Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Intervenção cirúrgica inovadora

por Correio da Guarda, em 08.08.18

     Joana Rei, uma jovem médica guardense, integrou a equipa que ontem, no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, procedeu a uma intervenção cirúrgica inovadora no panorama nacional.

Centro Hospitalar Gaia Espinho.jpg

     (Foto: Centro Hospitalar Gaia / Espinho)

 

    Tratou-se de uma "sleeve" lobectomia com reimplantação brônquica por Cirurgia Toracoscópica Uniportal, “num doente com neoplasia pulmonar central, após dois ciclos de quimioterapia neoadjuvante”.

    Como foi referido na página do Facebook daquela unidade hospitalar, esta operação ocorreu “exatamente 70 anos após a primeira Cirurgia Torácica realizada nesta Instituição, à época Sanatório Dom Manuel II, no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia”.

    Ainda de acordo com a informação veiculada na referida página, “ao fim de quatro anos e meio de prática de Cirurgia Toracoscópica Uniportal com ressecções anatómicas, demos mais um passo inovador a nível nacional, ao realizar a primeira reimplantação brônquica por toracoscopia, evitando desta forma uma possível Pneumectomia (remoção total do pulmão) ou realizar essa mesma reimplantação por via aberta, numa toracotomia póstero-lateral clássica, incisão da coluna ao esterno. A incisão nesta cirurgia foi de apenas 4 centímetros”.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:41

ULS da Guarda encerra unidade e reduz camas

por Correio da Guarda, em 02.07.18

 

Hospital da Guarda - Fot HS.jpg

 

     O encerramento da Unidade de Cuidados Intermédios de Cardiologia e a redução de 16 camas, de vários serviços do Hospital Sousa Martins, foram duas medidas tomadas hoje pela Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda.

    De acordo com a informação divulgada por aquela unidade de saúde, esta decisão prende-se com a necessidade de “fazer face à escassez de recursos humanos agravada pela redução do horário de trabalho de 40 para 35 horas, desde dia 01 de julho de 2018”.

   A ULS da Guarda deu ainda a conhecer que “para não colocar em causa a qualidade e segurança dos cuidados a prestar aos doentes, foi temporariamente ajustada a oferta assistencial no Hospital de Sousa Martins”.

   Este ajuste contempla o encerramento da Unidade de Cuidados Intermédios de Cardiologia, “passando o Serviço de Medicina Intensiva a assegurar as situações de necessidade na área, nas camas de cuidados intermédios que lhe estão alocadas”, deu a conhecer a ULS da Guarda.

   O Serviço de Cirurgia foi reduzido em 4 camas e o Serviço de Ortopedia verificou o mesmo número de redução de camas, enquanto aos serviços de Otorrinolaringologia e serviço de Oftalmologia foi retirada uma cama, com “deslocalização das restantes seis camas para próximo do Serviço de Ginecologia”.

   Ao Serviço de Pneumologia foram retiradas 6 camas.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:58

Exposição sobre Carolina Beatriz Ângelo

por Correio da Guarda, em 25.06.10

    

     No Museu da Guarda está patente, a partir de ontem, a exposição temporária “Carolina Beatriz Ângelo. Intersecções dos sentidos / palavras, actos e imagens”.

     Fundadora da Associação da Propaganda Feminina, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a exercer, em Portugal, o direito de voto, posicionando-se também num lugar de destaque no quadro europeu, ao nível da intervenção cívica.

     Nascida na Guarda, a 20 de Maio de 1877, aqui frequentou o Liceu, a partir de 1891, antes de rumar para Lisboa onde estudou na Escola Politécnica e, dois anos depois, na Escola Médico-Cirúrgica, concluindo o curso de Medicina em 1902. Nesse mesmo ano casou com o médico Januário Barreto, natural de Aldeia do Souto (Covilhã).

     Carolina Beatriz Ângelo, para além do facto que a tem envolvido em singularidade e distinção, é conhecida igualmente por ter sido a primeira mulher portuguesa a desenvolver actividade cirúrgica, no Hospital de São José, em Lisboa; naquela cidade teve consultório na Rua do Almada.

     Tendo abraçado desde cedo a causa feminista, onde pontuaram nomes como Maria do Carmo Lopes, Adelaide Cabete, Ana de Castro Osório e Domitila de Carvalho, entre outras, Carolina Ângelo viria a aderir à Maçonaria; fundadora, e elemento activo, da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas afastou-se, por divergência de princípios com outras dirigentes, e empenhou-se na criação da Associação de Propaganda Feminista, a que, aliás, presidiu.

     Foi um período de grande envolvimento na reivindicação do sufrágio feminino e na exigência do reconhecimento dos direitos das mulheres. Em 1911, no mês de Fevereiro, subscreve, juntamente com outras destacadas figuras feministas, um documento – entregue a Teófilo Braga – em que solicita o direito de voto para a mulher, com reconhecida independência económica. Recorde-se que a primeira lei eleitoral da República Portuguesa condicionava o direito de voto aos cidadãos “com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”.

     Em Tribunal argumentou, em favor do exercício do seu direito de voto, com o facto de ser viúva (o marido falecera em Junho de 1910) e “chefe de família”. Em 28 de Abril de 1911, o juiz João Baptista de Castro, considerando que excluir a mulher “é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e da justiça proclamada pelo partido republicano”, sentenciou que “a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral em preparação no lugar e com os requisitos precisos”.

     Nesse mesmo ano, a 28 de Maio, e nas eleições para a Assembleia Constituinte, protagonizou o primeiro voto por parte da mulher portuguesa; acto que teve lugar na assembleia eleitoral de S. Jorge de Arroios (Lisboa).

     Quando do seu papel de liderança e da sua combatividade em prol dos ideais feministas e republicanos muito havia a esperar, a notícia da morte – a 3 de Outubro de 1911 – de Carolina Ângelo colheu de surpresa mais diversos meios políticos, intelectuais e sociais. Pioneira do sufrágio feminino, em Portugal, Carolina Beatriz Ângelo faz parte da toponímia guardense e de outros centros urbanos.(HS)

 

 

   

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:25


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Contacto:

correiodaguarda@sapo.pt correio.da.guarda@gmail.com



Google +


Referenciar citações

Protected by Copyscape Website Copyright Protection