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Vale da Teixeira: na rota das tradições e dos sabores

por Correio da Guarda, em 20.01.19

Azeitona - fotoHS2019.jpg

     Valorizar as populações locais e os seus recursos endógenos no contexto territorial é o objetivo da ação comunitária que está a ser implementada, a escassos quilómetros da cidade da Guarda, através do projeto “Sabores e Tradições do Vale da Teixeira – Azeite”.

    Um projeto que tem rostos e constitui um bom exemplo de como se podem articular sinergias locais e valorizar o património olivícola e agrícola das nossas terras; no caso vertente das freguesias de Benespera, João Antão e Ramela.

    Julgamos ser oportuno, pela importância e alcance do referido projeto, anotar aqui os seus principais objetivos: afirmar o azeite do Vale da Teixeira como um produto de singular qualidade e importância local, regional e nacional; comprometer os agentes e atores locais no processo de valorização dos seus territórios, considerando a sua identidade cultural e fomentando a participação; valorizar o território através do olivoturismo; divulgar o património cultural existente; desenvolver rotas e itinerários de valorização do património, cultural e imaterial; reativar e dar a conhecer memórias e práticas seculares do Vale da Teixeira; capacitar as gerações mais jovens de conhecimentos que lhe permitam valorizar, respeitar e transmitir a identidade dos territórios rurais.

    Enquadradas por estas ideias, as dinamizadoras do projeto – que souberam despertar sensibilidades, equacionar linhas de desenvolvimento, reunir contributos, demonstrar o alcance de uma iniciativa com uma matriz muito específica, afirmar uma inquestionável determinação e capacidade de trabalho – delinearam um conjunto de atividades (algumas já realizadas ao longo dos últimos meses e outras nas últimas semanas, como é o caso da mesa redonda sobre “A Importância do Azeite na Economia Local”) que balizaram os rumos a seguir.

Bola de Azeite - foto HS .jpg

     Como evidenciaram, “a valorização do património, através da atividade turística, pode constituir-se como um mecanismo de afirmação e legitimação da identidade de determinados grupos e subgrupos sociais.

    Existe ainda um vasto espólio patrimonial, relacionado com a cultura da terra, nomeadamente moinhos de água, que ainda são utilizados no fabrico do pão, para além de outras mais valias patrimoniais, culturais e construídas”.

    Esta construção de um futuro promissor para as terras e gentes do Vale da Teixeira merece o apoio das comunidades locais e regionais, das suas instituições mais representativas, que se pode traduzir numa interação permanente com este tipo de projetos, numa objetiva atitude de defesa e salvaguarda da identidade desta zona.

   Ações desta natureza incrementam a (re)descoberta de especificidades beirãs que não temem confrontos com outras realidades geográficas, antes assinalam potencialidades e alternativas conducentes a novas vivências, experiências e, como é o caso, a novas sensações e sabores.(H.S)

Torradas com azeite - .jpg

     Fotos: Helder Sequeira

 

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publicado às 00:01

Fotografias, Sabores e Tradições

por Correio da Guarda, em 03.01.19

Azeitonas - HS.jpg

     No próximo sábado, 5 de janeiro, vai ser inaugurada na Benespera a Exposição resultante do Roteiro Fotográfico “Patrimónios locais: a Guarda e seu entorno”, realizado no dia 8 de dezembro numa iniciativa do Centro de Estudos Ibéricos em parceria com o Fotoclube da Guarda.

    Esta exposição, a inaugurar pelas 15 horas, é promovida no âmbito do projeto "Sabores e Tradições do Vale da Teixeira".

  O projeto é uma ação comunitária de base territorial que tem como missão, a valorização das populações locais e dos seus recursos endógenos no seu contexto territorial, tendo surgido da concertação de sinergias entre o Instituto Politécnico da Guarda(através da docente Ana Lopes da ex-aluna Vanda Rodrigues, do curso de Animação Sociocultural), Câmara Municipal da Guarda, juntas de freguesia da Benespera, João Antão e Ramela, Centro Cultural, Social e Desportivo da Ramela, Associação Cultural e Recreativa da Benespera, Associação para o Desenvolvimento Integrado da Benespera e a Quinta de Sinçais.

    Nesse mesmo dia decorrerá, um mesa redonda sobre “A Importância do Azeite na Economia Local” em que vão intervir, entre outros,  Marcelino Lopes e António Lourenço Fontes, com moderação do jornalista António Sá Rodrigues.

   De referir que no âmbito do referido projeto vão realizar-se duas Lagaradas (dias 13 e 20 de janeiro, na Ramela) que têm um custo por pessoa de 15€. A inscrição inclui o Kit Lagarada (prato, garfo, caneca de barro e saco de pano, para cada inscrição); prova de vinhos, degustação de pão torrado com azeite, no lagar da Ramela, Almoço (Chouriçada, Lagarada, sobremesa, vinho, água e sumo) e animação.

   A inscrição pode ser efetuada aqui.

 

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publicado às 23:23

Jornadas sobre o Cabeço da Fráguas

por Correio da Guarda, em 13.04.10

   

   Porcom, Oilam, Taurom. Cabeço das Fráguas: o santuário no seu contexto” é o tema da jornada que vai decorrer no Museu da Guarda, no próximo dia 23 de Abril, sobre a investigação que foi desenvolvida naquela estação arqueológica, localizada a escassos quilómetros desta cidade.

     Esta iniciativa, promovida pelo Instituto Arqueológico Alemão de Madrid, em colaboração com o Museu da Guarda e o Centro de Estudos Ibéricos, pretende analisar este espaço de santuário em função dos novos dados obtidos e enquadrá-lo no seu contexto regional, cronológico e temático.

     De referir que este encontro, de carácter interdisciplinar, coincide com a exposição que está patente no museu guardense, até 31 de Maio.

     Organizada pelo Instituto Arqueológico Alemão e pelo Museu da Guarda, esta mostra apresenta pela primeira vez ao público o molde da inscrição rupestre em língua lusitana identificada no local, que salvaguarda esse importante texto epigráfico e facilita o seu acesso, até agora difícil, a investigadores e eruditos.

     De acordo com alguns investigadores, a primeira referência a esta inscrição remonta ao século XVIII. O pároco de Pousafoles do Bispo anotou a existência, no Cabeço das Fráguas, de uma lage com caracteres indecifráveis. Estes descrevem a oferenda de vários animais a diversas divindades, conjugando no mesmo texto o alfabeto latino e a chamada língua lusitana, falada na época pré-romana em quase todo o território do ocidente hispânico.

     Com o processo de moldagem que foi concretizado no passado ano, os trabalhos arqueológicos em curso desde 2006 no Cabeço das Fráguas (localizado nas proximidades da freguesia de Benespera, Guarda) entraram numa nova fase e deixaram um eminente contributo para um maior conhecimento da referida inscrição rupestre divulgada, pela primeira vez, em 1943 pelo General João de Almeida e publicada, em 1956, pelo arqueólogo guardense Adriano Vasco Rodrigues, a quem se deve, aliás, o despertar da curiosidade por parte da comunidade científica.

     As prospecções que ali decorreram, resultaram, precisamente, da existência de referida invocação às divindades e do interesse em esclarecer o contexto arqueológico no qual terá decorrido o aludido acto religioso.

     De acordo com informação do Museu da Guarda, tratou-se da “primeira vez que esta inscrição, já famosa no meio científico europeu, foi reproduzida fielmente à escala natural com recurso à avançada tecnologia de LaserScan, levada a cabo no terreno por uma empresa especializada portuguesa”.

     O projecto, impulsionado pelo Instituto Arqueológico Alemão de Madrid, foi desenvolvido com a colaboração do Museu da Guarda e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O referido molde, processado por especialistas da Universidade Técnica de Berlim, passa a integrar a exposição permanente do Museu da Guarda.

 

 

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publicado às 00:11


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