo afirmou, na ocasião, sentir-se “muito honrado e sensibilizado com esta distinção”.
O cientista Fernando Carvalho Rodrigues, que preside ao Conselho Geral do IPG, afirmou no decorrer da sessão realizada no auditório dos serviços centrais do IPG que “O vice-almirante é um homem de ciência, com conhecimentos estruturados de teoria científica e de ação prática; é um homem de artes, com técnicas eficientes para influenciar. Henrique Gouveia e Melo é, portanto, um especialista e um líder, com o talento de olhar para uma missão e executá-la com humildade, trabalho e segurança”.
As novas regras, no âmbito no contexto da situação de emergência sanitária, foram hoje divulgadas. O país passa a estado de calamidade a partir das 00.00h do próximo sábado, dia 1 de maio. As novas regras incluem a abertura de restaurantes, cafés e pastelarias até às 22h30, diariamente, enquanto as lojas e centros comerciais vão estarabertos até às 21h durante a semana, e até às 19h ao fim-de-semana. Ocorrerá, igualmente, a abertura das fronteiras terrestres.
Passam à fase seguinte do desconfinamento 270 concelhos dos 278 do território continental, passando a avaliação da situação a ser semanal, em vez de quinzenal.
O Centro de Testes COVID-19 (Drive Thru) da Guarda passou a funcionar, desde ontem, junto à entrada do estacionamento subterrâneo do Hospital Sousa Martins.
Este Centro que tem funcionado, nos últimos meses num dos pavilhões do NERGA, passou agora para instalações pré-fabricadas no Parque da Saúde, com o objetivo de proporcionar maior comodidade aos utentes e dos profissionais de saúde.
Apenas têm acesso a este Centro de Testes COVID-19 pessoas sinalizadas através do SNS24 ou com contacto prévio expresso da Unidade de Saúde Pública da ULS da Guarda/ DGS. O teste não é efetuado a quem não preencher este requisito. Recorde-se que são regras fundamentais de segurança para acesso a este Centro: o acesso através da entrada devidamente sinalizada; não sair do veículo, uma vez que, o teste é efetuado com as pessoas no interior dos veículos; não se deslocar para fora da zona limitada ao Centro de Testes, por questões de segurança.
O início do desconfinamento gradual, esta semana, foi encarado com um misto de entusiamo e receio, não faltando argumentos num e noutro sentido.
É certo que a sensatez deve prevalecer e continuar a orientar os comportamentos para medidas preventivas, pois vivemos ainda num quadro de incertezas.
Albert Camus, na sua conhecida obra “A Peste”, falava de cidadãos “impacientes do presente, inimigos do passado e privados do futuro”; lembrava, por outro lado que “nunca alguém será livre enquanto existirem os flagelos”. A atual pandemia tem mostrado como a liberdade é cerceada…
Para não ficarmos privados do futuro e fruirmos da liberdade teremos de, objetivamente, aprender com esta invulgar experiência do último ano, aferindo as necessárias adaptações ao nível da sociedade (globalmente entendida) e no plano individual, definindo prioridades, novas metodologias e fórmulas concretas de cooperação, acompanhadas de um constante exercício de cidadania.
Para ganharmos o futuro, mormente aqui nesta região do dito interior, é imprescindível um esforço coletivo, a modernização tecnológica, a rentabilização de recursos humanos e potencialidades endógenas, um diálogo franco entre todos os agentes de desenvolvimento económico, social, cultural e científico, um incremento da motivação e um apoio célere aos projetos inovadores.
O coletivo deve, mais do que nunca, sobrepor-se ao individual, deixando para trás protagonismos pessoais e promessas demagógicas.
Ao longo de décadas, entre o que se anuncia e concretiza vai uma enorme distância temporal, com planos definitivamente lançados para as gavetas do esquecimento onde repousam as mais ardentes afirmações mediáticas e as fotos para mais tarde recordar…
Este é um tempo de congregar esforços e incrementar a capacidade de resposta aos desafios do presente e do futuro; um tempo em que os cenários para as próximas eleições autárquicas começam a desenhar-se com maior nitidez, permitindo uma melhor perceção de anteriores movimentações e atitudes públicas de alguns.
Ciclicamente, nos meses que antecedem os atos eleitorais surgem as mais diversificadas acusações ou revelações, procurando emergir, junto do público, como a mais puras das coincidências, e sempre sob a bandeira do interesse geral e da justiça social; aparecem, também afirmações e determinações redobradas na resolução dos problemas, há muito inventariados, mas sem verem aplicada a necessária solução.
Aumenta, por outro lado, gradualmente o volume e a sonoridade das intervenções políticas, com o objetivo de marcar campos de ação e captar, em devido tempo, as atenções do eleitorado, o qual denota, ano após ano, um evidente cansaço perante estes reciclados expedientes e face ao balanço daquilo que outrora foi prometido e se encontra, realmente, executado.
As explicações, políticas, assumem as mais diversas facetas, onde cabem as discriminações do poder central, a insuficiência de verbas e, nos tempos que correm, as consequências da pandemia… Esta continua presente.
A referenciação, esta semana na França, de uma nova variante do vírus que tem transformado o mundo e as nossas vidas, deve suscitar a máxima atenção de todos nós, a envolvência na ajuda a resolução dos problemas, o exercício da nossa responsabilidade individual, o sentido crítico face às propostas políticas que nos vão ser apresentadas e às respostas necessárias no quotidiano.
Este é um tempo de mudança e de novos desafios.
Hélder Sequeira
(in O Interior, 18-3-2021)
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