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Respeito e gratidão...

por Correio da Guarda, em 20.08.22

 

Fogos florestais HS  .jpg

Ao escrevermos estas palavras [já na noite de segunda-feira] não conhecemos ainda o cenário resultante dos fogos que estão a atingir Gonçalo, Seixo Amarelo, Famalicão da Serra, Vale de Amoreira, Valhelhas, Colmeal da Torre e outras zonas circunvizinhas, mas adivinha-se trágico e desolador…

Com estes novos incêndios [já depois de enviado o texto para publicação foi registado mais um incêndio no concelho de Gouveia] e reacendimentos é, infelizmente, ampliada a mancha negra que tem ferido a Serra da Estrela há mais de uma semana; realidade que se traduz em graves consequências para a economia local e regional, para um elevado número de pessoas, para o património florestal e ambiental, para a biodiversidade…

O interior ficou, inquestionavelmente mais pobre e débil com este golpe violento do fogo impiedoso numa Serra “alta, imensa, enigmática” cuja “presença física é logo uma obsessão”, como escreveu Miguel Torga.

A Estrela, contudo, “não divide, concentra”, dizia ainda o poeta. Nestes fatídicos dias a Serra voltou a concentrar os esforços de centenas de bombeiros e outros operacionais (de instituições e serviços diversos) que merecem o nosso elevado respeito e gratidão por tudo quanto têm feito em prol da defesa de pessoas, bens, animais, floresta; travando uma luta difícil, em condições inimagináveis para muitos.

Sobretudo para aqueles que, em especial no comodismo e anonimato proporcionado pelas redes sociais, criticam, elaboram teorias, emitem opiniões que roçam o ridículo, deturpam realidades, enquadram as suas expressões numa atitude maldizente e tendenciosa…perante a situação que estamos a viver é fundamental uma postura cívica e colaborante, o apoio os homens e mulheres que estão no terreno, perante as chamas, o perigo constante.

E por vezes há gestos simples que traduzem o apreço e admiração por aqueles que envergam a farda dos bombeiros, da GNR, das forças especiais, sapadores, etc. Assim, não poderíamos deixar de transcrever as palavras que um bombeiro de Almada – que esteve aqui na Serra da Estrela a combate – escreveu numa rede social (as redes sociais também têm, obviamente, virtualidades quando utilizadas com responsabilidade e bom senso).

“Olá Criança: Desculpa tratar-te assim , mas não sei como te chamas [soube-se depois tratar-se de um menino chamado Gonçalo], nem tive oportunidade de falar contigo, sou o Chefe da equipa do veículo dos Bombeiros de Almada que passou por ti perto do Vale de Amoreira (…), tínhamos tido umas horas de combate complicado estávamos cansados, mas passámos na estrada junto ao café onde estavas com os teus familiares, de repente voltaste - te para nós e bateste-nos continência; na altura e porque havia trabalho a fazer, respondemos apenas com o toque da buzina de ar, mas o teu gesto aliviou o nosso cansaço e deu-nos ânimo. Dizem que as crianças são puras e que não enganam, como eu gostaria que os adultos fossem assim. Pelo ânimo dado a esta equipa com o teu gesto e como Chefe da mesma, retribuo o gesto dizendo-te em nosso nome: Muito Obrigado.”

Passados que forem estes dias de tragédia certamente serão conhecidas muitas outras expressivas atitudes de agradecimento para quem tem estado, dias e dias seguidos, no teatro de operações; ou mesmo para realçar exemplos de coragem.

No local do Covão da Abelha (zona da Serra de Baixo), Parque Natural da Serra da Estrela elementos da GNR resgataram um cidadão ameaçado pelas chamas. O próprio fez o relato, num agradecimento que dirigiu ao Comandante do Posto da Guarda Nacional Republicana de Manteigas (e posteriormente divulgado pelo Comando Territorial da Guarda): “salvaram a minha vida, com a sua rápida e decisiva entrada na zona já circunscrita em chamas. Este facto verificou-se após inesperado e violento reacendimento, com acelerada progressão das chamas, provocado por fortíssima e permanente intensidade de vento na zona onde me encontrava. Em local de difícil acesso em montanha (1300 metros), irromperam na sua viatura para o meu resgate, em tempo de sair da zona onde o fogo progrediu em forma de tenaz. Esta ação demonstra, a meu ver, ato heroico de bravura, de excecional abnegação e valentia, com comprovado perigo da sua vida (…)”.

Haverá tempo para serem conhecidos outros atos como este, a par da resposta que algumas associações e grupos de cidadãos deram de imediato ao nível do apoio a pastores e agricultores que foram atingidos fortemente pela onda devastadora dos fogos. E há que sublinhar o papel ativo das gentes locais na ajuda ao combate às chamas, quer com intervenção direta, quer com a orientação no terreno cujo conhecimento dominam.

Haverá tempo para se perceber o que falhou no combate inicial ao fogo na Serra (não sendo especialista na matéria, parece-me haver um consenso de que a situação não terá sido devidamente avaliada no que concerne à provável evolução das chamas e aos meios terrestres e aéreos necessários a uma resposta mais musculada), que dificuldades houve ao nível da coordenação e comunicações, na logística de apoio às corporações de bombeiros, etc…

Contudo não há tempo a perder na implementação dos apoios necessários a quem perdeu bens e sustento, no desenvolvimento das necessárias ações tendentes a neutralizar as falhas verificadas, na aplicação das medidas conducentes a uma rápida revitalização deste território, no rigoroso planeamento da reflorestação. São precisas decisões e atos e não mera retórica mediática.

Enquanto isso, evidenciamos, de novo, o respeito e gratidão para com todos os operacionais, agentes e corporações que têm estado na linha da frente no combate ao fogo.

 

Hélder Sequeira

 

In "O Interior", 17 de agosto 2022

 

 

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publicado às 18:30

Dia do Concelho do Sabugal

por Correio da Guarda, em 06.11.21

 

Na próxima quarta-feira, 10 de novembro, será comemorado o Dia do Concelho do Sabugal, que assinala os 725 anos da confirmação do foral de Dinis, atribuído em 1296.

O programa comemorativo inicia-se às 9h30 nos Paços do Concelho, com o hastear das bandeiras, ao som do Hino Nacional e perante guarda de honra formada por elementos das Corporações das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito.

CARTAZ .jpg


De acordo com informação da autarquia, na ocasião, terá ainda lugar a assinatura de protocolo e cedência de viatura à GNR – Comando Territorial da Guarda, destinada ao policiamento de proximidade no âmbito dos programas especiais ‘Escola Segura’ e ‘Programa Apoio 65 – Idoso em Segurança’.

A sessão solene comemorativa continua às 10 horas, no Auditório Municipal, com um momento musical, seguindo-se as intervenções do Presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença, e do Presidente da Assembleia Municipal, Manuel Meirinho. A cerimónia prosseguirá com a condecoração dos trabalhadores da autarquia com 15, 25 e 35 anos de serviço efetivo no Município, votos de louvor a trabalhadores aposentados e atribuição de Medalha de Mérito Cívico ao Brigadeiro-General António Manuel de Oliveira Bogas.

 

Fonte: CM Sabugal

 

 

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publicado às 19:00

Homenagem aos profissionais de saúde da ULS

por Correio da Guarda, em 16.04.20

 

Hospital Sousa Martins - Guarda - Foto Helder Sequ

Na Guarda vai ter lugar amanhã uma homenagem aos profissionais de saúde da Unidade Local de Saúde.

Esta homenagem simbólica será prestada pelas forças e serviços de segurança e corpos de Bombeiros.

Trata-se de uma iniciativa da Direção Nacional da PSP e decorrerá à mesma hora (16 horas) em todo o país, junto aos hospitais indicados como hospitais de referência no combate à COVID-19.

Médicos - fot.jpg

No Hospital Sousa Martins da Guarda terá lugar em frente ao Pavilhão da Consulta Externa.

 

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publicado às 22:35

Fogos na Guarda

por Correio da Guarda, em 24.08.17

Incêndio na EN 18 - Guarda - Foto HS.jpg

     A cidade da Guarda continuou hoje sob intenso manto de fumo originado, sobretudo, pelo incêndio que começou ontem, pelas 13h44, em Fernão Joanes e que progrediu para as zonas de Seixo Amarelo, Vela, Aldeia do Bispo e Vale de Estrela.

    Hoje, durante a tarde, a Estrada Nacional 18 (EN 18) esteve cortada entre o troço da Santa Cruz (em frente a Aldeia do Bispo) e a Vela (cruzamento da ligação à A23) devido às chamas que, vindas do vale entre aquelas localidades e o referido eixo viário, atravessaram a estrada e subiram pela Serra em direção à A23.

    Segundo página na internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) o incêndio estava, durante a tarde, a ser combatido por 370 homens, auxiliados por 105 veículos e dois meio aéreos.

Estrada Cortada - HS.JPG

 

Incêndio 4 - HSequeira.jpg

 

 

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publicado às 19:49

Bombeiros Voluntários Egitanienses: 141º aniversário

por Correio da Guarda, em 05.08.17

 

 

     A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses assinala, amanhã, o seu 141º aniversário.
    O programa comemorativo foi, entretanto, iniciado ontem com a realização de um simulacro junto ao edifício do Hotel Turismo.

BOMBEIROS.jpg

 


       A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses resultou da iniciativa de um grupo de guardenses preocupados com inexistência de um corpo de bombeiros na cidade da Guarda.
     A reunião que desencadeou o processo de criação desta associação humanitária ocorreu a 5 de Agosto de 1876, na residência de Geraldo José Batoréu, que liderou o grupo fundador. Foi assim constituída a “Companhia dos Bombeiros Voluntários”.
Geraldo José Batoréu, Manuel Jacinto, António Gonçalves Ribas, Jerónimo Rodrigues Leal, José Lopes Faia Júnior, Jerónimo Rodrigues Outeiro, Alfredo d´Almeida Barbas, António da Cruz, João Bernardo d´Oliveira, José Joaquim Rodrigues, Joaquim Gonçalves Ribas e Amândio Augusto Ferreira foram os elementos da comissão que fundou este corpo de bombeiros.

Quartel dos Bombeiros.jpg

     Parabéns aos Voluntários da Guarda !

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publicado às 12:33

Apreço e gratidão

por Correio da Guarda, em 21.07.17

 

     As chamas andaram, esta segunda-feira, dentro da Guarda. A meio da tarde o fogo deflagrou junto à Via de Cintura Externa, atingindo também a zona residencial da Senhora dos Remédios e, pouco tempo depois, um outro foco de incêndio eclodiu a meio da encosta do Bairro do Pinheiro.

    O incêndio, que se iria aproximar perigosamente das habitações, foi felizmente travado pelo rápido alerta desencadeado e pela pronta intervenção dos Bombeiros Voluntários.

    Este incêndio, à semelhança de muitos outros não deixou de suscitar a revolta dos moradores, múltiplas interrogações e comentários bem como o registo das condições propícias à propagação das chamas.

    Como é habitual nestas circunstâncias não faltaram os comentários dos persistentes “peritos” de ocasião, confortáveis na sua posição de ávidos espectadores de um flagelo que tem deixado profundas marcas na região e no País; não deixa de ser curioso que estes “especialistas” não sejam capazes de esboçar um gesto de auxílio, uma atitude de disponibilidade para ajudar (que, e bem, se verifica noutros casos e lugares, com o devida orientação quando há operacionais no terreno) com os meios que possam afetar para debelar as chamas; nestas circunstâncias é mais fácil manejar a câmara fotográfica dos telemóveis do que uma enxada, uma pá…e nas redes sociais sempre se colocam umas imagens suportadas por uns “emojis” encarnados, lacrimejantes ou expressando um incompreensível “like”…fica bem é confere uma pretensa tonalidade de intervenção cívica…

Bombeiro - foto HS-Guarda.jpg

    E por ali ficam a olhar para a atuação dos Bombeiros como se estes estivessem a ser os protagonistas de uma qualquer peça dramática…e estes homens, e mulheres, vivem todos os dias dramas reais e assumem, em cada dia, exemplos que deve merecer (não apenas nas festas ou galas de homenagem…) o nosso apoio, solidariedade e gratidão.

    E, discorrendo ainda pelo referido incêndio, gostaria de anotar uma atitude simples mas extremamente expressiva: um jovem morador, quando os bombeiros se preparavam para sair do local, aproximou-se do voluntário mais próximo e tocando-lhe no ombro disse-lhe “obrigado!”.

    Recebeu, da parte do Bombeiro, um sorriso que certamente traduzia uma íntima satisfação pela valorização dada, de forma simples e sincera, ao seu trabalho…ao verdadeiro espírito do Voluntariado, à sua relevante missão humanitária e social.

   Estes homens e mulheres que vemos, nestes e noutros dias dramáticos, a enfrentar as chamas, arriscando as suas vidas, auxiliando, socorrendo, servindo até à exaustão, devem merecer o nosso respeito e admiração. Bem hajam!

 

     in O Interior, 19.07.2017

 

 

 

 

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publicado às 19:20

Fénix de Honra e gratidão

por Correio da Guarda, em 20.01.17

Álvaro Guerreiro.jpg

    Álvaro Guerreiro foi, há dias, distinguido pela Liga dos Bombeiros Portugueses com a Fénix de Honra, numa cerimónia onde ficou evidenciado, até pelo elevado e diversificado número de presenças, o seu trabalho em prol do Voluntariado.

    Refira-se que a Fénix de Honra é a segunda mais alta distinção honorífica instituída pela Liga dos Bombeiros Portugueses e tem por finalidade – como diz o regulamento – galardoar a prática de atos e/ou serviços altamente relevantes, de carácter amplamente abrangente e de inquestionável apreço, com vista à dignificação e promoção da Causa dos Bombeiros e da Proteção e Socorro.

   A entrega deste galardão foi um ato de justiça pelo trabalho que este guardense – dispensa apresentações – tem desenvolvido em prol do voluntariado, dos bombeiros, não só da Guarda e distrito mas outrossim do país, mercê do seu contributo como jurista para o atual quadro legislativo na área em apreço; esta última faceta, pelo labor de bastidores e atividade individual, nem sempre tem merecido a devida e justa divulgação mas é merecedora deste sublinhado.

    A dedicação de Álvaro Guerreiro aos Bombeiros, à causa do Voluntariado, não é recente; aliás na linha de antecedentes familiares (emergente até na paixão pelo Direito e pela advocacia).

    Ainda jovem recém-licenciado, e regressado à sua terra natal para aqui iniciar as suas tarefas profissionais na área da advocacia (e também uma empenhada intervenção na área da radiodifusão sonora e da imprensa, consubstanciada no Rádio Altitude e no Notícias da Guarda, além de muitas outras atividades subsequentes e sobejamente conhecidas), Álvaro Guerreiro era já um entusiasta pela atividade dos “Soldados da Paz”, expressão muito mais em voga do que na atualidade.

    Recordamos, dessa altura, o seu interesse pela história do voluntariado, pela simbologia associada aos bombeiros – na nossa memória está a ainda a satisfação com que nos apresentou o velho Jeremias, um simpatiquíssimo boneco impecavelmente fardado de bombeiro, com uma expressão bonacheirona que despertava um largo sorriso – a sua sensibilidade pelas expressões solidárias, o gosto em servir, desinteressadamente, a comunidade, a sua irrepreensível postura cívica e um sentido de humor que o continua a caracterizar.

    O percurso que Álvaro Guerreiro tem feito no plano do Voluntariado é elucidativo e fala por si, mormente o seu trabalho como dirigente, ao nível da Associação Humanitária dos Bombeiros da Guarda e da Federação Distrital de Bombeiros; o mesmo se poderá dizer da sua colaboração com a Liga dos Bombeiros Portugueses e Escola Nacional de Bombeiros.

    E a propósito desta Escola (onde é presidente da Assembleia Geral), e da atividade formativa que é indispensável, Álvaro Guerreiro dizia, recentemente, que «hoje em dia para se ser bombeiro, seja de que classe for, é preciso ter formação certificada», acrescentando que “só salva, quem sabe salvar”.

    Nesta expressão está implícito todo um intenso trabalho, não visível publicamente, onde este cidadão tem tido um relevante contributo que merecendo a gratidão dos Voluntários deve ser igualmente apreciado pela sociedade em geral, beneficiária da intervenção dos Bombeiros nos mais variados cenários.

     Se a Fénix de Honra atribuída a Álvaro Guerreiro pela Liga dos Bombeiros Portugueses é uma lídima expressão de reconhecimento no insubstituível e importante quadro do voluntariado, deve ser também apreciada e valorizada pela comunidade local e regional na medida em que é uma personalidade que honra a Guarda. Parabéns, Álvaro Guerreiro!  (H.S.)

 

    in O Interior, 19 Jan 2017

 

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publicado às 12:55

Respeito e gratidão

por Correio da Guarda, em 19.08.16

 

     Ao longo das últimas décadas, e como consequência dos inúmeros fogos florestais, têm desaparecido, importantes parcelas de manchas verdes e outrossim de espécies autóctones.

     Na ausência ou a lenta resposta em termos de reflorestação – pelo menos de forma eficaz, sustentada e gradual – aumenta, anualmente, a extensão do território com um desolador panorama de áreas enegrecidas e agrestes, erguendo os gestos trágicos de uma floresta extinta.

Imagem de incêndio.jpg

      Os recentes incêndios ocorridos, por todo o país – alguns com dimensão assustadora que exigiram, uma vez mais, um esforço hercúleo por parte dos nossos bombeiros – sublinharam a tragédia, a par de levantarem múltiplas questões, sistemática e teimosamente reeditadas…

    As outrora anunciadas, e rapidamente esquecidas, medidas de reflorestação mostraram, na prática, a inconsistente persistência das intenções oficiais, relegando sempre para os períodos do martírio das florestas e haveres das populações a retórica circunstancial das boas e pragmáticas medidas; as palavras e o propalado empenho, fenecem logo após se apagarem as chamas e se afastarem as televisões do “teatro das operações”…terminologia que já aborrece, de tanta utilização e perante o ar teatral de alguns protagonistas…

    Fazer o confronto entre o património florestal de ontem e a realidade de hoje não é tarefa difícil, pois as evidências estão ao alcance dos nossos olhares, por mais restritos que sejam alguns horizontes.

    É trágica esta falta de intervenção, real e sistemática, neste sector, como se a floresta e o ambiente não fossem duas importantes e insubstituíveis riquezas do nosso País, onde parece haver, por parte de muitas entidades e departamentos oficiais um incrível alheamento pela preservação e aumento das zonas verdes, numa contínua cedência aos interesses económicos.

    Em contrapartida, aumenta a mancha de desertificação e perecem muitas das peculiaridades e belezas paisagísticas, resumidas à fotografia de arquivo ou às memórias individuais, impotentes perante a evolução dos tempos; não podemos ficar presos aos mais mediáticos (mas inconsequentes) projetos de reflorestação mas interessa ir mais além, desenvolver uma ação quotidiana, sistemática e global.

     Repensar o nosso património florestal e construir novos horizontes – onde o verde seja uma cor associada a montes e vales desta terra, em que alguns continuam a acreditar, mesmo com a apatia de muitos poderes – é uma tarefa urgente; caso contrário, estaremos a progredir para o fatal desaparecimento das nossas aldeias e vilas, perdendo, gradualmente, um dos poucos bens que alguns ainda nos reconhecem: a qualidade do ambiente... Neste, como noutros assuntos, importa reavivar as memórias.

   E por falarmos em memória, é importante que não se esqueçam as imagens do trabalho e esforço dos nossos bombeiros, a sua abnegação, o risco permanente em que colocam as suas vidas…

   Os nossos Bombeiros, pelo seu exemplo, pelo seu papel em prol da sociedade, pela sua coragem não devem apenas ser enaltecidos e apoiados apenas nestes períodos de horror e tragédia; devem ter sempre o nosso profundo respeito, apreço, apoio e gratidão!... (H.S.)

 

   In O Interior, 18|Agosto|2016

 

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publicado às 00:01

Do Arquivo...

por Correio da Guarda, em 20.04.16

Do Arquivo....jpg

    Antigo quartel dos Bombeiros Voluntários da Guarda. 

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publicado às 22:20

João Lopes: para sempre na memória

por Correio da Guarda, em 12.09.14

     João Oliveira Lopes faleceu. Foi assim a informação recebida, ontem, logo pela manhã. Lacónica. Fria. Triste.

    Para quem conhecia, como nós, o João Lopes é difícil exprimir, por palavras, o efeito de uma notícia destas, inesperada, geradora de um misto de sentimentos, de interrogações vertiginosas sobre a vida, o quotidiano, o valor do tempo...

    Daí que ontem, hoje, mais do que as palavras prevaleciam - em todos quantos querem guardar a memória do familiar, amigo, colega – os olhares tristes e expressivos, os silêncios, quebrados por recordações da forma de estar e de ser do João Lopes; apreciávamos, desde os tempos do Liceu – onde nos conhecemos e frequentamos a mesma turma – as suas qualidades humanas, o seu espírito solidário, a subtileza das suas observações, a desenvoltura das suas ideias, o empenho nos seus trabalhos e projetos, o seu inquestionável sentido de responsabilidade, o seu espírito de abertura e diálogo...

     Na Rádio deixou o seu cunho pessoal e criatividade, em especial nos programas que apresentou e produziu, bem como ao nível das iniciativas e projetos em que esteve envolvido (e que não cabe aqui enumerar, até pelo notório conhecimento público...); muito particularmente no programa Escape Livre e no Clube com o mesmo nome.

    Para além do doloroso afastamento (prematuro) da sua família, a ULS da Guarda perdeu um excelente profissional; a rádio e a comunicação ficaram sem um excelente comunicador; um grande número perdeu um amigo; a escrita perde um promissor romancista; o Voluntariado ficou sem um dos seus empenhados elementos, a cidade perdeu um dos seus cidadãos de corpo inteiro.

    Mas João Lopes será sempre uma presença na nossa memória, pelo seu percurso, pelo seu exemplo, pelas suas qualidades pessoais e profissionais, por tudo quanto o tornava uma pessoa distinta...

    H.S.

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publicado às 08:22


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