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Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 13.10.21

Castelo Rodrigo -- HS.jpg

 

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publicado às 23:25

724º aniversário do Tratado de Alcanices

por Correio da Guarda, em 12.09.21

 

IHoje assinala-se o 724º aniversário da assinatura do Tratado de Alcanices, ocorrida 12 de Setembro de 1297 naquela localidade espanhola.  O Tratado de Alcanices é considerado “um dos suportes da identidade de Portugal”, assumindo um particular significado para a região raiana de Riba Côa.

Com a assinatura deste importante documento passaram para o domínio português os castelos do Sabugal, Vilar Maior, Alfaiates, Castelo Rodrigo, Castelo Bom, Almeida e a localidade de San Felice de los Galegos – na zona de Riba Côa – além de Olivença, Ouguela e Campo Maior.

O rei D. Dinis, de acordo com o estabelecido nesse tratado, desistia da posse de Aiamonte, Esparregal, Valência e Aracena. A conjuntura interna espanhola (nomeadamente as divergências profundas dos tutores do rei castelhano) não deixou de se reflectir neste tratado, bem como a visão estratégica do monarca português.

De forma a acentuar os compromissos assumidos, firmou-se a promessa de casamento do rei espanhol, D. Fernando IV, com a filha de D. Dinis (a infanta D. Constança), enquanto D. Beatriz, infanta de Castela, foi prometida ao príncipe D. Afonso (filho de D. Dinis).

As terras de Riba Côa começaram por estar sob o domínio militar de D. Afonso Henriques e mais tarde foram ocupadas por Fernando II de Leão, constituindo um território onde as oscilações dos limites fronteiriços eram constantes.

Alcanices - foto Helder Sequeira.jpeg

      Alcanices

 

O Tratado fixou, de forma clara, a fronteiras portuguesas deste território limitado pelos rios Côa e Águeda e pela ribeira de Tourões. Era, como escreveu Pinharanda Gomes, uma “terra de ninguém” que se converteu no “último pedaço da Hispânia a perder a independência, por diplomacia do senhor rei D. Diniz; cantão no coração da Hispânia, com os municípios de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal, além de vários outros, hoje extintos mas reais”.

O Côa abandonou o seu papel de fronteira física e sobre ele lançaram-se novas pontes que favoreceram a circulação de pessoas e produtos; veja-se o caso do Porto de S. Miguel (assinalado no Foral de Castelo Mendo, de 1228, como Portum Mauriscum) ou da Rapoula do Côa.

Se na perspectiva portuguesa este acordo veio definir, definitivamente o território português, do ponto de vista castelhano ele foi entendido como aliança com vista à salvaguarda da paz, fundamental para a resolução dos conflitos internos existentes.

Segundo Miguel Ladero Quesada, foi o espírito diplomático de D. Sancho IV “nos últimos anos do seu reinado, sobretudo, a sua morte prematura e a gravíssima crise política castelhana na menoridade de Fernando IV que permitiram a D. Dinis jogar, alternativamente, as cartadas da guerra e da aliança para conseguir mais territórios dos que havia esperado e fixar as fronteiras em limites muitos favoráveis aos seus interesses”.

Para aquele investigador  é de supor que “algumas cláusulas do tratado seriam inconcebíveis em circunstâncias normais para os reis castelhano-leoneses, como as que se verificaram até 1295”.

Contundo, no quadro conjuntural da época D. Dinis terá tido a percepção de como era importante não deixar escapar a oportunidade de alargar o território português através de uma faixa em relação à qual Castela atribuía um interesse menor face às questões oriundas do reino de Aragão e da área peninsular sob domínio islâmico, a sul.

Assim, Alcanices traduz, como muitos reconhecem, um protagonismo inteligente da diplomacia portuguesa, evidenciado mais tarde por vários historiógrafos, cuja interpretação relativamente à passagem de Riba Côa para a Coroa lusitana assentava não na conquista territorial mas na justa restituição de terras, onde se erguia – por exemplo – o Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (junto à histórica localidade de Castelo Rodrigo).

Por outro lado, e numa leitura dos discursos historiográficos e geográficos sobre Alcanices, Luis Carlos Amaral e João Carlos Garcia realçam que “a História precede a Geografia no debate do tema, mas é uma certa Geografia que fixa em imagem cartográfica Alcanices como marco final de um processo. Também nem todos os historiadores se preocuparam particularmente com este facto diplomático e político do reinado de D. Dinis”.

Aquando da passagem dos 700 anos da assinatura do Tratado de Acanices realizou-se um Congresso Luso-Espanhol nas vilas de Riba Côa, cujo programa, para além dos diversos estudos apresentados, incluiu várias exposições que reuniram pela primeira vez um valioso acervo das peças mais representativas do património histórico e artístico desta região; uma iniciativa que veio lançar novos olhares e interesses sobre este destacado momento do processo histórico português.

Como salientou o historiador Veríssimo Serrão no decorrer desse congresso, “As grandes vantagens do Tratado de Alcanices resultavam da fixação da fronteira portuguesa que, com excepção de Olivença, ocupada pela Espanha em 1801, correspondia então ao seu traçado actual. A província da Beira constituía a zona nevrálgica do reino de Portugal, por ser esse o local corrente das invasões castelhanas. D. Dinis tratou de imediato da fortificação dos lugares de Riba-Côa, com os seus pontos mais salientes em Castelo Rodrigo e no Sabugal, tendo a defendê-las o castelo da Guarda. Tal foi a base do acordo luso-castelhano”.

 A importância deste Tratado para a formação da nacionalidade portuguesa é inquestionável; ele evidencia Portugal, decorridos todos estes séculos, como o país europeu com fronteiras mais antigas. (H. S.)

 

 

 

 

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publicado às 09:30

Visitas encenadas a Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 10.06.21

Encontros com a História.jpg

 

 

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publicado às 09:00

Visitas à Torre de Almofala

por Correio da Guarda, em 17.04.21

 

Amanhã assinala-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo associa-se à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), em colaboração com o ICOMOS Portugal nas comemorações deste dia sob a temática “Passados Complexos: Futuros Diversos”
Esta iniciativa tem a finalidade de promover uma abordagem crítica ao universo do património cultural, procurando refletir sobre o passado e projetar um futuro mais solidário e mais inclusivo.
Assim, o município de Figueira de Castelo Rodrigo preparou visitas guiadas ao património edificado, nomeadamente à Torre de Almofala e respetivo Centro Interpretativo, ao Real Mosteiro de Santa Maria de Aguiar e à mítica Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo. As visitas devem respeitar todas as normas de segurança impostas pela DGS no combate à COVID-19.
Inscrições obrigatórias:
( Posto de Turismo de Castelo Rodrigo 271 311 277 | turismocr@cm-fcr.pt | Posto de Turismo de Figueira de Castelo Rodrigo 271 311 365 | turismofcr@cm-fcr.pt )

Almofala - Visitas Guiadas.jpg

 

 

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publicado às 08:30

Encontros com a História em Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 14.08.20

Encontros.jpg

 

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publicado às 11:47

Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 25.07.20

Palácio - Castelo Rodrigo - HS.jpg

 

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publicado às 17:51

Encontros em Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 07.06.20

 

Encontros com a História.jpg

 

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publicado às 22:32

Castelo Rodrigo

por Correio da Guarda, em 04.11.18

Castelo Rodrigo - HS.JPG

 

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publicado às 20:30

Aldeia autêntica

por Correio da Guarda, em 17.05.18

 

Castelo Rodrigo.jpg

                      Foto: CM FCR

 

     Na aldeia histórica de Castelo Rodrigo foi inaugurada, esta semana, uma estrutura propícia a registos fotográficos, tendo  como fundo uma das Sete Maravilhas de Portugal.

   Este photopoint -  e de acordo com a informação divulgada  -  para além das fotografias que irá permitir realizar, destaca a vitória da aldeia histórica de Castelo Rodrigo no concurso das Sete Maravilhas de Portugal, na categoria de aldeia autêntica.

   Espera-se que esta estrutura possa ser mais um ponto de atração no referido território.

 

 

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publicado às 23:34

Visitas guiadas

por Correio da Guarda, em 06.04.18

 

     A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo vai assinalar, a 18 de abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítio.

    A referida autarquia vai organizar visitas guiadas, com personagens históricos, a Castelo Rodrigo, mediante inscrição prévia.

    Por sua vez, a Associação Ribacudana irá associar-se a esta data, realizando no dia 15 de abril, uma visita guiada às ruínas do Castelo de Monforte (Bizarril).

Figueira.jpg

 

 

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publicado às 16:06


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