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Madeiro de Natal na Guarda

por Correio da Guarda, em 25.12.12

     Madeiro de Natal foi ontem, antes e depois da Consoada, ponto de encontro de muitos guardenses.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 01:23

Feriado municipal da Guarda

por Correio da Guarda, em 27.11.12

 

     A atribuição, por D. Sancho I, da carta de foral à Guarda, em 1199, é a efeméride assinalada no feriado municipal.

     Tradicionalmente, e após o abandono da data de 3 de Maio, o feriado municipal da Guarda era comemorado a 26 de Novembro, evocando assim a data de entrega do foral sanchino. A divergência sobre a data de atribuição da carta de foral foi expressa, pela primeira vez, num artigo (de Manuel Luis dos Santos) publicado, em 1985, no jornal "Notícias da Guarda".

     A partir dessa altura alargou-se o interesse pelo estudo da questão e não faltaram argumentos sobre a prevalência de 26 de Novembro; por outro lado, a favor do dia 27 deste mesmo mês os argumentos manifestaram igualmente a sua solidez.

     De facto, o documento medieval da outorga da carta de foral refere que "foi feita esta carta em Coimbra no dia Quinto antes das Calendas de Dezembro de 1237, no ano do nosso reinado." Assim, e como foi sustentado pelos investigadores que defenderam a nova data, o dia V antes das Calendas de Dezembro é o dia 27 de Novembro de 1237, o que convertido à data cristã (menos 38 anos) cai sobre o ano de 1199. A data de 27 de Novembro acabou, assim, por ser institucionalizada, há alguns anos atrás, como feriado municipal.

     Se é verdade que a outorga da carta de foral constitui um marco de referência na história desta terra, a sua origem (luso-romana, visigótica ou medieval) é uma questão à qual não foi dada ainda resposta definitiva e segura; sabe-se, isso sim, que lusitanos, romanos e visigodos deixaram por aqui traços indeléveis da sua passagem, testemunhos diversificados, igualmente espalhados pelo distrito.

    O ano de 1199 marca um período novo e mais conhecido da história guardense. Através da carta de foral os habitantes recebiam diversos privilégios e o incentivo ao povoamento desta zona, desejado pelo monarca português.

     À carta de foral da Guarda, bem como a outro importante documento conhecido por "Costumes da Guarda”, dedicou Alexandre Herculano a sua atenção, sendo realçado o contributo para o conhecimento do período medieval português.

     A história da Guarda encerra muitas e diversificadas páginas, onde emergem a sua importância militar, a sua projecção religiosa, o passar dos séculos e de vultos que sobressaíram na vida eclesiástica, política, literária ou científica.

 

     Helder Sequeira

 

 

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publicado às 23:58

Toponímia guardense

por Correio da Guarda, em 18.05.12

 

     A toponímia guardense mereceu já referências nestas colunas quer realçando a justiça da atribuição de alguns nomes, quer pela alusão à despropositada e incompreensível designação – ou ausência dela – de várias artérias da Guarda.

     Pelo que se tem verificado, os responsáveis autárquicos pouco têm ligado a estas questões, de somenos importância face às preocupações e canseiras da governação... as folhas do calendário continuam a cair, bem como as intenções de esta realidade ser alterada.

     Contudo, hoje gostaríamos de anotar o despropósito e os inconvenientes resultantes das alterações toponímicas operadas nas últimas décadas, em função de interesses conjunturais ou políticos, na maioria dos casos sem qualquer fundamente válido.

     Pinharanda Gomes, numa das suas obras, alertava já para o facto de que “a conservação dos toponímicos incólumes constitui um ato de prudência e de sapiência porque, ao mudar-se o nome de um lugar, atribuindo-lhe outro nome, porventura aleatório, é como se o nome antigo fosse arquivado e lançado ao esquecimento, pelo que a mudança de nomes censura a memória e perturba os roteiros orientativos”, considerando assim a “restituição da toponímia” um ato “de honestidade cultural, de devolução do património à comunidade”.

     Na passada quinta-feira, na Guarda, este ensaísta e filósofo aludiu, de novo, a esta temática a propósito da evocação de Virgílio Afonso, curiosamente o autor da “Toponímia Guardense”, o único livro até agora publicado sobre esta matéria.

     Se percorrermos o roteiro citadino encontramos os mais variados exemplos de mudanças que romperam com a memória do passado, avolumando as dificuldades da investigação para quem, no presente, procure indagar a evolução urbana ou outros aspetos que se prendam com a identidade desta centenária urbe.

    Estas alterações levantam outros problemas, normalmente desapercebidos ao cidadão comum, que passam, por exemplo, pelo confronto exigido na confrontação do registo de propriedades urbanas.

    Várias obras que têm sido editadas nos últimos anos, e sobretudo pela autarquia, evidenciam muitas das mudanças toponímicas registas na cidade; se nalguns casos seja aceitável a atual designação, será sempre importante o conveniente registo do anterior toponímico, num quadro de uniformidade dos suportes físicos.

     Estes pormenores contribuem para a valorização de uma cidade e transmitem, ao visitante, um sinal da preocupação em se guardarem as memórias urbanas.

     Guardemos, pois, a memória da nossa cidade...

 

     in "O Interior", 17|5|2012

 

 

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publicado às 18:55

César Prata na Antena 1

por Correio da Guarda, em 25.07.11

 

    O programa da Antena 1 “Cantos da Casa”, produzido por Armando Carvalheda vai destacar, de hoje a sexta-feira, os projectos musicais de César Prata.

    “Canções do Ceguinho”, “Chuchurumel”, “Assobio” e “Canções de Cordel” são os trabalhos do músico e compositor guardense que vão estar em destaque – às 14.50h - neste conhecido programa de rádio, emitido de segunda a sexta-feira.

 

 

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publicado às 09:23

Prémio CAFÉ MONDEGO 2009

por Correio da Guarda, em 11.01.10

 

António Monteiro Igreja, proprietário da conhecida Egitana Musica, é o vencedor da edição 2009 do Prémio “Café Mondego”, instituído pelo blogue, guardense, com o mesmo nome.
Como foi referido pelo autor do “Café Mondego”, o prémio pretende destacar uma pessoa do nosso distrito. “Chamar-se-á, assim, a atenção para o trabalho de alguém que, na nossa opinião, merece uma referência especial e um apoio concreto.
Fugiremos à lógica mediática que premeia sempre as mesmas figuras (ou aquelas que, previsivelmente, deverão ser premiadas), acompanhada por um coro de palminhas e elogios mútuos. O nosso prémio terá que escapar à tendência para a previsibilidade, o "tem que ser", a normalidade estupidificante. Terá que haver surpresa, risco, desafio, ousadia”, não sendo um prémio institucional e muito menos “um prémio de "capital". Não dá dinheiro, nem sequer um certificado (…). O prémio tem a importância de ser verdadeiro. E a força de ser original.”
Carlos Baía e o proprietário da popular "Tasca do Benfica" recebem menções honrosas.
http://cafe-mondego.blogspot.com/2010/01/vencedor-do-premio-cafe-mondego-2009.html

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publicado às 11:32

Guardense recebe distinção internacional

por Correio da Guarda, em 26.03.09

 

José Carlos Fonseca, docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda,vai receber no próximo mês de Junho o “William Carter Award”.
Este galardão internacional, com que foi recentemente distinguido, será entregue na sessão de abertura da International Conference on Dependable Systems and Networks a realizar no no Estoril.
O “William Carter Award” é atribuído anualmente, desde 1997, a investigadores que tenham evidenciado contributos significativos na área da Fiabilidade Informática, através do seu trabalho de pesquisa ao nível da preparação de doutoramento.
O "William C. Carter Award" é atribuído pelo Steering Committee of the International Conference on Dependable Systems and Networks (DSN), USA, uma instituição de referência na área da fiabilidade informática (dependable computing), sendo financiado pelo "IEEE Technical Committee on Dependable Computing and Fault-Tolerance " e pelo "IFIP Working Group on Dependable Computing and Fault Tolerance.
Refira-se este prémio atribuído ao guardense José Carlos Fonseca surge no âmbito da apresentação do seu trabalho, subordinado ao tema "Vulnerability & Attack Injection for Web Applications”, ao DSN 2009 - The 39th Annual IEEE/IFIP International Conference on Dependable Systems and Networks.
A proposta que foi apresentada no artigo premiado diz respeito a um “injector de ataques realistas para aplicações web. A ideia subjacente é a de que, através do ataque controlado a uma aplicação web podemos avaliar o comportamento de uma série de mecanismos de segurança cujo objectivo é proteger a aplicação web.”
O premiado é filho da pintora guardense Evelina Coelho e de Alberto Martins da Fonseca.
 
 

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publicado às 15:39

Kubik no Teatro Municipal da Guarda

por Correio da Guarda, em 13.01.09

 

No Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda vai ser apresentada, dia 16 de Janeiro, pelas 21h30, a banda sonora que Kubik criou para o filme "A Felicidade", de Alexander Medvedkine .
Este filme, mudo, sobre a repercussão da Revolução Bolchevique nas camadas sociais mais desfavorecidas, e derivado da sua crítica social, foi banido na União Soviética durante 40 anos.
Segundo este multi-instrumentistas guardense, «a música estabelece uma relação dinâmica entre som e imagem, enfatizando a narração e subvertendo o seu significado».
O trabalho de composição de Kubik desdobra-se em múltiplas sonoridades, ambientes e estilos musicais, com recurso a programações electrónicas e a instrumentos acústicos. Um one-man-show, onde o músico assegura laptop, guitarra eléctrica, concertina, harmónica, percussões, flautas, marimba africana e programações electrónicas.
A música de Kubik é um caldeirão de influências e de estilos (pop, rock, jazz, clássica, experimental). É uma música livre de convenções, concebida com base na experimentação de ideias e de exercícios de remontagem sonora. Kubik tem também criado música original para teatro, cinema, vídeo, publicidade e dança contemporânea.
Nesta área, destacam-se as bandas sonoras que fez para os filmes mudos “Entr’Acte”, “Un Chien Andalou”, o filme português clássico “João Ratão” e, recentemente, o filme “A Felicidade” (Cine-Concerto). A composição da música original para este filme foi uma encomenda do Festival de Artes “Escrita na Paisagem” de Évora. Em Agosto de 2008, este espectáculo passou em quatro cidades do Alentejo, em Coimbra (Fnac) e em Lisboa (cinema São Jorge).
 

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publicado às 09:14

Tema para uma sondagem

por Correio da Guarda, em 01.01.09

 

Saber qual o grau de conhecimento que os guardenses têm da sua cidade e outrossim da história e património local constitui, indubitavelmente, um bom tema para uma sondagem. Os resultados seriam, sem dúvida interessantes, sabendo que, pela observação empírica do cidadão comum não é difícil adivinhar o sentido que tomariam esses indicadores.
Verifica-se, sobretudo ao nível dos escalões etários mais jovens, um grande desconhecimento sobre o passado da Guarda e o seu património mais expressivo. Evidentemente que, com esse distanciamento e falta de ligação entre o passado e presente se torna mais difícil a consciencialização em torno da necessidade de defesa da identidade local, e a afirmação de um espírito crítico, empenhado numa permanente defesa da memória colectiva. Em termos de salvaguarda da sua identidade muito foi já dito e escrito, bastando atentar na realidade urbanística para reavivarmos as ideias.
É certo que, nos últimos anos, e ao nível da actividade editorial, tem havido uma dinâmica digna de registo; são trabalhos que ficam, desempenhando um inequívoco contributo para a guarda das memórias citadinas e divulgação das suas múltiplas facetas, buriladas ao longo de séculos.
Todos os contributos para um melhor conhecimento da cidade devem, pois, ser devidamente divulgados e apoiados, na certeza que estaremos a criar uma postura cultural diferente e lançar novos olhares para pormenores ou realidades geralmente ignoradas ou esquecidas.
 
 

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publicado às 21:37

Inês Monteiro venceu em Espanha

por Correio da Guarda, em 22.12.08

 

A atleta guardense Inês Monteiro classificou-se, ontem, em primeiro lugar no Crosse de Venta de Baños, considerada uma das mais prestigiadas provas espanholas de corta-mato.
Recorde-se que, na passada semana, Inês Monteiro ficou na terceira posição no Europeu de Corta Mato, realizado em Bruxelas.
 

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publicado às 00:13

Identidade perdida...

por Correio da Guarda, em 18.12.08

 

 

     A expansão urbanística da cidade da Guarda, nos últimos anos, é um facto incontestável. A questão que, nas mais variadas ocasiões, tem suscitado críticas e interrogações, diz respeito, fundamentalmente, à forma como decorreu esse crescimento.
     Aspectos sobre os quais muito já foi dito e escrito, dispensando-nos, nestas breves anotações, de discorrer acerca do tema. Contudo, atendendo às transformações operadas no quotidiano e aos projectos que vão sendo delineados, será oportuno reflectir acerca dos registos feitos sobre a evolução da própria cidade.
     É que, se em tantos casos, a celeridade de processos decorrentes dos interesses imobiliários – e do injustificável descuido das entidades responsáveis – conduziu à destruição de múltiplos vestígios da história citadina, irremediavelmente sepultados sobre o betão (veja-se o que aconteceu na zona dos Castelos Velhos), noutros ainda há, pelo menos, a possibilidade de ser efectuado (quando for caso disso) um cuidadoso levantamento fotográfico. Isto de forma a permitir, aos interessados, o estudo das fases de expansão urbanística operadas na cidade, e outrossim ocorridas nalguns dos edifícios, ruas ou zonas mais significativas de períodos marcantes do século passado.
     Se, actualmente, para muitos dos habitantes da Guarda já se torna difícil o confronto com o perfil urbano e arquitectónico de há décadas atrás, o que acontecerá com as novas gerações?
     Aliás, as sucessivas alterações toponímicas, nem sempre – ou quase nunca – acompanhadas pelas adequadas indicações, acentuam as dificuldades de quantos pretendem iniciar estudos relativos à evolução urbana da nossa cidade. Ainda que uma outra obra possa servir de referência, haverá, por certo, óbices incontornáveis.
     Assim, o trabalho de registo atrás referenciado, revestir-se-á de grande interesse e utilidade para novos estudos, que se desejam, sobre a Guarda; este é um daqueles desafios que não podem ter uma resposta demorada, sob o risco de muitas imagens se perderem com o desaparecimento das memórias individuais.
     Entretanto, é de realçar o recente trabalho A Guarda em Postal Ilustrado de 1901 a 1970”, que, como o CG noticiou, foi apresentado na passada semana.
     Uma edição que nos conduz a diversas memórias, nomeadamente ao antigo Sanatório, aos encantos da neve na Guarda, à Praça Luis de Camões, à Sé Catedral e a imagens emblemáticas da cidade, no período a que dizem respeito.
     E é bom que se olhe, com atenção, para muitos dos postais ali apresentados que nos desafiam a reflectir sobre a desfiguração da identidade urbanística de uma cidade…da nossa cidade!
 
 

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publicado às 14:57


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