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O Pavilhão Novo do Sanatório

por Correio da Guarda, em 27.05.12

 

     Na próxima quinta-feira, dia 31 de Maio, completam-se 59 anos após a inauguração do denominado Pavilhão Novo do Sanatório que constitui, por enquanto, o principal bloco do Hospital Sousa Martins.

     A inauguração, prevista inicialmente para 28 de Maio de 1953, ocorreu três dias depois, com a presença dos Ministros do Interior e das Obras Públicas. A imprensa da cidade deu especial relevo ao acato, apresentando o novo pavilhão como “um edifício gigantesco com 250 metros de comprido e com 350 leitos destinados exclusivamente a doentes pobres”.

     Com a construção deste novo pavilhão, o Sanatório Sousa Martins procurou aumentar a capacidade de resposta às crescentes solicitações das pessoas afectadas pela tuberculose, ampliando assim o seu papel na luta contra essa doença.

    É que o elevado número de doentes com fracos recursos há muito fazia sentir a necessidade de dotar esta conhecida estância sanatorial com novas instalações, pretensão que os responsáveis pelo Sanatório Sousa Martins tinham já manifestado ao Ministro das Obras Públicas, aquando da sua visita, à Guarda, em 1947. As obras do novo pavilhão foram iniciadas quatro anos depois.

     A entrada em funcionamento deste pavilhão era aguardada com compreensível expectativa, mormente por quem trabalhava no Sanatório Sousa Martins.

    O seu Director, Dr. Ladislau Patrício – que nesse mesmo ano deixaria essas funções, bem como a sua actividade clínica – definiu o edifício como “um novo e valioso instrumento na luta em defesa da saúde pública do país”.

     Na Guarda viveu-se mais um dia festivo. “Cerca do meio-dia, a estrada que conduz ao Sanatório tornara-se um rio de gente”, noticiou o jornal A Guarda. O Pavilhão Novo constitui, de facto, um marco importante na história do Sanatório Sousa Martins, instituição que não pode, de forma alguma, ser dissociada da Guarda do século XX.

    Ao recordarmos esta efeméride, para além de evocarmos um facto da história da Guarda, importa sublinhar quanto é fundamental a salvaguarda desta memória viva onde, no presente, prossegue a actividade hospitalar. Conciliar os rumos exigidos pelo progresso com a especificidade deste edifício será contribuir para o reencontro com décadas em que a Guarda conquistou, justamente, a designação de cidade da saúde.

 

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publicado às 21:14

E o museu do Sanatório Sousa Martins?...

por Correio da Guarda, em 16.07.09

 

Nos períodos eleitorais há questões que são ciclicamente retomadas, dada a sua incidência junto do cidadão comum. A saúde é uma delas e, a nível da Guarda, a principal estrutura do sector tem suscitado, ao longo dos anos, particular atenção.
Durante muito tempo o poder político foi protelando a decisão de concentrar na área outrora ocupada pelo Sanatório Sousa Martins os serviços hospitalares que funcionavam no bloco da Rua Dr. Francisco dos Prazeres, em instalações pertencentes à Misericórdia da Guarda.
Apesar de alguns responsáveis pelo sector da saúde terem reconhecido que esta cidade possuía um espaço ímpar para a actividade de um bom estabelecimento hospitalar, depressa essas palavras caíam no esquecimento e os projectos encetados tinham como destino uma qualquer gaveta das secretárias ministeriais.
Ao longo de vários anos teve lugar – como muitos devem ainda estar recordados – o penoso vaivém de doentes entre o centro da cidade e o actual Parque da Saúde; a dispersão de serviços fazia disparar as despesas do hospital e dificultava o aproveitamento racional de meios humanos e técnicos, com as consequências óbvias.
A concentração de serviços, finalmente materializada, não foi feita num quadro de previsões que contemplasse um mais vasto horizonte temporal, onde ficasse garantida a articulação com novas estruturas e espaços, assegurando a identidade de uma área que durante décadas constituiu uma autêntica cidade e projectou a Guarda, dentro e fora das fronteiras nacionais.
De hesitação em hesitação, com diferenciadas directrizes político-partidárias de permeio, a Guarda assistiu, impávida e serena – salvo uma ou outra tomada de posição pública, apesar de tudo inconsistente – à progressiva degradação dos pavilhões do ex-Sanatório (inegável e insubstituível património desta terra), ao desaparecimento de muitas memórias de uma época marcante desta secular cidade.
Apontados os erros e equacionadas as soluções, o Hospital da Guarda permaneceu, durante anos, nos caminhos da indecisão governamental e serviu de arma de arremesso nos confrontos político-partidários; perdeu-se demasiado tempo, enquanto noutras zonas se trabalhou com mais rapidez e união de esforços.
Actualmente, e pesem alguns contratempos de última hora – que este jornal noticiou na última edição – o início da obras de ampliação da principal unidade hospitalar está para breve; daí que, e face à dimensão e às implicações de trabalhos deste natureza, seja importante, urgente, tomar algumas precauções relativamente ao recheio de alguns edifícios ainda erguidos no Parque da Saúde. E porquê?
Há alguns anos atrás (concretamente em 2000) uma comissão mandatada pela Administração do Hospital da Guarda efectuou o levantamento do espólio que seria destinado a um futuro Museu do Sanatório Sousa Martins, o que seria, desde logo, instituição única, com estas características, a nível nacional.
O trabalho desenvolvido, nessa altura, nos edifícios da lavandaria, oficina de carpintaria, oficina de pintura, padaria (este junto à actual helipista e supostamente ainda a funcionar como local de guarda de muito material!..), pavilhão D. António de Lencastre, edifício do Raio X, pavilhão novo e em vários serviços localizados neste bloco permitiu identificar e inventariar muitos objectos e equipamentos que pertenceram ao antigo sanatório.
Como sejam aparelhos de Raio X, equipamentos de lavandaria, equipamento médico, objectos cirúrgicos, processos médicos, mesas, armários, roupeiros, camas de cura, toucadores, cómodas, mesas de jogo, armários louceiros, cadeiras, caixas para transporte de recolha de sangue, estantes, livros, máquina de projectar filmes, piano de cauda, bengaleiros, relógios, móveis de farmácia, equipamento de apoio hospitalar, peças de cerâmicas, móvel giratório para revistas, pinturas a óleo, microscópios, balanças, cómoda “arte nova”, aparelho de pneumotorax, mobiliário diversificado, candeeiros, escrivaninhas, bancos, mobiliário dos anos 50, cadeiras de várias tipologias.
A relação do material identificado, bem como as actas das reuniões da referida comissão foram oportunamente entregues à direcção da unidade hospitalar em referência.
Há quatro anos atrás, foi anunciada, na Guarda (em véspera de eleições, diga-se) a criação do Museu da Saúde, que teria um âmbito nacional; em Novembro do passado ano, em Lisboa, foi assinado um protocolo entre o Instituto Nacional de Saúde “Doutor Ricador Jorge” e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica com vista à implementação de um Museu da Saúde, cujo núcleo embrionário é formado – tal como foi então noticiado – por peças da colecção da Direcção Geral de Saúde “recebidas em parte dos antigos sanatórios da luta anti-tuberculose”...Recentemente foi retomada a ideia de um Museu da Saúde na Guarda.
Ou seja, corremos o risco de haver museus (da saúde, entenda-se...) a mais e peças a menos.
Neste contexto não será de acautelar, salvaguardar, o espólio existente (disperso pelos edifícios atrás mencionados) e pensar atempada e seriamente no Museu do Sanatório Sousa Martins?..
Antes que seja tarde...
                                                                                                   H.S.
(in O Interior, 16/7/2009)
 

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publicado às 23:37

Jornadas sobre Tecnologia e Saúde

por Correio da Guarda, em 29.04.09

 

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG), em colaboração com a Escola Superior de Saúde e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, vai promover amanhã, dia 30 de Abril, as II Jornadas sobre Tecnologia e Saúde.
Divulgar o que existe de mais expressivo ao nível das tecnologias aplicadas à saúde; estabelecer o diálogo entre investigadores e profissionais/estruturas de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos, profissionais e estudantes das áreas da saúde e da tecnologia); dar a conhecer novos projectos e soluções informáticas, permitir uma maior interacção entre ensino superior e as empresas vocacionadas para as áreas referenciadas constituem os principais objectivos destas Jornadas.
O programa vai incluir a apresentação de temas como “pHealth e a gestão de doenças cardiovasculares”, Prof. Doutor Paulo F. Pereira de Carvalho (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra); “Factores de Sucesso na introdução de Sistemas de Informação na Saúde”, Dr. Paulo Teixeira (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave); “eHealth and Tobacco Cessation in Portuguese Young Adults”, Drª Sofia Ferreira, Dr. Yori Gidron (Brunel University West London); “Contrafacção de Medicamentos e os riscos de compra de medicamentos pela Internet”, Drª Mónica Galo (INFARMED); “Projecto Magic Key: a Tecnologia ao serviço das pessoas com necessidades especiais”, Prof. Luis Figueiredo (Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda) e “A tecnologia aplicada à Saúde: A Realidade virtual no tratamento da acrofobia”, Prof. Jorge Silvério, Prof. Carlos Coelho, Prof. Jorge Almeida Santos e Prof. Carlos Fernandes da Silva (Universidade do Minho) e “Automatização da Dispensa de Medicamentos nos Hospitais ; Gestão Informática para Enfermeiros”, Dr. Gonçalo Nolasco, Dr. Rui Teixeira (Glintt-HS).
No decorrer destas II Jornadas sobre Tecnologia e Saúde falar-se-á ainda de “NutriME – Um sistema de informação para a monitorização e aconselhamento nutricional”, Prof. João Varajão, Prof. Vitor Fernandes (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro); “Fabrico aditivo de modelos médicos por impressão tridimensional”, Prof. Doutor Fernando Cruz (Instituto Politécnico de Setúbal); “Que tecnologia usar para desenvolver um Registo Clínico Electrónico”, Prof.ª Eliana Amorim de Sousa (Faculdade de Medicina da Universidade do Porto); “Novas Técnicas em Cardiologia”, Drª Cristina Gamboa (Unidade Local de Saúde da Guarda); “A Videofluoroscopia como instrumento de avaliação e radiognóstico funcional das perturbações da deglutição”, Dr. Ricardo Ferreira Santos (Hospital Privado da Trofa), Dr. Adriano Rockland (Instituto Superior do Vale do Ave); “Novas Tecnologias na Diabetes”, Dr. Paulo Prata (Roche – Divisão de Diagnóstico).
“Web.Care – Plataforma on-line para estudos clínicos multicêntricos”, Prof. Pedro Farinha Silva (Serviço de Bioestatística e Informática Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto); NutriME – Um sistema de informação para a monitorização e aconselhamento nutricional”, Prof. João Varajão, Prof. Vitor Fernandes (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro); “Blogs na Saúde: um recurso informático como estratégia (in)formativa e educativa”, Drª Maria Rosa Silvestre, Faculdade de Ciências e Tecnologia/Universidade Nova de Lisboa, e “Qualidade de sítios Web de Unidades de Saúde – proposta de desenvolvimento de metodologia para avaliação, comparação e melhoria”, Drª Patrícia Leite Brandão, Instituto Politécnico do Cávado e do Ave são outras das comunicações agendadas.
O programa destas II Jornadas sobre Tecnologia e Saúde integra ainda a apresentação de “posters” que têm como temas, entre outros, “Infrared imaging possibilities in physiotherapy with an introduction to the data acquisition technique”, Prof. Lukas Orman (Universidade de Kielce, Polónia); “Modelos experimentais para o estudo da regeneração do tecido ósseo”, Cristina Ferreira (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra), Prof.ª Doutora Eduarda Ferreira (IPG); “Próteses auditivas electroacústicas”, Dr. David Tomé Simões (Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto); “Telecirurgia: Presente e Futuro”, Bárbara I. Ferreira (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra), Prof.ª Eduarda Ferreira (IPG) e “Erros de Medicação e novas tecnologias”, Ana Marisa Cruz, Daniela Santos, Noémia Lima (Escola Superior de Saúde da Guarda / IPG).
 

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publicado às 09:22

"Morte de Frente" no TMG

por Correio da Guarda, em 17.02.09

 

No Teatro Municipal da Guarda vai ser apresentado, no próximo dia 19 de Fevereiro, pelas 15 horas, o espectáculo “Morte de Frente”.
 Trata-se de um espectáculo baseado numa reportagem da jornalista Felícia Cabrita sobre um doente terminal de SIDA.
Carlos Peixoto, actor e encenador, adaptou o texto e construiu uma interpretação teatral na qual revela as emoções e angústias mais íntimas do protagonista da história.
Depois do espectáculo, que terá lugar no Pequeno Auditório do TMG, haverá um debate com o actor Carlos Peixoto e técnicos especializados do Instituto da Droga e da Toxicodependência.
 

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publicado às 01:06


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