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Guarda: cidade Natal

por Correio da Guarda, em 07.12.15

NATAL na GUARDA - ASR.jpg

 

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publicado às 10:16

Guarda

por Correio da Guarda, em 18.06.14

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publicado às 23:58

85º aniversário da morte de Augusto Gil

por Correio da Guarda, em 26.02.14

     Ocorre hoje, dia 26 de Fevereiro, a passagem do 85º aniversário da morte de Augusto Gil, o autor da conhecida “Balada da Neve”, um poeta profundamente ligado à cidade da Guarda.

     Augusto César Ferreira Gil nasceu na freguesia de Lordelo, Porto, a 31 de Julho de 1870; berço fortuito devido à circunstância de sua mãe se encontrar ali, acidentalmente.

     Augusto Gil passou a maior parte da sua vida na mais alta cidade de Portugal e aqui fez os primeiros estudos; frequentou, depois, o Colégio de S. Fiel, após o que regressou à Guarda, onde se encontrava em 1887.

    Tempo depois, ingressou como voluntário na vida militar que deixou com o início dos estudos na Escola Politécnica; estes seriam interrompidos, contudo, por motivo de doença.

    Em finais de 1889 foi autorizado a frequentar a Escola do Exército onde o aproveitamento lectivo não foi exemplar; passados dois anos, em Maio de 1891, ingressou no Regimento de Infantaria 4 e aí prestou serviço até ao mês de Novembro.

     De novo na Guarda, Augusto Gil fez nesta cidade, em 1892 e 1893, os exames do Liceu, rumando posteriormente para Coimbra, em cuja Universidade cursou Direito; na cidade do Mondego teve como companheiros Alexandre Braga, Teixeira de Pascoais, Egas Moniz e Fausto Guedes Teixeira, entre outros.

     Concluída a formatura, em 1898, Augusto Gil regressou à Guarda; neste período a vida não lhe correu de feição e foi confrontado com diversos problemas, de ordem profissional e de ordem económica; pretendeu exercer advocacia mas não conseguiu “clientela que lhe desse ao menos para sustentar o vício do tabaco”; curiosamente, o poeta já tinha vaticinado estas dificuldades “na aldeia sertaneja, onde hei-de ser/o melhor poeta e o pior legista”.

     Desejou ser professor provisório do Liceu mas o conselho escolar dessa época não o considerou competente para reger a cadeira de português. Ao longo dos anos sucederam-se diversas contrariedades e episódios que deixaram traços indeléveis no percurso literário de Augusto Gil.

     Decidiu ir para Lisboa e foi trabalhar com Alexandre Braga; em 1909 regressou à Guarda, enredado em dificuldades financeiras.

     Com a implantação da República, impulsionou o aparecimento do Centro Republicano da Guarda e fundou o semanário “A Actualidade”, que dirigiu entre 1910 e 1912.

     Embora este jornal tenha surgido com meio de promoção do ideário republicano, assumiu um pendor acentuadamente literário, contando com a colaboração do Pd. Álvares de Almeida, Ladislau Patrício, Amândio Paul e Afonso Gouveia, para além de outras personalidades.

    No mês de Novembro de 1911 - quando João Chagas fez parte, pela primeira vez, de um governo da República – Augusto Gil foi nomeado Comissário da Polícia de Emigração Clandestina, pelo que foi viver para Lisboa.

    Após ter exercido, durante escassos meses, o cargo de Governador Civil de Aveiro, voltou para a capital onde teve, em 1918, uma passagem pelo Ministério da Instrução Pública; no ano seguinte foi nomeado Director Geral das Belas Artes.

      Em Lisboa foi uma figura altamente conceituada nos meios intelectuais e sociais; assim não é de estranhara a homenagem de que foi alvo no Teatro Nacional, em 19 de Junho de 1927.

     A comissão promotora dessa iniciativa integrou nomes como Júlio Dantas, José Viana da Mota, Henrique Lopes de Mendonça, Columbano Bordalo Pinheiro, Eduardo Schwalbach e Gustavo Matos Sequeira.

      O trabalho de Augusto Gil cruzou-se, frequentemente, com períodos de grande sofrimento, resultado da doença que o atormentava. “A doença que desde o primeiro quartel da existência o consumiu e as dificuldades materiais com que sempre mais ou menos lutou, encontram-se no fundo de toda a sua obra, e que sabe se até não a condicionaram”, observou Ladislau Patrício num apontamento biográfico sobre o poeta.

     Nomeado Secretário-Geral do Ministério da Instrução Pública não chegou a tomar posse desse cargo pois morreu a 26 de Fevereiro de 1929, em Lisboa.

     O funeral de Augusto Gil (a 1 de Março, na Guarda) constituiu, de acordo com os relatos jornalísticos da época, uma grande manifestação de pesar. “Tudo o que a Guarda tem de mais distinto acorreu a tomar parte na sentida homenagem” e participar no cortejo fúnebre que se “revestiu de desusada imponência”.

     Os restos mortais de Augusto Gil repousam num jazigo localizado logo à entrada do cemitério municipal da Guarda, ostentando dois versos de “Alba Plena”: “E a pendida fronte, ainda mais pendeu.../E a sonhar com Deus, com Deus adormeceu...”

“Musa Cérula”, “Versos”, “Luar de Janeiro”, “O Canto da Cigarra”, “Gente de Palmo e Meio”, “Sombra de Fumo”, “Alba Plena”, “Craveiro da Janela”e “Avena Rústica” foram as principais produções literárias deste poeta, cujo trabalho evoluiu quase à margem de escolas ou correntes literárias. “Não é um romântico, nem parnasiano, nem simbolista: é ele – o Augusto Gil – nome que é um gracioso ritmo”, observou Bulhão Pato.

     Muitos dos versos de Augusto Gil passaram para o cancioneiro popular, como sublinharam alguns estudiosos da sua obra, suportada num verso melodioso e num ritmo suave.

    “Foi e é um dos poetas entre nós a quem o povo mais abriu o coração, e quando o povo abre o coração a um poeta, o seu amor repercutir-se-á pelo tempo além”, como anotou João Patrício.

     De facto, se Augusto Gil cultivou a poesia, as letras, cultivou também o seu amor pela Guarda onde escreveu uma grande parte dos seus melhores poemas; a cidade bem se pode orgulhar do seu “mais alto poeta” e recordá-lo é um dever de memória.

     Helder Sequeira

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publicado às 00:05

Um sopro cultural no aniversário da Guarda

por Correio da Guarda, em 27.11.12

     Em dia de aniversário citadino, é ainda oportuna uma palavra sobre o recente espectáculo “Guarda: sopro vital”, apresentado pelo TMG. 

     Essa oportunidade percebeu-se, de forma mais evidente, na mensagem/apelo do final do espectáculo que conjugou de forma harmoniosa a participação de largas dezenas de elementos (o que não é um trabalho fácil…) e ofereceu aos guardenses mais um reencontro com esta cidade, com as suas memórias, as suas virtualidades, com personalidades ilustres, com o sonho e a esperança!

     Esta singular mobilização de pessoas (de diferenciadas idades e origens) em torno de uma iniciativa cultural com estas características deve orgulhar a Guarda, cidade que não se deve ficar pela comemoração ritualista do seu aniversário, antes deve ter nesta data (como em todos os dias) uma atitude determinada para enriquecer o presente e ganhar o futuro.

     E “Guarda: sopro vital” (produção da CMG, Teatro Municipal da Guarda e Teatro ACERT) foi mais uma, excelente, lição; uma aragem de frescura e de inconformismo que utilizando factos do passado, ou ficcionando ideias e anseios, reforçou a necessidade de sentirmos e vivermos mais esta cidade, num esforço conjunto, com rumos definidos, em liberdade e respeito pelas diferenças. Tudo isto numa cidade com bons ares – nos mais diversos campos – e culturalmente prestigiada.

     Deseja-se que a mensagem tenha sido apreendida por todos e se materialize no quotidiano de cada um, através da sua forma de estar e de ser.

    “Sopro Vital” foi uma excelente prenda para a Guarda, em tempo do seu 813º aniversário. Parabéns aos seus mentores e a todos quantos estiveram envolvidos.

 

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publicado às 19:39

Altitude (rádio) global

por Correio da Guarda, em 02.01.12

 

     Os conteúdos disponíveis na página da Rádio Altitude na Internet (em www.altitude.fm) foram acedidos, em 2011, a partir de 80 países e territórios. As ligações mais procuradas foram a emissão online e o arquivo de programas e rubricas em podcast, actualizado diariamente.

     A seguir a Portugal, os trinta países a partir de onde se registaram ligações em maior número foram, por ordem de procura, Brasil, Espanha, França, Suíça, Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Coreia do Sul, Itália, Luxemburgo, Rússia, Angola, Moçambique, Polónia, Turquia, Argentina, México, Holanda, Bélgica, Ucrânia, Irlanda, Andorra, Cabo Verde, Austrália, China (incluindo Macau e Hong Kong), Finlândia e Índia. Entre os países a partir de onde se registaram ligações ocasionais contam-se Marrocos, Equador, Hungria, Israel, Peru, Sérvia, Suécia, Senegal, Taiwan, África do Sul, República Checa, Dinamarca, Grécia, Japão, Malásia, Roménia, Venezuela, Áustria, Qatar, República Dominicana, Tunísia, Nova Zelândia, Paraguai, Tailândia e Mónaco.

 

   

      As cidades internacionais com maiores ligações aos conteúdos da Rádio foram Valência, Madrid, São Paulo, Zurique, Belo Horizonte, Genebra, Fortaleza, Frankfurt, Salvador, Recife, Seoul, Luxemburgo, Toulouse, Luanda, Paris, Lausanne, Lyon, Valladolid, Salamanca, Maputo, Roma, Nova Iorque, Dusseldorf, Bruxelas, Estrasburgo, Milão e Sydney.

    Em Portugal, além do distrito da Guarda, a Rádio foi acedida online a partir de (por ordem decrescente) Lisboa, Porto, Castelo Branco, Coimbra, Aveiro, Viseu, Setúbal, Santarém, Braga, Leiria, Faro, arquipélago dos Açores, Évora, Viana do Castelo, arquipélago da Madeira, Portalegre, Beja e Bragança.

    No conjunto, a página da Rádio foi acedida em 201 desde 898 cidades em todo o mundo.  O acesso ao portal da Rádio Altitude fez-se, sobretudo, a partir da procura no motor de pesquisa Google (51% das entradas), por acesso directo ao endereço www.altitude.fm (23%) e por ligação a partir da rede social Facebook (18%). No Google, 3.736 palavras-chave conduziram à página da Rádio, maioritariamente por «radio altitude», «guarda», «altitude», «altitude fm» e «rádio».

 

     A Rádio Altitude - com estúdios na cidade da Guarda - inaugurou, oficialmente, as suas emissões em 29 de Julho de 1948, sendo a mais antiga estação regional portuguesa e uma das rádios portuguesas com  maior longevidade.

     No longínquo ano de 1948, esta rádio apresentava-se como “Posto Emissor CS2XT” (mais tarde foi-lhe atribuído o indicativo CSB-21), emitindo, em onda média, no comprimento de onda dos 212,5 m e na frequência de 1495 Kc/s.  A frequência modulada veio na década de oitenta, após o processo de liberalização do espectro radioeléctrico, em Portugal; passou a emitir em 107,7 Mhz e em 1991 na frequência (que prevalece) dos 90.9 Mhz.  A estação, servida por uma equipa dinâmica e consciente do papel da Rádio no século XXI, posiciona-se na vanguarda do desenvolvimento tecnológico mas sem esquecer o seu rico historial, a profunda afectividade com a região (H.S.)

 

 

 

 

fonte: Rádio Altitude

 

 

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publicado às 18:02

 

As baixas temperaturas, que se fizeram sentir na Guarda, (chegaram aos seis graus negativos) obrigaram à interrupção da emissão da Rádio Altitude, ao princípio da tarde de hoje.
Uma avaria no sistema de recepção do sinal de frequência modulada que é transmitido dos estúdios, localizados na cerca do antigo Sanatório Sousa Martins, para o emissor da estação, instalado na zona da Pedra do Vento, a sudoeste da cidade da Guarda, tornou impossível a continuidade da emissão em FM.
Contudo o trabalho desta estação emissora guardense prossegue  normalmente podendo ser escutada a emissão online, em www. altitude.fm.
A reparação desta avaria, de acordo com informação da Direcção da RA, passa por uma delicada intervenção técnica e pela necessidade de uma subida, de elemento especializado, à torre do emissor, o que se prevê para amanhã, quinta-feira, caso as condições técnicas os permitam.
 

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publicado às 19:54

Adriano Vasco Rodrigues homenageado na Guarda

por Correio da Guarda, em 30.10.09

 

Na Guarda decorreu hoje uma jornada de homenagem a Adriano Vasco Rodrigues, iniciativa conjunta da Câmara Municipal da Guarda, Instituto Politécnico e Assembleia Distrital da Guarda.
O programa iniciou-se, pelas 10 horas, com uma sessão nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda onde o homenageado recebeu a “Medalha de Mérito” daquele estabelecimento de ensino superior.
Seguiu-se uma visita à “Biblioteca Escolar Adriano Vasco Rodrigues”, localizada na Escola do primeiro ciclo do Ensino Básico do Bonfim.
No período da tarde teve lugar, a partir das 15 horas, na Sala de sessões da Assembleia Municipal da Guarda a cerimónia de entrega da Medalha de Ouro da Cidade a este investigador e docente, que desempenhou, para além de deputado, as funções de Governador Civil do Distrito da Guarda; dirigiu, durante largos anos, a revista “Altitude”.
No edifício da Câmara Municipal da Guarda foi inaugurada uma exposição subordinada ao tema “Adriano Vasco Rodrigues – vida e obra” e  mais tarde, no Hotel de Turismo, decorreu o lançamento do volume 12 da Revista Altitude.
Natural da Guarda, Adriano Vasco Rodrigues desde cedo se interessou pela arqueologia e história deste distrito, tendo promovido vários trabalhos de campo reflectidos numa vasta bibliografia que se reparte entre o Paleolítico e a Idade Média.
A sua vida tem sido repartida entre a investigação e a docência, nomeadamente em Portugal, Angola e a Bélgica, onde dirigiu a Schola Europaea.
 
 

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publicado às 23:33


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