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Pedro Carvalho: na Guarda da Fotografia

por Correio da Guarda, em 23.07.21

 

Pedro Carvalho é um apaixonado pela fotografia e igualmente pela Guarda, onde nasceu.

Como nos referiu, o pai fez despertar nele o gosto por esta cidade e em contribuir para a sua valorização. A fotografia a preto e branco aparece na sua vida em 1990 na Associação Distrital de Jogos Tradicionais da Guarda (ADJTG), no decorrer da IV Festa Internacional dos Jogos, altura em que teve a “oportunidade de aprender a fotografar e a revelar”.

Ao CORREIO DA GUARDA disse que “só mais tarde, com aparecimento das tecnologias digitais” retomou a fotografia “pela necessidade de compartilhar com as pessoas os magníficos espaços” existentes na cidade mais alta de Portugal. E ao longo dos anos, Pedro Carvalho tem feito belíssimos e artísticos registos fotográficos que têm despertado inequívoco apreço.

“Como fotógrafo amador, a fotografia tornou-se uma paixão que me move a continuar a aprender, a evoluir todos os dias.” Afirmou-nos Pedro Carvalho.

 

pedro.jpg

 

Quando surgiu o interesse pela fotografia?

Durante a 4ª Festa Internacional dos Jogos na Guarda, atividade desenvolvida pela A.J.T.G. em 1990, realizava a reportagem fotográfica durante as atividades e à noite, na “camara escura” (uma sala para o efeito), revelava a preto e branco as fotos dos acontecimentos do dia.

Guardabw002pb.jpg

Que géneros de fotos prefere?

Gosto de vários, fotografia de paisagem é a minha preferida, mas gosto de fotografia noturna, de desporto, urbana, etc.

 

Fotografia de rua, paisagem, retrato…?

Paisagem

 

Fotografia a cores ou a preto e branco?

Ambas, acho que se pode transmitir diferentes sentimentos tirando proveito da cor ou da ausência dela

 

Preocupa-se com o trabalho de edição das fotografias?

Sim. No entanto tento cada vez mais trabalhar a imagem na câmara.

 

É um trabalho moroso?

Tudo depende do empenho que pomos no momento da captura, quanto mais trabalharmos os elementos no momento da captura, menos tempo necessitamos da edição.

 

A zona da Guarda é a preferida para os seus trabalhos?

Sim, a zona da Guarda é-me particularmente querida. O meu pai ensinou-me a gostar da nossa terra.

Praça VELHA - Pedro Carvalho.jpg

Que outras zonas em especial?

Todas. Em qualquer sítio podemos encontrar imagens que nos transmitem sentimentos.

 

O que gosta mais de fotografar na Guarda?

Símbolos da cidade e o amanhecer.

 

vialacteatorre.jpg

Como têm reagido as pessoas à suas fotos?

Das mais variadas maneiras sendo que a maioria das pessoas costuma gostar.

Se a foto for sobre a cidade as pessoas identificam-se de uma maneira mais expressiva.

 

O digital incrementou, junto das pessoas em geral, o gosto pela fotografia?

Diria que sim, hoje fazem-se muitos clicks, tudo é motivo para tirar uma foto; no entanto a “fotografia” deve ser um pouco mais que um click.

 

Fazer fotografia implica uma permanente atualização dos equipamentos?

Depende, esta é uma questão antiga. Não precisamos de equipamentos topo de gama para fazer boas fotografias. Existe um infindável leque de conhecimentos que junto com o equipamento fazem uma boa foto.

Costumo fazer esta comparação: um grande piloto corre melhor com um grande carro?...

 

Os preços dos equipamentos são hoje mais acessíveis?

Sim, hoje existem equipamentos para todos os preços, mas a diferença está no custo para visualizar a fotografia. Antes o preço do rolo e da revelação era bastante caro.

 

Para além das iniciativas que tem havido, na área de fotografia, o que podia ser ainda feito para aproximar o público em geral dos trabalhos fotográficos aqui produzidos?

Exposições, workshops e uma maior dinamização dos grupos locais de fotografia.

 

Tem algum episódio curioso, ou que lhe tenha deixado boas recordações, no decorrer da sua atividade fotográfica?

Vários, mas sem dúvida o conhecer pessoas.

Tenho criado boas amizades através da fotografia.

Trovoada - Pedro Carvalho.jpg

E episódio menos agradável?

Também, principalmente quando uso o drone. Há pessoas que por desconhecimento podem ser deselegantes.

 

Que projetos tem no campo da fotografia?

Estudar sobre pintura dos mestres e suas técnicas, os conceitos por trás da Arte. Se conseguir aprender estes conceitos, tenho a certeza que eles podem melhorar a minha fotografia.

 

 

 

 

 

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publicado às 00:02

Chafariz de Santo André

por Correio da Guarda, em 13.07.21

Chafariz de St. André - HS.jpg

Chafariz de Santo André. Guarda. 

 

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publicado às 22:06

Arte urbana

por Correio da Guarda, em 24.06.21

Cristiano Ronaldo - Arte urbana - Guarda.jpg

Arte urbana. Guarda (Rua Pinto Peixoto).

 

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publicado às 00:05

Escultura contemporânea na Guarda

por Correio da Guarda, em 21.06.21

insta Campus.jpg

Campus de arte - HS.jpg

 

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publicado às 20:13

Simpósio Internacional de Arte Contemporânea

por Correio da Guarda, em 15.06.21

 

Na  Guarda continua a decorrer, até 27 de junho, o V Simpósio Internacional de Arte Contemporânea da Guarda.

Esta é a programação agendada para os próximos dias.

Atividade SIAC.jpg

 

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publicado às 00:01

Simpósio Internacional de Arte Contemporânea

por Correio da Guarda, em 05.06.21

 

Na Guarda vai decorrer, entre 9 e 27 de junho, o Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC).

Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal da Guarda, através do seu Museu, que contará com o envolvimento de dezenas de artistas de vários países.

O SIAC tem por base, como habitualmente, exposições, produção de arte ao vivo e formação artística. O Simpósio Internacional de Arte Contemporânea foi criado em 2016 com o objetivo de incrementar a proximidade entre artistas e público, promovendo também o envolvimento especial da comunidade educativa.

SIAC 2021.jpg

As atividades integradas no programa do SIAC vão ter lugar no Museu da Guarda, na Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda, na Praça Luís de Camões, na Rua da Torre, na Torre de Menagem, no Quarteirão do Associativismo, entre outros espaços e lugares (da Torre de Menagem ao Torreão).

O programa abrange expressões criativas, exposições, residências artísticas, recitais de poesia, palestras, cinema, visitas guiadas, arte ao vivo, cursos de formação artística, arte urbana, música e dança contemporâneas, teatro e publicações.

Os interessados podem obter mais informações aqui.

 

 

 

 

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publicado às 10:00

 

 

 

Norberto Rodrigues encontrou na fotografia o caminho para novos desafios e projetos. Natural da Guarda, este sociólogo considera que a fotografia é “hoje, talvez, a maior forma de intervenção social”.

Ao CORREIO DA GUARDA, Norberto Rodrigues afirma que o seu maior desafio, é “estruturar novos projetos e encontrar novas formas de comunicar com os amantes da fotografia, nomeadamente da chamada fotografia de rua”.

António Norberto Perestrello Rodrigues nasceu no Barracão, Guarda em 1953, onde viveu até aos vinte anos. Sociólogo, desempenhou vários cargos dirigentes na Administração Pública. Professor Universitário nas áreas da Sociologia, Recursos Humanos e Comportamento Organizacional.

Foi Presidente da Associação de Profissionais em Sociologia Industrial das Organizações e do Trabalho APSIOT). Autor do livro de fotografia Trajectos, Blurb, 2014, do livro de contos E dos fracos rezam as histórias, 2014, do romance de ficção À Procura do Homem Prefeito, 2018 e, em memória de Patxi Andion, Gorka Rúbio, o Louco que queria agarrar a morte, caderno, edição Calafrio, 2020. Várias exposições fotográficas, nomeadamente na Colorfoto, Lisboa e no Calafrio, Guarda.

Norberto Rodrigues - 1.JPG

Quando começou o gosto pela fotografia?

Sempre gostei de fotografia, mas só consegui condições, nomeadamente de tempo, há cerca de 11 anos, quando comprei a minha primeira máquina, que ainda tenho, com modo manual, uma Sony a230

 

O que é para si a fotografia?

A fotografia é uma arte que nos dá várias representações da realidade. Como digo sempre, a realidade não existe, existe só o nosso olhar.

A fotografia regista esses olhares, diversos e complementares. Constrói memórias que ajudam a construir identidades e culturas. É, também, hoje, talvez, a maior forma de intervenção social. Há fotografias de situações e de fenómenos sociais que muito têm ajudado a perceber “realidades” e a mudar valores e comportamentos.

 

Porquê a preferência pelo “preto e branco”?

O preto e branco dá-nos a essência da fotografia. Ilumina os contrastes, tornando nítida a mensagem da composição.

O nosso olhar tende a valorizar o conjunto e não o pormenor mais vistoso da imagem. Evidentemente que há excelentes fotografias a cores e áreas da fotografia onde a cor é mais apelativa, como nas fotografias de paisagens. É uma opção do fotógrafo. No tipo de fotografia que faço – Street Photography – o preto e branco é, para mim, mais forte, mais dramático, mais profundo.

Norberto Rodrigues 2.JPG

 

Quais os temas que mais gosta de fotografar?

Os temas vão mudando, acompanhando o nosso crescimento e os contextos que nos rodeiam. Na fotografia de rua, o fotógrafo reage ao momento, à situação que está à sua frente, seja ela enquadrável no tema x ou y, é a rua que comanda a máquina. Isto não quer dizer que o fotógrafo de rua não tenha um rumo, um objetivo.

Quando sai de casa para fotografar, ele sabe para onde vai e o que pode encontrar. É nessa escolha que ele se aproxima dos temas que o preocupam.

No meu caso, regularmente, eu caminho para os meus santuários – a sede da CGD, o Museu de Arquitectura, a Fundação Champalimaud e as Estações de Metro de Lisboa. As estruturas são as mesmas, mas as fotografias são sempre diferentes, porque eu não fotografo as estruturas enquanto tal mas a interação entre elas e as pessoas que as utilizam. Todas as minhas fotos têm pessoas!

Face ao exposto, tenho dois temas estruturais que vão dando sentido às minhas fotografias – A Humanização da Arquitectura e a Iluminação da Escuridão

 

Quantas horas dedica, por dia, à fotografia?

Antes da pandemia fotografava, em média, duas vezes por semana, durante quatro ou cinco horas. Depois é preciso editar as fotografias e fazer as nossas escolhas.

A minha edição limita-se ao básico, não gosto de alterar as fotografias. Com recurso ao Photo Gallery faço pequenos acertos – mais escuras, ou mais claras e aqui ali uma pequena alteração do contraste ou endireitar a fotografia. Não gosto de alterações estruturais da fotografia porque o resultado não é fotografia mas outra arte qualquer. Não critico quem o faz e, às vezes, até gosto do resultado final, mas não é a minha opção.

Se juntarmos a estas ações o tempo da gestão do meu grupo e o resultante das partilhas das minhas fotos em vários grupos ou comunidades, diria, respondendo à pergunta, que gasto cerca de 2/3 horas por dia nas tarefas da fotografia.

 

Qual foi o objetivo da criação da página “Norberto Rodrigues – fotografia”? A resposta a essa página foi a esperada?

Quando partilhava alguma fotografia no facebook constatava que muitos dos meus amigos reagiam gostando ou comentando a mesma.

Percebi que havia um público interessado na arte da fotografia. Decidi oferecer um espaço de apresentação regular de fotografias. Decidi, também, que o grupo não deveria ser apenas uma montra de fotografias, mas também um espaço onde todos, cumprindo regras mínimas, podiam partilhar as suas fotos. Não havia barreiras e receios de críticas negativas vindas de “sábios” do assunto. Por outro lado, a criação do grupo era uma forma de disciplinar a gestão das minhas fotos e, até, uma ajuda à escolha das melhores fotos.

Até à pandemia, sem promoções e sem convites personalizados, o grupo estava a crescer e o número de partilhas a aumentar de uma forma consistente, depois, com a escassez de fotos, o grupo continua a crescer, mas muito lentamente. Esperemos melhores dias para a fotografia poder sair à rua.

 

As suas fotos têm sido destacadas em vários “sites” e merecido elogios. Isto implica novas responsabilidades no seu trabalho ao nível da fotografia?

É verdade. Até há pouco tempo partilhava esporadicamente uma ou outra foto em um ou dois grupos de fotografia.

Há dois ou três meses decidi publicar em várias comunidades fotográficas ligadas a fotógrafos reconhecidos ou mais diversas e abertas. O resultado ultrapassou em muito as minhas melhores expectativas. Um conjunto significativo das fotos que partilhei foram reconhecidas e destacadas na grande maioria dos grupos, comunidades com origens muito diversas, Portugal, Brasil, Itália, Turquia, Japão, Espanha, Peru, Inglaterra, etc e com membros de vários pontos do mundo – uma enorme diversidade cultural e social, com valores estéticos muito diferentes e centrados em diferentes áreas da fotografia

Relevante, também, a seleção de algumas das minhas fotos para publicação em revistas da especialidade. A capa do número 1 da Revista Photographers Magazine é uma fotografia minha, curiosamente, tirada na Guarda, na Torre dos Ferreiros. Nesse número estão mais três fotos da minha autoria. Na mesma Revista, no número 2, sou o autor do mês, com 23 fotografias. No número 4, a sair brevemente, está, também, uma outra foto minha. A revista EYE Photo Magazine publicou, também, em março de 2021, uma foto da minha autoria.

Estas boas avaliações das minhas fotografias são, em primeiro lugar, um incentivo ao meu trabalho, empurrando-me para o desenvolvimento de projetos mais dirigidos e mais específicos, em algumas temáticas onde tenho trabalhado.

É o meu desafio agora, estruturar novos projetos e encontrar novas formas de comunicar com os amantes da fotografia, nomeadamente da chamada fotografia de rua.

 

O digital veio dar novo impulso à fotografia?

Claro. O digital veio democratizar a fotografia, tornando-a acessível a todos. O aparente excesso de fotografias é responsável pelo desenvolvimento técnico da indústria da fotografia e pelo crescimento da arte de tirar fotos. Boas máquinas, excelentes formações técnicas e experiência têm criado diferentes níveis de qualidade na fotografia.

Evidentemente que nem tudo é bom com este desenvolvimento da fotografia. As imagens são hoje centrais na nossa sociedade, cada vez se lê e se escreve menos, com as consequências sociais, culturais e políticas inerentes. Muitos falam – esta fotografia diz tudo! Mas a fotografia não diz nada, diz, apenas, o que o nosso olhar quer que ela diga.  

Noberto Rodrigues 3.JPG

Que fotógrafos destaca em Portugal?

Aqueles que mais me sensibilizaram para a fotografia, a preto e branco, foram Cresson e Sebastião Salgado, dois mestres reconhecidos por todos os fotógrafos.

Atualmente, há muitas áreas da fotografia e em cada uma delas muito bons fotógrafos. Seria difícil estar aqui a escolher.

Na minha área, Street Photography, para mim o melhor é, sem dúvida, o meu amigo Rui Palha. O seu olhar é geométrico e surpreendente. Vale a pena percorrer as suas fotografias.

 

Para quando um trabalho de apresentação (livro, exposição, catálogo) das suas fotografias ao grande público, na Guarda?

Já fiz vários trabalhos, nomeadamente duas exposições, uma na Colorfoto, em Lisboa e outra aí, na sede do Calafrio.

Este ano gostava de mostrar o meu trabalho, vamos ver se as condições se reúnem para que tal seja possível.

 

Fotos: Norberto Rodrigues | +info aqui.

 

 

 

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publicado às 13:05

Faleceu a pintora guardense Gracinda Costa

por Correio da Guarda, em 15.01.21

 

Gracinda Costa - Foto .jpg

A pintora guardense Gracinda Costa faleceu ontem, 14 de janeiro, com 62 anos de idade.

Funcionária da Câmara Municipal da Guarda, desde 1983, Gracinda Costa era natural de Angola.

Foi a autora da ilustração de vários livros, nomeadamente “Guarda e o seu património” e “Sabugal e o seu Património”, tendo participado em diversas exposições coletivas e algumas individuais.

Destas últimas refira-se a exposição “Biodiversidade da Serra da Estrela que no passado ano foi promovida em Fornos de Algodres, numa iniciativa da autarquia local em colaboração com a Câmara Municipal da Guarda. 

Gracinda Costa estava desde 2009 com as funções de Assistente Técnica no Espaço Educativo e Florestal – Quinta da Maúnça onde apoiou as atividades realizadas com a comunidade educativa e outros grupos de visitantes. 

 

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publicado às 00:33

Catarina Flor no Paço da Cultura

por Correio da Guarda, em 25.11.20

Crescer - Catarina Flor .jpg

“Cres(Ser)” é a designação do projeto expositivo de Catarina Flor que vai estar patente, entre 3 de dezembro e 22 de janeiro, no Paço da Cultura/Museu da Guarda.

Esta jovem guardense é licenciada em Artes Plásticas e Multimédia, com pós-graduação em Ilustração.

“Instigada pela curiosidade sobre o que é Ser e Viver, faz das suas ilustrações o caminho para se expressar. A artista explora questões do foro ontológico. Das respostas obtidas, visa extrair uma introspeção entre o que é estar vivo e o que é o Ser.” Refere, a propósito, uma nota informativa divulgada pelo Museu da Guarda.

De referir que os trabalho a expor resulta de uma parceria entre o programa BOLSEI-ARTE de apoio à experimentação artística, promovido pelo Aquilo Teatro CRL e a empresa 02S – Engenharia e Construção, Lda, e o programa Incentiv[ART] – Incubadora de projetos artísticos, implementado pelo Município da Guarda.

Catarina Flor  - Foto Helder Sequeira.jpg

Catarina Flor está também ligada, desde os 10 anos, ao mundo da fotografia; a partir de então foi crescendo o gosto pela fotografia que alicerçou em formações diversas e no aperfeiçoamento de técnicas. Como escrevemos no CG, Catarina continua idêntica a si própria: humana, sensível, simples, emotiva, interessada, observadora e com uma beleza, ternura e simpatia indiscutíveis...

Através da sua máquina fotográfica continua a mostrar ao mundo a forma como o observa, dando particular ênfase ao registo das emoções e à expressividade e beleza de um gesto, de um olhar, das coisas simples e verdadeiras.

No passado ano, esta jovem da Guarda esteve em destaque pela sua participação no vídeo clip do tema “Dark Ballet” de Madonna, que integra o álbum “Madame X”.

(H.S.)

 

 

 

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publicado às 00:05

Centro Cultural da Guarda: 58 anos

por Correio da Guarda, em 20.11.20

 

O Centro Cultural da Guarda completou, esta terça-feira (dia 17 de novembro), 58 anos. No atual contexto de emergência sanitária os atos comemorativos não podem ter a desejada expressão festiva, mas as palavras podem e devem assumir uma justa homenagem e evidenciar o orgulho que a cidade bem pode manifestar perante a existência e o historial desta instituição.

Centro Cultural da Guarda - foto Helder Sequeira.j

Evocando o passado, e para fazermos a ponte com o presente, recordemos – em breves notas – que na primeira metade do século XX o panorama cultural da Guarda passou por distintas fases, nas quais se evidenciaram o teatro e a música. Nesta última área sobressaíram os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha (Praça Luís de Camões) e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.

Em 1956 nasceu na Guarda uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados.

Nessa altura, começou a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.

Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos. Após um período de estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram pela necessidade de uma estrutura que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical. O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural.

Os estatutos do Centro Cultural da Guarda (CCG) foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de novembro de 1962; o despacho de aprovação foi exarado em 29 de janeiro de 1963, pelo Subsecretário de Estado da Educação Nacional.

A partir de 9 de Fevereiro, desse ano, foi iniciado o processo de inscrição de novos sócios, e distribuídos os inerentes formulários no Café Monteneve, Café Mondego, Leitaria Cristal e Pires & Casimiro, onde os interessados de deviam indicar o grupo ou seção em que pretendessem ingressar: grupo coral misto, grupo instrumental (seções de banda, orquestra ligeira e tuna), grupo cénico, grupo cultural e recreativo (seção de biblioteca, discoteca e cinema) e grupo folclórico.

A primeira assembleia geral da coletividade teve lugar a 2 de março de 1963 no salão nobre dos Paços do Concelho da Guarda; compareceram cinquenta e um associados, de um total de cerca de duzentos, já inscritos. “A noite não convidava a sair de casa mas os futuros sócios do Centro Cultural, jovens na maioria, e possuídos de entusiamo não condicionável pelo estado do tempo, cônscios dos deveres a cujo cumprimento se obrigaram no acto da inscrição, lá foram ao Salão Nobre dos Paços do Concelho reunir-se para eleição dos primeiros corpos gerentes, fixação da quota e breve troca de impressões. A reunião decorreu no melhor dos ambientes, dedicado inteiramente ao objectivo que lhe havia sido determinado”. Assim noticiou o semanário A Guarda.

No decorrer dessa assembleia foram eleitos os primeiros corpos gerentes, a partir de uma lista apresentada pela Comissão Promotora, da qual faziam parte o Pd. António Mendes Fernandes (que presidiu a esta reunião), Virgílio José Melo de Carvalho, Pd. Vitor Xavier Feytor Pinto, Manuel Valentim Dias Júnior, António Coelho Evangelista, José de Sousa Nunes da Fonseca, António Ferreira da Silva Milheiro, José de Campos de Carvalho e Alfeu Gonçalves Marques. O primeiro presidente da Assembleia Geral foi o Dr. José Afonso Sanches de Carvalho.

Aprovada a referida eleição, os corpos sociais do Centro Cultural da Guarda foram empossados em 24 de maio de 1963, no salão nobre do edifício dos Paços do Concelho.

A história do Centro Cultural é o somatório da ação e empenho de muitas personalidades e outrossim dos contributos dos seus associados, em especial daqueles que intervieram, ativa e diretamente, nas atividades das várias secções.

A identidade do Centro Cultural tem sido, ao longo destes 58 anos, balizada pelo lema que o CCG adotou desde o seu nascimento: “Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura”. O seu percurso assenta numa convergência de esforços, mas muito deve a personalidades que, com a sua cultura, saber, entusiamo, capacidade de realização souberam manter e revitalizar um projeto de eminente alcance cultural e social; pessoas que tiveram uma consciência clara das dificuldades, mas nunca desistiram, nem perderam a esperança. Determinação que não falta também aos atuais dirigentes.

Parabéns ao Centro Cultural da Guarda!

                                                                                                                 Hélder Sequeira

 

in "O Interior", 19|out|2020

 

 

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