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Recuperação de edifícios na Praça Velha

por Correio da Guarda, em 13.11.20

 

A Câmara Municipal da Guarda iniciou a limpeza de três casas degradadas localizadas na Praça Luís de Camões, as quais tinham sido adquiridas por esta autarquia em setembro de 2019.

De acordo com informação divulgada pela edilidade,  "devido ao desabamento da cobertura dos imóveis, quer para o seu interior, quer para a via pública, tornou-se urgente a implementação de algumas medidas de intervenção, uma vez que os imóveis estavam em ruína eminente." 

As limpezas englobam a remoção do entulho, vegetação e material do interior dos edifícios que vão do nº 36 ao nº 41, contíguos aos antigos Paços do Concelho, atual sede da Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela. As casas em questão ocupam uma área de 310 metros quadrados, sendo a área de construção de 380 metros quadrados.

A autarquia está já a trabalhar no projeto de requalificação daquele espaço que irá ter apreciação técnica da Direção Regional de Cultura do Centro. A Câmara Municipal da Guarda  planeia concessionar o piso térreo (rés-do-chão) à iniciativa privada e aí instalar o Solar dos Sabores,  o Centro de Interpretação da Cultura Judaica e um espaço museológico. 

 

Fonte: CMG 

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publicado às 08:45

Coleção de António Piné será instalada na Guarda

por Correio da Guarda, em 11.11.20

 

O edifício da antiga Casa da Mocidade Portuguesa, na Guarda, vai ser recuperado para aí serem  instaladas as pinturas  da coleção de  António Piné, no âmbito de um protocolo com a Associação Nacional de Farmácias, detentora da coleção. 

Para o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro, "este acervo de arte contemporânea vai ser um trunfo importante na candidatura à Capital Europeia da Cultura". Carlos  Monteiro, anunciou hoje na última reunião do executivo municipal que a instalação da coleção António Piné na cidade da Guarda poderá abrir portas ao público, ao lado da Sé-Catedral, no início de 2023.  Esta coleção é um dos acervos particulares que melhor ilustram as correntes estéticas que caracterizaram a arte portuguesa a partir da segunda metade do século XX: tem, entre outras, obras de Cruzeiro Seixas, uma das figuras maiores do surrealismo português.

casamocidade - Guarda.jpg

A coleção será instalada na antiga Casa da Mocidade Portuguesa, adquirida pela Câmara Municipal por 260 mil euros. Segundo o presidente da Câmara, irá agora ser lançado o concurso para a elaboração do projeto de recuperação do edifício, o qual tem espaços muito variados no seu interior e, também, um jardim. 

A instalação na Guarda da Coleção António Piné irá resultar de uma parceria da Câmara Municipal com a Associação Nacional de Farmácias – ANF, através de um protocolo desenhado entre Carlos Chaves Monteiro e o presidente da ANF, Paulo Cleto. António Piné, natural de Pinhel, distrito da Guarda, farmacêutico de profissão, doou a sua coleção à ANF, que passou ser a detentora das obras de arte.

Ao longo dos anos, António Piné constituiu uma significativa coleção de pintura e escultura, que integra obras nacionais e internacionais do século XX. Paula Rêgo, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Manuel Cargaleiro, Cruzeiro Seixas, Julião Sarmento ou Rui Chafes são alguns dos artistas portugueses representados na coleção. Pablo Picasso, Salvador Dalí ou Miró são nomes da pintura internacional presentes na coleção.

 

Fonte e foto: CMG 

 

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publicado às 23:02

Hospital: área dedicada para doentes respiratórios

por Correio da Guarda, em 06.11.20

 

No Hospital Sousa Martins (HSM), na Guarda, reabriu na passada terça-feira a Área Dedicada para Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência (ADR-SU). Este setor é destinado aos doentes com suspeita de Infeção Respiratória incluindo os doentes com sintomas de contaminação pelo novo coronavírus.

O espaço, situado nas instalações do Pavilhão 5 do HSM, está disponível para acolher doentes referenciados através do SNS 24, Saúde Pública ou Médico de Família.

A nova ADR-SU inclui gabinete de triagem, dois gabinetes médicos, um gabinete de enfermagem, sala de emergência, uma sala de colheitas, uma área para doentes infectados e outra para doentes suspeitos e em estudo.

 

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publicado às 07:47

Património guardense...

por Correio da Guarda, em 05.11.20

Património - Guarda - HS.jpg

 

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publicado às 22:42

Apresentação de livros

por Correio da Guarda, em 31.10.20

 

A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço BMEL), na Guarda, tem agendada para os meses de novembro e dezembro a apresentação de sete livros, com a presença dos seus autores.

Assim,  o livro “Neste sonho que sou de mim”, de Fernando Carmino Marques, será apresentado no próximo dia 11 de novembro (18h00); “A Ira do Pelicano”, de Carlos Carvalheira, no dia 13 de novembro (18h30); “Escola Secundária Afonso de Albuquerque - 50 anos na Mata Municipal”, de vários autores, no dia 19 de novembro (18h00); “O bisavô”, de Maria João Lopo de Carvalho, no dia 28 de novembro (16h00); “O verso do sofrimento”, de Kevin Fernandes, dia 4 de dezembro (18h00); “O avô tem uma borracha na cabeça”, de Rui Zink, no dia 11 de dezembro (18h00) e, por fim, “O guarda chuva mágico”, de Ana Isabel Martins “, no dia 12 de dezembro (16h00).

O Bisavô - Romance - foto Helder Sequeira.jpg

 

Há ainda a destacar na programação da BMEL a conferência “Cine, música y mito en las poetas de la otra sentimentalidade”, pela investigadora e ensaísta, María Payeras Grau,  a ter lugra no dia 20 de novembro, às 18h00. Uma iniciativa que integra o Ciclo de Conferências Internacionais “A Europa dos Escritores” iniciado em 2019.

A  programação da BMEL oferece à comunidade diversificadas propostas culturais à volta do livro e da leitura, nomeadamente exposições, instalações, contos, visitas guiadas, oficinas, dança e leituras encenadas. Nesse contexto, a agenda da Biblioteca tem início com uma sessão de poesia baseada nos poemas de Manuel António Pina, intitulada de “Voz Alta”, por Alexandre Gonçalves, dia 5 de novembro, às 18h00. Uma atividade que resulta de uma parceria CMG/BMEL e CFAD, no âmbito da literacia.

No dia 21 de novembro a BMEL proporciona mais uma tarde de sábado às famílias com crianças dos 3 aos 12 anos, com o conto e oficina “Coração Contador” e “Conta Tu! Oficina de imaginação e expressão”, por Rita Sineiro. A atividade tem início às 15h30, sendo o seu objetivo exercitar a imaginação e a expressão oral ou escrita, trabalhando ao mesmo tempo a confiança da criança na sua faceta criativa.

Em dezembro há ainda lugar para mais duas sessões da iniciativa dirigida às famílias, “Em família…na biblioteca”. São elas: um espetáculo de dança-teatro “Corpo-Mapa-Livro”, por Marina Nabais, que parte do livro enquanto objeto específico e como indutor de experiências transformadoras do corpo, dia 5, às 15h30 e o espetáculo de leitura encenada “Viagem de Natal”, por Estórias com Asas no dia 19 de dezembro, também às 15h30. Ambos os espetáculos carecem de inscrição prévia.

 

Fonte: CMG

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publicado às 15:12

Uma rainha na Guarda...

por Correio da Guarda, em 25.10.20

 

Um pouco na linha daquilo que escrevemos em anteriores apontamentos, hoje não poderíamos deixar passar em claro uma personalidade com emblemática ligação à Guarda. Referimo-nos a D. Amélia de Orléans, última rainha de Portugal, falecida a 25 de outubro de 1951.

Esta cidade deve-lhe um dos seus principais ex-libris, de que hoje, infelizmente, restam simbólicas e degradadas estruturas arquitetónicas, denunciadoras do desleixo e indiferença das entidades competentes

O Sanatório Sousa Martins ficará perenemente ligado a D. Amélia pelo relevante papel que teve na sua criação; empenhada nas causas sociais, esta rainha dispensou particular atenção aos mais desfavorecidos, sendo, aliás, particularmente significativo o facto de o pavilhão destinado aos doentes mais pobres ostentar o seu nome.

Maria Amélia Bourbon e Orléans nasceu em Twickenham, arredores de Londres em 28 de setembro de 1865 (curiosamente o futuro marido, D. Carlos, nasceu também no mesmo dia, dois anos antes).

A filha mais velha de Filipe de Orleans (conde de Paris e chefe da Casa Real de França) e de Isabel de Montpensier, que se encontravam (à altura) exilados em Inglaterra, apenas foi viver para França no ano de 1871.

Nos anos seguintes, Amélia de Orléans viajou com frequência e frequentou os principais palácios das monarquias europeias; personagem culta, apreciava o teatro, a ópera, a pintura e a leitura, convivendo, em Paris, com os escritores mais eminentes da época. Em 1886 conheceu D. Carlos, herdeiro da coroa portuguesa, de quem veio a ficar noiva, nesse mesmo ano; o casamento ocorreu em 22 de maio, em Lisboa, onde cedo manifestou as suas preocupações face ao flagelo da denominada “peste branca”.

Rainha D. Amélia.jpg

Eça de Queirós definiu-a como “senhora de grande e dedicada esmola. E a sua esmola não baixa majestosamente do trono, numa salva, entre alabardeiros. Ela própria a leva, sob um véu espesso, a todos os recantos (...); ama a caridade racional, que se organiza, se arma em instituição, derrama o bem por estatuto”. A sua atenção às questões culturais manifestou-se por diversas formas sendo a criação do Museu dos Coches Reais, em 1905, uma das mais expressivas traduções dessa postura.

Amélia de Orléans viveu em Portugal entre 1886 e 1910, num período social e politicamente muito complexo, em que soube superar muitas contrariedades e definir uma estratégia de auxílio às camadas sociais com menores recursos. A Assistência Nacional aos Tuberculosos, de que o Sanatório da Guarda foi a primeira unidade hospitalar, constituiu, nesta matéria, uma das obras mais marcantes da intervenção social da Rainha D. Amélia.

Para a tuberculose como para outros tantos males, há meios na ciência para, se não os conjurar, ao menos diminuir os seus estragos e remediar os seus efeitos”, como afirmou, em 1900, numa das suas intervenções públicas. Na cruzada contra a tuberculose, a Rainha procurou, por vários meios, canalizar recursos financeiros para combater a doença; a receita da venda do livro “O Paço de Sintra”, escrito a seu pedido pelo Conde de Sabugosa, e que foi ilustrado com desenhos feitos por D. Amélia, foi um dos muitos contributos para essa causa, em relação à qual o Sanatório da Guarda se afirmou verdadeiro baluarte.

A Rainha D. Amélia, acompanhada pelo Rei D. Carlos, veio à Guarda em 18 de maio de 1907, aquando da inauguração do Sanatório a que atribuiu, como homenagem, o nome do médico Sousa Martins (que falecera em 1897, e de quem já falamos neste jornal em anteriores edições).

A vida da Rainha ficou tristemente marcada pelo regicídio ocorrido, em Lisboa, em 1 de fevereiro de 1908, de que resultou a morte do Rei D. Carlos e do herdeiro D. Luís Filipe, Príncipe da Beira; com a aclamação de D. Manuel II, como Rei de Portugal, a 6 de maio de 1908, D. Amélia passou a colaborar nos atos da governação.

Em julho de 1910, a Rainha, na qualidade de Presidente da ANT, veio de novo à Guarda, numa visita, muito discreta, ao Sanatório e à filha do Conde de Tarouca, que ali estava internada.

Implantada a República, em 5 de outubro de 1910, a Rainha D. Amélia foi forçada ao exílio; começa por se instalar em Woodnorton (Inglaterra), residência do irmão, e em janeiro de 1911 passou a viver em Richmond Hill. No verão de 1921 mudou-se para França; a nova residência situava-se em Chesnay (nas proximidades do Palácio de Versalhes), numa mansão designada por Château de Bellevue.

Em 1939 foi convidada por Salazar para vir para Portugal, mas a Rainha não aceitou e passou os anos da segunda guerra mundial em França, onde não esqueceria as suas ligações ao nosso país, tendo hasteado mesmo a bandeira portuguesa na sua residência. Seis anos depois, em maio de 1945, veio a Portugal e foi recebida de forma apoteótica; entrou na fronteira de Vilar Formoso a 17 de maio de 1945, na véspera de se comemorarem trinta e oito anos após a inauguração do Sanatório Sousa Martins.

A Rainha D. Amélia faleceu, em Chesnay (Versalhes) na manhã de 25 de outubro de 1951; o seu corpo seria transladado para Portugal, em março de 1952, tendo ficado no Panteão Nacional.

A Câmara Municipal da Guarda decidiu, a 5 de Dezembro de 1951, atribuir o nome da última rainha de Portugal ao troço da estrada nacional nº 18 que ladeava o Sanatório e o extremo da Rua Batalha Reis; dois anos depois, a autarquia guardense deliberou proceder à eletrificação da referida avenida, junto à qual, no interior de cerca daquele sanatório, foi inaugurado - a 31 de Maio de 1953 - o Pavilhão Novo (bloco da Unidade Local de Saúde que ladeia a Avenida Rainha D. Amélia).

Ao evocarmos a efeméride a que aludimos anteriormente, estamos a relembrar um importante período da história da Guarda e a projeção alcançada por esta cidade no plano nacional e internacional. 

                                                                                                                Hélder Sequeira

 

 

 

 

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publicado às 00:01

Dia de chuva...

por Correio da Guarda, em 20.10.20

Dia de Chuva - Foto HS.JPG

 

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publicado às 08:36

Guarda

por Correio da Guarda, em 17.10.20

Guarda - muralha - HS.jpg

Guarda. Vista parcial da antiga muralha.

 

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publicado às 11:40

 

A Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço (ECDT) foi ontem apresentada, na Guarda, pela Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e pela Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, no decorrer da Cimeira Luso-Espanhola realizada nesta cidade. A Cimeira contou com a presença do Primeiro Ministro português, António Costa, e do seu homólogo espanhol, Pedro Sanchez que se fizeram acompanhar por vários membros dos seus governos.

Cimeira 2.jpg

De acordo com a informação divulgada, "esta, que é a primeira estratégia comum de desenvolvimento entre Portugal e Espanha, contribui com medidas concretas para colocar o Interior de Portugal no centro do mercado ibérico, criar nova centralidade económica e diminuir o abandono destes territórios. Com a ECDT, o Governo procura tirar partido da cooperação transfronteiriça para criar benefícios para as pessoas que vivem na fronteira e fazer uma gestão comum mais eficiente dos serviços públicos transfronteiriços."

Cimeira Ibérica na Guarda.jpg

O propósito é o de melhorar os serviços às populações, criando condições para o desenvolvimento de Projetos Comuns Inovadores que valorizem os recursos dos territórios da Raia e os tornem mais atrativos para viver, trabalhar e investir. A ECDT vai incluir um conjunto de medidas e ações concretas direcionadas para o desenvolvimento transfronteiriço. Algumas medidas vão ser financiadas através dos Planos de Recuperação e Resiliência dos dois países, do próximo quadro comunitário e de verbas geridas diretamente por iniciativas comunitárias, enquanto outras dependem mais da coordenação administrativa e articulação entre serviços públicos portugueses e espanhóis.

A Estratégia assume uma importância fundamental para o desenvolvimento da cooperação entre Portugal e Espanha e marca o início de um processo de longo prazo para a aplicação, acompanhamento e avaliação das suas medidas. Em Portugal, a ECDT incide diretamente sobre cerca de 1.6 milhões de habitantes e mais de 1.551 freguesias. Cobre, ao todo, 62% da superfície de Portugal. No total, contando com Espanha, a área de intervenção da Estratégia afeta mais de 5 milhões de habitantes. O documento completo da ECDT pode ser consultado aqui.

A Estratégia apresenta cinco Eixos de Intervenção, sendo estes alguns dos exemplos de medidas e ações concretas em cada Eixo:

Mobilidade transfronteiriça e eliminação dos custos de contexto.

- Criação de um documento único de circulação para padronizar a passagem de menores em ambos os lados da fronteira.

- Fomentar o transporte de proximidade transfronteiriça.

- Reforçar e fomentar a figura do trabalhador transfronteiriço através da criação de um documento específico que o regule, estabelecendo pontos de apoio em municípios transfronteiriços.

Infraestruturas, físicas e digitais, e conectividade territorial: vias de comunicação, internet e rede móvel.

- Completar e ampliar a conectividade digital de banda larga e de telecomunicações, bem como implementar projetos piloto 5G.

- Completar os planos para várias ligações rodoviárias, como aquelas entre Bragança e Puebla de Sanabria e entre Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro.

- Modernizar várias infraestruturas ferroviárias, como a ligação do eixo Atlântico Luso-Espanhol, que inclui Lisboa, Porto, Vigo, Santiago de Compostela e Corunha.

- Construir novas infraestruturas ferroviárias, nomeadamente agilizar a implantação da linha de altas prestações Lisboa-Sines-Poceirão-Évora-Badajoz-Cáceres-Madrid.

Gestão conjunta de serviços básicos nas áreas de educação, saúde, serviços sociais, proteção civil

- Garantir acessibilidade aos serviços de saúde, serviços sociais e de emprego para um melhor serviço à população, nomeadamente com o 112 transfronteiriço, que tem como objetivo assegurar que o utente possa ser socorrido pelo serviço de saúde mais próximo e com a resposta mais adequada à situação.

- Promover redes de colaboração que combatam o isolamento e favoreçam a inclusão social, potenciando os recursos endógenos e facilitando a cooperação entre os agentes locais.

- Reforçar a coordenação dos recursos fronteiriços ligados à proteção civil; adaptar os protocolos de ação entre as equipas de bombeiros e emergências; facilitar a coordenação na gestão de incêndios, com a criação do Centro Ibérico de Investigação e Combate aos Incêndios Florestais (CILIFO).

Desenvolvimento económico e inovação territorial: atração de pessoas, empresas e novas atividades.

- Analisar possibilidades de harmonização fiscal luso-espanhola para promover a atividade económica e a criação de emprego nos territórios desfavorecidos do Interior e da fronteira.

- Impulsionar a inovação e o empreendedorismo da economia na prestação de cuidados de saúde, no envelhecimento ativo e na adoção de novas tecnologias aplicadas à saúde, como a telemedicina, a telemonitorização e a teleassistência.

- Implementar um programa de regeneração sustentável e inclusiva de aldeias despovoadas, com o objetivo de reabilitar o seu tecido social e urbano.

Ambiente, centros urbanos e cultura.

- Aprovar um Acordo global em matéria de conservação, biodiversidade e geodiversidade ibérica.

- Reforçar a cooperação regional nas energias renováveis, incluindo no hidrogénio verde e nas interligações energéticas. 4

- Implementar projetos culturais transfronteiriços ligados ao património cultural tangível e intangível.

Cimeira na Guarda - cartaz.jpg

É a segunda vez que a Guarda é palco de  um encontro luso-espanhol a realizar num contexto de crise; com perfil diferente é certo, mas que reporta de novo a uma associação da cidade mais alta de Portugal à definição de novos entendimentos e rumos por parte dos dois países ibéricos. De recordar – tal como o Correio da Guarda sublinhou num anterior texto – que a Guarda recebeu em 1976 uma importante cimeira em que estiveram os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Espanha, respetivamente Melo Antunes e José Maria Areílza. A cidade esteve no centro das atenções informativas, nacionais e internacionais, pois eram delicadas, à época, as relações luso-espanholas após a destruição da Embaixada em Lisboa, ocorrida em 1975.

 

Fotos: CMG

 

 

 

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publicado às 07:30

Cimeira luso-espanhola na Guarda

por Correio da Guarda, em 06.10.20

 

Agendada inicialmente para junho do passado ano, e posteriormente com sucessivas marcações para 2020, a próxima cimeira luso-espanhola será realizada na Guarda no próximo sábado, dia 10 de outubro.

A “estratégia comum de desenvolvimento transfronteiriço” será um dos pontos principais da ordem de trabalhos deste encontro para o qual foi anunciada a análise de medidas que possam robustecer os territórios transfronteiriços de forma a “podermos sair desta crise”, nas palavras do primeiro-ministro português.

Cimeira luso-espanhola na Guarda.jpg

 

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publicado às 23:34


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