Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Portal sobre a Primeira República

por Correio da Guarda, em 15.01.11

 

     O Arquivo Distrital da Guarda, em parceria com a Guarda Digital, disponibilizou, recentemente, um portal dedicado à “Primeira República na Região”.

     Embora esteja já acessível aos interessados, este portal será inaugurado em breve. Pretende ser um sítio em permanente (re)construção de conteúdos, aceitando contributos externos.

    “Está aberto à disponibilização de fontes em formato digital, assegurado as entidades coordenadoras do projecto os meios tecnológicos e técnicos necessários à sua reprodução e à disponibilização de tais fontes e conteúdos através deste sítio na internet”, esclarece Levi Coelho, director do Arquivo Distrital da Guarda.

    Este projecto (www.arquivo.guarda.pt)  surgiu no âmbito da comemoração do centenário da república, tendo em vista “a divulgação e a promoção do acesso às diversas fontes de informação que permitam melhor conhecer o impacto da implantação do regime republicano na evolução histórica das diversas comunidades do distrito da Guarda”.

    O Director do Arquivo Distrital da Guarda salienta que “tais fontes, se quisermos, tais informações, estão dispersas por uma multiplicidade de entidades públicas e privadas”, nomeadamente arquivos históricos, arquivos de entidades públicas activas, arquivos de família, de associações, museus, ou bibliotecas. “Materializaram-se tais informações, provavelmente, em suportes e por processos diversificados – o documento escrito, a fotografia, a publicação monográfica ou periódica, a obra de arte, o registo sonoro, a peça museológica, ou outros”.

    Para Levi Coelho, embora a dispersão e o desconhecimento da existência dessa informação constitua um “obstáculo ao conhecimento e à contínua reconstrução da nossa história”, a tecnologia actual associada às potencialidades da internet pode contribuir para “tornar acessível o que está inacessível”.

    Neste portal vão estar disponíveis documentos, imagens, páginas de jornais do período da primeira República, biografias de personalidades, indicação de trabalhos editados e ligações para outros sítios com interesse para os potenciais utilizadores.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:12

República e jornais da Guarda

por Correio da Guarda, em 31.10.10

 

     Na Galeria de Arte do Paço da Cultura estão patentes, até ao próximo dia 30 de Novembro, as exposições “Viva a República Portugueza! – Primeiras páginas de jornais da Guarda” e “A República das Artes”.

     Esta última exposição, organizada pela Câmara Municipal da Guarda, reúne trabalhos de artistas como Marco Conde, Rui Miragaia, Alberto Carreto, Arménio Diniz, Luis Rebello e Pedro Renca, entre outros.

     A outra exposição, organização conjunta da Câmara Municipal da Guarda e do Governo Civil da Guarda, conta com a colaboração de diversas instituições, nomeadamente do Arquivo Distrital da Guarda, Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda) e Biblioteca Vergílio Ferreira (Gouveia).

 

 

     “Nos jornais de matriz republicana, publicados antes e depois da data que marcou um novo ciclo na história política portuguesa, encontramos textos de grande lucidez e reflexões apaixonadas, a par de uma preciosa informação sobre o pulsar da vida local, sobre o papel interventivo de muitas personalidades, sobre as estratégias dos grupos que detinham ou pretendiam o poder, sobre as divergências pessoais ou de grupos. Da leitura e do estudo, crítico, destes jornais poderemos evoluir para um conhecimento mais completo de um período em que o mapa político e institucional do distrito da Guarda era palco de grande efervescência e outrossim de mudanças”, é referido no catálogo editado para este certame.

     Nele podem ser apreciadas as primeiras páginas de jornais como “O Combate”, “A Guarda”, “O Districto da Guarda”, “O Jornal do Povo”, “O Hermínio”, “A Solidariedade”, “A Folha de Trancoso” ou “A Fraternidade”.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:38

Comemorações da República

por Correio da Guarda, em 04.10.10

    

     Na Guarda vão realizar-se amanhã, 5 de Outubro, algumas actividades comemorativas do primeiro centenário da implantação da República.

    Pelas 10h30 terá lugar a cerimónia do hastear da bandeira nos Paços do Concelho e a partir das 17h30 será proferida, no Auditório do Paço da Cultura, a conferência “5 de Outubro – uma reconstituição”, por Ernesto Rodrigues.

    Uma hora depois, na Galeria de Arte do Paço da Cultura vão ser inauguradas as exposições “Viva a República Portugueza! – Primeiras páginas de jornais da Guarda” e “A República das Artes”.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:35

"Guarda: a República" - novo espectáculo colectivo

por Correio da Guarda, em 30.09.10

     A Culturguarda (empresa municipal que gere o TMG) tem prevista para o próximo mês de Novembro a apresentação do espectáculo colectivo “Guarda: a República”.

Incidindo sobre episódios, ligados à Guarda, “evocativos da República”, está agendado para os dias 26, 27 e 28 de Novembro, no Grande Auditório do Teatro Municipal

     Coordenado por Américo Rodrigues, envolverá cerca de 500 pessoas.

     Ainda no âmbito das comemorações do centenário da República, promovidas pela Câmara Municipal da Guarda, o grupo Projéct~ (projéctil), estrutura de produção teatral do TMG, irá representar uma peça baseada na vida da médica Carolina Beatriz Ângelo, natural da Guarda, a primeira mulher a exercer o direito de voto em Portugal.

     Também o próximo volume da Revista “Praça Velha”, e à semelhança do anterior, será dedicado ao centenário da República.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:26

Exposição sobre Carolina Beatriz Ângelo

por Correio da Guarda, em 29.09.10

     No Museu da Guarda continua patente até ao próximo dia 31 de Outubro a exposição temporária “Carolina Beatriz Ângelo. Intersecções dos sentidos / palavras, actos e imagens”. 

     Fundadora da Associação da Propaganda Feminina, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a exercer, em Portugal, o direito de voto, posicionando-se também num lugar de destaque no quadro europeu, ao nível da intervenção cívica.

     Nascida na Guarda, em 1878, aqui frequentou o Liceu, a partir de 1891, antes de rumar para Lisboa onde estudou na Escola Politécnica e, dois anos depois, na Escola Médico-Cirúrgica, concluindo o curso de Medicina em 1902. Nesse mesmo ano casou com o médico Januário Barreto, natural de Aldeia do Souto (Covilhã).

     Carolina Beatriz Ângelo, para além do facto que a tem envolvido em singularidade e distinção, é conhecida igualmente por ter sido a primeira mulher portuguesa a desenvolver actividade cirúrgica, no Hospital de São José, em Lisboa; naquela cidade teve consultório na Rua do Almada.

     Em 1911, no mês de Fevereiro, subscreve, juntamente com outras destacadas figuras feministas, um documento – entregue a Teófilo Braga – em que solicita o direito de voto para a mulher, com reconhecida independência económica. Recorde-se que a primeira lei eleitoral da República Portuguesa condicionava o direito de voto aos cidadãos “com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”.

     Em Tribunal argumentou, em favor do exercício do seu direito de voto, com o facto de ser viúva (o marido falecera em Junho de 1910) e “chefe de família”. Em 28 de Abril de 1911, o juiz João Baptista de Castro, considerando que excluir a mulher “é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e da justiça proclamada pelo partido republicano”, sentenciou que “a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral em preparação no lugar e com os requisitos precisos”.

     Nesse mesmo ano, a 28 de Maio, e nas eleições para a Assembleia Constituinte, protagonizou o primeiro voto por parte da mulher portuguesa; acto que teve lugar na assembleia eleitoral de S. Jorge de Arroios (Lisboa).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:55

Comemoração da República na Guarda

por Correio da Guarda, em 29.09.10

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:43

Palestra de Seabra Santos na Meda

por Correio da Guarda, em 06.07.10

    

     “Universidade Portuguesa: Evolução histórica” é o tema da palestra que Seabra Santos, Reitor da Universidade de Coimbra, vai proferir na Meda, no próximo dia 16 de Julho.

     Esta iniciativa, promovida pelo Governo Civil da Guarda, integra-se nas comemorações distritais do Centenário da República.

     A referida palestra terá lugar, a partir das 21h30, no Auditório da Casa da Cultura de Meda.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:21

Revista Praça Velha

por Correio da Guarda, em 30.06.10

     Na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço foi ontem apresentado mais um número da Revista Cultural Praça Velha, editada pela Câmara Municipal da Guarda.

    O volume XXVII inclui um núcleo temático principal dedicado às comemorações do Centenário da República, que conta com colaborações de Aires Diniz, Alexandre Costa Luís, Américo Rodrigues, António José Dias de Almeida, António Sá Coixão e António A. Rodrigues Trabulo, António dos Santos Pereira, António Sampaio, Emílio Rivas Calvo e Carlos d’Abreu, Francisco Manso, José Luís Lima Garcia, Manuel Leal Freire, Maria Antonieta Garcia e Pedro Aboim. A Grande Entrevista, a Alípio de Melo é conduzida por Rui Isidro.

    A secção habitual dedicada ao Património e História integra artigos de Célio Rolinho Pires e J. Pinharanda Gomes, Poesia, Contos e Meditações conta com a participação de João Esteves Pinto e J. Osório de Andrade, Portfolio é da responsabilidade de Tiago Rodrigues, Recensões críticas de livros, discos, filmes e objectos inclui colaborações de José Gonçalves Monteiro, António José Santinho Pacheco, Anabela Naia Sardo, Rui Torres, Ana Margarida Fonseca, Aires Antunes Diniz, José Luís Lima Garcia, Rosário Santana, Fernando Carmino Marques Manuel Sabino G. Perestrelo, António José Dias de Almeida, Lusitana Ricardo, César Prata e António Soares. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:32

Exposição sobre Carolina Beatriz Ângelo

por Correio da Guarda, em 25.06.10

    

     No Museu da Guarda está patente, a partir de ontem, a exposição temporária “Carolina Beatriz Ângelo. Intersecções dos sentidos / palavras, actos e imagens”.

     Fundadora da Associação da Propaganda Feminina, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a exercer, em Portugal, o direito de voto, posicionando-se também num lugar de destaque no quadro europeu, ao nível da intervenção cívica.

     Nascida na Guarda, a 20 de Maio de 1877, aqui frequentou o Liceu, a partir de 1891, antes de rumar para Lisboa onde estudou na Escola Politécnica e, dois anos depois, na Escola Médico-Cirúrgica, concluindo o curso de Medicina em 1902. Nesse mesmo ano casou com o médico Januário Barreto, natural de Aldeia do Souto (Covilhã).

     Carolina Beatriz Ângelo, para além do facto que a tem envolvido em singularidade e distinção, é conhecida igualmente por ter sido a primeira mulher portuguesa a desenvolver actividade cirúrgica, no Hospital de São José, em Lisboa; naquela cidade teve consultório na Rua do Almada.

     Tendo abraçado desde cedo a causa feminista, onde pontuaram nomes como Maria do Carmo Lopes, Adelaide Cabete, Ana de Castro Osório e Domitila de Carvalho, entre outras, Carolina Ângelo viria a aderir à Maçonaria; fundadora, e elemento activo, da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas afastou-se, por divergência de princípios com outras dirigentes, e empenhou-se na criação da Associação de Propaganda Feminista, a que, aliás, presidiu.

     Foi um período de grande envolvimento na reivindicação do sufrágio feminino e na exigência do reconhecimento dos direitos das mulheres. Em 1911, no mês de Fevereiro, subscreve, juntamente com outras destacadas figuras feministas, um documento – entregue a Teófilo Braga – em que solicita o direito de voto para a mulher, com reconhecida independência económica. Recorde-se que a primeira lei eleitoral da República Portuguesa condicionava o direito de voto aos cidadãos “com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”.

     Em Tribunal argumentou, em favor do exercício do seu direito de voto, com o facto de ser viúva (o marido falecera em Junho de 1910) e “chefe de família”. Em 28 de Abril de 1911, o juiz João Baptista de Castro, considerando que excluir a mulher “é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e da justiça proclamada pelo partido republicano”, sentenciou que “a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral em preparação no lugar e com os requisitos precisos”.

     Nesse mesmo ano, a 28 de Maio, e nas eleições para a Assembleia Constituinte, protagonizou o primeiro voto por parte da mulher portuguesa; acto que teve lugar na assembleia eleitoral de S. Jorge de Arroios (Lisboa).

     Quando do seu papel de liderança e da sua combatividade em prol dos ideais feministas e republicanos muito havia a esperar, a notícia da morte – a 3 de Outubro de 1911 – de Carolina Ângelo colheu de surpresa mais diversos meios políticos, intelectuais e sociais. Pioneira do sufrágio feminino, em Portugal, Carolina Beatriz Ângelo faz parte da toponímia guardense e de outros centros urbanos.(HS)

 

 

   

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:25

Centenário da República assinalado na Guarda

por Correio da Guarda, em 03.06.10

    

     A Câmara Municipal da Guarda tem previstas várias iniciativas destinadas a assinalar a passagem do primeiro centenário da implantação da República.

     Enquanto que os próximos volumes da Revista “Praça Velha” vão ser dedicados ao centenário da República, para o próximo mês de Novembro, a Culturguarda (empresa municipal que gere o TMG) tem prevista a apresentação do espectáculo colectivo “Guarda: a República”, que vai ser coordenado por Américo Rodrigues, no qual vão estar envolvidas cerca de 500 pessoas.

     Este espectáculo, que incidirá sobre episódios, ligados à Guarda, “evocativos da República”, está agendado para os dias 26, 27 e 28 de Novembro, no Grande Auditório do Teatro Municipal.

     De salientar que o grupo Projéct~ (projéctil), estrutura de produção teatral do TMG, irá representar uma peça baseada na vida da médica Carolina Beatriz Ângelo, natural da Guarda, a primeira mulher a exercer o direito de voto em Portugal.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:09


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

Contacto:

correiodaguarda@sapo.pt correio.da.guarda@gmail.com