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Faleceu o Bispo Emérito da Guarda

por Correio da Guarda, em 26.03.18

 

 

D. António dos Santos - Foto HS.JPG

 

     D. António dos Santos, Bispo Emérito da Diocese da Guarda, faleceu, ao final da tarde de hoje, no Hospital Sousa Martins, Guarda;  era natural de Santo António de Vagos, onde nasceu a 14 de abril de 1932, tendo sido ordenado padre em 1 de julho de 1956, em Albergaria-a-Velha. Foi também pároco de Ílhavo e Bispo auxiliar de Aveiro, onde esteve até 1979.

    A 17 de novembro desse ano foi nomeado Bispo da Guarda, cargo que desempenhou até 1 de dezembro de 2005, tendo resignado por motivos de saúde e sido substituído por D. Manuel Felício. Após a resignação viveu na localidade da Quintã (Santo António de Vagos) e, nos últimos tempos, na cidade da Guarda onde faleceu hoje.

    Amanhã será velado, após as 10h30, na Igreja da Misericórdia, Guarda, estando previstas as exéquias solenes para quarta-feira, 28 de março, na Sé Catedral, pelas 15 horas.

Bispo da Guarda.jpg

 

***

      Há anos atrás, quando se assinalou o 25º aniversário de D. António dos Santos à frente dos destinos da Diocese da Guarda tive o ensejo de efetuar, a convite de um dos jornais da cidade, um breve comentário sobre o prelado egitaniense; palavras que reedito nesta data.

    “Ainda que, para muitos, a visibilidade pública do Bispo da Guarda devesse ter sido, ao longo destes anos, mais acentuada, julgo que D. António dos Santos soube alcançar um adequado equilíbrio e marcar a sua presença, sempre que oportuna ou necessária.

    As suas funções implicavam uma conduta rigorosa, sóbria e uma perceção constante dos caminhos a percorrer, das realidades – a considerar numa diocese do interior. Aliás, só quem não esteve atento, olvidou os alertas e as preocupações deixadas por D. António Santos.

    Há seis anos atrás, na sua mensagem natalícia, recordo que o Bispo da Guarda se interrogava “como podemos viver e dormir tranquilos perante a fome, o frio a carência de remédios, de casa e de tantas coisas que faltam a muitos? O nosso supérfluo é, sem dúvida, o necessário dos outros”. E D. António Santos manifestava a sua apreensão perante a impossibilidade de se “continuar indiferente diante da ignorância, da solidão, exploração, falta de fé, sofrimento de multidões!?”.

     E assim, o Bispo da Guarda sublinhava que “os cristãos têm especial dever de aceitar a gigantesca mas entusiasmante tarefa de renovação do mundo”, começando, desde logo, “por tomar a sério a sua filiação divina”. Um estatuto que, na sua perspetiva, lhes dá uma responsabilidade acrescida para auxiliarem e defenderem as “vítimas da opressão”. E tal como apontava o prelado egitaniense, estas são numerosas: “os desempregados, os escravizados da noite, os dominados pela droga, pelo álcool, os impedidos dos necessários cuidados de saúde, os emigrantes forçados, os trabalhadores explorados, as vítimas da violência familiar ou social”. E como estão, infelizmente, atuais estas palavras, escritas em 1999...desejando a “realização da justiça social, a promoção dos mais débeis, o respeito pelos direitos do homem; o fim da violência e da intolerância; o trocar a inveja pelo amor”.

    Este, na sua opinião, “mesmo que escondido sobre as cinzas de muitos escombros, é uma energia moral capaz de reconstruir a própria família”, defendida por D. António dos Santos como “o verdadeiro fundamento da sociedade. A família é natural ao homem”.

    Neste contexto, por mais de uma vez, fez notar a urgência em “valorizar o lugar dos idosos na família, na comunidade civil e eclesial. Há – realçava em 2002 o Bispo da Guarda – situações inaceitáveis de esquecimento e solidão, que são fontes de atrozes sofrimentos para os próprios e de empobrecimento espiritual para os mais novos”.

 

    Helder Sequeira

 

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publicado às 23:57

Emílio Aragonez homenageado pelo Rotary Clube

por Correio da Guarda, em 17.03.18

N.JPG

     O jornalista Emílio Aragonez foi hoje homenageado pelo Rotary Clube da Guarda. A homenagem no decorreu durante um almoço-palestra (numa unidade hoteleira) onde António José Teixeira falou sobre “Jornalismo e Democracia” e Helder Sequeira referenciou o percurso pessoal e profissional do homenageado.

    Durante décadas, Emílio Aragonez foi uma das vozes mais populares das emissões radiofónicas feitas, em onda média, a partir da cidade mais alta de Portugal.

   Emílio Aragonez, figura com profundas ligações à Rádio Altitude, nasceu em 1934 em Portalegre; para a Guarda veio com cinco anos. Posteriormente, face às contingências resultantes da atividade profissional do pai, foi viver para Cascais, Pinhel, Peniche e Seia, após o que ocorreu o regresso definitivo à Guarda.

    Com onze anos começou a trabalhar na Ourivesaria Correia, nesta cidade; as aulas no Liceu ficaram para trás, pois os horários não eram compatíveis com o trabalho; o estudo circunscreveu-se ao período da noite. Emílio Aragonez frequentou o Colégio de S. José, a Escola Comercial e Industrial e a Escola dos Gaiatos, nesta cidade.

   Aos dezoito anos abriu o seu primeiro estabelecimento comercial, na Rua 31 de Janeiro. Três anos depois mudou-se para a Rua do Campo, instalando-se no antigo espaço da Espingardaria Sport, que pertencera a um antigo chefe da Polícia; iniciava-se um ciclo de atividades na área da relojoaria e ótica; contudo, circunstâncias diversas contribuíram, muitos anos depois, para o abandono da vida comercial e empresarial. Ficou, deste modo, aberto o caminho para uma dedicação total ao jornalismo e à rádio.

    Desde os dezanove anos que mantinha, aliás, uma permanente paixão pela Rádio Altitude, onde começou a colaborar no início da década de cinquenta. “Foi aberto concurso para pessoas externas ao Sanatório, concorri e fui admitido. Para mim era um desafio. Trabalhava durante o dia e à noite ia para a Rádio, a apresentar discos pedidos, que eram imensos. Contudo isto representava o início da concretização de um sonho, de estar ligado à rádio e à informação”.

   Nessa época, as emissões da Rádio Altitude eram à noite, tendo depois passado a existir um espaço na hora do almoço. Predominavam os programas de discos pedidos, os quais registavam uma permanente avalanche de solicitações, cujo atendimento se ia prolongando por semanas sucessivas. “Eram tantos os pedidos e o espaço tão reduzido que era colocado um disco num dia e outros em programas posteriores. Por vez para se ouvirem quatro dedicatórias tinha de se esperar um mês”, lembra Emílio Aragonez, mais tarde rendido ao fascínio das reportagens.

    Por essa altura, e anos subsequentes, havia regras rígidas relativamente às emissões radiofónicas e, como aconteceu até ao 25 de Abril de 1974, a polícia política estava sempre atenta, e atuante. Mesmo assim, Emílio Aragonez desvaloriza essa interferência. “As notícias que eram transmitidas, nos primeiros tempos, eram baseadas nos jornais e estes já tinham passado pela censura”. O que não impediu diversas chamadas de atenção por parte do Administrador ou Diretor da Rádio, e a deslocação, por duas vezes, às instalações de P.I.D.E., contudo sem quaisquer consequências.

    Pessoa de improviso fácil, e anotações rápidas, Emílio Aragonez assegurava os diretos da rádio de uma forma atrativa, suscitando o interesse informativo, curiosidade e audição atenta. A Rádio foi, sem reservas, uma grande afeição da sua vida, feita de trabalhos, desencontros, incompreensões silêncios, amarguras e felicidade; vida simultaneamente enraizada em convicções e em princípios, passando ao lado, de eventuais críticas ou atitudes injustificadas.

    Ao longo de décadas, deu voz à notícia, trouxe à luz da ribalta questões tantas vezes ignoradas; desencadeou o confronto de opiniões, denunciou injustiças, foi porta-voz de múltiplas aspirações de terras e gentes.

    Emílio Aragonez assumiu o jornalismo e a rádio sem nunca esquecer a função social subjacente; o que, aliás, foi sempre reconhecido pelos ouvintes, a quem nunca negou a sua presença, e voz, mesmo em situações nas quais motivos de ordem pessoal, o cansaço ou a doença aconselhavam repouso.

    Sempre atento ao quotidiano, na sua memória circulam, volvidos estes anos, muitas imagens e sons que pertencem aos bastidores da rádio; fora do estúdio de emissão havia lugar a dramas individuais, sofrimentos, dificuldades a superar, batalhas contra o tempo, necessidade de discernir e graduar com rapidez aquilo que era matéria informativa e não mero adereço de projeções institucionais ou pessoais; ocorriam confrontos marcantes no percurso individual e profissional; impressões muitas vezes gravadas de maneira indelével, que não pactuam com o esquecimento.

    O nascimento de Emílio Aragonez para a rádio, e a projeção que alcançou através desta popular emissora, ocorreu na época das emissões em onda média, quando a frequência modulada estava longe de ser uma realidade na estação CSB-21, o indicativo atribuído à Rádio da mais alta cidade portuguesa. A sua voz aquecia as noites guardenses, esbatia a solidão, aumentava progressivamente o auditório, despertando incontidas manifestações de simpatia. “Diziam-me que a minha voz era agradável e depois, também pelo que me é dito, tinha uma maneira muito peculiar de falar. Isto começou, realmente, nos programas da noite, quando a cidade precisava de companhia e a companhia era a rádio. Foram anos, anos e anos com a minha voz a entrar pela casa das pessoas”.

   A Rádio Altitude representa para Emílio Aragonez “praticamente uma vida toda. Uma pessoa que entra para ali aos 19 anos e fica lá até aos 68 obviamente que representa tudo”.

   Emílio Aragonez é uma memória viva da Guarda e da sua emblemática estação emissora – das suas estórias e tradições – igual a si próprio, referência de um tempo cúmplice das ondas hertzianas, quais laços de solidariedade com a cidade e uma vasta região. (H.S.)

 

 

 

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publicado às 18:39

Aragonez homenageado na Guarda

por Correio da Guarda, em 16.03.18

Emílio Aragonez - foto H Sequeira.jpg

 

     O jornalista Emílio Aragonez vai ser homenageado, amanhã, pelo Rotary Clube da Guarda no decorrer de um almoço-palestra que contará com intervenções de António José Teixeira e Helder Sequeira.

    António Emílio Aragonez, figura com profundas ligações à Rádio Altitude, nasceu em 1934  em Portalegre, tendo vindo para a cidade da Guarda com cinco anos. Na estação emissora guardense começou a colaborar por volta de 1950 e desde então a paixão pela Rádio nunca o abandonou, bem como a atividade jornalística.

   Desligado, atualmente, da rádio e da imprensa, Emílio Aragonez  é um memória viva da Guarda – onde reside – igual a si próprio, referência de um tempo cúmplice das ondas hertzianas, quais laços de solidariedade com a cidade e uma vasta região.

 

 

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publicado às 17:45

Património guardense...

por Correio da Guarda, em 11.03.18

Museu da Guarda - traseiras - HS.JPG

     Traseiras do Museu da Guarda. 

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publicado às 23:31

Recordar Augusto Gil

por Correio da Guarda, em 26.02.18

 

Augusto Gil.jpg

 

     Ocorre hoje, dia 26 de Fevereiro, a passagem do 89º aniversário da morte de Augusto Gil, o autor da conhecida “Balada da Neve”.

    Augusto César Ferreira Gil nasceu na freguesia de Lordelo, Porto, a 31 de Julho de 1870; berço fortuito devido à circunstância de sua mãe se encontrar ali, acidentalmente.

    Augusto Gil passou a maior parte da sua vida na mais alta cidade de Portugal e aqui fez os primeiros estudos; frequentou, depois, o Colégio de S. Fiel, após o que regressou à Guarda, onde se encontrava em 1887.

  Tempo depois, ingressou como voluntário na vida militar que deixou com o início dos estudos na Escola Politécnica; estes seriam interrompidos, contudo, por motivo de doença.

    Em finais de 1889 foi autorizado a frequentar a Escola do Exército onde o aproveitamento lectivo não foi exemplar; passados dois anos, em Maio de 1891, ingressou no Regimento de Infantaria 4 e aí prestou serviço até ao mês de Novembro. 

   De novo na Guarda, Augusto Gil fez nesta cidade, em 1892 e 1893, os exames do Liceu, rumando posteriormente para Coimbra, em cuja Universidade cursou Direito; na cidade do Mondego teve como companheiros Alexandre Braga, Teixeira de Pascoais, Egas Moniz e Fausto Guedes Teixeira, entre outros.

    Concluída a formatura, em 1898, Augusto Gil regressou à Guarda; neste período a vida não lhe correu de feição e foi confrontado com diversos problemas, de ordem profissional e de ordem económica; pretendeu exercer advocacia mas não conseguiu “clientela que lhe desse ao menos para sustentar o vício do tabaco”; curiosamente, o poeta já tinha vaticinado estas dificuldades “na aldeia sertaneja, onde hei-de ser/o melhor poeta e o pior legista”.

    Desejou ser professor provisório do Liceu mas o conselho escolar dessa época não o considerou competente para reger a cadeira de português. Ao longo dos anos sucederam-se diversas contrariedades e episódios que deixaram traços indeléveis no percurso literário de Augusto Gil.

    Decidiu ir para Lisboa e foi trabalhar com Alexandre Braga; em 1909 regressou à Guarda, enredado em dificuldades financeiras.

    Com a implantação da República, impulsionou o aparecimento do Centro Republicano da Guarda e fundou o semanário “A Actualidade”, que dirigiu entre 1910 e 1912.

    Embora este jornal tenha surgido com meio de promoção do ideário republicano, assumiu um pendor acentuadamente literário, contando com a colaboração do Pd. Álvares de Almeida, Ladislau Patrício, Amândio Paul e Afonso Gouveia, para além de outras personalidades.

    No mês de Novembro de 1911 - quando João Chagas fez parte, pela primeira vez, de um governo da República – Augusto Gil foi nomeado Comissário da Polícia de Emigração Clandestina, pelo que foi viver para Lisboa.

    Após ter exercido, durante escassos meses, o cargo de Governador Civil de Aveiro, voltou para a capital onde teve, em 1918, uma passagem pelo Ministério da Instrução Pública; no ano seguinte foi nomeado Director Geral das Belas Artes.

    Em Lisboa foi uma figura altamente conceituada nos meios intelectuais e sociais; assim não é de estranhara a homenagem de que foi alvo no Teatro Nacional, em 19 de Junho de 1927.

    A comissão promotora dessa iniciativa integrou nomes como Júlio Dantas, José Viana da Mota, Henrique Lopes de Mendonça, Columbano Bordalo Pinheiro, Eduardo Schwalbach e Gustavo Matos Sequeira.

     O trabalho de Augusto Gil cruzou-se, frequentemente, com períodos de grande sofrimento, resultado da doença que o atormentava. “A doença que desde o primeiro quartel da existência o consumiu e as dificuldades materiais com que sempre mais ou menos lutou, encontram-se no fundo de toda a sua obra, e que sabe se até não a condicionaram”, observou Ladislau Patrício num apontamento biográfico sobre o poeta.

    Nomeado Secretário-Geral do Ministério da Instrução Pública não chegou a tomar posse desse cargo pois morreu a 26 de Fevereiro de 1929, em Lisboa.

    O funeral de Augusto Gil (a 1 de Março, na Guarda) constituiu, de acordo com os relatos jornalísticos da época, uma grande manifestação de pesar. “Tudo o que a Guarda tem de mais distinto acorreu a tomar parte na sentida homenagem” e participar no cortejo fúnebre que se “revestiu de desusada imponência”.

     Os restos mortais de Augusto Gil repousam num jazigo localizado logo à entrada do cemitério municipal da Guarda, ostentando dois versos de “Alba Plena”: “E a pendida fronte, ainda mais pendeu.../E a sonhar com Deus, com Deus adormeceu...”

    “Musa Cérula”, “Versos”, “Luar de Janeiro”, “O Canto da Cigarra”, “Gente de Palmo e Meio”, “Sombra de Fumo”, “Alba Plena”, “Craveiro da Janela”e “Avena Rústica” foram as principais produções literárias deste poeta, cujo trabalho evoluiu quase à margem de escolas ou correntes literárias. “Não é um romântico, nem parnasiano, nem simbolista: é ele – o Augusto Gil – nome que é um gracioso ritmo”, observou Bulhão Pato.

     Muitos dos versos de Augusto Gil passaram para o cancioneiro popular, como sublinharam alguns estudiosos da sua obra, suportada num verso melodioso e num ritmo suave.

    “Foi e é um dos poetas entre nós a quem o povo mais abriu o coração, e quando o povo abre o coração a um poeta, o seu amor repercutir-se-á pelo tempo além”, como anotou João Patrício.

    De facto, se Augusto Gil cultivou a poesia, as letras, cultivou também o seu amor pela Guarda onde escreveu uma grande parte dos seus melhores poemas; a cidade bem se pode orgulhar do seu “mais alto poeta” e recordá-lo é um dever de memória.

 

    Helder Sequeira

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publicado às 23:47

Castelo de Linhares da Beira

por Correio da Guarda, em 18.02.18

Castelo de Linhares - HS.jpg

 

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publicado às 23:00

Guarda...

por Correio da Guarda, em 17.02.18

Guarda - centro Histórico.JPG

 

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publicado às 22:05

Cortejo

por Correio da Guarda, em 11.02.18

Cortejo - Guarda _ HS.JPG

 

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publicado às 17:23

Dispensário

por Correio da Guarda, em 05.02.18

Dispensário - Guarda - HS.JPG

 

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publicado às 08:10

Igreja da Misericórdia

por Correio da Guarda, em 04.02.18

Igreja da Misericórdia - Guarda - HS.JPG

 

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publicado às 22:39


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